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#567-Curtas (19)

Nos últimos dias você leu aqui uma cobertura sobre o For Rainbow – Festival da Diversidade Sexual. A programação do evento abrangeu outras atividades além da exibição de filmes como seminário O audiovisual e a educação para a diversidade, o I fórum de turismo GLS de Fortaleza, oficina de caracterização para cinema, workshop Sensibilizando para a diversidade e lançamento dos livros Prazer & Cinema, de Alfredo Sternheim e Olhares de Claudia Wonder – Crônicas e outras histórias, assinado pela paulistana e atriz Claudia Wonder. Ela faz parte do júri que vai decidir qual produção será premiada no último dia de programação, na próxima terça-feira, dia 9 de setembro.

O corpo de jurado é composto ainda por Tonio Carvalho, diretor da oficina de atores da Rede Globo, a atriz Lucia Veríssimo e os cineastas Armando Praça e Eunice Gutman. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem em dez categorias sendo que a obra que levar o prêmio de Melhor Filme ganhará R$ 5 mil além do Troféu Artur Guedes.

O For Rainbow é uma realização do Cenapop – Centro Popular de Cultura e Eco-Cidadania com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Fortaleza. A iniciativa conta com a parceria da Casa Amarela Eusélio Oliveira, da Universidade Federal do Ceará (UFC); prefeitura Municipal de Fortaleza, Governo do Estado do Ceará e SESC Ceará.

No último dia da Mostra Competitiva foram exibidos os curtas “Singularidades“,”Identidade“, “Páginas de menina“, ““, “Tibira é gay“, “Para que não me ames“, “Depois de tudo“. Confira abaixo um pouco sobre alguns filmes. E leia mais sobre o festival clicando aqui e aqui.

Singularidades
Singularidades
Uma das personagens do curtaO mérito do filme “Singularidades” é não se prender apenas na temática homossexual. Apesar da produção se focar apenas em personagens gays com mais de 40 anos, outros aspectos são levados em consideração, como a história de cada pessoa. Com leveza e bom humor, o documentário aproxima o tema da realidade em comum entre todos os espectadores e serve para quebrar preconceitos.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

Singularidades Documentário, 2006, 35 minutos Direção: coletiva. O filmefoi produzido durante uma oficina de realização de vídeo do projeto Olho Vivo, coordenado pelo cineasta Luciano Coelho. Realizado por Ana Claudia França, Ana Paula Cantelli, Antônio Heraldo Santos, Camila Ghilardi, Claludia Bordin Rodrigues, Dante Roloff, Karin Soares, Luciana de Morais, Luciano Coelho, Maristela Mitsuko Ono, Mariza Tezelli e Rafael de Oliveira. Curitiba – PR

Identidade
Identidade
Nada mais atual neste curta do que os show da nova turnê da Madonna no Brasil. No filme, uma garota aguarda com ansiedade o início do show. Ela já comprou os ingressos e só falta ir conferir as músicas do tão aguardado espetáculo musical. Filme que conta com uma surpresinha no final e faz pensar.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Identidade Ficção, 2008, 10’52” Direção: Thiago Alcântara Belo Horizonte – MG

Para que não me ames

Para que não me ames
Sexo, amor e violênciaCurta-metragem extremamente tocante que mostra um relacionamento entre presidiários. Entre eles está uma travesti que é romântica e sonha com um amor. Entre as grades, os detentos dividem experiências que vão desde o sexo aos sentimentos. Ótimo roteiro, baseado em uma peça teatral.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Para que não me ames Ficção, 2008, 17 minutos Direção: Andradina Azevedo e Dida Andrade São Paulo – SP
Veja aqui o trailer do filme “Para que não me ames“:

Depois de tudo

Depois de tudo
Estrelado pelo ator Nildo Parente e pelo cantor Ney Matogrosso, o curta “Depois de tudo” conta uma delicada história de amor gay na terceira idade. O filme possui diálogos bem naturais e uma boa química no elenco.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Depois de tudo Ficção, 2008, 12 minutos Direção: Rafael Saar Rio de Janeiro-RJ

Nostálgico

Poesia e imagensCurta-metragem experimental que é uma colagem de imagens e vídeos da internet com uma trilha sonora editada e desconstruída. Destaque para o belo poema narrado durante a exibição das imagens. O diretor disponibilizou o curta completo no Youtube.

Cotação do Daiblog:

Nostálgico Experimental, 2007, 4’51” Direção: Eduardo Mello Campinas – SP

Veja aqui o filme “Nostálgico“:

Páginas de menina

Páginas de menina
Descoberta da sexualidadeNeste curta-metragem de época, uma jovem passa a trabalhar em uma livraria, mas a nova ocupação vai lhe render mais do que experiências profissionais. Um trabalho sensível com bela direção de arte e fotografia. Poderia ser bem melhor se o roteiro fosse menos sutil ou se guardasse algum momento mais emocionante.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Páginas de menina Ficção, 2008, 18’50” Direção: Monica Palazzo São Paulo – SP

Veja aqui o trailer do filme “Páginas de menina“:

Veja aqui a relação dos premiados da segunda edição do For Rainbow:

Daiblog Melhor Filme: SINGULARIDADES – documentário e BÁRBARA – ficção

Os jurados decidiram que a categoria Melhor Filme premiará o curta de ficção Bárbara e o documentário Singularidades. A decisão foi tomada em função que qualidade de ambos os audiovisuais.

Daiblog Direção: André da Costa Pinto por AMANDA E MONICK e Lúcia Claus e Bertrand Lira por HOMENS

Daiblog Roteiro: Rafael Saar por DEPOIS DE TUDO

Daiblog Edição: Julia Murat por TÁ

Daiblog Direção de Arte: Renata Rugai por PÁGINAS DE MENINA

Daiblog Trilha Sonora: Fábio Terranova por NOSTÁLGICO

Daiblog Fotografia: Janie D’Ávila por PÁGINAS DE MENINA

Daiblog Desenho Sonoro: Eduardo Silva por DEPOIS DE TUDO

Daiblog Ator: Vandré Silveira por BÁRBARA

Daiblog Atriz: Tieza Tissi por PÁGINAS DE MENINA

Daiblog Argumento: Felipe Sholl por TÁ

Daiblog Revelação: Eduardo Melo por CAFÉ COM LEITE

Daiblog Conjunto da Obra: Nildo Parente

Daiblog Menção Honrosa: O ALMOÇO (CONSIDERE UM JANTAR)

#566-Curtas (18)

A Mostra Competitiva da segunda edição do festival For Rainbow é formada por 23 produções de diferentes estados do País. Alguns são consagrados como “Café com leite“, de Daniel Ribeiro. O curta fala de um casal de namorados que tem seus planos modificados com a repentina morte dos pais de um deles e da nova formação familiar que é criada a partir da responsabilidade de cuidar do irmão mais novo.

O filme estreou ano passado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e passou por 36 festivais no mundo. Coleciona atualmente 14 prêmios, incluindo o Urso de Cristal de Melhor Curta-Metragem na mostra Generation 14plus do Festival de Berlim deste ano. “O Daniel não pôde vir porque está trabalhando atualmente como editor e montador de uma nova minissérie da TV Cultura chamada Tudo o que é sólido pode derreter”, revelou o ator Daniel Tavares, que representa o curta-metragem. “É uma série adolescente que mistura ficção com literatura brasileira”, adianta.

Outro curta reconhecido internacionalmente é ““, de Felipe Sholl. O filme também foi premiado em Berlim com o troféu Teddy, voltado especialmente para produções GLBTT. Brasília está representada no festival com a ficção Entre cores e navalhas, curta assinado por Catarina Acioly e Iberê Carvalho. “É uma discussão de como é construído o afeto. Não existe padrão para o afetivo”, comenta a atriz Adriana Lodi. O filme mostra o inusitado relacionamento que surge quando um cabelereiro e uma cobradora de ônibus passam a se encontrar diariamente.

Cena de “Meu namorado é michê”

A primeira noite da abertura do evento foi marcada pelo documentário Cinema em 7 cores, de Rafaela Dias. O filme mostra um panorama de como os homossexuais e transgêneros foram e são retratados no cinema nacional. “Estereótipos são difíceis de serem quebrados e estamos colhendo o que foi plantado nestes anos de representações”, critica Felipe Dias, co-diretor. O filme conta com um rico material de filmes antigos e depoimentos de cineastas e gays falando sobre o tema.

Destaque também para “O almoço (considere um jantar)”, de Thiago Ricarte, levou o cinema do Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro às risadas com uma divertida história que usou a falta de recursos financeiros para criar uma trama com um senso de humor inteligente e sarcástico. O roteiro se passa durante uma refeição familiar e o que acontece com a chegada inesperada de duas pessoas.

Seguindo a linha da pluralidade, o 2º For Rainbow – Festival de cinema da diversidade sexual apresenta produções com as mais diversas propostas e intenções. Desde o documentário-protesto Sexualidade e crimes de ódio, de Vagner de Almeida até o experimental “Filthy”. “Queremos criar uma arte de subversão política e moral e explorar o paradoxo do bem e do mal, do belo e do feio”, revela Dirty B. que representa o projeto Queer Fiction, de Porto Alegre. O grupo é um laboratório de fotografia e vídeo com temáticas que envolvem sexualidades que fogem do padrão.

Clique aqui para ler mais sobre o festival.

No segundo dia da Mostra Competitiva foram exibidos os curtas “Amanda e Monick“, “Bar aka“, “Dizeres íntimos“, “Quem é você na noite?”, “Para Macedônio“, “Bárbara” e “Filthy“. Confira mais sobre alguns dos filmes e amanhã confira os filmes do último dia da Mostra Competitiva do festival For Rainbow e a lista com os vencedores.

Bárbara

 

Com uma bela fotografia e um ar de Almodóvar, o curta-metragem mineiro “Bárbara” mostra a personagem-título, uma travesti que precisa voltar ao passado quando descobre que o pai está doente. Narrado em primeira pessoa, o filme é denso. É uma daquelas produções que passa a impressão que tem pano na manga para ter uma duração maior. Destaque para a impressionante atuação do ator principal.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

Bárbara Ficção, 2006, 10 minutos Direção: Carlos Antônio da Silva Gradim Belo Horizonte – MG

Filthy

Não é difícil dizer que “Filthy” foi o curta mais polêmico do festival. Com uma série de imagens que variam do pornográfico ao grotesco, o filme fez com que boa parte da platéia se levantasse e deixasse o cinema. O vídeo experimental mostra duas garotas se divertindo juntas em um ritual lésbico e violento que faz uma metáfora aos primordiais instintos humanos. Definitivamente não é para todos.
Cotação do Daiblog:⭐⭐⭐

Filthy Experimental, 2007, 16’55” Direção: Queer Fiction Porto Alegre – RS


Amanda e Monick

O diretor André da Costa Pinto encontrou duas travestis que moram em uma mesma cidade, no nordeste do Brasil. Ao invés de mostrar um relato do preconceito que vivem as duas personagens, o documentário mostra uma verdadeira lição de tolerância. Enquanto uma trabalha como professora em uma escola local, a outra é aluna. Filme que transmite uma mensagem de esperança.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Amanda e Monick Documentário, 2008, 18 minutos Direção: André da Costa Pinto Barra de São Miguel – PB
No dia seguinte foi exibido o curta “Meu namorado é Michê“, de Lufe Steffen.

#565-Curtas (17)

Desde a última sexta-feira (dia 5 de setembro) a cidade de Fortaleza, no Ceará, ficou mais colorida com a segunda edição do For Rainbow – Festival de Cinema da Diversidade Sexual. Levantando a bandeira do arco-íris, símbolo do orgulho gay, o evento reúne diversas produções cinematográficas em seis programas: Mostra Competitiva, Mostra Autoral do cineasta Luiz Carlos Lacerda, Mostra Internacional, Mostra Nacional, Mostra Feminina e Mostra Educativa. São curtas, médias e longas-metragem que abordam a questão GLBTT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) sob os mais variados prismas.

A cerimônia de abertura do festival aconteceu no Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro, um dos cinemas mais tradicionais da cidade, localizado na praça do Ferreira. “Este ano fizemos o festival com metade do recurso do ano passado. Vamos torcer para que possamos ter mais apoio no ano que vem”, comentou Verônica Guedes, idealizadora da iniciativa. E ela aproveitou para adiantar que, em 2009, o festival abrirá as portas para a mostra competitiva internacional.

O curta “Café com leite” fez parte da programação do festival

O curta “On my own“, feito pelo Grupo Bagaceira de Teatro em uma oficina do For Rainbow, abriu a programação com uma sensível história de um garoto que queria ser menina. Em seguida foi a vez da exibição do longa-metragem “Onde andará Dulce Veiga?”, trabalho mais recente do cineasta Guilherme de Almeida Prado, ainda inédito em Fortaleza. “O filme começa com a citação de um filósofo chinês que diz Lave seus olhos do preconceito e sonhe, citou o diretor. “Cinema é sonho. Espero que todos lavem os olhos de todos os tipos de preconceitos, inclusive os cinematográficos”.

O cineasta explicou o que quis dizer no palco durante a abertura. “Existe o preconceito que cinema brasileiro é uma coisa. As pessoas têm visão que os filmes nacionais só falam de cangaceiros, periferia, violência e favela”, criticou.

O roteiro de “Onde andará Dulce Veiga?” foi baseado no livro homônimo de Caio Fernando Abreu e conta a história de um jornalista (Eriberto Leão) que procura o paradeiro da personagem-título vivida por Maitê Proença, uma cantora que fez sucesso nos anos 60 e desapareceu sem deixar vestígios. Também estão no elenco Nuno Leal Maia, Christiane Torloni e Carolina Dieckman, que vive Márcia, uma rockeira com trejeitos de homem.

A exibição do longa foi prejudicada pela baixa qualidade do som. “Não sei como agüentaram até o fim. Fiquei chocada”, exclamou a atriz Maira Chasseroux, que também participa do filme. “Eu não critico o festival porque sei como é difícil organizar, mas o pessoal do Sesc poderia investir nos equipamentos porque é um cinema tão bonito”, sugeriu Guilherme de Almeida Prado. Mesmo assim, a platéia presente ficou até o final da produção e aplaudiu o filme. Ano passado o For Rainbow contou com a presença de mais de 1,5 mil espectadores por dia e este ano a estimativa é que este número se repita.

No primeiro dia da Mostra Competitiva foram exibidos os curtas “Cinema em 7 cores“, “Café com leite” (clique para ler mais), “Desejos iguais“, “Entre cores e navalhas“, “Sexualidade e crimes de ódio“, “O almoço (considere um jantar)” e “Homens“. Confira abaixo um pouco mais sobre alguns dos filmes.

Cinema em 7 cores
A diretora Sandra Werneck foi uma das entrevistadas no filme
Rico documentário que fala da forma que o homossexual foi tratado no cinema e como essa representação influenciou na maneira que os gays são vistos na sociedade brasileira. Resgatando diversas produções (muitas delas raras), o filme conta com depoimentos de cineastas (como, por exemplo, Sandra Werneck, de “Amores possíveis” e “Cazuza“) e outras pessoas ligadas direta ou indiretamente ao assunto. Merece destaque pelo ótimo trabalho de pesquisa.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

Cinema em 7 cores Documentário, 2008, 35 minutos Direção: Rafaela Dias Niterói – RJ

O almoço (considere um jantar)

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Nada é o que parece no filme de Thiago Ricarte Um divertidíssimo exemplo de como a criatividade e um bom roteiro é tudo o que se precisa para encantar a platéia. Provocando diversas risadas do início ao fim da exibição, o curta universitário “O almoço (considere um jantar)” mostra uma família que fica abalada quando a filha aparece na refeição com o novo namorado. O filme usa a falta de recursos financeiros como solução para apresentar novas idéias e é exatamente o diálogo com a platéia que faz com que o filme seja engraçado e original, com um senso de humor excelente.

Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐⭐

O almoço (considere um jantar) Ficção, 2007, 10 minutos Direção: Thiago Ricarte Atibaia – SP

Homens

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Histórias que variam do drama até a comédiaCurioso documentário que entrevistou homens do nordeste: gays e travestis, para ser mais específico. O filme ganha pontos pelos personagens que aparecem em cena. São histórias incríveis e emocionantes, que tocam, divertem e provocam diversos sentimentos.
Cotação do Daiblog:⭐⭐⭐

Homens Documentário, 2008, 20 minutos Direção: Lucia Claus e Bertrand LiraVitória – ES

Entre cores e navalhas

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Adriana Lodi (em foco) em cena do premiado curta brasilienseUm dos destaques do 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o curta “Entre cores e navalhas” agradou o público cearense com o inusitado relacionamento que surge entre uma cobradora de ônibus e um cabelereiro. Sem pressa, o roteiro trabalha a relação cotidiana de duas pessoas que mal se conhecem. O resultado é um delicado retrato de uma das muitas formas de afeto que o ser humano pode desenvolver.
Cotação do Daiblog: ⭐⭐⭐

Entre cores e navalhas Cotação do Daiblog: Entre cores e navalhas, 2007, 14’ Direção: Catarina Acioly e Iberê Carvalho Brasília – DF

Veja aqui o trailer do filme “Entre cores e navalhas“:

#564-Seed, assassino em série

Muitos leitores se perguntam por onde dará Michael Paré, ator promissor do clássico “Ruas de fogo“. A verdade é que o artista continua com uma carreira, embora nem todos seus trabalhos tenham sido lançados no Brasil. Um dos mais recentes que ele atuou é terrível “Seed, assassino em série“, dirigido por Uwe Boll, cineasta tão odiado que ganhou um abaixo assinado na internet pedindo que ele pare de fazer filmes. Ele é especialmente odiado pelos fãs de video-games, que detestaram as adaptações que Boll fez dos jogos para o cinema. Visite e assine clicando aqui. (até o presente momento o documento apresentava 304883 assinaturas!)

Ambientado em meados da década de 70, o longa-metragem fala de Seed, um maníaco que matou incontáveis pessoas. Ele foi condenado à morte na cadeira elétrica, mas como o equipamento não estava funcionando muito bem, acabou sobrevivendo. De acordo com a legislação norte-americana (dos estados que aceitam a pena de morte, é claro), o condenado que sobreviver a três execuções de 15 mil volts por 45 segundos deve ser solto. Mas não foi exatamente o que aconteceu.

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Seed é o exemplo: vaso ruim não quebra

Depois da polícia forjar um falso atestado de óbito, Seed foi enterrado vivo. Porém, na mesma noite ele saiu da cova, agora mais revoltado e disposto a se vingar. Uwe Boll (de “BloodRayne“, “Alone in the Dark, o despertar do mal“, “House of the Dead, o filme“) conseguiu realizar um filme desagradável e difícil de ser assistido. O único objetivo da história (que se diz baseada em um caso real), é tentar chocar os espectadores.

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Nem bebês não são poupados pelo serial killer

Michael Paré interpreta Matt Bishop, o detetive que conseguiu prender o maníaco e soube que ele foi enterrado vivo. Depois que a polícia descobre que o túmulo de Seed estava vazio, ele tentará encontrar o assassino antes que ele faça novas vítimas. Com alguns efeitos especiais bons e outros computadorizados demais, a produção é sombria e forçada. A apelação é tenta que os primeiros minutos do longa são dedicados a mostrar cenas reais de animais sendo torturados e mortos. Sem dúvidas um espetáculo de terror para qualquer um que tem um animal de estimação.
Cotação do Daiblog: Daiblog

Seed (Canadá, 2007) Dirigido por: Uwe Boll Com: Michael Paré, Will Sanderson, Ralf Moeller, Ralf Moeller, Jodelle Ferland, Thea Gill, Andrew Jackson, Brad Turner, Phillip Mitchell, Mike Dopud…

Veja aqui o trailer do filme “Seed, assassino em série“:

#563-O homem mascarado

O homem mascarado” é, até o presente momento, o único trabalho do cineasta Jesse Baget. Ele dirigiu, escreveu, produziu e editou o filme que lembra uma série de outras produções de terror. O longa começa com um grupo de amigos viajando em algum lugar do México a bordo de um furgão no melhor estilo da série “O massacre da serra elétrica“. A diferença é que eles não são apenas jovens inocentes que vão parar no lugar errado e na hora errada.

Eles procuram um lugar para filmar um pornô! Ignorando os conselhos de um velho estranho, a turma vai parar em La Sangre De Dios, uma cidade abandonada. Lá existe a lenda do terrível El mascarado, um lutador de “lucha libre” que matou todo mundo. Como eles não acreditam na história, decidem que o lugarejo é ideal para as filmagens. Só que é claro que os rumores sobre o assassino são verdadeiros e ele irá atacar todos os adolescentes.

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Steve é o cameraman do filme pornô
Se a trama não tem nada de original, o filme ganha ponto em um detalhe: o escracho. Enquanto boa parte dos títulos do gênero tentam criar situações para inserir seqüências de nudez, em “O homem mascarado” o motivo fica claro desde o princípio. A câmera focaliza especialmente as bundas femininas durante as perseguições, sem falar nas poucas peças do figurino das meninas.

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Esta é a melhor posição para se esconder quando se é perseguido por um lutador de lucha libre

A parte violenta da história se deve a uma das regras da luta livre mexicana. O vencedor deve tirar a máscara do oponente derrotado, o que representa a maior humilhação para quem perdeu a disputa. Como as vítimas não usam máscaras, o maníaco arranca o rosto mesmo. As cenas são sangrentas e lembram o espectador que, apesar de todo o humor e sensualidade forçada da história, o filme ainda tenta ser de terror. Conhecido também como “The Mexican Porn Massacre” e “Wrestlemaniac“.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblog

El Mascarado Massacre (EUA, 2006) Dirigido por: Jesse Baget Com: Rey Misterio Sr., Irwin Keyes, Adam Huss, Leyla Razzari, Margaret Scarborough, Jeremy Radin, Catherine Wreford, Zack Bennett…

Veja aqui o trailer do filme “O homem mascarado“:

#562-A última amante

Quando se pensa em Catherine Breillat as pessoas imaginam em um cinema que pode chocar ou impressionar com imagens de libertação sexual feminina, temática recorrente na filmografia da cineasta. “A última amante“, lançado como “Uma velha amante” no Festival do Rio de 2007, é o trabalho mais recente da diretora lançado no Brasil. Foi baseado no livro de Jean-Dominique Bauby .

A trama é ambientada em Paris do século XXI. Ryno de Marigny (interpretado pelo modelo e ator Fu’ad Ait Aattou) é um jovem que está de casamento marcado com Hermangarde (Roxane Mesquida). Enquanto a noiva é inocente e pura, ele é considerado um libertino, conhecido pelas aventuras eróticas e relacionamentos que teve no passado. O mais conturbado de todos foi com a sensual Vellini.

A última amante

A amante é exatamente o oposto da noiva. Com um sangue espanhol nas veias, Vellini é filha de uma duquesa com um toureador. Passional e incontrolável, ela não aceita que Ryno a abandone para viver uma vida conjugal fiel. Asia Argento (“Maldito coração“, “Terra dos mortos“), filha do cineasta italiano Dario Argento (“O retorno da maldição: A mãe das lágrimas“), ficou a cargo da personagem e fez um bom trabalho.

A última amante

Enquanto o resto do elenco não chega a convencer, Argento se destaca muito. Ela assume bem o papel de uma mulher apaixonada que não esconde o fato de estar interessada pelo homem por causa da atração atração sexual. “A última amante” é um filme bom, mas dispensável. O triângulo amoroso é retratado de forma competente, da forma que era visto em uma sociedade cheia de regras e fofocas. As intrigas e comentários maldosos, entretanto, não são tão venenosos quanto se pode imaginar (como acontece em “Valmont“, por exemplo) e o resultado é uma história sobre um relacionamento complicado que perdura e atormenta.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Une Vieille Maîtresse (França / Itália, 2007) Dirigido por: Catherine Breillat. Com: Asia Argento, Fu’ad Ait Aattou, Roxane Mesquida, Claude Sarraute, Yolande Moreau, Michael Lonsdale…

Veja aqui o trailer do filme “A última amante“:

#561-Linha de passe

Depois de se aventurar em Hollywood com a refilmagem “Água negra“, Walter Salles voltou a trabalhar com brasileiros no filme “Linha de passe”. O cineasta divide a direção com Daniela Thomas, com quem havia trabalhado anteriormente em “Terra estrangeira” e “Paris, eu te amo“. O novo projeto, que teve sua estréia no festival de Cannes deste ano, fez com que Sandra Corveloni fosse agraciada na categoria melhor atriz. Premiação mais do que justa. Não só ela, como também todo o elenco se sai muito bem na dramática história de uma família pobre. Cleuza (Corveloni) é mãe de quatro filhos e está esperando o quinto. Ela cuida de todos com dificuldade e trabalha como empregada doméstica em São Paulo.

O roteiro se desdobra em cada personagem, cada um com uma trama interessante e cativante. Filhos de pais diferentes, os irmãos dividem a mesma casa e possuem em comum o forte desejo de ter um futuro mais confortável. Reginaldo (interpretado pelo pequeno Kaique de Jesus) é o único negro da família e se empenha em descobrir o paradeiro do pai. Dênis (João Baldasserini), é um jovem que arrisca a vida diariamente no trânsito com o arriscado trabalho de motoboy. Enquanto ele quita as prestações da moto, tenta arranjar dinheiro para pagar a pensão do filho recém-nascido, que mora com a mãe solteira.

Linha de passe
Cleuza é uma mulher batalhadora e pai e mãe ao mesmo tempo

Dario (Vinícius de Oliveira, o menino-revelação de “Central do Brasil”) almeja se tornar um jogador de futebol. Acha que pode sustentar a família se jogar em algum time conhecido. O problema é que ele está perto de completar 18 anos, idade que faz com que Dario seja considerado velho demais para ser contratado.

Linha de passe
De todos os irmãos, Dinho é o que mais tem fé

O último irmão da família é o espiritualizado Dinho (José Geraldo Rodrigues). Trabalha em um posto de gasolina e freqüenta uma igreja evangélica, onde usa a religão para acreditar em um amanhã promissor. Os personagens são tão convincentes quanto as interpretações. Sem apelar para o sentimentalismo, um caminho fácil a ser tomado em um roteiro sobre sufocos e sofrimento, o filme comove de forma autêntica.

Linha de passe
A família completa

Faz pensar na condição de vida de muitos brasileiros, afinal não são poucos os jovens pais precoces e os filhos que nascem sem a presença da figura paterna. A paixão nacional, o futebol, também foi retratada, criando uma história tão nacional e verossímil que nem parece ficção. Outro ponto que merece destaque é a maravilhosa trilha sonora do argentino Gustavo Santaolalla, ganhador do Oscar por “Babel” e “O segredo de Brokeback mountain”. Ele também colaborou com músicas para filmes como “Um beijo roubado” e “Coisas que perdemos pelo caminho“. Ótima produção com um resultado excelente.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Linha de Passe (Brasil, 2008) Dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas. Com: Sandra Corveloni, João Baldasserini, Vinícius de Oliveira, José Geraldo Rodrigues, Kaique Jesus Santos, Ana Carolina Dias…

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Veja aqui o trailer do filme “Linha de passe“:

DaiblogJá saiu o resultado das promoções do Daiblog! Para saber se você ganhou cortesias para assistir aos filmes “Os Desafinados” ou “Bezerra de Menezes: o diário de um espírito“, clique aqui para conferir o resultado!

#560-O céu de Suely

Depois de passar uma temporada em São Paulo, Hermila volta para Iguatu, uma cidade de 92 mil habitantes, localizada no sertão central do Ceará, que fica a 380 quilômetros de Fortaleza e 650 quilômetros de Recife. Acompanhada do filho, um bebê de colo, ela se reencontra com a família. Enquanto espera a chegada do namorado Mateus, que ainda está em São Paulo, Hermila volta a falar com João (João Miguel, de “Estômago“), um antigo amigo.
  

 

Com o passar dos dias, Hermila percebe que Mateus não tem planos de voltar para Iguatu e pretende continuar em São Paulo. A jovem, agora sendo uma mãe solteira, precisa encontrar uma forma de ganhar dinheiro e mudar de vida. E ela encontra uma inusitada solução para o problema. “O céu de Suely” é um drama tocante que cativa pela naturalidade das atuações. É uma história tão fácil de acreditar que o filme poderia se passar por um documentário.

  
O roteiro fala do abandono de uma mulher que perdeu quem amava e de uma tentativa de superação. Devido a problemas financeiros e da falta de perspectiva, Hermila vai encontrar dificuldades para um recomeço. E a situação dela não é um caso único e reflete o que acontece com muitos brasileiros. Destaque para a bela fotografia, em especial nas cenas que aparece o céu. Vale a pena também conferir a famosa cena da moto, que tornou-se clássica.
O longa-metragem foi o grande vencedor do Festival do Rio de 2006 e levou os prêmios de melhor filme, melhor atriz (Hermila Guedes) e melhor diretor (Karim Ainouz, que também dirigiu “Madame Satã“). Também estão no elenco os atores Claudio Jaborandy (de “5 frações de uma quase história“) e Maria Menezes (“Cidade baixa“).
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O Céu de Suely (Brasil / Portugal / França / Alemanha, 2006) Dirigido por: Karim Ainouz Com: Hermila Guedes, Maria Menezes, Zezita Matos, João Miguel, Georgina Castro, Claudio Jaborandy…

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Veja aqui o trailer do filme “O céu de Suely“:

O Céu de Suely (Brasil / Portugal / França / Alemanha, 2006) Dirigido por: Karim Ainouz Com: Hermila Guedes, Maria Menezes, Zezita Matos, João Miguel, Georgina Castro, Claudio Jaborandy…

#559-Especial Japão 03

Daiblog

O Brasil todo comemora o centenário da imigração japonesa e no Daiblog não poderia ser diferente. Nas próximas semanas você poderá conferir uma lista de produções nipônicas que foram comentadas por aqui. Na semana passada você pôde ler sobre os animes postados no Daiblog. Hoje é a vez das músicas e mangás!

J-pop é a denominação dada para as músicas pop do Japão. Antes do Daiblog ser especializado apenas em cinema, alguns textos falavam dos lançamentos de uma das cantoras mais populares da terra do sol nascente: Ayumi Hamasaki.
Daiblog Ayu Heaven – Single da cantora com a música-tema que foi usada no drama “Shinobi, a batalha“. A música é melancólica e romântica.

Daiblog Ayu Bold & Delicious – Single inovador (na carreira da artista) que mistura corais e ritmos que lembram músicas gospel. A cantora viajou para os Estados Unidos para gravar os clipes.

Daiblog Ayu -(miss) understood – Álbum composto por 16 faixas, sendo que apenas sete são inéditas. As outras são de singles lançados anteriomente, como “Heaven“.

Daiblog Ayu – Startin/Born to be – Outro single da Ayumi Hamasaki que conta com “Startin“, música-tema do jogo “Onimusha 4: Dawn of Dreams“, para Playstation 2. A outra música, “Born to be“, foi tema das Olimpíadas de Inverno 2006 no Japão.


Blue bird
Daiblog Ayu – Blue Bird – Outro single, com seis faixas. Duas inédias e o resto de versões em karaokê e remixadas. Sem novidades.
Daiblog Ayu – Secret – Álbum completo com 14 canções que varia desde o pop até o rock, passando por baladas românticas. Alguns clipes deste disco são bem interessantes, como “Jewel“, precioso vídeo feito com belas jóias de verdade.

Daiblog Ayu – Glitter / Fated – Single que foi lançado em duas versões, uma delas com os clipes das músicas inéditas que formam o curta-metragem “Distance love“. No filme, Ayumi interpreta uma cantora que é salva pelo guarda-costas. E não, ela não canta “I Will Always Love You“, da Whitney Houston.


“Glitter”
Alguns mangás (quadrinhos japoneses) também passaram pelo Daiblog. Conheça alguns e clique nos links para ler o texto completo:

Daiblog Ero-guro: erótico grotesto. Um mangá para poucos leitores, sem dúvida. Com um traço diferente e histórias pra lá de exóticas, o japonês Suehiro Maruo narra contos que mesclam o terror e a bizarrice de forma única. Definitivamente não indicado para menores de 18 anos. Repare no título das histórias: Noite podre; O garoto da latrina; Uma temporada no inferno; Receita para uma sopa de merda; O grande masturbador; Noite podre / O corvo de Édipo; O paraíso do garoto da latrina; O voyeur do sótão; A cidade que sucumbe.

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Daiblog Uzumaki – Série de mangás que deu origem ao filme homônimo. Uma obra perturbadora e original sobre uma cidade que é atormentada por espirais. A paranóia se espalha quando as pessoas descobrem que existem espirais em todos os lugares e esta forma possui um forte poder de fascínio e destruição. O traço é diferente do que se pode imaginar por ser um mangá. Os olhos não são gigantes e os personagens possuem um aspecto mais realista. Os três volumes com a história completa foram lançados no Brasil pela editora Conrad.

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“Uzumaki”
Daiblog O espinafre de Yukiko – O francês Frédéric Boilet fez uma obra belíssima que encanta não só pelos desenhos realistas, mas pelo relato sincero de experiências sexuais e sentimentais com garotas japonesas. Um encantador livro com ilustrações sensuais e história envolvente.

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Daiblog Sade – Senno Knife, artista responsável pelo mangá “Sade“, fez versões para os quadrinhos de histórias dos irmãos Grimm e do Marquês de Sade. Os delicados desenhos e traços entram em contraste com o conteúdo sadomasoquista das tramas.

Daiblog Cinderalla – O título não esconde a proposta: é uma versão diferente do clássico “Cinderela“. Mas o jeito como as coisas acontecem é que inovam o conto de fadas. Por exemplo, ao invés de perder o sapatinho de cristal, a heroína perde um olho! O mangá é romântico e sinistro ao mesmo tempo, em uma mistura que tem tudo para agradar quem gosta do trabalho do Tim Burton (“A noiva cadáver“), por exemplo. O traço é excessivamente fofo e tudo é exagerado. Ótimo!

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Esta foi a última parte do Especial Japão, homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil. Você pode ler as partes anteriores clicando aqui (primeira parte) e aqui (segunda parte). E quem quiser ver mais conteúdo nipônico pode visitar ainda estes links do Daiblog:

Daiblog Êe-janaika – Apresentação de teatro do grupo japonês 1980. Aproveite para assistir a um video da companhia e da incrível trilha sonora!

Daiblog Japan Fest Brasília – Evento que aconteceu no Distrito Federal e reuniu diversas pessoas fãs da cultura asiática. Veja o vídeo que resume bem como foi a programação e as atrações que aconteceram no dia.

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#558-Bezerra de Menezes

O nome Bezerra de Menezes é mais do que conhecido no universo espírita, pois ele é considerado o Allan Kardec brasileiro. Ele teve contato com a doutrina espírita ainda no século 19 e fez com que ela fosse divulgada e conhecida no Brasil. Para quem nunca ouviu falar nele, o filme “Bezerra de Menezes, o diário de um espírito” apresenta uma série de informações sobre o prestativo e solidário personagem.

O ator Carlos Vereza vive o protagonista, um homem bondoso que dá lições de caridade e solidariedade. O filme aborda desde a infância do personagem até a sua morte (ou desencarne, como dizem os espíritas). É impossível negar o teor religioso da história. Apesar da trama ter a preocupação em contar como foi a vida e os ideais de Bezerra, existe toda uma carga espírita na história que não podia ser desprezada.

PhotobucketA primeira idéia era fazer um documentário baseado em documentos históricos e depoimentos de pessoas do meio. Mas depois de uma série de reuniões, os diretores Glauber Filho e Joe Pimentel optaram por incluir mais cenas interpretadas, o que resultou em docudrama nacional. A história mostra a vida e a obra do médico e parlamentar que mudou a vida de muitas pessoas.

PhotobucketO diário do título se deve à narração que conduz a trama. É o próprio Bezerra que descreve a vida, sendo que 70% do texto é original ao que ele escreveu, segundo o cineasta Glauber Filho. A trilha sonora é muito bonita, mas a produção carece de ritmo e é recomendada especialmente para a comunidade espírita que tem interesse em conhecer melhor a obra de Bezerra de Menezes. O filme tem participações especiais de Caio Blat (“Proibido proibir“, “O ano em que meus pais sairam de férias“), Ana Rosa (“O signo da cidade”) e Lúcio Mauro.

Bezerra de Menezes, o diário de um espírito (Brasil, 2008) Dirigido por: Glauber Filho e Joe Pimentel Com: Carlos Vereza, Lúcio Mauro, Caio Blat, Paulo Goulart Filho, Nanda Costa…

Veja aqui o trailer do filme “Bezerra de Menezes, o diário de um espírito“:

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