Dirigido pela indiana Mira Nair e estrelado pela ganhadora do Oscar Reese Wistherpoon, “Feira das vaidades” é um filme com uma grandiosa produção. Os cenários são majestosos e figurinos requintados. A fotografia também não fica atrás, é belíssima. É aquele tipo de filme para se ver e aproveitar cada imagem. A história também é muito interessante, principalmente se você gostar de dramas de época como “Orgulho e preconceito“.
Becky Sharp (Reese Wistherpoon), é uma jovem disposta a crescer na vida. De origem pobre humilde, ela é uma “alpinista social”, cuja ambição é disfarçada pelo carisma e pela boa educação. Mas algumas pessoas percebem quais são as intenções da senhorita Sharp e ela vai descobrir que para subir socialmente é preciso pagar um preço.
A trama, baseada na obra clássica de William Makepeace Thackeray, é ambientada em Londres, em 1820. Época que as pessoas eram julgadas pela família e nível social (nada muito distante de hoje em dia). A reconstituição da época foi muito bem trabalhada e o elenco todo está bem. Em especial a queixuda Wistherpoon.
A história flui agradavelmente na maior parte do filme. Porém, depois de duas horas, o roteiro acelera o passo e o filme fica parecendo uma novela mexicana, com uma série de cenas melodramáticas e de forte impacto. Esse, sem dúvida, é um ponto negativo. A trilha sonora com uma música-tema aproveitada ao extremo também pode cansar um pouco o expectador, mas, mesmo com esses problemas, “Feira das vaidades” é um filme acima da média.
Cotação do Dai: ****
Vanity Fair (EUA, Reino Unido, 2004) Dirigido por: Mira Nair Com: Gabriel Byrne, Reese Witherspoon, Romola Garai, Tony Maudsley, Jonathan Rhys Meyers…
Dica: Mira Nair dirigiu um outro filme bem interessante, o sensual “Kama sutra“. Um filme que também conta com belas imagens e história dramática. A diretora sabe fazer com que a Índia pareça um lugar realmente mágico, com muitas cores e delícias exóticas. Em “Feira das vaidades” é possível perceber isso. Só que, diferente do que se pode imaginar, “Kama Sutra” não é pornô e nem uma lição de como praticar posições sexuais criativas e milenares. É um romance dramático cheio de músicas típicas. Cotação do Dai: ***
Veja aqui o trailer do filme Feira das vaidades:
Curiosidade: foi usado no final desse trailer a música “Nara“, de E.S. Posthumus. Essa mesma música também foi utilizada em outro trailer, do filme “Infidelidade“.



Por outro lado, Tom tem a opção de seguir os passos de sua falecida mãe, que foi uma pianista. Depois de ficar 10 anos sem encostar num piano, Tom tem a oportunidade de retornar ao mundo da música. Com muito esforço, ele toma aulas com uma experiente chinesa e se prepara para uma audição. Seu talento pouco explorado pouco a pouco reaparece. Porém ele precisa escolher entre continuar na atual vida ou se dedicar à música.
E esse é o principal tema do filme: escolhas e destino. O rumo da sua vida só depende de Tom e cabe a ele tomar as decisões corretas. Pode parecer um roteiro estilo auto-ajuda, mas não é bem assim. E não é um filme lento, pelo contrário. A premiada fotografia é ágil e dinâmica e a trilha sonora, como se pode imaginar, é muito bonita.
A animação data de 1950 e até hoje surpreende pelo cuidado. É bem verdade que existem outros desenhos Disney bem mais interessantes, mas Cinderella ainda guarda seu encanto pela simplicidade da história. Mas assistindo novamente, pude notar que a história é esticada o máximo possível. E mesmo assim só tem pouco mais de uma hora!
Vale a pena também ver no dvd uma canção inédita que não foi lançada na época, muito bonita. Depois de Cinderella, a Disney fez uma continuação em 2002 e está previsto o lançamento de Cinderella 3 para 2007. O assunto da terceira seqüência é interessante: o que aconteceria se a gata borralheira não tivesse calçado o sapatinho e nem ido ao baile? A história volta ao passado, com acontecimentos alternativos. Algo meio “Efeito borboleta” para as crianças! 🙂

Também estão no elenco Matt Dillon (de “
Apesar de ser um filme de época, continua bastante atual. Rivalidades entre grupos, vinganças e ameaças de morte estão mais pra realidade do que para a ficção. Nos dias de hoje existem gangues e as ruas, como é fácil saber, continuam selvagens.
Road movie teen com elenco jovem e nada de original. A edição ainda reserva momentos no estilo video-clipe, com cenas aceleradas e flashes
Atenção especial para constantes cenas de nudez da polonesa Izabella Miko (foto acima), que aparece no pôster como se fosse uma personagem ativa e passa quase o filme todo muda, pelada e sangrando! Ela possui pouquíssimos diálogos, todos apenas no final do filme!
O filme mostra a adolescência de Justin, seu sonho em ser jornalista

Paranoia Agent (Mousou dairinin, no original) é uma série de 13 episódios. Escrever sobre a trama é difícil porque a série não é bem o que parece ser. Mas não é difícil entender o universo que se passa a história porque é muito, muito realista. A série começa com imagens típicas de uma metrópole. Pessoas andando, engarrafamentos, celulares tocando, muitas vozes. E pessoas sempre dando desculpas, mentindo, sendo falsas, agindo de má fé. Nada mais verdadeiro que o mundo real. Alguns podem considerar um desenho depressivo, mas ele é realista. E mostra, de forma forte, verdades cruéis das sociedades pós-modernas. Por isso se você ainda acredita em Papai Noel, acha que a vida é cor de rosa e tem certeza que a Xuxa aterrissa a nave especial no Projac para gravar o programa infantil, passe longe desse anime.
A mídia rapidamente chama o agressor de “Shounen bat” e novos casos são relatados. A partir daí, os episódios da série contam a vida de personagens que sofreram ataques do menino do bastão. Todos possuem um drama particular e vidas interligadas por fatores incrivelmente detalhados. Roteiro bem caprichado, que costurou bem esses laços. Entretanto, contrariando qualquer esperança de se ver uma história comum, o anime muda o foco completamente depois de um certo episódio.
Tem gente que diz que Satoshi Kon fez uma obra complexa até demais. Alguns até o comparam com David Lynch. E eu até já li por aí que ele pode ter se perdido no próprio roteiro, fazendo uma história tão complicada que nem ele soube explicar. Antes de assistir “Paranoia Agent“, perguntei como era para pessoas que já tinham visto. E todas as respostas foram parecidas: “É estranho!“. E é mesmo! O anime não tem uma mensagem principal simples. É uma análise da socidade atual, as cobranças da vida, anseios, fraquezas e dificuldade que todos vivemos. O estresse e a paranóia urbana, que não poupa nem crianças.






Mas como se pode imaginar, a criatura é maligna, e é claro que coisas estranhas começarão a acontecer. Enquanto a relação com a garota vai se apimentando, o inseto vindo Brasil faz a festa (no apê). Então Ida terá que lidar com o desaparecimento da criatura, com seu relacionamento e com a presença da homofóbica síndica do prédio (que também pode ser considerada outra criatura maligna!).
O filme é todo levado na base da comédia, sendo impossível levá-lo a sério. Interpretações exageradíssimas. O próprio inseto é muito mal feito! Dirigido por Lucky McKee (de “May, obsessão assassina“), esse é 10° episódio da série “Mestres do terror“. Com certeza existem outros diretores de terror que são bem melhores, mas o filme não afunda por já ser declarado trash logo no início. Então não espere ficar com medo ao ver e assista só se tiver já em mente que não é terror sério. O final é engraçado e sarcástico.