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Masha e o Urso: Diversão em Dobro chega à telona

*Por Michel Toronaga

Direto da televisão, a animação russa Masha e o Urso agora estreia na telona do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e mais redes com um compilado de historinhas feitas para agradar as crianças. O filme é como a união de alguns episódios da tevê, com a diferença que a qualidade da animação está superior. Texturas, cores e detalhes estão caprichados e não devem nada aos grandes estúdios. Já o roteiro é simples como se pode esperar, uma vez que é um trabalho recomendado para as crianças menores. Piadas inocentes e trapalhadas podem ser vistas durante a projeção.

Com direção de Vasiko Bedoshvili, Natalya Berezovayae Artyom Naumov, Masha e o Urso: Diversão em Dobro tem alguns momentos inspirados, como a última história, que é sobre o Natal. A trama fala sobre uma família formada por doze irmãos magos. Eles representam os meses do ano e são responsáveis pelas estações da forma que nós conhecemos. Em dezembro, eles se reúnem para fortalecer a varinha mágica que devem usar durante os próximos 365 dias. Só que o encontro vira uma grande confusão quando a menina Masha entra na história.

Mais elaborado que os demais, o segmento é interessante por trazer novos personagens e ser um episódio temático – ainda que para o Brasil ele seja exibido fora de época. Os capítulos anteriores do filme, por sua vez, são mais genéricos e não se destacam tanto. Entretanto, é possível dar umas risadas com a historinha das abelhas chocólatras que ficam acima do peso. A trama tem uma mensagem boa sobre os perigos do consumo desenfreado de açúcar e como as opções de alimentação natural são mais saudáveis.

Para a criançada que já acompanha a série na telinha, Masha e o Urso: Diversão em Dobro é um bom presente por ser a oportunidade de ver os personagens queridos na tela grande. Enquanto Masha é uma espoleta e se envolve em muitas aventuras e confusões, o Urso é como um pai preocupado. Ele não só cuida dela, como também a impede de se envolver em problemas por causa do seu comportamento frenético. E em momentos lúdicos que unem ternura e comédia que o filme mostra seu potencial.

Zendaya fala como foi trabalhar com Timothée Chalamet em Duna 2

A Warner Bros. Pictures divulgou um novo vídeo dos bastidores de Duna: Parte Dois, um dos lançamentos mais aguardados de 2024, mostrando a grande parceria em as duas estrelas do filme, Zendaya e Timothée Chalamet.

“Ela foi uma grande parceira e alguém a quem sou muito grato por termos uma amizade tão forte”, comenta o astro ao falar sobre a atriz, com quem divide os holofotes do longa. Zendaya também tece elogios a Chalamet, ao detalhar sobre o convívio dos dois durante as gravações: “É importante ter alguém com quem você possa rir”.

Sequência do sucesso de 2021, Duna: Parte Dois vai explorar a jornada mítica de Paul Atreides, agora ao lado de Chani (Zendaya) e dos Fremen, que pode levá-los a uma guerra, caso seja necessário, para Paul se vingar dos conspiradores que destruíram sua família. Diante da difícil escolha entre o amor de sua vida e o destino do universo conhecido, ele dará tudo de si para evitar o futuro terrível que só ele pode prever. Além de Timothée Chalamet e Zendaya, o filme também conta com Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista, Javier Barden e Christopher Walken no elenco.

Duna: Parte Dois estreia em 29 de fevereiro nos cinemas nacionais, com versões acessíveis. Para mais informações, consulte os cinemas da sua cidade.

Mergulho Noturno afunda do início ao fim

*Por Michel Toronaga

James Wan garantiu seu nome no universo do terror por ser responsável por incríveis títulos e franquias, como Invocação do Mal. E ter seu nome atrelado a um filme novo aparentemente passa uma confiança por causa de tantos êxitos. É assim que Mergulho Noturno estreia no Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes. Com produção de Wan e direção de Bryce McGuire, o longa-metragem é uma adaptação do curta homônimo que ele dirigiu há dez anos.

A trama fala de um ex-jogador de beisebol (Wyatt Russell, de Anjos da Lei 2) que se muda com a esposa (Kerry Condon, de Os Banshees de Inisherin) e os dois filhos para uma nova casa. A piscina do novo imóvel parece ser uma solução ideal para entreter a família, sem falar que pode ser uma hidroterapia benéfica para a saúde do atleta. Porém, aquela piscina guarda um segredo sobrenatural que vai colocar vidas em risco.

Mergulho Noturno pode ser assustador provavelmente para os moradores de mansões de alto padrão ou crianças que acompanham histórias no estilo da série/filme Goosebumps. Com um ritmo arrastado e diálogos que giram o tempo todo sobre a piscina, o longa não assusta. É esperado que exista um clímax ou momento mais emocionante pelo menos no final, mas McGuire não consegue sustentar ou entregar um resultado positivo.

O filme nem apela para os scarejumps e é morno do início ao fim. A resolução do mistério deixa dúvidas em aberto e o roteiro parece ter se perdido na própria mitologia que criou para justificar as assombrações aquáticas. O ano ainda não começou nos cinemas para os bons filmes de terror, mas para o público mais novo talvez seja uma opção para se distrair nas férias escolares, uma vez que a classificação indicativa é 14 anos.

Sobreviventes escancara a ruína do ser humano

*Por Michel Toronaga

O sucesso do audiovisual sul-coreano pode ser visto esta semana na telona do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes. Sobreviventes – Depois do Terremoto é um drama com ação e suspense dirigido por Tae-hwa Eom (Desaparecimento: O Garoto que Retornou). O título já explica que o foco não é na catástrofe e sim nas pessoas que estão tentando se manter vivas depois que quase tudo virou escombros.

Na capital Seul, apenas um único prédio permaneceu em pé mesmo após os fortíssimos abalos sísmicos. A história já começa mostrando o local servindo de abrigo para moradores e também outras pessoas. Até porque é o único local das redondezas onde é possível se proteger contra as baixas temperaturas que assolam o país. Porém, a falta de comida e episódios de violência acabam por gerar um conflito maior e os moradores decidem expulsar os desabrigados.

Vale a pena que expulsar não é simplesmente tirá-los do prédio e sim condená-los a morte por congelamento. Essa é uma das questões que o filme lida, sendo um daqueles contos sombrios que mostram como a natureza humana é sombria e o que acontece quando as pessoas são colocadas em situações extremas. O longa traz muitos personagens, mas é centrado no personagem de Park Seo-joon (Parasita), que lentamente muda suas crenças diante da nova realidade.

A esposa (Park Bo-young, do dorama Desgraça ao Seu Dispor) nota a alteração no comportamento do marido à medida que uma nova sociedade é criada dentro do prédio. O personagem de Lee Byung-hun (Eu Vi o Diabo) também tem muito destaque por ser o líder da comunidade e guardar um segredo chocante. Existem algumas boas cenas cheias de efeitos especiais que mostram o terremoto em si, mas a maior parte da projeção de Sobreviventes escancara a ruína do ser humano.

Segredos de um Escândalo é um polêmico drama sexual

*Por Michel Toronaga

Com direção de Todd Haynes (Carol), o drama Segredos de um Escândalo estreia hoje no Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes contando uma história polêmica inspirada em fatos reais. A trama aborda a atriz Elizabeth (Natalie Portman), que viaja para conhecer melhor a pessoa da vida real que ela interpretará no cinema. Com o objetivo de estudar Gracie (Julianne Moore), ela faz uma pesquisa para entender o dia a dia da mulher para entregar uma atuação convincente nas filmagens.

O motivo para a vida de Gracie virar filme é um escândalo sexual que ela protagonizou há vinte anos. Quando era casada, ela se envolveu intimamente com um garoto de 13 anos de idade. Após ser presa pelo crime e descobrir estar grávida de gêmeos do menino, ela saiu da cadeia e se casou com ele. Atualmente os dois levam uma vida pacata, embora o passado pedófilo ainda seja um fantasma presente em suas memórias.

A presença de Elizabeth no cotidiano daquela peculiar família faz com que antigas questões voltem à tona, logo agora que o caso já estava frio depois de ser amplamente noticiado pela mídia sensacionalista. Segredos de um Escândalo é um drama cativante que traz elementos de humor e suspense. Existe uma tensão que cresce à medida que a investigação da atriz avança. Além da direção, o elenco é o ponto forte da produção.

Tanto Portman quanto Moore estão incríveis, entregando personagens com muitas camadas. O pivô de todo o caos é o jovem Charles Melton (Joe Yoo, coadjuvante da série Riverdale). Ainda que seja o ponto mais fraco do filme, ele se sai bem como o ex-abusado que aparentemente vive uma vida perfeita com a mulher 23 anos mais velha que ele. Histórias como essa soam como uma fofoca bem contada e quem assiste se surpreende mais com cada detalhe revelado no decorrer da projeção.

Os Rejeitados é o exemplo de uma perfeita comédia dramática

*Por Michel Toronaga

Com uma impecável mistura entre o doce e o amargo, Os Rejeitados estreia hoje nas salas do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e demais redes com uma história capaz de promover muitas emoções diferentes. O longa-metragem é dirigido por Alexander Payne, que já foi premiado com dois Oscar em Os Descendentes e Sideways: Entre Umas e Outras. Com este trabalho, é possível que o cineasta leve para casa outra estatueta, pois é um filme incrível e capaz de aquecer o coração.

Ambientada nos anos 70 e com um visual caprichado da época, a comédia dramática fala do professor ranzinza Paul Hunham, interpretado por Paul Giamatti. Ele é obrigado a passar as férias de Natal dentro da escola para supervisionar alunos que, por algum motivo, não tinham para onde ir. Entre eles, está o encrenqueiro Angus Tully (o estreante Dominic Sessa). Vale a pena lembrar que o colégio de Hunham é apenas para garotos ricos e muitos deles são mimados e com um péssimo comportamento.

Assim, os dias tornam-se uma verdadeira tortura para o professor e seus pupilos, que o odeiam. Outra pessoa que permanece na instituição é a cozinheira Mary Lamb (Da’Vine Joy Randolph), que está em luto por ter perdido seu filho no Vietnã. Embora pareça apenas uma trama simples sobre pessoas se conhecendo melhor após passarem um tempo confinadas, a narrativa ganha uma profundidade maior no decorrer dos minutos – grande parte graças ao trabalho maravilhoso de todo o elenco.

Os Rejeitado traz uma nostalgia do início ao fim, seja pela estética das cores da década ou por se passar durante o fim de ano, numa confraternização que sempre traz lembranças. À medida que o passado e os dramas pessoais de cada personagem vão se desenvolvendo, é possível compreender e entender suas atitudes. Assim uma despretensiosa família é formada por desconhecidos problemáticos. E todos eles se completam, se confortam e aprendem o valor da amizade e da compaixão. Por mais piegas que possa soar, o roteiro equilibra bem os sentimentos, sendo capaz de fazer rir e se emocionar em diversos momentos. Sem dúvidas, é um inspirado trabalho sobre vidas humanas e seus momentos agridoces.

Wish tenta celebrar a magia da Disney em filme comemorativo

*Por Michel Toronaga

Seguir a voz do coração e acreditar nos sonhos são lemas que aparecem em inúmeros filmes da Disney. E isso acontece novamente com Wish: O Poder dos Desejos, novo longa-metragem que estreia hoje nos cinemas do Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e outras redes celebrando os 100 anos dos estúdios do camundongo Mickey. Com direção de Chris Buck e Fawn Veerasunthorn, o filme fala sobre a adolescente Asha, que mora no reino de Rosas. Por lá, tudo parece perfeito, ainda mais porque o rei Magnifico possui o poder de tornar os sonhos realidade.

A protagonista, porém, vai descobrir que nem tudo é o que parece ao perceber o perigo que é concentrar tanto poder nas mãos de uma única pessoa. Desta forma, ela e o bode Valentino acabam por viver uma mágica aventura que se inicia quando uma estrela sai do céu para acompanhá-la em sua batalha para transformar o reino num lugar mais justo para se viver. E isso inclui uma revolução popular que traz um aprendizado importante: o poder está no povo.

Wish é um filme repleto de referências. Seja nos diálogos ou nas cenas. Existe um grande déjà vu durante toda a projeção. Isso pode ser visto como homenagens a tudo que a Disney fez até hoje. Por outro lado, esses easter eggs para fãs podem também parecer repetições que demonstram pouca originalidade em relação aos outros trabalhos já feitos. Mas fica a clara a intenção de ser um título memorável e comemorativo. Os créditos finais, por exemplo, relembram icônicos personagens da Disney.

A grande questão é que a aventura de Asha não consegue sustentar seu nobre propósito, sendo um filme mais simples e esquecível do que deveria ser. Mesmo assim, a estética do longa chama a atenção. É tudo muito bonito, com um visual que parece uma tela pintada à mão mesclada com a animação computadorizada. Esse é um recurso que enriquece o tom artístico de Wish, algo que pôde ser visto também em Gato de Botas 2: O Último Pedido e Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. Apesar de não entrar na lista das melhores animações, é um trabalho bem feito e que as crianças poderão gostar.

Aquaman luta contra o aquecimento global

*Por Michel Toronaga

Em tempos de calor insuportável provocado pelo aquecimento global, Aquaman 2: O Reino Perdido estreia nos cinemas do Espaço Itaú de Cinema (CasaPark) e outras redes com um roteiro bem atual que fala sobre questões ambientais. Agora que se tornou rei de Atlântida, Aquaman (Jason Momoa) leva uma vida na terra e no mar ao lado da esposa Mera (Amber Heard). Ele agora é pai de um menino e, além dos desafios da paternidade, terá que enfrentar a fúria de Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II), que está disposto a vingar a morte do pai.

O vilão acaba por encontrar uma tecnologia antiga e poluente, que remete a um passado esquecido pelo povo do mar. E essa busca pelo poder acaba por despertar um ser maligno que representa um perigo maior para todos os habitantes dos oceanos e até para os humanos, que acabam por sofrer com as mudanças climáticas extremas. A ameaça é tão grande que leva Aquaman a contar com a ajuda de seu meio-irmão Orm (Patrick Wilson), antagonista que terminou preso em um lugar terrível no filme anterior.

Os dois precisam unir forças e resolver suas diferenças para combater o inimigo, enquanto o passado misterioso do reino perdido é revelado aos poucos. James Wan, que assinou o primeiro Aquaman e tem um currículo repleto de sucessos, com vários filmes de terror, retorna na direção. A história é sempre movimentada, com muitas sequências de ação e lutas boas, além de efeitos especiais competentes.

Ainda que o roteiro não seja nada surpreendente, Aquaman 2: O Reino Perdido é uma boa continuação por entregar tudo que um filme do gênero pede. A trama é mais séria do que o esperado, embora Aquaman seja um personagem divertido. É possível ver que a DC está buscando sua própria identidade, sem tentar mimetizar a fórmula de sucesso desgastada dos filmes da Marvel. Alguns momentos de aventura lembram clássicos antigos, como a missão na ilha mutante. Destaque também para o elenco, que conta com nomes como Nicole Kidman e Dolph Lundgren. E foi uma boa ideia usar um filme de super-herói para fazer pensar sobre um problema da vida real, que é a poluição e suas desastrosas consequências.

Guerra Civil estreia dia 25 de abril no Brasil

Com distribuição da Diamond Films, a superprodução GUERRA CIVIL (Civil War) estreia nos cinemas de todo o Brasil em 25 de abril, um dia antes da estreia americana. O filme é estrelado por Kirsten Dunst, Wagner Moura e Cailee Spaeny em um futuro distópico em que os Estados Unidos estão em conflito. Confira o trailer aqui:

Com roteiro e direção de Alex Garland (“Extermínio”, “Ex-Machina” e “Aniquilação”), GUERRA CIVIL tem produção milionária da A24 e conta ainda com nomes como Stephen McKinley Henderson, Jesse Plemmons e Nick Offerman no elenco.

Tina Fey e elenco contam como foi gravar Meninas Malvadas

Tina Fey plays Ms. Norbury in Mean Girls from Paramount Pictures. Photo: Jojo Whilden/Paramount © 2023 Paramount Pictures.

Eu acho que as pessoas vão se surpreender”, diz Tina Fey, roteirista, produtora e atriz do novo “Meninas Malvadas”, que chega aos cinemas em 10 de janeiro. No vídeo de bastidores divulgado hoje pela Paramount Pictures, ela e o elenco comentam sobre a produção e sobre sua relação com o filme anterior.

Da perspectiva de Tina Fey, a proposta era pensar em como surpreender e divertir as pessoas que já conhecem a história: “Sentimos que poderíamos ter o melhor dos dois mundos com músicas ótimas, novas piadas, além de um visual atualizado, mas sem deixar de acenar para o longa original”, afirma a roteirista. Fey além de escrever e produzir o novo filme, volta ao seu papel do primeiro longa como a professora Norbury.

A trama adaptada do musical de sucesso da Broadway retrata a chegada de Cady Heron ao topo da cadeia social do grupo das garotas populares chamado de “As Patricinhas”, liderado por Regina George e suas amigas Gretchen e Karen. Entretanto, quando Cady comete o erro de se apaixonar pelo ex-namorado de Regina, Aaron Samuels, ela se torna sua principal inimiga. Conforme Cady planeja destruir o grupo das Patricinhas com a ajuda de seus amigos Janis (Auli’i Cravalho) e Damian (Jaquel Spivey), ela tenta se equilibrar entre manter sua essência e enfrentar a selva mais perigosa de todas: o ensino médio.

O filme é uma parceria da Paramount Pictures com a Broadway Video e Little Stranger. No elenco, estão nomes conhecidos do grande público como Jon Hamm, Jenna Fischer, Tim Meadows, Busy Phillips e Ashley Park. As músicas são de Jeff Richmond com letras de Nell Benjamin, que assinam também a produção executiva do longa ao lado de Eric Gurian, Erin David e Pamela Thur. O filme é dirigido por Samantha Jayne e Arturo Perez Jr.