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#763-Substitutos

por Pedro Bueno*

Substitutos (Surrogates, no original) foi dirigido por Jonathan Mostow e escrito por Michael Ferris e John D. Bancatto, mesmo trio de Exterminador do Futuro 3, considerado o pior da franquia. O filme se passa no futuro, onde os humanos vivem isolados em suas casas e interagem através dos “substitutos” – robôs que são controlados pelos humanos a distância, como se fosse um Second Life da vida real. Nesse mundo você pode ser quem você quiser. Um exemplo: uma mulher jovem, loira e bonita é na verdade um velho gordo.

Na trama do filme, duas pessoas morrem enquanto estavam conectadas aos seus substitutos, e cabe ao policial interpretado por Bruce Willis (A estranha perfeita) desvendar o crime. Mas o que poderia ser uma crítica relevante ao isolamento do ser humano no mundo virtual acaba apenas raspando na temática. Se torna mais um filme de ação sem cérebro, com direito a Bruce Willis loiro e de franja. Mas essa não era a proposta do filme, então podemos perdoar.

Substitutos
É impossível não ter medo da franja de Bruce Willis
As semelhanças com o supracitado Exterminador do Futuro não são poucas. Em determinada cena, o substituto de Willis corre pela cidade perseguindo um suspeito, e no caminho vai perdendo o braço e fica com seu esqueleto robótico exposto. Quando finalmente é abatido eu fiquei esperando ele dizer “I’ll be back”, ou então o Arnold Schwarzenegger aparecer com óculos escuros e casaco de couro.

Substitutos
Trama futurista
Substitutos é um bom filme de ação, com um final surpreendente e corajoso. Talvez não valha a pena assistir no cinema. É melhor esperar sair na locadora e assistir em casa com um pote de pipoca. Não vai mudar a sua vida, mas vai te divertir por 88 minutos. Também no elenco está Radha Mitchell (Terror em Silent Hill e Visitors).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Surrogates (EUA, 2009) Dirigido por Jonathan Mostow. com Bruce Willis, Radha Mitchell, Rosamund Pike, Ving Rhames, James Cromwell, Boris Kodjoe e Michael Cudlitz…

Veja aqui o trailer do filme Substitutos legendado em português:

Daiblog

*A partir de hoje você encontrará aqui no Daiblog textos assinados por Pedro Bueno. Ele irá colaborar com críticas de alguns filmes selecionados. Pedro cursa cinema na PUC-Rio e é carioca (metade português). É fã de Watchmen, Star Wars e Senhor dos Anéis. Gosta dos trabalhos de Tim Burton, Guillermo Del Toro, Quentin Tarantino e Zack Snyder. Adora pizza e seu sonho é fazer um filme pornô de sucesso.
Os textos serão identificados para você saber quem está escrevendo. Para saber mais sobre a equipe do Daiblog, consulte a seção sobre, que foi recentemente atualizada!

Cinema Especial – Julie e Julia

Meryl Streep é Julia Child e Amy Adams é a escritora Julie Powell na comédia de Nora Ephron, Julie & Julia. Antes de chefs como Ina, antes de Rachael, antes de Emeril, veio Julia, a mulher que mudou para sempre o modo como a América cozinha. Entretanto, em 1948, Julia Child (Meryl Streep) era apenas mais uma norte-americana vivendo na França. O trabalho do marido levou-os a Paris e, com sua disposição incansável, ela ansiava por algo com o qual se ocupar.

Cinquenta anos depois, Julie Powell (Amy Adams) está frustrada com a sua vida. Prestes a completar 30 anos, morando no Queens e trabalhando num cubículo de uma repartição pública enquanto suas amigas desfrutam de um sucesso cada vez maior, ela se agarra a um plano aparentemente insano para ter onde concentrar as suas energias. Julie decide passar exatamente um ano cozinhando todas as 524 receitas do livro de Julia Child, Mastering the Art of French Cooking (coescrito com Louise Bertholle e Simone Beck) – enquanto assina um blog sobre as suas experiências.

A diretora, roteirista e produtora Nora Ephron mescla com perfeição essas duas histórias extraordinárias numa comédia que prova que, com as doses certas de paixão, obsessão e manteiga, você pode mudar a sua vida e realizar os seus sonhos.

Julie e Julia

SOBRE O FILME

“É sobre o amor, sobre o casamento, sobre mudar a sua vida”, diz Ephron acerca dos temas que a motivaram a rodar Julie & Julia. “Sou obcecada por comida, mas havia, pelos menos, outros oito motivos que me levaram a filmá-lo, como, por exemplo, fazer coisas pelas quais realmente nos interessamos e que nos proporcionam felicidade.”

“O elo que une essas duas histórias é a paixão”, afirma o produtor Laurence Mark. “Tanto Julie Powell quanto Julia Child descobriram essa paixão – em ambos os casos, a paixão pela comida – que as ajudou a superarem fases difíceis. O filme também é sobre o casamento – e como ele exige malabarismos. Julie e Julia perceberam isso e, apesar dos altos e baixos, são loucas por seus maridos e a recíproca também é verdadeira.”

Julie e Julia

O filme recorre à magistral técnica de adaptar e entremear dois prestigiados livros de memórias: Julie & Julia, de Julie Powell, e My Life in France, de Julia Child com Alex Prud’homme. My Life in France é a história pessoal de Child em Paris nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, como esposa de um adido cultural dos EUA, Paul Child, quando ela transformou seu amor pela culinária francesa em uma missão com o objetivo de disseminar seus prazeres entre as donas-de-casa norte-americanas. Depois de se tornar a primeira americana a cursar a famosa escola de gastronomia francesa, Le Cordon Bleu, ela popularizou a culinária francesa nos EUA, como coautora do livro de culinária, Mastering the Art of French Cooking. A popularidade do livro gerou um programa televisivo de culinária que a transformou numa celebridade nos EUA. Como ninguém, Child levou os norte-americanos a trocarem a comida enlatada, congelada e processada por alimentos frescos, saborosos e preparados com uma satisfação desenfreada, uma metáfora maravilhosa para como se deve viver a vida.

“Com relação à paixão, Julia Child não era apaixonada apenas pelo marido ou pela gastronomia, ela era apaixonada pela vida”, comenta Streep. “Ela tinha uma alegria de viver verdadeira e genuína. Ela adorava estar viva, uma inspiração para qualquer um.”

Julie e Julia

Meio século depois, em 2002, uma nova-iorquina, Julie Powell, estava prestes a completar 30 anos, frustrada como escritora e com sua rotina no emprego público numa organização dedicada à reconstrução da área do World Trade Center depois dos atentados de 11 de setembro e ao auxílio às famílias das vítimas até seu restabelecimento. Em um impulso para mudar de vida, ela decide preparar todas as receitas da obra-prima de Child – 524 receitas em 365 dias – enquanto acompanha a façanha por intermédio de um blog. Com o apoio do marido, Eric — que se satisfazia em devorar os frutos do seu trabalho — Julie começou a detalhar os altos e baixos do seu desgastante projeto.

Hoje, blogar já faz parte das nossas vidas, mas em 2002, Powell foi uma pioneira na “blogosfera”. “No início da sua empreitada”, explica Mark, “Julie talvez nem se desse conta de como aquilo tudo era ambicioso. Mas como ela estava obviamente se divertindo e os resultados eram absolutamente deliciosos, a coisa toda se tornou mais facilmente administrável.”

Julie e Julia

Powell se tornou uma blogueira tão popular que, assim como Child, teve sua própria aventura culinária publicada: Julie & Julia: My Year of Cooking Dangerously foi editado pela Little, Brown, em 2005. Porém, antes mesmo que Powell tivesse assinado um contrato editorial, o produtor Eric Steel já a havia notado, a partir do seu perfil publicado no New York Times, escrito pela crítica gastronômica, Amanda Hesser. “Julie foi realmente uma das primeiras blogueiras a extrapolar os limites fechados por onde orbitam algumas dessas pessoas”, observa Steel. “Ela tinha um público leitor. À época em que eu a conheci, ela já tinha milhares de pessoas lendo seu blog todos os dias.”

À mesma altura, a produtora Amy Robinson pensava em transformar a história de amor de Julia e Paul Child em um filme. Como Steel detinha os direitos sobre a história de Powell, Robinson propôs que eles combinassem suas narrativas. “Eu vi que era possível combinarmos as duas coisas, esses dois casamentos, essas duas mulheres procurando descobrir quem elas são’,” afirma Robinson.

Julie e Julia

A sensibilidade e inteligência do projeto, assim como o tema gastronômico relacionado à vida, atraíram o interesse da roteirista e diretora Nora Ephron, e o produtor Laurence Mark e o produtor executivo Scott Rudin assumiram a dianteira do projeto.

“Assim que ouvi a ideia, eu pensei: ‘Eu preciso fazer esse filme’”, conta Ephron. “Em 1962, mais ou menos, quando eu me mudei pela primeira vez para Nova York, todo mundo comprava um exemplar de Mastering the Art of French Cooking – era uma maneira de dizer que você era inteligente e, por isso, iria cozinhar como as pessoas inteligentes cozinhavam. Então, Julia Child se tornou uma amiga imaginária para mim e para milhões de mulheres que compraram o seu livro e, passados tantos anos, eu acho que o mesmo se aplica a Julie Powell.”

“Quando eu comecei, eu nunca pensei que teria um livro nem que esse livro fosse ter seus direitos adquiridos para o cinema, que Nora Ephron fosse escrever e dirigir o filme e que Meryl Streep e Amy Adams fossem estrelá-lo”, comenta Julie Powell. “Elas produziram um filme lindo, um filme sobre o casamento, sobre ter coragem para criar quem você quer ser. Toda essa experiência tem sido espetacular.”

#762-Julie e Julia

Julie e Julia é o novo filme de Nora Ephron, diretora que ficou conhecida por assinar comédias românticas de sucesso nos anos 90 como Mensagem para você e Sintonia de amor. O trabalho, diferente do que pode imaginar, não é romance, mas uma deliciosa comédia dramática que conta duas histórias diferentes e, ao mesmo tempo, próximas. O roteiro foi inspirado na vida real de duas mulheres que vivem em períodos distintos: Julia Child e Julie Powell.

Além da semelhança dos nomes, um outro fator aproxima a realidade de ambas: a gastronomia. A primeira, interpretada por Meryl Streep (O diabo veste Prada, O suspeito) ficou famosa nos Estados Unidos por ter lançado um livro revolucionário que ensinava donas de casa a preparar receitas da culinária francesa. Já Julie (vivida por Amy Adams, de Encantada e Uma noite no museu 2) é uma jovem que criou um blog sobre as receitas de Julie.
Julie e Julia
Cozinhas e casamentosAs tramas aparecem intercaladas no longa-metragem, que ora se passa em Nova Iorque, ora na França. Nas duas é possível perceber que o ato de cozinhar é mais do que uma obrigação. Serviu como um forma de se libertar de um presente sem graça para criar um futuro brilhante. Tanto Julie (que tinha tudo para ser apenas uma dona de casa sem muitos talentos) quanto Julia (que trabalhava em um deprimente serviço de atendimento às vítimas dos atentados de 11 de setembro) estavam insatisfeitas e encontraram uma saída dentro da cozinha.

Julie e Julia
O dilema da lagostaÉ um bom filme, que também fala de relacionamentos e serve como um incentivo para os blogueiros. Como se pode imaginar, Julie e Julia te faz sair do cinema com a barriga roncando de fome. Uma boa pedida é assistir ao filme e depois correr para um restaurante. Também fazem parte do elenco Stanley Tucci (O Corajoso Ratinho Despereaux, Space Chimps – Micos no Espaço), Chris Messina (Vicky Cristina Barcelona, O Melhor Amigo da Noiva) e Linda Emond (Água negra).
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Julie & Julia (EUA, 2009) Dirigido por Nora Ephron. Com Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond, Helen Carey, Mary Lynn Rajskub, Jane Lynch, Joan Juliet Buck, Crystal Noelle, George Bartenieff, Vanessa Ferlito, Casey Wilson…

Veja aqui o trailer do filme Julie & Julia legendado em português:

DaiblogSamba de Uma Nova Gente: a opéra-rock brasileira O cinema brasileiro a cada ano mostra sua vitalidade e criatividade. Um jovem escritor acaba de divulgar no 42º Festival de Cinema de Brasília um trabalho voltado à ópera-rock, um estilo ainda pouco conhecido do grande público. A proposta inicial partiu do escritor e compositor Chico Santa Rosa, que idealizou um longa-metragem chamado Samba de Uma Nova Gente, a ópera-samba-rock brasileira.

O filme dialoga com o universo da cultura pop underground: a do rock alternativo, da filmografia transgressora, da poesia marginal. Além disso, as músicas transitam entre o rock alternativo e a MPB. Os atores, contudo, não cantam suas falas. Não é, portanto, um musical tradicional, e sim uma união entre a narrativa tradicional dos longas-metragens de ficção (com ações e diálogos) e a linguagem dos videoclipes musicais.
Samba de uma nova genteO roteiro conta a estória de um sujeito de classe média, advogado e roqueiro amador, que se decepciona com a sua vida no Brasil e busca um novo espaço para si ao tentar viver fora do país. As músicas narram essa mudança interior e exterior do personagem, à medida que ele começa a se entender como mais um dos milhões de brasileiros que tentam encontrar o seu espaço como “cidadão do mundo”.

Chico Santa Rosa explica que “a idéia é fazer uma produção ‘casada’ das músicas e da filmagem do longa-metragem, e não apenas um trabalho secundário ao outro”. E acrescenta: “A temática do filme é a brasilidade do início do século XXI, o que significa ser brasileiro nesse período”.
Com o roteiro e as músicas prontas, o autor partiu para o maior festival do cinema brasileiro para mostrar aos diretores, produtores, músicos e cinéfilos sua proposta, buscando começar a reunir as pessoas necessárias para um projeto tão ousado.

As músicas, em uma versão ainda preliminar, estão disponíveis no site do trabalho, http://www.sambanovagente.com/ . O roteiro também está lá e pode ser lido na íntegra. Se tudo der certo, o Brasil poderá ter em breve sua ópera-samba-rock, a refletir sobre a condição do brasileiro em busca de seu lugar no mundo.

#761-A falta que me faz

Cobertura Daiblog Festival Brasilia do Cinema Brasileiro 2009O último filme da mostra competitiva 35mm foi exibido em uma segunda-feira chuvosa. Como quase sempre acontece no último dia de exibição, o Cine Brasília estava mais vazio do que o normal para conferir A falta que me faz, documentário que mostra a vida de jovens na Cordilheira do Espinhaço, em Minas Gerais. A falta que me faz
Crédito da foto: Ivo LopesO filme enfoca os desejos e sonhos dessas adolescentes. Sempre ligado a sentimentos como amizade e amor (ou a falta deles), o documentário registra momentos do cotidiano e uma série de conversas. É difícil entender bem qual é a real proposta do longa porque muitas vezes não se entende quem é quem ou onde tudo isso vai chegar. Os melhores momentos são aqueles que as personagens fazem as perguntas para a equipe de filmagem.
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblog

A Falta que me Faz (Brasil, 2009) Dirigido por Marília Rocha. Com Alessandra Ribeiro, Priscila Rodrigues Ribeiro, Shirlene Rodrigues Ribeiro e Valdênia Ribeiro

Azul

Sinopse oficial: Em uma região despovoada, diariamente, uma velha mãe caminha quilômetros até a vizinha mais próxima, para que ela leia a carta escrita pelo o seu filho ausente. Azul é uma história que narra a necessidade de criar fantasias para suportar a solidão. Azul
Crédito da foto: Wanessa MaltaAzul promete exatamente o que cumpre: é um filme melancólico, bonito e triste. A bela fotografia enfatiza a cor azul e mostra um lugar isolado que, por si só, já transmite a ideia de se estar sozinho. No elenco está Irandhir Santos (Amigos de risco, Décimo segundo, Besouro), excelente ator.
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblog

Azul (Brasil, 2009) Dirigido por Eric Laurence. Com Zezita Matos, Irandhir Santos e Magdale Alves.

Veja aqui um trecho do filme Azul na TV Daiblog:

Faço de mim o que quero

Assisti ao curta Faço de mim o que quero de uma forma diferente de todas as outras: como um cego. O Festival de Brasília possui a preocupação de levar a cultura para os público deficiente. Por isso que os filmes estão legendados (para que os surdos possam ler os diálogos). Os cegos não foram esquecidos e eles podem acompanhar aos filmes pela audiodescrição.
Faço de mim o que quero
Tô nem aíOs cegos recebem um aparelho eletrônico que é como uma espécie de mp3 player com um fone de ouvido (para apenas um dos ouvidos). Quando o filme começa, é sintonizada uma frequência que narra o que está passando na tela. Assim, o expectador escuta os sons do filme (incluindo os diálogos) e também a audiodescrição. É uma experiência muito diferente para quem enxerga, por isso que prefiro não comentar sobre o que achei do curta. Clique aqui para ler mais sobre a audiodescrição.

Faço de mim o que quero (Brasil, 2009) Dirigido por Sérgio Oliveira e Petrônio de Lorena. Com Conde do Brega, João do Morro, Rodrigo Mell, Kelvis Duran, Vicio Louco, Samara Cipriano, Renatinha é Show e Sarita.

Veja aqui um trecho do filme Faço de mim o que quero na TV Daiblog:

DaiblogMix Brasil 2009

Brasília recebe mais uma vez o Festival Mix Brasil, conhecido por apresentar filmes que abordam os mais variados temas relacionados à diversidade sexual. Desta vez o festival , leva ao público um panorama de longas-metragens brasileiros. A Capital Federal recebe uma extensão do 17º Festival, de 25 a 29 de novembro, no auditório grande do Museu da República. A entrada é franca.

“A criação de um programa com filmes nacionais foi possível não apenas pela grande quantidade de produções que abordam a sexualidade, mas também pelo aumento da qualidade técnica e de conteúdo dessas obras”, conta a diretora do Festival, Suzy Capó.

A mostra inclui ainda as tradicionais sessões Sexy Boys e Mapa das Minas e curtas que integraram a Mostra Competitiva Brasileira, separados em duas sessões. Criado em 1993, o Mix Brasil é o maior fórum de cinema GLBT da América Latina e uma das mais importantes vitrines para produções alternativas no Brasil.

O Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual é uma realização da Associação Cultural Mix Brasil, que tem direção artística da jornalista Suzy Capó, direção executiva do produtor João Federici e direção de desenvolvimento do jornalista André Fischer.

Serviço
Mix Brasil 2009 – 17º Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual
www.mixbrasil.org.br
Local: Auditório 1 do Museu Nacional do Conjunto Cultural da República
Data: 25 a 29 de novembro de 2009
Entrada Franca
Informações: (61) 3325. 5220

#760-É proibido fumar

Cobertura Daiblog Festival Brasilia do Cinema Brasileiro 2009

É proibido fumar foi o penúltimo longa-metragem a ser exibido na mostra competitiva 35mm do Festival de Brasília de 2009. O filme traz Glória Pires (Se eu fosse você, Se eu fosse você 2) no papel de Baby uma professora de violão solteirona que vive sozinha no apartamento da falecida mãe. Sua morna vida consiste apenas em ensinar música para alunos (nem sempre talentosos, como uma esforçada velhinha que tenta aprender, sem sucesso). É Proibido Fumar
Música e amorQuando um homem chamado Max (interpretado por Paulo Miklos, de Estômago) se muda para o apartamento do lado, Baby percebe que esta é a chance dela se socializar e, quem sabe, viver um novo romance. Por coincidência o vizinho também possui uma forte ligação com a música e trabalha tocando em um restaurante. Mas uma coisa separa os dois: o tabagismo de Baby.É Proibido Fumar
“O cigarro não é meu amigo”O longa-metragem se desenvolve como uma comédia romântica inocente, que ganha força pela carismática interpretação de Glória e simpatia de Miklos. Mas um acontecimento inesperado muda completamente os rumos da história, que fica mais dramática e com um senso de humor negro. No final da projeção, É proibido fumar mostra uma bonita relação de cumplicidade exigida por uma relação entre amantes. Um bom filme, mas nada além disso. Participação especial da cantora Pitty e do ator Rafael Raposo (Noel – O poeta da vila).
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblog

É Proibido Fumar (Brasil, 2009) Dirigido por Anna Muylaert. Com Glória Pires, Paulo Miklos, Marisa Orth, Alessandra Colasanti, Dani Nefussi, Lourenço Mutarelli, Paula Pretta, Lili Angel, Lucas Machado Candeias, Emerson Danesi, Henrique Silveira, Thogun, Theo Werneck, Magnu Souza, Maurílio de Oliveira, Pitty, Paulo César Peréio, Antonio Abujamra, André Abujamra, José Abujamra, Marcelo Mansfield e Rafael Raposo.

Veja aqui um trecho do filme É Proibido Fumar na TV Daiblog:

Carreto
Carreto é uma produção da Bahia que mostra um menino que trabalha empurrando um carrinho de mão. A infância praticamente roubada pelo trabalho contrasta quando ele vê uma garotinha deficiente física mais nova fazendo desenhos com lápis de cor.Carreto
Catando cajúA menina e o garoto tornam-se amigos na medida do possível. O curta-metragem é bonitinho e possui uma história igualmente bonitinha…
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblog

Carreto (Brasil, 2009) Dirigido por Marilia Hughes e Claudio Marques. Com Stephanie Vitoria, Edna Bulcao, Tinho e Edson dos Santos.

A Noite por Testemunha
Quem se lembra do que aconteceu com o índio Galdino da tribo Pataxó? O diretor Bruno Torres (O último raio de sol) relembra desta tragédia brasiliense que ficou conhecida em todo o país e, infelizmente, foi esquecida com o passar dos anos.A noite por testemunha
Playboys candangosAmigos decidem fazer uma brincadeira inconsequente que termina com a morte de um inocente. O curta mostra o crime de forma embaralhada, misturando o tempo da narrativa. O resultado é angustiante e incômodo. A provocação de reviver e não se esquecer do que aconteceu em 97 foi cumprida.
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblog

A Noite por Testemunha (Brasil, 2009) Dirigido por Alessandro Brandão, André Reis, Fidelis Baniwa, Diego Borges, Iuri Saraiva e Túlio Starling.

Veja aqui o trailer do filme A Noite por Testemunha na TV Daiblog:

DaiblogConfira os vencedores do 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

PRÊMIOS OFICIAIS – TROFÉU CANDANGO

LONGA-METRAGEM EM 35MM

MELHOR FILME (JÚRI OFICIAL) – R$ 80.000,00
FILME: “É PROIBIDO FUMAR”, DE ANNA MUYLAERT

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI – R$ 30.000,00
FILME: “FILHOS DE JOÃO, ADMIRÁVEL MUNDO NOVO BAIANO”, DE HENRIQUE DANTAS

PRÊMIO JÚRI POPULAR
MELHOR LONGA-METRAGEM EM 35MM – R$ 30.000,00

E AINDA

PRÊMIO EXIBIÇÃO TV BRASIL
R$ 30 MIL AO MELHOR LONGA-METRAGEM E O TÍTULO PREMIADO INTEGRARÁ A PROGRAMAÇÃO DA EMISSORA.
FILME: FILHOS DE JOÃO, ADMIRÁVEL MUNDO NOVO BAIANO, DE HENRIQUE DANTAS

MELHOR DIREÇÃO – R$ 20.000,00
EVALDO MOCARZEL (“QUEBRADEIRAS”)

MELHOR ATOR – R$ 10.000,00
PAULO MIKLOS (“É PROIBIDO FUMAR”)

MELHOR ATRIZ – R$ 10.000,00
GLÓRIA PIRES (“É PROIBIDO FUMAR”)

MELHOR ATOR COADJUVANTE – R$ 5.000,00
BRUNO TORRES (“O HOMEM MAU DORME BEM”)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – R$ 5.000,00
DANI NEFUSSI (“É PROIBIDO FUMAR”)

MELHOR ROTEIRO – R$ 10.000,00
ANNA MUYLAERT (“É PROIBIDO FUMAR”)

MELHOR FOTOGRAFIA – R$ 10.000,00
GUSTAVO HADBA (“QUEBRADEIRAS”)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE – R$ 10.000,00
MARA ABREU (“É PROIBIDO FUMAR”)

MELHOR TRILHA SONORA – R$ 10.000,00
MÁRCIO NIGRO (“É PROIBIDO FUMAR”)

MELHOR SOM – R$ 10.000,00

E AINDA

PRÊMIO DOLBY: CONSISTE NA LICENÇA PARA USAR O SISTEMA DE SOM DOLBY (EQUIVALENTE A QUATRO MIL DÓLARES).
MIRIAM BIDERMAN, RICARDO REIS E ANA CHIARINI (“QUEBRADEIRAS”)

MELHOR MONTAGEM – R$ 10.000,00
PAULO SACRAMENTO (“É PROIBIDO FUMAR”)

CURTA OU MÉDIA-METRAGEM EM 35MM

MELHOR FILME (JÚRI OFICIAL) – R$ 20.000,00
FILME: “AVE MARIA OU A MÃE DOS SERTANEJOS”, DE CAMILO CAVALCANTE

PRÊMIO JÚRI POPULAR

MELHOR CURTA-METRAGEM EM 35MM – R$ 20.000,00

E AINDA

PRÊMIO MEGACOLOR/ ESTUDIOS MEGA

R$ 8.000,00 EM SERVIÇOS DO ESTUDIOS MEGA E R$10.000,00 EM SERVIÇOS DO MEGACOLOR

FILME: RECIFE FRIO, DE KLÉBER MENDONÇA

MELHOR DIREÇÃO – R$ 10.000,00
KLÉBER MENDONÇA FILHO (“RECIFE FRIO”)

MELHOR ATOR – R$ 5.000,00
ELENCO MASCULINO DE “A NOITE POR TESTEMUNHA” (ALESSANDRO BRANDÃO, ANDRÉ REIS, DIEGO BORGES, IURI SARAIVA E TÚLIO STARLING

MELHOR ATRIZ – R$ 5.000,00
MARIAH TEIXEIRA (“ÁGUA VIVA”)

MELHOR ROTEIRO – R$ 5.000,00
KLÉBER MENDONÇA FILHO (“RECIFE FRIO”)

MELHOR FOTOGRAFIA – R$ 5.000,00
BETO MARTINS (“AVE MARIA OU A MÃE DOS SERTANEJOS”)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE – R$ 5.000,00
VICENTE SALDANHA (“OS AMIGOS BIZARROS DO RICARDINHO”)

MELHOR TRILHA SONORA – R$ 5.000,00
MARCUS SIQUEIRA E THIAGO CURY (“A NOITE POR TESTEMUNHA”)

MELHOR SOM – R$ 5.000,00
NICOLAS HALLET (POR “AVE MARIA OU A MÃE DOS SERTANEJOS” E “AZUL”)

MELHOR MONTAGEM – R$ 5.000,00
GUILE MARTINS (“BAILÃO”)

#759-O homem mau dorme bem

Cobertura Daiblog Festival Brasilia do Cinema Brasileiro 2009O primeiro longa-metragem de ficção exibido na Mostra Competitiva 35mm do Festival de Brasília de 2009 foi O homem mau dorme bem. O filme conta histórias aparentemente sem ligação e acompanhamos personagens que não parecem ter saído de filmes, mas da vida real. Um vendedor DVDs piratas, policiais que não conseguem resolver nenhum crime e tudo isso tendo como cenário um posto de gasolina de beira de estrada. Nada muito difícil de se acreditar.

O homem mau dorme bem
Borracheiro esquisitãoPrimeiro parece que o longa-metragem vai ser uma espécie de O céu de Suely do cerrado (visto que é uma produção de Brasília e que foi rodada no Centro Oeste), mas a história toma rumos inesperados e ganha o espectador pela curiosidade. Afinal, onde é que tudo isso vai parar? Para a felicidade de quem assistiu, o resultado é positivo e o final, surpreende.

O homem mau dorme bem
“3 é 10! 3 é 10! Só lançamento”A produção está muito boa, mesmo sendo um filme simples. A direção segura e o elenco excelente cativa do início ao fim. Nesse ponto é difícil elogiar apenas um nome dos atores porque todos são incríveis e desconhecidos da maioria do público. E uma aposta: Luíz Carlos Vasconcelos é um forte candidato a Melhor Ator pelo papel.
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

O homem mau dorme bem (Brasil, 2009) Dirigido por Geraldo Moraes. Com Luíz Carlos Vasconcelos, Simone Iliescu, Bruno Torres, Mariana Nunes, Alex Ferro, André Reis e Chico Sant’anna.

Veja aqui um trecho do filme O homem mau dorme bem na TV Daiblog:

Verdadeiro ou falso

Com um roteiro que brinca com o que é certo ou errado e falso ou verdadeiro em uma história de amor, o curta mostra de forma divertida o que acontece com o relacionamento de Marina e Adriano quando ela faz uma revelação bombástica. A notícia soa como uma novela mexicana e é exatamente o que acontece depois: com a mesma cena sendo rodada em espanhol!
Verdadeiro ou falso
Hora da verdadeUm narrador conta mais detalhes desta pequena crônica sentimental, que conseguiu arrancar risadas da plateia. Destaque para a participação de Adriana Lodi (Entre cores e navalhas, Cidade vazia) e o final engraçadíssimo.
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblog

Verdadeiro ou Falso (Brasil, 2009) Dirigido por Jimi Figueiredo. Com Sergio Sartório, Larissa Salgado, Adriana Lodi, Alexandre Ribondi, Rodrigo Daher e Bel Carriço..

Veja aqui um trecho do filme Verdadeiro ou Falso na TV Daiblog:

Recife frio

A quarta noite do Festival de Brasília se consagrou como uma das melhores do evento e um dos motivos é o mocumentário (um documentário falso) Recife Frio. Dirigido por Kleber Mendonça Filho (Vinil verde, Eletrodoméstica) o filme mostra o que aconteceu com a cidade nordestina depois que, por um motivo misterioso, passou a ficar fria.
Recife frio
Apresentador do documentárioEsqueça a praia cheia de pessoas de banho ou uma cidade ensolarada e colorida. Recife do filme transmite mesmo a ideia de frio e o roteiro não deixa de lado nenhum aspecto do que mudou na ex-cidade turística. Muito divertido e criativo!
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Recife frio (Brasil, 2009) Dirigido por Kleber Mendonça Filho. Com Andrés Schaffer, Rodrigo Rizzla, Yannick Ollivier e Enio Junior Black.

#758-Quebradeiras

Cobertura Daiblog Festival Brasilia do Cinema Brasileiro 2009Quando se pensa em documentário, a primeira imagem que as pessoas podem pensar é aquele formato tradicional que mostra uma série de pessoas dando depoimentos sobre um assunto e contando histórias. No Festival de Brasília deste ano dois filmes foram nesse estilo: Filhos de João e também Perdão, Mister Fiel (este último acrescentando dramatizações do ocorrido entre um entrevistado e outro). Agora Quebradeiras é um tipo de produção diferente dos vistos anteriormente porque ele mostra uma realidade sem o uso de entrevistas propriamente ditas.Quebradeiras
Elas fazem os cestos com a palha do cocoA câmera capta o cotidiano das mulheres que trabalham quebrando cocos de babaçu na região do Bico do Papagaio, onde os Estados do Maranhão, Tocantins e Pará se encontram. Não aparece nenhuma conversa explicando o serviço e todo o processo é apresentado na forma de imagens e de músicas tradicionais cantadas pelas personagens.Quebradeiras
BastidoresO filme de Evaldo Mocarzel (que dirigiu anteriormente À margem do lixo) apresenta belíssimas momentos – muitos deles que podem ser considerados poéticos. Uma das cenas, por exemplo, mostra uma das mulheres tomando banho em um lago. Após um close nos seios, a imagem faz uma transição com cocos que se assemelham às formas femininas. Uma perfeita integração dos seres humanos com a natureza. Quebradeiras é um filme lento, mas recompensador.
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Quebradeiras (Brasil, 2009) Dirigido por Evaldo Mocarzel.

Veja aqui um trecho do filme Quebradeiras na TV Daiblog:

Dias de Greve
Infelizmente perdi este curta, por isso não posso comentar sobre ele! ;Dias de greve
Dias de greveSinopse oficial: Uma greve de serralheiros é deflagrada em uma cidade de periferia da Capital Federal. Neste período, muito mais do que um possível despertar para uma consciência de classe, os grevistas redescobrem uma cidade e um tempo que não mais lhe pertencem.

Dias de Greve (Brasil, 2009) Dirigido por Adirley Queirós. Com Wellington Abreu, Edimilson Braga, Elias Rodrigues, Dilmar Durães, Luís Alberto, Humberto Pedrancini, João Break, Marlete Fernandez e Antônia Maria

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos
Assim como Quebradeiras, este documentário não usa entrevistas para conseguir transmitir a fé e o dia a dia no sertão. O resultado é um curta-metragem tão bom até ficamos tristes quando ele acaba. A fotografia belíssima encanta com imagens que parecem verdadeiros cartões-postais.Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos
MemóriasA direção é de Camilo Cavalcante (do curta O presidente dos Estados Unidos), que evoluiu muito em todos os sentidos. O filme proporciona uma verdadeira viagem a uma realidade muito diferente da urbana. Recomendado!
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos (Brasil, 2009) Dirigido por Camilo Cavalcante. Com moradores dos Sítios Caracol, Sozinho, Ipueira, Espírito Santo, Aboboreira, Catolé, Baixio do Juá, Algodões e Minador em Serrita, Pernambuco. Chico Justino, Luzia Petronila Alves, Assis Vaqueiro e Ana Jose dos Anjos.

Veja aqui um trecho do filme Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos na TV Daiblog:

Daiblog1° Festival IESB de Cinema Universitário

O Instituto de Educação Superior de Brasília realiza entre os dias 02 e 05 de dezembro, o 1° Festival de Cinema Universitário. Para participar, basta inscrever gratuitamente o seu curta-metragem no site do IESB até 23 de novembro. Serão aceitas produções realizadas a partir de 2006 que tenham duração de no máximo 25 minutos.

Os melhores nas categorias ficção, documentário, animação, novas mídias, diretor e roteiro, serão revelados no dia 08 de dezembro, em evento no Embracine do Shopping CasaPark. Os vencedores receberão prêmios que totalizam R$ 23 mil.

O 1° Festival de Cinema Universitário tem o objetivo de valorizar a produção audiovisual realizada por estudantes universitários do Distrito Federal e enfatizar a linguagem para os cidadãos e indivíduos contemporâneos.

E por falar em cinema, quatro alunos do curso de Cinema e Mídias Digitais do IESB tiveram suas produções selecionadas para serem apresentadas no 42° Festival de Cinema de Brasília do Cinema Brasileiro. Rafael Morbeck com Casulo, Virna Maria Smith Soares Dutra com Às Vezes, Ignácio Alves do Amaral com À Cabidela e José de Campos Nascentes Junior com Homilia, concorrem ao Troféu Câmara Legislativa do DF na categoria curta em mídia digital, com duração máxima de 20 minutos. O Festival de Brasília será realizado entre os dias 17 e 24 de novembro.

Serviço
1° Festival IESB de Cinema Universitário
Data: Entre os dias 02 e 05 de dezembro
Local: IESB Campus Sul/ 613
Inscrições: www.iesb.br e 3965 9315
Valor: gratuito

#757-Perdão, Mister Fiel

Cobertura Daiblog Festival Brasilia do Cinema Brasileiro 2009O segundo longa-metragem exibido na Mostra Competitiva 35mm do Festival de Brasília foi Perdão, Mister Fiel. O documentário conta a história do operário comunista Manoel Fiel Filho, torturado e morto durante a ditadura brasileira. Unindo depoimentos de pessoas viveram na época com cenas de dramatizações, o filme prende a atenção do início ao fim.
Perdão mister fiel
Fiel sendo torturadoO assassinato de Fiel representou um marco na história brasileira, pois foi a gota d’água das barbaridades exercidas pelos militares. O documentário tem início com a biografia de Fiel e depois amplia-se sobre os procedimentos de tortura e o que representou a ditadura no Brasil e em outros países da America do Sul, como o Chile e a Argentina.
Perdão, Mister Fiel
Um fantasma que não pode ser esquecidoLonge de ser um filme chato e burocrático, a quantidade de informações sobre o período é enriquecedora e cumpre o papel de informar. Pode ser interessante especialmente para aqueles que não viveram no período e estão acostumados o regime democrático. A produção também alerta sobre a participação dos Estados Unidos nestes processos. Interessante e bem conduzido, é uma obra fundamental para quem não faz idéia de como o golpe militar influenciou (e influencia até hoje – na forma das marcas que a tortura deixa) as pessoas e o Brasil como um todo. Destaque para a eficiente trilha sonora.
Cotação do Daibog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Perdão, Mister Fiel (Brasil, 2009) Dirigido por Jorge Oliveira. Com Roberto de Martin, Alice Stefânia e Similião Aurélio. Depoimentos de Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Senador Juan Pablo Letelier (Chile), Maria Celina D´Araujo, Álvaro Caldas, Umberto Trigueiros, D. Thomas Balduino, Audálio Dantas, Jarbas Passarinho, James Green, Carlos Alberto Luppi, Paulo Markun, Thereza Fiel e Jordan Yang.

Veja aqui um trecho do filme Perdão, Mister Fiel, na TV Daiblog:

Bailão
Pela discreta sinopse divulgada sobre o curta, é impossível entender claramente do que se trata o curta-metragem Bailão. Isso até ele ser assistido, é claro. Somos apresentados a uma casa de bailes onde a maioria do público frequentador é formada por homens dos quarenta anos para cima. O local serve de motivo para o documentário expandir seu principal tema: a homossexualidade.Bailão
BailãoCom personagens já de certa idade, o filme apresenta uma série de histórias de homens que descobriram a sexualidade em um período ainda menos tolerante que os dias atuais. Temas como AIDS e a marginalidade desta opção são abordados nos depoimentos. E é como uma aula de história, que mostra o passado para se compreender o presente. Merece ser visto assim como um outro documentário chamado Cinema em sete cores, cujo tema dialoga com Bailão. Pena que é um filme curto!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Bailão (Brasil, 2009) Dirigido por Marcelo Caetano. Com Armando Nunes, Mozá Pinho de Menezes, Luiz Carlos Munhoz, Ivan Santos e Ricardo Rocha…

Água viva

Água viva foi o único filme de ficção na segunda noite do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Ao lado das outras duas produções exibidas, entende-se o porquê da maior parte das produções selecionadas ser formada por documentários…
Água viva
Descobertas na adolescênciaO curta fala de descobertas na adolescência e como um garota vive a transição para outra fase da vida, com novos desejos. A produção faz parte do projeto Sal Grosso, que reúne estudantes de cinema de vários estados do Brasil. Apesar não pecar na direção e ser bem feito, o curta deixa a desejar em alguns momentos, principalmente nas atuações. Não gostei muito.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

Água Viva (Brasil, 2009) Dirigido por Raul Maciel. Com Mariah Teixeira, Plínio Soares e Samuel de Assis.

Veja aqui um trecho do filme Água viva, na TV Daiblog:

DaiblogSeminário: Narrativas do curta, experiências de produção e circulação do filme curto
Dias: 21 e 22 de novembro de 2009 às 11h

Hotel Nacional, sala 1
2009- ANO DA FRANÇA NO BRASIL

Apresentação
Revelador de um cinema em movimento, o Festival Internacional de Très Courts promove há onze anos a emergência de uma criação audiovisual acessível a todos, sejam realizadores estreantes ou renomados, acadêmicos ou inovadores, reunidos em torno de um formato de criação único e conciso (filmes de até três minutos).

Em 1999, o Festival teve sua primeira edição apresentada no Fórum des Images em Paris, quando imediatamente constatou-se o interesse pelo formato curtíssimo tanto por parte de realizadores quanto do público, tendo se firmado como um evento de referência nesse novo formato de expressão.

Festival Internacional de Filmes Curtíssimos no Brasil
Brasília é a cidade sede do Festival no Brasil, e em 2009 a Segunda Edição do evento participa também do calendário de comemorações do Ano da França no Brasil, promovido pelo Comissariado Geral Brasileiro, Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores e conta com o valioso apoio da Embaixada da França no Brasil.

A próxima edição do Festival Internacional de Très Courts, em 2010 acontece nos dias, 7, 8 e 9 de maio de 2010 em aproximadamente 20 países e em mais de 100 cidades pelo mundo.

No âmbito das ações da edição nacional e com o apoio da “França Br 2009” Ano da França no Brasil, pelo comissariado geral francês, pelo Ministério das Relações exteriores e européias, pelo Ministério da Cultura e da Comunicação e por Culturesfrance, o Festival Internacional de Filmes Curtíssimos em parceria com o 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro apresentam o seminário: narrativas do curta, experiências de produção e circulação do filme curto com os convidados Bernard Payen (coordenador da competição de curtas da semana da Crítica do Festival de Cannes), Damien Manivel, curta metragista e Brigitte Veyne, adida audiovisual da Embaixada da França. Em diálogo com o Brasil, Brigitte traçara um panorama do mercado do filme brasileiro no território francês. A mesa será mediada por Josiane Osório, (diretora do festival internacional de filmes curtíssimos no Brasil), Pedro Anísio (cineasta), Marcus Ligocki (roteirista e produtor) e Thiago Moysés (cineasta). O evento tem tradução simultânea e acontece nos dias 21 e 22 de novembro no Hotel Nacional em Brasília, salão vermelho às 11h.

Organização
Josiane Osório

#756-Filhos de João

Cobertura Daiblog Festival Brasilia do Cinema Brasileiro 2009

Depois de uma tumultuada cerimônia de abertura, teve início o 42º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A primeira noite da Mostra Competitiva 35mm exibiu dois curtas e o documentário Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas. A produção da Bahia fala sobre o grupo Novos Baianos, mas não se prende apenas ao conjunto musical. Também fala das transformações sociais e musicais da época (anos 60 e 70).

Rico em entrevistas, o longa-metragem apresenta uma série de imagens antigas e depoimentos cheios de lembranças e saudade. Mas o resultado não é um filme triste. Pelo contrário, apesar do saudosismo, a plateia do Cine Brasília ficou empolgada com a recordações que apareceram na telona. Muitas delas engraçadíssimas – dando um destaque especial às pérolas de Tom Zé.

Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano
Tom Zé

Obrigatório para quem gosta de música popular brasileira, o documentário fala de importantes aspectos da história e cultura do país (como o carnaval, cinema, tropicalismo, ditadura militar etc) de uma forma alegre e muito musical. De acordo com os dados do festival são apenas 75 minutos de projeção, mas parece que dura mais, tamanha é a quantidade de informações e história. E vale uma conferida também para quem tem dúvidas da importância de João Gilberto na história da MPB.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano
Bastidores. Imagem de Paulo Alcantara

Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano (Brasil, 2009) Dirigido por: Henrique Dantas. Com: Tom Zé, Orlando Sena, Rogério Duarte, Mário Luiz Tompsom de Carvalho, Solano Ribeiro, Joildo Góes, Nonato Freire e Armandinho. E os integrantes do grupo: Moraes Moreira, Galvão, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi, Didi Gomes, Jorginho Gomes, Gato Félix, Bola Moraes (em memória) e Charles Negrita…

Veja aqui um trecho do filme Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano na TV Daiblog:

Homem-Bomba

O primeiro curta exibido na noite foi Homem-Bomba, que mostra duas crianças em uma favela no Rio de Janeiro. Os dois amigos vivem em um ambiente violento e “trabalham” armados. A inocência da infância entra em contraste com o maduro papel que desempenham. Com diálogos que vão desde o bonitinho e divertido até o chocante, o curta é bem fotografado e comovente. Boa atuação dos protagonistas mirins e um roteiro com uma sensibilidade rara. Não fez feio e abriu bem o festival deste ano.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Homem-Bomba
Homem-Bomba

Homem-Bomba (Brasil, 2009) Dirigido por Tarcísio Lara Puiati. Com Aleck Naftali e Rodrigo Costa.
Veja aqui um trecho do filme Homem-Bomba na TV Daiblog:

Amigos bizarros do Ricardinho
Amigos bizarros do Ricardinho não poderia receber outro título porque os amigos e causos do protagonista não podem receber outro adjetivo! Bizarros e non-sense, os pequenos fragmentos do estagiário que vai trabalhar em uma agência de publicidade causam gargalhadas pela esquisitice. O curta-metragem tem um quê de O fabuloso destino de Amelie Poulain, talvez pelo excelente trabalho da direção de arte e fotografia ou pela narração cheia de minúcias e subtramas. Sem dúvidas, o melhor do festival até o momento. Divertidíssimo e incrivelmente baseado em histórias reais! Obs: se alguém do filme ler este texto, saiba que eu gostaria de ganhar uma cópia do filme! 🙂
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Amigos bizarros do Ricardinho
Ricardinho – Ele existe? Confirmado: Ele existe mesmo!

Amigos Bizarros do Ricardinho (Brasil, 2009) Dirigido por Augusto Canani. Com Ricardo Lilja, Mateus Phillippi, João Diemer, Nadya Mendes, Daniel Bacchieri, Diego Farias, Marcos Merg, Leo Prestes, Gisela Sparremberger, Ângela Gonzaga, Paulo Lilja, Rafael Tombini, Carlos Eduardo Benites, Áurea Baptista, Fabio Sklowski, Tereza Goettert, Moacir Van Gorkon (Pingo), Pedro Mackenzie, Caio Pereira, Arlete Cunha, Rui Koetz, Antonio Osório da Rocha, Kika Freitas e Dimitre Lucho.

Daiblog
Polêmica na abertura do Festival de Brasília 2009

Não teve outro assunto mais comentado entre a imprensa no primeiro dia de Mostra Competitiva: a noite da abertura. Tumultuada, a exibição para convidados do filme Lula – O filho do Brasil provocou polêmica e constrangimento. Nunca uma abertura reuniu tantos políticos, visto que o filme, além de cultura e arte, tratava-se da vida pessoal do presidente do país.

E por este motivo teve de tudo um pouco: manifestações-surpresa e críticas da equipe do longa-metragem, que não teve os lugares marcados na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, resultado em uma gafe que resultou em aplausos e vaias (algo típico da plateia brasiliense). Confira mais um menos um resumo de tudo que aconteceu, na TV Daiblog:

#755-April bride

Cobertura Daiblog XIC FIC Brasilia 2009

Durante um casamento, quando o padre fala “na alegria e na doença, até que a morte os separe”, o casal geralmente nem imagina nas possibilidades negativas. Se a cerimônia por si só já é comovente, no filme April bride ela se torna mais do que motivos para o derramamento de lágrimas. Participando da mostra do diretor Ryuichi Hiroki no FIC Brasilia deste ano, o longa-metragem apresenta uma dramática e romântica história baseada em um caso real.

Chie Nagashima (Nana Eikura, de Apaixonado por minha irmã) é uma jovem que conhece Taro Akasu (Eita, do seriado Last friends) por acaso. Os dois logo tornam-se amigos e a amizade evolui depois para um namoro. O relacionamento entre os dois é bonito, puro e o filme seria um romance feliz e comum se não fosse por um detalhe. Chie descobre que está com câncer de mama.

April Bride
Amor e superação

Mesmo jovem (com pouco mais de 20 anos de idade), ela descobre tarde que está doente e não conta essa informação para o namorado. Mas quando a verdade aparece, os dois vão perceber a profundidade de seus sentimentos. Quem assistiu algum dorama (novelas japonesas) sabe o que estar por vir: uma história daquelas que faz qualquer pessoa chorar do início ao fim.

April Bride
Casamento

O título original do filme é Yomei 1-kagetsu no hanayome, que pode ser traduzido como “A noiva com um mês de vida”. Pelo trailer é possível saber o final do filme, uma prova de amor incontestável e extremamente romântica. Apesar de carregar pesado no melodrama, April bride não é um filme chato ou forçado como poderia ser. O roteiro mostra um amor sincero, inocente e bonito. Por ter sido inspirado em fatos, faz qualquer pessoa desacreditada voltar a sonhar com um amor de verdade. Prepare os lenços para muitas lágrimas!
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

April Bride
April bride

Para quem é de Brasília e ainda não viu, aqui vai a dica: o filme será exibido pela última vez no FIC Brasília neste domingo, às 19h30 na Academia de tênis.

Daiblog Quer ver o filme April bride? Clique aqui e pesquise onde tem o menor preço!

Yomei 1-kagetsu no hanayome (Japão, 2009) Dirigido por: Ryuichi Hiroki. Com Nana Eikura, Eita, Akira Emoto, Ryûki Nishimoto, Ren Ôsugi, Tomorowo Taguchi, Satomi Tezuka, Kanji Tsuda, Misako Yasuda…

Veja aqui o trailer do filme April Bride legendado em inglês:

DaiblogDomingo termina o XI FIC Brasília O XI Festival Internacional de Cinema de Brasília (FIC Brasília), que começou no dia 4 de outubro, termina neste domingo. A cerimônia começa às 19 horas, com o oferecimento de um coquetel ao público. Em seguida, os mestres de cerimônia, a jornalista Renata Caldas e o ator Orã Figueiredo, dão os números do festival. Um desfile inspirado em Coco Chanel, organizado pelos alunos do curso de moda da Unieuro, antecede a exibição de “Coco Chanel & Igor Stravinsky”, de Jan Kounen. Na ocasião acontece a premiação dos vencedores da Mostra Competitiva, que elege o melhor filme estrangeiro, e do Prêmio TV Brasil, concedido ao melhor filme nacional.

Outros prêmios podem ser concedidos de acordo com a deliberação dos jurados. No ano passado, por exemplo, o cineasta Nelson Pereira dos Santos recebeu menção honrosa pelo conjunto da obra e Vicente Amorim recebeu o prêmio de melhor diretor, por “Um homem bom”.

Marco Farani, diretor do FIC Brasília, está satisfeito com o saldo desta edição. “No balanço que será divulgado na segunda-feira, dia 16 de outubro, teremos boas notícias para o público que ama o cinema. O FIC Brasília cresceu e galgou mais um passo para se tornar cada vez mais reconhecido em todo o mundo”, afirma.

As sessões dos filmes “Anticristo”, de Lars Von Trier, e “500 dias com ela”, de Marc Webb, tiveram público superior a 400 pessoas. Poucos festivais no mundo conseguem este feito.

O júri que escolhe o vencedor do Prêmio TV Brasil é formado por Marco Ricca, Renato Barbieri e José Eduardo Belmonte. Os filmes concorrentes são “Os Famosos e os Duendes da Morte” (Esmir Filho), “A fuga da Mulher Gorila” (Felipe Bragança), “Insolação” (Felipe Hirsch e Daniel Thomas), “No meu lugar” (Eduardo Valente), “Um romance de geração” (David França Mendes) e “Viajo porque preciso, volto porque te amo” (Marcelo Gomes e Karine Ainouz). O vencedor leva o prêmio de R$ 30 mil e um contrato de exibição na tv pública brasileira.

Os filmes da Mostra Competitiva são Defamation (Yoav Shamir), El niño pez (Lucía Puenzo), Francia (Adrián Caetano), Good Morning Aman (Claudio Noce), Hiroshima (Pablo Stoll), Nulle Part Terre Promise (Emmanuel Finkiel), Prince of Broadway (Sean Baker), Tulpan (Sergei Dvortsevoy), Tyson (James Toback), Wakaranai (Masahiro Kobayashi). O júri internacional é composto Jean Thomas Bernardini, Tânia Montoro e Jo Takahashi.

Sinopses, fotos e a programação completa, com os dias e os horários das sessões, estão disponíveis em www.ficbrasilia.com.br. Os ingressos para a noite de encerramento do XI FIC Brasília vão custar R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia). Os ingressos para as demais sessões custam R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia). Os bilhetes podem ser comprados na bilheteria do Cine Academia. Os ingressos para a Mostra de Filmes da Coreia do Sul são gratuitos.

O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é parceiro do XI FIC Brasília. De 4 a 15 de novembro, uma sala de cinema do CCBB recebe os filmes do festival. É uma boa oportunidade para quem quiser gastar menos. Os ingressos custam R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia).