Murilo Salles diz que UMA BAÍA é um filme difícil de ser sintetizado: “Em nossa primeira versão, o filme tinha sete horas e 20 minutos. Eram oito documentários em suas acepções clássicas. Foi uma inquietação que nos levou a querer fazer um exercício para descobrir no material suas essências poéticas. Depois de um trabalho obsessivo de busca por “imagens” e “sons” que carregassem esse poder de concentração simbólica, nasceram as oito fábulas”.
A Baía de Guanabara é talvez o maior símbolo das contradições do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo acolhedora e violenta, bela e assustadora, rica e pobre. Mas foi ao redor dessa baía que a cidade nasceu e cresceu.
Quando vemos o catador de mexilhões em ação no fundo da baía; ou o personagem (quase ausente) que monta um hidroavião com entulhos como latas de cerveja, garrafas pet e pedaços de isopor, ironicamente dialogando com a obra de Rauschenberg; quando vemos um ‘faz-tudo’ prisioneiro em sua própria comunidade, que escapa à noite, pescando silenciosamente na baía. Por fim, os estivadores cochilando em redes esperando seu turno, nesta enorme Oca, que é o armazém do cais 18. Esses personagens são todos descendentes dos índios Tupinambás-Tamoios que aqui viviam quando os franceses vinham ‘extrair’ o “pau-brasil”. Os índios cortavam as árvores e carregavam as toras, enchendo os navios.
Qual a diferença entre um Tupinambá que carregava madeira para as caravelas e um estivador que arcaicamente enche navios com limalha de ferro para a China? Entre o catador de caranguejos hoje, e 500 anos atrás? Da vida que agora levam os quilombolas, e a que levavam seus antepassados?
UMA BAÍA é uma viagem aos lugares originais da baía de Guanabara, testemunha silenciosa, há cinco séculos, de um processo de intensa degradação que afeta diariamente a existência de seus trabalhadores. O filme estreia dia 18 de abril em São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, Curitiba, Recife, Fortaleza, Belém, Palmas, Belo Horizonte e Salvador.
Assim como o ar-condicionado do cinema proporciona alívio para o calor que está fazendo, as paletas da Viva Paleteria oferecem um refresco delicioso. É por isso que a marca 100% brasiliense tem o prazer de anunciar uma parceria revigorante com o filme Dois é Demais em Orlando, que estreia nas telonas no dia 28 de março. A comédia é estrelada por Eduardo Sterblitch e grande elenco. A partir de hoje, na compra de duas deliciosas paletas da Viva Paleteria nos quiosques de Águas Claras Shopping, shopping Liberty Mall e shopping Casa Park, o cliente ganhará um ingresso para assistir ao filme Dois é Demais em Orlando nos cinemas. O convite é válido de segunda a quarta-feira, enquanto o longa-metragem estiver em cartaz.
Esta promoção especial está disponível por tempo limitado enquanto durarem os convites. Não perca a oportunidade de desfrutar de uma paleta gelada enquanto se diverte com uma das comédias mais esperadas do ano.
Na trama, João (Eduardo Sterblitch), está prestes a realizar o seu grande sonho de infância: conhecer os parques de diversão de Orlando. Mas, logo antes de sua viagem, sua chefe pede um pequeno favor que pode estragar suas férias perfeitas: o filho dela, Carlos Alberto (Pedro Burgarelli), precisa de um acompanhante nesse mesmo voo. O que era para ser apenas uma “carona” até a Flórida vira uma roubada quando o pai de Carlos Alberto não consegue buscá-lo e João fica preso ao menino de onze anos, que o detesta. Para salvar seu emprego, João se vê obrigado a aturar o garoto, o que é uma verdadeira tortura para os dois. Juntos, eles vão passar por muitas encrencas numa montanha-russa de emoções.
Com muito humor e confusão para toda a família, e nos incríveis cenários dos parques da Universal, o filme conta a jornada desses dois personagens que precisam aprender a conviver com suas diferenças e enfrentar seus maiores medos. Daniel Furlan, Polly Marinho, Estevam Nabote, Ayrè Campos, Morena Machado, Robson Nunes e Cezar Maracujá completam o elenco.
Sobre a Viva Paleteria: Uma empresa 100% brasiliense, fundada em 2015, idealizada através do sonho dos irmãos Edson, Leandro e Daniella Brito. A Viva Paleteria começou com um food truck e apenas dois funcionários. A empresa foi crescendo e hoje conta com pontos de vendas de diversos formatos (quiosques, food trucks, freezers e delivery) e mais de 30 funcionários. A Viva busca sempre manter a qualidade dos produtos e a satisfação dos clientes. As paletas são produzidas artesanalmente na fábrica usando frutas frescas e produtos originais.
Sobre a MPC Filmes: A MPC Filmes é uma produtora carioca com mais de 40 anos de mercado na produção de longas de ficção e documentários. Com vasta experiência em produções internacionais, a MPC já realizou projetos em parcerias com canais de televisão como France Télévisions, ARTE, BBC, Telecine, e com produtoras como Gaumont Internacional, KRE Entertainment, Filmes do Tejo II e Globo Filmes. Seus filmes têm participado de Festivais de destaque como É Tudo Verdade, Festival do Rio, San Sebastian, Black Nights, Biarritz, Havana, Quinzena dos Realizadores, entre outros.
Dentre suas produções mais recentes, destacam-se o documentário “500 – Os Bebês Roubados Pela Ditadura Argentina” (2015), de Alexandre Valenti, grande vencedor do 26º FIPADOC-Festival International de Programmes Audiovisuels de Biarritz; “A Esperança é a Última que Morre” (2015), comédia estrelada por Dani Calabresa e Rodrigo Sant’anna; “Yvone Kane” (2017), premiado drama dirigido por Margarida Cardoso e estrelado por Irene Ravache e Beatriz Batarda; “Tente Entender O Que Tento Dizer” (2019), de Emilia Silveira, Melhor Documentário pelo público no 8º Agenda Brasil-Milão; “Beatriz” (2019), drama de Alberto Graça, com Marjorie Estiano e Sergio Guizé; “Nunca Mais Serei a Mesma” (2022), seleção oficial em festivais internacionais como o 16º DocsMX, o 10º Olhar de Cinema e o 9º FIDBA; “Vidas Descartáveis” (2023), documentário vencedor do Prêmio Especial do Júri no 23º Cine PE; e “Até que a vida nos separe, uma biografia de Nelson Carneiro” (2023), Melhor Filme pelo Júri Popular da mostra “O Fogo Não Se Apaga” no 3º FIM-Festival Internacional de Mulheres no Cinema.
Sobre a Globo Filmes: Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras – do cinema à casa de cada um de nós. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998. Com mais de 450 filmes no portfólio, como produtora e coprodutora, o foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no nosso cinema: comédias, romances, infantis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de bilheteria, como ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’ e ‘Carandiru’, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. Títulos mais recentes como ‘Marighella’, ‘Turma da Mônica: Lições’ e ‘Medida Provisória’ fizeram o público voltar às salas pós-pandemia para prestigiar um cinema que fala a nossa língua.
Sobre o Telecine: O Telecine oferece um serviço 100% filmes, construído a partir de uma curadoria feita por pessoas que amam cinema e entendem o gosto do brasileiro. Disponível em streaming e nos canais de TV por assinatura, o catálogo do Telecine está recheado de preciosidades, que vão desde lançamentos a filmes amados que marcaram época. A marca aposta na capilaridade de distribuição e parcerias, permitindo ao assinante acessar o acervo completo de filmes em diferentes telas, seja através de apps já conhecidos pelo público, como Globoplay e Prime Video, ou nas plataformas das operadoras de TV paga (Claro, Oi, SKY e Vivo).
Sobre a Universal Pictures: Divisão da Universal Studios e parte da NBC Universal, a Universal Pictures é uma das empresas líder em desenvolvimento, produção e comercialização de mídia, entretenimento e notícias em escala global. Com mais de cem anos de história e valioso portfólio de notícias e entretenimento, a companhia é detentora de um dos maiores catálogos do cinema mundial e também opera em produções significativas na televisão e possui um dos parques temáticos mais renomados em âmbito mundial. A NBC é uma empresa da Comcast Corporation.
Sobre o Universal Orlando Resort O Universal Orlando Resort é um destino premiado de parque temático que convida todos a serem verdadeiramente como são, enquanto desfrutam de atrações incríveis que redefinem as experiências em parques temáticos. Aqui, uma infinidade de aventuras autenticamente emocionantes, empolgantes e espontâneas aguardam – cada uma convidando os visitantes a embarcar nas férias que desejam enquanto despertam toda uma gama de emoções – desde a admiração de caminhar pelas ruas de Hogsmeade ou Beco Diagonal em The Wizarding World of Harry Potter à adrenalina que toma conta quando ficam cara a cara com um Velociraptor no Jurassic Park, ao misto de alegria e surpresa ao verem uma fatia inteira de bolo em cima de um delicioso milk-shake no The Toothsome Chocolate Emporium and Savory Feast Kitchen.
O complexo abriga três parques temáticos emocionantes – Universal Studios Florida, Universal Islands of Adventure e Universal Volcano Bay – que oferecem algumas das experiências mais inovadoras e imersivas já criadas, e há um quarto parque temático, o Universal’s Epic Universe, a caminho. Os visitantes também podem saborear refeições e curtir entretenimento sensacionais no complexo Universal CityWalk e desfrutar de acomodações incríveis com temas magníficos em oito hotéis – que oferecem opções para todos os estilos e bolsos – Loews Portofino Bay Hotel, Hard Rock Hotel, Loews Royal Pacific Resort, Loews Sapphire Falls Resort, Universal’s Cabana Bay Beach Resort, Universal’s Aventura Hotel e Universal’s Endless Summer Resort – Surfside e Dockside Inn and Suites. O Universal Orlando Resort faz parte da Universal Destinations & Experiences, uma unidade da Comcast NBCUniversal.
Sobre o Visit Orlando O Visit Orlando é a Associação Oficial de Turismo® de Orlando, o destino mais visitado nos Estados Unidos e a Capital Mundial dos Parques Temáticos®. É uma associação comercial sem fins lucrativos que divulga, comercializa e vende o destino Orlando globalmente, representando mais de 1,5 mil empresas associadas que compreendem todos os segmentos da comunidade turística da Flórida Central.
O Visit Orlando conecta consumidores e grupos de negócios com todas as frentes da comunidade de viagens de Orlando, seja para férias ou negócios. A região abriga sete dos principais parques temáticos do mundo – além de divertidos parques aquáticos, atividades para se conectar com a natureza, bairros vibrantes, um dinâmico cenário gastronômico com restaurantes reconhecidos pelo guia Michelin e um calendário robusto de eventos esportivos e de entretenimento – Orlando é uma cidade diversificada, comunidade acolhedora e inclusiva para todos os viajantes. Encontre mais informações em www.VisitOrlando.com ou www.OrlandoMeeting.com
Sobre a H2O Films: Fundada em 2012, a H2O Films é uma distribuidora de Cinema com capital 100% nacional. Sua missão é potencializar ao máximo o desempenho dos filmes que lança. Em um mercado altamente competitivo, a H2O busca tratar e pensar cada projeto de forma exclusiva. Para isso, tem como grande diferencial a expertise em marketing e o know-how em programação de sua equipe. A empresa é responsável pela distribuição de mais de 70 filmes de gêneros diversos – de documentário musical a talk show, passando por grandes sucessos de comédia e filmes para família. Alguns deles são: “Vai Que Cola – O Filme”, com a maior bilheteria de abertura nacional do ano, que fez mais de 3,2 milhões de espectadores, e sequência “Vai Que Cola 2 – O Começo”; a continuação da comédia de Andrucha Waddington, “Os Penetras 2 – Quem dá mais?”, com Marcelo Adnet; “Sob Pressão”, também de Andrucha Waddington, que resultou em uma das séries de maiores sucessos na TV; “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, indicado pelo Brasil a concorrer a uma vaga ao Oscar; a franquia “Um Tio Quase Perfeito” e “Um Tio Quase Perfeito 2”, protagonizados por Marcus Majella; “Não Vamos Pagar Nada”, com Samantha Schmütz e Edmilson Filho; “De Perto Ela Não é Normal”, com Suzi Pires e grande elenco; “Medida Provisória”, de Lázaro Ramos, com Taís Araújo, Alfred Enoch, Seu Jorge e Adriana Esteves, vencedor dos prêmios de melhor filme, roteiro e ator coadjuvante no Inffinito Film Festival.
Serviço Promoção Viva Paleteria Dois é Demais em Orlando Local: Quiosques nos shoppings Liberty Mall (Setor Comercial Norte), CasaPark (Guará), Águas Claras Shopping, Outlet Premium (Alexânia) e Guará Park, ao lado da marginal da EPTG. Delivery: iFood, Goomer e WhatsApp (61) 98381-8497 Instagram: @vivapaleteria
Oito anos se passaram desde a última aventura do urso Po e agora ele está de volta em Kung Fu Panda 4, que estreia hoje nos cinemas do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes. Dirigido pela dupla Mike Mitchell (de Shrek Para Sempre) e Stephanie Stine (da série She-Ra e as Princesas do Poder), o longa-metragem tem como objetivo continuar a história do protagonista, que enfrenta um novo desafio. Ele deve seguir seu destino e ser o líder espiritual do Vale da Paz, além de encontrar e treinar um novo Dragão Guerreiro.
A questão é que uma nova ameaça pode fazer com que Po adie um pouco o momento de pendurar as chuteiras. Uma perigosa feiticeira tem um plano maligno. Ela pretende trazer de volta à vida todos os vilões-mestres já derrotados por Po do reino espiritual. A Camaleoa (dublada aqui no Brasil pela atriz Taís Araujo) quer se tornar forte o bastante para dominar várias cidades. Com isso, Po parte em uma jornada para impedir o objetivo da vilã. Em sua jornada, ele conta com a ajuda da ladra Zhen (Danni Suzuki), uma raposa malandra.
Quem for aos cinemas certamente vai sentir falta dos personagens que sempre acompanharam Po nas aventuras anteriores. Infelizmente nenhum dos mestres participa da missão. Tigresa, Víbora, Macaco, Louva-a-Deus e Garça aparecem apenas em cenas breves que servem para justificar suas ausências. Os cinco furiosos sempre foram importantes para o universo da animação, principalmente por serem carismáticos e representarem as técnicas da arte marcial. Desta vez, o roteiro investe em novos personagens e em coadjuvantes.
O divertido ganso Sr. Ping, pai adotivo de Po, tem um destaque maior. Bem como seu pai biológico. Ainda que a narrativa avance um pouco na cronologia da franquia, mostrando o futuro de Po numa posição mais sábia, o filme parece ser uma aventura menor e menos memorável que as anteriores. Esse recorte enxuto passa a impressão de uma produção menor, como um especial feito para a televisão. A Dreamworks deveria ter apelado para a nostalgia e usado o elenco completo para fazer uma história que não fosse tão esquecível. Mesmo não sendo tão bom quanto os outros, Kung Fu Panda 4 tem seus momentos engraçados e pode até divertir os mais novos.
Jessica (DeWanda Wise) é uma autora e ilustradora de livros infantis que sofre com alguns pesadelos. Além dos sonhos ruins, ela também precisa lidar com as enteadas do marido. A adolescente mal-humorada, por exemplo, a detesta e torce que o pai volte a morar com a mãe dela. Mas esse é apenas o menor dos problemas que a protagonista vai viver no filme Imaginário – Brinquedo Diabólico, que estreia hoje no Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes. O filme de terror sobrenatural fala de fantasia e família.
A direção é de Jeff Wadlow, que já fez A Ilha da Fantasia e Verdade ou Desafio. Isso já deixa claro mais ou menos as capacidades limitadas do cineasta no ofício de dar medo. A história começa quando Jessica decide morar com a família em sua antiga casa. Foi lá que ela teve suas melhores lembranças – isso de acordo com sua memória não tão confiável. O horror em Imaginário é personificado na figura de um ursinho de pelúcia, que torna-se o amigo imaginário da caçula Alice (Pyper Braun).
Apesar de as conversas com o urso parecerem uma simples e inocente brincadeira, o brinquedo a incentiva a fazer uma série de atividades. Algo como uma caça ao tesouro misturada com o desafio da baleia azul versão infantil. E aí coisas estranhas começam a acontecer na casa. Imaginário é um filme sobre o poder da criatividade e da imaginação e esses são justamente os elementos que faltam em seu roteiro. As cenas e diálogos não apresentam nada de novo e parecem colagens de muita coisa que já foi feita.
Não há necessidade de ser totalmente original em um filme para ele ser bom. Mas a forma como uma trama é contada também tem um peso e Wadlow não entrega nada de diferente. As tentativas de reviravolta são tristes e a conclusão é longa e desnecessária, esticando o que já não tinha mais salvação. O produtor Jason Blum tem bons títulos no currículo, mas isso não o isenta de fazer trabalhos de qualidade duvidosa como este e o recente Mergulho Noturno.
Já parou para se perguntar o que você fez para mudar o mundo? Será que alguma vez você foi responsável por alterar positivamente o destino de alguém? O longa-metragem Uma Vida – A História de Nicholas Winton estreia hoje nos cinemas do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes contando a biografia inspiradora de um homem que pode se orgulhar de ter feito a diferença. E isso em um momento muito delicado da História: a Segunda Guerra Mundial. O filme é dirigido por James Hawes, que já trabalhou em séries como Black Mirror, O Alienista e Penny Dreadful.
O veterano Nicholas Winton (interpretado pelo excelente Anthony Hopkins) é um senhor de idade que sempre se dedicou às causas humanitárias. Prestes a se tornar avô, ele faz uma limpeza em casa para receber os parentes no Natal. Isso o força a revirar muitas papeladas, incluindo uma pasta onde há um livro de colagens. Mais que um simples documento histórico, o livro representa toda sua coragem durante o período da guerra. Assim, o longa-metragem intercala flashbacks e revela o feito de Winton.
É de conhecimento geral que a Alemanha nazista perseguia e matava judeus durante o Holocausto. Por este motivo, inúmeras famílias fugiram para se abrigar na antiga Tchecoslováquia. Sabendo disso, Winton, que até então trabalhava como corretor da bolsa na Inglaterra, viu que precisava fazer alguma coisa. Ele contou com a ajuda de sua mãe (Helena Bonham Carter) e outros amigos para tentar algo que parecia impossível: salvar a vida de crianças judias antes que Hitler começasse a invasão.
Assim, um burocrático processo de adoções teve início enquanto todos corriam contra o relógio. Com momentos de tensão e drama, Uma Vida é o tipo de história que emociona e arranca lágrimas. A interpretação de Hopkins dispensa comentários, mas aqui todos os elogios vão para o herói da vida real. Um exemplo de como uma única pessoa pode, com toda certeza, interferir e salvar a vida de muitas outras. Com quase duas horas de duração, o filme revela as dificuldades e desafios enfrentados na empreitada. E também o merecido reconhecimento por ter feito um verdadeiro milagre em um capítulo tão sombrio da humanidade.
Os amantes do choro podem comemorar: na quarta-feira, 13 de março, Brasília recebe o projeto Sotaques do Choro. A exibição única acontece no Espaço Itaú Casa Park o show de Reco do Bandolim & Grupo Choro Livre, seguido da exibição do documentário musical Plauto, um sopro musical. O evento, que estreou em janeiro em Salvador, visa criar um elo entre a música e o cinema, trazendo para a sala de exibição uma experiência única e inédita, e vem ao encontro de uma excelente notícia: o reconhecimento do gênero como Patrimônio Cultural do Brasil. No dia 29 de fevereiro de 2024 o Choro foi reconhecido por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, presidido pelo Iphan, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, como parte da cultura e história brasileiras. O evento tem parceria especial com o Clube do Choro de Brasília, um dos mais antigos em atividade no Brasil, e que Reco é um dos integrantes.
Promovido pela distribuidora Lança Filmes, Sotaques do Choro totalizará uma circulação por 21 cidades brasileiras realizando apresentações de artistas e grupos locais do estilo, disseminando um intercâmbio entre os amantes deste gênero genuinamente brasileiro, valorizando a cultura de cada região e contribuindo para o legado da história do Choro. Até agora já a ação passou por 13 municípios de 10 estados brasileiros, com 76 músicos envolvidos, em uma programação com mais de seis horas de música, 17 horas de cinema e um público de mais de 500 pessoas.
Em Brasília, em parceria com o Clube do Choro de Brasília, o público poderá conferir a performance de Reco do Bandolim & Grupo Choro Livre. Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, é baiano de Salvador. Chegou a Brasília ainda adolescente e participou de bandas de rock, nos primórdios do movimento musical que projetaria a cidade na década de 1980. Mas a descoberta do bandolim e os discos do mestre Jacob Bittencourt despertaram nele uma paixão definitiva pelo Choro, e a guitarra foi definitivamente colocada de lado. Participou do grupo de fundadores do Clube do Choro de Brasília, em 1978 (embora seu nome não esteja na ata), e forjou seu estilo em rodas musicais ao lado dos mestres Waldyr Azevedo, Avena de Castro, Alencar 7 cordas, Armandinho Macedo e Pernambuco do Pandeiro. Presidente do Clube do Choro de Brasília e fundador da Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, Reco do Bandolim é ainda jornalista profissional e radialista.
Dono de um estilo refinado, de interpretações elaboradas, em que a emoção e a sensibilidade convivem com o requinte e o virtuosismo, Reco se declara eterno discípulo de Jacob do Bandolim e Armandinho Macedo.
Filho dileto do Clube do Choro de Brasília, o regional Choro Livre tem no seu batismo a tradução de como vê e toca o gênero: criativo e aberto a novas influências. Fiel à raiz, mas sem medo de dogmas, o conjunto “sacode a poeira e dá a volta por cima”, fazendo uma leitura contemporânea dos clássicos do Choro e complementando o repertório com novos autores e composições próprias. O grupo é formado por Reco do Bandolim (bandolim), Henrique Neto (violão 7 cordas), George Costa (violão 6 cordas), Marcio Marinho (cavaquinho) e Valério Xavier (pandeiro).
Lançado nas salas de cinema em 2023, Plauto, um sopro musical, apresenta a virtuosa trajetória de Plauto Cruz (1929 – 2017), uma das figuras mais renomadas do choro no Brasil. Mestre da flauta, iniciou a carreira na Era de Ouro do Rádio, acompanhando nomes como Ângela Maria, Orlando Silva, Elis Regina, Lupicínio Rodrigues, Carlos Galhardo, Nelson Gonçalves e Sílvio Caldas. Dirigido por Rodrigo Portela, roteiro de Márcio Schoenardie e produção de Carlos Peralta, o documentário da Guarujá Produções usa elementos de ficção e musical, entrelaçando arquivos históricos com cenas ficcionais que reconstituem a notável jornada musical de mais de 40 discos gravados e 60 prêmios em festivais como flautista e compositor.
O evento inicia às 19h30, com ingressos entre R$ 15,00 e R$ 30,00, à venda antecipadamente pelo link. O projeto ocorre no mesmo dia no Rio de Janeiro e Porto Alegre e em Maceió no dia 14. Mais informações em https://www.lancafilmes.com.br/
Toda família tem suas próprias histórias e muitas delas merecem ser contadas. Indicado ao Oscar de melhor documentário, As 4 Filhas de Olfa soma 17 premiações e estreia hoje no Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes. Com direção de Kaouther Ben Hania (O Homem que Vendeu Sua Pele), o longa-metragem conta a história de uma mulher tunisiana e suas quatro filhas, sendo que as duas últimas desapareceram. Fica um mistério em relação ao que aconteceu com elas, mas o paradeiro, contudo, é revelado na parte final da projeção.
O que chama a atenção é a forma como o filme foi feito. A cineasta foge do óbvio e não filma os depoimentos da forma mais tradicional. Ela também evita o caminho do docudrama, unindo ficção com a realidade. Kaouther decidiu fazer uma mistura das técnicas. Para isso, contou com a participação de três atrizes para interpretarem as personagens da vida real: as filhas que não estão mais presentes e a própria Olfa. O objetivo não é simplesmente fazer reconstituições e sim poupar a mãe de reviver momentos dolorosos.
O que se vê na telona são momentos onde as personagens contam as próprias lembranças enquanto interagem com o elenco e isso acaba resultando, de forma inesperada, numa experiência de extrema carga dramática. Não faltam momentos de emoção, que chegam até a atingir o próprio elenco. Em determinado momento, um dos atores pede para encerrar a filmagem porque ele não está conseguindo mais permanecer no papel. Os bastidores, essenciais para compreender a verdade do que foi filmado, é exibido.
E é justamente nesses takes entre a encenação e os depoimentos que o filme encontra seu brilhantismo. A sensibilidade daquela história comove e retrata a tragédia e a força das mulheres no complexo mundo árabe. Temas como estupro e fanatismo religioso fazem parte da narrativa. É impossível não se impressionar com algumas sequências e a forma como as cenas intercalam entre as memórias, das mais leves até as traumáticas. Sem dúvidas, um trabalho humano que vale a pena ser visto.
Indicado ao Oscar, O Menino e a Garça estreia hoje nas salas do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes como o último filme do mestre Hayao Miyzaki, japonês que passou a ser reconhecido e aclamado no ocidente depois de A Viagem de Chihiro. Assinando a direção e o roteiro, ele fez um filme que despertou a curiosidade de todos por inúmeros motivos. A premissa da história havia sido mantida em sigilo no Japão até o seu lançamento. E também há o fato do cineasta ter afirmado que era uma obra autobiográfica.
A temática da guerra já apareceu em outros trabalhos, como Porco Rosso (1992) e Vidas ao Vento (2013). Por isso não é de surpreender que O Menino e a Garça já comece durante a guerra, quando o protagonista Mahito perde a mãe. Depois de um tempo, ele e o pai se mudam para uma nova casa no campo. É quando o menino entra para uma nova etapa da vida e passa a morar com a madrasta. Ao chegar lá, ele nota uma estranha garça, que parece querer se comunicar com ele. A partir daí, a fantasia fica cada vez mais presente na história.
Em pouco mais de duas horas, somos levados a uma viagem fantástica por um universo paralelo que esconde os segredos da vida e da morte. É inegável a qualidade técnica do estúdio Ghibli e como a arte é impressionante, com o uso da computação gráfica na medida certa. Assim, cenários exuberantes e personagens carismáticos servem para complementar a trajetória de Mahito. De forma lenta, porém gradual, o mistério de uma torre abandonada e as mensagens da ave conquistam o público, que fica curioso e com dúvidas.
Nem tudo, entretanto, é simples e é possível sair do cinema com alguns questionamentos. A sensação que se tem é que tudo é como um grande sonho, daqueles que as coisas nem sempre fazem muito sentido. Com muitos simbolismos (alguns meio óbvios e outros mais complexos), o longa fala sobre o processo do luto e o amadurecimento. A trilha sonora de Joe Hisaishi, parceiro de longa data de Miyzaki, emociona e sempre merece elogios. Ainda que em alguns momentos a narrativa tenha desperdiçado algumas cenas dramáticas, em especial na correria das sequências finais, o filme é um grande presente para os fãs da animação.
Podendo ser visto nas salas do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes, o terror O Jogo da Morte entra em cartaz na cidade baseado numa história real. O jogo da Baleia Azul ganhou as manchetes do país depois de estar relacionado com uma série de suicídios e automutilações de jovens. O caso, na realidade, começou originalmente na Rússia, há alguns anos. O filme em questão, também feito na Rússia, procura explicar como era o tal jogo, que foi o responsável por mais de 130 mortes naquele país, segundo investigações.
A trama gira em torno de uma garota que sofre em casa depois que a irmã mais nova se suicida. Olhando as redes sociais da caçula, ela descobre o tal jogo, onde cada jogador é obrigado a fazer 50 desafios. São atividades que variam das mais simples até as perigosas, sempre culminando na morte. Disposta a descobrir quem está por trás disso tudo, ela decide participar do jogo. Porém as coisas vão ficando cada vez mais perigosas e fora de controle. E o que era para ser uma investigação em busca de justiça vira um pesadelo.
Com direção de Anna Zaytseva, O Jogo da Morte é surpreendentemente bom. Tem um ritmo super ágil e acelerado, mantendo a tensão o tempo inteiro. Essa é uma opção boa para evitar que o público perceba algumas falhas no roteiro. Em alguns momentos a protagonista parece estar em alguma série infantil de detetive, o que contrasta com a violência e seriedade do tema. Mas basta não se atentar aos detalhes para ter uma boa experiência. O filme todo aparece como telas de computadores e celulares, assim como chamadas de vídeo e streamings. É o mesmo recurso que já pôde ser visto em outros filmes, como Amizade Desfeita, lançado há 10 anos. E isso dá um realismo a mais para o que se vê.
Um ponto muito acertado no longa é mostrar a relação familiar deteriorada pela falta de diálogo. No caso, existe toda uma dificuldade de comunicação por causa pelo luto da irmã que morreu, mas o que se vê na maioria dos casos da vida real são adolescentes que se cortam e os pais não percebem. Essa falta de diálogo e acompanhamento é um dos principais motivos para que existam vários casos de abusos pelas redes sociais. Nesse sentido, O Jogo da Morte pode servir com um alerta para um perigo mais assustador da vida real.
A Universal Pictures acaba de divulgar o primeiro trailer de uma das animações mais aguardadas do ano: Meu Malvado Favorito 4. Parceria com a Illumination, o longa traz de volta às telonas Gru, o vilão mais amado do planeta, em uma nova aventura repleta de mistério e boas risadas, após sete anos de espera desde o último filme da saga.
O trailer mostra que a família de Gru cresceu! Sim, o vilão agora tem um novo filho, Gru Jr., fruto do seu casamento com a super espiã Lucy Wilde. O que o vilão não esperava é que sua família estivesse em perigo e que teria que usar todas as suas incríveis armas, além do apoio da família, para salvar a todos.
A animação, que conta com o retorno dos minions como fiéis escudeiros de Gru, promete conquistar os espectadores com uma história hilária e cheia de aventuras. Meu Malvado Favorito 4 estreia nos cinemas de todo o país em julho deste ano.