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O Processo revela os bastidores do impeachment de Dilma

O documentário O Processo releva os bastidores do impeachment que destituiu a ex-presidente Dilma Rousseff do cargo. Com 450 horas de material filmado, o longa se transformou em 130 minutos que registram as votações na Câmara dos Deputados e no Senado, coletivas de imprensa, comissões e reuniões a portas fechadas. O filme, antes de estrear nas salas brasileiras, foi ovacionado no 68º Festival de Berlim, além de receber prêmios em festivais de cinema na Alemanha, Suíça, Espanha e Portugal. Mas documentários são recortes e estão longe de representar uma verdade absoluta. O doc, com direção de Maria Augusta Ramos, carrega seu viés.
A própria diretora releva, em entrevista ao Huff Post Brasil, que o longa trata-se de uma visão dela sobre o processo de impeachment. Outro ponto que também corrobora com o olhar de Maria Augusta sobre o tema é o acesso aos bastidores da defesa de Dilma Rousseff, muito mais presente no filme do que o outro lado, o da acusação. Mas ambos estão representados na tela, com argumentos dos dois lados. E são eles que guiam toda a trama, presentes nas figuras da advogada Janaína Paschoal (acusação) e José Eduardo Cardozo (defesa).
A escolha da diretora em focar no teor político-jurídico do processo não foi a toa. Maria Augusta tem experiência no sistema judiciário. Filmou também os premiados Justiça (2004), Juízo (2007) e Morro dos Prazeres (2013). Todos propõem reflexões entre sociedade e justiça. Janaína Paschoal e José Eduardo Cardozo representam essas figuras “judiciárias” completamente antagônicas. Janaína, de tão caricata e absurda, parece representar um personagem e não ela própria. As explicações, tanto da defesa como da acusação, estão o tempo todo na tela, o que cansa o espectador, mesmo com alguns momentos de respiro, como as cenas dos monumentos de Niemeyer em Brasília.
A diretora, como em outras obras, não se utiliza de entrevistas no documentário. O Processo segue uma linha do tempo e tem como ponto forte a edição. Mesmo sem a intervenção da direção, segue uma linha narrativa somente com as falas de quem está em cena. Muito longe da recente série O Mecanismo ou House Of Cards, O Processo revela não só os bastidores de um processo de impeachment, justo ou não, mas também de todo o jogo político, sujo ou não.

*Por Vinícius Remer da Silva – contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme O Processo:

 

O Processo (Brasil, 2018) Dirigido por Maria Ramos. Com Dilma Rousseff, Michel Temer, Jean Wyllys, Janaína Paschoal, Jandira Feghali, Eduardo Cunha, José Eduardo Cardozo…

Suspense e drama familiar no trailer de Canastra Suja

O longa Canastra Suja, de Caio Sóh, chega às telonas depois de participar de diversos festivais, entre eles, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Los Angeles Brazilian Film Festival (Prêmios de melhor longa-metragem, diretor, ator Marco Ricca e ator coadjuvante Pedro Nercessian), Fest Aruanda (Prêmios de melhor ator, ator coadjuvante, roteiro e som), entre outros. Canastra Suja gira em torno do drama de uma família simples que enfrenta diversos conflitos. Durante a trama, o conceito familiar desaba aos poucos. Temas desenvolvidos com muita naturalidade e sabedoria pelo roteirista. Toda família tem seus segredos, mas só em algumas a verdade vem à tona.

Sinopse oficial: Quem vê Batista e Maria andando pela rua com seus três filhos, Pedro, Emília e Rita, acha que o grande problema deles é a filha caçula que sofre de autismo. Porém, as questões dessa família são bem mais complicadas. Batista é um alcoólatra tentando abandonar o vício por insistência familiar. Maria é uma esposa dedicada que vive um caso tórrido com o namorado de sua filha Emília, que se faz de pudica, mas seduz o patrão. Pedro, o primogênito, está perdido na entrada da vida adulta. Durante a trama, o conceito familiar desaba aos poucos.

Mostra Futuro Brasil exibirá filmes em processo de finalização

O 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro abriu inscrições para a Mostra Futuro Brasil. A curadoria do festival escolherá seis filmes em processo de finalização para a Mostra Futuro Brasil, que podem ser submetidos à seleção até 7 de julho. As inscrições podem ser feitas no site do Festival de Brasília, no qual estão disponíveis os regulamentos de todas as mostras. Também estão abertas inscrições para a Mostra Competitiva e para a Mostra Brasília, ambas até 24 de junho.
Rômulo Juracy
A Mostra Futuro Brasil existe no Festival desde a 50ª edição e tem como objetivo dar visibilidade às obras brasileiras de longa-metragem ainda não finalizadas. No Festival de Brasília esses filmes terão oportunidade de passar por avaliações/consultorias de profissionais responsáveis pela curadoria e seleção de grandes festivais internacionais, que assistirão às sessões fechadas dos selecionados. As inscrições para a Futuro Brasil devem ser feitas até 7 de julho e serão pré-selecionados 15 filmes, dentre os quais seis títulos serão escolhidos para tomar parte da mostra durante o Festival de Brasília. As obras escolhidas para participação na mostra serão divulgadas até dia 3 de agosto e o filme vencedor da Futuro Brasil recebe prêmios técnicos para fins de finalização.
O regulamento da Mostra Futuro Brasil está disponível aqui.

Muitos efeitos especiais não salvam o novo Jurassic World

Spielberg fez toda uma geração sonhar com o Parque dos Dinossauros. O filme deu origem a duas continuações, ambas inferiores. A grande surpresa foi Jurassic World, que conseguiu trazer o clima nostálgico do original ao mostrar o parque temático em funcionamento. Algo que todo o público sempre quis ver, mas que não havia sido colocado em prática ainda. Após uma semana de pré-estreias, Jurassic World: Reino Ameaçado estreia nos cinemas com a promessa de repetir – ou superar – o sucesso do anterior.
O cineasta J.A. Bayona (O Orfanato, O Impossível) fez um longa com um clima mais sombrio que todos os anteriores da franquia. Praticamente toda a ação acontece durante a noite. Isso além das imagens escuras, com chuvas e um clima ameaçador. Não chega a ser terror, é claro, ainda mais em um filme com uma violência limpa e sem sangue. E uma série de momentos com humor familiar. Mas há algo de novo na ambientação. Uma novidade positiva, mas que não salva o roteiro dos inúmeros clichês que aparecem durante toda a trama.
A história se passa após Jurassic World, ou seja, quando todo mundo evacua a ilha onde o parque estava estabelecido. E como se não bastasse tudo ter dado errado com o empreendimento, uma atividade vulcânica prova que realmente o parque não foi uma boa ideia. Agora os dinossauros continuam lá e correm o risco de desaparecer da Terra mais uma vez. A mocinha Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) trabalha num grupo em defesa dos animais e acha um absurdo que ninguém parece se importar com o triste fim dos clones.

Já o treinador Owen Grady (Chris Pratt) leva uma vida distante da antiga profissão. Os dois acabam se encontrando novamente quando surge a possibilidade de voltar à ilha para recuperar alguns dinossauros. Mas isso é apenas o início de uma aventura que envolve empresários ricos, traições e situações fora de controle. Reino Ameaçado pode até ser diferente e terminar de uma forma um tanto ousada e que altera os rumos da franquia, mas isso não salva a produção de momentos sem criatividade, muitos efeitos especiais e pouco conteúdo. 

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Jurassic World 2 – Reino Ameaçado:

 



Jurassic World: Fallen Kingdom (EUA / Espanha, 2018) Dirigido por J.A. Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall, Justice Smith, Daniella Pineda, James Cromwell…

Inscrições abertas para o Festival de Direitos Humanos Entretodos

O ENTRETODOS – 11a edição, a ser realizada entre os dias 10 e 15 de setembro, tem como proposta promover a cultura de Direitos Humanos a partir da linguagem audiovisual, buscando dar visibilidade a produções de curtas-metragens nacionais e internacionais que sejam capazes de sensibilizar e provocar debates em torno de questões sociais, raciais, de cidadania e de identidade de forma lúdica, poética e participativa. As inscrições vão de 25 de maio a 24 de junho de 2018 às 23h59, com liberalidade de ampliação dos prazos. São gratuitas aos realizadores as inscrições realizadas diretamente pelo site do Festival ENTRETODOS (http://www.entretodos.com.br). Pela plataforma FESTHOME (https://festhome.com/), o valor da inscrição está sujeito às condições da mesma.
Inscrições abertas para o Festival de Direitos Humanos Entretodos
Podem ser inscritos filmes de até 25 minutos de duração, brasileiros e estrangeiros, captados em qualquer formato, nos gêneros ficção, documentário, animação e experimental, realizados em qualquer data e relacionados às temáticas dos Direitos Humanos e, preferencialmente, em alta definição, e que nunca tenham participado do Festival. A proposta de tema que norteia esta edição é “De fora pra dentro”.
Inscrições abertas para o Festival de Direitos Humanos Entretodos
São duas modalidades de premiação pela Mostra Competitiva, sendo que todos os curtas-metragens inscritos e selecionados concorrem nas duas modalidades: 5 (cinco) curtas-metragens escolhidos pelo Júri Oficial em cada uma das 5 (cinco) categorias – a serem definidas após o recebimento de todas as inscrições, receberão o prêmio no valor de R$ 5.000,00 (Cinco mil Reais) cada; 1 (um) curta-metragem escolhido pelo Júri Popular, por meio de votação presencial nas salas de exibição do Festival, receberá o prêmio no valor de R$ 5.000,00 (Cinco mil Reais), podendo ser premiado por ambos os júris – Oficial e Popular; e 1 (um) curta-metragem escolhido pelo Júri Popular, por meio de votação online, será conferido com troféu e certificado. Totalizando R$ 30.000,00 (trinta mil reais) em prêmios.

Festival de Brasília lança seletiva de filmes de sua 51ª edição

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anuncia sua 51ª edição com base no novo formato, definido na celebração de seu cinquentenário, em 2017. Ao completar 51 anos, o mais longevo festival de cinema do país segue com 10 dias de programação descentralizada, ocupando ao menos sete regiões administrativas do DF e incorporando dois finais de semana em sua programação, que conta com direção artística do cineasta Eduardo Valente. Entre 14 e 23 de setembro de 2018, os amantes do cinema de todo o país terão os olhos voltados à grande celebração do cinema nacional, com exibições de filmes no Cine Brasília, além de atividades formativas e de mercado sitiados no Museu Nacional de Brasília e Biblioteca Nacional.
Fotos: Junior Aragão
Os interessados em pleitear o Troféu Candango da 51ª edição do Festival de Brasília terão entre 24 de maio e 24 de junho de 2018 para se inscrever, submetendo formulário de inscrição devidamente preenchido através do site www.festivaldebrasilia.com.br e fazendo upload de link do filme hospedado em plataforma audiovisual de livre acesso, protegido por senha, além da classificação indicativa. Os nove longas e 12 curtas selecionados serão divulgados até o dia 24 de julho de 2018 e deverão ser inéditos no Distrito Federal e preferencialmente inéditos nos demais estados do Brasil.
                                                                                   

                     

Mantendo a estratégia de 2017, o Festival de Brasília premiará os vencedores com o celebrado Troféu Candango, e pagará cachês de seleção a todos os filmes selecionados para as mostras competitivas, em um investimento total de R$ 340.000,00, distribuídos entre todos os participantes. Os longas-metragens selecionados recebem R$ 15.000,00; os longas participantes de Sessão Especial Hour Concour recebem R$ 10.000,00; e os curtas-metragens, após seleção, ganham R$ 5.000,00 cada. Nas mostras paralelas, os longas receberão cachê de R$ 3.000,00.
Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília
A iniciativa de premiar igualitariamente todos os filmes elencados é uma tendência entre os mais prestigiados festivais de cinema do mundo. Além dos cachês distribuídos, o melhor filme de longa-metragem escolhido pelo júri popular receberá, ainda, o Prêmio Petrobras de Cinema, que consiste em R$ 200.000,00 em contratos de distribuição. Para votar, o público continuará tendo acesso ao aplicativo mobile do festival, instrumento que teve grande adesão em 2017, não só pelo aspecto sustentável na economia de papel, mas também pela facilidade de acesso à programação completa do evento e ao conteúdo exclusivo para os usuários da ferramenta.

A semana (21/6 a 27/6) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping Casa Park (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede. Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.
Talvez uma História de Amor – Quando chega em casa, depois de mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio (Mateus Solano) liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara (Thaila Ayala), comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, contudo, não faz a menor ideia de quem é Clara. Perturbado devido ao seu jeito metódico e controlador, ele não se lembra de ter se relacionado com ninguém, mas todos ao seu redor pareciam saber do relacionamento dos dois, perguntando como ele está se sentindo com o término. Agora, ele precisa encontrar essa mulher misteriosa.



Em Guerra Por Amor – Nova York de 1943. Arturo (Pif) quer se casar com Flora (Miriam Leone), mas para isso ele deve viajar até um vilarejo da Sicília a fim de conhecer seu sogro e pedir por sua aprovação no matrimônio. Porém, mediante a 2a Guerra Mundial em voga, o jovem só conseguirá chegar a Itália de uma maneira: alistando-se no exército americano.


Hereditário
Hereditário

Hereditário – Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.

Sol Da Meia-noite – Katie (Bella Thorne) é uma jovem de 17 anos que vive protegida dentro de sua casa desde a sua infância. Confinada no local durante os dias, ela possui uma rara doença que faz com que a menor quantidade de luz solar seja mortal. Sua situação muda quando seu destino se cruza com o de Charlie (Patrick Schwarzenegger) e eles iniciam um romance de verão.
Tungstênio – Um sargento do exército aposentado, um policial e sua esposa e um traficante aparentemente não possuem nada em comum, mas eles vão se unir em prol de um bem maior. Quando pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, na Bahia, esse grupo fará de tudo para acabar com esse crime ambiental. Mas, na busca dos caminhos que lhes pareçam mais corretos, cada um deles vai passar por mais conflitos pessoais e morais.



Jurassic World: Reino Ameaçado
Jurassic World

Jurassic World: Reino Ameaçado – Quatro anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. No local não há mais qualquer presença humana, com os dinossauros vivendo livremente. Diante da situação, é preciso tomar uma decisão: deve-se retornar à ilha para salvar os animais ou abandoná-los para uma nova extinção? Decidida a resgatá-los, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela.

Do Jeito Que Elas Querem – Nos arredores da Califórnia, quatro amigas de longa data estão na casa dos 60 anos e decidem ler no clube do livro mensal o romance Cinquenta Tons de Cinza. Esse não é o tipo de livro que elas leem normalmente, o que faz com que a vida dessas mulheres bem-sucedidas e inteligentes mude completamente.
Oito Mulheres e um Segredo – Recém-saída da prisão, Debbie Ocean (Sandra Bullock) planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou (Cate Blanchett), Nine Ball (Rihanna), Amita (Mindy Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Helena Bonham Carter), Daphne Kluger (Anne Hathaway) e Tammy (Sarah Paulson).
O Amante Duplo
O Amante Duplo
O Amante Duplo – Chloé (Marina Vacht) é uma mulher reprimida sexualmente que, constantemente, sente dores na altura do estômago. Acreditando que seu problema seja psicológico, ela busca a ajuda de Paul (Jérémie Renier), um psicólogo. Só que, com o andar as sessões de terapia, eles acabam se apaixonando. Diante da situação, Paul encerra a terapia e indica uma colega para tratar a esposa. Entretanto, ela resolve se consultar com outro psicólogo, o irmão gêmeo de Paul, que ela nunca tinha ouvido falar até então.
Desobediência – Ronit (Rachel Weisz) precisa voltar para sua cidade natal após a morte de seu pai distante – um rabino. Mas ela causa um rebuliço no pacato local ao recordar uma paixão proibida pela melhor amiga de infância, que atualmente é casada com seu primo.
Sexy por Acidente – Renee (Amy Schumer), uma mulher comum, luta diariamente com sua insegurança. Depois de cair de bicicleta e bater a cabeça, ela de repente acorda acreditando ser a mulher maiz capaz e bonita do mundo. E com isso Renee começa a viver a vida mais confiante e sem medo das falhas
Baronesa
Baronesa
Baronesa – Andreia e Lidiane são grandes amigas que moram em casas vizinhas na Vila Mariquinhas, na Zona Norte de Belo Horizonte. Elas trocam confidências, guardam sofrimentos e compartilham laços, mas quando uma guerra entre traficantes deixa o clima tenso, Andreia passa a cogitar ir embora da região.
As Boas Maneiras – Ana (Marjorie Estiano) contrata Clara (Isabél Zuaa), uma solitária enfermeira moradora da periferia de São Paulo, para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana começa a apresentar comportamentos cada vez mais estranhos e sinistros hábitos noturnos que afetam diretamente Clara. 
Anna Karenina: A História de Vronsky – Durante a guerra russo-japonesa, em 1904, Sergey Karenin (Kirill Grebenshchikov), o chefe de um hospital descobre que um dos oficiais feridos é o conde Vronsky (Max Matveev), a pessoa que arruinou sua mãe, Anna Karenina (Elizaveta Boyarskaya). Agora, ele procura informações sobre o amante da mãe, e o quê a levou a desistir da vida.
Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim – Gnomeu e Julieta chegam à Inglaterra, preocupados em preparar o jardim para a primavera e rever os amigos britânicos. No entanto, a dupla começa a perceber que os gnomos estão sendo sequestrados em toda a cidade. Eles recorrem ao gênio da investigação Sherlock Gnomes que, junto de seu fiel companheiro Watson, embarca numa aventura para solucionar o mistério. Sequência da animação Gnomeu e Julieta (2011).

Zé Dumont fala sobre saudosismo militar no filme Tungstênio

O ator José Dumont está de volta aos cinemas na pele de Seu Ney, personagem icônico da HQ Tungstênio, de Marcello Quintanilha, que chegará às telonas no dia 21 de junho, numa adaptação assinada pelo cineasta Heitor Dhalia. Ex-sargento saudosista, preso nas memórias do passado num quartel, parte dele a indignação e a cobrança sobre o que fazer contra a pesca ilegal por meio de bombas, nos arredores do Forte de Monte Serrat, em Salvador. Leia a seguir uma entrevista com o ator.

Como se deu o convite para encarar o papel de Seu Ney no filme? O convite veio do Heitor. O personagem é muito bom e eu gostei muito de fazer. Você já conhecia a HQ de Marcello Quintanilha?
O filme fez com que eu comprasse o quadrinho. Achei maravilhoso. Já conhecia o Marcello por nome, ele é muito reconhecido no mundo todo. Já sabia também da premiação da França. O camarada é top. Ganhou como melhor do mundo. Fazer parte dessa adaptação foi uma grande responsabilidade, mas um desafio bom. É difícil adaptar uma HQ, mas foi possível com o talento do Heitor.

O que te chamou mais atenção no personagem e no roteiro?
O ritmo, a intensidade e a forma tornam a história eletrizante. Assim como o quadrinho. Tungstênio é o universo do caos, pesado e tenso, como o próprio material. Acho bonito (no filme) o entrelaçamento das diferentes histórias. Uma corrente humana. Personagens alimentados de emoção e sentimento. Um filme de ação, mas com ação bem construída. O Ney faz parte de todo esse caos. É muito doido. Chama atenção por não ser um filme de heróis ou anti-heróis. Todos os personagens estão na vida e seus destinos se cruzam, como acontece na rota da existência. Até a herança militar dele (Ney) é interessante: aparecem os valores da força, pensa ser capaz de controlar o mundo e as coisas. E o Ney não tem os valores que eu tenho, o que torna interessante fazer isso.

Como você define o personagem Seu Ney?
O Ney é um personagem careta nos valores, quadrado, por vezes ambíguo, e faz parte da ação permanente do filme. Ele se coloca como modelo de educação, tem a justiça como herança, é saudosista militar e isso remete a um tempo de dureza. É diferente de mim. Sou uma pessoa calma, não bonzinho, mas boa pessoa.  

Como você se preparou para interpretar o personagem? Quais foram os principais desafios? Houveram ensaios de uma a duas horas caçando laços de espiritualidade e amor. Éramos alimentados por traços da Bahia que não se explicam, preparando o corpo e a dança, numa Salvador espiritual e intensa. Houve também a excelente preparação do Chico Accioly, um cara maravilhoso, e a assistência da Paranoid ajudou muito, nunca faltava nada. Foi desafiador traduzir o mundo caótico criado por Quintanilha, mas dava prazer em fazer. Como foi a relação com Heitor Dhalia no set? O Heitor é um talento incrível. Educado, mas firme. Sabia conduzir, sabia o que queria. Maravilhoso e muito gente boa. Ama os personagens assim como ama os quadrinhos. E, além de tudo, deu liberdade para a gente criar. Foi um prazer filmar, com concentração, claro, mas de maneira saborosa. Foi um trabalho que valeu a pena.

Tungstênio revela o ator Wesley Guimarães ao grande público. Como você pôde contribuir com esse jovem ator na obra?
Estávamos todos muito empenhados em fazer as coisas da melhor forma possível, chegar a força que o quadrinho tem. O Wesley já tem experiência, havia participado de outras produções, é grande como músico, parte da orquestra sinfônica. Tanto ele, quanto a Samira vão estourar. Acho interessante, porque a Samira é bonita além da câmera, mas não busca a câmera para registrar a beleza e, sim, a verdade, porque tem que ser verdadeiro para convencer as pessoas. Transcende o real.

Para você, Seu Ney é a representação do conservadorismo presente em nossa sociedade atual?
O Ney é de fato extremamente conservador, apesar de ao mesmo tempo ser humano. Tenta se impor com sua visão de vida.  

Como um saudosista militar, ele acredita que os valores da instituição são os mesmos de quando era sargento. Para você, se Ney fosse um cidadão real, ele estaria defendendo a intervenção militar no Rio de Janeiro hoje?
O Ney, na vida real, seria uma pessoa desse “naipe’’. Não tem nada a ver comigo. Ele é defensor do universo conservador, um sargento que se comporta como general, essa é a loucura dele. Preso num campo de crença pessoal em que ele acredita naquilo. Faz parte desse universo caótico, que contempla o Brasil, de intolerância “braba’’. Todos estão na ordem conservadora das coisas. O filme mostra que estamos num universo caótico, e isso não acontece só no Rio, mas em qualquer cidade brasileira. Tungstênio não vai falar sobre isso (intervenção), mas está lá e tem que estar, aparece na alma de cada personagem. O velho sempre vai achar que o seu passado é o correto, mas a verdade é que não é uma coisa nem outra. O Richard, por exemplo, ao meu ver é o Ney novo. É a escritura da memória brasileira de hoje que faz parte de uma grande redação.

Os personagens são intensos e compartilham a violência (seja física ou verbal) como reação às suas fraquezas, gerando uma explosão de caos e sentimentos. Visivelmente, são personagens contemporâneos. Como você enxerga a relação Tungstênio x sociedade atual?
Os personagens são de fato interessantes. O filme é dotado de imensa brasilidade, mas o mesmo tempo a universalidade dele é enorme também. Há uma forte crítica ao Brasil contemporâneo, mas não se distancia dos personagens para se fazer isso, já que eles apenas são e agem de acordo com a dimensão que podem ter. Vivem num ato de dificuldade. E nos personagens é possível sentir a intensidade que está nas pessoas de hoje. Fazemos parte de uma cultura de morte e opressão que nos invade e, nesse momento, a arte é necessária ao ser equilíbrio, despertando no coração das pessoas algo bom, mesmo que esse algo seja a reflexão. A arte permite construir e ser desconstruído.

Tungstênio aposta na força de um retrato social da Bahia que se reflete por todo o País. Cada história contada tem como personagem uma figura que vive às margens da sociedade e é tratada com descaso na vida real. Pensando no cenário atual do Brasil, como você acha que as pessoas reagirão ao assistirem ao longa? Qual sua expectativa?
Salvador é por si uma cidade eletrizante. Dava para sentir tudo ao redor muito intenso, ainda quando o filme estava sendo gravado. Há uma magia na Bahia que não se explica. Faz parte do charme do estado a constante efervescência do amor e da briga. Brigam no barzinho, no show da Claudia Leite, missa e candomblé, mas cinco minutos depois estão aos abraços e carinhos outra vez. Sem contar que o estado da Bahia é cheio de suingue. Não dá para esquecer que estamos falando de um dos grandes centros de cultura africana do Brasil, é nítido o grande gosto pela arte que vem de lá. Cada espectador se identificará de uma maneira com o filme. Estamos falando de um bom filme para o ato de assistir, mas não apenas. A ação é interessante, sem ser boba. E cada personagem é capaz de gerar identificação com o público, pois são complexos e interessantes.

Filmes de graça no Mostra Cinema em Movimento – Circuito Universitário

Uma mostra de cinema criada para discutir os Direitos Humanos dentro das escolas e universidades. Esta é a proposta do Cinema em Movimento – Circuito Universitário, que acontece nos meses de maio e junho, nos 27 estados do Brasil. Os filmes escolhidos para esta edição do projeto são Betinho – A Esperança Equilibrista, Humano – Uma Viagem pela Vida, e Nunca Me Sonharam. Em Brasília, as sessões acontecerão dias 18, 19 e 20 de junho, às 14h, no CEM, dias 19 e 27, às 19h, na Faculdade de Comunicação da UnB, e dias 25, 26 e 28, às 14h, no espaço Jovem de Expressão, em Ceilândia.
Nunca me Sonharam
Todas as sessões são gratuitas, abertas ao público e seguidas de debates com acadêmicos, pesquisadores, pessoas ligadas a movimentos sociais, culturais e de direitos humanos. “O debate é algo primordial para o projeto. O nosso intuito é que os filmes sejam fios condutores para, justamente, discutir a respeito da temática que eles abordam”, explica Tatiana Maciel, coordenadora da Mostra. Estão agendadas também, até o fim de junho, sessões em Manaus (AM), Boa Vista (RR), Recife e Nazaré da Mata (PE), Niterói e Rio de Janeiro (RJ), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Macapá (AP). 
Betinho
Realizada pela MPC Filmes, com patrocínio do Instituto Caixa Seguradora, a Mostra conta com um agente mobilizador em cada estado. Trata-se de um universitário selecionado e capacitado pela MPC Filmes, que passa a ser o responsável, em sua cidade, por articular as exibições em instituições de ensino, divulgar o evento, convidar debatedores para compor as mesas de debates, além de relatar cada sessão. No Distrito Federal, a agente mobilizadora é a estudante da UnB, Martha Carvalho, de 22 anos de idade.


“Essa mostra tem como objetivo principal fomentar, no ambiente acadêmico, o diálogo e a reflexão sobre questões de interesse nacional e histórico abordadas nas obras a serem exibidas. Mais do que uma simples exibição de filmes, a mostra é um espaço de ampla comunicabilidade, constituindo-se um eficaz instrumento de divulgação e multiplicação de mensagens”, diz a diretora geral, Luciana Boal.    


Os filmes Selecionados são Betinho – A Esperança Equilibrista, dirigido por Victor Lopes; Humano – Uma Viagem pela Vida, de Yann Arthus-Bertrand; Nunca Me Sonharam, de Cacau Rohden. Os trailers você encontra nesta mesma postagem. Conheça agora os horários, datas e locais das sessões:
Local: CEM – Centro de Ensino Médio Setor Leste
Endereço: GAS 611/612 CONJ E – S/N, ASA Sul
Data: 18 de junho, segunda-feira, às 14h.
Filme: Humano – Uma Viagem pela Vida
Data: 19 de junho, terça-feira, às 14h.
Filme: Betinho – A Esperança Equilibrista
Data: 20 de junho, quarta-feira às 14h.
Filme: Nunca me Sonharam



Local: UnB – Faculdade de Comunicação- Auditório Pompeu de Sousa
Endereço: Campus Universitário Darcy Ribeiro – ICC Norte – Instituto Central de Ciências Norte – Asa Norte.
Data: 19 de junho, terça-feira às 19h.
Filme: Nunca me Sonharam
Data: 27 de junho, quarta-feira, às 19h
Filme: Betinho – A Esperança Equilibrista
Local: Jovem de Expressão – Ceilândia
Endereço: EQNM 18/20, Praça do Cidadão em Ceilândia Norte
Data: 25 de junho, segunda-feira, às 14h.
Filme: Nunca me Sonharam
Data: 26 de junho, terça-feira, às 14h.
Filme: Betinho – A Esperança Equilibrista
Data: 28 de junho, quinta-feira, às 14h.
Filme: Humano – Uma Viagem pela Vida

Crítica de Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online

Embora receba forte rejeição da crítica especializada em animes por seus vários problemas, Sword Art Online (SAO) é uma franquia de enorme sucesso. Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online é um spin off do primeiro arco da segunda temporada de SAO – Arco: Phantom Bullet. Assim como na segunda temporada, as espadas e o combate corpo a corpo são substituídos por combates em um mundo de armas e tiros.
Os protagonistas clássicos Kirito e Asuna, adorados por todos os fãs da franquia, não estão mais presentes. Acompanhamos a evolução de Karen Kohiruimaki (nome da protagonista no mundo real) no jogo de realidade virtual (VR) com o avatar Llenn, uma garota fofa vestida de rosa. A discussão presente nos antigos SAO sobre escapismo segue presente nessa temporada. Karen é uma garota universitária que não aceita o próprio corpo. Para a protagonista, o mundo virtual deixa de ser um lugar de recreação e se torna o lugar do conforto – o lugar em que ela pode ser o que ela não é no mundo real: pequena e fofa, seu ideal de mulher.
Essa temporada mantém alguns dos erros das temporadas anteriores. As habilidades físicas acima da média de Llenn não são explicadas (como super velocidade), como aconteceu com as skills de Kirito na primeira temporada. Já o conflito é menos urgente, uma vez que a vida dos jogadores não está em risco: a antagonista Pitohui é planificada a partir da loucura e incompatibilidade com a realidade.
O melhor da série está no humor e carisma da protagonista. O contraste entre fofura e a agressividade do mundo bélico acabam gerando um estranhamento cômico. A série terá 12 episódios no total e está disponível online no Brasil pelas plataformas Crunchyroll e pela Hulu.

Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61

*Por Túlio Villafañe – Especial para o Cine61 – contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer de Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online: