Renée Zellweger estrela cinebiografia de Judy Garland
A vencedora do Oscar Renée Zellweger (por “Cold Mountain”) está irreconhecível no papel de Judy Garland, a multitalentosa artista considerada uma das principais estrelas da “Era de Ouro” de Hollywood. No emotivo trailer de “Judy”, ao som de “Somewhere Over the Rainbow”, a atriz revive nas telonas o dia a dia de Garland sob os holofotes, seus relacionamentos amorosos e a sofrida separação dos filhos, para sua importante viagem a Londres, em 1968.
Com estreia nacional agendada para 16 de janeiro e distribuição Paris Filmes, a produção já desponta em conversas sobre prêmios, incluindo uma possível indicação ao Oscar 2020. Dirigido por Rupert Goold e adaptado da peça teatral “End of the Rainbow” de Peter Quilter, o filme transcorre durante o último ano de Judy antes de sua morte, aos 47 anos, e traz flashes da rígida adolescência da artista. Com problemas financeiros e sofrendo com os recentes divórcios, a artista embarca em uma turnê de shows em Londres, durante o inverno de 1968.
Além de Renée Zellweger, intérprete de Judy Garland, o longa traz Bella Ramsey como sua filha, Lorna Luft, e Rufus Sewell como pai de Lorna. Michael Gambon é Bernard Delfont, o empresário por trás da turnê; Finn Wittrock dá vida a Mickey Deans, o quinto e último marido de Garland.
Elenco se divertiu nas gravações de Brincando com Fogo
O lançamento de dezembro da Paramount Pictures, ‘Brincando com Fogo’, é uma comédia que não só promete arrancar risadas de adultos e crianças nos cinemas, mas também que causou muita diversão entre os talentos do filme durante as gravações. De acordo com o elenco em vídeo de bastidores divulgado hoje pelo estúdio, o clima era de descontração total e mesmo depois do “corta” as piadas entre os talentos não paravam.
“Às vezes as brincadeiras continuavam entre as tomadas. É ótimo!”, conta Keegan-Michael Key. No, vídeo há diversas imagens dos atores rindo muito com os erros de gravações, por exemplo, e dá para perceber toda a zoeira no set.
Brincando com Fogo, escrito por Dan Ewen, tem direção de Andy Fickman (Ela é o Cara), produção de Todd Garner e Sean Robins, e produção executiva de Mark Moran. O elenco principal é composto por John Cena (Bumblebee), além de Keegan-Michael Key (O Rei Leão), John Leguizamo (A Era do Gelo), Brianna Hildebrand (Deadpool), Dennis Haysbert (Série 24 Horas) e Judy Greer (De Repente 30). Estreia nos cinemas do Brasil em 12 de dezembro.
O longa é uma distribuição do selo Paramount Players, divisão da Paramount Pictures que produzirá conteúdo destinado a audiências mais jovens em conjunto com outras marcas emblemáticas do Grupo Viacom.
SINOPSE
Quando o disciplinado superintendente bombeiro, Jake Carson (John Cena), e seu time de bombeiros experientes (Keegan-Michael Key, John Leguizamo e Tyler Mane) chegam para resgatar três irmãos (Brianna Hildebrand, Christian Convery e Finley Rose Slater) de um incêndio violento, eles percebem que o treinamento correto pode prepará-los para um desafio maior: como ser babás. Incapazes de localizar os pais das crianças, os bombeiros têm suas vidas, rotina e até seu posto de trabalho virados de cabeça para baixo e eles aprendem rápido que crianças, assim como o fogo, são indomáveis e imprevisíveis.
Terraço tem nova sessão do CineMaterna
O Terraço Shopping promoverá uma nova sessão do projeto CineMaterna, no dia 17 de dezembro. A iniciativa é voltada às mães de recém-nascidos, e tem como objetivo proporcionar um momento de diversão e acolhimento, sem abrir mão da companhia do bebê. As sessões acontecem mensalmente e tem como cortesia o oferecimento de 10 ingressos para as primeiras mães com bebês de até 18 meses. Esgotadas as cortesias, demais mães e todos os acompanhantes poderão adquirir seus ingressos na bilheteria. Os filmes são escolhidos mediante votação, sempre duas semanas antes da data de exibição. Para votar acesse cinematena.org.br.
“É um programa para a mãe se divertir, em um cenário perfeito para relaxar e retomar a vida social junto ao mais novo membro da família”, explica a fundadora do CineMaterna, Irene Nagashima.
Dentro da sala ficam disponíveis para conforto das mães e bebês trocadores com fraldas, pomadas e toalhas umedecidas para uso gratuito, ainda tapete emborrachado (para os pequenos que engatinham ficarem à vontade) e estacionamento de carrinhos. Completando a tranquilidade, todas as sessões contam com voluntárias – que são mães! – dando todo suporte quando necessário.
Estrelado por Tom Hanks Um Lindo Dia na Vizinhança ganha trailer oficial
“Um Lindo Dia na Vizinhança”, dirigido por Marielle Heller, e estrelado por Tom Hanks, ganha novo trailer. O filme também será exibido no Festival do Rio 2019 e tem a data de estreia confirmada no Brasil para 23 de janeiro de 2020. O filme está sendo considerado forte candidato à premiação.
Sinopse: Tom Hanks é Fred Rogers em Um Lindo Dia Na Vizinhança, uma história atemporal sobre a gentileza triunfando sobre o cinismo, baseado na amizade real entre Fred Rogers e o jornalista Tom Junod. Depois que um entediado escritor de revista é escalado para fazer um perfil sobre Fred Rogers, ele supera sua incredulidade, aprendendo sobre gentileza, amor e perdão com o vizinho mais querido da América.
Documentário Apoteose Digital estreia nos serviços de streaming
Estreia hoje no streaming “Apoteose Digital”, documentário sobre o submundo dos influenciadores digitais produzido pela Raiz Films e distribuído pela Encripta. O conteúdo fica disponível nas seguintes plataformas digitais: NOW, Looke, Vivo Play, iTunes, Google Play e Microsoft Store.
A obsessão pelo sucesso virtual é o tema do filme, que segue de perto a história de uma estudante de moda, escolhida diante de centenas de garotas com o sonho de serem influenciadoras digitais. Dirigido pelos jornalistas Laís Lima e Rodrigo Alves, o documentário acompanha de perto o fenômeno dos digital influencers.
Além de retratar a fama e a movimentação de mercado ao redor deles, o filme discute o quanto a necessidade de reconhecimento na internet altera a nossa vida real. “Ao observarmos o nosso entorno, achávamos curioso o quanto a necessidade de demonstrar nossas vidas online alterava o que fazíamos off-line. Por exemplo, viagens que são planejadas pelo conteúdo “instagramável” que geram. É a concepção de provar que estamos vivendo e essa necessidade tem remodelado a forma que, de fato, vivemos”, explica Laís Lima.
O ponto principal do enredo é a vida de Cah Conrado, uma jovem viciada em redes sociais. Ela foi seguida pela equipe da produtora, que registrou as suas tentativas em busca de seguidores, curtidas e comentários. “O nosso grande desafio foi encontrar uma garota que buscasse a fama, mas que tivesse a capacidade de ser transparente para as nossas lentes, contando aquilo que poderia, por ventura, esconder dos seguidores dela”, destaca Rodrigo Alves.
Depois de quase um ano de gravação e dezenas de entrevistas realizadas, os diretores acreditam que o documentário pode ser um ponto inicial de discussão sobre os efeitos da vida virtual. Esse é o primeiro filme de peso da Raiz Films, uma produtora independente brasileira, que privilegia produções com impacto social e cultural.
Realismo faz o drama Aspirantes brilhar
O melhor ponto de Aspirantes é, sem dúvidas, o realismo. Primeiro longa-metragem de Ives Rosenfeld, o filme chama a atenção pela verdade que transborda de suas imagens. Os diálogos são tão naturais que nem parecem ter saído de um roteiro. Talvez seja por isso, somado à interpretação inspirada do elenco, que resulte num filme capaz de transmitir tão bem suas emoções em cada cena.
O título faz referência aos jogadores amadores de futebol que aspiram seguir uma carreira profissional. Ter o esporte como forma de ganhar a vida é o sonho do jovem Junior (Ariclenes Barroso), protagonista que vive em Saquarema, no Rio de Janeiro. Seu melhor amigo também quer entrar em algum time, por isso ambos tentam investir nessa carreira. Para sobreviver, Junior também trabalha. Mas a gravidez da namorada pode atrapalhar os planos.

Junior aluga um quarto na casa de um adulto, que parece sempre estar bêbado e não ter metade das responsabilidades do protagonista. Mas apesar de aparentar ter mais juízo que muita gente, existe uma postura um tanto inocente em Junior. Ele parece ainda não compreender como sua vida poderá mudar por causa do nascimento de um bebê e todas as implicações que surgirão ao se tornar pai.

Aspirantes é um trabalho bem humano, que segue caminhos mais dramáticos até o final. O curioso é que a curta duração (75 minutos) não é nenhum empecilho para que o resultado seja comprometido. Pelo contrário. Por ser tão enxuto, é um trabalho correto e que vai direto ao ponto. Assim como os bons curtas, se encerra deixando o público querendo ver mais um pouco sobre os erros e acertos do jogador sonhador.
*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br
Carcereiros chega às telonas com tiro, porrada e bomba
Desdobramento da série de TV homônima que conquistou muitos fãs, Carcereiros estreia nos cinemas com uma história independente da que foi vista na telinha. Quem nunca assistiu ao seriado conseguirá compreender tudo, uma vez que o roteiro possui início, meio e fim. Inspirado no livro de Drauzio Varella, o longa-metragem tem ar de superprodução por causa dos inúmeros tiroteios e trama que envolve até a Interpol.
O foco é o carcereiro Adriano (Rodrigo Lombardi, de O Olho e A Faca), que se esforça para manter em ordem a cadeia onde trabalha. Apesar de todo o perigo da profissão, ele ama o que faz. E essa força de vontade é maior do que ceder aos apelos emocionais da própria filha, que não tem mãe e morre de medo de ficar também sem pai por causa do perigo do seu ofício. Dentro do presídio, Adriano é respeitado pelas duas facções que tentam tomar o poder.

A trama tem o mérito de manter a tensão por muito tempo. E as coisas ficam mais eletrizantes com a chegada de Abdel (Kaysar Dadour), um terrorista estrangeiro recém-capturado que vai passar apenas uma noite naquela prisão antes de embarcar para ser julgado em outro país. A notícia que um criminoso internacional vai ficar a penitenciária logo se espalha entre as celas e tudo fica mais complicando quando homens fortemente armados invadem o local. E Adriano, funcionário exemplar, faz de tudo para evitar uma confusão ainda maior – o que inclui a capacidade de ser onipresente em praticamente todos os momentos cruciais da invasão.

Com direção do brasiliense José Eduardo Belmonte, Carcereiros – O Filme entrega um bom exemplar de ação. Há muitas armas, tiroteios, perseguição e explosões. A história surpreende com algumas reviravoltas, criando um contexto bem contemporâneo e dentro da realidade brasileira. O que poderia ter sido cortado são as cenas reais de rebeliões e extermínios. A ideia pode ter sido até trazer mais realismo para a telona, mas mostrar corpos e a situação precária de um sistema carcerário problemático como o do país funciona melhor num documentário. Neste caso, a recomendação é assistir ao ótimo Sem Pena, de Eugenio Puppo.
*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br
O Mês que Não Terminou compete no Festival de Brasília
“O mês que não terminou”, primeiro longa-metragem de Francisco Bosco e Raul Mourão, está na mostra competitiva do 52º Festival de Cinema de Brasília. A sessão especial será realizada na terça, 26 de novembro, às 21h, no Cine Brasília, com a presença de Bosco e do produtor Rodrigo Letier, da Kromaki. O diretor também participará de um debate na quarta, 27 de novembro, às 10h, no Mercure Grand Hotel. A programação do Festival de Brasilia inclui também duas apresentações com entrada franca: no dia 26 às 20h30 no IFB Recanto das Emas no e no dia 27 às 18h no Museu Nacional da República.
O documentário é uma coprodução da Kromaki e do Canal Curta!, e teve sua pré-mundial no mês passado na 43ª Mostra de Cinema de São Paulo. O filme investiga o emblemático mês de junho de 2013 no Brasil, seus acontecimentos marcantes e seus desdobramentos, a partir da análise de ativistas, cientistas políticos, filósofos, psicanalistas e economistas. Com narração de Fernanda Torres, o longa é permeado por vídeos de artistas plásticos que complementam a reflexão sobre os fatos.
Os protestos de junho de 2013 foram o primeiro questionamento ao processo de consolidação da democracia liberal brasileira, rumo que o país tomava desde a redemocratização. A partir deste momento, o Brasil passou por uma transformação não só política, mas cultural, deixando de ser o “país do futebol” para ser o “país da política”. O documentário resgata este percurso.
“É impossível compreender o que aconteceu com o país nos últimos seis anos sem remontar àquele período de junho de 2013. Da perspectiva política, o filme revisita os marcos principais. Na verdade, o filme começa procurando entender as causas de junho: os sinais ainda latentes de crise econômica, o esgotamento da representação institucional no país, o contexto de crise global das democracias liberais, o grande colapso econômico de 2008. Daí em diante, o filme aborda os atos, propriamente, de junho; a cultura social do engajamento que eles produziram; a formação da polarização; os sentidos da Lava-jato; o impeachment de Dilma Roussef; a emergência das novas direitas e o triunfo final da direita reacionária, com a eleição de Bolsonaro. Sem pretensões ilusórias de neutralidade, procuramos fazer uma investigação sobre o recente processo político, social e cultural do Brasil sendo os mais fiéis possíveis à complexidade que o define”, explica o codiretor Francisco Bosco.
Para entender os capítulos dessa história recente, o documentário entrevistou intelectuais públicos de diversas áreas, tais como o professor de filosofia da Unicamp Marcos Nobre, a socióloga e deputada federal Áurea Carolina, a professora de economia da USP, Laura Carvalho, o economista Samuel Pessoa, o filósofo Pablo Ortellado, o ativista político e produtor cultural Pablo Capilé, a psicanalista Maria Rita Kehl, entre outros.
Imagens de arquivo e vídeos de artistas contemporâneos, como Nuno Ramos, Cao Guimarães, Lenora de Barros e Raul Mourão, juntam-se à narração em off de Fernanda Torres e aos depoimentos de especialistas. Inseridas na reflexão política, ao lado de cenas dos acontecimentos reais, as imagens artísticas ganham novos significados.
“Desde o início, tive total liberdade para pensar um filme experimental, do ponto de vista da imagem. Francisco me convidou para codirigir já com a ideia de usar alguns de meus vídeos. E eu pesquisei a filmografia de outros artistas contemporâneos, busquei esses ‘não filmes’ que circulam em museus e galerias, que não são habitualmente inseridos no cinema tradicional. Eu já acompanhava essa produção ao longo dos anos, mas iniciei uma pesquisa como se fosse a curadoria de uma exposição. A ideia foi ressignificar esses trabalhos, tirá-los de contexto e dar outro sentido completamente diferente do que seus criadores haviam imaginado”, conta o codiretor Raul Mourão.
O documentário surgiu de um ensaio publicado por Francisco Bosco, na Folha de S. Paulo, cinco anos após os fatos de junho de 2013. Julio Worcman, diretor do Canal Curta! convidou o autor, que topou o desafio de transformar o texto em filme, assinando a direção junto com Raul Mourão. A produção ficou a cargo de Rodrigo Letier, da Kromaki, e conta com trilha sonora de Plínio Profeta, sobre música original de João Bosco. Com a coprodução do canal Curta!, o filme tem exibição garantida na TV no início de 2020.









