Início Site Página 134

Tradicional Festivalzinho traz sessões infantis

O Festivalzinho apresenta em sua programação uma seleção com curtas-metragens destacados em edições recentes da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis escolhidos pela curadora do evento, Luiza Lins, e ainda dois longas-metragens convidados, O Colar de Coralina e Sobre Rodas. Além do Cine Brasília, o Festivalzinho será realizado, sem sessões vespertinas, no Teatro da Praça de Taguatinga, no Salão Comunitário da Administração do Riacho Fundo I, no CG do Gama e no Teatro de Sobradinho. As sessões são gratuitas, abertas ao público em geral, e voltadas, especialmente, para alunos da Rede Pública de Ensino. Escolas públicas e bibliotecas de diversas regiões administrativas também recebem, em DVD, curtas do Festivalzinho para exibição em seus próprios espaços.
O Melhor Som do Mundo
O Melhor Som do Mundo. Direção: Pedro Paulo de Andrade. Ficção, 13 min, 2015, SP, livre. Vinicius não coleciona figurinhas, carrinhos ou gibis. Ele coleciona algo que não pode ser visto nem tocado: os sons do mundo. Mas essa não é uma tarefa fácil, especialmente quando ele decide encontrar o melhor som do mundo. Meninos e Reis. Direção: Gabriela Romeu. Documentário, 16 min, 2016, SP, livre. Num dos folguedos mais populares do Cariri cearense, o palhaço pinta a cara de preto, crianças aprendem a jogar espada com destreza e meninas crescem como rainhas. Mas Maria, a rainha de um dos reisados mais tradicionais da região, está no último ano de reinado.
Virando Gente
Virando Gente. Direção: Analúcia Godoi. Animação, 10 min, 2013, SP, livre. O menino Bruno conta como começou a perceber a si mesmo e o mundo ao redor desde quando estava na barriga da mãe. No Fim da Trama. Direção: Patrícia Monegatto. Ficção, 13 min, 2016, SC, livre. Léo, um menino de 10 anos, está apreensivo. É dia de São João e ele foi nomeado o condutor da dança do Pau de Fitas. Ao lado de Estela, seu par, Léo tenta resistir à pressão exterior e recordar-se de cada passo, para que cada gesto ensaiado saia perfeito. Um passo em falso pode travar a fita, interromper a dança e pôr fim na trama. H2Obby. Direção: Flávia Lopes Trevisan. Animação, 4 min, 2015, SP, livre. Hobby é um cachorrinho muito curioso que encontra em um cubo de gelo um novo e animado amigo. No entanto, com o evoluir da história, contratempos transformam essa recente amizade em um desafio. Será que Hobby conseguirá mantê-la? O Jovem Príncipe. Direção: Ducca Rios. Animação, 3 min, 2015, BA, livre. O Jovem Príncipe pede ao Rei que lhe dê um pônei e o Rei o imagina como guerreiro de sua cavalaria. Eles vão ao bosque encantado e vários pôneis e criaturas encantadas se apresentam ao garoto, porém ele não gosta de nenhum.
O Colar de Coralina
Sobre Rodas. Direção: Mauro D’Addio. Ficção, 72 min, 2016, SP, livre. Lucas, 13 anos, passa a depender de uma cadeira de rodas após sofrer um acidente. Laís, 12 anos, ajuda sua mãe na barraca de café da manhã numa parada de caminhões na pequena cidade onde vivem. A garota adoraria conhecer o pai, um caminhoneiro que deixou a cidade quando ela era criança e nunca voltou. Laís e Lucas tornam-se amigos na escola e quando ela descobre o possível paradeiro do pai, os dois partem em uma viagem. O Colar de Coralina. Direção: Reginaldo Gontijo. Ficção, 90 min, 2016, DF, livre. Inspirado no poema O prato azul-pombinho, no qual a poeta Cora Coralina narra o cruel costume de castigar crianças que quebravam uma louça amarrando cacos da “bendita preciosa” em seus pescoços. A história se passa no finalzinho do século XIX na cidade de Goiás Velho, antiga capital do Estado, com diversos episódios da infância da poeta, narrado de forma lúdica, dramática e envolvente, como sua poesia.

Cosplayers entram de graça no CineConjunto, cinema a céu aberto!

Nos dias 15 e 16 de setembro (sexta e sábado), a praça Lúcio Costa, que fica em frente ao shopping Conjunto Nacional, vai receber um evento incrível: o CineConjunto! É a segunda edição do projeto que, este ano, traz edições temáticas no cinema ao céu aberto. Os cinéfilos da capital poderão ver títulos das saga Star Wars e trabalhos do cineasta Tim Burton. Serão exibidos dois filmes por dia, que foram escolhidos pelo público por meio de uma enquete realizada no Facebook do Conjunto Nacional: Star Wars V – O Império Contra-Ataca e Star Wars VI – O Retorno de Jedi; e Edward, Mãos de Tesoura e Alice Através do Espelho.
A abertura será às 17h e os convidados serão recebidos por personagens e figuras clássicas do cinema, ao som de uma seleção musical especial, formada por trilhas sonoras cinematográficas. A exibição dos filmes terá início às 18h30. O ingresso para o Cine Conjunto será a doação de 1kg de alimento não-perecível. A troca será feita nos dias do evento, a partir das 16h. Os aniversariantes dos dias 15 e 16 de setembro serão presenteados com um par de ingressos, ao apresentarem o documento de identificação. Os convidados poderão curtir os filmes com pipoca quentinha, oferecida pelo shopping Conjunto Nacional.
Cosplayers são bem vindos no evento! Foto: Raphael Rangel
No primeiro dia (15) haverá um encontro de cosplays (de Star Wars ou de qualquer outro filme/série/anime/mangá/quadrinho) e, no segundo dia (16), uma after party animará os presentes após a exibição dos filmes. A boa notícia é que os cosplayers poderão ver os filmes gratuitamente, sem a doação de 1kg de alimento não-perecível. Além disso, o shopping fará sorteios entre os cosplayers presentes. A equipe da Central Cosplay, referência quando o assunto é cosplay, estará presente divulgando o X1 – Fuyu, encontro geek que acontece no início de outubro. O Cine Conjunto tem capacidade para 300 pessoas por dia de exibição e trará infraestrutura completa, incluindo tela de 50m2, moderno sistema de som, num espaço especialmente projetado para acomodar as famílias de forma confortável e aconchegante. 
Alice Através do Espelho
Confira a programação:
Dia 15 de setembro (sexta-feira) – Especial STAR WARS
18h30 – Star Wars V – O império Contra-Ataca
21h30 – Star Wars VI – O Retorno de JEDI
Dia 16 de setembro (sábado) – Especial TIM BURTON
18h30 – Edward, Mãos de Tesoura
20h30 – Alice Através do Espelho
22h30m – Festa de Encerramento (After Party)
SERVIÇO: 
Cine Conjunto
Data: Dias 15 e 16 de setembro de 2017
Hora: Das 17h (abertura dos portões) às 23h. Início das exibições às 18h30.
Local: Praça Lúcio Costa, em frente ao Conjunto Nacional (área externa)
Lotação: 300 pessoas por dia
Ingresso: Doação de 1kg de alimento não-perecível. As trocas poderão ser realizadas nos dias do evento, a partir das 12h.

Conversas livres fazem parte da programação do festival

As Conversas Livres irão permear desde a história do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro até a edição comemorativa. Temas como os desafios do primeiro longa e como os contextos políticos podem interferir nas narrativas cinematográficas também estarão em pauta. Assim como no ano passado, serão debatidos também a curadoria desta edição do Festival de Brasília.
UM JOVEM DE 50 ANOS: A HISTÓRIA VIVA DO FESTIVAL DE BRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO
Um encontro para celebrar, rememorar e refletir o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em sua perspectiva histórica, a fim de trilhar os caminhos possíveis para o mais antigo e tradicional festival de cinema do país.
LOCAL: Hotel Meliá
DATA: 16 de setembro
HORÁRIO: 14h às 18h
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
CURADORIA ABERTA: O PROCESSO DE MONTAGEM DA PROGRAMAÇÃO DO 50º FESTIVAL DE BRASÍLIA
Com a participação dos membros das comissões de seleção da competição de longas e curtas e do diretor artístico do Festival, esse debate buscará discutir os processos de formação das mostras dessa edição do evento. Ao fazer isso, apresenta também um olhar mais amplo sobre a produção brasileira que é realizada e apresentada hoje para o trabalho dos programadores, ajudando a enxergar não apenas a partir das escolhas como do todo do que é hoje o cinema brasileiro.
LOCAL: Hotel Meliá
DATA: 18 de setembro
HORÁRIO: 09h30 às 11h
CORPOS INDÓCEIS: UMA ÉTICA DA DIFERENÇA E DA NÃO CONFORMIDADE
Num momento em que as afirmações identitárias estão em disputa constante, como o cinema e a arte em geral podem construir retratos de personagens em constante movimento e em desacordo com os padrões limitadores de uma sociedade castradora e controladora.
LOCAL: Hotel Meliá
DATA: 18 de setembro
HORÁRIO: 14h às 16h
Foto: Junior Aragão

TERRA EM TRANSE – O CINEMA REFLETE A HISTÓRIA QUE ACONTECE
De que maneiras o cinema consegue reagir à realidade sóciopolítica enquanto ela acontece? A visão de diretores que filmaram em momentos emblemáticos da política brasileira.
LOCAL: Hotel Meliá
DATA: 18 de setembro
HORÁRIO: 16h às 18h
DESAFIOS DO PRIMEIRO LONGA
Em um momento histórico onde uma série de diretores e produtores do Distrito Federal se engajam em seus primeiros projetos de longa-metragem, o Festival de Brasília promove um encontro entre realizadores do DF e outros Estados brasileiros para dialogar sobre as possibilidades atuais do longa – do desenvolvimento à distribuição.
LOCAL: Auditório 2 – Museu Nacional
DATA: 21 de setembro
HORÁRIO: 14h às 18h

Olhar das garotas revela delicadeza no longa As Duas Irenes

As reações dos jovens perante a transição para a vida adulta mudam de geração para geração, de século para século. Em um retrato generalizado do século 21, é possível observar que as crianças apropriam-se de comportamentos “de gente grande” cada vez mais novas. Por outro lado, os adultos ainda mostram resquícios da adolescência e da consequente dependência financeira, psíquica e emocional. Após ser aplaudido no Festival de Berlim e ter conquistado quatro prêmios no Festival de Gramado deste ano – merecidamente nas categorias roteiro, ator coadjuvante para Marco Ricca, direção de arte e júri de crítica -, a produção As Duas Irenes entra em cartaz em setembro com uma bela histórica que trata exatamente desta transição de fases.

O primeiro longa-metragem do goiano Fabio Meira, que também assina o roteiro, mostra de uma forma delicada duas meninas de 13 anos que, apesar de terem personalidades, criações e classes sociais distintas, apresentam vários pontos em comum. Além dos laços de sangue similares que elas descobrem no decorrer do enredo, os desejos típicos da puberdade, como o primeiro beijo, o amor juvenil e a identificação mostram uma simbiose entre elas durante 1h29 do filme. As duas são Irene. Sim, o pai deu o mesmo nome para as meninas e na mesma época, já que elas têm a mesma idade. Uma é interpretada por Priscila Bittencourt, a filha do meio de uma família tradicional do interior de Goiás que vê no patriarca um exemplo, embora tenha milhares de problemas com o mesmo – a típica relação de amor versus ódio. O pai é vivido por Marco Ricca, símbolo do homem machista que é obrigado a lidar com as rápidas transformações desta sua pequena para mulher.

Deslocada entre a irmã mais nova e a mais velha – esta interpretada brilhantemente pela atriz brasiliense Maju Souza na pele de Solange -, Irene terá que lidar com algumas indiferenças familiares e com as descobertas de um novo eu. A moça que surge e que começa a se apaixonar e a lidar com o seu corpo de uma outra perspectiva. É quando ela conhece a outra Irene (Isabela Torres), da mesma idade, mesmo nome e fruto de um relacionamento extraconjugal do seu pai. O ódio pela traição desperta ambas, mas a amizade fala mais alto. Juntas, as irmãs vão compartilhar de novas experiências que vão desde uma simples penteada de cabelo, de um andar de bicicleta, até os beijos e o primeiro amor. O contraponto entre a Irene mais emburrada e fechada (Priscila Bittencourt) com a Irene (Isabela Torres) mais solta e descolada é outo destaque fundamental do roteiro. Afinal, são estas diferenças que contribuem para a relação entre elas.

O cenário com as casinhas e ruas nostálgicas – de interior -, as tomadas fixas, nítidas e longas (porém não cansativas) e a trilha com músicas clássicas dos anos 60, como Índia e Banho de Lua costuram ainda a produção. Por ser um filme de época, apresenta traços retrógrados da sociedade e revela o machismo, ainda mais comum no período, assim como as relações extraconjugais. Entretanto, no roteiro, são as mulheres que estão em foco. Sejam as pequenas ou as adultas. Lindo! Vale a pena assistir e se emocionar com a condução afetiva que ainda deixa uma brecha no final. A conclusão cabe à reflexão de cada espectador.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

 
Veja aqui o trailer do filme As Duas Irenes:



As Duas Irenes (Brasil, 2017) Dirigido por Fabio Meira. Com Priscila Bittencourt, Isabela Torres, Marco Ricca, Suzana Ribeiro, Inês Peixoto, Teuda Bara…

Veja as premiações do 22º Troféu Câmara Legislativa

Quatro filmes concorrem na categoria longa-metragem e outros 13 competem como curtas-metragens. Os filmes selecionados vão disputar R$ 240 mil em prêmios durante a Mostra Brasília do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. As produções que concorrem ao 22º Troféu Câmara Legislativa já foram anunciadas.  
O Menino Leão e A Menina Coruja
O Troféu Câmara Legislativa foi criado, em 1996, para reconhecer o talento dos cineastas brasilienses e incentivar os jovens realizadores. Nesta edição, as suas principais premiações foram incrementadas: o melhor filme de longa-metragem escolhido pelo júri oficial receberá R$ 100 mil, e o melhor longa eleito pelo júri popular ganhará R$ 40 mil. 
À Margem do Universo
O longa vencedor pelo voto do público também vai receber o Prêmio Petrobras de Cinema, no valor de R$ 100 mil para distribuição do filme. A votação do júri popular será feita por meio eletrônico ao final das sessões, por aplicativo no celular ou pelos totens disponíveis no local de exibição. As empresas Cia Rio e Naymar também vão premiar os filmes mais aclamados pelo público da Mostra Brasília. O melhor longa e o melhor curta segundo o júri popular vão receber o Prêmio Cia Rio no valor de R$ 20 mil e R$ 8 mil, respectivamente, para a locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinaria da Naymar. 
UrSortudo
No total, a Mostra Brasília vai contar com uma programação de 600 minutos. Os filmes serão exibidos de 18 a 22 de setembro, no Cine Brasília. Além de aspectos técnicos e estéticos e de linguagem audiovisual, a curadoria primou pela variedade de gêneros, de temáticas e de discursos, de forma a consolidar uma programação que reflita a diversidade da produção audiovisual do DF realizada no último ano.

Três filmes com exibição hors concours

Este ano o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro terá três filmes com exibição hors concours, isto é, que estão fora de competição. Um deles é o longa-metragem António Um Dois Três, dirigido por Leonardo Mouramateus. Na trama, António foge de casa e tenta passar a noite na casa da ex-namorada. Lá ele encontra uma garota brasileira, uma visita inesperada. Johnny tem dificuldades de encenar sua primeira peça de teatro em Lisboa. Sua amizade com o jovem iluminador o obriga a encarar seus verdadeiros problemas. Débora está de passagem para finalmente voltar para casa. Numa ida ao teatro, ela adormece e é acordada pelo protagonista da peça. Três dimensões da mesma história. A comédia dramática cearense traz no elenco Mauro Soares, Deborah Viegas, Mariana Dias, Daniel Pizamiglio, João Fiadeiro, Sandra Hung, Hugo Pereira, Carolina Thadeu, Sofia Dinger, Miguel Nunes, Joana Cotrim, Filipe Pereira, Mistah Isaac, Alice dos Reis, Paky.
Antônio Um Dois Três
Também será exibida a ficção Ano Passado Eu Morri, dirigido por Rodrigo de Oliveira. Sinopse: Foram dados três meses de vida para Rodrigo, diretor deste filme. Solitário diante da morte, ele procura por Eduardo, seu primeiro namorado. Mas Eduardo não responde. Rodrigo e o Brasil talvez não tenham sobrevivido a 2016. O elenco conta com João Paulo Stein, Rodrigo de Oliveira, Lorena Lima e Isabella Masiero. 
Ano Passado Eu Morri
A Moça do Calendário, de Helena Ignez, é outro longa que será exibido. Filme no qual sonho e realidade se entrelaçam,  conta a história de Inácio, 40 anos, casado, sem emprego fixo. Ex-gari, ele trabalha como dublê de dançarino e mecânico na oficina Barato da Pesada, onde sonha com a Moça do Calendário. Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes, Mário Bortolotto, Zuzu Leiva, Claudinei Brandão, Eduardo Chagas, Naruna Costa estão no elenco.

Fique por dentro dos Painéis Informativos do FBCB

Conduzidos por players do mercado, autoridades e profissionais de referência, como CONNE, Aprocine, BRAVI, MAC, SAPPI, Nordeste Lab, BRLab, Ancine, MinC, ABRAGames, Era Transmídia, Programa Conexão Cultura (SeCult-DF) e TVs públicas (TV Minas, IRDEB, TV Câmara, TV Justiça, TV Senado, TV Brasil), dentre outros convidados, os Painéis apresentam conteúdo informativo sobre o setor audiovisual brasileiro com foco na comercialização e negociação de produções audiovisuais, fomento e financiamento no setor, coproduções e estratégias de distribuição e debates sobre as tendências do mercado. As atividades acontecem no Centro Cultural do Hotel Meliá Brasil 21 (SHS Quadra 6 – Blocos B, D e F).
20 de setembro (quarta-feira):
10h às 12h Painel 1 – Construindo a força audiovisual do Centro-oeste, Norte e Nordeste (CONNE) Com Guilherme Reis (Secretário de Cultura do DF), Débora Ivanov (Diretora Presidente em exercício da Ancine), Renato Barbieri (Diretor CONNE – Centro-Oeste), Jorane Castro (Diretora CONNE – Norte), Wolney Oliveira (Diretor CONNE – Nordeste), Sergio Sá Leitão (Ministro da Cultura), Vladimir Carvalho (Fundação Cinememória), Roberto Muniz (Senador da República) e demais entidades convidadas. Mediação: Marcus Ligocki (CONNE – Centro-Oeste)
14h30 às 16h Painel 2 – Distribuição e audiências segmentadas. Com Fábio Lima (Sofá Digital), Krishna Mahon (History, A&E, Lifetime e H2), Luciano Cury (Arte 1). Mediador: Mauro Garcia (BRAVI)
16h às 18h Painel 3 – Fomento e financiamento do audiovisual: desafios e oportunidades. Com Débora Ivanov (Ancine), Luciane Gorgulho (BNDES), Thiago Rocha (FAC-DF). Mediador: Alfredo Manevy (Ambiente de Mercado – Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)
22 de setembro (sexta-feira):
9h às 11h Painel 4 – Movimentando o mercado: a importância dos encontros de negócios para a cadeia produtiva do audiovisual. Com Carla Esmeralda (RioContent Market), Daniela Fernandes (NordesteLab), Lidiana Reis (SAPPI) e Wolney Oliveira (MAC). Mediadora: Ana Arruda (Ambiente de Mercado – Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)
11h às 12h30. Painel 5 – Conexões: estratégias de internacionalização. Com Eduardo Raccah (consultor), Maria Nuñez (Ventana Sur), Mariana Soares (SeCult-DF), Mary Morita (Brazilian Content – BRAVI). Mediadora: Ana Julia Cabral (Ancine)

14h30 às 16h. Painel 6 – A TV pública como espaço de qualificação para a produção audiovisual independente. Com representantes de IRDEB-BA, TV Brasil (EBC), TV Câmara, TV Justiça, TV Minas e TV Senado
16h às 18h. Painel 7- Tendências audiovisuais: video on demand (VOD), múltiplas telas e realidade virtual. Com Alê Machado (44toons/Abragames), Igor Kupstas (O2 Play) e Rodrigo Terra (Era Transmidia). Mediadora Ana Arruda (Ambiente de Mercado – Festival de Brasília do Cinema Brasileiro)
Informações sobre o Ambiente de Mercado: ambientedemercado@festivaldebrasilia.com.br

Veja qual é o único filme infantil da Mostra Brasília

Instigado pelo simbolismo de animais selvagens, o brasiliense Renan Montenegro, de 28 anos, teve a ideia para uma história que trata da importância de respeitar as diferenças. No filme O Menino Leão e a Menina Coruja, o diretor aborda virtudes como o respeito e a tolerância por meio de personagens que mesclam características humanas e animalescas. “O leão representa a força e o dia, enquanto a coruja, a sabedoria e a noite, o que vejo como elementos complementares”, define.
Na obra com 16 minutos de duração, o menino leão é um cara popular, influente e autoconfiante. Já a menina coruja é uma aluna aplicada, pouco sociável, com quem o garoto insiste em implicar. Por conta de um conflito entre eles na Escola Filhote Selvagem, o jovem meio humano e meio felino tem de aprender a lidar com as consequências dos seus atos e descobre que os ensinamentos vão além do que imaginava.
A fábula chega à tela do Cine Brasília (106/107 Sul) em 19 de setembro, no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Único voltado para o público infantil, o filme é um dos 13 curtas-metragens e 4 longas-metragens que concorrem ao 22º Troféu Câmara Legislativa na competição exclusiva para produções locais, a Mostra Brasília. “Queremos mostrar a necessidade de respeitar as diferentes formas de as pessoas se adaptarem ao mundo”, resume Montenegro. “Dialogar com esse público e ajudar na formação de opinião dos mais jovens é uma das funções sociais do cinema”, acrescenta o cineasta.
Para compor o elenco mirim, ele conta que, de 70 crianças, 30 foram direcionadas para uma oficina e 10, escolhidas. As gravações duraram oito dias, no Jardim Botânico e no Núcleo Rural Café sem Troco, no Paranoá. Além dos bichos protagonistas, os atores incorporaram os papéis de cobra, seriema, rato, lhama, urso, raposa, pantera, tartaruga, arara, tigre-branco e gorila. O grupo recebeu aulas de kenpo, arte marcial oriental baseada nos movimentos dos animais e em ritmos da natureza.
Cineasta Renan Montenegro. Foto: Gabriel Jabur-Agência Brasília
Os figurinos trazem elementos de cada um deles por meio de maquiagem e roupas que dialogam. “Brincamos com textura e cores que remetem aos bichos representados”, explica Montenegro. No caso do leão, por exemplo, o cabelo do ator lembra a juba do felino, enquanto na coruja os olhos grandes da ave são caracterizados por óculos. A obra foi financiada com R$ 120 mil em recursos do edital de 2014 do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).
*Por Gabriela Moll, da Agência Brasília

Julia Murat comenta sobre Pendular, que está em competição

O longa Pendular, dirigido por Julia Murat (Histórias que Só Existem Quando Lembradas), terá estreia nacional no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O filme teve sua estreia mundial no Festival de Berlim, na mostra Panorama, onde ganhou o prêmio da Federação Internacional de Críticos de Cinema, a FIPRESCI. O filme participou do New Directors New Films, em Nova York, do Taipei Film Festival entre outros, e ja foi vendido para os territórios dos EUA e Canadá. Com distribuição da Vitrine Filmes, Pendular estreia em circuito comercial no Brasil dia 21 de setembro.


No filme um jovem casal se muda para um grande galpão industrial abandonado. Uma fita laranja colada no chão divide o espaço em duas partes iguais: à direita o ateliê de escultura dele, à esquerda o estúdio de dança dela. Pendular acontece neste ambiente onde arte, performance e intimidade se misturam; e onde os personagens perdem aos poucos a capacidade de distinguir entre seus projetos artísticos, o passado de cada um e sua relação amorosa. 
A primeira inspiração para o filme surgiu a partir da performance Rest Energy, criada por Marina Abramovic e seu companheiro Ulay em 1980. Explica Julia Murat, “O trabalho de Marina costuma envolver duros testes de resistência ao explorar as relações e os comportamentos humanos. Em Rest Energy, os dois seguravam um arco tensionado apenas pelo peso de seus corpos, com uma flecha apontando para o coração de Marina. O leitmotiv de Pendular é o estabelecimento de um nível extremo de confiança e de vulnerabilidade inerente a um relacionamento profundo.
O filme que junta várias formas e expressões de arte em sua narrativa, mistura linguagens do cinema, da escultura e da dança.  “A combinação de diferentes linguagens é uma marca da minha trajetória artística. Em Historias que só existem quando lembradas, as fotografias criadas para o filme foram parte de uma exposição no Centro Cultural Parque Lage. Pendular explora ainda mais essa combinação: a experiência proposta pelo filme só pode ser alcançada se as três linguagens caminharem juntas.  A questão do equilíbrio se faz presente em todos os aspectos do filme: o equilíbrio de um relacionamento amoroso, o equilíbrio de materiais pesados (visto nas esculturas de madeira e ferro) ou de materiais leves (os objetos infláveis), e o equilíbrio do corpo.”, conta a diretora.

Polícia Federal: A Lei é Para Todos e o filme é para quem?

A situação política nos últimos anos é digna de novela. Ou de série. Por isso que muitos comparam o cenário atual com House of Cards. A indignação que movimenta multidões para as ruas e os escândalos que surgem diariamente parecem ser um material ótimo para a criação de um filme. E assim surgiu Polícia Federal: A Lei é Para Todos, dirigido por Marcelo Antunez. Um desafio para o cineasta que, até então, só tinha experiências com comédias (Qualquer Gato Vira-Lata 2, Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final e Um Suburbano Sortudo).
O filme aborda o início da Operação Lava Jato, que ficou conhecida como um marco no combate à corrupção no Brasil. O que começou com uma investigação simples se tornou algo ainda mais complexo, à medida que foram encontrando mais e mais provas que levavam a outros criminosos. Então o que parecia ser apenas um esquema de tráfico de drogas com dinheiro sujo acabou por levar a polícia aos maiores empresários do Brasil e políticos influentes que, mesmo longe do poder, conseguem ser amados e odiados pela população. Sentimentos que as pessoas também têm pelo juiz Sérgio Moro (Marcelo Serrado), visto como juiz ou carrasco ao mesmo tempo.
O roteiro tenta condensar anos de apuração, denúncias, prisões e ações da polícia em 1h47 de duração. É claro que isso fez com que muita coisa fosse perdida e o foco foi para alguns nomes como Marcelo Odebrecht (o ótimo Leonardo Medeiros), Alberto Youssef (Roberto Berindelli) e o ex-presidente Lula (Ary Fontoura). A parte da polícia conta com as atuações de Antonio Calloni, Flávia Alessandra, João Baldasserini, o brasiliense Rainer Cadete e Bruce Gomlevsky – que sempre se destaca no que faz. O personagem de Bruce, por sinal, é o único que tem sua vida  pessoal exposta, o que humanizou o papel.
O time de policiais combate o crime, embora em vários momentos se questione se tudo aquilo levará para algum lugar. Polícia Federal: A Lei é Para Todos traz alguns momentos de ação. O início é movimentado e com uma trilha frenética. É admirável o esforço dos roteiristas, que conseguiram criar tensão em fatos que foram amplamente divulgados pela mídia. Mas como tudo já estampou manchetes da imprensa e foi o responsável por inúmeros protestos, fim de amizades e discussões que nunca terminam – visto que, para muitos, partido político é como uma religião – fica um questionamento para se entender o objetivo do filme.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

 
Veja aqui o trailer do filme Polícia Federal: A Lei é Para Todos:

Polícia Federal: A Lei é Para Todos (Brasil, 2017) Dirigido por Marcelo Antunez. Com Antonio Calloni, Marcelo Serrado, Ary Fontoura, Flávia Alessandra, Bruce Gomlevsky, João Baldasserini, Rainer Cadete, Roberto Berindelli…