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#768-Avatar

James Cameron é sinônimo de superproduções de qualidade. O diretor é conhecido pelos trabalhos com orçamentos astronômicos que entraram para a história pela grande quantidade de efeitos especiais, como Titanic. Avatar é a nova ficção científica do cineasta. Uma obra aguardada que se passa no futuro quando uma nave especial pousa em um planeta chamado Pandora.

O local é parecido como uma imensa floresta amazônica, só que ainda mais exótica por ser alienígena. Apesar de ser um lugar praticamente selvagem existem bases humanas instaladas na superfície. O objetivo dos seres humanos ali presentes não é algo muito difícil de se imaginar: extrair um precioso mineral que encontra-se abaixo de uma gigantesca árvore. O grande problema é que Pandora é habitada por uma série de criaturas, muitas delas perigosas.

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Vidas e realidades duplas
E no lugar onde está o minério valioso vive a civilização Na’vi, formada por seres humanóides azuis que coexistem em harmonia com a natureza. Jake Sully (Sam Worthington, de Morte súbita) é um militar paralítico que possui a missão de estudar a cultura dos Na’vi e tentar um acordo para que o povo saia pacificamente com local onde está o mineral. Para isso ele usa um avatar, ou seja, um corpo de um Na’vi que é controlado pelo seu cérebro. É o mesmo princípio dos robôs do filme Substitutos.
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Uma Na’vi em um animal selvagem
Avatar é um filme admirável. O fato de ser 3D acrescenta – e muito – a imersão na realidade que aparece na telona. Depois das mais de duas horas e meia de projeção, fica a certeza de uma viagem fantástica. Não é preciso falar dos efeitos computadorizados ou da qualidade das imagens. É tudo muito bem feito e de encher os olhos. E um detalhe interessante é que a cópia em terceira dimensão está legendada, uma novidade por aqui. E a legenda no filme 3D também sai para fora da tela, sendo que ela ocupa espaços diferentes de acordo com a cena, para não sobrepor algum personagem ou objeto.
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Michelle Rodriguez, feminina como sempre, integra o elenco
Um dos problemas, entretanto, é o roteiro. Ele possui alguns momentos memoráveis como toda a espiritualidade do povo Na’vi, mas a história pode ser resumida como uma espécia de Pocahontas intergalática. Quem assistiu O novo mundo, por exemplo, vai encontrar muitas semelhanças na trama do civilizado que encontra-se com o selvagem. Mas isso não tira os méritos técnicos do longa e nem a recomendação de assistí-lo.
Estão no elenco Zoe Saldana (Star trek), Stephen Lang (Inimigos públicos), Giovanni Ribisi (A estranha perfeita, Quem é morto sempre aparece), CCH Pounder (A órfã), Wes Studi (Animal) e Michelle Rodriguez (Velozes e furiosos 4, LOST – 2ª temporada). Sigourney Weaver (Heróis imaginários) participa como uma cientista. E ver a eterna Ripley em um filme futurista faz qualquer fã da saga Alien pensar em como seria bom para a série ter um filme em 3D.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Avatar (EUA, 2009) Dirigido por James Cameron. Com Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel Moore, CCH Pounder, Wes Studi, Laz Alonso…

Daiblog Quer ver o filme Avatar?

Leia também: os três textos do Daiblog Especial – Avatar!

DaiblogDaiblog Especial – Avatar 3
DaiblogDaiblog Especial – Avatar 2
DaiblogDaiblog Especial – Avatar 1

Veja aqui o trailer do filme Avatar legendado em português:

AVATAR – TRAILER OFICIAL HD – LEGENDADO BY KABLAM from Kablam Trailers on Vimeo.

Cinema Especial – Avatar 3

CAPTURANDO A EMOÇÃO
Com os atores trabalhando sem cessar para incorporar todas essas nuances físicas, linguísticas e emocionais tão importantes para seus personagens e para a visão do diretor, Cameron estava determinado a captar tudo isso nas encarnações dos atores geradas por computador.

Worthington e os outros atores acharam libertador trabalhar no estúdio nu conhecido como o Volume, usando roupas especiais e o equipamento na cabeça. “Nós nos dedicamos ao processo de atuação e nos divertimos bastante”, conta Worthington. “Embora o avatar de Jake tenha 3,5 metros e seja azul, é minha personalidade e a minha alma. É espetacular que Jim consiga fazer isso”, completa.

Worthington continua: “Esse processo é incrivelmente libertador. Você não pode se esconder, toda tomada tem de ser verdadeira. No início, eu ficava nervoso, mas você acaba esquecendo que está usando aquilo na cabeça e que tem centenas de pontos no rosto”. “Você fica imaginando se vai ter a capacidade mental de olhar para aquele estúdio cinza, vazio, e ver uma cobra enorme numa floresta exuberante”, confessa Laz Alonso. “Quero dizer, o Volume não tem nada. Mas graças à direção de Jim, à captura de performance e à câmera virtual, algo de sensacional começa a acontecer e você começa a ver aqueles animais e aquele incrível ambiente. Você vai tão fundo nesse mundo que começa a ver, sentir o cheiro, ouvir e sentir Pandora”.

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Joel David Moore diz que a maneira como o Volume faz funcionar a imaginação fez com que se lembrasse da abordagem básica da atuação. “Trabalhar nesse estúdio leva você aos antigos dias do teatro. Tudo o que se tem no palco do teatro é uma parede, uma mesa e algumas cadeiras. É preciso imaginar todo o resto” ressalta.

Outro avanço revolucionário foi a câmera virtual, que não apenas tornou o trabalho de computação gráfica centrado no diretor e na atuação, como também criou um novo paradigma de produção que deu a Cameron a capacidade inédita de realmente ver o personagem da CG e os ambientes de CG na câmera, na hora em que trabalhava com os atores no Volume. “A câmera virtual permitiu a ele dirigir os atores de forma imediata, como jamais tinha acontecido. Ao mesmo tempo, os atores sentiram muito melhor seus personagens porque conseguiram ver a cena em CG, além dos ambientes, quase imediatamente, sem ter de esperar por meses até que a produtora dos efeitos liberasse as imagens”, explica Landau. A imagem em CG na câmera tinha apenas a resolução de um videogame, mas depois de Cameron completar a filmagem e a edição de uma determinada sequência, a WETA então trabalharia nela por meses para criar as imagens fotográficas finais, de alta resolução. Com efeito, cada tomada era criada duas vezes; uma vez com Cameron no Volume, e mais uma vez depois que a WETA completava seu trabalho de meses.

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A câmera virtual, que parece com um controlador de videogame com um monitor acoplado, não é realmente uma câmera porque não tem sequer uma lente; em vez disso, ela imita uma câmera ao ser “alimentada” com as imagens em CG por computadores de primeira linha à volta do Volume. Uma pequena tela mostra a imagem em CG que alimentou esses computadores.

Isso permitiu a Cameron filmar de qualquer ângulo, conseguindo espontaneidade, flexibilidade e opções inéditas no estúdio de produção virtual. “Por exemplo, Jim podia dizer para criarmos uma escala de cinco por um na vertical”, esclarece Stephen Rosenbaum, da WETA. “E quando ele move a câmera, em vez de deslocá-la um metro, é um movimento de grua de 45 metros, em tempo real. Na verdade, ele poderia transformar a equipe de câmeras em uma equipe de Na´vi de 3 metros de altura”.

“Muito depois de os atores terem ido para casa, eu ainda permanecia no Volume com a câmera virtual, revisando as cenas”, diz Cameron. “Apenas repassando a tomada, consigo uma cena em diferentes ângulos. Podemos mudar a iluminação, podemos fazer várias coisas”. “É filmar em um nível diferente, como se comparasse a escola com um programa de doutorado no M.I.T.”, compara Laz Alonso.

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Outra ferramenta inovadora da “caixa de ferramentas” de Cameron foi a Simul-Cam, que integrava, em tempo real, personagens e ambientes em CG ao que fora filmado – ao vivo – pela câmera Fusion. A tecnologia essencialmente trata uma câmera fotgráfica como câmera virtual, usando a caixa de ferramentas de produção virtual e sobrepondo-a à produção física. “A capacidade de filmar em um set normal e ver no visor de sua câmera personagens e ambientes em CG que não estavam ali, permitiram a Jim filmar aquela cena com a mesma sensibilidade que ele teria em uma cena real”, enfatiza Landau.

A CRIAÇÃO DE PANDORA
Como toda a ação de AVATAR acontece em Pandora, seja na base humana no Portão do Inferno, ou na floresta tropical, tudo o que apareceu diante das câmeras ou foi renderizado em computação gráfica teve de ser criado do zero. Paralelamente ao desenvolvimento da tecnologia, o processo de design consumiu dois anos antes do início das filmagens. Os realizadores convocaram uma equipe de profissionais de primeira linha para criar cada personagem, cada criatura, planta, roupa, arma, veículo e o ambiente de AVATAR. Criaram não apenas uma cultura, e sim duas: a colônia humana altamente tecnológica, com seus veículos e armamentos, e a sociedade dos Na’vi.

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Tal qual fez com os personagens, Cameron criou Pandora de modo que fosse fácil de ser reconhecida como viável, contudo sem perder suas características exóticas e inteiramente inovadoras. É um mundo que não exclui o que nos é familiar. “Não queríamos que os seres e a flora fossem completamente diferentes do que existe na Terra, e sim somente o suficiente para nos fazer lembrar que se trata de outro mundo, mas ao mesmo tempo sendo acessível”, explica Cameron. Árvores de mais de trezentos metros e montanhas flutuantes estão entre as paisagens que encantam em função da criatividade e do escopo, porém cujo design parte de estruturas familiares a todos.

“James Cameron não apenas criou e realizou um filme ambientado num mundo distante; foi como se ele realmente tivesse viajado para lá, tivesse feitos milhões de anotações, e depois tivesse voltado e posto cada detalhe que absorveu no papel, e em seguida transmitisse para o filme”, diz o desenhista de produção Rick Carter.

Foi essa a impressão que o mundialmente respeitado cineasta causou nos seus chefes de departamento, no elenco e em todos que trabalharam em AVATAR. Trabalhando com alguns dos melhores profissionais da indústria do cinema, Cameron supervisionou a arte conceitual, os cenários virtuais e os reais. Ele examinou cada detalhe do design do filme: cada criatura, cada faixa de grama, árvore, montanha, nuvem, veículo e cada roupa.

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“Acho que Jim tinha terminado AVATAR há muito tempo na cabeça dele”, afirma um dos desenhistas de produção, Robert Stromberg, que supervisionou boa parte do design de Pandora. Ele completa: “Ele o trouxe até nós para recriá-lo”. Rick Carter acrescenta: “Não foi fácil acompanhar o ritmo de Jim, porque ele estava nos apresentando a um mundo que ele já tinha visto, que não tinha acabado de inventar. Ele o tinha visto e o descreveu para nós. Jim explicava suas ideas para o design tão detalhadamente que dava para pensar que esses animais imaginários existiam mesmo. Isso dá uma ideia do quanto ele pensou em cada animal e cada inseto. Ele sabia o que comiam, como dormiam e como interagiam uns com os outros”.

Cameron, Stromberg, Carter e suas equipes regularmente se perguntavam: será que o design vai funcionar? O objetivo era causar no público o efeito conhecido como “suspension of disbelief” (literalmente, suspensão da descrença), de modo que o público reconhecesse e se identificasse com o que ia ver.

Jake chega à base militar e científica humana, o Portão do Inferno, escavada pelas mãos do homem no meio desse mundo virgem. Ele não tarda a descobrir que a floresta tropical do outro lado é rica em flora e fauna exóticas, bem como de uma feroz vida selvagem. Pandora é, no dizer de Cameron, “o Jardim do Éden com dentes e garras”.

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Há diversos clãs Na’vi espalhados por Pandora, no entanto aquele que Jake passa a conhecer é o clã Omaticaya, que vive no interior da árvore Hometree de mais de 300 metros há dez mil anos. O clã Omaticaya usa diferentes níveis da estrutura do interior da árvore como uma cidade. A hierarquia social dos Omaticaya é claramente definida, tendo como líder ou “Olo’eyctan”, Eytukan. Neytiri é filha de Eytukan, e sua mãe, Mo’at, também tem poder como a “Tsahik” ou xamã do clã. Tus’tey, um forte e orgulhoso jovem caçador, está na linha de sucessão para ser o próximo Olo’eyctan, e está prometido a Neytiri, num casamento arranjado.

Entre as inúmeras maravilhas de Pandora está a rede neural, por intermédio da qual toda a vida animal e vegetal está interligada. Idêntica a um sistema nervoso humano, essa rede faz toda a vida de Pandora funcionar como um único e harmonioso sistema. O centro dessa rede – e o coração e o cérebro da lua Pandora – é um imenso e nodoso salgueiro antigo, que é o epicentro dos Na’vi, uma extensão de sua força vital e um local de regeneração e conhecimento. Essa “Árvore das Almas” está localizada no centro do mais poderoso campo magnético de Pandora, o Flux Vortex. Há muitas e muitas eras, o campo invisível criou as estranhas formações geológicas de arcos que formam arco-íris de rocha, acima de uma profunda cratera, tendo a Árvore das Almas ao centro.

Vivendo nesses ambientes fantásticos há uma miríade de criaturas, algumas delas criadas pela equipe interna de design de AVATAR, sob o comando de Neville Page, e outras criadas pela equipe de John Rosengrant do Stan Winston Studios. A mais temida das criaturas de Pandora é o Thanator. “O Thanator poderia devorar um tiranossauro-rex e comer o Alien de sobremesa. É a pantera do inferno”, descreve o realizador. Há também os Viperwolves, que Cameron descreve como “desprovidos de pelos, com pele brilhosa que equivale a uma armadura. O mais assustador são as patas deles, que parecem mãos de couro”.

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A criatura alada Banshee é uma figura-chave na jornada de Jake; num rito de passagem Na’vi, ele tem de domar e montar um banshee para assumir uma posição de prestígio na comunidade do clã. Os riscos são intensificados pelo fato de que o banshee que mais deseja matá-lo é justamente “o escolhido” para que ele capture.

Os Direhorses lembram os cavalos terrenos, porém com vários detalhes importantes a mais, conforme concebido pelo Stan Winston Studios e por Cameron. O diretor descreve o animal como um “cavalo da raça Clydesdale alienígena, de seis patas, com antenas de mariposa”.

A diversidade da fauna de Pandora inclui o Hexapede, que parece um alce; o feroz Hammerhead Titanothere, um herbívoro parecido com o rinoceronte, agressivo e com cabeça em forma de martelo; e o Leonopteryx, o rei dos predadores dos ares, listrado de vermelho, amarelo e preto, com asas de 24,5 metros quando abertas. Uma espécie menor e mais mansa é o Woodsprite, semelhante a uma medusa, que ondula seus brotos sedosos, deslocando-se graciosamente no ar da noite. Chamado de tokirina pelos Na’vi, na verdade são sementes da sagrada “Árvore das Vozes” Utraya Mokri, e parcela importante da “alma” da floresta. Quando eles pousam em Jake, Neytiri interpreta o fato como um sinal, e as coisas tomam um rumo inesperado.

NOS BASTIDORES DE AVATAR : A VISÃO DE JAMES CAMERON – LEGENDADO BY KABLAM from Kablam Trailers on Vimeo.
O vencedor do Oscar Richard Taylor e sua equipe da WETA desenharam objetos de cena e armas para os Na’vi e os fortemente armados integrantes da RDA. O renomado TyRuben Ellingson projetou muitos dos veículos conduzidos pelas forças militares que têm sua base no Portão do Inferno – e que ficam em destaque no épico terceiro ato do filme, em que há uma batalha de máquina contra banshee, soldado contra guerreiro Na’vi.

A roupa AMP (“AMP” é um acrônimo para “Amplified Mobility Platform”, em português, Plataforma de Mobilidade Amplificada) “amplifica” os movimentos do operador humano. As AMP e os soldados que as usam são transportados pela talvez mais mortal aeronave da RDA, o C-21 Dragon Gunship. Esse rotorcraft gigante parece um inseto predador e possui várias coberturas de vidro. Quase tão destrutivo quanto ele é o AT-99 Scorpion Gunship, aeronave militar de ataque de alta velocidade e extremamente ágil. E num mundo sem pistas de pouso, essas aeronaves com rotores que se inclinam possuem a fundamental capacidade de decolagem e pouso verticais. Embora as aeronaves militares de AVATAR sejam rotorcrafts futuristas, foram projetadas de modo a parecerem tão familiares quanto as Huey da época da Guerra do Vietnã, para envolver o público numa forte sensação de realismo.

O maior veículo de AVATAR, com mais de um quilômetro de comprimento, é o ISV Venture Star, uma nave interestelar que transporta funcionários da RDA – inclusive Jake – para Pandora. Seus motores de antimatéria a impulsionam a 0,7 vezes a velocidade da luz, e ainda assim a viagem a Pandora leva quase seis anos, período em que os passageiros permanecem congelados criogenicamente. Para alcançar a superfície do planeta, os recém-chegados embarcam no TAV Valkyrie (Veículo Transatmosférico), um descendente distante do ônibus espacial.

Os figurinos de Mayes C. Rubeo e Deborah L. Scott funcionam como outro facilitador para a cultura Na’vi. Apesar de boa parte das roupas e dos acessórios serem usados por criaturas geradas por computação gráfica, eles foram confeccionados de verdade, de forma a melhor transmitir as sutilezas das texturas, os tipos de tecido e as jóias translúcidas. Praticidade e conforto definem o vestuário dos Na’vi, refletindo a graciosidade e a beleza do povo nativo de Pandora.

Cinema Especial – Avatar 2

COMO ELES FIZERAMCameron não estava interessado em usar maquiagem para criar a espécie alienígena. Há décadas, extraterrestres humanoides são interpretados por atores usando maquiagem, desde os filmes B dos anos 1950, e no decorrer de quatro décadas de derivados de “Star Trek” e outros filmes e programas de TV de ficção científica. Praticamente todos os designs e métodos de aplicar borracha no rosto dos atores já foram experimentados, e ainda por cima isso é limitador. O tamanho e o espaço entre os olhos não podem ser alterados. As proporções do corpo não podem ser modificadas, nem o tamanho do personagem. E a maquiagem para aplicar as próteses de borracha prejudica a atuação, pois funciona como barreira entre o ator e a lente.

Com o método de captura de performance, nenhum desses resultados negativos acontece. Embora os personagens criados em computação gráfica (CG) tenham ficado com a aparência dos atores que os interpretam, suas proporções são diferentes. Os olhos dos Na’vi têm o dobro do diâmetro dos olhos humanos, e são mais afastados. Os Na’vi são mais esguios que os humanos, têm pescoço mais longo, estruturas muscular e óssea diferentes, e suas mãos têm três dedos. Como personagens de computação gráfica, os Na’vi e os avatares podem ser feitos bem maiores que os humanos. A maquiagem azul poderia deixar a pele opaca, porém com a computação gráfica os personagens adquiriram uma pele translúcida que se comporta como pele de verdade, em que o pigmento na superfície não mascara o brilho vermelho do sangue que está por baixo, o que também acontece quando a luz do sol bate na parte de trás das orelhas. Todas essas sutilezas se combinam para permitir a criação de seres que parecem mesmo estar vivos.

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Cameron buscava um modo de levar a criação de personagens alienígenas para o século XXI. Em 1995, ele testemunhou os rápidos avanços dos personagens em computação gráfica, e imaginou que o filme dos seus sonhos ambientado em outro mundo poderia se tornar realidade. Depois de criar personagens que foram marcos da CG em “O Segredo do Abismo” e “O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final”, Cameron queria avançar com as técnicas de CG, e então AVATAR, filme de visual ambicioso, teve seu roteiro escrito. No entanto, ao pedir aos especialistas em CG os testes, Cameron verificou que a tecnologia necessária para o fotorrealismo ainda estava a anos de distância, e por isso o projeto foi engavetado.

Quando Cameron retomou o projeto em 2005, parecia que as técnicas necessárias estavam logo ali. Naquela altura, ainda havia a preocupação de que os personagens não parecessem reais, e padecessem do efeito “olhar morto”, visto nos primeiros filmes com captura de performance. A equipe de Cameron tentou ir além, esforçando-se para assegurar que os personagens fossem completamente realísticos. Para tanto, desenvolveram um novo sistema de “captura de performance facial baseada na imagem”, usando uma câmera posicionada na cabeça para gravar com precisão as mínimas nuances do desempenho facial dos atores. No lugar de usar a técnica de aplicar marcos refletores no rosto do ator para captar suas expressões, cada ator usou um equipamento especial na cabeça, semelhante a um capacete de futebol americano, no qual era afixada uma minúscula câmera. O aparelho ficava voltado para o rosto do ator, e a câmera filmava as expressões faciais e os movimentos dos músculos num nível que jamais havia sido possível. E o mais importante é que a câmera filmava o movimento dos olhos, o que não ocorria nos sistemas anteriores.

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O sistema permitiu a captura com clareza e precisão inéditas. Como o sistema não dependia das câmeras do passado, que capturavam movimentos, essas câmeras agora estão servindo apenas para captar o movimento do corpo, podendo ser comandadas a uma distância maior dos atores. Isso permitiu que a equipe de filmagem usasse um ambiente de captação muito maior, ou “Volume”, do que jamais fora feito. Sendo seis vezes os volumes de captação anteriores, o Volume de AVATAR foi usado para filmar cavalos verdadeiros galopando, dublês com complicados efeitos com cabos, e até cenas de lutas aéreas entre aeronaves e criaturas aladas. Assim, a revolucionária câmera na cabeça foi a chave para captar nuances sutis das emoções dos personagens, além ser o maior espetáculo do filme.

Outra inovação criada especialmente para AVATAR foi a Câmera Virtual, que permitiu a Cameron filmar cenas dentro de seu mundo gerado pelo computador, como se estivesse em um estúdio de Hollywood. Por meio dessa câmera virtual, o diretor podia ver não Zoë Saldana, mas sua personagem de pele azul e 3,5 metros, Neytiri. No lugar de Sam Worthington e Sigourney Weaver, via seus avatares gigantes e azuis, com suas caudas e enormes olhos dourados. Em vez de ver o espaço cinzento e austero do Volume, via a floresta tropical exuberante de Pandora, ou talvez as flutuantes Montanhas Aleluia, ou a colônia humana no Portão do Inferno.

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Depois de elaborar os detalhes de como realmente capturar as atuações, o próximo passo foi contar com a ajuda da empresa do vencedor do Oscar de efeitos visuais Peter Jackson, a WETA Digital, na Nova Zelândia. A WETA foi responsável pela aparência quase real de personagens como Gollum em “Senhor dos Anéis”, e pelo incrível King Kong, e levou Cameron a acreditar que eles poderiam injetar vida em seus personagens Na’vi.

Desde o início foi primordial para Cameron que todos os detalhes das atuações fossem preservados nos personagens em computação gráfica quando eles aparecessem na tela. A WETA garantiu que sua equipe de animadores se encarregaria de passar cem por cento da atuação dos atores para seus personagens Na’vi ou seus avatares. Isso significava que os dados de alta precisão seriam gravados no momento que a cena fosse realizada; e isso também exigiu mais de um ano de trabalho da equipe de animação para criar os equipamentos que permitiriam que os personagens em CG mostrassem a mesma emoção dos atores cuja atuação eles estavam copiando.

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É ANIMAÇÃO?
Pergunte aos animadores da WETA, eles vão dizer que os avatares e os habitantes Na’vi são fruto de animação. Pergunte a Jim Cameron, e ele vai dizer que os personagens foram realizados pelos atores. A verdade é que os dois estão certos. Foi necessária uma grande perícia em animação para assegurar que os personagens atuassem exatamente como os atores. Ao mesmo tempo, não se tomaram liberdades com as atuações. Elas não foram melhoradas ou exageradas. Os animadores procuraram ser fiéis ao trabalho dos atores, sem fazer nada a mais ou a menos que Sam, Zoë ou Sigourney fizeram no Volume. Naturalmente, alguns detalhes foram acrescentados, como o movimento das caudas e das orelhas, o que era impossível os atores fazerem. Mas, mesmo ali, o objetivo era manter a coerência com as emoções criadas pelos atores na hora da filmagem. Assim, quando a cauda de Neytiri balança e suas orelhas se abaixam em fúria, estão apenas expressando um pouco além a raiva criada por Zoë Saldana no momento da cena.

Cameron comenta: “Os atores me perguntaram se estávamos tentando substituí-los. Ao contrário, estamos tentando dar a eles mais poderes, novos métodos de expressão para criar personagens, sem limitações. Não quero substituir atores, adoro trabalhar com eles. Isso é o que eu faço como diretor. O que estamos tentando é substituir as cinco horas na cadeira de maquiagem, que é como se criam personagens como extraterrestres, lobisomens, bruxas, demônios etc. Agora você pode ser quem ou o quê quiser, ter qualquer idade, até mudar de sexo, sem o tempo e o desconforto da maquiagem complicada”.

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Zöe Saldana treinou sete meses para criar uma realidade física para sua personagem, de modo que pudesse expressar de forma plena a graciosidade atlética de Neytiri. Ela sabia que não se tratava somente de dublar um filme de animação, mas era uma “atuação total” e todas as nuances de sua expressão facial e os movimentos de seu corpo seriam capturados.

Cameron e os atores trabalharam juntos no Volume por mais de um ano, com alguns intervalos. Todas as etapas foram tão intensas como um relacionamento de trabalho que existe num set de filmagem comum; a diferença é que não havia luzes, câmeras ou gruas. Era a atuação pura. E todos realmente podiam se concentrar na atuação, na verdade emocional de cada momento, sem as distrações da filmagem. O diretor e os atores estavam envolvidos no processo, aproveitando a relação e se concentrando no que a captura da atuação permitia. Mas apenas quando Cameron e o elenco viram as primeiras cenas trabalhadas pela WETA, foi que compreenderam inteiramente como o filme seria revolucionário. Neytiri, Jake e Grace estavam vivos.

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Com AVATAR foi crucial conseguir uma atuação inteiramente autêntica para todos os muitos personagens. Os personagens em computação gráfica de AVATAR seriam, diz Landau, “reais, teriam alma e emoções”. Cameron completa: “Cada detalhe de atuação foi criado pelos atores, que fazem todas as coisas que você vê e seus personagens em CG, até o menor movimento da mão. Os personagens são exatamente e apenas o que os atores criaram”.

AVATAR vai um passo além, colocando esses personagens fotorrealistas em um mundo e também é gerado por computador, mas parece completamente real. Cada planta, cada árvore, cada pedra é criada e renderizada no computador da WETA Digital, na Nova Zelândia. Uma grande inovação está na iluminação, no sombreamento e na renderização, que permitiram à WETA criar um mundo fotorrealista que era visto em seus detalhes, mas que parece inteiramente natural aos olhos. Foi necessário mais de um petabyte (mil terabytes) de material digital para a WETA fazer toda a computação gráfica do filme: o infindável número de plantas e animais, insetos, rochas, montanhas e nuvens. Para dar uma idéia, “Titanic” exigiu dois terabytes para criar (e afundar) o navio e seus milhares de passageiros, cerca de 1/500 do usado em AVATAR.

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Além de toda essa complexidade, o filme foi feito em 3-D estereoscópico. Então, além de a WETA precisar trabalhar em 3-D ao criar as cenas em computação gráfica (como fizeram os outros produtores de efeitos visuais, como a ILM), as cenas ao vivo precisariam ser filmadas em 3-D. Cameron então usou o sistema Fusion Camera, que desenvolveu com Vince Pace. Foram sete anos de trabalho para criar o sistema de câmera estereoscópica mais avançado do mundo. As câmeras funcionaram à perfeição no set de AVATAR, permitindo que as cenas se fundissem suavemente com as imagens em CG, num processo uniforme.

Por causa das muitas camadas de tecnologia desenvolvidas especialmente para o projeto, AVATAR foi seguramente o filme mais desafiador de Cameron. Os realizadores se encontravam em território inexplorado, descobrindo as respostas ao longo do caminho. Foram necessários dezoito meses para desenvolver a captura de performance antes de se fazer qualquer cena com o elenco. Cameron admite: “Sempre procurei romper limites. Mas desta vez foi duro, foi necessário insistir. Comparo a experiência de realizar AVATAR como pular de um despenhadeiro costurando o paraquedas no meio da descida”.

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Mas essas tecnologias revolucionárias apenas estão na “caixa de ferramentas” dos realizadores, e estão sempre a serviço da história, da emoção e dos personagens. O produtor Jon Landau pondera: “No fim das contas, a reação do público a AVATAR não será em relação à tecnologia, e sim aos personagens e à história criada por Jim. A tecnologia permite que ele conte uma história que não seria possível sem ela”. Cameron relata: “Sempre acabamos fazendo a pergunta: a história é boa? No final, a discussão será a respeito dos personagens – extraterrestres e humanos – e suas trajetórias”.

Landau compara o uso por Cameron dessas ferramentas revolucionárias em AVATAR à maneira como ele usou os avanços de última geração no seu “Titanic”, vencedor do Oscar de Melhor Filme: “Em ‘Titanic’, Jim usou efeitos visuais para que as pessoas se sentissem parte da história; em AVATAR, ele usa uma nova tecnologia para transportar as pessoas para o futuro, para outro mundo”. E Cameron diz: “A tecnologia está a tal ponto que ela desaparece, deixando apenas a magia, a sensação de que você está ali realmente, e que a história, os personagens e as emoções são reais”.

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AVATAR nos conduz por um mundo espetacular além da imaginação, onde um herói relutante vindo da Terra embarca numa aventura épica, e acaba lutando para salvar o mundo extraterrestre que aprendeu a chamar de lar. O filme foi idealizado 15 anos atrás pelo diretor de “Titanic”, o vencedor do Oscar James Cameron, quando ainda não existiam os meios para tornar suas ideias realidade. Agora, após quatro anos em produção, AVATAR, um filme de ação ao vivo com uma nova geração de efeitos especiais, nos proporciona uma experiência inovadora de imersão no cinema, em que a tecnologia revolucionária que foi inventada para realizar o filme desaparece na emoção dos personagens e no arrebatamento da história.

Adentramos o mundo alienígena através dos olhos de Jake Sully, um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas. Apesar do que aconteceu ao seu corpo, Jake continua se sentindo um guerreiro e viaja anos-luz à estação que os humanos instalaram em Pandora, onde a humanidade quer explorar o minério raro unobtanium, que pode ser a chave para solucionar a crise energética da Terra. Como a atmosfera de Pandora é tóxica, foi criado o Programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado à distância capaz de sobreviver nesse ar letal. Os avatares são híbridos geneticamente produzidos de DNA humano e DNA dos nativos de Pandora, os Na’vi.

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Renascido em sua forma avatar, Jake consegue voltar a andar. Ele recebe a missão de se infiltrar entre os Na’vi, que se tornaram um obstáculo à extração do precioso minério. Ocorre que uma bela Na’vi, Neytiri, salva a vida de Jake, o que muda tudo. Jake é acolhido pelo clã de Neytiri, e aprende a ser um deles depois de passar por vários testes e aventuras. O relacionamento de Jake com sua hesitante instrutora Neytiri se aprofunda, e ele passa a respeitar o jeito de viver dos Na’vi, e por fim passa a ocupar seu lugar no meio deles.

Logo ele enfrentará a maior de suas provações, ao comandar um conflito épico que decidirá nada menos que o destino de um mundo inteiro.

O COMEÇO
“AVATAR foi o filme mais desafiador que já fiz”, afirma o roteirista e diretor James Cameron. E é uma declaração de peso, levando-se em conta o renome internacional de Cameron como um dos maiores cineastas: seus inovadores filmes “Titanic”, “O Exterminador do Futuro”, “O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final”, “Alien – O Oitavo Passageiro”, “True Lies” e “O Segredo do Abismo” mesclaram espetáculo, narrativas e personagens envolventes, e expertise técnica a serviço da história e da emoção.

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O personagem central de AVATAR, Jake Sully (Sam Worthington), é um homem comum com o qual todos podem se identificar e que, inesperadamente, torna-se um herói, após os acontecimentos convergirem para um conflito de civilizações – entre as empresas da Terra que pretendem “desenvolver” Pandora, e os nativos Na’vi. Jake é um ex-fuzileiro naval que coloca a honra e o dever acima de tudo, mas que acabará por ter de optar entre a honra pessoal, em defesa do que é certo, e seu suposto dever para com aqueles que o designaram para a missão.

“Eu quis criar um tipo de aventura com a qual todos estivessem familiarizados, num mundo nada familiar, com a clássica trama do forasteiro que encontra uma cultura e um lugar diferentes num planeta alienígena”, destaca Cameron. Ele explica: “É uma história clássica, porém com várias reviravoltas para surpreender o público. Sonhei criar um filme assim, ambientado num outro mundo, repleto de perigos e beleza, desde que era um menino que lia revistinhas de ficção científica e quadrinhos sem parar, e desenhava monstros e extraterrestres na aula de matemática, com o papel escondido atrás de um livro. Com AVATAR, esse dia chegou”.

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ONDE E QUANDO
AVATAR se passa em Pandora, uma lua com ambiente semelhante ao da Terra, que orbita ao redor de um gigante gasoso chamado Polyphemus, no sistema estelar Alpha Centauri-A. Localizada a 4,4 anos-luz da Terra, Alpha Centauri é o nosso vizinho mais próximo, e quando se descobre que Pandora é rica em um mineral raro chamado unobtainium a raça humana resolve explorar os recursos desse novo mundo. O unobtainium não existe em nosso sistema solar, no entanto é a chave para solucionar a crise energética na Terra no século XXII, portanto a Administração de Desenvolvimento de Recursos (RDA, na sigla em inglês) investe bilhões de dólares para explorá-lo nesse mundo distante.

Nossa história acontece no ano de 2154, trinta anos depois de uma colônia de mineração ser instalada em Pandora. A invasão do território dos nativos Na’vi pelas atividades dos humanos gera uma tensão crescente entre as duas espécies, e está prestes a causar uma guerra.

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Por um golpe do destino, a morte de seu irmão gêmeo, Jake Sully é lançado no meio dessa situação. Ele é enviado a Pandora para ser o mais novo “condutor” do Programa Avatar, uma tentativa de cientistas humanos de criar um “elo de confiança” com os Na’vi, valendo-se de corpos avatares geneticamente criados para circularem entre os alienígenas gigantes com uma forma familiar. Mas Jake é cooptado pelo coronel Miles Quaritch, chefe de segurança da colônia humana, para se infiltrar no clã de Neytiri e aprender como controlá-los ou derrotá-los. Quaritch é o líder da Secops, força de segurança particular que defende o Portão do Inferno contra os ferozes predadores de Pandora, e dos igualmente ferozes Na’vi. Trata-se de um exército mercenário bem armado, dotado de aeronaves com rotores que inclinam, equipadas com armamentos pesados e os trajes AMP — imensos exoesqueletos para usar em combate.
Avatar
Jake é o “homem errado” a ser designado para essa posição. Quando ele se vê dividido entre os Na’vi e as forças da RDA, que estão determinadas a destruir o lar ancestral de 10 mil anos dos Na’vi, Jake parte para a ação. E a coisa pega fogo.

11 sugestões de presentes para o Natal

Ho ho ho! Já estamos em dezembro, mês do Natal! Todas as cidades estão enfeitadas e as lojas repletas de ofertas e novidades para a conhecida troca de presentes. É claro que o mais importante nesta data é lembrar do verdadeiro significado do espírito natalino. Agora se a sua dúvida está na escolha do presente, o Daiblog fez uma lista de 11 objetos de consumo que qualquer fã de cultura (ou nerd, se preferir) gostaria de ganhar.

Esta seleção foi criada por Michel Toronaga e Pedro Bueno. Você pode descobrir quem sugeriu o que com as iniciais que antecedem os textos. E se você quiser comprar o presente, basta clicar na sua respectiva imagem!

sugestões de presentes para o Natal - DAIBLOG
Skullcandy – Bonitos e funcionais
Fones de ouvido Lowrider SkullcandyMT – Não é exatamente um produto cultural, mas com esses fones de ouvido você pode ouvir músicas ou usar no seu video-game favorito para escutar tudo melhor. Eu tenho um amarelo desse e a qualidade do som surpreende. Além de serem bonitos, são ótimos!

É acolchoado nos alto falantes, no arco e com anti-ruídos externos. Com grave de altíssima definição e alto falantes de 40mm, o lowrider oferece um som fiel que amplia o prazer em ouvir músicas de todos os estilos, principalmentes as que possuem batidas fortes e vibrantes. Áudio 3,5mm P2 banhado a ouro.
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sugestões de presentes para o Natal - DAIBLOG
Tolkien – Leitura mais do que recomendada
Coleção Tolkien
PB – Esse post não é patrocinado, mas não posso deixar de falar dessa oferta inacreditável do submarino.com. Todos os livros de J.R.R Tolkien por R$ 50. São 5 livros: os três de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e Silmarillion. O Hobbit conta como Bilbo bolseiro achou anel, e Silmarillion conta toda a história da Terra Média. É uma ótima oferta e uma boa pedida para o Natal, principalmente para os fãs do filme.
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Para ver e rever para sempre
Box As aventuras de Tintim
MT – Quem já assistiu algum episódio deste desenho ou leu os quadrinhos assinados pelo belga Hergè sabe que não é preciso falar muito da série. O repórter mais corajoso do mundo enfrenta maldições, conspirações e diversos perigos na busca pela verdade e justiça. A edição de colecionador reúne 9 DVDs com todos 39 capítulos das 3 temporadas. Eu ficaria muito contente se ganhasse de Natal!
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Para quem quer alta definição
Aparelho de blu-rayPB – 2010 vai ser o ano do blu-ray. Ano que vem o Brasil vai começar a produzir os disquinhos do raio azul, o que vai baratear, e muito, o preço dos filmes. Sugiro esse aparelho da Tec Toy que está custando apenas R$ 799, sendo o player de blu-ray mais barato do Brasil, mas você já pode encontrar de diversas marcas com o preço muito menor do que quando foi lançado. Se você quer comprar um blu-ray player, agora é a hora.
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Leia antes de assistir!
Livro Onde vivem os monstros
MT – Ano que vem estreia a versão cinematográfica de Onde vivem os monstros, baseado no best-seller mundial que só agora chega ao Brasil. A editora Cosac & Naify lança o livro homônimo que apresenta a jornada do menino Max. O livro foi escrito e ilustrado por Maurice Sendak e é uma boa opção de presente; especialmente para quem for conferir a trama na telona depois.
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Indispensável para os fãs
BOX E o vento levou edição limitadaPB –E o vento levou é o maior filme que Hollywood já produziu. Tudo no filme é grandioso: cenários, figurinos e as atuações marcantes. Essa edição que já se encontra em pré venda, é obrigatória para os fãs do filme. Com uma embalagem belíssima e cheio de extras. Os discos vem num livro, com fotos e curiosidades do filme. São 5 discos ao todo. Eu já coloquei na minha listinha pro Papai Noel.
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sugestões de presentes para o Natal - DAIBLOG
Cinema para se vestir
Camisetas cinéfilas
MT – Não é preciso ser Geisy Arruda da Uniban para descobrir que a roupa que você usa pode significar muita coisa! Camisetas são ótimos presentes porque praticamente todo mundo usa. E se você é fã de um filme, nada melhor do que mostrar sua paixão vestindo uma camiseta. Acima temos uma camisa do Surfista prateado do Quarteto fantástico e o surfista prateado e uma dos chocolates Wonka da Fantástica fábrica de chocolate!
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sugestões de presentes para o Natal - DAIBLOG
Luxosa edição de um clássico
Watchmen – Edição definitivaPB – Watchmen é o melhor filme de super heróis de todos os tempos. Os quadrinhos que originaram o filme foram lançados na década de 80 e mudaram o modo como se faziam histórias de super heróis. Foi um marco na indústria de quadrinhos americana. Mudou a visão otimista e maniqueísta de mundo que reinava na época. Essa edição, embora tenha o preço um pouco salgado, vale apena de ser adquirida por aqueles que querem ir um pouco mais a fundo na trama do filme.
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sugestões de presentes para o Natal - DAIBLOG
Anime em DVD
DVDs Nadja
MT -Quem perdeu o anime Nadja (exibido em canais pagos) pode conferir agora no conforto do lar graças à Playarte. A distribuidora lançou 4 DVDS com episódios da saga da menina órfã que viaja em busca da família. Esta sugestão de presente abrange também outros lançamentos da Playarte, que investe nos desenhos japoneses, lançando também a febre Naruto, Digimon, One piece, Yu Yu Hakusho, Zatchbell, Os cavaleiros do zodíaco e ainda a série Kamen Rider.
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sugestões de presentes para o Natal - DAIBLOG
O lado negro dos pendrives
Pendrive Darth Vader – 8 Gbs
PB- Esse eu com certeza vou comprar. Um pen drive do Darth Vader, com capacidade de 2GB. A tampa é o capacete, e quando removida revela a cabeça do personagem. É de uma série que conta com outros personagens da saga Star Wars, como C3PO, Luke Skywalker e o Imperador. Imperdível para os fãs da saga de George Lucas.
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sugestões de presentes para o Natal - DAIBLOG
Com este boneco todas as sexta-feiras serão 13
Boneco do Jason Vooheers
MT – Todo fã da série Sexta-feira 13 vai amar este boneco do Jason Vooheers. Com a opção de usar a máscara famosa ou o pano (conforme os primeiros filmes da saga), o boneco é bem feito e repleto de detalhes. Um presentão para qualquer fã de cinema de terror.
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#767-Atividade paranormal

Atividade paranormal é um sucesso de bilheteria que pode ser comparado ao fenômeno A bruxa de Blair. Ambas são produções de terror de baixo orçamento que fizeram sucesso pelo realismo e pela eficiente propaganda boca a boca de quem assistiu e recomendou para pessoas próximas. Foi considerado um dos filmes mais assustadores de todos os tempos, título que muita superprodução do gênero gostaria de ter recebido. Mas será que é tudo isso?

Bem, sem dúvidas o longa-metragem consegue ser mais tenso do que muitos trabalhos que chegam aos cinemas. A força está na simplicidade das imagens e no elenco desconhecido, que consegue convencer que tudo aquilo é de verdade. O filme é uma espécie de diário do casal Katie (Katie Featherston) e Micah (Micah Sloat).

Photobucket
Katie acredita no sobrenatural

Katie acredita que existe alguma coisa muito estranha na casa, algo sobrenatural e perigoso. O namorado, cético, compra uma filmadora para registrar todos os momentos. A partir daí vemos como os dois passam os dias e as noites, em registros amadores que mostram momentos assombrosos. Sem muitos efeitos especiais, Atividade paranormal prende a atenção por ter um clima de medo crescente. As coisas vão ficando cada vez piores.

atividade paranormal
É de noite que o bicho pega!

Se por um lado Kate é uma personagem bem construída e realista, Micah não parece ser alguém da vida real. Cheio de piadinhas e com um comportamento artificial, o papel entra em contraste e impede que a intenção de tudo parecer verdadeiro e documental seja atingida com perfeição. É um exagero dizer que é um dos melhores filmes de terror do ano, mas o trabalho do estreante Oren Peli se sai melhor do que muitos outros. O espanhol Rec, também filmado em primeira pessoa, ainda é melhor.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Paranormal Activity (EUA, 2007) Dirigido por Oren Peli. Com Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs, Ashley Palmer, Amber Armstrong, Tim Piper, Randy McDowell…

Daiblog Quer ver o filme Atividade paranormal?

Veja aqui o trailer do filme Atividade paranormal legendado em português:

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Cinema Especial – A princesa e o sapo

Estreia nesta sexta-feira nos cinemas o longa-metragem A princesa e o sapo. A animação marca o retorno da Disney aos desenhos feitos à mão. Além deste aspecto, um outro ponto chama a atenção: em mais de 70 anos, pela primeira vez os estúdios fazem um desenho com uma princesa negra.

Tiana (com a voz original de Anika Noni Rose, de Dreamgirls) passa a integrar o hall das princesas Disney, que conta atualmente com: Bela (A bela e a fera), Jasmine (Aladdin), Cinderella (Cinderella), Ariel (A pequena sereia), Branca de neve (Branca de neve e os sete anões) e Aurora (A bela adormecida).

A princesa e o sapo
Tiana e o sapo

A história do musical A princesa e o sapo é ambientada na cidade de Nova Orleans. A história tem início quando Tiana encontra-se com um sapo-príncipe que quer desesperadamente voltar a ser humano. Depois de um beijo, a dupla é levada para uma aventura hilariante pelos místicos pântanos da Louisiana.

A princesa e o sapo
Músicas do premiado Randy Newman

O trabalho é assinado pelos mesmos criadores de A pequena sereia e Aladdin. Já as músicas são do compositor, Randy Newman, ganhador do Oscar® por Monstros S.A. E se alguém ainda duvida do talento do artista saiba que ele também levou os prêmios Grammy® por Toy story, Vida de inseto, entre outros.

No elenco de dubladores estão Keith David (Coraline e o mundo secreto), Terrence Howard (Awake – A vida por um fio, Animal), John Goodman (Speed racer, Os delírios de consumo de Becky Bloom), a apresentadora Oprah Winfrey (Bee movie – A história de uma abelha e A menina e o porquinho), além do brasileiro Bruno Campos (o Dr Quentin Costa da terceira temporada do seriado Nip/Tuck – Estética).

#766-Jogos mortais 6

por Pedro Bueno

Atenção: este texto contem spoilers (que podem estragar surpresas de quem não assistiu aos filmes anteriores!

Mais um ano, mais um Jogos Mortais. Agora em seu 6º filme. Na trama, o detetive Hoffman (Costas Mandylor, de A lenda de Beowulf), que substituiu Jigsaw depois de sua morte, continua fazendo os joguinhos sádicos.

A série tinha toda sua força nos vilões Jigsaw (Tobin Bell) e a perturbada Amanda (Shawnee Smith, de A ilha), mas por alguma razão que desconheço, os produtores resolveram matá-los no 3º filme. Com isso a saga foi de mal a pior. O 1º foi um excelente filme de suspense, um dos melhores em anos. Mas dos segundo em diante a saga foi perdendo o rumo e acabou de tornando trash demais. Trocou a inteligência pelo sangue.

Jogos mortais 6
Os jogos e armadilhas continuam

Outra coisa que incomoda é que o filme acaba traindo os próprios princípios em uma busca por inovação: se nos filmes anteriores as pessoas eram escolhidas para darem mais valor a própria vida, agora não passa de uma vingança pessoal. O elenco não se destaca, com atuação padrão para esse tipo de filme: gritar o máximo que puder e fazer cara de susto.

Jogos mortais 6
Exemplo de atuação padrão

Não tem muito o que falar sobre Jogos Mortais 6. Entra e sai diretor e a parte técnica continua a mesma, inclusive o típico final em que toda a trama é explicada com partes do filme todo para que o expectador entenda ao som da música tema da franquia. Jogos Mortais já foi uma boa série, que ficou ruim a partir do 4º. A pior parte é que ano que vem tem mais. 1 estrelinha, e está de bom tamanho.
Cotação do Daiblog: Daiblog

Saw 6 (EUA, 2009) Dirigido por Kevin Greutert. Com Costas Mandylor, Mark Rolston, Betsy Russel, Tobin Bell, Shawnee Smith, Peter Outerbridge e Shauna MacDonalds.

Daiblog Quer ver o filme Jogos mortais 6?

Veja aqui o trailer do filme Jogos mortais 6 legendado em português:

DaiblogConcordo com o Pedro na maior parte do texto porque está claro que a ganância das produtoras nem sempre significa filmes bons. Enquanto Jogos mortais der lucro com certeza vão fazer mais e mais filmes. A sétima produção será em 3D, o que pode representar uma nova experiência na desgastada franquia.
Jogos mortais 6
“Eu ainda quero jogar um jogo”Aproveite para ler mais sobre outros filmes da série que foram comentados anteriormente aqui no Daiblog:

DaiblogJogos mortais 5
DaiblogJogos mortais 4
DaiblogJogos mortais 3
DaiblogJogos mortais

por Michel Toronaga

#765-Quanto dura o amor?

O festival Mix Brasil foi aberto em Brasília com o longa-metragem Quanto dura o amor? – uma produção nacional que fala sobre sexo e sentimento através de uma série de personagens que moram em São Paulo. Dirigido por Roberto Moreira (Contra todos), que também assina o roteiro ao lado de Anna Muylaert (É proibido fumar), o filme tem início com Marina (Sílvia Lourenço, de A minha maneira de estar sozinho e Não por acaso), uma jovem atriz que viaja até Sampa com o objetivo de conseguir um emprego.

Para aproveitar a forte cena cultural da cidade e quem sabe alavancar a carreira, ela se hospeda na casa da advogada Suzana (Maria Clara Spinelli), que por sua vez se relaciona com um colega de trabalho (vivido por Gustavo Machado, de Nome próprio). Durante uma festa Marina conhece a cantora Justine (Danni Carlos), que mantem um caso com Nuno (Paulo Vilhena, de Chega de saudade, O magnata). Tem início então um triângulo amoroso bissexual, sendo que Nuno não acredita que Justine vá trocá-lo por Marina.

Quanto dura o amor?
Amor e vida noturna

No mesmo prédio onde vive a atriz também mora o escritor Jay (Fábio Herford, de Salve geral), que é cliente da prostituta Michelle (Leilah Moreno, de Antônia – O filme). Diferente da garota de programa, Jay não vê o relação dos dois como algo apenas profissional e ele sonha em viver uma história de amor com a mulher. Juntos, todos os personagens vão viver experiências de amor e decepção.

Quanto dura o amor?
Sexo e emprego

Quanto dura o amor? consegue entreter e prender a atenção. Todas as histórias são interessantes, sendo que algumas possuem um elemento surpresa. O final aparentemente inconclusivo responde a pergunta do título. No final das contas é um bom filme sobre pequenas crônicas urbanas.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Quanto Dura o Amor? (Brasil, 2009) Dirigido por Roberto Moreira. Com Sílvia Lourenço, Danni Carlos, Paulo Vilhena, Maria Clara Spinelli, Gustavo Machado, Fábio Herford, Leilah Moreno, Paula Pretta, Sérgio Guizé, Ailton Graça…

Daiblog Quer ver o filme Quanto dura o amor?

Veja aqui o trailer do filme Quanto dura o amor?:

#764-Meu trabalho é um parto

A vida de Thea Clayhill (Lindsay Lohan, de Sorte no amor e Eu sei quem me matou) está uma verdadeiro caos. Ela sustenta a irmã mais nova e vive com o aluguel atrasado. Enfrenta problemas também no ambiente de trabalho – uma editora de livros. Lá Thea pode ser considerada uma babá do cachorro do chefe, desempenhando uma série de funções que só a deixam cada vez mais frustrada.

Quando tudo parece que não pode ficar pior, Thea é demitida depois que seu chefe escuta um comentário que definitivamente não era para ser ouvido. Vendo que pode se tornar desempregada, a jovem faz uma falsa revelação: está grávida. Assim, graças à cascata criada de última hora, ela consegue manter o emprego. Só que todo mundo sabe que mentira tem perna curta e viver uma farsa assim não será nada fácil.

Meu trabalho é um parto
Gravidez falsaEla contará com ajuda de uma amiga do trabalho (Cheryl Hines, de Space Chimps – Micos no espaço, A verdade nua e crua) e a cooperação do namorado sem noção (vivido por Aaron Yoo, de Paranóia, Sexta-feira 13). A gestação de mentirinha fará com que a vida da protagonista mude da água para o vinho, o que inclui desde ter prioridade em filas ou assentos em ônibus até uma nova forma de encarar os problemas.

Meu trabalho é um parto
Futura mamãe?Meu trabalho é um parto é uma comédia simples e descompromissada. Lindsay Lohan pode ser uma figura polêmica por causa dos escândalos que se envolve, mas neste filme ela prova que continua bonita e carismática – tudo o que é exigido para uma comédia romântica comum. É o tipo de filme que não inova em nada, só que permanece com seu público fiel. Também estão no elenco Bonnie Somerville (Noivas em guerra), Kevin Covais (Colegiais em apuros) e Luke Kirby (O preço de uma verdade).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Labor Pains (EUA, 2009) Dirigido por Lara Shapiro. Com Lindsay Lohan, Luke Kirby, Chris Parnell, Aaron Yoo, Bridgit Mendler, Tracee Ellis Ross, Kevin Covais, Bonnie Somerville, Cheryl Hines, Creed Bratton, Janeane Garofalo, Jack Axelrod, Donald V. Allen, Keiko Agena…

Veja aqui o trailer do filme Meu trabalho é um parto legendado em português: