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Brasília recebe Festival de Cinema Acessível Kids

O “Festival de Cinema Acessível Kids – a serviço da inclusão educacional”, projeto de arte, educação e lazer, voltado principalmente para crianças cegas ou com baixa visão, surdas ou com deficiência auditiva ou com deficiência intelectual ou cognitiva, que tem a chancela da Unesco e foi selecionado para a 37ª edição do “Criança Esperança”, estará em Brasília e em pelo menos mais quatro cidades do País até o final do ano. Na capital federal, a programação acontece nos dias 12 e 13 setembro, no Cine Brasília. O projeto aproxima as crianças da sétima arte e mostra como educação, cultura, tecnologia e solidariedade podem ser agentes de transformação e inclusão social das crianças com deficiência visual, deficiência auditiva e com deficiência intelectual ou cognitiva. Este ano, além das sessões de cinema com as tecnologias de acessibilidade (audiodescrição, LIBRAS e Legendas descritivas) e as oficinas para Educadores Inclusivos, o projeto passou a ter uma Rede Virtual de compartilhamento de boas práticas Inclusivas. Recentemente, dia 7 de agosto, o “Criança Esperança” anunciou que a OSC Mais Criança, com seu projeto “Festival de Cinema Acessível Kids”, foi selecionada para participar da sua 38ª. edição, em 2024.

O “Festival de Cinema Acessível Kids” estará em Florianópolis, de 23 a 27 de outubro; e Rio de Janeiro e Niterói, de 5 a 11 de novembro. (Os locais e horários em cada cidade ainda estão sendo definidos.) Em 12 de abril de 2023, o projeto esteve em São Paulo, na sala Kinoplex Itaim Bibi, com a exibição do filme “Meu Malvado Favorito”. Antes da sessão, foram distribuídos kits com pipoca e refrigerante gratuito para 355 crianças com e sem deficiência das escolas da rede pública, inscritas para o evento.

Em Brasília a programação começa dia 12 de setembro, com a oficina “Educadores Mais Inclusivos”, das 9h às 17h, com cerimônia de abertura às 9h. Entre os assuntos abordados, estão o “Viés Inconsciente”, “Diversidade, Equidade e Inclusão” e “Grupos Diversos”. O evento acontece no Auditório Senador Antônio Carlos Magalhães, no edifício Senador Ronaldo Cunha Lima, na Via N2 – Bloco 2. No dia 13, às 10h, será exibido o filme “Meu Malvado Favorito”, no Cine Brasília, na EQS 106/107 – Asa Sul, com entrada franca. Para o público esclarecer dúvidas sobre a sessão, o número do WhatsApp da Mais Criança é 51-995945558.

O Festival de Cinema Acessível Kids esteve em Brasília há um ano, nos dias 28 e 29 de setembro. Assistiram à exibição de “Malévola” cerca de 200 crianças, a maioria de escolas da região. Participaram da oficina “Educação mais Inclusiva” 27 educadores.

O projeto nasceu há oito anos no Rio Grande do Sul, como Festival de Cinema Acessível, idealizado pelo empreendedor e musicista Sidnei Schames, o Sid, presidente da OSC Mais Criança (a proponente do projeto) e diretor da empresa Som da Luz. Logo na estreia, em 2015, seu filho, David, então com oito anos, não pode entrar no cinema, por não ter a idade necessária. Acabrunhado, exclamou: “meu pai criou um Festival Acessível para os outros; mas não é acessível para mim!” Logo depois, transformou a indignação em projeto: “Pai, que tal a gente criar também um festival para as crianças? Já tenho até nome e slogan: ‘Festival de Cinema Acessível Kids, leve seu pai ao cinema’”!

Esse é o projeto que em 2016 recebeu a chancela da Unesco, em 2017 estreou nos cinemas, em 2021 foi selecionado a 36ª edição do Programa “Criança Esperança” e no ano passado saiu pela primeira vez dos limites da região Sul e percorreu outros estados, encorpado pela capacitação de professores de escolas da rede pública e privadas a serviço da inclusão educacional.

Até hoje, em suas versões adulto e infantil, o Festival de Cinema Acessível foi assistido por cerca de 20.500 pessoas, em 37 cidades (São Paulo, Natal e Brasília, além de 32 no Rio Grande do Sul e duas em Santa Catarina – Lages e Chapecó), com um total de 110 exibições.

O “Festival de Cinema Acessível Kids – a serviço da inclusão educacional”, Edição 2023, que tem a produção do Som da Luz, conta com o apoio nacional da Salesforce, Total Seguros, Bem Promotora, BRDE, Outback, Abbraccio, Camale, Gontof Comunicação, Sopa Digital, Dextera, Studio.Z, Mundo Melhor e Senado Federal.

O Festival de Cinema Acessível Kids traz como diferencial a adaptação de obras cinematográficas infanto-juvenis, mas que fazem sucesso com a família toda. Oferece conteúdo acessível de qualidade para uma parcela da população privada do direito de ter acesso à magia do cinema. As ações de inclusão cultural para o público das pessoas com deficiência são raras e, quando existem, invariavelmente assistencialistas.

De acordo com Schames, os filmes têm audiodescrição das cenas para quem não enxerga, janela de libras para quem não ouve e legendas descritivas para quem não sabe Libras. “Para chegar às telas de cinema com toda a acessibilidade necessária, tudo é gravado em estúdio. É preciso de tecnologia e muita sensibilidade”, diz. E acrescenta: “Todos somos diferentes, mas podemos compartilhar uma mesma sala de cinema. Nas sessões tem o pai com deficiência visual, com o filho que enxerga; a filha com deficiência auditiva com a mãe que escuta, crianças com deficiência intelectual ou cognitiva e todos estão juntos se divertindo dentro do cinema”. David, hoje com 16 anos, diz: “criamos o Festival para todo mundo ser igual. Não igual no sentido de ter as mesmas características, mas os mesmos direitos e possibilidades. É um momento de inclusão estar todo mundo, pessoas com e sem deficiência, assistindo ao filme”.

Quando David e Sid contam sobre pessoas sem deficiência, se referem também a quem vai às exibições como um exercício de aprendizado e empatia. “Fizemos sessões em escolas, onde as crianças assistem aos filmes de olhos fechados ou com venda nos olhos, para sentir como é um mundo sem imagens. Assim, esses alunos tentam se colocar na posição do Outro e aprendem a entender e respeitar as diferenças”, reflete Sid.

Sid destaca as oficinas para educadores iniciadas no ano passado. “Temos conseguido contribuir com os educadores para fazer o acolhimento de forma adequada. Assim, cumprimos uma função muito importante, já que aumentamos – e precisamos ampliar ainda mais – a velocidade dessa mudança na sociedade. Se mostrarmos que a inclusão é perfeitamente possível, ela se torna natural. Estamos fazendo parte de uma história importante, do caminho da acessibilidade, do tudo para todas as pessoas”, diz Schames, que espera atrair ainda mais cidades e apoiadores para 2024, à medida que o projeto se tornar mais conhecido e o país esteja mais estabilizado após a pandemia do Covid-19. “O anúncio de que participaremos do ‘Criança Esperança’ pelo terceiro ano consecutivo, feito no último dia 7, é um importante e emocionante reconhecimento do nosso trabalho. É também mais uma comprovação de que estamos no caminho certo na construção de uma sociedade melhor e igualitária”, diz Sid Schames.

Gran Turismo é um conto de fadas para gamers

This image released by Sony Pictures shows Archie Madekwe, left, and David Harbour in a scene from "Gran Turismo." (Gordon Timpen/Sony Pictures via AP)

*Por Michel Toronaga

A franquia de jogos Gran Turismo chega às telonas com uma história de superação. O longa-metragem mostra a trajetória de Jann Mardenborough (Archie Madekwe, de Agente Stone). Ele adora jogar videogame, especialmente Gran Turismo, que é um jogo de simulação de corrida. Jann se dedica a ser o mais rápido e o seu sonho é trabalhar fazendo o que mais gosta. Porém sua família se preocupa com o futuro e acha que ele deve procurar um emprego ou entrar na faculdade.

Sem dúvidas é uma situação que fará muitos adolescentes se identificarem. Na trama, as coisas mudam depois que Danny Moore (Orlando Bloom, de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar) ter um plano mirabolante. Ele quer provar que Gran Turismo é mais do que um jogo e que o realismo do game é capaz de preparar uma pessoa para se tornar um piloto de verdade. Para isso, cria uma campanha onde o melhor gamer pode entrar para o time da Nissan e competir com corredores de verdade. Assim, o destino de Jann é alterado para sempre.

Mas será que pegar um jovem sem experiência com carros da vida real e por numa pista pode ser uma boa ideia? O mecânico e ex-piloto Jack Salter (David Harbour, de Noite Infeliz) acredita que a ideia é uma loucura. Inclusive pelos perigos da corrida, já que os carros chegam a ultrapassar 200km/h. Mas Jann quer provar para a família que seu sonho pode se tornar realidade e ele vai enfrentar muitas provações para deixar claro que um gamer pode ser piloto.

Os fãs do Playstation certamente vão vibrar com a narrativa, que traz alguns momentos de emoção. É como um conto de fadas com aquela lição de moral que diz: “Não desista dos seus sonhos”. O diretor Neill Blomkamp (Distrito 9), que é criativo e competente, aqui parece estar anestesiado, fazendo apenas o básico do que se espera num filme como este. Não existe algum momento marcante, apesar das atuações competentes. O roteiro previsível é o que mais prejudica o longa. São 2 horas e 15 minutos com o que já foi visto muitas outras vezes na telona.

Oppenheimer: uma biografia nuclear

*Por Michel Toronaga

Esta semana estreia nas salas do Espaço Itaú de Cinema (CasaPark) e demais cinemas Oppenheimer, novo longa-metragem do diretor Christopher Nolan. O cineasta acumula fãs pelo mundo com sua filmografia marcada por sucessos como Interestelar e A Origem. E agora tem tudo para ter outro sucesso em sua coleção. Inspirado em fatos reais, o filme conta a história daquele que se tornou o criador da primeira bomba atômica.

Cillian Murphy interpreta o físico protagonista. Estudioso e professor, ele acaba sendo convidado pelo governo dos Estados Unidos para formar e liderar uma equipe de acadêmicos com o objetivo de criar uma bomba poderosa que pudesse acabar com a Segunda Guerra Mundial, que acontecia naquele período. Por ser judeu, Oppenheimer viu que aquela poderia ser a oportunidade de dar o troco nos nazistas e, também, acabar de vez com todas as guerras. Até porque o poder destruidor da nova tecnologia teoricamente faria com que a humanidade ficasse sem mais conflitos.

Mas quem conhece um pouco da história mundial sabe que os alemães se renderam e a tragédia nuclear acabou sobrando para os japoneses. Com três horas de duração, o filme traz um roteiro adaptado de um livro que venceu o prêmio Pulitzer. E é um trabalho impressionante, uma vez que a narrativa de passa simultaneamente em vários momentos. Nolan demonstra total domínio sobre a sétima arte, criando momentos memoráveis e criando cenas de tensão quase que insuportáveis – auxiliadas por uma trilha sonora capaz de provocar taquicardia.

É impossível também não citar o elenco repleto de estrelas, como Robert Downey Jr., Matt Damon, Emily Blunt, Florence Pugh, Gary Oldman e tantos outros. A maquiagem  merece destaque, mostrando a passagem do tempo de forma convincente. A trajetória de Oppenheimer merecia ser contada nos cinemas por ser incrível. É incrível como a vida de uma pessoa que mudou a história do mundo contou com tantos altos e baixos, de momentos de consagração profissional até a destruição de sua reputação em uma maquiavélica armadilha.

Barbie se torna a maior pré-venda da Warner no Brasil

Barbie, próximo lançamento da Warner Bros. Pictures que estreia nesta quinta-feira (20) nos cinemas brasileiros, já está rompendo barreiras. Estrelado por Margot Robbie e Ryan Gosling, o filme acaba de bater recorde na pré-venda de ingressos para a estreia. Considerado um fenômeno mundial, o longa já ultrapassou títulos como Batman e Animais Fantásticos, tornando-se a maior pré-venda da Warner Bros. Pictures de todos os tempos em solo brasileiro.

Dirigido por Greta Gerwig, indicada ao Oscar por Lady Bird e Adoráveis Mulheres, e com roteiro de Noah Baumbach, Barbie estreia em 20 de julho nas telonas de todo o país e estará disponível também em versões acessíveis. Mais informações podem ser obtidas diretamente nos cinemas de cada cidade.

Viver na Barbielândia é ser perfeito e estar no lugar perfeito. A menos que você entre em uma crise existencial total. Ou que você seja um Ken. Dirigido pela roteirista e cineasta indicada ao Oscar, Greta Gerwig (“Adoráveis Mulheres”, “Lady Bird: A Hora de Voar”), Barbie é estrelado pelos atores indicados ao Oscar, Margot Robbie (“O Escândalo”, “Eu, Tonya”) e Ryan Gosling (“La La Land – Cantando Estações”, “Half Nelson – Encurralados”), como Barbie e Ken, ao lado de America Ferrera (“Fim de Turno”, a franquia “Como Treinar Seu Dragão”), Kate McKinnon (“O Escândalo”, “Yesterday”), Michael Cera (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”, “Juno”), Ariana Greenblatt (“Vingadores: Guerra Infinita”, “65”), Issa Rae (“A Fotografia”, série “Insecure”), Rhea Perlman (“Reaprendendo a Amar”, “Matilda”) e Will Ferrell (Tudo por um Furo, “O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy”, “Ricky Bobby, a Toda Velocidade”).

Assassinar não é tão ruim na comédia O Crime é Meu

*Por Michel Toronaga

Ser acusado de um crime que não cometeu é uma das piores coisas que se pode acontecer. Isso já foi tema de inúmeros filmes onde o protagonista luta para provar sua inocência. Mas será que sempre é ruim ser culpado pelo delito cometido por outra pessoa? O longa O Crime é Meu estreia hoje nas salas do Espaço Itaú de Cinema e em outras redes com uma história divertida dirigida pelo versátil François Ozon (O Amante Duplo).

A atriz Madeleine Verdier (Nadia Tereszkiewicz) e sua amiga advogada Pauline Mauléon (Rebecca Marder) passam por uma crise financeira, sem conseguir pagar nem o aluguel do apartamento onde moram. Quando Verdier é convidada para fazer um espetáculo teatral, ela acredita que pode ser a salvação para sua carreira. Mas o produtor estava querendo apenas o seu corpo. Como se não bastasse, o homem é encontrado morto e ela torna-se suspeita.

Esta comédia dramática é ambientada na França dos anos 30 e traz um humor ácido, com piadas sobre homicídio. O mais interessante é que, mesmo sendo uma produção de época, trata de temas que são sérios e atuais até nos dias de hoje, como a questão da igualdade de gênero. Questões como a opinião popular, em grande parte mobilizada pela mídia, também são lidadas no roteiro, com diálogos ágeis.

O elenco conta com nomes famosos, como a diva Isabelle Huppert, que hoje é a maior atriz da França. E retornam outros atores que já trabalharam com Ozon, como Félix Lefebvre (Verão de 85) e Fabrice Luchini (Dentro de Casa). Tudo funciona em O Crime é Meu e isso só prova que François Ozon tem talento para passear entre os mais diversos gêneros com segurança.

Toni Collette e Monica Bellucci são destaque em Mafia Mamma

A indicada ao Oscar Toni Collette e a premiada atriz italiana Monica Bellucci dividem o protagonismo na comédia “Mafia Mamma – De Repente Criminosa”. Em clima de descontração, as atrizes aparecem em novas imagens de bastidores do longa. Com distribuição da Paris Filmes, o longa conta com direção de Catherine Hardwicke e retrata a história de Kristin (Toni Collette), uma mulher comum, cheia de problemas para solucionar e que enxerga uma luz no fim do túnel quando seu avô distante falece e ela precisa ir ao funeral na Itália. Tudo que ela precisava era extravasar em uma viagem gratuita à Europa, com massas, vinhos e homens bonitos – ela só não imaginava que seu avô era comandante da máfia da Calábria e que ela herdaria tudo, inclusive o posto de chefe.

Toni Collette também assina a produção do filme, ao lado de Chris Simon e Amanda Sthers. O roteiro é de Debbie Jhoon e J. Michael Fedlman. O elenco traz, além de Collette, Monica Bellucci, Alfonso Perugini e Giulio Corso.

Sinopse: Kristin é uma mulher americana suburbana que enfrenta uma série de desafios. Seu único filho está desesperado para ir para a faculdade, seu chefe é um porco sexista, e ela acabou de pegar seu marido músico malsucedido a traindo com uma jovenzinha. Afinal, o que fazer pra solucionar tudo? É quando ela recebe um telefonema que muda sua vida. Seu avô distante, Giuseppe Balbano, está morto e ela deve comparecer ao funeral na Itália. Instigada por Jenny, sua melhor amiga, Kristin está convencida de que isso é exatamente o que ela precisa – uma viagem gratuita à Europa cheia de massas, vinho e homens bonitos! Desembarcando em Roma, ela esbarra no lindo Lorenzo no aeroporto que pede seu número. Até agora, tudo perfeito. Mas quando o funeral de seu avô se transforma em um tiroteio sangrento, ela finalmente descobre a verdade: Giuseppe Balbano era o chefe da mais feroz família da máfia na Calábria e Kristin não está lá apenas para resolver seus assuntos – ela está lá para ser a nova chefe! De certa forma, Kristin – guiada por Bianca (Bellucci), a conselheira de confiança da empresa – não tem escolha a não ser tomar as rédeas da organização e ver do que ela realmente é feita.

Idade é só um número na continuação de Do Jeito que Elas Querem

*Por Michel Toronaga

A melhor idade nem sempre é retratada nas telonas e a falta de representatividade desse público é algo refletido na própria indústria cinematográfica. Onde estão os atores que ficam velhos? Apesar de não terem tantos papéis, volta e meia surge a oportunidade deles brilharem novamente. E isso torna-se ainda mais especial quando é um roteiro que fala justamente sobre questões como a passagem do tempo e dilemas que só quem já viveu muito entende.

A comédia romântica Do Jeito que Elas Querem – O Próximo Capítulo estreia hoje no Espaço Itaú de Cinema (shopping CasaPark) e em outras salas com uma nobre proposta: ser um título voltado para o público mais experiente. O longa-metragem é dirigido por Bill Holderman, que dirigiu Do Jeito que Elas Querem, em 2018. Apesar de ser uma continuação, mesmo quem não viu o primeiro filme vai conseguir entender a trama, que é sobre a amizade de quatro amigas.

Quando uma delas torna-se noiva na casa dos 70 anos, elas decidem fazer uma despedida de solteiro na Itália. E por que não aproveitar a oportunidade para aproveitar a vida e refletir sobre suas escolhas e caminhos? O filme é bem-humorado e traz situações engraçadas das turistas, que se metem em algumas confusões e acabam ficando ainda mais unidas por causa da viagem. Além do humor, o roteiro não deixa de lado o romance, com alguns momentos bem piegas para arrancar lágrimas dos mais emotivos.

O elenco conta com um time de peso. As quatro protagonistas são interpretadas por veteranas que já ganharam ou foram indicadas ao Oscar: Diane Keaton, Jane Fonda, Candice Bergen e Mary Steenburgen. Assim como a mensagem do filme deixa claro, elas provam que a idade é só um número e atuam com muito carisma e competência. Do Jeito que Elas Querem – O Próximo Capítulo é um filme leve e de bem com a vida, daqueles que arrancam boas risadas e te fazem sair dos cinemas com um sorriso no rosto.

Saiba como ganhar ingressos de cinema do Taguatinga Shopping

Em homenagem aos 65 anos de história da cidade que acolhe o centro de compras, o Taguatinga Shopping distribuirá, até o dia 11 de junho, um ingresso de cinema para cada dois quilos de alimentos não perecíveis doados. Segundo a gerente de marketing, Maíra Garcia, a iniciativa é uma forma de celebrar e, ao mesmo tempo, praticar a solidariedade. “Os alimentos arrecadados serão direcionados para as instituições sociais cadastradas no TGS Solidário. Usaremos a força do shopping e o apoio do público para levar alegria e conforto para diversas famílias do Distrito Federal”, afirma.

As doações podem ser feitas no Balcão de Informações, no Piso 1, e os ingressos podem ser retirados no mesmo local. Ação limitada a dois ingressos por CPF. No total, serão distribuídos 100 ingressos.

Acompanhe o @taguashopping nas redes sociais para mais informações.

Serviço do Taguatinga Shopping:
Site: www.taguatingashopping.com.br
Redes Sociais: Instagram – Facebook – Youtube
Informações: (61) 3451-6000

Magia é preservada na refilmagem A Pequena Sereia

*Por Michel Toronaga

Estreia nas salas do Espaço Itaú de Cinema (CasaPark) e em outras redes uma aguardada refilmagem. A Disney chamou Rob Marshall para dirigir o live action de A Pequena Sereia, afinal ele já trabalhou com o estúdio anteriormente em outros dois musicais: Caminhos da Floresta (2014) e O Retorno de Mary Poppins (2018). A escolhida para viver a protagonista foi Halle Bailey, que cumpre bem a função de interpretar a sereia que se apaixona por um humano, o príncipe Eric (Jonah Hauer-King). Bailey, além de linda, canta muito bem – o que é importantíssimo, já que a sua voz é algo fundamental para o desenrolar da narrativa.

Na trama, acompanhamos Ariel, que sonha em saber mais sobre os humanos. Ela é constantemente repreendida pelo pai Tritão (Javier Bardem, excelente como sempre). Mas, como toda adolescente rebelde, ela acaba espionando o mundo de fora. Quem se aproveita da desobediência é a bruxa Úrsula (Melissa McCarthy), que faz um pacto com a sereia. Assim, Ariel ganha pernas e se torna humana por três dias – período em que ela precisa receber um beijo apaixonado de Eric para se tornar humana para sempre.

Caso não consiga, ela passará a ser de Úrsula. E ainda há um porém. Para fazer a magia, Úrsula recebe a voz de Ariel como pagamento. A história é a mesma do desenho homônimo, assim como as músicas. O diferencial é que o novo filme é ainda mais musical e novas canções foram criadas. Agora Eric tem uma faixa só dele, assim como outros personagens secundários. Algumas coisas foram atualizadas, como a presença de sereias de várias raças e tamanhos, num esforço do estúdio de ser inclusivo e mostrar que, assim como os humanos, também existem sereias com corpos variados.

Os efeitos especiais estão lindos e as criaturas do mar, embora sejam realistas, são coloridas. As imagens saltam os olhos, assim como todo o romantismo por trás da história. Bailey brilha na primeira metade e está bem confortável quando canta. Na parte em terra firme, porém, sua atuação não é a das melhores. Sabemos que Ariel não pode falar por ter perdido a voz, mas faltou uma atuação maior na hora de expressar seus sentimentos. E isso fica perceptível graças aos outros nomes do elenco, que são mais experientes. E nesse quesito vale a pena elogiar Barden, que vive o rei dos mares. Tritão ganha uma importância maior nesta versão e consegue até arrancar lágrimas por causa da intensidade e sutileza do ator espanhol. A cena final, que é diferente da animação, consegue ser melhor e mais emocionante que a original.

O nitro nunca acaba em Velozes e Furiosos 10

*Por Michel Toronaga

Iniciada em 2001, a franquia Velozes & Furiosos começou falando sobre o universo dos rachas e corridas com carros tunados, mas acabou tomando outros rumos à medida que as continuações foram sendo criadas. Assaltos, reviravoltas e ficção científica entraram para a história, que sempre acrescentava novos nomes ao elenco para dar uma renovada. E isso deu certo porque até hoje são lançados novos filmes. E estreia nesta quinta-feira o divertidíssimo Velozes e Furiosos 10, em cartaz nas salas do Espaço Itaú de Cinema e em outras redes.

Desta vez quem assume a direção é o francês Louis Leterrier, que mostrou competência no gênero da ação com títulos como Carga Explosiva e Cão de Briga. A nova aventura de Dominic Toretto (Vin Diesel) é uma consequência dos eventos do filme Operação Rio (2011). No quinto filme, eles roubam o cofre do traficante Hernan Reyes (Joaquim de Almeida) pelas ruas da capital carioca, em uma das cenas mais lembradas pelos fãs.

Agora, o grande vilão é o filho de Reyes, Dante (Jason Momoa), que busca vingança pela morte do pai. Inteligente e muito perigoso, ele investe no ponto fraco de Dom: a família. E o conceito de família abrange não apenas os parentes de sangue, mas todas as amizades que surgiram nos últimos anos. E não faltam pessoas, em um elenco repleto de nomes famosos. Dante, entretanto, se destaca por ser um antagonista diferenciado. O personagem parece ter saído do anime JoJo’s Bizarre Adventure.

Em contraste com os músculos, Dante pinta as unhas, usa muitos acessórios e penteados fofos. Toda sua postura infantilóide de menino birrento contrasta com sua crueldade e astúcia. O personagem beira a insanidade e se mostra um dos maiores inimigos de Dom. Velozes e Furiosos 10 certamente é um dos melhores de toda a franquia. Não exagera na ficção científica, relembra as corridas, o nitro e os elementos que deram origem ao fenômeno e equilibra tudo isso em acertadas 2h20 de perseguições e cenas repletas de adrenalina. E no final fica a vontade de querer ver a continuação, já que esse é um filme dividido em duas partes.