Vai Que Cola 2: O Começo é como um episódio da série
Vai Que Cola 2: O Começo é a nova comédia do diretor César Rodrigues (Minha Mãe é uma Peça 2). Apostando mais uma vez no sucesso da série do Multishow, a prequela conta a origem da colorida pensão do Morro do Cerol e o início da convivência e confusões entre os personagens. Sem a presença de Paulo Gustavo, o longa se esforça para suprimir a falta do comediante com referências a cultura pop e a carga cômica trazida pela série.
Esteticamente, o longa é de “encher os olhos”. Colorido e com a presença de alguns takes mais ousados – vide a cena inicial das crianças perseguindo uma pipa -, o filme evoca a ambiência divertida típica da sitcom, sem se limitar aos cenários limitados do formato. Quase inexistentes, as poucas cenas com efeitos especiais possuem um aspecto cartunesco intencional, corroborando com a áurea despretensiosa do longa e funcionando (parcialmente) na proposta da trama.

Diferentemente do filme anterior, a coroa do protagonismo é passada para Marcus Majella (Um Tio Quase Perfeito, Tô Ryca!), que assume deliciosamente bem. Carismático, o personagem Ferdinando estrela boa parte dos melhores momentos do longa e não precisa se esforçar para arrancar risadas do público. O resto do elenco compõe de maneira eficiente, mas que, em alguns momentos, acabam enveredando para uma comédia mais caricata e sem sentido, inchando em demasia as personalidade e características de cada um.

Com Vai que Cola 2: O Começo, você vai gargalhar bastante com cenas besteirol e piadas com conotação sexual, além de trazer referências atuais – a cena remetendo Matrix é sensacional -, e a nostalgia de momentos icônicos do entretenimento brasileiro. Mas a falta de um enredo bem definido pode incomodar e despertar a sensação de que o longa iniciou e finalizou em lugar nenhum, podendo facilmente ser encurtado e transformado em um capítulo qualquer da série.
*Por Ígor Tarcízio – Especial para o Cine61
BFF Girls estrelam O Melhor Verão das Nossas Vidas
Em breve, o publico teen ganhará mais um longa-metragem. A comédia romântica adolescente O Melhor Verão das Nossas Vidas, protagonizado pelas integrantes do BFF Girls (grupo formado pelas ex-participantes do The Voice Kids) Bia Torres, Giulia Nassa e Laura Castro, conta a história de três meninas que têm o sonho de alcançar o estrelato no mundo da música.
No filme, as três amigas, que passam para a fase final de um famoso festival de música, descobrem que ficaram de recuperação na escola no mesmo período do evento. Juntas, elas farão de tudo para não desistir dos seus sonhos. As filmagens, feitas na capital paulista e Guarujá, acabaram de ser concluídas.
“A finalização das gravações do filme é uma realização para a Moove House. Chegamos a um patamar que queríamos alcançar, que é desenvolver conteúdo e fazer filmes que vão para o cinema. Considerando o cenário nacional, a gente conseguiu fazer um filme numa época que está bem difícil para o cinema. Ainda por cima, com bons parceiros, ótima equipe técnica e um elenco incrível”, conta Denis Knauth, Diretor Executivo da Moove House.

A produção, que contou com a filmagem de 140 cenas, movimentou bastante a cidade do Guarujá, onde passou quatro das cinco semanas de filmagem. O set chegava a ter cerca de 500 pessoas, sendo 150 a 200, figurantes locais. Para que cenas noturnas na praia fossem possíveis, por exemplo, foi necessária a mobilização de órgãos como as secretarias de Cultura, Infraestrutura, Turismo, assim como a própria prefeitura.
Além das BFF Girls, também fazem parte do núcleo jovem do longa, Giovanna Chaves, que participou da novela do SBT Cúmplices de um Resgate; Enrico Lima, filho do Chitãozinho que participou da peça O Menino Maluquinho; Murilo Bispo, ex-integrante do The Voice Brasil 2018; e Bela Fernandes, que participa da novela As Aventuras de Poliana do SBT. Todos eles ganharam um número musical para o filme.
O elenco reúne ainda Maurício Meirelles, Márvio Lúcio (Carioca), João Quirino, Rafael Zulu, Gisele Prattes, Daniel Erthal, Carlos Bonow e Laura Proença. O responsável pela direção do filme foi Adolpho Knauth, da produtora Moove House, e o roteiro de Cadu Pereiva. O Melhor Verão das Nossas Vidas tem apoio da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e será lançado pela Galeria Distribuidora, que também é coprodutora. A produção é da Moove House e o projeto ainda conta com a parceira da Sony Music. A previsão de lançamento é para o próximo verão.
Terror A Noite Amarela estreia em outubro
A Sessão Vitrine lança no dia 10 de outubro, nos cinemas e plataformas de TVOD, o longa-metragem A Noite Amarela, de Ramon Porto Mota. Ambientado na Paraíba, o filme narra a história de um grupo de sete adolescentes que viajam para uma pequena ilha na costa do Nordeste brasileiro, para celebrar o fim do último ano escolar. No entanto, a festa acaba no primeiro anoitecer após um estranho acontecimento com o grupo.
“Eu olho para A Noite Amarela como um tour de force sobre o fim de uma era. Um filme sobre temer o futuro e o vazio que está a nossa frente; sobre, afinal de contas, a morte da pessoa que somos. Conta a história de um grupo de adolescentes e o que aconteceu com eles quando viajaram para uma casa de praia para comemorar o final do ensino médio. É uma história sobre seus medos e desejos; atos, gestos e aflições. É um filme de terror em sua essência – o horror do futuro e do desconhecido – mas também um teen movie, cheio de drama e confusão. Um slasher espiritual tomado pela escuridão, tão estranho quanto seus personagens. Um coming of age através do horror”, comenta o diretor Ramon Porto Mota.

O longa teve sua estreia mundial no 48º Festival Internacional de Cinema de Rotterdam, e também foi exibido nos festivais: 16º IndieLisboa, Olhar de Cinema ’19, 14ª Mostra Cinema Conquista, 19º New Horizons IFF, 9º CineFantasy, CineBH – 13ª Mostra de Cinema de Belo Horizonte e 4º Brooklyn Horror Fest.
A Noite Amarela é uma produção paraibana, assinada pela Vermelho Profundo, com coprodução da Narrativa. A distribuição no Brasil é da Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine, que tem ingressos mais baratos nos cinemas parceiros e estreia simultânea em plataformas digitais: Apple TV, Google Play/YouTube Premium, Now e Vivo Play. O Filmmelier, serviço de recomendação de filmes trará a programação completa e é parceiro de promoção do projeto.
Coringa traz um vilão além do maniqueísmo
Joaquin Phoenix não precisa provar para ninguém que é um excelente ator. As três indicações ao Oscar e as quase 40 premiações que recebeu na carreira não deixam dúvidas sobre seu talento na hora de interpretar. E esse é o maior acerto do longa-metragem Coringa, que estreia hoje nos cinemas. No papel de Arthur Fleck, o ator não sai de cena praticamente em nenhum momento da projeção, capturando toda atenção do público com seu complexo personagem. Não sobra espaço nem para o reconhecido Robert De Niro, também no elenco.
Os mais desavisados podem se surpreender porque, apesar de ser um filme do universo DC Comics, a abordagem passa longe da maioria das histórias em quadrinhos adaptadas para o cinema. É uma visão mais realista. Por isso, não espere super-heróis ou vilanias absurdas. Coringa é um drama pé no chão, com um ritmo mais lento, e que comove e revolta justamente por trazer uma Gotham tão parecida com tantas outras cidades do mundo: violenta, com desemprego e repleta de pessoas insatisfeitas com suas vidas.

Arthur é um homem depressivo que trabalha como palhaço para viver. Refém de remédios, ele é extremamente magro e sonha em entrar no mundo do stand up comedy enquanto cuida da mãe doente em um apartamento velho. É uma pessoa infeliz, que literalmente se arrasta pela vida enquanto se torna vítima de gangues e várias injustiças. Seu problema mental, que justifica o descontrole de gargalhadas involuntárias, é mostrado de forma séria – tom que é mantido do início ao fim. Com tantos reveses, sua mãe parece manter o otimismo ao acreditar que receberá a ajuda do antigo patrão: o milionário Thomas Wayne.

O filme mostra as origens do icônico arqui-inimigo do Batman de um modo humanizado. É possível compreender e entender o que o levou a se tornar o Coringa dos demais filmes. Nunca antes o personagem foi tão bem trabalhado, sendo uma surpreendente visão para o universo DC. É curioso que o cineasta Todd Phillips, responsável pelo roteiro e direção, tenha ganhado a fama com a trilogia de humor Se Beber, Não Case! porque a comédia é um dos temas centrais da trama. O longa fala sobre a capacidade do humor de fazer rir e chorar de rir. E a figura de um palhaço homicida, enaltecida por uma sociedade castigada pela desigualdade, torna-se um símbolo anarquista da revolta popular. É quando a suposta vilania ganha as ruas e deixa de ser apenas uma atitude dos maus. Esta é a grande questão da história: revelar o Coringa além do maniqueísmo.
*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br
Ela Disse, Ele Disse dá seu recado sobre empatia e bullying
“A juventude de hoje em dia é a mesma de alguns anos atrás e será a mesma daqui a alguns anos”. Quem fala com propriedade sobre o assunto é a escritora carioca dedicada ao universo juvenil, Thalita Rebouças. Ela Disse, Ele Disse é mais um trabalho seu adaptado para as telonas e estreia nas salas dos cinemas brasileiros com todos os sabores e dissabores desta fase conturbada, mas deliciosa. A direção é de Cláudia Castro.
Em entrevista ao Cine61, a autora e o ator Marcus Bessa, que no filme dá vida ao estudioso Leo, discorreram sobre bullying, amores e dramas comuns aos jovens. “O que muda na adolescência de hoje para a de antigamente é apenas a era digital, que traz o mundo para a palma da mão. Literalmente! Mas, as questões, as dúvidas, as espinhas e os amores impossíveis continuam iguais aos de 40, 50 anos atrás. E acredito que daqui a 20 anos será a mesma coisa”, coloca Thalita.

O filme adentra exatamente nestas questões. A trama conta a história de Rosa (Duda Matte), uma menina estudiosa, e de Leo, um menino legal, defensor dos oprimidos e que, além de tudo, manda bem no futebol. “Mas eu, o Marcus, não mando bem em futebol. Faço musculação, corrida e spinning. Mas jogar bola não é o forte do Marcus”, explica o ator, sorrindo. Novatos no colégio, Rosa e Leo vão ter a missão de fazer novos amigos. Mas, para isso, vão enfrentar alguns dramas. Rosa, mais tímida, bate de frente com Júlia, uma típica blogueirinha popular e encrenqueira interpretada por Maisa Silva.
“Júlia (Maisa) é dona de si, barraqueira. Temos muitas Júlias por aí. E ela (Maisa) está ótima no filme”, ressalta Thalita, com orgulho.
E são estas personalidades diferentes e fortes que movimentam a história. Apaixonadas por Leo, elas disputam e sofrem pelo rapaz. Mas não para por aí. O menino repetente, mais velho e suposto líder do grupo, as meninas mais doces, a professora bacana e a diretora conservadora interpretada por Maria Clara Gueiros apimentam a história, além dos contrastes dos personagens, sejam eles jovens ou adultos.
A mensagem final do dilema juvenil é positiva. O longa-metragem passa um recado empático. “A cena do beijaço mostra essa união. Essa empatia. Em relação aos comentários sobre abordarmos uma cena gay, temos duas meninas e dois meninos dando um beijinho. Se eles são gays ou não nem está em questão”, destaca Rebouças. Também na vibe positiva, Marcus Bessa dá um recado para os jovens. “As pessoas estão muito conectadas na adolescência. Eu mesmo sou bem conectado. Mas devemos usar a internet para o bem. Falo sempre ao meu público para não desistir dos sonhos. Em relação ao combate ao bullying na adolescência, é preciso de duas coisas: alteridade para reconhecer que o outro é diferente e empatia. E é isso que pretendemos mostrar no filme” pontua o ator.
*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br
Muitas polêmicas na animação A Cidade dos Piratas
Uma das obras mais polêmicas do diretor Otto Guerra, A Cidade dos Piratas faz uma mistura underground e caótica entre ficção e realidade sobre as vidas particulares de Laerte Coutinho e Otto Guerra. O filme é construído por meio de uma série de referências dos quadrinhos da Laerte, e do cinema do próprio diretor, além de buscar através da história do Brasil – inclusive fatos associados a história recente – fazer uma reflexão sobre a arte, a cultura pop, e política. Com distribuição da Lança Filmes, o filme chega no circuito nacional no dia 31 de outubro.
A animação é desenvolvida a partir de personagens dos quadrinhos Piratas do Tietê, que passam a ser rejeitados por sua criadora, Laerte Coutinho, quando ela se afirma transgênero, assumindo sua identidade feminina. “Para a Laerte, Os Piratas e outros universos de sua criação, ficaram superados. Ela dizia que os Piratas funcionavam nos anos 80, mas que hoje ela considera eles machistas. Eu também concordava que suas criações mais recentes eram muito melhores. O projeto do filme iniciou em 1993, evidente que o mundo evoluiu e tratamos de nos adaptar a essa nova fase da autora.”, diz Otto Guerra.

Amigos e contemporâneos, Otto Guerra e Laerte Coutinho beberam nas mesmas fontes dos anos 70, assim como Angeli e outros quadrinistas, são artistas influenciados pelas HQs do Crumb, Freak Brothers, pela literatura Beat dos anos 50, Ginsberg, Kerouac, e essa identificação gerou a parceria que se segue até os dias de hoje, e que serviu como base para a construção de A Cidade dos Piratas.
“Laerte foi generosa em relação ao nosso filme: mesmo não querendo aparecer, se dispôs a gravar as cenas onde ela foi entrevistada por nós e ajudou na liberação dos direitos dos vários programas, de suas participações em diversos canais de TV.” diz o diretor Otto Guerra, que completa, “Ela incentivou a troca do roteiro original, aonde só os Piratas atuavam, pela versão aonde os Piratas, ela e seu novo universo eram protagonistas. No início ficamos perdidos em meio ao labirinto que foi criado e isso reforçou muito a atualidade do nosso filme, trazendo questões que estão e ainda vão ser vanguarda dos questionamentos, de como chegamos na beira do abismo”.
Ao convidar Matheus Nachtergaele e Marco Ricca a emprestarem suas vozes aos personagens, o diretor busca ampliar a dimensão contestadora e existencialista do filme, que retrata um processo de aceitação de desejos e de afetos, com a história de um homem que flerta com a cultura transexual.
“Matheus é um ator que parece ser a própria personagem, sempre. E mais, ele facilmente capta a emoção da cena e faz tantas e tantas opções que chega a deixar o diretor de dublagem tonto. Gênio vivo entre nós. Já Marco Ricca tem aquele estigma do mau. Tínhamos o papel do político homofóbico e paranoico, ele era o cara perfeito para o papel”, explica o diretor.
Começou o Festival de Cinema Transcendental
Realizada pela ONG Estação da Luz, a 8ª edição do Festival de Cinema Transcendental transmite. por meio do audiovisual, ensinamentos de espiritualidade. Com mensagens de amor, paz e solidariedade, a mostra acontece até o dia 2 de outubro de 2019. As exibições ocorrem a partir das 19h, no Teatro Brasília Shopping, apoiador cultural do evento. A entrada é gratuita, mediante a doação de 2 kg de alimentos não-perecíveis antes da sessão.
Sob a curadoria e coordenação de Lucas de Pádua, o festival apresentará uma programação marcada pela temática espiritual, independente de religiões. Este ano, o evento prestigia a produção cinematográfica nacional com três longas metragens inéditos no Brasil.
“Realizar este evento é sempre uma alegria, pois as pessoas saem dos cinemas felizes e motivadas”, afirma Lucas de Pádua.
Nesta terça-feira (1/10) será a vez da comédia Bate Coração, com direção de Glauber Filho, experiente diretor, responsável por Bezerra de Menezes, e As mães de Chico Xavier, filmes que surpreenderam e emocionaram o público nos cinemas de todo Brasil. No filme, o personagem Sandro é um homem conquistador e preconceituoso, acostumado a uma vida de luxo. Quando sofre um ataque cardíaco, precisa urgentemente de um coração novo, e recebe o transplante da travesti Isadora, recém-falecida devido a um acidente. Enquanto se recupera, Sandro passa a repensar todo o seu preconceito de uma vida. Após a exibição, Fernando Lobo, representante da Produtora Estação Luz estará presente para uma roda de conversa.
O terceiro e último dia do evento traz o filme Paulo de Tarso, com direção do diretor André Marouço, que responde também pelos filmes Causa e Efeito, e O Filme dos Espíritos. O filme sobre a vida do apóstolo Paulo traz uma abordagem a respeito da história do cristianismo, abordando o papel fundamental deste personagem. O diretor, que participará do evento, oferecerá ao público presente, a oportunidade de fazer perguntas após a exibição.
O Festival
O Festival de Cinema Transcendental tem realização da Associação Estação da Luz, com o apoio cultural do Brasília Shopping. O evento tem o apoio das seguintes empresas e instituições: DGBB Assessoria de Imprensa, Federação Espírita Brasileira, Legião da Boa Vontade, União Planetária, Comunhão Espírita de Brasília, Federação Espírita do Distrito Federal, e conta ainda com o patrocínio da empresa de segurança Life Defense.
SERVIÇO
8º Festival de Cinema Transcendental
Data: De 30 de setembro a 2 de outubro de 2019
Horário: Exibições sempre às 19h
Local: Teatro Brasília Shopping
Informações: (62) 99980.4321
Entrada gratuita, mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis antes da sessão. Espaço sujeito à lotação.
*Verificar classificação indicativa de acordo com filme exibido









