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Filme sobre o Apartheid estreia nos cinemas no Dia da Consciência Negra

fogo contra fogo

Em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, foi lançado nos cinemas brasileiros o comovente drama biográfico “Fogo Contra Fogo”. O filme, que estreia pelo selo da Elite Filmes, é baseado em uma história real de luta contra o racismo e o sistema segregacionista do Apartheid no final dos anos 1970 na África do Sul.

Protagonizado pelo ator revelação sul-africano Thabo Rametsi (O Doador de Memórias), o filme mostra a luta do movimento anti-Apartheid através do olhar de pessoas comuns e desconhecidas que morreram pela liberdade dos negros de seu país, e que tiveram Nelson Mandela como sua principal liderança.

Confira:

A Sogra Perfeita, com Cacau Protásio, une-se à Pantene

ASograPerfeita

Os cachos estão com tudo! E as brasileiras cada vez mais usam seus cabelos ondulados, cacheados ou crespos de forma natural e com muito orgulho. Por isso, “A Sogra Perfeita”, novo longa-metragem produzido pela Paris Entretenimento, uniu-se à Pantene, marca referência dos cabelos mais bonitos do mundo, para enaltecer ainda mais a beleza das brasileiras usando em cena a coleção Unidas pelos Cachos. Aliando beleza, experiências inovadoras e conteúdo diferenciado, o case deproduct placement ganha protagonismo e ainda mais força por viabilizar o storytelling direcionado ao conteúdo de uma maneira eficaz, fortalecendo a marca junto ao público final.

Protagonizado por Cacau Protásio e dirigido por Cris D´Amato, o filme conta a história de Neide, uma mulher batalhadora, dona do Neide´s, o melhor salão de beleza da Vila Cleyde, bairro fictício da Zona Leste de São Paulo. Ostentando lindas madeixas naturalmente cacheadas, a empreendedora se orgulha em dar jeito em qualquer cabelo. Em uma cena do filme, ela recebe como cliente a influenciadora Roberta Freitas, uma das embaixadoras Pantene, que acumula mais de 500 mil seguidores no Instagram. A ação de marketing diferenciada destaca a Paris Entretenimento no segmento audiovisual: “Somos uma das poucas produtoras, se não a única, a promover essa experiência exclusiva e proprietária para marcas parceiras em nossos longas”, afirma Sandi Adamiu, CEO da produtora.

Essa foi a primeira vez que Cris D’Amato dirigiu uma cena nesse formato. Como Roberta estuda teatro, a diretora teve facilidade em conduzir a ação: “Acho muito bacana trazer novidades para o set, é importante inovar e utilizar novos formatos de marketing de forma que a comunicação chegue aos espectadores da maneira mais natural possível. Roberta fez uma participação especial que agregou à história do filme. Tentei deixá-la o mais à vontade possível. O clima do set é descontraído, a Cacau é muito generosa, então a cena fluiu bem”, conta.

A coleção Unidas pelos Cachos é uma exclusividade no mercado brasileiro, e foi elaborada por cientistas e aperfeiçoada por estilistas cacheados para atender as demandas de consumidores crespas e cacheadas com curvaturas de 2A a 4C. Para esse lançamento, a marca investiu anos em pesquisas com consumidores e tecnologias inovadoras para ampliar o portfólio e possibilitar ainda mais personalização no tratamento dos fios, trazendo tratamentos específicos para cada tipo de cabelo.

“Nosso objetivo foi muito além de um simples merchadising no cinema. Foi envolver o público presente, utilizando embaixadoras da marca em um conteúdo exclusivo e aspiracional sobre beleza negra e estilo afro, exaltando a diversidade com muito orgulho, alegria e descontração, afinal toda mulher quer e merece ter um #CabeloPantene não é mesmo? ”, afirma Patricia Almeida – Business Affairs da Paris Entretenimento.

A comédia, que está sendo rodada em São Paulo, tem estreia prevista para abril de 2020. Além de Cacau, estão no elenco André Mattos, Luis Navarro, Evelyn Castro, Polliana Aleixo, Marcelo Laham, Roberta Freitas, Inah de Carvalho, entre outros. Rodrigo Sant´Anna faz uma participação especial no papel do cabeleireiro Eddy, solteiro, chique, que gasta todo o salário comprando roupas de marca em outlets. A distribuição é da Paris Filmes e Downtown Filmes.

Veja agora Faroeste: Um Autêntico Western

Scooby-Doo e sua turma são aterrorizados por vilões do terror moderno

O ilustrador estadunidense Steve Mcginnis idealizou uma série de ilustrações ambientadas no universo de um dos desenhos animados mais famosos da Hanna-Barbera/Warner Bros, o Scooby-Doo, juntos dos maiores vilões e monstros da cinematografia de terror moderna.

Confira:

Qual das ilustrações foi a sua preferida? Sentiu a falta de alguma? Deixe seu comentário logo abaixo:

*Por Igor Tarcizio – redacao@cine61.com.br

CineFest divulga lista de selecionados de sua 11º edição

O CineFest anuncia a lista de curtas selecionados para participar de sua 11º edição. Com um número recorde de 728 inscritos foram escolhidos 74 curtas divididos em: 26 curtas da Mostra Nacional, 18 da Mostra Regional, 7 da Mostra Paralela, 5 da Mostra Inclusiva, 13 da Mostra Musical e 6 da Mostra Ambiental.

Com relação especificamente à Mostra Nacional, importante dizer que o festival não possui temática específica e tem como tradição exibir filmes com os mais diversos temas, como questões sociais, políticas, artísticas, culturais, de comportamento, de sexualidade, etc. Bem como procurar exibir filmes de todas as regiões do país, compondo assim um grande painel audiovisual brasileiro. Outro detalhe é que o CineFest propõe também exibir em suas Mostras todos os formatos de filmes (ficção, documentário e animação). Seguindo esses critérios, foi possível se chegar a esses 26 filmes selecionados. Vale dizer que a curadoria contou com uma comissão de três avaliadores que ajudou a dar suporte a essa seleção”

A 11ª edição do CineFest ocorrerá entre os dias 18 a 30 de novembro, na cidade de Votorantim, interior de São Paulo. Confira os selecionados a seguir:

Mostra Paralela 

  • As aventuras de Pety, São Paulo-SP/2019, Animação, 15′ Direção: Anahi Borges 
  • FixaçãoBelo Horizonte-MG/2018, Ficção, 20‘ Direção: Kellen Casara 
  • Macaco Albino, São Paulo-SP/2019, Animação, 6′ Direção: Leandro Robles 
  • Mytikah – O livro dos heróis – AleijadinhoSão Carlos-SP/2019, Animação, 7′ Direção: Hygor Amorim e Jonas Brandão 
  • O CurupiraSorocaba-SP/2019, Animação, 7’ Direção: Augusto Torrine 
  • O Grande Amor de um LoboSão Miguel do Gostoso-RN/2018 Documentário 12’ Direção: Kennel Rogis e Adrianderson Barbosa 
  • Sonhos da Isah: O baú do papai, Governador Celso Ramos-SC/2019, Animação, 9’ Direção: João Ricardo Costa 

Mostra Inclusiva 

  • Bodas, Rio de Janeiro-RJ/2017, Ficção, 12’ Direção: Alexia Maltner 
  • EscolhasPaty do Alferes-RJ/2017, Ficção, 20’ Direção: Ivann Willig 
  • Nuvem Negra, Petrolina-PE/2018, Ficção, 15’ Direção: Flávio Andrade 
  • Objeto/Sujeito, São Paulo-SP/2018, Ficção, 11’ Direção: Bruno Autran 
  • Um certo Maralonso, Ubá-MG/2018, Documentário, 17’ Direção: Samuel Fortunato 

Mostra Musical 

  • Aquela Avenida, São Paulo-SP/2018, Videoclipe, 5′ Direção: Roberto Mamfrim 
  • Bateu Panela – Felipe Moron, Piedade-SP/2018, Videoclipe, 3’ Direção: Rodrigo Godinho 
  • Bloco da Alegria, Niterói-RJ/2019, Videoclipe, 4’ Direção: Vitor Teixeira 
  • Carta Branca, Curitiba-PR/2019, Videoclipe, 5’ Direção: Aly Muritiba, Jandrir Santin e Betinho Celanex 
  • Chico Bolacha, São Paulo-SP/2018, Videoclipe, 6’ Direção: Bruno Costa 
  • Do You Know Brazil? – Groovy Loff, Curitiba-PR/2019, Videoclipe, 5’ Direção: Uliane Talit 
  • Estamos Vivos, Curitiba-PR/2017, Videoclipe, 3’ Direção: Coletivo Independente de Cinema – Jandir Santin / Monica Andrade / Lucas de Paula 
  • Filhos da África, Ribeirão Preto-SP/2018, Videoclipe, 7’ Direção: Ellen Faria 
  • Francisco El Hombre – Se Hoje Tá Assim, Imagina O Amanhã, São Paulo e Sorocaba-SP/2019, Videoclipe, 4’ Direção: Dani Libardi 
  • Fúria e Coração, Votorantim-SP/2019, Videoclipe, 4’ Direção: Marcelo Effe 
  • Heróis de Bronze, São Paulo-SP/2017, Videoclipe, 5’ Direção: Rodrigo Rimoli 
  • Paula Cavalciuk – Morte e Vida Uterina, Sorocaba-SP/2017, Videoclipe, 4’ Direção: Daniel Bruson 
  • Primeiro, São Paulo-SP/2018, Videoclipe, 4’ Direção: Marco Falkembach 

Mostra Ambiental 

  • A Tradicional Família Brasileira Katu, Natal-RN/ 2019, Documentário, 20’ Direção: Rodrigo Sena 
  • Cadeia Alimenta, Rio de Janeiro-RJ/2019, Ficção, 17’ Direção: Raphael Medeiros 
  • Chico Mendes – Um Legado a Defender, Brasília-DF/2019, Documentário, 10’ Direção: João Inácio 
  • Corpo D ́água, Maceió-AL/2018, Documentário, 9’ Direção: Aline Alves, Camila Moranelo, Dávison Souza, Elizabete França, Isadora Padilha, Ítalo Rodrigues, Jean Bonifácio, Marcella Farias, Maykson Douglas e Nycollas Augusto 
  • Quando a Chuva Vem?, Carpina-PE/2019, Animação, 8’ Direção: Jefferson Batista 
  • Socorro, Barão de Cocais-MG e São Paulo-SP/2019, Documentário, 5’ Direção: Francisco Santos e Lygia Pecora 

Mostra Regional 

  • A Montanha Acima de Nós, Sorocaba-SP/2018, Ficção, 11’ Direção: Samuel Gomez Carvalhé 
  • Apague a Luz, Sorocaba-SP/2017, Ficção, 7’ Direção: Márcio Moraes 
  • Beto, Itu-SP/2017, Ficção, 3’ Direção:Rafael Toschi Chiafarelli 
  • Existo, Sorocaba-SP/2018, Ficção, 18’ Direção: Bruno César 
  • Hipopótamo Vampiro, Piedade-SP/2018, Animação, 7’ Direção: Rodigo Ayres de Araujo 
  • Letargia Urbana, Itu-SP/2019, Ficção, 12’ Direção: Stefaie Klein e Rogério Emílio 
  • Me, By J-Money, Sorocaba-SP/2018, Animação, 1’ Direção: Daniel Bruson 
  • Mercado de Trabalho Trans: Luta e Resistência, Sorocaba-SP/2019, Documentário, 12’ Direção: Larissa Pessoa e Fábio Devito 
  • Momento Psicodélico no 13 – Breech Delivery, Sorocaba-SP/2017, Animação, 2’ Direção: Daniel Bruson 
  • Nada Constrói, Tudo Destrói, Itu-SP/2019, Documentário, 7’ Direção: Paulo Aranha 
  • Novas Velhas Histórias, Votorantim-SP/2018, Documentário, 19’ Direção: Guilherme Martelli e André Fidalgo 
  • Precipitarso, Sorocaba-SP/2019, Ficção, 4’ Direção: Thiago “Ogat” Spinardi 
  • Procura-se Sonhadores, Sorocaba-SP/2019, Ficção, 14’ Direção: Daniel Gouveia 
  • Sarjeta, Votorantim-SP/2017, Documentário, 12’ Direção: Gabriela Vieira 
  • Tarifa Dinâmica, Sorocaba-SP/2019, Documentário, 17’ Direção: Chores Rodrigues e Allan Yzumizawa 
  • Tina e o Saci, Sorocaba-SP/2019, Ficção, 20’ Direção: Antonio Donato e Augusto Torrine 
  • Tobias Tatu, Sorocaba-SP/2017, Animação, 1’ Direção: Júnia Consani 
  • Ventre, Sorocaba-SP/2019, Ficção, 4’ Direção: Guilherme Machado 

Mostra Nacional 

  • À Luz de Bruel, Curitiba-PR/2018, Documentário, 15’ Direção: Téia Werner e Silvia Gabriela 
  • A Volta pra Casa, São Paulo-SP/2019, Ficção, 16’ Direção: Diego Freitas 
  • Almas, São Paulo-SP/2018, Animação, 3’ Direção: Marcos Faria 
  • Apneia, Curitiba-PR/2019, Animação, 15’ Direção: Carol Sakura e Walkir Fernandes 
  • Aqueles Dois (foto principal desta postagem)Fortaleza-CE/2018, Documentário, 15’ Direção: Émerson Maranhão 
  • Besta-fera, Arapiraca-AL/2019, Ficção, 20’ Direção: Wagno Godez 
  • Brasil x Holanda, Curitiba-PR/2018, Ficção, 19’ Direção: Caroline Biagi 
  • Conexões, Rio de Janeiro-RJ/2019, Ficção, 11’ Direção: Rafael Jardim 
  • De Vez em Quando, Quando Eu Morro, Eu Choro, João Pessoa-PB/2017, Ficção, 15’ Direção: R. B. Lima 
  • Declaração de nascido vivo, São Paulo-SP/2019, Documentário, 18’ Direção: Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques 
  • Estranho Animal, Brasília-DF/2019, Animação, 5’ Direção: Arthur B. Senra 
  • Gravidade, São Paulo-SP/2018, Animação, 11’ Direção: Amir Admoni 
  • Imagens de um Santo, São Vicente-SP/2019, Documentário, 20’ Direção: Leandro Olímpio 
  • Julieta de Bicicleta, Curitiba-PR/2018, Ficção, 15’ Direção: Juliana Sanson 
  • Licença Poética, Joinville-SC/2019, Documentário, 12’ Direção: Ilaine Melo 
  • Ninho Vazio, Curitiba-PR/2019, Ficção, 15’ Direção: Gabriela Vernet e Rodrigo Alonso 
  • O Balido Interno, Caruaru-PE/2018, Ficção, 15’ Direção: Eder Deó 
  • O Embrolho, Pirenopolis-GO/2019, Ficção, 15’ Direção: Roobertchay Rocha 
  • O Malabarista, Goiânia-GO/2018, Animação, 11’ Direção: Iuri Moreno 
  • O Vestido de Myriam, Rio de Janeiro-RJ/2017, Ficção, 15’ Direção: Lucas H. Rossi 
  • Precisamos Falar Sobre Tudo, Salvador-BA/2018, Documentário 20’ Direção: Adriane Fernandes 
  • Selma depois da Chuva, Florianópolis-SC/2019, Ficção, 12’ Direção: Loli Menezes 
  • Só sei que foi assim, Pelotas-RS/2019, Animação, 7’ Direção: Giovanna Muzel 
Um Café e Quatro Segundos, de Cristiano Requião 
  • Um Café e Quatro Segundos, Rio de Janeiro-RJ/2018, Ficção, 16’ Direção: Cristiano Requião 
  • Um Filme de Baixo Orçamento, São Paulo-SP/2018, Ficção, 13’ Direção: Paulo Leierer 
  • Vidas Cinzas, Rio de Janeiro-RJ/2017, Documentário, 15’ Direção: Leonardo Martinell

 O CineFest

O festival teve sua primeira edição como “Curta Vídeo Votorantim” no ano de 2004. Devido ao seu grande sucesso ao longo dos anos, transformou-se em 2009 em um festival de abrangência nacional, passando assim a chamar-se “CineFest Votorantim”. O festival teve sua primeira edição como “Curta Vídeo Votorantim” no ano de 2004. Na última edição que ocorreu em 2016 o “10° CineFest Votorantim teve a duração de 13 dias. O festival atingiu 7.000 pessoas, recebeu 660 inscrições, selecionou e exibiu 95 curtas.

O festival tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento e difusão de obras audiovisuais produzidas na região e no Brasil, incentivar a formação de profissionais por meio de debates, oficinas, workshops e discussões sobre novas tendências e linguagens. Além de fomentar a formação de público na área do audiovisual por meio da realização gratuita de um festival de cinema e promover a cultura criando maior acessibilidade ao cinema no interior paulista.

O 11º CineFest será realizado pela Totem Cultural e Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC ICMS, com patrocínio do Instituto Votorantim e Votorantim Energia, e conta com o apoio institucional do Sesc Sorocaba e da Prefeitura de Votorantim e apoio da Bamberg.

Sociedade impede mulheres de sonhar em A Vida Invisível

“Quando eu toco, eu desapareço” é uma frase dita pela personagem Eurídice Gusmão para explicar porque deseja ser uma grande pianista. Guida, irmã de Eurídice, também sonha viver um grande amor. O novo filme de Karim Aïnouz, A Vida Invisível, apresenta essas duas protagonistas femininas que são diferentes em quase tudo, mas compartilham algo: sonham. Sonhos que são interrompidos por uma sociedade patriarcal.

Indicado brasileiro ao Oscar 2020 de Melhor Filme Estrangeiro, A Vida Invisível é baseado no romance A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Martha Batalha. O longa retrata um Rio de Janeiro dos anos 1950 e a história de duas irmãs fortemente ligadas. Criadas em um lar conservador, ambas almejam coisas distintas. Guida (Julia Stockler), 18 anos, decide fugir para viver um grande amor. Já a irmã, Eurídice (Carol Duarte), 20 anos, tenta conciliar o desejo de estudar piano em um conservatório com a vida protocolar da época: casamento e filhos.

O longa acompanha a vida das duas irmãs, desde a juventude até a terceira idade. Separadas desde muito cedo, as duas buscam um reencontro. O filme retrata muito bem como uma sociedade patriarcal, onde tudo é feito e decidido para e pelos homens, tornava impossível a vida das mulheres que almejavam viver outros sonhos. As irmãs vivem nessa sociedade de maneiras diferentes: Eurídice, em um casamento que a impede de se tornar uma grande pianista; Guida, mãe solo e rejeitada pelo pai.

O título original do filme era A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, assim como no romance em que foi baseado. Embora as atuações das atrizes Julia Stockler e Carol Duarte estejam impecáveis, é na história de Guida e na interpretação de Julia que o filme ganha força. Talvez, por isso, o longa tenha mudado o título para A Vida Invisível. Outro destaque para o elenco é a participação de Fernanda Montenegro, que interpreta Eurídice mais velha. O ator Gregório Duvivier interpreta Antenor, par romântico de Eurídice.

Outro ponto positivo do filme é a fotografia. O lnga foi premiado no Festival Internacional de Cinematógrafos, o Oscar dos fotógrafos. Quem assina a fotografia é a premiada francesa Hélène Louvart. Rodrigo Teixeira, produtor, ressaltou em uma entrevista para o podcast Cinema Varanda que A Vida Invisível pode se destacar em outras categorias do Oscar 2020, como fotografia. A Vida Invisível também recebeu o principal prêmio da mostra paralela “Um Certo Olhar”, no Festival de Cannes, na França.

*Por Vinícius Remer – redacao@cine61.com.br

3º Festival de Cinema do Paranoá premia filmes

Mais de 375 inscritos, debates, mostras, oficinas, batalhas de rimas, show de talentos e, claro, muito cinema, ocuparam a 3ª edição do Festival de Cinema do Paranoá. De 21 a 27 de outubro de 2019, o evento encantou a região administrativa, que completou 62 anos no dia 25 do mês. No total, foram exibidas 62 produções e distribuídos prêmios para várias categorias, alternando entre valores em dinheiro e troféus estilizados do evento. Melhor atuação, roteiro, direção, direção de fotografia, melhor filme, dentre outros, tiveram visibilidade na terceira e maior edição do festival, que já se consolida no Distrito Federal e no Brasil. Além de dar espaço para filmes de autoria feminina – 25 % dos filmes selecionados –, estudantes, pessoas em situação de rua e pessoas com deficiência também garantiram seu espaço.

E o encerramento, no dia 27 de outubro, foi contagiante. O melhor curta-metragem do Festival de Cinema do Paranoá 2019 (Nacional/Distrital) foi Boi, uma animação de Lucas Bettim e Renan Carvalho. A produção é de São Paulo (SP). Na Mostra Nacional, dos 43 selecionados, quem levou o prêmio de melhor júri oficial foi o curta experimental Prefiro Não Ser Identificada, de Juliana Muniz, do Rio de Janeiro. O júri popular elegeu como melhor produção nacional A Parteira, de Catarina Doolan. O filme é representante de Natal e São Gonçalo do Amarante (RN).

Curta-metragem Boi foi premiado

Já dos 19 curtas-metragens que concorreram na Mostra Competitiva Distrital e Cidades do Entorno do DF, quem levou o troféu pelo júri oficial foi Cão Maior, uma ficção de Filipe Alves. Já o júri popular elegeu como o melhor Dona Zefinha – 93 Anos de Caminhada, um documentário de Cícero Fraga e Alan Schvarsberg. Ambos os filmes foram filmados no Paranoá e levaram troféu para casa. Já como melhor ator, foi José de Campos que conquistou o prêmio local pelo filme Mauro, com o mesmo nome do personagem que interpretou. Melhor atriz local foi para Pirita Regueira, que fez a personagem Mulher Misteriosa em Escola Sem Sentido. Ambos concorreram no DF.

Já o melhor curta-metragem de autoria feminina da Competitiva Nacional foi também Prefiro Não Ser Identificada, de Juliana Muniz. No DF, o melhor das mulheres foi Imery Xuatibâ Adopâdobâry / Meu Filho Perdido Voltou, uma ficção de Leticia Amorin realizada no Mato Grosso e em Brasília. “Vencedores somos todas e todos participantes, realizadoras e realizadores que exibiram seus trabalhos e toda a equipe, incluindo voluntários que foram esplêndidos. Somos gigantes por promovermos a cultura em nossa comunidade por meio do cinema”, destaca o idealizador do festival, Januário Jr.

A relação completa dos premiados está no site oficial do evento.

*Por Clara Camarano – Especial para o Cine61

Remake de O Grito ganha trailer aterrorizante

A nova versão do terror O Grito, da Sony Pictures, ganhou o primeiro trailer oficial nesta tarde (28). O longa, dirigido por Nicolas Pesce e produzido por Sam Raimi (O Homem Nas Trevas), é estrelado por Andrea Riseborough, Demián Bichir, John Cho, Betty Gilpin com Lin Shaye e Jacki Weaver. O remake é baseado no filme japonês Ju-on: O Grito, de 2002.

Confira:

‘O Grito’ chega aos cinemas brasileiros em 2020.

Veja agora a animação Edifício Tatuapé Mahal

Continuação de Zumbilândia ainda faz rir

Após quase dez anos, o diretor Ruben Fleischer (Venom) retorna para a sequência do pós-apocalíptico Zumbilândia – Atire Duas Vezes. Reunindo novamente o elenco composto por Jesse Eisenberg (Liga da Justiça), Emma Stone (A Favorita), Woody Harrelson (Estrada Sem Lei) e Abigail Breslin (Scream Queens), o novo longa veio provar que continuações não-necessárias podem ser deliciosamente engraçadas e não agregar o suficiente para justificar a sua existência.

Em Atire Duas Vezes, os sobreviventes precisarão sobreviver aos Zs – apelido carinhoso dado aos zumbis – enquanto embarcam novamente na estrada em uma missão de “resgate”. Após todo esse tempo, é interessante notar que o dinamismo entre as personagens continua o mesmo desde o primeiro filme: a relação pai-filha entre Tallahasse (Harrelson) e Little Rock (Breslin) e a conturbada relação amorosa entre Columbus (Eisenberg) e Wichita (Stone), o que acaba soando confuso diante da quebra dramática tomada pelo enredo. Após todas as vivências do grupo no caótico mundo e o visível estreitamento entre as personagens, alguns direcionamentos e motivações das personagens soam pífias e não convincentes.

O grande trunfo do longa é o humor afiado, mas nem sempre pontual, repleto de duplo sentido e referências à cultura pop. O quarteto conseguirá arrancar várias gargalhadas desde as situações cotidianas até nas enrascadas enfrentadas, com grande destaque ao trabalho de Woody Harrelson. As adições no elenco, no entanto, podem dividir opiniões: enquanto Rosario Dawson (Luke Cage) complementa e dinamiza efetivamente bem, Zoey Deutch (The Politician) encarna a prima distante das Irmãs Wilson (As Branquelas) em uma personagem clichê saturadíssima em comédias besteirol que, mesmo de forma intencional, é um recurso fácil para fabricar risadas.

De modo geral, Zumbilândia – Atire Duas Vezes é puro entretenimento. Engraçado e nostálgico, o filme expande o universo apocalíptico. Entretanto, a sequência opta por dar maior atenção às piadas que ao próprio roteiro, quase o ignorando em boa parte do tempo ou escorando no que já havia sido construído no longa original. Com zumbis de plano de fundo e sem muita importância nos primeiros dois atos, o novo filme arranca risadas com facilidade e potencializa a comédia besteirol, mas se torna esquecível assim que as luzes do cinema se apagam.

*Igor Tarcízio, do Cine61