Filme que representou o México no Oscar 2005. É um drama que conta a história de Chava, um garoto de apenas onze anos. O filme se passa no Chile, na guerra civil de El Salvador, quando o exército recrutava meninos de doze anos para lutarem contra a guerrilha. E é com muita tristeza que vemos a destruição da infância, dos sonhos e do futuro das crianças em tempo de guerra.
Fiquei muito surpreso com a atuação do protagonita, o menino de dez anos que atua melhor do que muitos atores com o triplo da sua idade. A direção é boa e o filme todo se segura nos laços que são criados com o espectador. Assistimos com o coração na mão, preocupados com o que vai acontecer com aquelas pequenas almas. E é em meio de tiros e choro que o filme consegue passar seu recado: uma mensagem contra a guerra e principalmente contra o recrutamento de crianças.
Duas coisas me chamaram a atenção. A primeira foi a fotografia ágil. Cheia de zooms e movimentos. Isso, apesar de ser um pouco incômodo no princípio, deu um tom bastante realista a história. Uma aparência meio documental. Mas não sei se era preciso isso, já que, infelizmente, não é tão difícil assim acreditar nas imagens e nas situação que aparecem na tela.
Outra coisa que surpreendeu foi a presença de dois rostos já conhecidos: a Poliana e o Lucas, de Carrossel 2. Foi muito estranho ver os dois atores que faziam papéis tão bobinhos na novela mexicana aparecendo num filme mais sério e com a produção mais caprichada. Agora o destaque mesmo vai para o ator que fez o papel principal, sem dúvida!

Já li por aí alguns textos dizendo que o filme é exagerado e piegas, mas não concordo. Apesar de ser mexicano, o drama é bastante real e o sofrimento que as pessoas passaram não podem e nem devem ser amenizados. ‘Vozes inocentes’ mostra exatamente isso. Inclusive uma cena extremamente forte e violenta com os pequenos. Não vale a pena citar aqui… Está claro que foi um filme feito para comover. E conseguiu!
Voces inocentes (México / EUA / Porto Rico, 2004) Dirigido por: Luis Mandoki Com: Carlos Padilla, Leonor Varela, Xuna Primus, Gustavo Muñoz, José María Yazpik, Ofelia Medina, Adrian Alonso, Daniel Giménez Cacho, Jorge Angel Toriello…




Eu não poderei deixar de citar uma curiosidade. A abertura de Elfen Lied é uma das mais bonitas que eu já vi, com adaptações dos quadros do pintor austríaco Gustav Klimt (do conhecido quadro “O beijo”) As imagens originais e as adaptações você pode ver (e já deve ter visto, eu espero!) entre esse texto.
E para finalizar, a resposta padrão desses serviços de atendimento ao cliente, conhecido também como respostas-automáticas-nós-somos-robôs:




E o filme nos deixa uma reflexão de quantas Avivas, da vida real, existem no mundo hoje em dia e o que elas sofrem por serem tão “boas”. Deficientes físicos, fanatismo religioso, pedofilia, aborto e outros temas polêmicos são abordados de um jeito cômico-dramático. Um filme bem diferente. 


O
Como se pronuncia Daiblog?