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Longa Atrás da Porta vira websérie

O filme Atrás da Porta foi transformado numa websérie. Inspirada em um crimes reais, a produção traz uma nova perspectiva sobre narrativas brasileiras. O cinema nacional já passou por diversos momentos tortuosos e complicados e, mais uma vez, vive um momento delicado. O desmantelamento de incentivos para novas produções afeta diversos novos cineastas que buscam seguir essa carreira. Um trabalho que não é nada fácil. Uma prova disso tudo é Atrás da Porta, filme dirigido por Victor Poncioni que agora ressurge como websérie dividida em três partes.

Atrás da Porta é uma produção brasiliense com roteiro inspirado em dois crimes brasileiros, que aconteceram em 31 de outubro de 2002 e em dezembro de 2014. Ambos possuem similaridades e chocaram todo o Brasil. O grande trunfo da produção, que teve diversos percalços, é a abordagem thriller e sua perspectiva em torno da mente de um sociopata brasileiro. A trama se inicia de uma forma calma e, progressivamente, se revela em uma tensão sem fim.

No elenco estão os atores Victor Edwards e Izabelle Neiva. O trabalho pode ser visto no YouTube, com os próximos episódios programados para os dias 24 e 31 de outubro.

Assista agora ao curta Ilha das Flores

Ilha das Flores

Sinopse:  Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho. Clique em Curtas logo abaixo para ver mais!

Festival de Cinema do Paranoá começa clamando por resistência

Foi dada a largada! Brasília respira cinema em outubro. Em especial, a região administrativa do Paranoá que, na véspera de completar 62 anos no dia 25 de outubro de 2019, virou um polo desta arte. Oficinas, mostras competitivas e paralelas, premiações em diversas categorias, ocupação, protagonismo feminino, inclusão de pessoas em situação de rua e acessibilidade são bandeiras que o idealizador Januário Jr. pretende levantar na 3ª edição do Festival de Cinema do Paranoá.

De 21 a 27 de outubro, escolas, ruas e o Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá e Itapõa – CEDEP (Qd 9 Conjunto D área Especial 1 – Paranoá) – o grande palco do evento – serão contemplados com a sétima arte. No total, 62 curtas-metragens poderão ser assistidos na região. A abertura da mostra competitiva acontece no dia 24 do mês, às 20h30, no CEDEP. Mas o festival que, nesta edição, leva a temática Protagonismo e Diálogos Horizontais, já começou.

Imagens de Um Sonho

Quem passou no dia 15 de outubro pelo Mercadinho Esquina Preciosa (Quadra 21- do Paranoá) pôde conferir a festa de pré-lançamento. No local, três curtas-metragens de três polos de cinema do Brasil foram exibidos ao público. Imagens de Um Sonho (Santos – SP), de Leandro Olimpio; Um Café e Quatro Segundos, de Cristiano Requião; e Escola Sem Sentido, de Thiago Foresti (DF).  Os filmes calham bem com o momento político e de resistência vividos em 2019.

Escola Sem Sentido não poupa na crítica ácida à censura vivenciada em tempos de cólera. Na trama, crianças e pais se rebelam contra os professores e contra a história. Esta, censurada. O antiesquerdismo se faz presente em toda a produção, que traz um elenco fera de Brasília e dá visibilidade para a produção local. A referência direta ao nazismo, fascismo e tantos “ismos” também se faz presente no filme.

Imagens de Um Sonho é um curta composto de vídeos publicados no YouTube por terceirizados da Petrobrás. O filme explora um capítulo importante do país por meio de fragmentos da vida operária dentro e fora da fábrica. Com suas próprias mãos, a classe trabalhadora registra – ao longo de uma década (2008-2018) – as alegrias e dissabores de sua jornada.

A edição e tomadas simples não tiram a beleza deste filme, que é feito pelo e para o trabalhador. Trabalhador este que pôde comprar celular e que celebrava sua ascensão no início do século 21. Ascensão que desmoronou e desmorona nos tempos atuais. Histórias de garra, de celebração, como trabalhadores festejando e tocando pagode em um intervalo de lazer, mostram uma alegria perdida nos tempos sombrios.

Para finalizar, Café e Quatro Segundos traz dois ditadores debatendo sobre o período de chumbo que se reflete em dias atuais. Ao redor de uma mesa e em um bate-papo regado à cafés, os personagens interpretados por Osmar Prado e Samir Murad chegam à conclusões opostas sobre o período. Amor, glória, pátria amada, Brasil? As produções poderão ser conferidas ao longo do festival. Confira programação: www.festcineparanoa.com.br.

*Por Clara Camarano – Especial para o Cine61

Veja como foi a pré-estreia de Zumbilândia 2

Cinemark Iguatemi recebe especial de Friends

Monica, Chandler, Rachel, Ross, Phoebe e Joey chegam às telas da Cinemark em outubro. Nos dias 14, 15 e 16, os fãs verão no cinema seus personagens mais queridos, o Central Perk, o apartamento de portas e paredes lilás e outros cenários icônicos no Especial Friends. 12 episódios da série – quatro por noite – foram selecionados entre a primeira e a sexta temporadas. As sessões no Iguatemi Brasília ocorrem nos três dias às 20:00. Os ingressos podem ser adquiridos pelo App Cinemark, no site (www.cinemark.com.br) e nas bilheterias do Cinemark Iguatemi Brasília.

O Especial Friends é uma homenagem aos 25 anos da estreia do programa na televisão norte americana, em 1994. Na primeira noite, serão exibidos: “Piloto”; “Aquele do Blecaute”; “Aquele do Nascimento” e “Aquele em que Ross descobre”. Na segunda, “Aquele com o Vídeo de Formatura”; “Aquele em que Ninguém Está Pronto”; “Aquele da Manhã Seguinte” e “Aquele dos Embriões”. Para encerrar o Especial, o público vai poder assistir aos episódios “Aquele do Chandler na Caixa”; “Aquele do Casamento do Ross parte 1”; “Aquele em que Todos Descobrem” e “Aquele em que Ross Fica Doidão”.

A série foi lançada em 1994 e gravada até 2004. Protagonizada por Courteney Cox, Matthew Perry, Jennifer Aniston, David Schwimmer, Lisa Kudrow e Matt LeBlanc, “Friends” ganhou seis Prêmios Emmy e um Globo de Ouro.

Serviço
Especial Friends – Cinemark Iguatemi Brasília
Data: 14, 15 e 16 de outubro
Horário: 20:00
Ingressos: no site, no App Cinemark e na bilheteria do Cinemark Iguatemi Brasília.

Sobre o Iguatemi Brasília

O Iguatemi Brasília reúne, em um só local, moda, gastronomia, serviços, passeio, conforto, conveniência e entretenimento. O shopping conta com o know-how da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, uma empresa full service (administra, planeja e constrói), classificada como a 36.ª marca mais valiosa do Brasil, a única em seu segmento.

São mais de 160 lojas, entre elas 22 marcas inéditas na capital federal. O shopping conta, ainda, com um dos mais modernos projetos de arquitetura e paisagismo. Grandes skylights proporcionam total integração com o exterior e permitem ao público aproximação com a natureza. Além disso, oferece mais de 3 mil vagas de estacionamento, das quais 1,8 mil cobertas, e serviço de valet parking.

Assista ao curta-metragem: Vida Maria

Uma menina de cinco anos de idade se diverte aprendendo a escrever o nome, mas é obrigada pela mãe a abandonar os estudos e começar a cuidar dos afazeres domésticos e trabalhar na roça.

Veja agora o trailer de O Caso Richard Jewell

Dirigido por Clint Eastwood e baseado em fatos reais, O Caso Richard Jewell é uma história sobre o que acontece quando o que é relatado como fato obscurece a verdade. “Há uma bomba no Centennial Park. Vocês têm trinta minutos”. O mundo é apresentado a Richard Jewell pela primeira vez como o guarda de segurança que relata ter encontrado uma bomba no atentado de 1996 em Atlanta – o fato o tornou um herói cujas ações rápidas salvaram inúmeras vidas. Mas em poucos dias, o aspirante a agente da lei se torna o suspeito número um do FBI, difamado pela imprensa e pelo público, tendo sua vida destruída. Chegando ao advogado independente e antissistema Watson Bryant, Jewell firmemente professa sua inocência. Bryant, porém, descobre que lutar contra os poderes combinados do FBI, GBI (The Georgia Bureau of Investigation) e APD (Atlanta Police Department) para limpar o nome de seu cliente, enquanto impede Richard de confiar nas pessoas que tentam destruí-lo, está além de suas habilidades.

O filme conta com os vencedores do Oscar Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime) como Watson Bryant e Kathy Bates (Louca Obsessão, série de TV American Horror Story) como a mãe de Richard, Bobi; Jon Hamm (Em Ritmo de Fuga) como o principal investigador do FBI; Olivia Wilde (A Vida em Si) como a repórter do jornal Atlanta Journal-Constitution, Kathy Scruggs; e Paul Walter Hauser (Eu, Tonya) como Richard Jewell.

O vencedor do Oscar Eastwood dirige a partir de roteiro feito pelo indicado ao Oscar Billy Ray (Capitão Phillips), baseado no artigo da Vanity Fair American Nightmare – The Ballad of Richard Jewell, de Marie Brenner. Eastwood também produziu o longa sob sua bandeira Malpaso, ao lado de Tim Moore, Jessica Meier, Kevin Misher, Leonardo DiCaprio, Jennifer Davisson e Jonah Hill.

A equipe criativa de Eastwood inclui o diretor de fotografia Yves Bélanger e o designer de produção Kevin Ishioka, juntamente com a estilista Deborah Hopper e o editor vencedor do Oscar Joel Cox (Os Imperdoáveis), que trabalharam com Eastwood ao longo dos anos em vários projetos. A música é de Arturo Sandoval, responsável pela trilha de A Mula em 2018.

O Pintassilgo traz trama rasa e não ousa aprofundar

O quanto uma tragédia pode afetar a vida de alguém? Essa talvez seja a grande questão por trás do novo longa de John Crowley (Brooklin). Passeando por duas linhas temporais, o filme conta a história de Theodore Deck (Ansel Elgort/Oakes Fegley), um jovem nova-iorquino que perde sua mãe, quando criança, em um atentado terrorista enquanto visitava um museu. De frente ao caos, Theo acaba levando um dos quadros do acervo, O Pintassilgo, que se torna o elo entre o garoto e a tragédia vivenciada e que afetará sua vida dali pra frente.

A adaptação do romance homônimo da escritora estadunidense Donna Tartt resulta em uma obra de 149 minutos que parece não ter tempo suficiente para se desenvolver. Girando em torno do fatídico dia da explosão no Museum of Modern Art, o enredo se ancora no momento e não muito além. De forma intencional ou não, O Pintassilgo não se preocupa em se aprofundar nas camadas das personagens, subaproveitando um elenco notável com Nicole Kidman, Jeffrey Wright (Westworld) e Sarah Paulson (American Horror Story), e o próprio Ansel Elgort (Em Ritmo de Fuga), que entrega uma atuação esforçada e competente, não muito além. O enxugamento descompensado da obra original é visível, tornando um filme que permanece na superfície e não ousa mergulhar. Infelizmente, o longa se prende a óbvia metáfora entre o pássaro do quadro e a vida de Theo e escolhe o caminho mais fácil: se desenvolver em volta do ponto, não mais que isso.

Esteticamente, a fotografia de O Pintassilgo é escura de um jeito melancólico e adaptável, mais contrastada e com uma maior presença de cores frias durante o convívio de Theo com a família Barbour em Nova Iorque. E ganha tons arenosos e pouco saturados nos momentos com o pai problemático (Luke Wilson) e na companhia do grande amigo Boris (Finn Wolfhard) em meio ao deserto de Nevada. A composição de cenários é louvável, criando uma ambiência crível e cuidadosa, enchendo os olhos pela meticulosidade.

Pouco presente, o que não é negativo aqui, e pontual, a trilha sonora de Trevor Gureckis é bastante assertiva, minimalista nos dois primeiros atos e inflamada no último, acompanhando de mãos dadas os acontecimentos da trama. Vale ressaltar que Trevor também trabalhou na trilha do nacional A Menina Índigo, de Wagner de Assis, mas não há tanta semelhanças que relacionem uma obra com a outra. O trabalho é singular e íntimo em cada longa. Palmas para Gureckis!

O Pintassilgo prometia muito, mas não cumpre suas promessas. Belo aos olhos e aos ouvidos e com alguns acertos, o novo longa de John Crowley decepciona ao desperdiçar um elenco forte a meros coadjuvantes que servem como apoio dramático para o enredo e ao transformar um livro de mais de 700 páginas em um filme que gira em círculos e não ousa em se aprofundar em suas nuances. Talvez, toda a problemática se resolveria com a divisão em mais de um filme ou em adaptação para a televisão.

*Por Igor Tarcízio – Especial para o Cine61

CCBB recebe o Anima Mundi 2019

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília apresenta entre os dias 10 e 13 de outubro o Anima Mundi 2019 – Mostra Especial Brasília com uma seleção exclusiva de filmes da 27ª edição do Anima Mundi. A programação apresenta um panorama com o que há de melhor no mercado da animação mundial e contempla obras de diversos países, entre eles, Brasil, EUA, Portugal, França, Reino Unido, Espanha, China, Japão, Letônia, Argentina, Canadá, Polônia, Austrália, República Tcheca e Eslováquia. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada).

Considerado um dos mais importantes do mundo e realizado pioneiramente no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, o Anima Mundi revolucionou o mercado nacional de animação, antes restrito à produção de alguns curtas-metragens, à publicidade e à exibição de filmes internacionais na televisão e no cinema.

Em outubro, o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília realiza uma programação especial com uma seleção de filmes nacionais e internacionais de autores consagrados em diversas técnicas de animação, com animações para todos os gostos e idades. O Centro Cultural Banco do Brasil reforça a sua longa parceria com o projeto, reafirma o seu compromisso com a formação de novos públicos e contribui para o fortalecimento da animação no país.

Anima Mundi


Realizado desde 1993 pelos animadores Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, o Anima Mundi, maior festival de animação da América Latina, oferece experiências para animadores, educadores, produtoras e, claro, animaníacos, e é a principal plataforma de fomento à animação do país lotando salas de cinema e espaços do Rio de Janeiro e, logo em seguida, São Paulo com a exibição de curtas e longas adultos e infantis, dos mais variados temas, técnicas e origens.


Realizado desde 1993 pelos animadores Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães, o Anima Mundi, maior festival de animação da América Latina, oferece experiências para animadores, educadores, produtoras e, claro, animaníacos, e é a principal plataforma de fomento à animação do país lotando salas de cinema e espaços do Rio de Janeiro e, logo em seguida, São Paulo com a exibição de curtas e longas adultos e infantis, dos mais variados temas, técnicas e origens.

Serviço
Anima Mundi 2019 – Mostra Especial Brasília
Local: Cinema e Teatro – CCBB Brasília – SCES Trecho 2 – Brasília (DF)
Data: 10 a 13 de outubro de 2019
Entrada: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)
No dia 12 de outubro – Dia das crianças – todas as sessões serão gratuitas. Retirada de ingresso 1h antes das sessões.
CINEMA: 70 lugares
TEATRO : 327 lugares
Horários da Bilheteria: Das 9h as 21h. (tel.: 3108-7038)
Classificação: consultar programação por sessão
Acesso para pessoas com deficiência aos locais de exibição
Informações: www.bb.com.br/cultura