*Por Michel Toronaga
Presença marcante na telinha durante décadas, Mussum ganha uma emocionante cinebiografia que estreia no próximo dia 2 de novembro nas salas do Espaço Itaú de Cinema e em outras redes. Após ser premiado no mais recente Festival de Gramado, o longa-metragem dirigido por Silvio Guindane revela para o país a história de Antônio Carlos Bernardes Gomes. Em Mussum – O Filmis, acompanhamos a trajetória do artista desde a sua infância pobre.
Como não podia deixar de ser lembrado, a música foi importante em sua carreira. Antes da fama como humorista, ele começou como integrante do grupo Originais do Samba. As dúvidas em relação a ser comediante ou músico ficam bem evidentes, embora não seja nenhum mistério saber qual foi o caminho trilhado pelo artista. Afinal ele é mais conhecido por sua participação no programa Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio, e, principalmente, como integrante do quarteto Os Trapalhões.
Sem dúvida um dos maiores destaques da produção é o elenco. Todos os atores estão ótimos, com destaque para Ailton Graça como o protagonista em sua fase adulta e Cacau Protásio, que interpreta a mãe de Mussum na primeira fase da trama. O relacionamento entre mãe e filho, por sinal, é um dos principais tópicos do filme. Longe de ser apenas a simples história de um homem de sucesso, o longa fala de questões sociais. Afinal, infelizmente é uma coisa rara um negro deixar a pobreza e alcançar o estrelato em um país tão racista e desigual como o Brasil.
Entre a recriação de esquetes famosas e momentos dramáticos da vida real, Mussum – O Filmis tem a capacidade de fazer rir e chorar. É muito interessante conhecer um pouco mais sobre a sua jornada e os bastidores de programas emblemáticos da televisão brasileira . E para quem quiser se aprofundar mais na biografia deste inesquecível personagem popular, o roteiro foi inspirado no livro Mussum – Uma História de Humor e Samba, de Juliano Barreto.












