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Itaú Cultural Play dedica mostra à Ana Maria Magalhães

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A Itaú Cultural Play faz uma homenagem à atriz e cineasta carioca Ana Maria Magalhães. Cinco produções realizadas por ela, entre 1976 e 2009, passam a integrar a grade da plataforma, que já conta em seu catálogo com Já que ninguém me tira pra dançar (2021), documentário sobre a atriz Leila Diniz. A mostra estreia Mulheres de Cinema, uma nova cópia remasterizada do filme sobre o papel da mulher no cinema e na sociedade brasileira, a obra de ficção Lara, inspirada na história da atriz Odete Lara, e o documentário  Reidy, a construção da utopia, uma homenagem ao legado do arquiteto urbanista Affonso Eduardo Reidy. Dois curtas-metragens da década de 1980 completam a programação: Assaltaram a gramática e Spray Jet.

A diretora

Com quase sessenta anos dedicados ao cinema no Brasil, a diretora vem construindo uma filmografia coerente, celebrada pela crítica e pelo público, na qual a busca por uma expressão própria se combina ao retrato de personagens femininas e aos dramas que regem a arte e a vida. Ela fez o seu primeiro trabalho aos 15 anos, em uma pequena participação no filme francês Arrastão (1965). Com direção de Antoine D’Omesson, o longa-metragem é baseado na obra Tristão e Isolda, a lendária história sobre o trágico amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha, e a princesa irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda foi contada e recontada em muitas diferentes versões ao longo dos séculos.

“Eu digo que fui descoberta pelo ator francês Pierre Bardot. Ele me viu na praia de Ipanema e me convidou pessoalmente para participar do filme. Como eu falava francês, facilitou a comunicação, apesar de ter sido uma pequena participação nas gravações”, conta ela, que, no mesmo ano, se matriculou no Conservatório Nacional de Teatro.

Após ter convivido com personalidades do teatro, como o diretor Zé Celso Martinez Corrêa, e ter participado de outras produções, como Todas as Mulheres do Mundo (1966), de Domingos de Oliveira, e Garota de Ipanema (1967), do diretor Leon Hirszman, Ana Maria foi convidada para protagonizar O Diabo Mora no Sangue (1967), longa-metragem do diretor Cecil Thiré. “Esse foi o primeiro papel principal que fiz no cinema, na pele de Maria, após pequenas participações em filmes e por já ter estudado teatro. A partir dali, começaram a aparecer muitos projetos de trabalhos na área”, revela a diretora.

A mostra

Ana, que ainda protagonizou ao lado de Tarcísio Meira em A Idade da Terra (1980), do diretor Glauber Rocha, estreou como diretora quatro anos antes desse sucesso do cinema brasileiro, com Mulheres de Cinema, em 1976.

Em meados de 1974, época em que a censura tomava conta do cinema no Brasil e os produtores investiam principalmente em comédias eróticas, Ana se questionou sobre qual seria o papel das atrizes naquele momento no país. Influenciada por Humberto Mauro, um dos cineastas mais importantes da década de 1930, ela iniciou esse seu primeiro projeto como cineasta. “Após estudar muito a obra do Humberto e analisar o trabalho de várias atrizes, eu passei a compreender que a mulher no cinema não era apenas ser atriz, mas que poderia participar também por de trás das câmeras. Assim, lancei em 1976 o meu primeiro documentário”, lembra a cineasta.

A versão remasterizada de Mulheres de Cinema ficará disponível com exclusividade na Itaú Cultural Play. A produção costura um rico acervo de imagens a partir de um olhar provocador e sensível sobre o papel da mulher no cinema e na sociedade brasileira. As atrizes Eva Nil e Eliana Macedo, as cineastas e produtoras Carmen Santos e Gilda de Abreu são algumas das personagens retratadas e que participaram ativamente na construção da cinematografia brasileira. “Apesar de ter sido feito na década de 1970, o filme é considerado atual, pois ainda sou convidada constantemente para dar entrevistas sobre a atuação das mulheres no cinema, tema que já até inspirou séries e outros documentários”, diz ela.

Outra obra de destaque na mostra, Já que ninguém me tira pra dançar, concluído em 2021 e disponível na plataforma desde 2022, é o único documentário longa-metragem feito sobre Leila Diniz (1945-1972), morta em um acidente de avião. A obra mescla imagens de filmes, fotos e cenas ficcionais vividas por Leila e reafirma porque ela se tornou um ícone brasileiro.

“Esse filme mostra o modo de ser e de viver dos artistas e das jovens brasileiras nos anos 60, plenos de entusiasmo e ingenuidade”, conta a diretora. “As novas gerações não sabem quem foi Leila, uma atriz que valorizou a verdade, a liberdade e o amor, porque acreditava que as pessoas podem realizar as suas melhores potencialidades e não as piores”, completa.

O documentário teve sua pré-estreia na Itaú Cultural Play em janeiro de 2022 e foi exibido nos principais festivais de cinema dentro e fora do país. No mesmo ano, foi eleito o melhor pelo voto popular no Inffinito Film Festival, nos Estados Unidos.  Para a diretora, no entanto, o maior prêmio foi sua seleção para o IL Cinema Ritrovato, na Polônia, um festival dedicado à história do cinema. A mostra exibe produções clássicas, retrospectivas e apresenta os mais recentes filmes restaurados de laboratórios e arquivos de todo o mundo.

“A maior glória, para mim, foi ele ter sido exibido no Ritrovato, uma mostra que frequento há 10 anos. Quando o diretor do festival viu o filme e me disse que queria exibir na mostra, eu fiquei super emocionada pois, foi muito melhor do que ir para o Festival de Cannes”, conta ela.

A programação da plataforma traz, ainda, Reidy, a construção da utopia. O documentário de 2009 mostra a trajetória de Affonso Eduardo Reidy, um dos pioneiros da arquitetura moderna do Rio de Janeiro. Ele foi responsável por projetos urbanísticos importantes na cidade, como o Museu de Arte Moderna e o Aterro do Flamengo.

O documentário revela que Reidy sonhava com uma arquitetura pura e simples em suas formas, mas integrada à natureza e comprometida com questões sociais e habitacionais.

“Reidy foi um arquiteto muito importante, talvez mais importante que Oscar Niemeyer na minha opinião. Ele só não teve a mídia em cima dele, morreu cedo”, diz ela. O filme, premiado no Festival do Rio no ano de seu lançamento, contou com depoimentos arquitetos, engenheiros e urbanistas como Carmen Portinho, Lucio Costa, Paulo Mendes da Rocha e Roland Castro.

Na obra ficcional Lara (2002), também exibido nessa mostra, a diretora conta a história da atriz Odete Lara, acompanhando sua trajetória, amores, dramas e a luta pela liberdade de seu corpo. O longa-metragem tem a participação especial de Zé Celso. A atriz Christiane Fernandes faz o papel de Lara.  “Além da trilha sonora incrível de Dori Caymmi, é um filme que mostra uma história de vida muito sofrida de seu personagem, a saga de uma mulher muito jovem que lutou contra tudo e contra todos para sobreviver, encontrando no budismo uma certa paz”, comenta Ana.

Em Assaltaram a gramática (1984), a realizadora mostra a história de quatro poetas que têm seus perfis traçados por meio de poemas apresentados de forma ficcional e performática. Com trilha sonora gravada especialmente para o filme por Lulu Santos e pelo grupo Paralamas do Sucesso, produção foi premiada no Festival do Rio de Janeiro, em 1984. “É um filme considerado jovem até hoje, mesmo sendo da década de 1980. Eu consegui mostrar essa linguagem audiovisual que atraia os jovens, mesmo antes do videoclipe se popularizar por aqui”, conta cheia de orgulho.

Lançado no ano seguinte, Spray Jet (1985) é outro curta-metragem que tem a juventude como protagonismo. A obra revela o olhar de uma geração que questionou os rumos da arte e levou o grafite para outros contextos, para além da rua. “A ideia inicial seria fazer um filme sobre o rock, mas eu mudei e me interessei pelas histórias dos artistas visuais Leonilson, Leda Catunda e Ciro Cozzolino, que falaram sobre o renascimento da pintura, arte conceitual e o grafite”, recorda a diretora.

Com música original de Lobão e Bernardo Vilhena, Spray Jet circulou amplamente em festivais internacionais, entre eles: o canadense International Festival of Women’s Films and Videos, Montreal (1986); e na mostra francesa Le Cinéma Brésilien, Centre Georges Pompidou, Paris (1987).

Com mais de 500 títulos disponíveis de todas as regiões do Brasil e gratuita, a plataforma voltada com exclusividade para o audiovisual brasileiro, pode ser acessada pelo site www.itauculturalplay.com.br ou pelo App nos dispositivos móveis Android e IOS.

O Chamado 4: Samara Ressurge ganha trailer

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A Paris Filmes anuncia a chegada do quarto capítulo da saga “O Chamado” e a volta da personagem Samara às telonas dos cinemas. “O Chamado 4: Samara Ressurge” (Sadako DX) tem estreia prevista para 27 de abril nos cinemas nacionais e já conta com trailer e cartaz oficial.

Repensado para atrair a geração Z, o longa atualiza a história de Samara que agora é invocada através de vídeos amaldiçoados disseminados pela internet. O filme apresenta a história de Ayaka – interpretada pela atriz japonesa Fuka Koshiba -, uma estudante de pós-graduação que depois de saber que sua irmã assistiu ao conteúdo por diversão, tenta desvendar os mistérios por trás dos vídeos.

Dirigido por Hisashi Kimura, “O Chamado 4: Samara Ressurge” é sequência de uma das séries de terror mais vistas do cinema e traz Fuka Koshiba, Kazuma Kawamura, Mario Kuroba, Hiroyyki Ikeuchi, Yuki Yagi, Naomi Nishida e Hiroyuki Watanabe no elenco. O roteiro é de Kôji Susuki e Yuga Takahashi e a distribuição é da Paris Filmes.

Sinopse: Pessoas que assistem a um vídeo amaldiçoado subitamente morrem. Essas mortes ocorrem em todo o Japão e Ayaka Ichijo, uma estudante de pós-graduação extremamente inteligente, tenta revelar o mistério que envolve o tal vídeo.

Mulheres enrascadas na comédia La Situación

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*Por Michel Toronaga

Com direção de Tomas Portella (Qualquer Gato Vira-Lata, Impuros: O Filme), o longa-metragem La Situación é uma comédia insana que fala de três mulheres normais que se envolvem em problemas gravíssimos. Ana (Natália Lage) é uma solteirona insatisfeita com o emprego que descobre que herdou uma grande propriedade de terra na Argentina. Ela decide viajar até o país para assumir o que é seu por direito.

Ela viaja com a amiga Letícia (Júlia Rabello), que estava precisando mesmo de uma folga da família, já que ela cuida de três filhos pequenos. Quem também aproveita para dar uma escapada é a sobrinha de Ana, a desequilibrada Yovanka (Thati Lopes). Ela aparece sem ser convidada e é responsável por grande parte das confusões. Assim, as três vão até o país vizinho. Porém, existe um perigoso esquema de tráfico de drogas escondidas em absorventes internos. E elas acabam sendo confundidas com as mulas.

A partir daí, tudo só complica para o lado das brasileiras. La Situación tem um humor que lembra Se Beber, Não Case, uma vez que apresenta personagens se metendo em encrencas atrás de encrencas. E o que era para se tornar uma agradável viagem vira uma jornada hilária. Não faltam palavrões, piadas bobas e momentos que causam vergonha alheia. A trama realmente não tem piedade do trio, que passa por situações inacreditáveis.

O trio de atrizes tem química e se sai muito bem, com uma experiência no humor comprovada pelos divertidos vídeos do canal Porta dos Fundos. O roteiro traz momentos exageradíssimos e que beiram o absurdo, incluindo o final. O ideal é assistir La SItuación de forma despretensiosa. O filme garante boas gargalhadas e vale o ingresso.

Zachary Levi fala sobre ser um super-herói

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Shazam! Fúria dos Deuses já está em cartaz nos cinemas e traz de volta a Família Shazam em uma aventura cheia de emoção, ação e muitas descobertas sobre amizade, companheirismo e família. “É a realização de um desejo! Em algum momento da vida sonhamos em nos tornar algo parecido com um super-herói no mundo: mais forte, mais rápido, mais corajoso ou apenas mais heroico”. Para o ator Zachary Levi, esse é o ingrediente secreto da história do longa.

O diretor David F. Sandberg comenta sobre o enredo do longa e explica: “Billy realmente não queria ser um super-herói, mas ele se tornou um e teve que aprender a lidar com isso. Freddy estava tão pronto para se tornar um que está amando isso! Ele quer fazer ainda mais, ser seu próprio super-herói, não apenas fazer parte da família. E como Billy não está tão interessado, isso leva a algum atrito”.

Sandberg pontua ainda que as crianças do filme “estão descobrindo como ser super-heróis, mas não estão se saindo muito bem. Elas salvam as pessoas, mas no processo derrubam uma ponte, coisas assim”.

Shazam! Fúria dos Deuses tem produção de Peter Safran e roteiro escrito por Henry Gayden e Chris Morgan, inspirados nos personagens da DC. O elenco conta com o veterano Zachary Levi como Shazam, além de Asher Angel no papel de Billy Batson; Jack Dylan Grazer; Adam Brody; Ross Butler; Meagan Good; D.J. Cotrona; Grace Caroline Currey; Faithe Herman; Ian Chen; Jovan Armand; Marta Milans; Cooper Andrews; e Djimon Hounsou.

Como Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo destaca a constelação familiar

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O Oscar 2023 deuo que falar ao destacar sucessos do mundo do cinema na noite de premiação. Mas, direta – ou indiretamente – muitas histórias trazem em seu enredo um tema importante e atual, a constelação familiar, como no filme “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, que levou 7 das 11 indicações. O longa traz a história de Evelyn Wang, interpretada pela atriz Michelle Yeoh, uma imigrante chinesa que passa por grandes dificuldades à beira da falência. Como se não bastasse, ela ainda está em crise matrimonial e com a filha, que deseja apresentar a namorada para o avô, que é super “casca grossa”. Evelyn se vê à frente da existência do multiverso e na missão de derrotar um inimigo que pretende destruir todas as realidades.

Diante desse sucesso, a psicanalista e consteladora sistêmica familiar, Joseana Sousa, explica bem esse assunto e destaca pontos a serem observados no filme com relação a constelação familiar. Segundo a especialista, no filme, a personagem central busca entender o que aconteceu com seu pai, que desapareceu misteriosamente, e acaba descobrindo segredos e traumas da família que afetaram todos os membros de forma inconsciente.

“Da mesma forma, na constelação familiar, o objetivo é trazer à tona questões ocultas ou mal resolvidas nas relações familiares para que possam ser compreendidas e solucionadas, trazendo alívio e cura para o indivíduo e para o sistema familiar como um todo. É importante olhar para as questões familiares de maneira consciente, a fim de superar ciclos repetitivos e vivenciar relações mais saudáveis e equilibradas”, explica.

O mesmo é possível observar no filme A Baleia, grande aposta no Oscar 2023, que levou como melhor ator para Brandan Fraser, que interpreta Charlie, um professor de inglês que vive recluso e alcançou a obesidade severa após a morte do seu namorado. A trama ainda gira em torno da tentativa de Charlie em se reconectar com a filha adolescente, que se afastou por conta do seu relacionamento.

Joseana ressalta que a abordagem sistêmica da constelação familiar considera que o indivíduo é parte de um sistema maior, que inclui sua ancestralidade, sua cultura e seu ambiente. Assim, as dinâmicas e problemas que são apresentados na vida do indivíduo podem ter suas raízes nesse sistema mais amplo. “No caso do filme, as questões do personagem Charlie podem estar relacionadas com a dinâmica familiar e o histórico das relações e experiências desses membros”, completa a psicanalista.

A constelação familiar pode ajudar a trazer à tona essas questões não resolvidas e/ou ocultas, permitindo que elas sejam compreendidas e trabalhadas de forma consciente.

Veja o apavorante trailer de Skinamarink: Canção de Ninar

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A A2 Filmes acaba de divulgar o cartaz oficial e trailer nas versões dublada e legendada do suspense de terror Skinamarink: Canção de Ninar (Skinamarink), primeiro filme do cineasta e roteirista Kyle Edward Ball, que estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 23 de março.

A produção experimental tem viralizado na internet por causa de sua trama simples e assustadora, gerando comentários bem positivos entre os fãs do gênero. Além de agradar o público, o filme também conquistou a crítica especializada, com 73% de aprovação no Rotten Tomatoes.

O elenco traz Lucas Paul, Dali Rose Tetreault, Ross Paul e Jaime Hill, sendo que na trama, após um acidente bizarro, uma menina de seis anos e seu irmão de quatro anos acordam uma manhã e descobrem que todas as portas e janelas dentro de sua casa desapareceram. Todos os telefones estão mudos e o cabo também. Além disso, o pai delas também está desaparecido.

Sinopse: Após um acidente bizarro, uma menina de seis anos e seu irmão de quatro anos acordam uma manhã e descobrem que todas as portas e janelas dentro de sua casa desapareceram. Todos os telefones estão mudos e o cabo também. O pai deles também está desaparecido. Para lidar com a situação estranha, os dois trazem travesseiros e cobertores para a sala e se acomodam em uma festa do pijama tranquila. Eles reproduzem antigas fitas de vídeo de desenhos animados para preencher o silêncio da casa e distrair da situação assustadora e inexplicável. O tempo todo na esperança de que eventualmente alguns adultos venham resgatá-los. Depois de uma noite dormindo na casa lacrada, coisas estranhas começam a acontecer. As coisas desaparecem. Sons estranhos emanam do andar de cima. As luzes se apagam sozinhas. Depois de um tempo, fica claro que algo está cuidando deles.

Festival Taguá de Cinema abre seleção nacional de curtas

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Até 25 de março, estarão abertas as inscrições para a mostra competitiva do 17º Festival Taguá de Cinema. O Festival receberá obras de curta-metragem com até 30 minutos de duração, produzidas entre 2021 e 2023. Podem participar filmes de ficção, documentários, filmes experimentais, de animação, além de produções infantis e juvenis. A inscrição é gratuita e deve ser realizada pelo link: www.festivaltaguatinga.com.br

O estímulo à produção de filmes independentes realizados em contextos de emancipação sociocultural é o princípio norteador do Festival Taguá de Cinema. Realizado desde 1998, o evento movimenta a cena para além dos grande eixos, apresentando curtas de diversos estilos e formas de realização com narrativas lineares, experimentais, poéticas e documentais.

Inscrições e Seleção

As inscrições devem ser realizadas pelo site oficial do Festival (www.festivaltaguatinga.com.br), onde também está disponível o regulamento. Serão selecionadas obras para a Mostra Competitiva, através de duas etapas: seleção por voto popular online de obras inscritas no “Festival Online” e seleção por curadoria de 34 obras inscritas. A seleção do voto popular fica aberta de 26 de abril a 16 de maio, e elegerá o filme mais votado para participar da Mostra Competitiva com exibição presencial. Entre as obras inscritas serão selecionados filmes para integrar as Mostras Competitiva, Paralela e Infantil. Além da Sessão Azul, dedicada a portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista), é adaptada, com condições de luz e som adequadas ao público, bem como oferece monitores qualificados para atender às famílias.

Premiação

Os filmes selecionados serão convidados a participar da Mostra Competitiva, com todas as despesas de deslocamento e hospedagem pagas aos realizadores que residem fora do Distrito Federal. E concorrerão a quatro prêmios em dinheiro, sendo três deles no valor de R$3.000,00 para cada uma das três obras escolhidas pelo Júri Oficial do Festival e um prêmio no valor de R$1.000,00 para o filme escolhido pelo Júri Popular.

Programação presencial

A Mostra Competitiva do 17º Festival Taguá de Cinema será realizada entre os dias 07 e 10 de junho, no Teatro Paulo Autran – Sesc Taguatinga (Brasília – DF). Além da exibição dos curtas selecionados e noite de premiação, o evento realizará oficinas, debates, shows e festas, além das Mostra Paralela e Mostra Infantil.

Outra novidade é que nesta edição, a plataforma do festival ganha mais uma função e disponibilizará um game com 10 desafios para serem cumpridos, os jogadores com as maiores pontuações irão ganhar prêmios. Os desafios serão lançados a partir do dia 6 de março. E para quem quiser participar basta abrir uma conta no site www.festivaltaguatinga.com.br.

SERVIÇO
17º Festival Taguá de Cinema – Inscrições de curtas-metragens
Quando: Até 25 de março (período de inscrições)
Participação: Gratuita
Inscrições e informações: www.festivaltaguatinga.com.br

Meu Casulo de Drywall, de Caroline Fioratti, estreia no Festival SXSW 2023

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O terceiro longa da cineasta Caroline Fioratti, MEU CASULO DE DRYWALL, seu primeiro filme autoral, estreou dentro da seção Global do SXSW – South by Southwest, um dos maiores festivais norte-americanos e do mundo.  A história impactante de “Meu Casulo de Drywall” gira em torno de Virgínia, uma jovem que morre durante sua festa de 17 anos. O filme, então, acompanha 24 horas na vida de moradores de um condomínio, que são afetados pela tragédia. Os pais, amigos e o namorado da garota precisam lidar com a culpa e o luto que caem sobre eles, enquanto tentam responder: quem matou Virginia?

A estreante Bella Piero divide as telas com a veterana dos festivais de Sundance e Cannes, Maria Luisa Mendonça, que interpreta sua mãe. O elenco inclui Michel Joelsas, conhecido por seus papéis em “A Segunda Mãe” (vencedor de Sundance e Berlin Panorama) e “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” (Competição de Berlim), e Mari Oliveira, a estrela de “Medusa” (Quinzena dos Realizadores de Cannes).

Lançando sua carreira internacional com “Meu Casulo de Drywall”, Fioratti já consolidou seu nome no mercado brasileiro como escritora e diretora de filmes e séries de sucesso. Ela é a criadora e diretora da série indicada ao iEmmys “A Grande Jornada” e diretora da série original Netflix “Temporada de Verão”, entre outras. Em longas-metragens, ela dirigiu “Meus 15 Anos”, um sucesso de bilheteria, e “Amarração do Amor”, uma comédia exclusiva do Amazon Prime Video. “Meu Casulo de Drywall” é seu terceiro longa e seu projeto mais pessoal até hoje.

“Essa é minha obra mais autoral, na qual tive a oportunidade de mergulhar nas minhas dores da adolescência e compreender como essas mesmas dores ressoam nos jovens de hoje. Quando eu soube da seleção no SXSW, foi uma alegria imensa, pois é um festival que tem no público jovem seu interlocutor, além de ser um espaço para filmes que propõe inovações narrativas e estéticas. Vai ser uma honra representar o audiovisual brasileiro esse ano no festival”, conta a cineasta.

Caroline conta que se interessou por narrar uma história que se passa nesse microcosmo do condomínio, pois foi na sua adolescência o momento em que esses empreendimentos começaram a surgir como promessa de um oásis de segurança. Duas décadas se passaram e os condomínios se tornaram mais elitizados e parte marcante do cenário urbano-social brasileiro.

“Nos últimos anos, o Brasil vem testemunhando um processo de condominização da vida. Crianças e jovens crescem em condomínios que são pequenas cidades, nas quais a maioria tem as mesmas condições financeiras, cor de pele branca e posição política. Funcionários vêm de longe trabalhar, entram pela porta de serviço e servem sem serem vistos. Minha intenção com esse filme não é uma simples crítica, mas um caminho para a compreensão. Tenho imensa empatia e compaixão pelos personagens e torço para que encontrem uma forma de ultrapassar os muros reais e simbólicos. MEU CASULO DE DRYWALL é um grito silencioso dessa juventude que quer romper as paredes do próprio casulo e ganhar asas para além dos muros.”

Escrito e dirigido por Caroline, o filme é uma produção da Aurora Filmes em coprodução com a Haikai Films e distribuição pela Gullane. A participação do filme no festival conta com o apoio do Projeto Paradiso, SPCine, CreativeSP e Instituto Guimarães Rosa. A produção é apoiada pela ANCINE por meio de seu Fundo do Setor Audiovisual.

Sinopse

Virgínia comemora os seus 17 anos com uma festa em sua cobertura. Apesar de tudo parecer perfeito, Virginia não consegue ignorar a ferida que cresce com o correr das horas. O dia seguinte nasce com uma tragédia que abala o condomínio: Virgínia está morta. Patrícia, sua mãe, vive o luto quase a ponto de enlouquecer. Luana questiona se é culpada pelo destino da melhor amiga. Nicollas tenta ignorar a morte da namorada refugiando-se em sexo casual com funcionários. E Gabriel carrega o peso de um segredo e de uma arma.

Sobre a diretora

Caroline Fioratti é roteirista e diretora. Estreou na direção de longa-metragens com o filme “Meus 15 Anos”. Criou, escreveu e dirigiu a minissérie “A Grande Viagem”, indicada ao International Emmy Awards. Tem em seu currículo séries como Unidade Básica (Universal/ Globoplay), “Temporada de Verão” (Netflix) e “Os Ausentes” (HBO Max). Atualmente finaliza o longa-metragem “Um Ano Inesquecível – Inverno”, para o Amazon Prime Video e prepara o lançamento do seu novo filme autoral “Meu Casulo de Drywall”.

Em Re/Member, jovens precisam encontrar pedaços de um corpo

Por Túlio Villafañe

No filme Re/Member, a pequena Haruka é morta e esquartejada. Anos depois, um grupo de estudantes da mesma turma se vê obrigado a reencontrar as diferentes partes do corpo da garotinha para quebrar um loop temporal. A típica história japonesa de colegiais que desenvolvem uma inusitada amizade ao se encontrarem em uma situação de vida e morte acentua sua falta de originalidade ao adicionar a premissa da protagonista estranha que desperta todos os dias no mesmo horário depois de morrer e ver seus colegas terem o mesmo destino brutal.

Apesar de seu começo ruim – com quadros desconexos, esquartejados – a história inicia rápido o delírio de todo fã desse tipo de obra: mortes brutais e muito sangue. Os estudantes são levados a uma espécie de jogo de sobrevivência com caça ao tesouro, precisando encontrar cada parte do corpo da Haruka antes de serem mortos pelo fantasma da Pessoa Vermelha.

A guinada da história é que, entre os colegiais sendo estraçalhados por um fantasma, uma amizade se forma entre colegas que não se gostavam inicialmente. O filme então abre muito espaço para contar como esses estudantes – os excluídos ou os populares – carregam um grande vazio dentro de seus corações. As cenas de mortes passam a se entrecortar com ensolarados momentos de amizade e alegria. Com essa atmosfera sorridente, encontrar o corpo e ser morto passa ser chato e banal, apenas uma desculpa para fortalecer a amizade.

O filme foi produzido com base no manga ‘Karada sagashi’ de Welzard. Como uma adaptação, parte das regras que regem o universo original foram deixadas de lado. Algumas são coerentes para se adequar às limitações técnicas, outras, no entanto, quebraram com o sentido dos jogos. Com direção de Eiichiro Hasumi – diretor responsável pela adaptação de Assassination Classroom – este live-action vai agradar ao público pré-adolescente que gosta de um banho de sangue sem abandonar uma certa inocência ao estilo Os Goonies. No entanto, Re/Member nem de perto chega a homenagear os filmes de J-Horror dos anos 2000 que arrepiaram o mundo.

Veja os bastidores de Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes

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Conheça os personagens de “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes” em novo vídeo de bastidores, divulgado hoje pela Paramount Pictures. A aventura, que chega aos cinemas em 13 de abril, é conduzida por um grupo de rebeldes composto por um bardo, uma bárbara, uma druidesa, um paladino e um feiticeiro, vividos por Chris Pine, Michelle Rodriguez, Sophia Lillis, Regé-Jean Page e Justice Smith respectivamente.

A história narra a jornada de um ladrão encantador e um bando improvável de aventureiros que armam um plano épico para recuperar uma relíquia perdida. Mas as coisas vão perigosamente mal quando eles encontram as pessoas erradas. O longa traz o mundo rico e o espírito divertido do lendário jogo de RPG para a tela grande em uma aventura hilária e repleta de ação.

O filme é uma associação entre a Paramount Pictures com a eOne e tem direção de Jonathan Goldstein e John Francis Daley, roteiristas de “Homem Aranha: De Volta ao Lar”.  A produção executiva é assinada por Jeremy Latcham, conhecido por seu trabalho nos filmes “Os Vingadores”, “Homem de Ferro” e “Guardiões da Galáxia”.