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Festival Taguatinga de Cinema abre votação online

Durante pouco mais de um mês com inscrições abertas, cineastas e realizadores de todo o Brasil, sensíveis à temática da Edição 2017 do Festival Taguatinga de Cinema, inscreveram suas produções, num total de 215, para participarem da mostra competitiva nacional e concorrerem a prêmios de até R$ 5.000,00. Todas as produções inscritas estão em consonância e se alinham à proposta desta 12ª Edição do Festival, que traz como tema “Nossa Porção Mulher”. A linha curatorial parte do conceito de promover os valores ditos femininos, em toda sua amplitude, com a aposta de criar espaços para encontros entre mulheres, homens e LGBT’s.
O Pequeno Pé Grande
Dos 24 filmes que participarão da Mostra Competitiva, quatro deles serão escolhidos por meio da ação Assista e Vote, uma votação online no site do Festival – festivaltaguatinga.com.br. A votação segue aberta até o dia 15 de setembro e todos podem participar. “Por meio desta ação, acreditamos estar promovendo ainda mais visibilidade a assuntos como opressão de gêneros, desconstrução de sistemas opressores societários, a sabedoria do feminino e o fortalecimento da luta feminista, temas que são a espinha dorsal destas produções”, aposta Janaina André, uma das organizadoras do Festival. 
Cinza
Entre os filmes inscritos, estão produções das cinco regiões brasileiras – representando 19 estados e o Distrito Federal. Os selecionados serão divulgados na segunda quinzena de setembro. São Paulo: 55; Distrito Federal: 43; Rio de Janeiro: 29; Goiás: 20; Minas Gerais: 11; Pernambuco: 7; Rio Grande do Norte: 7; Ceará: 6; Paraíba: 6; Alagoas: 6; Amazonas: 4; Rio Grande do Sul: 4; Acre: 3; Paraná: 2; Bahia: 2; Mato Grosso do Sul: 1; Pará: 1; Sergipe: 1; Piauí: 1; e Maranhão: 1. A 12ª Edição do Festival Taguatinga de Cinema acontece entre os dias 1º e 4 de novembro no Complexo Cultural do Teatro da Praça, em Taguatinga. Além das exibições, estão previstos painéis de debates e bate-papos, oficinas de produção cinematográfica, shows ao vivo, mostras paralelas e intervenções cênicas. Tudo de graça.

A glória e decadência de Bingo: O Rei das Manhãs

Marcante figura nos anos 80, o palhaço Bozo foi um sucesso absoluto na televisão brasileira. A história por trás do personagem, entretanto, não foi tão alegre quanto aparentava o programa. Livremente inspirado na trajetória do primeiro ator que interpretou o ícone da TV que surgiu o longa-metragem Bingo – O Rei das Manhãs. O filme tem direção de Daniel Rezende, cineasta que foi indicado ao Oscar por seu trabalho em edição e conta com inúmeros títulos conhecidos em sua filmografia (A Árvore da Vida, Tropa de Elite, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias etc).
Em uma surpreendente interpretação visceral, Vladimir Brichta dá vida a Augusto Mendes, um ator de pornochanchada que sonha em fazer sucesso também nas telinhas. Enquanto se prepara para um teste de elenco, ele acaba por descobrir que um personagem norte-americano, famoso nas terras do Tio Sam, chegará ao Brasil como uma grande promessa de audiência. Motivado por sua boa experiência com crianças, visto que tem uma ótima relação com o filho, o protagonista consegue a vaga para interpretar Bingo.
A partir daí, o roteiro trilha o caminho de glória e decadência de Augusto. Impossibilitado de revelar sua identidade por questões contratuais, ele conquista o reconhecimento nacional. Mas percebe que a fama surge apenas quando ele está com peruca e maquiagem no rosto, o que faz com que Bingo seja a verdadeira estrela. Refém do trabalho e cada vez mais viciado em bebidas e drogas, o intérprete se perde na vida. No elenco também estão Leandra Leal, Ana Lúcia Torre, Tainá Müller, Emanuelle Araújo e Pedro Bial. Vale ressaltar a participação de Domingos Montagner (1962-2016), em sua última aparição na telona – como um palhaço.
De todos os nomes, quem brilha mais é Brichta. Longe das interpretações rasas da TV, o ator surpreende. Bingo pode não despertar o interesse pelo trailer, mas é uma ótima realização. Resgata um mito da televisão ao mostrar, de forma crua e até mesmo chocante, os bastidores e como a fama pode levar ao auge e também destruir. Bem produzido, tem um roteiro bem amarrado do infalível Luiz Bolognesi (Uma História de Amor e Fúria, As Melhores Coisas do Mundo, Chega de Saudade, Bicho de Sete Cabeças). As quase duas horas da projeção passam voando, graças ao ritmo ágil. Destaque para um ousado plano sequência, filmado com a melhor qualidade que o cinema nacional consegue oferecer.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Bingo: O Rei das Manhãs:




Bingo: O Rei das Manhãs (Brasil, 2017) Dirigido por Daniel Rezende. Com Tainá Müller, Leandra Leal, Vladimir Brichta, Emanuelle Araújo, Soren Hellerup, Fernando Sampaio…

Inscrições para o Ambiente de Mercado do Festival de Brasília

Um dos destaques da 50ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o Ambiente de Mercado, de 20 a 22 de setembro, que promoverá diálogos com produtores, programadores, agentes de vendas, distribuidores e exibidores. A iniciativa terá a participação do CONNE – Centro-Oeste, Norte e Nordeste, consolidando o FBCB como articulador de políticas para o audiovisual. As atividades irão englobar Conversas com Players, Pitchings Abertos e Clínica de Projetos. Além dos Painéis, com temáticas do contexto político e econômico da indústria no Brasil. As inscrições, que são gratuitas, vão até 28 de agosto, voltadas para Clínicas de Projetos e Pitchings Abertos. 
Cine Brasília – Foto: Tony Winston/Agência Brasília
A ação contará com representantes de eventos nacionais e internacionais, como o Ventana Sur (Argentina) e Rio Content Market (Brasil) e players de importantes canais de TV e distribuidoras como O2 Play, Canal Brasil, CineBrasil TV, GloboNews, os canais Arte 1, History, A&E, Lifetime e H2, Elo Company, Box Brazil, dentre outros. A BRAVI (Associação Brasil Audiovisual Independente) também firmou parceria que premia os melhores projetos de pitching para participação no Rio Content Market 2018. Ambas as iniciativas contam com o importante apoio do Sebrae.
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – 50ª edição 
Quando: 15 a 24 de setembro de 2017 

A semana (24/8 a 30/8) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

Monsieur e Madame Adelman – Por mais de 45 anos, Sarah (Doria Tillier) e Victor (Nicolas Bedos) estiveram juntos. Como eles conseguiram isso? Quem realmente é Sarah, essa mulher enigmática que sempre viveu na sombra do seu marido? Amor, ambição, traição e segredos alimentam a odisséia deste casal incomum.


Gatos – Centenas de milhares de gatos vagam pela metrópole de Istambul livremente. Durante milhares de anos eles entraram e saíram da vida das pessoas, tornando-se uma parte essencial das comunidades que tornam a cidade tão rica. Não reivindicando nenhum dono, esses animais vivem entre dois mundos, nem selvagens nem domesticados – e trazem alegria e propósito para as pessoas que eles optam por adotar. Em Istambul, os gatos são os espelhos para as pessoas, permitindo-lhes refletir sobre suas vidas de maneiras que nada mais poderia.

Lady Macbeth – Katherine (Florence Pugh) está presa a um casamento de conveniência. Casada com Boris Macbeth (Christopher Fairbank), a jovem agora se vê integrante de uma família sem amor. É só quando ela embarca em um caso extraconjugal com um trabalhador da propriedade do marido que as coisas começam a mudar. Ela só não contava que isso iria desencadear vários assassinatos.

Annabelle 2
Annabelle 2 – A Criação do Mal – Anos após a trágica morte de sua filha, um habilidoso artesão de bonecas e sua esposa decidem, por caridade, acolher em sua casa uma freira e dezenas de meninas desalojadas de um orfanato. Atormentado pelas lembranças traumáticas, o casal ainda precisa lidar com um amendrontador demônio do passado: Annabelle, criação do artesão.
Bye Bye Alemanha – Frankfurt, 1946. David Berman e seus seis amigos, todos judeus, só tem um propósito em mente: conseguir finalmente ir embora da Alemanha. Mas, nos tempos difíceis de crise após o fim da Segunda Guerra Mundial, eles precisam de muito dinheiro para realizar seu sonho de partir para os Estados Unidos. Para isso, encontram apenas uma saída: começar a vender lingeries para mulheres alemãs.

O Castelo de Vidro – Baseado no livro Castelo de Vidro, da jornalista Jeanette Walls, a trama retrata a infância de Walls, criada com os irmãos no seio de uma família desequilibrada, bastante pobre e nômade.

Na Mira do Atirador – Em pleno campo de batalha, dois soldados americanos descobrem que estão na mira de um atirador iraquiano. Eles não sabem onde o inimigo se esconde, nem podem se comunicar um com o outro, já que o adversário está interceptando a conversa dos americanos via rádio comunicador. Escondidos atrás de uma pequena parede de pedra, eles têm que encontrar uma maneira de sair vivos.

O Filme da Minha Vida
O Filme da Minha Vida – O jovem Tony (Johnny Massaro) decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas (Vincent Cassel), seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.


Eva Não Dorme – Em 1952, Evita Péron, a Primeira Dama da Argentina, morre de câncer, aos 33 anos de idade e seu corpo é embalsamado. Três anos depois, o presidente Juan Perón sofre um golpe de estado e o corpo de Evita é enviado para a Europa, com o intuito de apagar o legado dela da memória popular. Seu corpo então vira o centro de um confronto de poder que dura vinte e cinco anos.



Corpo Elétrico – Elias (Kelner Macêdo) é o jovem criador de uma fábrica de confecção roupas no centro de São Paulo. Ele mantém pouco contato com a família na Paraíba, e passa seus dias entre o trabalho e os encontros com outros homens. Enquanto reflete sobre as possibilidades de futuro, começa a ficar cada vez mais próximo dos colegas da fábrica, e vê os amigos seguirem caminhos diferentes dos seus.


Um Filme de Cinema – Um cinema abandonado e em ruínas no interior da Paraíba é o cenário inicial de um filme sobre o cinema, que viaja nos depoimentos do romancista e dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas, como Bela Tarr, Júlio Bressane, Ruy Guerra, Jia Zhang-ke e Karim Aïnouz. Eles discutem questões sobre a linguagem cinematográfica: como atingir a verdade? O cinema deveria ser realista ou privilegiar o falso? Qual é o papel da objetividade na hora de filmar? Como explorar o som? Qual é a diferença de usar planos longos em relação aos curtos?

Dunkirk

Dunkirk – Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser evacuados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial.



Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas – Século XXVIII. Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergaláticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta.

A Torre Negra – Um pistoleiro chamado Roland Deschain (Idris Elba) percorre o mundo em busca da famosa Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Essa busca envolve uma intensa perseguição ao poderoso Homem de Preto (Matthew McConaughey), passagens entre tempos diferentes, encontros intensos e confusões entre o real e o imaginário. Baseado na obra literária homônima de Stephen King.

O Deserto do Deserto – O Deserto do Deserto é um documentário de longa-metragem sobre um dos mais duradouros e menos conhecidos conflitos do planeta – a invasão do Saara Ocidental, a última colônia da África, ocupada pelo Marrocos há 40 anos, e o drama de seu povo, os beduínos nômades Saharauis. A equipe do documentário passou um mês filmando no Campos de Refugiados Saharauis, na Argélia, e no chamado Território Livre Saharaui. Metade desse tempo foi empreendido em uma viagem de 3.200 km pelo deserto, por regiões às quais nenhum estrangeiro teve acesso desde 1991.

Bingo

Bingo – O Rei das Manhãs – Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo no programa matinal homônimo exibido pelo SBT durante a década de 1980. Barreto alcançou a fama graças ao personagem, apesar de jamais ser reconhecido pelas pessoas por sempre estar fantasiado. Esta frustração o levou a se envolver com drogas, chegando a utilizar cocaína e crack nos bastidores do programa.

O Estranho que Nós Amamos – Virginia, 1864, três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney (Colin Farrell) é um cabo da União que, ferido em combate, é encontrado em um bosque pela jovem Amy (Oona Laurence). Ela o leva para a casa onde mora, um internato de mulheres gerenciado por Martha Farnsworth (Nicole Kidman). Lá, elas decidem cuidá-lo para que, após se recuperar, seja entregue às autoridades. Só que, aos poucos, cada uma delas demonstra interesses e desejos pelo homem da casa, especialmente Edwina (Kirsten Dunst) e Alicia (Elle Fanning).

João, o Maestro – Quando criança, João Carlos Martins foi considerado um prodígio do piano. Aos poucos, sua fama ganhou os noticiários e levou o músico à Europa e a outros países da América do Sul. Estabelecido como pianista de sucesso, na fase adulta, sofre um acidente que prejudica o movimento da mão direita. João tenta se reestabelecer e, enquanto isso, apresenta-se em concertos para uma mão só. No entanto, um segundo acidente retira os movimentos da mão esquerda. João reiventa-se mais uma vez, como maestro.

Planetas dos Macacos: A Guerra – Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.

Invocação do Mal é um novo clássico do horror

James Wan definitivamente entrou no hall dos mestres do terror. Responsável pelo primeiro título da lucrativa franquia Jogos Mortais, ele provou que entende do assunto com Sobrenatural e agora se consagra definitivamente com Invocação do Mal. O filme assusta com recursos fantasmagóricos: sussurros, sons e o medo do desconhecido.

Não foi preciso muitos efeitos especiais e violência para aterrorizar o espectador. A experiência que os demonólogos Ed e Lorraine Warren viveram é impressionante. Responsável por desvendar fraudes e auxiliar exorcismos, o casal é chamado por uma mulher que acredita ter algo de errado em sua casa. E realmente tem.

Seria simples resumir que é uma história de casa assombrada, mas o que Wan conseguiu foi criar um novo clássico para o gênero. Ele pegou o melhor de vários filmes e condensou tudo de forma brilhante. Um título que certamente não vai decepcionar quem gosta de O Exorcista e Amityville – algumas boas referências compatíveis com a produção.

Vera Farmiga (Bates Motel) e Patrick Wilson (Menina Má.com) interpretam o casal que vai lutar contra uma força sobrenatural que ameaça a família de Carolyn Perron (Lili Taylor). E, ao contrário de um serial killer, o perigo que surge é das trevas, algo imprevisível. As quase duas horas de duração são um prato cheio para quem quer ter medo. Seja pela trilha sonora apavorante ou pela possibilidade de viver alguma coisa parecida. O clima de tensão é tão bem construído que os sustos não acontecem apenas durante a noite. A ambientação causa insegurança a todo momento. Um bom motivo para não se dormir de noite.


*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Invocação do Mal:


 
The Conjuring (EUA, 2013) Dirigido por James Wan. Com Patrick Wilson, Vera Farmiga, Ron Livingston, Shanley Caswell, Hayley McFarland, Joey King, Mackenzie Foy…

Três lançamentos que vão animar os geeks em 2017

Depois de um início de ano com diversos filmes bombásticos para os fãs de cultura pop – como Logan (último de Hugh Jackman como Wolverine), Power Rangers, Os Guardiões da Galáxia Vol. II e Mulher-Maravilha –, o segundo semestre promete elevar ainda mais a aura de 2017 como um dos mais geeks dos últimos tempos – e é claro que a Piticas contará com surpresas e novidades envolvendo cada um desses blockbusters. Confira a lista que está matando de ansiedade todos os nerds de carteirinha:

Thor: Ragnarok – 25/10
O galã Chris Hemsworth retorna ao seu personagem mais célebre para viver a terceira aventura solo do deus do trovão produzida pelos estúdios da Marvel. Aliás, o herói nórdico não estará inteiramente solo em Thor: Ragnarok, já que terá a companhia de ninguém menos do que o incrível Hulk, outro membro da equipe dos Vingadores vivido na telona por Mark Ruffalo. A atriz Cate Blanchet também estará no filme, interpretando a vilã Hela.

Liga da Justiça – 16/11
Depois do verdadeiro “pé na porta” com o lançamento de Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016) e do aguardadíssimo Mulher-Maravilha, a DC Comics continua a pavimentar o caminho de sua própria superequipe com o lançamento de Liga da Justiça. Um dos filmes mais esperados da década, a reunião de Batman, Flash, Mulher Maravilha, Ciborgue e Aquaman deve satisfazer até os fãs mais céticos da nova franquia cinematográfica.

Star Wars, Episódio VIII – Os Últimos Jedi – 15/12
Após o retorno de Star Wars ao cinema com o lançamento do Episódio VII: O Despertar da Força (2015), a franquia mais amada dos geeks já lançou um derivado (Rogue One, de 2016) e deve explodir a cabeça dos fãs com o Episódio VIII: Os Últimos Jedi. A continuação da saga conta com o retorno de Mark Hamill no papel de Luke Skywalker, além de desenvolver com mais profundidade as histórias dos novos heróis Rey, Finn e Poe Dameron.

Pandora transforma desastre nuclear em melodrama sem fim

O desastre de Fukushima alertou o mundo inteiro sobre os perigos da energia nuclear. Amplamente registrado por câmeras de segurança, o tsunami pôde ser visto por inúmeros ângulos, algo que seria impossível há algumas décadas. Depois que toda a cidade japonesa foi esvaziada por causa da radiação, o assunto deixou de estampar as manchetes dos veículos de comunicação. O terror e o drama dos moradores, contudo, persiste até hoje. E foi o que inspirou o cineasta Jong-woo Park em Pandora.

A superprodução sul-coreana chama a atenção pelos bons efeitos especiais, que nada devem a grande filmes de desastres. E o mais incrível é que trata-se de um filme feito pela Netflix, isto é, sem pretensões de ser exibido nas telonas. Unindo ação, suspense e muito drama, o longa-metragem se inspira na história real para contar a tragédia que aconteceu com uma cidade da Coréia do Sul que se tornou vítima da radioatividade após um terremoto.

Para intensificar as emoções, o filme maximiza todas as situações. Tudo é levado ao extremo, o que resulta num trabalho regado pelos excessos. O exagero se dá tanto pela longa duração (2h16), quanto pelas interpretações. Metade da projeção é gritaria e a outra metade é chororô. O melodrama pode funcionar para muitos, mas faltou uma boa edição para lapidar os momentos repetitivos. Por outro lado, a visão asiática sobre o lado humano em situação de sofrimento é um diferencial positivo.

Pandora não é apenas mais um filme de catástrofe como tantos outros blockbusters. O foco não é a destruição e nem explosões. O roteiro reserva espaço para críticas aos governos, provoca revolta e comove – mesmo que utilize os métodos mais desleais do mundo para tentar arrancar lágrimas – o que inclui flashbacks da infância e músicas de piano. A temática é incrível e poderia ser bem melhor se fosse menor e mais objetivo.



*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Pandora





Pandora (Coreia do Sul, 2016) Dirigido por Jong-woo Park. Com Do-bin Baek, Bae Gang-Yoo, Kim Gun, Kim Han-Jong, Kwon Hong-Suk, Ji Hyun-Joon…

Entrevista com Jesuíta Barbosa sobre seu novo filme

Ator de 25 anos, Jesuíta Barbosa estreia como protagonista em dois longas a serem lançados em 2017: Malasartes e o Duelo com a Morte, de Paulo Morelli, e O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues. Também estará na série Onde Nascem os Fortes, de José Luiz Villamarim, na Globo. No cinema, participou de longas como Reza a Lenda, de Homero Olivetto, Praia do Futuro, de Karim Aïnouz, Jonas, de Lô Polliti, Trash: A Esperança Vem Do Lixo, de Stephen Daldry e Christian Duurvoort, Tatuagem, de Hilton Lacerda e Serra Pelada, de Heitor Dhalia. Na Globo, participou das séries Nada Será Como Antes, Justiça, Ligações Perigosas, Amores Roubados e do remake ORebu. Na entrevista a seguir, o artista fala sobre Malasartes e o Duelo com a Morte.

Você já conhecia o Malasartes?
Já tinha escutado esse nome, mas era uma lenda longe, não conhecia as histórias dele. Quando eu fiquei sabendo do personagem é que fui me aprofundar.   

Como define o personagem?
Malasartes é um menino-homem muito arteiro, que arrisca com suas brincadeiras, e para as crianças quando fica perigoso é que fica mais interessante. Ele é um menino do interior, que está imerso num mundo de imaginação, é muito criativo. Não quer ficar fadado ao destino, sempre sai do lugar comum.

Como foi trabalhar com o Paulo Morelli?
O Paulo, além de roteirista é o diretor, é o espírito dessa história, ele é um ser brincante. Quando chegava para falar alguma coisa sobre o que estava acontecendo, sobre alguma cena, ele sempre vinha com uma proposta divertida. O legal é que ele atuava junto com a gente, falava como os personagens. Ele foi fundamental, manteve uma leveza constante, como deve ser o filme. O Paulo é o Malasartes.

Como foi o processo criativo?
Para compor o Malasartes eu entrei nesse universo caipira, revi os filmes do Mazzaropi que assistia com meu pai, li os contos na preparação. Também aproveitei muito do que tenho de sertanejo, eu sou matuto, mas do Nordeste. Eu sempre vou nesse lugar da criança, de falar e fazer o que quer. Tenho a impressão de que a gente perde o ser brincante quando vira adulto, a gente começa a tentar esquecer a criança, para parecer mais sério. E a ideia que tenho, não só neste como nos outros longas que tenho feito, é que quando a gente volta a ser criança tudo fica mais simples e mais interessante.

O que o Malasartes trouxe pra você?
O filme me fez questionar muito sobre o destino. Acho que é um enigma, mas se existe a ideia de destino, é porque existe a ideia de mudança. Para mim o destino é a junção de acasos, é mutável. Acho que a gente veio ao mundo para questionar, para mudar as coisas, tirá-las do lugar. Para deixar que a vida se modifique e tome rumos que a gente nem sabia que podia tomar, é o que tenho tentado fazer tenho tentando burlar.

Veja como foi a pré-estreia do filme Logan

Saiba mais: http://www.facebook.com/cinemeiaum

Questões LGBTQ pincelam a comédia brasiliense Jeitosinha

Um dos participantes da Mostra Brasília é o filme Jeitosinha, dos diretores Johil de Carvalho e Sérgio Lacerda. Inspirados em um folhetim do chargista Maurício Ricardo, o filme conta uma comédia em que uma garota, criada em uma família de cinco irmãos homens, resolve fugir aos 18 anos de idade com o namorado. O que ela não sabia é que, quando fora de casa, descobriria que, na verdade, é um homem. 
Fotos: Duda Affonso
Segundo Johil de Carvalho, o filme tem o teor cômico e por isso não se aprofunda nas questões LGBTQ, porém lembra que a temática está ali. “A ideia do filme é ser uma comédia. Um filme divertido. Não trata exatamente do assunto, mas há a temática”, explica e acrescenta que um dos irmãos da protagonista é expulso de casa por ser homossexual. 
Johil conta ainda que, para ele, participar dessa edição do festival é uma honra, já que faz exatamente 10 anos de sua última participação no evento com o curta-metragem Olhos nos Olhos. “Dez anos depois eu estou colocando o meu primeiro longa-metragem lá no Cine Brasília.”  O cineasta conta que a produção de seu primeiro longa foi algo bastante cansativo e o intitula como um “filme de aprendizado”. “Eu me sinto realizado. Produção é isso. Enfrentar e encarar”, afirma. Para o futuro, Johil trabalha na pré-produção de um documentário sobre macroeconomia e direciona seu foco de roteiros para minisséries de TV.
*Por Bruno Santa Rita, da Agência UniCEUB