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Nostálgico, It: A coisa é um remake competente

It – Uma Obra-prima do Medo está na lista das mais bem-sucedidas adaptações para a telona da vasta obra de Stephen King. É claro que os fãs do original ficaram receosos com o lançamento de uma refilmagem, afinal as regravações quase sempre são piores. Mas a boa notícia é que a versão de Andy Muschietti (Mama) não decepciona e traz um resultado muito divertido na trama do demoníaco palhaço Pennywise. It – A Coisa, conta apenas a primeira parte do livro de King, mas usa a sua duração (2h15) para aprofundar o drama e o terror dos seus personagens.
Na pequena cidade de Derry, no estado de Maine (onde acontecem vários eventos no universo literário do mestre do terror), uma série de crianças some com frequência. Uma delas é o irmão de Bill Denbrough (Jaeden Lieberher). Como é divulgado desde o trailer, o pequeno Georgie (Jackson Robert Scott) torna-se mais uma estatística após ser arrastado para dentro de um bueiro. Ele foi uma vítima da entidade conhecida como Pennywise, que alimenta-se do medo das crianças.
Um grupo de pré-adolescentes desajustados se reúne para tentar encontrar Georgie e resolver o mistério do desaparecimento das crianças. Todos os integrantes possuem problemas pessoais, que vão desde o bullying na escola até o assédio sexual dentro da própria casa. Esses “otários” – como são conhecidos – percebem que unidos têm força e que vão precisar da coragem para combater a criatura maligna que assombra a cidade desde sua fundação.

 

Este é um dos pontos interessantes do roteiro. Ambientado nos anos 80, It traz momentos juvenis que lembram Os Goonies, como o bom-humor e uma história que ressalta a importância da amizade e a lealdade. Em muitos momentos realmente se parece com um filme infantil pelo tom lúdico e nostálgico das imagens. Por outro lado, a violência e temas adultos deixam claro que não é uma produção para crianças. O contraste casa muito bem, intercalando entre a aventura e o terror. It entretém e chega a ser mais aterrorizante que o original, graças aos efeitos especiais bons e a maquiagem de Bill Skarsgård, que interpreta o vilão. Que venha logo a continuação!

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme It: A Coisa:




It (EUA, 2017) Dirigido por Andy Muschietti. Com  Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Finn Wolfhard, Javier Botet, Jaeden Lieberher, Nicholas Hamilton…

A semana (7/9 a 13/9) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

Emoji: O Filme – Textopolis é a cidade onde os Emojis favoritos dos usuários de smartphones vivem e trabalham. Lá, todos eles vivem em função de um sonho: serem usados nos textos dos humanos. Todos estão acostumados a ter somente uma expressão facial – com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema, que o permite trocar de rosto através de um filtro especial. Determinado à se tornar um emoji normal como todos os outros, eles vai encarar uma jornada fantásticas através dos aplicativos de celular mais populares desta geração – e no meio do caminho, claro, fazer novos amigos.


Bingo – O Rei das Manhãs – Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no programa matinal homônimo exibido pelo SBT durante a década de 1980. Barreto alcançou a fama graças ao personagem, apesar de jamais ser reconhecido pelas pessoas por sempre estar fantasiado. Esta frustração o levou a se envolver com drogas, chegando a utilizar cocaína e crack nos bastidores do programa.

Atômica – Lorraine Broughton (Charlize Theron), uma agente disfarçada do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Ao lado de David Percival (James McAvoy), chefe da localidade, a assassina brutal usará todas as suas habilidades nesse confronto de espiões.


Uma Mulher Fantástica

Uma Mulher Fantástica – Marina é uma garçonete transexual que passa boa parte dos seus dias buscando seu sustento. Seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. O problema é que, após a inesperada morte de seu namorado e maior companheiro, sua vida dá uma guinada total.

Como Nossos Pais – Rosa (Maria Ribeiro), 38 anos, é uma mulher que se encontra em uma fase peculiar de sua vida, marcada por conflitos pessoais e geracionais: ao mesmo tempo em que precisa desenvolver sua habilidade como mãe de suas filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa também continua sendo filha de sua mãe, Clarice (Clarisse Abujamra), com quem possui uma relação cheia de conflitos.

A Torre Negra – Um pistoleiro chamado Roland Deschain (Idris Elba) percorre o mundo em busca da famosa Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Essa busca envolve uma intensa perseguição ao poderoso Homem de Preto (Matthew McConaughey), passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário. Baseado na obra literária homônima de Stephen King.

David Gilmour – Live at Pompeii – Quarenta e cinco anos após David Gilmour, da banda Pink Floyd, apresentar “Live at Pompeii” no legendário Anfiteatro Romano, ele está de volta para dois espetaculares shows, que fazem parte da turnê de um ano de seu álbum mais famoso “Rattle That Lock”. É a primeira vez que se realiza um concerto de rock com público no Anfiteatro Romano, e por duas noites, um público de 2.600 pessoas esteve exatamente onde os gladiadores lutaram no primeiro século depois de Cristo.
It – A Coisa
It – A Coisa – Um grupo de sete adolescentes de Derry, uma cidade no Maine, forma o auto-intitulado “Losers Club” – o clube dos perdedores. A pacata rotina da cidade é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Logo, os integrantes do “Losers Club” acabam ficando face a face com o responsável pelos crimes: o palhaço Pennywise.
2:22 – Encontro Marcado – Dylan Branson (Michiel Huisman) é um homem que tem a sua vida permanentemente mudada quando uma série de eventos se repete exatamente no mesmo horário todos os dias, às 2:22 da tarde. Quando Dylan se apaixona por Sarah (Teresa Palmer), uma jovem mulher que tem sua vida ameaçada pelos eventos ocorridos, ele deve resolver o mistério que o cerca para preservar o amor que a vida lhe ofereceu como uma segunda chance.
João, o Maestro – Quando criança, João Carlos Martins foi considerado um prodígio do piano. Aos poucos, sua fama ganhou os noticiários e levou o músico à Europa e a outros países da América do Sul. Estabelecido como pianista de sucesso, na fase adulta, sofre um acidente que prejudica o movimento da mão direita. João tenta se reestabelecer e, enquanto isso, apresenta-se em concertos para uma mão só. No entanto, um segundo acidente retira os movimentos da mão esquerda. João reinventa-se mais uma vez, como maestro.
O Jantar – Dois casais se encontram em um elegante restaurante de Amsterdã. Enquanto a comida vai e vem, eles começam a conversar, passando por banalidades da vida até assuntos mais complicados. A discussão chega ao seu limite quando falam sobre seus filhos adolescentes, dois rapazes que estão envolvidos em uma complicada investigação policial.

O Filme da Minha Vida
O Filme da Minha Vida – O jovem Tony (Johnny Massaro) decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas (Vincent Cassel), seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.

Polícia Federal – A Lei é Para Todos – Inspirado em fatos reais sobre a Operação Lava-Jato, uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. Marcelo Serrado interpreta o juiz Sérgio Moro.

Até Nunca Mais – Jacques Rey (Mathieu Amalric) e Laura (Julia Roy) moram em uma grande casa isolada pelo mar. Ele é um cineasta e ela atua em performances que cria. Rey morre. Sem saber a causa da morte, Laura fica sozinha na casa e, aos poucos vai se perdendo, deixa de ser ela mesma. Porém, alguém está na casa, Rey, seu marido falecido que está lá por e para ela, como um longo sonho que quer que ela sobreviva.

Dupla Explosiva – O principal guarda-costas do mundo possui um novo cliente: um assassino de aluguel que precisa testemunhar na Corte Internacional de Justiça. Por anos eles estavam em lados opostos de um tiro, mas agora eles estão presos juntos. Eles precisam colocar as diferenças de lado para chegarem ao julgamento a tempo.

Uma conversa com a cineasta Juliana Rojas

Participando da mostra competitiva do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a cineasta Juliana Rojas exibirá A Passagem do Cometa. Responsável por trabalhos como Trabalhar Cansa, Um Ramo, Sinfonia da Necrópole e outros filmes, a diretora adianta que seu filme não tem elementos sobrenaturais – uma temática recorrente em sua filmografia.

Sobre o que exatamente se trata o filme?
O filme se passa em 1986, inteiramente dentro de uma casa onde funciona uma clínica de aborto. A historia é focada na interação entre quatro mulheres – uma jovem paciente, sua acompanhante, a secretária da clínica e uma médica que fará o procedimento – durante o dia em que se espera ver a passagem do cometa Halley.  

Cena de A Passagem do Cometa

No Brasil praticamente todos os sucessos de bilheteria são comédia. Por que será que os outros gêneros, em especial o terror/suspense, não têm o mesmo alcance?
Não sinto que tenho muita propriedade para opinar no assunto. Minha opinião é intuitiva e de acordo com a minha experiência, que em termos de mercado é limitada. Acho que o Brasil tem uma tradição de dramaturgia de comédias (desde os filmes da Cinédia e das chanchadas, passando por outros meios como televisão e teatro). Além disso – por ser um gênero com maior aceitação – essas produções têm um orçamento grande de comercialização, o que também contribui para um bom retorno de bilheteria. Em oposição a isso, não temos uma tradição tão forte de produção de filmes terror e suspense no Brasil (mas temos grandes realizadores como José Mojica, Ivan Cardoso, dentre outros), e os filmes desse gênero também costumam ter um valor de comercialização menor, o que dificulta atrair novos espectadores. E o gênero em si enfrenta um certo preconceito por parte do público (embora tenha seguidores fiéis). Sinto que iniciativas de formação de público – como o Circuito Spcine, em São Paulo, e a sessão Vitrine Petrobras, que exibem filmes nacionais com ingressos a um preço mais acessível – são muito importantes para estimular as pessoas a conhecer e apreciar filmes brasileiros de diferentes gêneros.  

Quanto o assunto é terror e suspense psicológico, quais são seus cineastas favoritas ou suas obras que você admira e respeita?
Gosto muito da obra de George Romero, Alfred Hitchcock, Jaques Tourneur e Georges Franju. Meus filmes preferidos são Os Pássaros, Os Inocentes e A Noite dos Mortos-vivos (de 1968). Dos filmes atuais, gosto muito de A Bruxa, O Lamento, Corra! e O Babadook. Fico feliz em ver cada vez mais mulheres escrevendo e dirigindo filmes do gênero horror e fantasia.

Fala um pouco sobre o sucesso de As Boas Maneiras. Esse longa tem data de previsão de estreia?
As Boas Maneiras teve sua estreia mundial no Festival de Locarno, na Suíça, e foi muito bem recebido pelo público e crítica. Ganhamos o Leopardo de Prata – Prêmio Especial do Júri, o que foi fantástico e extremamente importante para o futuro do filme. Seguimos carreira em diversos festivais internacionais e, por hora, a previsão de lançamento nos cinemas brasileiros é início de 2018. O filme é uma produção da Dezenove Som e Imagens, com co-produção da Good Fortune Films, Urban Factory e Globo Filmes, e distribuição nacional da Imovision.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

O cinema é homenageado na mostra 50 Anos em 5 Dias

No ano em que celebra sua edição de número 50, o Festival De Brasília do Cinema Brasileiro vai exibir numa mostra especial uma série de longas e curtas-metragens que marcaram sua história. Em complemento a essa mostra, serão exibidos cinco documentários de longa-metragem que, de maneira bem distinta entre eles, dialogam com a história do cinema brasileiro. São narrativas sobre a realização de filmes clássicos, reflexões sobre a história do Brasil através dos filmes, personagens marcantes na construção dessa história, personagens anônimos em sua luta pela manutenção do cinema como força vital da sociedade e, em especial diálogo com a história do Festival de Brasília, o relato do trabalho de um grupo de intelectuais pela criação de um curso de cinema, tendo entre eles o principal nome da criação do próprio Festival, Paulo Emilio Salles Gomes. São cinco filmes que ajudam a ver, no diálogo com os filmes históricos, a riqueza da história do cinema nacional em seus muitos matizes.
Cine São Paulo
Cine São Paulo, dirigido pela dupla Ricardo Martensen e Felipe Tomazelli, é focado em um personagem. Seu Chico cresceu brincando no cinema do pai, um majestoso prédio construído em 1910, na pequena Dois Córregos. A vida deste senhor sempre girou em torno do cinema, sua grande paixão. O local foi interditado pela justiça devido à problemas de segurança. Ele agora inicia uma complexa reforma para fazer a sala voltar a funcionar, ainda que não represente mais uma atividade lucrativa.
Escola de Cinema
O Cinema Foi à Feira, de Paulo Hermida, é um documentário sobre os bastidores do filme A Grande Feira, realizado na década de 60 numa Bahia que ainda aprendia a fazer cinema. Trazendo uma reflexão sobre um momento marcante da produção cinematográfica baiana e, em particular, como um acontecimento real “imita” a tragédia anunciada neste seminal filme do Cinema Novo. Já Escola de Cinema, de Angelo Ravazi, tem como sinopse: Entre a ressaca do cinema novo e a ascensão do regime militar brasileiro surge uma escola de cinema.
 Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava
Guarnieri, de Francisco Guarnieri, fala de Gianfrancesco Guarnieri, um ator de grande sucesso na televisão, autor fundamental na história do teatro brasileiro e imagem-síntese do artista engajado. Seus filhos Flávio e Paulo, também atores, assumiram um total distanciamento entre arte, trabalho e política. A partir desses dois retratos geracionais, o neto e diretor Francisco procura refletir sobre o papel do indivíduo na sociedade, na arte e na família. Já Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, de Fernanda Pessoa, é uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil através de imagens e sons das pornochanchadas.

Bate-papo com Tiago Esmeraldo, de À Margem do Universo

Um dos filmes que será exibido na Mostra Brasília do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o curta-metragem À Margem do Universo. Com 20 minutos de duração, o título é estrelado por Petra Sunjo, Inikiru Suruawaha, Genivaldo Sampaio, Andrade Junior e Juliana Drummond. Na trama, dois seres alienígenas desembarcam na Terra e o que seria uma rotineira investigação arqueológica em um planeta com população extinta, torna-se a descoberta do maior tesouro da galáxia. Leia a seguir uma entrevista com o cineasta Tiago Esmeraldo.

O que te levou a filmar À Margem do Universo?
Foi numa conversa com outro amigo e colega de trabalho Fáuston. Ele já tinha um rascunho. Como gostaria de fazer um filme sobre os que estão à margem de forma metafórica, achei uma ótima oportunidade de abordar o tema dentro da ficção científica.

Qual sua relação com o gênero ficção científica?
Cara, cresci nos anos 80. Assisti a bastante filmes desse gênero e foi onde meu mundo tinha mais liberdade para sonhar. Gosto muito de gêneros como ficção científica e fantasia. Ali posso explorar a criatividade e falar do dia a dia com outra roupa e com mais liberdade.

Filmes desse gênero geralmente exigem um alto orçamento. Como driblou isso?
Tentamos fazer um filme mais conceitual, que aproveitasse as paisagens do cerrado e que muita coisa pudesse se resolver no diálogo. Tentamos criar imagens e sons que deixassem a imaginação das pessoas criarem o universo de acordo com o orçamento que cada mente pode imaginar, ou seja, infinito. Além claro, da ajuda de amigos, que deram seu tempo e talento para a realização do projeto.  

Ficção científica nacional é algo que não chega muito aos cinemas. Por que será?
A maioria de nós somos consumidores de filmes hollywoodianos, então o padrão do gênero é alto. Na verdade acho que são vários fatores. Mas acredito que uma das maiores dificuldades é que, para fazer um filme desse gênero, precisa de um bom orçamento. E isso é difícil no Brasil. Geralmente o realizador quer entregar ao público  algo bacana, diferente e bem produzido. A linha entre o ridículo e um bom filme é muito fina quando falamos de ficção científica no Brasil.

Seu curta é de 2016. Quais são seus planos para o futuro?
Queremos exibir para o máximo de público que conseguirmos nas salas de exibições. Por isso vamos inscrever À Margem do Universo em festivais e mostras de cinema no Brasil e no mundo e esperamos que ele tenha alguma carreira nesses festivais.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Premiadas cineastas farão master classes no festival

As atividades formativas também vão movimentar a programação do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Os participantes terão acesso a uma vasta programação gratuita de painéis, oficinas e debates que abordarão temas sobre produção audiovisual, processos criativos e conversas sobre a história do FBCB. As inscrições serão gratuitas podem ser feitas até o dia da atividade, realizadas no site do FBCB. As Master Classes contarão com a presença das cineastas Anna Muylaert e Laís Bodanzky, além da produtora Vânia Catani, que compartilharão com o público sua visão sobre cinema, suas inspirações e intenções com as construções cinematográficas.
Anna Muylaert
O CINEMA DE ANNA MUYLAERT
Seu filme É Proibido Fumar participou da mostra competitiva do 42º Festival de Brasília e saiu consagrado com nada menos que sete candangos, dentre os quais, melhor filme e melhor roteiro – assinado pela cineasta. Nesta 50ª edição do Festival, Anna Muylaert retorna a Brasília para comentar sua filmografia e os temas que a impulsionam em uma das mais prestigiadas carreiras do cinema nacional atualmente.
LOCAL: Hotel Meliá
DATA: 17 de setembro
HORÁRIO: 15h às 18h
Laíz Bodanzky
O PROCESSO CRIATIVO DA CINEASTA LAÍS BODANZKY
Troféu candango de melhor direção em 2001 com Bicho de Sete Cabeças e melhor direção, melhor roteiro e melhor filme pelo crivo do Juri Popular em 2008 com o longa Chega de Saudade, Laís e seus filmes já proporcionaram ao Festival de Brasília alguns de seus momentos mais marcantes. Nessa 50ª edição do Festival, a diretora do recém-lançado Como Nossos Pais compartilhará com o público sua visão sobre cinema e suas inspirações e intenções com as construções cinematográficas.
LOCAL: Hotel Meliá
DATA:  23 de setembro
HORÁRIO: 16h30 às 18h30
VÂNIA CATANI EM EBULIÇÃO
Fundadora da Bananeira Filmes, Vânia Catani é hoje uma das mais inquietas produtoras executivas do cinema brasileiro. Apostas nas coproduções latino-americanas e dedica especial empenho a projetos que transitam com ampla aceitação de público e crítica. Em sua master class, conversará sobre os desafios e paixões que envolvem a realização de um longametragem.
LOCAL: Hotel Meliá
DATA: 23 de setembro
HORÁRIO: 14h às 16h

Superdotada sofre bullying no longa Menina de Barro

O bullying (agressão intencional, verbal ou física, feita de maneira repetitiva) será temática recorrente no segundo dia da Mostra Brasília. No longa-metragem Menina de Barro, que será exibido na terça-feira (19), o cineasta Vinícius Machado, de 32 anos, leva o espectador ao ambiente escolar. Gravada em 2015 e finalizada em 2017, a produção independente contou com financiamento colaborativo de R$ 14 mil.


Fotos: Jorge Neto

Ela apresenta Diana, uma menina com altas habilidades que, aos 12 anos, tem de lidar com o estigma de ser superdotada. “Tanto a superdotação quanto o bullying são temas de trato marginal no Brasil e que devem ser levados a sério”, defende o diretor. Para ele, levar a abordagem ao Festival de Brasília é fundamental para quebrar mitos e estereótipos, além de fortalecer o combate a esse tipo de violência. “A mostra é uma vitrine nacional, por isso é tão importante apresentarmos essa visão.”

A obra é um desdobramento do curta-metragem Diana, de 2014, que deu início ao projeto de Menina de Barro. Intérprete das duas propostas, a atriz Rafaela Machado, de 15 anos, prima do diretor, foi uma das razões para que a película fosse possível. “Prometi que faria uma obra especialmente para ela atuar, ficamos muito felizes com o resultado”, conta o cineasta. Estreante na Mostra Brasília, Machado é vocalista, integra um grupo de dança, é professor de hip hop e membro de grupo de teatro. Ele escreveu e dirigiu o curta-metragem Errantes (2012) e o longa-metragem Errantes: o Abandono dos Órfãos (2013).

*Por Gabriela Moll, da Agência Brasília

Conheça a comissão de seleção de curtas e longas

Com nove longas e 12 curtas-metragens, a Mostra Competitiva é composta por representantes de 10 estados e, em 2017, teve recorde de inscrições com 778 filmes – 25% a mais do que na 49ª edição. Todos os filmes em competição recebem cachê de seleção: R$ 15 mil para longas e R$ 5 mil para curtas-metragens. O cineasta, crítico e programador de festivais Eduardo Valente é o diretor artístico do 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Junto a ele, integraram a comissão de seleção de longas a professora, curadora e pesquisadora Beatriz Furtado; o crítico, professor e jornalista Heitor Augusto; o crítico e pesquisador Marcus Mello e o professor e pesquisador Pablo Gonçalo.
Troféu Candango. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

A comissão de seleção de curtas foi composta por Eduardo Valente, pela professora e pesquisadora Amaranta Cesar; pelo professor, curador e programador de festivais Daniel Queiroz; pela produtora cultural e programadora de festivais Marisa Merlo de Paula e pela produtora e programadora Thay Limeira. Além do Cine Brasília, os longas e curtas em competição serão exibidos em Taguatinga, Sobradinho, Gama e Riacho Fundo I e reprisados no Museu Nacional da República. Longas e curtas em competição concorrem, entre outras premiações, ao Troféu Candango pelo voto do júri oficial e também pela escolha do público – o longa mais votado pelos espectadores leva o Prêmio Petrobras de Cinema, no valor de R$ 200 mil em contratos de distribuição. 




Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição

Quando: 15 a 24 de setembro de 2017
Site: http://www.festivaldebrasilia.com.br/

O mundo atual é retratado na mostra Terra em Transe

O Brasil vive um momento particularmente conturbado na esfera política e social, marcada por muitos conflitos e disputas, seja no campo físico e das ruas, seja no dos discursos e das chamadas “narrativas”. O cinema, como uma arte constantemente atravessada pela realidade, não poderia estar à parte desse processo e a produção brasileira tem dado vazão a uma quantidade enorme de obras que refletem essa condição, tratando dos seus diferentes aspectos. Homenageando com seu nome o clássico do cinema brasileiro que completa 50 anos justamente em 2017, a mostra paralela Terra em Transe exibirá cinco longas em sessões vespertinas em 23 e 24 de setembro no Cine Brasília. No dia 18, como um “aperitivo” para os filmes, um debate discutirá justamente esses momentos em que o cineasta é chamado a filmar “no calor da hora” e a refletir com sua arte sobre o contexto sócio-político em que está inserido.
Intervenção – Amor Não quer Dizer Grande Coisa – Direção: Rubens Rewald, Tales Ab’Sáber (Rewald & Ab’Sáber) e Gustavo Aranda – Documentário, 76 min, 2017, SP, 14 anos – “O estado de exceção e a inimizade se converteram na base normativa do direito de matar. Nessas situações, o poder (que não é necessariamente um poder estatal) faz referência contínua e invoca a exceção, a urgência e uma versão ficcionalizada do inimigo”. Achille Mbembe
Camocim
Camocim – Direção: Quentin Delaroche – Documentário, 76 min, 2017, PE, livre – A cada quatro anos, o cotidiano calmo e tranquilo de Camocim de São Félix, pequena cidade de Pernambuco, é chacoalhado. Durante a campanha municipal, a cidade se divide em duas e todas as vidas parecem orbitar em torno da política. No meio deste mercado eleitoral, Mayara, 23 anos, tenta fazer uma campanha “limpa” para eleger seu candidato e amigo César.
Operações de Garantia da Lei e da Ordem – Direção: Júlia Murat – Documentário, 83 min, 2017, SP, 14 anos – Documentário sobre a relação entre a representação e o representado, a narrativa e o fato, a imagem e o acontecimento a partir da relação entre a mídia e as manifestações que ocorreram no Brasil no período de junho de 2013 a julho de 2014. Como mídia, compreendemos todo e qualquer tipo de criação de imagem e de texto publicados em algum sistema de comunicação (TV, internet, rádio, material impresso e distribuído).
Escolas em Luta
Escolas em Luta – Direção: Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli – Documentário, 77 min, 2017, SP, Livre – No estado mais rico e um dos mais conservadores do Brasil, o modus operandi da educação pública sofre um revés quando estudantes secundaristas reagem ao decreto oficial que determina o fechamento de 94 escolas e a realocação dos alunos. A resposta estudantil surpreende.
Contagem Regressiva – Direção: Luis Carlos de Alencar – Documentário, 93 min, 2016, RJ, Livre – A cidade do Rio de Janeiro foi dilacerada pela realização dos megaeventos. Durante a preparação para os Jogos Olímpicos, toda a já histórica tradição de violência de Estado se intensificou na cidade maravilhosa.

Cinemark exibe o clássico Akira com exclusividade

Após o sucesso de Death Note: Iluminando um Novo Mundo, a Rede Cinemark traz mais um conteúdo exclusivo do universo anime para 17 cidades brasileiras. Somente em 6 de setembro, às 20h40m, os fãs terão a oportunidade de assistir à clássica animação japonesa Akira, de 1988, em cinemas da Rede. Baseado no mangá de Katsuhiro Otomo, o longa conta a história de dois jovens que se envolvem em inúmeras aventuras como integrantes de um programa secreto do governo.
O longa de animação integra a programação de 20 complexos da Cinemark distribuídos por 17 cidades: São Paulo (Eldorado, Metrô Tatuapé e Metrô Santa Cruz); Rio de Janeiro (Botafogo e Downtown); Niterói; Belo Horizonte (Pátio Savassi); Brasília (Pier 21); Curitiba (Park Shopping Barigui); Porto Alegre (Barra Shopping Sul); Recife (RioMar); Cuiabá (Goiabeiras); Santo André (Atrium Shopping); Salvador; Natal (Midway Mall); Campo Grande; Campinas (Iguatemi); Aracajú (Shopping Jardins); São Caetano e Vitória. Os ingressos podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou nas bilheterias dos cinemas participantes. Os valores são R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Os clientes que possuem o cartão Cinemark Mania ganham 50% de desconto na compra de um ingresso.
Sobre a animação:
Uma grande explosão fez com que Tóquio fosse destruída em 1988. Em seu lugar foi construída Neo Tóquio, que, em 2019, sofre com atentados terroristas. Kaneda (Mitsuo Iwata) e Tetsuo (Nozomu Sasaki) são amigos que integram uma gangue de motoqueiros. Eles disputam rachas violentos com uma gangue rival, os Palhaços, até que um dia Tetsuo encontra Takashi (Tatsuhiko Nakamura), uma estranha criança com poderes que fugiu do hospital onde era mantida como cobaia. Tetsuo é ferido no encontro e antes de receber a ajuda dos amigos é levado por integrantes do exército, liderados pelo coronel Shikishima (Tarô Ishida). A partir de então Tetsuo passa a desenvolver poderes inimagináveis, o que faz com que seja comparado ao lendário Akira, responsável pela explosão de 1988. Paralelamente, Kaneda se interessa por Kei (Mami Koyama), uma garota envolvida com espiões que tenta decifrar o enigma por trás das cobaias controladas pelo exército.

Akira
Data e horário: 6 de setembro, às 20h40m
Preço: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia)
Duração: 124 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos