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#196-Terror em Silent Hill

Menina sonâmbula preocupa família. Durante a noite, ela começa a andar perigosamente pelas ruas, sempre pronunciando “Silent Hill“. A mãe, querendo descobrir a causa disso, viaja com a filha para a cidade que tem o mesmo nome. Será que lá elas encontrarão as respostas? O marido (Sean Bean, de “Plano de vôo“, “A ilha” e “Escuridão“) não acredita nisso e tenta impedir as duas de visitarem Silent Hill, cidade abandonada que tem a fama de ser amaldiçoada.

O filme é baseado no famoso jogo japonês. Pelo título nacional está claro que terá terror na história. Mas não é só um filme para dar sustos e impressionar. A história é complexa e fantástica, indicada apenas para quem tem a capacidade de ter a mente aberta e absorver as bizarrices que são mostradas a todo momento. Quem já jogou os jogos deve gostar mais.

Se você for ver esperando algo realista, vai se decepcionar. Eu, que nunca joguei nenhum dos jogos, assisti sem ter idéia do que se tratava o filme e me surpreendi pela abstração das situações. É tudo muito imprevisível, embora o final sangrento tenha me lembrado “Carrie, a estranha” e até mesmo “O homem de palha” (versão original, já que ainda não vi a regravação). A ambientação da cidade é sombria. Os cenários são sujos e transmitem insegurança e nojo. O diretor Christophe Gans já teve experiências com terror, dirigindo o primeiro dos três segmentos do filme “Necronomicon, o livro proibido dos mortos“, baseado na obra de H.P. Lovecraft. Gans também dirigiu “O pacto dos lobos“.

Se for para resumir o filme numa palavra, eu escolheria: pesadelo. As criaturas são tão estranhas e horripilantes que parecem ter sido retiradas do inferno. Terrível, terrível. O final é bom, provavelmente deve sair uma continuação.

Cotação do Dai: ***

Silent Hill (EUA, 2006) Dirigido por: Christophe Gans Com: Radha Mitchell, Sean Bean, Laurie Holden, Deborah Kara Unger, Kim Coates, Jodelle Ferland, Ron Gabriel…

Clique aqui para ver o trailer de Terror em Silent Hill legendado em português:

* * *

E por falar em continuação, se prepare para a continuação de Efeito borboleta. Mas espere, não são os mesmos personagens do primeiro filme. Ashton Kutcher aprendeu muito bem que é complicado lidar com traumas e as complicações futuras que se tem quando se modifica o passado.
O protagonista do novo filme, entretanto, parece não conhece a teoria do caos. Leia abaixo a sinopse oficial do filme Efeito borboleta 2:

Nick Larson (Eric Lively) não poderia estar em melhor momento. A empresa na qual trabalha está indo de vento em popa e seu namoro com Julie (Erica Durance, da série “Smallville”) parece perfeito. Mas tudo muda repentinamente quando ele recebe um telefonema de seu supervisor exigindo sua presença justamente no dia do aniversário de Julie. A partir de então, uma cadeia de eventos vai resultar na morte de três pessoas em um trágico acidente – incluindo sua jovem namorada. Um ano depois, Nick ainda tenta reunir os pedaços de sua vida destruída.

Mas para a sua surpresa, em determinados momentos ele começa a ter estranhos surtos epilépticos nos quais mantém a consciência e parece estar viajando no tempo. Agora, Nick tem a oportunidade de mudar o passado e reconstruir sua existência de uma vez por todas, recuperando o emprego e impedindo a morte do seu amor. Mas a missão é mais difícil do que aparenta, já que qualquer pequeno detalhe modificado pode significar uma enorme reviravolta no futuro. Será que ele está preparado para lidar com as conseqüências de suas escolhas?

#195-Chuva de verão

Antes de mais nada, é bom deixar claro que “Chuva de verão” é um lindo filme neo-zelandês. As paisagens são bonitas, as cores utilizadas (cenas coloridas e em preto e branco), a trilha sonora (se alguém tiver o cd me avise, por favor!) e tudo mais foi muito bem escolhido. A história é simples, mas o jeito que ela é contada é tão especial, que vale a pena assistir. Entretenimento em todos os sentidos!

Janey é uma garota que passa as férias com a família (pais e um irmão mais novo) numa casa a beira de um lago. O cenário parece ser melancólico, mas naquele ano algo de diferente estava prestes a acontecer. Já na puberdade, a menina logo percebe que existe uma estranha relação entre a mãe e um recente amigo da família. Um rapaz que é dono um barco e, ainda por cima fotógrafo. Uma figura masculina que representa muitas novidades para Janey. …e também para sua mãe!

A família tem o costume de dar festas bem liberais na casa, com convidados que bebem e dançam num clima totalmente paz e amor. E é durante as férias que Janey vai descobrindo sua sexualidade. “Chuva de verão” é bem sensual e fala das primeiras experiências do gênero na vida de uma garota. Durante quase todo o filme é possível ter uma atmosfera sexual, seja ela reprimida ou descontrolada.É verdade que a história tem um quê de Lolita, mas é muito mais do que uma garota com os hormônios a flor da pele. O roteiro ainda guarda uma surpresa desconcertante para o final. Muito, muito bom!
Cotação do Dai: ****1/2
Rain (Nova Zelândia, 2001) Dirigido por: Christine Jeffs Com: Alicia Fulford-Wierzbicki, Sarah Peirse, Marton Csokas, Alistair Browning, Aaron Murphy, David Taylor, Chris Sherwood, Claire Dougan, Alison Routledge…

Clique aqui para ver o trailer do filme Chuva de verão:


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Vem aí, “Menina má.com” (Hard Candy). Confira aqui em primeira mão o pôster nacional do filme:

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#194-Caixa preta

Seguindo a mesma linha de “Efeito borboleta” e “O operário“, “Caixa preta” é um filme francês com uma misteriosa trama fragmentada em pedaços que vão se encaixando com o passar dos minutos. É preciso atenção e paciência para saber o que é realidade e o que é delírio. O filme conta a história de Arthur Seligman, um homem que sofre um acidente de carro e, após ficar um tempo em coma, acorda sem se lembrar de muitas coisas.

Para sua sorte, uma enfermeira voyeur escreveu todas as frases desconexas que ele falou. Essas frases seriam a voz de sua inconsciência, ou seja, sua caixa preta. Coisas que as pessoas se esquecem (ou tentam se esquecer) e estão gravas no subconsciente. Com a leitura dessas palavras, ele poderia compreender melhor sua mente, saber o que aconteceu e superar problemas antigos. Interessantíssimo, não?

A partir daí Arthur, (José Garcia, de “O sétimo dia“) parte em busca de respostas. Tenta, sem sucesso, localizar o irmão e procura entender o que aconteceu no desastre de carro. Com a ajuda dos escritos, ele começa a se lembrar de coisas do seu passado. Algumas lembranças boas e outras traumáticas, da infância. Para deixar a história ainda mais agitada, alguns assassinatos inexplicáveis. E tudo isso com uma fotografia sombria e bem cuidada.
O filme é bom, com uma história que deixa todo mundo curioso querendo saber como vai se concluir. O final, entretanto, deixa muito a desejar. “Caixa preta” é daqueles filmes cheios de flashbacks e edição com imagens piscando. É muito parecido com outro já comentado aqui no Daiblog, “
O terceiro olho” (filme que também fala de acidente de carro envolvendo situações do passado e o relacionamento do protagonista com o irmão!).

Cotação do Dai: ***

La Boîte noire (França, 2005) Dirigido por: Richard Berry Com: José Garcia, Marion Cotillard, Michel Duchaussoy, Bernard Le Coq, Héléna Noguerra, Gérald Laroche…

Veja aqui o trailer do filme Caixa preta (legendado em português):

#193-Três enterros

Os três enterros de Melquiades Estrada (esse é o título completo) é um filme dirigido e atuado por Tommy Lee Jones. Premiadíssimo e com roteiro (também premiado) de Guillermo Arriaga (que já escreveu os ótimos “Amores brutos” e “21 gramas”), é o tipo de filme que promete muito. Só pelo trailer dá vontade de assistir na certeza de ser entretenimento garantido. Porém…

…é bom, apenas. Metade faroeste, metade drama, “Três enterros” narra a história de Pete Perkins (Tommy Lee Jones), que sofre com a morte de seu melhor amigo, o mexicano Melquiades Estrada. Como a polícia local não se importa com Melquiades, Pete decide investigar a morte do amigo e, de quebra, cometer uma vingança.

A trama paralela é de um jovem casal que se muda para a pequena cidade do Texas onde se passa maior parte da trama. A mulher é entediada com o casamento e o homem trabalha como policial da fronteira. Os dois núcleos se encontram durante o filme, que conta com diversos flashbacks. São, de fato, três enterros para o mesmo morto. E o roteiro é dividido em partes, sendo que uma delas é da viagem que Pete faz para enterrar o amigo na sua distante cidadezinha natal, no México.
Um filme bom, com uma história boa que prende a atenção, sem dúvidas. Agora não me surpreendeu. Vale a pena assistir, mas sem grandes expectativas. Cotação do Dai: ***

The Three Burials of Melquiades Estrada (EUA, França, 2005) Dirigido por: Tommy Lee Jones Com: Tommy Lee Jones, Barry Pepper, Julio Cedillo, Dwight Yoakam, January Jones, Melissa Leo, Vanessa Bauche…

Veja aqui o trailer do filme Três enterros:

#192-A mulher do meu irmão

Pelo título, dá para pensar se que trata de um episódio de “A vida como ela é“, de Nelson Rodrigues. E, de fato, existem algumas semelhanças com a série brasileira pelo nível de erotismo da história. Zoe (Bárbara Mori) é uma linda mulher casada com o rico empresário Ignacio. Logo no início pensamos que é um casamento perfeito. Os dois vivem numa luxosa casa de vidro e tudo parece bem.

Entretanto, Zoe está insatisfeita com a relação. Ignacio só faz sexo com ela aos sábados, o que frustra a beldade. A solução para essa carência está mais perto do que se pode imaginar: Gonzalo, o irmão de Ignacio. Zoe logo se sente atraída pelo rapaz, que é jovem e bem disposto.
Existe uma rivalidade entre os dois irmãos, cujo motivo é levemante explicado depois. O clímax poderia render mais, e parece que o final da história é muito acelerado. O triângulo amoroso parece trama de telanovela. Por coincidência, a atriz Bárbara Mori já foi a protagonista da novela mexicana Rubí. Mas no filme, felizmente, as interpretações não são forçadas e o drama é de bom gosto.
A produção é ótima, especialmente a fotografia, clean e muito elegante. Tudo bonito, com cara de filme americano. Bárbara Mori é muito bonita e o filme explora bem essa beleza, com cenas muito boas. Vale a pena assistir, embora não seja imperdível. O clima lembra outro filme, “Infidelidade“, apesar de “A mulher do meu irmão” ter uma curiosa surpresa no final.Cotação do Dai: ***Obs: Não deixe de conferir abaixo a letra e o clipe da música “Baby Blues”, que é tema do filme e toca no menu inicial do dvd “A mulher do meu irmão”.

La Mujer de mi hermano (México, Argentina, Peru, EUA, 2005) Dirigido por: Ricardo de Montreuil Com: Bárbara Mori, Christian Meier, Manolo Cardona, Gaby Espino, Beto Cuevas, Bruno Bichir, Angélica Aragón…

Clique aqui para assistir o trailer do filme A mulher do meu irmão legendado em português:
Baby Blues – Andrea Echeverri

Princesa de las muñecas reina de este planeta (2x)
Tesoro del atlántico mujer completa
Princesa de las muñecas reina de este planeta
La perla del pacifico mujer completa
Baby Blues Ternura dulzura
Baby blues Tu calma me cura
Baby blues Belleza tan pura
Baby blues Promesa futura
Baby blues Tu llanto me tortura
Mancuerna de ámbar arete clavado en mi cuerpo (2x)
Pura vida eres tu emperatriz de la América del sur
Pura vida eres tu ya nunca cantare blues
Pedazo de mi alma me arrebataste el corazón
Como vivo si tú guardas mis latidos
Babyblues……….tu llanto me sulfura

Veja aqui o video clipe da música Baby Blues, de Andrea Echeverri:

#191-Crianças invisíveis

Coletânea de sete curtas dirigido por diretores de sete países diferentes. Em comum, a infância difícil de crianças. Alguns problemas são universais e a intenção do filme é deixar essas crianças visíveis, abrindo os olhos do mundo.

O primeiro curta é “Tanza“, dirigido por Mehdi Charef de Burkina Faso. Um filme que mostra crianças armadas numa guerrilha e a perda da inocência, com as chances de um futuro melhor sendo destruídas por completo. É bem forte, embora a direção poupe o espectador da violência explícita. Em seguida vemos “Ciganos“, de Emir Kusturica, da Sérvia. Na minha opinião é um dos melhores. Senso de humor pastelão junto com uma história dramática de crianças delinqüentes num reformatório. Atuação impressionante do protagonista!

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Jesus, crianças da América” representa os EUA e foi dirigido por Spike Lee (de “Faça a coisa certa“). O tema, como já se pode imaginar, é o racismo contra negros. Só que a história vai além disso, também tratando de temas como drogas e AIDS. Um dos curtas mais tocantes. “Bilú e João” foi dirigido por Kátia Lund, brasileira que já trabalhou no filme “Cidade de Deus“. O curta mostra uma realidade bastante comum do Brasil, a das crianças catadoras de latinhas e papelão. Alguns momentos bem interessantes e bem feitos (como a cena da chuva e a corrida mesclada com video-game) e cenas da nossa conhecida desigualdade nacional. Entretanto, achei otimista, até demais!

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Jonathan“, de Jordan Scott e Ridley Scott (de “Gladiador“) é, sem dúvidas, o mais poético de todos. David Thewlis (que já atuou em “O novo mundo” e foi o fotógrafo de “A profecia“) é um repórter fotográfico (de novo!) que sofre com a situação de miséria do mundo. Ele embarca numa viagem ao passado, com amigos de infância e reminiscências; numa tentativa de escapar da realidade. Muito sensível, com imagens belíssimas.

Ciro” foi dirigido por Stefano Veneruso, da Itália. Um curta enigmático, sobre violência e amizade. O filme termina com “Song Song e a pequena Gatinha“, dirigido pelo chinês John Woo. Diferente do que se pode esperar, o filme não é de ação e sim um dramalhão piegas sobre duas garotas que vivem na mesma cidade, mas em mundos diferentes. Uma é rica é sofre com os problemas dos pais. A outra é uma menina que foi encontrada no lixo e que vive com um bondoso morador de rua. Uma boneca quebrada liga as duas personagens e, apesar de todo sofrimento, a mensagem final é bonita e emocionante. Esse, sem dúvidas, foi feito para chorar!

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Crianças invisíveis” é um filme muito bom. Não só pela qualidade dos curtas, mas também pelo nobre propósito de alertar o mundo para as condições de vida de milhares de crianças. Os diretores trabalharam de graça e parte da renda do filme foi destinada para a Unicef e para o Programa Mundial contra a Fome. Cotação do Dai: ****
All the Invisible Children (Itália/França, 2005) Dirigido por: Mehdi Charef, Emir Kusturica, Spike Lee, Kátia Lund, Jordan Scott, Ridley Scott, Stefano Veneruso, John Woo. Com: Mehdi Charef, Diego De Silva, Stribor Kusturica, Cinqué Lee, Qiang Li, Jordan Scott, Eduardo Tripa, Stefano Veneruso.

Veja aqui o trailer do filme Crianças invisíveis.

#190-Maldito coração

Junte o impacto de “Kids” com um universo no estilo “Eu, Christiane F, 13 anos, drogada e prostituída” que você vai ter uma noção de como é a ambientação de “Maldito coração“. Asia Argento (de “Terra dos mortos“) segue os passos do pai (Dario Argento, de “Suspiria“) e dirige este filme baseado no livro auto-biográfico de J. T. Leroy.

É a história de Jeremiah, garoto que descobre ser filho adotivo e é obrigado a morar com a mãe, Sarah, uma prostituta drogada barra-pesada (interpretada por Asia Argento). A partir daí, acompanhamos a degradação de uma criança que perde a infância e passa a viver num mundo de vícios e sexo. Considerando que o filme é baseado no livro, que por sua vez é baseado em fatos, “Maldito coração” tem uma trama chocante. Não tem como passar despercebido nesse relato nu e cru, é realmente incômodo.

Mas a grande surpresa veio com a descoberta que o escritor JT Leroy é na verdade uma mulher! E que não foi ele/ela que escreveu o livro. Para ler mais sobre essa maquiavélica farsa, clique aqui. Foram lançados dois livros de Leroy aqui no Brasil: “Maldito coração” e “Sarah“, que também será transformado em filme. “Sarah” narra os acontecimentos posteriores a “Maldito coração“.
Maldito coração” é bom. A direção de Asia Argento não surpreende mas também não é fraca. O roteiro é ágil e o filme nunca fica parado, sempre com cenas impactantes e situações politicamente incorretas. Uma lição ilustrada do que nunca se deve fazer com uma criança. No elenco, participações especiais de Marilyn Manson e Winona Ryder.
Cotação do Dai: ***
The Heart Is Deceitful Above All Things (EUA, Reino Unido, França, Japão, 2004) Dirigido por: Asia Argento Com: Asia Argento, Jimmy Bennett, Kip Pardue, Ornella Muti, Jeremy Renner, Peter Fonda, John Robinson…

Veja aqui o trailer do polêmico filme “Maldito coração“:

***Novidade:
“Almas reencarnadas” é o novo filme de terror japonês que irá para os cinemas nessa sexta-feira, 18 de agosto. Confira agora a sinopse do filme “Almas reencarnadas” e dados sobre a produção, o diretor e também o projeto “J-HORROR THEATER”. Texto cedido pela assessoria de imprensa da Paris Filmes.

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Um terrível ato de violência é praticado em um hotel turístico: um professor universitário possuído pela loucura inicia um massacre, matando 11 hóspedes e funcionários. Enquanto filma seus atos com uma câmera 8mm, ele esfaqueia uma vítima após a outra, enquanto elas tentam fugir.

Trinta e cinco anos depois, Matsumura (Kippei Shiina) é um diretor que quer transformar esse crime em um filme. Entitulado “Memory”, ele convida a atriz Nagisa Sugiura (Yuuka) para interpretar a heroína de seu projeto. Mas quando o início das filmagens se aproxima, Nagisa começa a ter alucinações e sonhos assustadores. Enquanto isso, outras pessoas começam a ter pesadelos e alucinações parecidas. Seria o rancor das vítimas de 35 anos atrás?

Matsuura, Nagisa e a equipe de filmagem chegam ao hotel para os ensaios. No hotel abandonado, é possível sentir claramente uma estranha presença. Nesse momento Nagisa começa a desconfiar que pode ser a reencarnação de uma garotinha que foi morta no hotel 35 anos antes. É então que ela começa a temer que tenha o mesmo destino…
Será que não podemos fugir do nosso destino, já terminado em vidas passadas? Uma terrível atrocidade está prestes a se repetir…

“J-HORROR THEATER”

Do Japão para o mundo, “J-Horror Theater” traz o Volume Dois de uma série de filmes de terror de seis partes. Produzido por Takashige Ichise, o homem por traz da nova onda de filmes de terror japoneses, “J-Horror Theater” é o conjunto de espetaculares projetos de filmes de terror de um grupo de seis diretores: Masayuki Ochiai, Kiyoshi Kurosawa, Takashi Shimizu, Hiroshi Takahashi, Norio Tsuruta e Hideo Nakata.

“Almas Reencarnadas” (Rinne / Reincarnation), de Takashi Shimizu compõe a segunda parte do J-Horror Theater. A primeira parte, lançada em outubro de 2004, inclui “Infecção” (Kansen / Infection) de Masayuki Ochiai e “O Terror da Premonição” (Yogen / Premonition) de Norio Tsuruta. (imagem ao lado)

Antes mesmo de ser produzido e, portanto, antes mesmo de ser lançado no Japão, a distribuição das seis partes do J-Horror Theater já havia sido negociada com 40 países, dentre eles: EUA, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Andorra, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia, Portugal, Grécia, Chipre, Coréia, Taiwan, Indonésia, Malásia, Tailândia, Hong Kong, Macau, Israel, Rússia, Azerbaijão, Cazaquistão, Estônia, Letônia, Lituânia e Ucrânia.

O RETORNO DA LENDA DO TERROR
Takashi Shimizu, o homem responsável pelo “filme mais aterrorizante do mundo”, faz seu retorno triunfante ao cinema japonês com seu projeto “Almas Reencarnadas”.

Levando o público a um novo mundo e sons e visões aterrorizantes, “Almas Reencarnadas” é um trabalho original de Takashi Shimizu. A personagem principal, Nagisa, é interpretada por Yuuka, uma talentosa e popular atriz de televisão. O público japonês a conhece como uma garota alegre e vivaz, mas nesse filme ela desafia todas essas expectativas. Yayoi, a personagem que investiga o mistério da história, é interpretada por Karina, uma atriz em rápida ascensão, conhecida por seus recorrentes trabalhos em filmes japoneses recentes. O premiado ator Kippei Shiina faz o principal papel masculino: o diretor que escala Nagisa para o elenco de seu filme.

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O DIRETOR

Takashi Shimizu nasceu em 1972, em Gunma. Estudou na Kinki University School of Arts, onde foi aprendiz do roteirista Toshiro Ishido. Mudou-se para Kyoto onde trabalhou em salas de cinema antes de integrar a equipe de um filme dirigido por Kouhei Oguri. Em seguida, mudou-se para Tóquio, onde trabalhou como assistente de direção, em paralelo a seus projetos de curta-metragem. Em 1999, Shimizu escreveu e dirigiu o filme “O Grito” (Juon) e sua seqüência, lançados direto em DVD. Em 2002, escreveu e dirigiu a versão cinematográfica de “O Grito”.
Essa versão estreou em apenas dois cinemas, mas se tornou um sucesso sem precedentes, espalhando-se por cinemas em todo o Japão e arrecadando cerca de 500 milhões de ienes. A seqüência, “O Grito 2” (Juon 2), também foi um enorme sucesso, alcançando mais de 1 bilhão de ienes de bilheteria.

Com tamanho sucesso, Shimizu foi convidado por Sam Raimi, produtor de “Homem-Aranha”, para dirigir um remake hollywoodiano de “O Grito”. Lançado nos EUA em 2004 em 3.245 cinemas, “O Grito” (The Grudge) arrecadou quase 4 milhões de dólares no fim de semana de abertura e Shimizu tornou-se o primeiro diretor japonês a estrear em primeiro lugar nas bilheterias norte-americanas. Em 2006, dirigiu também a versão americana de “O Grito 2”, que será distribuída no Brasil pela Paris Filmes, com estréia mundial no dia 13 de outubro.

A PRODUÇÃO

Muito conhecido na Ásia, os Estúdios Toho foram o local de construção do set de filmagens de “Almas Reencarnadas”. Um prédio de dois andares foi inteiramente construído no estúdio 9 como o set do hotel. No set, havia um jardim interno de estilo japonês tradicional, um lobby com um altíssimo pé-direto, reforçado por pilares de concreto construídos para apoiar todo o segundo andar. Toda construção chegou a custar 10 milhões de ienes, com um total de 2 mil metros quadrados de área construída.

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A preparação para as filmagens no set começou em 23 de abril de 2005. Depois das filmagens na região de Kanto, a equipe foi para os Estúdios Toho para dar início às filmagens em 6 de maio. Na sequência, em 29 de maio, a equipe seguiu para às filamgens nas prefeituras de Fukuoka e Kumamoto, para retornarem aos estúdios em 8 de junho.

A primeira parte da história se passa no hotel de 35 anos antes, então o hotel em funcionamento foi recriado nos estúdios e, antes das filmagens no hotel do passado, a equipe foi filmar em Kyushu, enquanto o set era envelhecido, criando a atmosfera sinistra do hotel abandonado.

As filmagens terminaram no fim de junho e o filme foi finalizado em setembro de 2005, estreando nos cinemas japoneses em 7 de janeiro de 2006.

#189-Coisa ruim

Família se muda de Lisboa para morar num gelado casarão herdado pelo chefe da família (o pai). Casa localizada numa pequena cidade cheia de supertições e lendas. Uma vila onde é comum praticar exorcismos e as pessoas trancam as portas de suas moradias de noite com medo do inexplicável. Mas se eles procuravam paz, tiveram uma surpresa desagradável. Além da população estranha e fria, a casa parece ser amaldiçoada. Vozes são ouvidas e parece que uma atmosfera negativa paira sobre a vida da família.

Coisa ruim” merece um destaque por ser uma bem cuidada produção portuguesa. Assim como no Brasil, Portugal não tem o costume de fazer filmes com temas sobrenaturais, para não dizer logo terror. O resultado foi positivo. A história é bem envolvente, embora seja inocente.

Agora em matéria de terror, deixa a desejar. Existem momentos assombrosos, é verdade, mas não foi intenção do filme criar uma história de horror. E sim diversas historietas folclóricas. Outro ponto interessante é uma surpreendente e dramática relação familiar, que infelizmente não foi muito bem trabalhada (provavelmente para não tirar o foco da trama).
Coisa Ruim” foi o filme de abertura do festival Fantasporto, um festival português dedicado a filmes de terror, ficção e cinema fantástico. Um bom filme, sem pretensões. Espero que algum dia o Brasil siga o exemplo e também produza filmes do gênero. Elenco e técnica não faltam. Fãs desse tipo de filme também não! Cotação do Dai: ***
Coisa Ruim (Portugal, 2006) Dirigido por: Tiago Guedes e Frederico Serra Com: Adriano Luz, Manuela Couto, Sara Carinhas, José Afonso Pimentel, João Santos, José Pinto, João Pedro Vaz, Elisa Lisboa, Filipe Duarte…
Acesse agora o
site oficial do filme, clicando aqui.

Veja aqui o trailer do filme “Coisa ruim“:

#188-Viagem maldita

Remake de “Quadrilha de sádicos“, de Wes Craven (que, apesar de ter sido responsável por fracassos como “Amaldiçoados“, ainda é bem respeitado). O diretor da regravação é o francês Alexandre Aja, de “Alta tensão“. Vendo “Viagem maldita” tive a certeza: Aja já pode ser considerado um dos grandes nomes na história do terror atual. O filme é tenso, grotesco, assustador.

Uma típica família viaja pelo deserto do México (que na verdade é o Marrocos) e pega um atalho, sugerido por um velho dono de um posto de gasolina. Conselho do Daiblog: nunca confie em pessoas assim! O que os viajantes não sabem é o caminho leva para o final da linha (em todos os sentidos) e uma outra família (dessa vez deformada e canibal) os aguarda ansiosamente para o jantar. E eles não estão preocupados com essa história de gordura trans, só querem mesmo é comer gente!

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Além de mutilações, sangue, tripas e gritos, a história ainda tem espaço para uma leve crítica de cunho social. As deformações dos assassinos foram causadas pela radiação de testes nucleares (e provavelmente também pela não utilização de filtro solar) e fica evidente o perigo dessas armas. Várias mensagens são transmitidas durante a projeção, algumas óbvias até demais, como o mastro da bandeira norte-americana servindo de arma.

O cenário desesperador do deserto, compõe uma paisagem com colinas que mais parece outro planeta. Os mutantes deformados lembram alienígenas e, por coincidência, no elenco está Aaron Stanford, que interpreta o mutante Phyro, em “X-men: o confronto final“. Emilie de Ravin (de “LOST” e “Carrie, a estranha“) não é muito bem aproveitada, mas não decepciona como garota assustada.

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Vale a pena ver “Viagem maldita” porque é tenso, tem cenas fortes e um agoniante suspense (quase interminável). Agora não é um filme excelente porque o roteiro se perde na metade, com situações dramáticas inconvenientes e uma mudança nos rumos da história, que vira uma espécie de “Mad max” sangrento! A continuação já está a caminho e recomendo: guardem Alexandre Aja na mente. Ele é O cara! Cotação do Dai: ***1/2
Filmes semelhantes: o ótimo “Wolf Creek, viagem ao inferno” (amigos viajando que se perdem no deserto australiano e lutam para sobreviver) e o fraco “Pânico na floresta” (amigos viajando pegam atalho (Wrong Turn) e vão parar numa floresta dominada por canibais deformados naturalmente famintos.

The Hills Have Eyes (EUA, 2006) Dirigido por: Alexandre Aja Com: Emilie de Ravin, Aaron Stanford, Vinessa Shaw, Kathleen Quinlan, Tom Bower, Ted Levine…

Veja aqui o trailer do filme Viagem maldita, que é muito parecido com o trailer de outro ramake “O massacre da serra elétrica“:

#187-Crash, no limite

Vencedor de 3 Oscar incluindo o de melhor filme, “Crash, no limite” é mais uma produção que segue a linha que chamo de mosaico dramático. Vários personagens com histórias paralelas ligadas por acontecimentos e pessoas em comum. Muito drama, situações corriqueiras e assuntos como preconceito social e, principalmente, racial.

Certamente você já deve ter ouvido que é um filme muito bom. E é mesmo! São diversas histórias com lições de vida emaranhadas de um jeito bem bolado durante 2 horas. “Crash” mergulha na psicologia dos personagens, todos bem humanos com suas fraquezas e defeitos. Revela que alguns problemas são universais para todos os tipos de pessoas, independente de sua cor ou raça. O realismo é tamanho que se torna fácil se identificar e compreender as atitudes dos personagens.

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Agora não considero “Crash” um filme excelente porque acredito que o roteiro contou com personagens demais. Nem todos foram bem explorados e muitos talentos foram disperdiçados, com histórias que poderiam gerar muito mais do que apareceu. A personagem de Sandra Bullock, por exemplo, aparece pouco e alguns participam menos ainda. Frustrante!

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A mensagem principal é nobre: deixar claro como as pessoas vivem afastadas umas das outras sendo que, na verdade, deveriam ser tão próximas. E só com uma colisão torna possível que o próximo se torne visível, coisa que o destino faz questão de elaborar da forma mais imprevisível. E se você gostou de “Crash, no limite“, eu recomendo “21 gramas“, “Magnólia” e “Amores brutos“, esse último ainda mais dramático e visceral. Cotação do Dai: ****1/2

Crash (EUA, 2004/2005) Dirigido por: Paul Haggis Com: Karina Arroyave, Dato Bakhtadze, Sandra Bullock, Don Cheadle, Art Chudabala, Sean Cory, Tony Danza, Matt Dillon, Brendan Fraser, Bahar Soomekh …

Veja aqui o trailer do filme “Crash, no limite” (legendado em português)