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A Viagem de Fanny: esperança infantil contra o nazismo

A pequena Fanny (Léonie Souchaud) é uma menina que mora com suas duas irmãs e várias outras crianças em uma casa isolada que funciona como esconderijo. Ela vive feliz, mas sente falta dos seus pais, que a deixaram lá por segurança. O motivo? A perseguição que os judeus sofriam em plena Segunda Guerra Mundial. Destaque no Festival Varilux de Cinema Francês, o longa-metragem A Viagem de Fanny conta uma incrível aventura inspirada em fatos reais.

Dirigido por Lola Doillon, o filme mostra os horrores da guerra sob o ponto de vista infantil. Quem conhece um pouco a história mundial tem noção dos crimes cometidos pelo regime nazista. O roteiro, contudo, não busca chocar. Toda a violência do período está presente, mas não aparece de forma explícita. Pelo contrário, há espaço para a imaginação infantil. E isso faz com que tudo fique ainda mais comovente, afinal são pequenos anjos em meio ao caos. E é justamente o otimismo que faz com que eles tenham esperanças de um futuro melhor.

Existe um clima tenso durante toda a projeção, uma vez que as crianças correm perigo depois que precisam fugir às pressas. Na França ocupada pelos alemães, Fanny torna-se uma espécie de líder nata de um pequeno grupo de meninos e meninas que só querem sobreviver. Eles contam com a ajuda de alguns adultos, mas são poucas as pessoas que se arriscam em auxiliá-las. O objetivo das foragidas é cruzar a fronteira e tentar encontrar alguma segurança.

A Viagem de Fanny tem um ritmo lento, mas que consegue manter a atenção por causa do suspense presente a todo instante. Com bons momentos e um final muito emocionante, o título ganha força graças à atuação da jovem protagonista. Souchaud tem uma forte presença na câmera e um olhar muito expressivo, que fica entre a inocência e a maturidade forçada pelo contexto que sua personagem vive. O resultado é um drama bom.


*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme A Viagem de Fanny:


 

Le Voyage de Fanny (França / Bélgica, 2016) Dirigido por Lola Doillon. Com Léonie Souchaud, Fantine Harduin, Juliane Lepoureau, Ryan Brodie, Anaïs Meiringer, Lou Lambrecht, Igor van Dessel…

Mostra gratuita Itaú Cultural 30 Anos de Cinema Brasileiro

A Mostra Itaú Cultural 30 Anos de Cinema Brasileiro exibe 36 filmes, que representam um panorama de ficções, documentários e animações realizados nas últimas três décadas. A seleção contempla obras da geração de diretores paulistas dos anos 1980, como A Dama do Cine Shangai, 1987, de Guilherme de Almeida Prado; passa pela retomada com Carlota Joaquina – Princesa do Brazil, 1995, de Carla Camurati; apresenta grandes bilheterias como 2 Filhos de Francisco, 2005, de Breno Silveira; destaca as animações com o premiado O Menino e o Mundo, 2014, de Alê Abreu. Entre os documentários estão filmes como Santo Forte, 1999, de Eduardo Coutinho, e Martírio, 2016, de Vincent Carelli. Questões sempre latentes na sociedade brasileira, como gênero, racismo e direitos indígenas, estão presentes em Serras da Desordem, 2006, de Andrea Tonacci, A Paixão de JL, 2014, de Carlos Nader e Branco Sai, Preto Fica, 2014, de Adirley Queirós.
Tatuagem será exibido na mostra
A programação se estende de 10 a 16 de agosto nas salas dos espaços Itaú de Cinema nas capitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Bahia, além do Distrito Federal. Está programada, também, a exibição de quatro títulos online no Canal do Itaú Cultural (http://www.itaucultural.org.br/explore/canal/), entre os dias 6 e 16 de agosto. Anjos da Noite, de Wilson Barros, a partir do dia 6; Santo Forte, de Eduardo Coutinho, a partir do dia 7; A Negação do Brasil, de Joel Zito Araújo, a partir do dia 8; e Ela Volta na Quinta, de André Novais Oliveira, a partir do dia 9. São lançados sempre às 21h e permanecem online e na íntegra até o final da mostra, em 16 de agosto.
Martírio, de Vincent Carelli
Em 11 dias de programação nestas seis cidades e pela internet, o público terá a possibilidade de rever 36 filmes, representando 30 anos de produção nacional, em um total de 335 horas de cinema brasileiro, o equivalente a mais de 20 mil minutos somados em 198 sessões gratuitas. A curadoria é uma parceria de Adhemar Oliveira, diretor de programação da rede Espaço Itaú, e o Núcleo de Audiovisual e Literatura do instituto. “Não se trata única e exclusivamente de uma seleção de melhores filmes, mas , principalmente, de obras representativas de movimentos estéticos, ciclos econômicos, de produções independentes até as de grande orçamento, filmes que apresentam temáticas importantes de serem debatidas e que marcaram a história do cinema nacional”, observa Claudiney Ferreira, gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural. 
O Menino e o Mundo
“Vários recortes podem ser montados a partir das experiências gravadas por homens e mulheres sobre as histórias, reais ou fictícias, que marcaram época”, observa Oliveira. “Escolhemos uma seleção que, a nosso ver, dá uma panorâmica sobre a cinematografia brasileira, que também colocamos no mercado durante os últimos 30 anos”, conclui.

SERVIÇO 
Mostra Itaú Cultural 30 anos de cinema brasileiro 
De 10 a 16 de agosto:
Nas salas do Espaço Itaú de Cinema SP (Augusta) / RJ / DF / CUR / POA / SAL 
Horários e faixa etária diversos (consultar programação) 
Entrada gratuita 
A partir das 21h do dia 6 de agosto, em exibições online até a 16 de agosto:
Canal Itaú Cultural (http://www.itaucultural.org.br/explore/canal/)

A semana (10/8 a 16/8) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping CasaPark (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede: http://www.itaucinemas.com.br/ Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.



O Reino Gelado – Fogo e Gelo – O raro talento de se meter em problemas é o legado da família de Kai e Gerda. O que mais você poderia esperar de quem foi criado em montanhas nevadas por trolls? Crescidos, os irmãos se metem em um desastre de proporções globais, tudo para encontrar seus pais que estão desaparecidos após serem levados pelo Vento do Norte.

Em Ritmo de Fuga –  O jovem Baby (Ansel Elgort) tem uma mania curiosa: ele precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Mesmo assim, o rapaz revela-se uma motorista excelente, e começa a trabalhar para uma gangue de criminosos. Quando um assalto a banco não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga.

Mostra Itaú Cultural 30 Anos de Cinema Brasileiro – A Mostra Itaú Cultural 30 Anos de Cinema Brasileiro integra as comemorações das três décadas de atividade do instituto com um mergulho na produção nacional. São 36 filmes, sendo quatro exibidos on-line, no Canal Itaú Cultural, e 32 nos Espaços Itaú de Cinema. De 10 a 16 de agosto, os Espaços Itaú de Cinema de Brasília, Curitiba, Salvador, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro exibem 33 filmes e 6 debates, sendo todas as sessões gratuitas. A curadoria é de Adhemar Oliveira e abrange diferentes produções: do cinema paulista dos anos 1980, passando pela retomada e pós-retomada, até o novo cinema pernambucano; com temáticas que tratam do Brasil profundo e filmes que inspiram o debate sobre as questões de gênero, indígenas e raciais.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas
Valerian e a Cidade Dos Mil Planetas – Século XXVIII. Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergaláticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta.

A Viagem de Fanny – Fanny (Léonie Souchaud) é uma corajosa menina de apenas 12 anos que está escondida em um lar longe de seus pais. Ela precisa cuidar de suas duas irmãs mais novas. Quando forçada a fugir rapidamente, a menina acaba se tornando líder de um grupo de crianças, que parte em uma missão perigosa pela França ocupada, querendo chegar na fronteira suíça.

Dunkirk – Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser evacuados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial.

Gatos – Centenas de milhares de gatos vagam pela metrópole de Istambul livremente. Durante milhares de anos eles entraram e saíram da vida das pessoas, tornando-se uma parte essencial das comunidades que tornam a cidade tão rica. Não reivindicando nenhum dono, esses animais vivem entre dois mundos, nem selvagens nem domesticados – e trazem alegria e propósito para as pessoas que eles optam por adotar. Em Istambul, os gatos são os espelhos para as pessoas, permitindo-lhes refletir sobre suas vidas de maneiras que nada mais poderia.

O Filme da Minha Vida

O Filme da Minha Vida – O jovem Tony (Johnny Massaro) decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas (Vincent Cassel), seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis.


Monsieur e Madame Adelman – Por mais de 45 anos, Sarah (Doria Tillier) e Victor (Nicolas Bedos) estiveram juntos. Como eles conseguiram isso? Quem realmente é Sarah, essa mulher enigmática que sempre viveu na sombra do seu marido? Amor, ambição, traição e segredos alimentam a odisseia deste casal incomum.

Planetas dos Macacos: A Guerra – Humanos e macacos cruzam os caminhos novamente. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército de soldados liderados por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César luta contra seus instintos e parte em busca de vingança. Dessa jornada, o futuro do planeta poderá estar em jogo.

D.P.A. Detetives do Prédio Azul – Os Detetives do Prédio Azul são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. Pippo (Pedro Henrique Motta), Sol (Letícia Braga) e Bento (Anderson Lima) se infiltram na festa de Dona Leocádia (Tamara Taxman), a terrível síndica que é, literalmente, uma bruxa. Lá eles presenciam um crime “mágico”, que condena o Prédio Azul a uma demolição de emergência. Para completar, a única testemunha – o quadro falante da Vó Berta (Suely Franco) – desaparece, e Dona Leocádia é enfeitiçada para ficar boazinha. Para resolver esse caso, os detetives vão contar com a ajuda do porteiro Severino (Ronaldo Reis), que empresta sua Kombi azul novinha para ser a sede de investigação. A aventura fica completa quando Tom (Caio Manhente), Mila (Letícia Pedro) e Capim (Cauê Campos), fundadores do clubinho original, são trazidos de volta ao Rio de Janeiro para ajudar no caso.

Rifle

Rifle – Dione (Dione Ávila de Oliveira) é um jovem com hábitos estranhos, que vive isolado com sua família em uma região rural e remota. Mas toda a tranquilidade do local é abalada quando um rico proprietário tenta comprar a pequena propriedade onde ele e sua família vivem. O jovem então começa a carregar sempre um rifle, de forma a defender seu território.

O Estranho que Nós Amamos – Virginia, 1864, três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney (Colin Farrell) é um cabo da União que, ferido em combate, é encontrado em um bosque pela jovem Amy (Oona Laurence). Ela o leva para a casa onde mora, um internato de mulheres gerenciado por Martha Farnsworth (Nicole Kidman). Lá, elas decidem cuidá-lo para que, após se recuperar, seja entregue às autoridades. Só que, aos poucos, cada uma delas demonstra interesses e desejos pelo homem da casa, especialmente Edwina (Kirsten Dunst) e Alicia (Elle Fanning).

Malasartes e o Duelo com a Morte – Vivendo no interior do Brasil, o jovem Pedro Malasartes (Jesuíta Barbosa) é um malandro. Com a sua lábia, ele consegue pregar peças em comerciantes e se aproveitar da boa vontade alheia. No entanto, sua incrível esperteza será colocada à prova pela Morte, a ceifadora de almas.

Os Meninos que Enganavam Nazistas – Durante um período de ocupação nazista na França, os jovens irmãos judeus Maurice (Batyste Fleurial) e Joseph (Dorian Le Clech) embarcam em uma aventura para escapar dos nazistas. Em meio a invasão e a perseguição, eles se mostram espertos, corajosos e inteligentes em sua escapada, tudo com o objetivo de reunir a família mais uma vez.

Saint Amour – Na Rota do Vinho – Jean e Bruno, pai e filho, decidem deixar o seu cotidiano na agricultura para trás para realizar uma viagem. Contratando Mike como seu motorista particular, os dois embarcarão em uma viagem, uma verdadeira turnê pela região vinícola da França, uma jornada inesperada que fará com que os três repensem suas próprias vidas e aprendam uma coisa ou outra sobre si mesmos durante o caminho.

Felinos comandam Istambul no documentário Gatos

Quem conhece Istambul pode nem se surpreender, mas quem nunca visitou a Turquia provavelmente vai achar interessante descobrir a relação da cidade com os gatos. Os felinos praticamente dominaram a metrópole e são tratados com muito carinho e respeito pelos moradores. O documentário Gatos, dirigido por Ceyda Torun, apresenta um pouco o cotidiano dos animais e das pessoas que moram e convivem com eles. Um filme leve e recomendado para os amantes dos bichanos.
O longa-metragem aborda sete gatos de rua, isto é, que não moram na casa de ninguém. Mesmo sem donos, eles podem ser considerados animais domésticos. Pelo menos é assim que muitos moradores definem. Alguns os tratam como filhos, outros como hóspedes ou amigos. A verdade é que os gatos, que são conhecidos por sua independência e personalidades fortes, conquistaram diversas pessoas. O filme mostra a história de cada um, uma bem diferente da outra.
Tem o gato que gosta de brigar, o que aparece apenas para comer, o que caça todos os ratos etc. Para muitos muçulmanos, esses animais estão relacionados com o sagrado, portanto merecem ser bem tratados. Isso explica o cuidado e a dedicação que eles recebem dos vizinhos. Há quem dedique as vidas para cuidar do maior número possível de gatos – como uma senhora que cozinha diariamente diversos frangos e espalha os alimentos pela cidade.
Repleto de belas imagens aéreas da cidade, a câmera muitas vezes acompanha de perto os animais. É possível ver por onde andam e como se comportam através de uma visão bem próxima, filmada na altura dos gatos. A perspectiva diferenciada gera curiosas sequências, dando a oportunidade do público ter uma ideia de como eles podem enxergar o mundo. Um filme que conta boas histórias e, com certeza, provoca suspiros pelas fofuras e comportamento adorável das bolinhas de pelo.


*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Gatos

 



Kedi (Turquia / EUA, 2016) Dirigido por Ceyda Torun. Com Bülent Üstün.

Selecionados para a Mostra Competitiva do Festival de Brasília

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro anunciou os filmes selecionados para a Mostra Competitiva de sua 50a edição. Conheça os nove filmes que concorrerão ao Troféu Candango na categoria longa-metragem e os 12 filmes que competirão entre os curtas-metragens. Confira aqui os filmes que disputarão o Troféu Candango:
Baunilha
Mostra competitiva de curta-metragem
A PASSAGEM DO COMETA, Juliana Rojas, SP
AS MELHORES NOITES DE VERONI, Ulisses Arthur, AL
BAUNILHA, Leo Tabosa, PE
CARNEIRO DE OURO, Dácia Ibiapina, DF
CHICO, Irmãos Carvalho, RJ
INOCENTES, Douglas Soares, RJ
MAMATA, Marcus Curvelo , BA
NADA, Gabriel Martins , MG
O PEIXE, Jonathas de Andrade, PE
PERIPATÉTICO, Jessica Queiroz, SP
TENTEI, Laís Melo, PR
TORRE, Nadia Mangolini, SP
Música Para Quando as Luzes se Apagam
Mostra competitiva de longa-metragem
ARÁBIA, de Affonso Uchoa e João Dumans, MG
CAFÉ COM CANELA, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, BA
CONSTRUINDO PONTES, de Heloisa Passos, PR
ERA UMA VEZ BRASÍLIA, de Adirley Queirós, DF
MÚSICA PARA QUANDO AS LUZES SE APAGAM, de Ismael Cannepele, RS
O NÓ DO DIABO, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé, Jhesus Tribuzi , PB
PENDULAR, de Julia Murat, RJ
POR TRÁS DA LINHA DE ESCUDOS, de Marcelo Pedroso, PE
VAZANTE, de Daniela Thomas, SP

Leatherface cansado em O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua

Uma opção para os fãs do terror é O Massacre da Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua, lançado pela distribuidora Europa Filmes em diversas versões, como o digipack (box especial) que vem com com dois Blu-ray (2D e 3D) e um DVD de bônus. Dirigido por John Luessenhop, o novo filme da franquia do assassino Leatherface começa como um tributo ao original. Exibe sequências da obra de 1974 convertidas para a terceira dimensão e continua exatamente onde o primeiro terminou. A reconstituição de época e membros do elenco oficial animam qualquer fã.

A história principal, contudo, se passa nos dias atuais. É quando Heather Miller (Alexandra Daddario, de Percy Jackson e o Mar de Monstros) recebe uma mansão de herança da avó. A jovem descobre que sua vida está diretamente relacionada com uma chacina que aconteceu no passado.

São várias as referências aos filmes anteriores, como os jovens que usam maconha, o corpo vivo dentro do freezer, o gancho de pendurar carne e o susto da porta se abrindo abruptamente. Quem não conhece a trama original pode se divertir com a modernizada da história, que tem sangue feito com computação gráfica e personagens que usam smartphones.

Já quem acompanhou os títulos antigos e até mesmo a refilmagem competente, feita em 2003, pode estranhar. Leatherface aparece nesta versão como um senhor de idade, que se cansa depois de correr muito. Claro que o condicionamento físico não o impede de fazer algumas vítimas.

É criada uma certa afeição pelo algoz. Sentimento que já foi despertado por quem viu O Massacre da Serra Elétrica: O Início, de 2006 – que disseca a juventude e origens do vilão. Entre os destaques do DVD de bônus estão os extras que mostram bastidores do filme. Tudo bem feito e com legendas em português. Em resumo, é um trabalho que acerta ao homenagear a saga original, mas derrapa feio depois ao modernizar o resultado e tirar o clima de terror.

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme O Massacre Serra Elétrica 3D – A Lenda Continua:



Texas Chainsaw 3D (EUA, 2013) Dirigido por John Luessenhop. Com Alexandra Daddario, Dan Yeager, Trey Songz, Scott Eastwood, Tania Raymonde, Shaun Sipos…

Michael Fassbender investiga assassino em Boneco de Neve

Em lançamento mundial, a Universal Pictures divulga o primeiro trailer do thriller Boneco de Neve, longa inspirado no bestseller de Jo Nesbø, que vendeu mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo sendo comparado ao sucesso Silêncio dos Inocentes, pelo jornal inglês The Guardian. Com direção de Tomas Alfredson, a produção conta a história de um detetive (papel de Michael Fassbender), que ao investigar o desaparecimento de uma vitima na primeira neve do inverno, passa a relacionar o assassinato a um serial killer. Com a ajuda de uma recruta (Rebecca Fergunson), o policial ligará casos arquivados de décadas atrás com o novo crime na esperança de desvendar o mistério antes da próxima nevasca. 
Filmado inteiramente na Noruega, nas cidades de Oslo, Bergen e na região de Rjukan, Boneco de Neve é produzido por Tim Bevan e Eric Fellner, da Working Title (A Teoria de Tudo e Os Miseráveis), em parceria com Robyn Slovo (O Espião Que Sabia Demais) e Piodor Gustafsson (Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres). O filme traz, além de Fassbender e Rebecca Fergunson, Charlotte Gaunsbourg e J.K. Simmons no elenco e conta distribuição da Universal Pictures. A estreia é 2 de novembro.
 

Veja como foi a pré-estreia de Lego – Batman O filme

Saiba mais: http://www.facebook.com/cinemeiaum

Fala Comigo e a busca por contatos humanos

“O que você faz quando ninguém está olhando?”. Essa é a premissa do drama familiar Fala Comigo, primeiro longa de Felipe Sholl. Estrelado por Denise Fraga, Emílio de Mello, Karine Teles e Tom Karabachian, o longa parte da ideia de que hoje se vive numa época em que as relações humanas mudam rapidamente, tornando cada vez mais fácil entrar em contato com alguém, mas cada vez mais difícil transformar este contato em algo profundo e significativo.
Os personagens do filme têm em comum o fato de estarem sempre em busca de contato humano, ainda que o façam de maneira incomum. Diogo (Tom Karabachian) é um adolescente de 17 anos que cria o hábito de ligar para as pacientes da mãe, que é psicóloga. É dessa maneira que conhece e se apaixona por Ângela (Karine Teles), de 43 anos, que acabou de ser abandonada pelo marido. Para viver o romance, eles precisam encontrar uma maneira de driblar os obstáculos, que vão desde a diferença de idade até o preconceito de amigos e familiares.

O roteiro de Fala Comigo foi desenvolvido há mais de dez anos, quando Felipe Sholl ainda não pensava em dirigir. O que era para ser o projeto de conclusão de curso do diretor acabou virando seu primeiro longa-metragem. Em 2006, o projeto foi selecionado para o Laboratório Sesc Rio de Roteiros para cinema, da Carla Esmeralda (atualmente Laboratório Novas Histórias), e um dos consultores, Jonathan Nossiter, incentivou Felipe a dirigir o próprio roteiro. Com produção de Daniel Van Hoogstraten, o roteiro de Fala Comigo foi selecionado para o Talent Project Market, do Festival de Berlim, em 2009; para a Residência da Cinéfondation, do Festival de Cannes, em 2011; e para o BAL (Buenos Aires Lab, do BAFICI, Festival de Cinema Independente de Buenos Aires), em 2012, e filmado no Rio de Janeiro em outubro de 2015.

 

Drama dita o tom de Planeta dos Macacos: A Guerra

Em 2011, Planeta dos Macacos: A Origem contou como é que os primatas começaram a dominar a Terra. Com drama e um pouco de ação, o longa-metragem dirigido por Rupert Wyatt mostrou como um medicamento para a cura do Mal de Alzheimer e a ação de humanos gananciosos acabaram desencadeando um perigoso vírus que matou quase toda a população. Planeta dos Macacos: O Confronto foi a continuação que, em 2014, focou no embate entre os sobreviventes e os primatas.
Cada vez mais inteligentes, os macacos tentam viver em paz nas florestas, longe dos conflitos. Porém os humanos, liderados por um cruel coronel (Woody Harrelson, de Zumbilândia), querem exterminar os animais. É mais ou menos neste contexto que estreia nos cinemas agora a terceira parte da trama: Planeta dos Macacos: A Guerra. O mais novo capítulo da saga de Caesar, líder nato dos símios, é o mais emotivo da série até o momento.
Vítima da violência, Caesar é consumido pela vingança e decide fazer justiça com as próprias mãos. Ele vai numa jornada muito perigosa acompanhado por amigos, que não querem que ele se arrisque. Desde o princípio o público torce pelos macacos, que protagonizam e aparecem em cena em praticamente todas as cenas. O principal tema da produção é o questionamento do que é ser humano, isto é, aquilo que diferencia as pessoas dos animais.

 

Com efeitos especiais incríveis, Planeta dos Macacos: A Guerra tem direção de Matt Reeves (Cloverfield: Monstro). O filme consegue se sair melhor que o anterior. Apesar do título transmitir uma ideia de ação sem parar, é um longa mais dramático. Há espaço para explosões e tiroteios, além de um final grandioso e épico. Mas o que chama a atenção mesmo são os momentos de ternura, de luto e de compaixão – sutilezas que teoricamente não condizem com seres selvagens. O grande problema é que são coisas cada vez mais raras entre pessoas sem alguma empatia.

*Por Michel Toronaga- micheltoronaga@cine61.com.br

Veja o trailer do filme Planeta dos Macacos: A Guerra:



War for the Planet of the Apes ( EUA / Canadá / Nova Zelândia, 2017) Dirigido por Matt Reeves. Com Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Karin Konoval, Amiah Miller, Terry Notary, Ty Olsson…