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#486-Imagens do além

Outra refilmagem está em cartaz dos cinemas. Pouco tempo depois de “O olho do mal”, versão norte-americana do chinês “The eye, a herança”, é lançado “Imagens do além”. O longa-metragem é um remake da produção tailandesa “Espíritos, a morte está ao seu lado”. O filme segue a mesma premissa do roteiro original, mas erra ao simplificar o principal mistério. Isso faz com que a história fique previsível para quem não conhece a trama e insuportável para quem já assistiu ao original.
  


O filme conta a história do fotógrafo Ben (Joshua Jackson, do romance “
De encontro com o amor”). Ele passa a ser assombrado quando descobre que suas fotos registram fantasmas. Logo no começo ele pensa que as sombras e formações estranhas são resultantes apenas de um simples defeito na câmera. Mas depois ele descobrirá que a resposta para as figuras é bem mais sobrenatural. Ele terá a ajuda de Jane (Rachael Taylor, de “Transformers”). Ela é recém-casada com Ben e tentará compreender o que as fotografias fantasmagóricas querem transmitir.
 

Praticamente toda a ação acontece no continente asiático. O casal deixa Nova York logo após a lua de mel e passa a morar no Japão. A situação lembra bastante a franquia “O grito”, quando norte-americanos se mudam para a terra do sol nascente e são colocados em perigo por fantasmas e maldições espirituais. Por coincidência (ou não), “Imagens do além” é um trabalho dos mesmo produtores executivos de “O grito” e “O chamado”.

A direção é do japonês Masayuki Ochiai, que dirigiu “Infecção” (filme lançado diretamente em DVD no Brasil). O elenco conta com atores de seriados populares como John Hensley (“Nip/Tuck”), James Kyson Lee (“Heroes”) e David Denman (“The Office”). Entretanto, a presença de rostos conhecidos não consegue ajudar no resultado do filme, que pode ser resumido como uma sucessão de sustos fracassados sem nenhum clima de suspense ou terror.

Grande parte se deve ao fraco roteiro assinado por Luke Dawson. Ele fez uma adaptação que deixou pontas soltas e muitas perguntas sem respostas. Um claro exercício para testar a paciência dos espectadores. Segue a mesma linha dos filmes asiáticos e usa e abusa de conhecidos recursos para tentar assustar: vultos, fantasmas de cabelos longos e um roteiro que envolve um espírito vingativo.

Quem não aguenta mais refilmagens de filmes de terror asiáticos pode se preparar porque novas refilmagens estão por vir. Entre elas “Uma chamada perdida”, versão americana do japonês “Ligação Perdida”. Parece que, em Hollywood, a originalidade está realmente em falta.
Cotação do Daiblog:
Daiblog
Shutter (EUA, 2008) Dirigido por: Masayuki Ochiai Com: Joshua Jackson, Rachael Taylor, Megumi Okina, David Denman, John Hensley, Maya Hazen, James Kyson Lee, Yoshiko Miyazaki…
Leia mais:
DaiblogO grito 2“;DaiblogO chamado 2“;DaiblogNip/Tuck 1ª temporada“;DaiblogNip/Tuck 2ª temporada“;DaiblogNip/Tuck 3ª temporada“;DaiblogNip/Tuck 4ª temporada“;

Veja aqui o trailer do filme “Imagens do além“:

Daiblog

Começou nesta quinta-feira o 18º Cine Ceará. O festival ibero-americano de cinema de Fortaleza está com uma programação variada em diversas mostras. Apesar do evento serem vários pontos como no Espaço Unibanco Centro Cultural Dragão do Mar, no Teatro Celina Queiroz na Unifor (Universidade de Fortaleza) e no Cine Benjamin Abrahão, na Casa Amarela Eusélio Oliveira (Universidade Federal do Ceará), a cerimônia de abertura aconteceu no Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro.


Centro Cultural Sesc Luiz Severiano Ribeiro

Na noite de abertura foi exibido o curta metragem “Elegia Friulana“, do cineasta argentino Fernando Birri. Antes, porém, o grupo de cultura popular Brincantes do Cordão do Caroá se apresentou na Praça do Ferreira, localizada no centro de Fortaleza. Depois de muita música, dança e interpretações, os convidados entraram na sala de cinema.


Grupo Brincantes do Cordão do Caroá
O filme que abriu Mostra Competitiva Ibero-Americana de Longa-Metragem foi “Nossa vida não cabe num opala“. A sala estava cheia e o público aplaudiu no final. Leia em breve sobre a produção aqui no Daiblog!

Movimentação no cinema

#485-Treinando o papai

Dirigido por Andy Fickman (“Ela é o cara“), a comédia “Treinando o papai” traz o golias Dwayne Johnson (“O escorpião rei“) no papel de Joe Kingman, um astro do futebol americano. Idolatrado pelos fãs, ele é uma celebridade que fatura muito dinheiro e leva uma vida luxuosa. Mas os dias de Kingman mudarão totalmente no momento que uma pequena garota bater em sua porta revelando ser sua filha. A repetina aparição da menina de apenas oito anos fará com que o grandalhão aprenda uma lição mais difícil do que uma partida nos campos.
  


Peyton Kelly informa ao pai que ficará em sua casa por um mês, prazo que sua mãe faz um trabalho social no continente africano. De início ele não aceitará a proposta, já que ter uma filha em casa implica mais responsabilidades e deveres. A agente de Kingman, a empresária Stella Peck (Kyra Sedgwick, de “O lenhador“) também acredita que o surgimento repentino de uma filha pode prejudicar a imagem do astro. Mas como “Treinando o papai” é um filme da Disney, as soluções encontradas para o problema serão as mais simples e leves possíveis.

Além de ter de lidar com uma garota que é uma pestinha, o mais novo pai terá que se concentrar na carreira profissional e tentar vencer o disputado campeonato esportivo. Não é novidade que a experiência paternal fará com que ele veja com outros olhos a própria condição que vivia antes da chegada da filha: festas com celebridades, consumismo e um egocentrismo gigantesco que não levava a lugar algum.

Um detalhe interessante (e bem sucedido) no roteiro foi unir dois esterótipos aparentemente opostos. Enquanto jogadores de futebol americano usam roupas grandes e parecem gigantes nos estádios, a pequena Peyton é sentimental e tem interesse pelo balé. E o novo pai terá que se habituar com o delicado universo artístico da dança com o auxílio da professora de balé de Peyton, interpretada pela caliente Roselyn Sanchez (de “Edison, poder e corrupção“).

Apesar de não ser surpreendente em momento algum, “Treinando o papai” é mais um filme família do jeito que a Disney sabe fazer. Portanto quem for assistir já sabe o que esperar: algumas cenas de comédia, valorização dos ideais familiares, amadurecimento das personagens e seqüências emocionantes que podem arrancar lágrimas de quem se envolver com a trama. A longa duração (quase duas horas) prejudica um pouco o ritmo do filme. O longa poderia ter cenas dramáticas encurtadas. Mas a platéia mais jovem pode se divertir, principalmente se for aos cinemas tendo os pais como companhia. Filme feito na medida certa sem arriscar na inovação.
Cotação do Daiblog:
DaiblogDaiblogDaiblog

Dica: Leia também sobre o filme “Encantada“, outra produção da Disney!The Game Plan (EUA, 2007) Dirigido por: Andy Fickman Com: Dwayne Johnson, Madison Pettis, Kyra Sedgwick, Roselyn Sanchez, Morris Chestnut, Hayes MacArthur, Brian J. White, Kate Nauta…
Veja aqui o trailer do filme “Treinando o papai“:

#484-Hairspray, em busca da fama

Refilmagem do musical da década de 80, “Hairspray – Em busca da fama” é um filme alegre e colorido. A protagonista da história é a rechonchuda Tracy Turnblad, uma garota que acompanha fielmente o The Corny Collins Show, programa de dança mais popular da cidade. A mãe de Tracy é interpretada por John Travolta, numa atuação hilária. Foi uma boa escolha, afinal o ator ficou conhecido principalmente pelos musicais que fez no passado, como “Grease, nos tempos da brilhantina” e “Os embalos de sábado a noite“.
  


Quando surge uma vaga para integrar o dançarinos do programa de TV, Tracy vê a oportunidade de se aproximar do ídolo Link (Zac Efron, de “High School Musical“). Mas quem também trabalha no canal é a inescrupulosa Velma (Michelle Pfeiffer), que fará de tudo para que ninguém fora de forma apareça na televisão. Além de mostrar que a arte de dançar não pode ser interferida pelo peso, o filme também trata de questões raciais.

Como o roteiro se desenvolve nos Estados Unidos do ano 1962, a sociedade norte-americana se mostrava preconceituosa o bastante a ponto de evitar que negros participassem dos programas televisivos. E este é um dos pontos mais interessantes do filme, com pessoas fora dos padrões da época (uma negra e outra gorda) conquistando o devido (e merecido) espaço pela dança.
No elenco também está Christopher Walken (de “Click“), como o pai de Tracy. “Hairspray” se sai bem. O filme é divertido, engraçado e com boas músicas. E ver John Travolta (de “Inimigo em casa“) interpretando uma mãe obesa que também gosta de dançar é algo que realmente só dá para acreditar vendo.
Cotação do Daiblog:

DaiblogDaiblogDaiblog

Hairspray (EUA / Reino Unido, 2007) Dirigido por: Adam Shankman Com: John Travolta, Michelle Pfeiffer, Christopher Walken, Amanda Bynes, James Marsden, Queen Latifah, Brittany Snow, Zac Efron, Taylor Parks …

Veja aqui o trailer do filme “Hairspray – Em busca da fama” legendado em português:

#483-Um amor de tesouro

É claro que para divulgar um filme, as distribuidoras escondem o sombrio passado de alguns realizadores. Poucas pessoas, por exemplo, sabem que são os roteiristas do filme “Um amor de tesouro“. A história foi escrita pelo diretor Andy Tennant (de “Hitch, conselheiro amoroso“) em parceria com a dupla John Claflin e Daniel Zelman, responsável por uma das piores continuações já feitas, o filme “Anacondas, a caçada pela orquídea sangrenta“.
  


Tirando essa revelação que pode afastar as pessoas dos cinemas, o filme pode agradar o público que se interessa por comédias românticas. Ainda mais porque a trama não é tão melosa quanto parece e é recheada de cenas de aventura. O longa-metragem (longo demais, por sinal) conta a história de Benjamin (Matthew McConaughey, de “A mão do diabo“) e Tess (Kate Hudson, de “A chave mestra), um casal prestes a se divorciar.

Os dois atores repetem a química que foi bem sucedida em “Como perder um homem em 10 dias“. Mas a sensação de já ter visto algo parecido antes não se dá apenas pelos protagonistas. A começar pela trama: um valioso tesouro de uma embarcação espanhola naufragou há muito tempo desperta a ambição de uma série de pessoas interessadas pelo dinheiro. Benjamin é um mergulhador que procura o ouro e se mete em confusões toda vez que tenta encontrar o local do naufrágio.
Ele tenta recuperar a confiança da esposa (Hudson) e terá a ajuda do rico Nigel Honeycutt (Donald Sutherland, de “Orgulho e preconceito“) e da filha patricinha Gemma (Alexis Dziena de “Flores partidas“). O filme segue uma linha totalmente previsível e sem nenhuma surpresa. Se você viu “Mergulho radical” já sabe o que esperar. A diferença é que os vilões de “Um amor de tesouro” são atrapalhados e parecem ter saído de um filme infantil, já que não representam nenhum perigo. O único ponto positivo são as belas paisagens e praias.
Cotação do Dai:

DaiblogDaiblog

Fool’s Gold (EUA, 2008) Dirigido por: Andy Tennant Com: Matthew McConaughey, Kate Hudson, Donald Sutherland, Alexis Dziena, Ewen Bremner, Ray Winstone, Kevin Hart…

Veja aqui o trailer do filme “Um amor de tesouro“:

#482-O retorno da maldição

Em 1977, o diretor Dario Argento (de “Jenifer, instinto assassino“) fez o filme “Suspiria“. Foi o início de uma trilogia que continuou com “A mansão do inferno” (1980) e terminou apenas em 2007 com a aguardada continuação “La terza madre” ou “Mother of Tears: The Third Mother” ou “O retorno da maldição: a mãe das lágrimas”. O longa-metragem é estrelado pela filha do diretor, a atriz e cineasta Asia Argento (“Terra dos mortos“, “Maldito coração“). Muita expectativa girou em torno da produção, afinal não é apenas mais um filme na carreira de Argento. É a conclusão de um de seus trabalhos mais conhecidos e comentados.
  


Os filmes anteriores falam de garotas que se deparam com magia negra e precisam enfrentar bruxas. As tramas, aparentemente inocentes, são cheias de violência explícita e uma estética inconfundível. Infelizmente na terceira parte não é possível ver uma fotografia com cores intensas, mas o estilo de Argento permanece. Seria fácil demais dizer que é uma produção trash, mas existe uma difereça entre intenção e descuido. Por isso não dá para negar que é um filme que realmente poderia ter efeitos especiais melhores, mas a qualidade da computação gráfica que aparece é o de menos.


Sarah Mandy (Asia Argento) trabalha em um museu. Muito cética, ela cuida de artefatos arqueológicos raros. Mas ela passará a crer no fantástico quando se ver em uma trama bizarra envolvendo uma seita de magia negra e uma série de assassinatos violentíssimos. Tudo começa quando uma urna é encontrada durante escavações. Dentro dela é encontrado alguns objetos antigos e o achado dá início a um acontecimento que pode representar a vitória do mal na Terra.
A terceira mãe do título é a Mater Lachrymarum, a Mãe das Lágrimas. Uma das três bruxas mais poderosas que espalha morte e infelicidade por onde passa. Com uma mistura de conto de fadas gótico com a paranóia de uma complexa e organizada companhia maligna de feiticeiras, o longa-metragem flui muito bem. É um terror cheio de perseguições. O que pode não animar o público geral é o tom fantasioso da história. Em alguns momentos, a história parece ser um tanto infantil por causa do tom fantasioso: poderes mágicos e coisas do tipo.

As bruxas com penteados sofisticados e personalidades caricatas parecem ter saído de algum desenho animado. Mas cuidado, as fortes cenas de violência mostram que definitivamente não é um filme para crianças. Depois de assistir ao péssimo “Jogador misterioso“, confesso que estava ansioso em relação ao que seria “O retorno da maldição: a mãe das lágrimas“. Mas não se preocupe, Argento sabe o que faz. E para os fãs, o resultado é como um presente.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

La terza madre (EUA / Itália, 2007) Dirigido por: Dario Argento Com: Asia Argento, Cristian Solimeno, Adam James, Moran Atias, Philippe Leroy, Daria Nicolodi, Coralina Cataldi-Tassoni, Udo Kier, Robert Madison, Jun Ichikawa…

Veja aqui o trailer de “O retorno da maldição: a mãe das lágrimas“:

#481-A mansão do inferno

Três anos depois do sucesso de “Suspiria“, Dario Argento lançou “A mansão do inferno“. Apesar de não ser uma continuação direta do filme anterior, a produção segue a linha da lenda das três mães. O longa-metragem conta a história da segunda mãe, a Mãe das Trevas (Mater Tenebrarum) e o trágico destino das pessoas que começam a descobrir os segredos das bruxas.
  


Com um orçamento maior, o filme continua com um visual que chama atenção pelas cores fortes. Outra característica que permanece é o perigo sempre constante e o fato de não existir um lugar seguro para as personagens. E é difícil definir quem protagoniza a trama porque o ousado roteiro não segue uma única linha. O detalhe pode causar confusão para quem se acostumou a ver um filme onde é mais fácil deduzir quem é a personagem principal.

Rose Elliot (Irene Miracle, de “O expresso da meia-noite“) mora em um apartamento em Nova Iorque, dentro de um prédio que não é muito ocupado. Uma noite ela visita um antiquário e compra um livro chamado “As três mães“. A obra é um diário de um alquimista chamado Varelli que narra uma história envolvendo bruxaria e a construção de três casas para as três mães. Para surpresa da moça, uma das casas é exatamente onde ela mora.

Assustada, ela manda uma carta para o irmão que mora em Roma. É o início de uma série de violentos assassinatos. De todos os três filmes, este foi o que menos me interessou justamente pela forma difícil de acompanhar. Não é fácil saber onde o roteiro quer chegar e a conclusão não é das mais satisfatórias. Fãs mais apaixonados consideram “A mansão do inferno” melhor até mesmo que “Suspiria“, mas não compartilho da opinião. Mas mesmo assim é um filme importante e vale uma conferida.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblog

Inferno (Itália, 1980) Dirigido por: Dario Argento Com: Leigh McCloskey, Irene Miracle, Eleonora Giorgi, Daria Nicolodi, Sacha Pitoëff, Veronica Lazar, Gabriele Lavia, Feodor Chaliapin Jr….

Veja aqui o trailer de “A mansão do inferno“:

Daiblog
Vem aí um novo filme nacional. Trata-se de “Maré, nossa história de amor“, que estréia nos cinemas nesta sexta, dia 4 de abril. Confira abaixo a sinopse oficial do longa-metragem e o trailer. Vale a pena dar uma visitada no canal do Youtube do filme, que conta com diversos vídeos sobre a produção.
Analídia (Cristina Lago) é filha de um chefe do tráfico de drogas preso, que briga pelo poder com o irmão de Jonatha (Vinícius D’Black), na favela da Maré. Separados pelo apartheid entre as facções rivais, eles encontram no grupo de dança da comunidade, dirigido por Fernanda (Marisa Orth), um refúgio para o amor, a arte, o sonho e a possibilidade de uma vida longe do crime. O filme é dirigido pela renomada diretora Lúcia Murat.

Confira abaixo o trailer do filme “Maré, nossa história de amor“:

#480-Suspiria

Considerada a obra-prima de Dario Argento (de “Jogador misterioso“, “Jenifer, instinto assassino“), “Suspiria” fez com que o cineasta italiano se tornasse mundialmente conhecido como um dos mestres do terror. O longa-metragem iniciou uma trilogia que só terminou em 2007 com o lançamento de “The third mother“. O filme conta a história de Suzy Bannion (interpretada por ,Jessica Harper de “Minority Report, a nova lei“).
  


Ela é uma dançarina norte-americana que viaja para a Alemanha para ter aulas em uma reconhecida escola de balé. Suzy se hospeda no antigo casarão onde as aulas acontecem e pouco a pouco vai descobrir que o lugar guarda segredos assustadores. O que no começo parece apenas uma série de acontecimentos estranhos, depois se confirma como uma terrível realidade.

 

O filme introduz a primeira das três que são apresentadas na trilogia: Mater Suspiriorum, Mater Tenebrarum e Mater Lacrimarum. São três bruxas que espalham desgraça e infelicidade no mundo. Cada uma vive em lugar diferente e em “Suspiria“, Suzy enfrentará a Mãe dos Suspiros. O roteiro parece um conto de fadas violento. Fala de bruxas e uma perigosa seita, tudo ao som da apavorante trilha sonora da banda Goblin.

Agora o que faz “Suspiria” ser um filme tão comentado? Basta ver as imagens para ter idéia da beleza plástica da produção. A fotografia bem cuidada com cores fortes fazem do filme uma verdadeira obra de arte. A câmera inova com movimentos modernos para a época e uma história maravilhosa garante o interesse do início ao film. Destaque para a cena final, com a protagonista correndo como em um verdadeiro balé. Clássico absoluto! Fantástico.
Cotação do Dai: DaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

Suspiria (Itália, 1977) Dirigido por: Dario Argento Com: Jessica Harper, Stefania Casini, Flavio Bucci, Miguel Bosé, Barbara Magnolfi, Udo Kier, Rudolf Schündler, Alida Valli…

Veja aqui o trailer do filme “Suspiria“:

#479-Pânico na floresta 2

O filme “Pânico na floresta 2” não é a continuação de “Pânico na floresta” e sim outro filme que recebeu o título enganoso. A verdadeira continuação chama-se “Floresta do mal“, que já foi comentada aqui no Daiblog (clique para ler). Um elemento em comum em ambos os filmes é o cenário de florestas. E por serem filmes de terror, quem for assistir já deve esperar cenas violentas.
Pânico na Floresta 2

Mike e Sheryl são um jovem casal que decide ter mais contato com a natureza. Então a dupla decide passar um final de semana num parque florestal. E lá existem várias trilhas, cachoeiras e uma variedade de paisagens naturais que são uma verdadeira tentação para quem gosta de programas in natura. O que eles nao sabem é que o lugar serve de moradia para pessoas que vivem em rústicas casas entre as árvores.

  Entre os habitantes hostis está um casal que encontra no protagonistas uma possível resolução para os seus problemas. “Pânico na floresta 2” é um terror mediano. Muitas situações são forçadas e os vilões fanáticos religiosos são surreais. A violência é um dos pontos positivos, já que a produção guarda momentos realmente sangrentos.

Pânico na Floresta

  E é a ousadia que salva a produção. A cena inicial que mostra uma vítima tentando escapar revela que o filme deixa claro toda crueldade do assassino. Mas é só depois que as coisas vão ficar mesmo complicadas para o casal. Vale só a título de curiosidade para quem gosta do gênero.
Cotação do Daiblog:

Veja aqui o trailer do filme “Pânico na floresta 2“:

Entrevista

Tropa de elite” venceu o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim. Além do filme, os brasileiros podem comemorar a vitória de outro troféu. Como já foi publicado, “Café com leite” ganhou o Urso de Cristal de melhor curta-metragem da mostra Geração – 14 Plus. A produção participou em 2007 do 40º Festival de Brasília de 2007, onde recebeu boas críticas e levou o Prêmio Aquisição Canal Brasil.

Café com leite” é estrelado por Daniel Tavares, Eduardo Melo e Diego Torraca. Conta uma sensível história familiar sobre adaptações e valores. Confira a sinopse oficial: Quando os planos para o futuro mudam, novos laços entre Danilo, Lucas e Marcos são criados. Entre videogames e copos de leite, dor e decepção, eles precisam aprender a viver juntos.Confira agora uma breve entrevista com Daniel Ribeiro, diretor do curta “Café com leite”, lançado como “You, Me and Him” no exterior.

Michel Toronga: Você esperava ser premiado em Berlim?

Daniel Ribeiro: Não esperava. Como o juri era composto por adolescentes, não dava pra prever quais seriam os critérios utilizados.

MT: O curta também foi selecionado para o 48º Festival Internacional de Cine de Cartagena. Você acha que as produções brasileiras são bem vistas no exterior?

DR: Têm muitos filmes brasileiros sendo selecionados para festivais internacionais. Só em Berlim, tinha 8 filmes, de todos os temas, metragens e formatos. Em Cartagena tem mais curtas indo comigo, além de longas. Tem mais outros festivais para os quais o filme também foi selecionado e têm também vários brasileiros. Acho que o Brasil está com uma produção boa, interessante e diversificada.

MT: Quais seus planos para 2008?

DR: O plano para 2008 era circular com o “Café com Leite” pelos festivais brasileiros e internacionais. Acho que Berlim vai ajudar a gente a exibir o filme o máximo possível. Enquanto isso continuo fazendo vídeos pro site Música de Bolso (www.musicadebolso.com.br), projeto que tenho junto com Rafael Gomes e Tati Fujimori, e escrevendo roteiros pra mandar pra editais e tentar patrocínio.

MT: “Café Com Leite” virou “You, Me and Him“. Quem escolheu este título? Por quê?

DR: O trocadilho que acontece no título em português era difícil de ser traduzido pro inglês. Então eu estava atrás de um nome que também tivesse alguma brincadeira, e um dia, a Tati Fujimori (que era assistente de direção no filme) falou que devia ser “You, Me and Him”, numa brincadeira com o filme “Me, You and everyone we know“. E quando ela falou, fez todo sentido, pois como são três personagens masculinos, você não sabe que é o “you”, quem é o “me” e quem é o “him”. Na verdade, a brincadeira é que serve pra qualquer um dos personagens.

Daniel Ribeiro também dirigiu Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

#478-Jumper

“Jumper” é um filme de ação repleto de bons efeitos especiais no ponto certo para satisfazer quem espera aventura e situações incríveis. O longa-metragem é protagonizado por Hayden Christensen (de “O preço de uma verdade” e “Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith”). Ele interpreta David Rice, um jovem que descobre que tem a capacidade de se teletransportar para qualquer lugar. Em plena adolescência, ele foge de casa e leva uma vida luxuosa roubando bancos e conhecendo países do mundo inteiro. Afinal, quem não gostaria de viajar pelo planeta em um piscar de olhos?
 


Mas a vida dele não será para sempre fácil. David descobrirá depois que tem gente atrás dele. O misterioso Roland (Samuel L. Jackson, de “1408” e “A farsa dos pingüins”) faz parte de um grupo conhecido como Paladinos, uma organização que persegue todos que possuem os poderes especiais. É aí que ele conhece Griffin (Jamie Bell, de “King Kong” e “Contra corrente”), um jovem que também tem a capacidade de se teletransportar. Começa então uma perseguição com direito a locações em diversos locais consagrados: a grande esfinge e as pirâmides de Gizé (Egito), o Coliseu (Roma), as movimentadas ruas de Tóquio (Japão) e outros lugares.

 

Mais do que um passeio turístico, “Jumper” diverte por estimular o imaginário da platéia. O roteiro foi baseado no livro homônimo de Steven Gould. A trama de ficção científica possui muitos elementos que lembram histórias em quadrinhos. E não é preciso ir longe para citar exemplos. Em X-men, o mutante Noturno tem o mesmo poder dos jumpers e pode se teletransportar com facilidade.
O filme é dirigido por Doug Liman, que mostrou entender de filmes de ação ao assinar sucessos de público como “A identidade Bourne” e “Sr e sra Smith”. Seu novo trabalho, “Jumper” é um filme descompromissado que entretém com ótimas seqüências de ação. A batalha no deserto de noite é empolgante e um veículo inesperado no meio transforma a cena em algo realmente inusitado. Destaque para Jamie Bell, ator que ganhou o mundo ao interpretar o menino bailarino em “Billy Elliot”. No elenco também está a enxuta Diane Lane (“Ruas de fogo”, “Infidelidade”), que encarna a mãe de David.
 

Um ponto que pode ser questionado no longa-metragem é em relação ao roteiro não muito esclarecedor. Assim como “Mandando bala”, o filme não se preocupa em dar respostas. Não explica as origens dos mutantes e nem desenvolve bem os personagens. Portanto quem espera uma trama com começo, meio e fim pode sair dos cinemas com um sentimento de frustração, pois parece que a história está incompleta. Mas provavelmente as dúvidas serão sanadas em 2011, data prevista para o lançamento de “Jumper 2”. Vale uma conferida!
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblogDaiblog

Jumper (EUA, 2008) Dirigido por: Doug Liman Com: Hayden Christensen, Samuel L. Jackson, Diane Lane, Jamie Bell, Rachel Bilson, Michael Rooker…

Veja aqui o trailer do filme “Jumper“:

#477-Floresta do mal

Como já foi divulgado no site Bocadoinferno, “Floresta do mal” na verdade é “Wrong turn 2: dead end“, ou seja, seria “Pânico na floresta 2“. Mas como outra distribuidora lançou um outro filme com o mesmo título, a verdadeira continuação de “Pânico na floresta” ganhou o ridículo título de “Floresta do mal“. Enfim, o filme conta a história de um reality show que termina mal.
  


Tudo porque as locação escolhida foi a floresta onde vive uma incestuosa família deformada de canibais. É a mesma prole que dizimou os adolescentes que pegaram o atalho errado no primeiro filme, criaturas que vivem na mata e possuem boa mira e força sobrehumana. Agora os jovens participantes do programa terão que lutar para sobreviver de vedade. Apesar da trama não ser muito interessante, o filme ganha o mérito de ser violentíssimo.

A cena inicial já é um aperitivo para o que está por vir: uma garota sendo dividida ao meio por um certeiro golpe de machado. A câmera focaliza as vísceras saindo entre as pernas, mas parece que se esqueceram que o corpo da personagem deveria sangrar. Então o modelo de silicone feito para a cena é arrastado pelo chão sem uma gota de sangue falso. Erros a parte, a idéia foi boa.
  

E as demais seqüências reforçam o nível de carnificina da produção. Mutilações, membros arrancados e uma terrível serra gigante de uma fábrica de papel abandonada garantem sangue e mais sangue na tela. Destaque para a inusitada presença de um personagem que parece ter saído de um filme de ação. O cara é fortão, se camufla como se fosse para a guerra e consegue lutar com os canibais na base da porrada. A seqüência do jantar com os canibais é uma referência clara (para não dizer cópia) ao clássico “O massacre da serra elétrica“. A mesma idéia foi utilizada na refilmagem “O massacre da serra elétrica: o início“. Recomendado exclusivamente para os amantes do gênero.
Cotação do Dai:
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Wrong Turn 2: Dead End (EUA / Canadá, 2007) Dirigido por: Joe Lynch Com: Erica Leerhsen, Henry Rollins, Texas Battle, Daniella Alonso, Steve Braun, Aleksa Palladino, Matthew Currie Holmes…

Veja aqui o trailer do filme “Floresta do mal“:

Daiblog
O mundo do cinema teve uma perda recentemente. O cineasta Anthony Minghella, vencedor do Oscar de 1996 com o filme “O paciente inglês“, faleceu no dia 18 de março após uma hemorragia cerebral durante uma cirurgia.

O filme mais recente do diretor foi “Invasão de domicílio“, um drama estrelado por Jude Law (de “Um jogo de vida ou morte“) e Juliette Binoche (de “Cachê“, “Perdas e danos“). Clique aqui ou no pôster ao lado para ler uma crítica sobre o último trabalho de Anthony Minghella.