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#476-Dona Helena

O documentário “Dona Helena” mostra a história da instrumentista Helena Meirelles. Apesar de não ser muito popular no Brasil, ela foi classificada pela conceituada revista Guitar Player como uma das 100 melhores guitarristas do mundo. O filme mostra um pouco sobre sua vida, desde o anonimato até quando passou a lançar discos.
 

Dona Helena tocava viola desde que era criança. No começo, a habilidade com música era mal vista pelos parentes, visto que, na sua época, era incomum uma mulher tocar algum instrumento musical. Mas ela nunca abandonou as canções e tocava com uma técnica incrível que chamava a atenção de todos. O filme mostra como Helena foi parar na cidade grande e teve o talento reconhecido.
A produção é simples. É um documentário pequeno (menos de 1 hora de duração) e correto. Apresenta a personagem, conta a história e ainda por cima guarda espaço para mostrar músicas da brasileira tocando em apresentações em programas de televisão e shows.

Helena nasceu com descendência indígena e sangue de família do Paraguai. Passou a adolescência em bordéis (de onde surgiram seus filhos) e, mesmo sendo analfabeta, conseguiu destaque graças ao talento com a viola. Dona Helena faleceu em 2005 e o filme é uma boa oportunidade para conhecê-la.
Cotação do Daiblog: DaiblogDaiblogDaiblog

Dona Helena (Brasil, ) Dirigido por: Dainara Toffoli Com: Dona Helena…


Veja aqui o trailer do filme “Dona Helena“:

Hoje é Páscoa, dia 23 de março de 2008. O Daiblog deseja uma feliz Páscoa para todos os leitores!!!

#475-As crônicas de Spiderwick

Dirigido por Mark Waters (de “Meninas malvadas”, “E se fosse verdade”), o filme “As crônicas de Spiderwick” é uma aventura que deve agradar o público jovem por ter uma história bem animada e com momentos de suspense. O longa-metragem é resultado de uma parceria entre a Paramount Films com a Nickelodeon Movies, produtora que mostrou que entende de cinema infanto-juvenil quando lançou nos cinemas “A menina e o porquinho” e “Desventuras em série”.
  


O roteiro conta a história de três irmãos: os gêmeos Jared e Simon e a mais velha, a adolescente Mallory Grace. Eles se mudam com a mãe para uma antiga mansão que pertencia a uma parente. O casarão é localizado no meio de uma floresta e Simon fica insatisfeito por ter deixado a casa onde viviam em Nova Iorque. A fantasia entra na história no momento que ele acaba encontrando um antigo e empoeirado livro que pertenceu a Arthur Spiderwick, seu tio-bisavô.

Ignorando o aviso para não abrir os escritos, Simon rompe um lacre que selava o livro e se depara com uma misteriosa obra cujo tema é duendes, fadas e outras criaturas. Mas não se trata de um livro de ficção. Todo o texto escrito foi baseado nos estudos que Spiderwick escreveu. E os segredos que ele descobriu são desejados por seres malignos que habitam as redondezas. Liderados pelo ogro Mulgarath (Nick Nolte, de “Clean”), vários monstros tentarão de tudo para roubar o livro.

O filme mostra os problemas que eles enfrentarão para que o livro não caia em mãos erradas e trabalha também com dramas pessoais da família. O roteiro de “As crônicas de Spiderwick” foi baseado na série de cinco livros escritos por Tony DiTerlizzi e Holly Black. A coleção foi lançada no Brasil pela editora Rocco com os títulos: “O guia de campo”, “A pedra da visão”, “O segredo de Lucinda”, “A árvore de ferro” e “A ira de Mulgarath”.

Vendo pelo cartaz, o filme pode lembrar outras produções como “As crônicas de Nárnia” ou o recente “A bússola de ouro”, mas a principal diferença é que toda a ação acontece no mundo real. As criaturas habitam a nossa realidade, mas vivem escondidas ou invisíveis. A imaginação da platéia mais nova pode ser bem estimulada graças aos efeitos especiais bem produzidos. No elenco, vale a pena destacar a interpretação de Freddie Highmore, estrela de “A fantástica fábrica de chocolate” e “Em busca da terra do nunca”. O garoto se sai bem no papel duplo, ao interpretar os dois irmãos gêmeos da história, cada um com uma personalidade diferente.
Cotação do Daiblog:DaiblogDaiblogDaiblog

The Spiderwick Chronicles (EUA, 2008) Dirigido por: Mark Waters Com: Freddie Highmore, Sarah Bolger, Nick Nolte, Mary-Louise Parker, Joan Plowright, David Strathairn, Seth Rogen…

Veja aqui o trailer do filme “As crônicas de Spiderwick” legendado em português:

#474-Juízo

Estréia nesta sexta o documentário “Juízo“, dirigido pela brasiliense Maria Augusta Ramos. O longa-metragem foi exibido na mostra Première Brasil do Festival do Rio em 2007 e fala da dramática situação de menores de idade que cometem crimes. Filmado no Rio de Janeiro, o filme acompanha o processo de julgamento dos jovens e a rotina deles após a decisão judicial.
  


Um dos aspectos mais interessantes é que a lei brasileira não permite que menores de idade apareçam nas gravações. Ao invés de filmar e usar um mosaico para esconder o rosto dos menores infratores, a diretora optou por usar moradores reais de periferias para substituir as personagens originais. O recurso é um tanto questionável por se tratar de um documentário, que deveria mostrar a realidade.
  

Entretanto o resultado não prejudica em nada o realismo do filme, visto que não vemos nenhum rosto conhecido e as figuras na telona parecem mesmo que cometeram crimes. “Juízo” mostra alguns casos reais que foram acompanhados durante a produção do documentário. A narrativa intercala cenas na II Vara Regional da Infância e outras em unidades como o CRIAM – Centros de Recurso Integrado de Atendimento ao Menor.

  

Importante relato sobre as condições da justiça no Brasil e o despreparo nas medidas que deveriam ajudar na educação dos menores. É interessante também observar a preocupação em relação ao ambiente que os jovens vivem (no caso favelas) e como o local influencia nas más amizades e motivações para os delitos. Além de ser um documentário bem construído, comove quem assiste ao mostrar o final dos casos mostrados. E também por se tratar um tema verídico, é claro.
Cotação do Dai:
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Juízo (Brasil, 2008) Dirigido por: Maria Augusta Ramos

Veja aqui o trailer do filme “Juízo“:

#473-Antes de partir

Jack Nicholson e Morgan Freeman, dois veterenos de Hollywood, estrelam o drama “Antes de partir“. O filme conta a história de dois homens que levam vidas diferentes e se encontram durante um complicado momento na vida de ambos. Os dois estão internados em um hospital, cada um com sua enfermidade. Mas ao invés de se entregarem à doença, tomam outra atitude.  



Carter Chambers (Freeman) e Edward Cole (Nicholson) decidem fazer uma lista com as coisas que deveriam fazer antes de morrer. Alguns desejos parecem distantes e difíceis de serem realizados, mas o que não falta para Edward é dinheiro. Dono de um hospital, ele é um homem rico que pode se dar ao luxo de realizar o que tem vontade. E ele convida o novo amigo Carter para acompanhá-lo.

Diferente do empresário, Carter trabalhou a vida toda como mecânico e sempre levou uma vida modesta. Quando decide viajar com o companheiro do hospital, a esposa de Carter, Angelica, tenta interferir para que o marido passe mais tempo com a família. Mas a jornada com o outro enfermo será muito mais do que turismo e eles vão aprender a ver a vida de uma nova forma.

  

O argumento principal de “Antes de partir” aparenta ser comovente e atrai pela dramaticidade. A dupla principal também atua bem, em interpretações naturais e bem dirigidas. O problema é que o resultado é frustrante. Apesar da bela mensagem sobre aproveitar os dias como se fossem os últimos, fica uma sensação que a trama poderia render muito mais.
Cotação do Dai:
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The Bucket List (EUA, 2007) Dirigido por: Rob Reiner Com: Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes, Beverly Todd, Rob Morrow, Alfonso Freeman, Rowena King…

Veja aqui o trailer do filme “Antes de partir“:

Daiblog

O JapanFest Brasília foi mais uma das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil, data comemorada em todo o País. O evento aconteceu na faculdade Unip no sábado passado, dia 15. Quem não foi pode conferir abaixo um vídeo que mostra um pouco do que aconteceu lá.

Destaque para as apresentações de taikô, percussão japonesa!

#472-O despertar de uma paixão

Este é o tipo de filme que você pode pausar o dvd em qualquer cena e apreciar as imagens. Com uma belíssima fotografia em tons pastéis e paisagens que são um verdadeiro colírio para os olhos, “O despertar de uma paixão” é um filme tão bonito que se torna um prazer assistí-lo só pelo visual. Kitty (Naomi Watts, de “King Kong“, “O elevador da morte“, “A passagem“) é uma mulher que pensa em se casar apenas quando se apaixonar.
   


Mas a história se passa na década de 20, época que os pais decidiam sobre os casamentos dos filhos e a sociedade obrigava as mulheres a casarem até uma faixa etária. Como resultado, Kitty se casa com Walter (Edward Norton, de “O ilusionista“), um homem dedicado que trabalha como bacteriologista e é apaixonado pela morena (afinal neste filme Naomi não está loira).

  

Os dois se mudam da Inglaterra para Xangai e a nova terra exótica vai ser responsável pelos problemas e soluções do casal. Liev Schreiber (de “Sob o domínio do mal“, “A profecia” e “Amor nos tempos do cólera“) é um sujeito influente que logo se mostra interessado em Kitty. Ambos são casados, mas a infidelidade não é o tema principal do filme.
  

A grande idéia (e muito bem explorada) é o longo processo de rendenção e paixão entre os protagonistas. Como diz no trailer “às vezes a maior jornada é a distância entre duas pessoas”. Num ambiente perigoso (por causa da epidemia de cólera), Kitty e Walter vão se reencontrar. Filme de romance bonito e sensível. O ritmo lento, contudo, pode desagradar quem espera soluções rápidas.
Cotação do Dai:
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The Painted Veil (EUA / China, 2006) Dirigido por: John Curran Com: Edward Norton, Liev Schreiber, Naomi Watts, Anthony Wong Chau-Sang…

Veja aqui o trailer do filme “O despertar de uma paixão“:

#471-O olho do mal

Jessica Alba (de “O quarteto fantástico” e “O quarteto fantástico e o surfista prateado“) interpreta Sydney Wells, uma talentosa violinista que ficou cega desde a pré-adolescência. A trama começa quando a jovem consegue um par de córneas para fazer o transplante. Sydney encontra a chance de enxergar novamente e a operação, de fato, é um sucesso. Mas o fato de voltar a ver não quer dizer que as coisas serão necessariamente melhores…
  


Os problemas começam quando a protagonista percebe que pode ver coisas que as outras pessoas não enxergam. E é mais ou menos a mesma idéia de “eu-vejo-gente-morta”, trabalhada com sucesso no filme “O sexto sentido”. Ainda sem compreender o novo mundo de imagens, Sydney conta com a ajuda do médico Paul Faulkner (Alessandro Nivola, de “Jurassic Park 3”).

Ele representa a parte cética e racional do filme. Acredita que as fantasmagóricas visões dapaciente fazem parte do processo pós-operatório e que tudo é só uma questão de aprendizado e adaptação com o novo sentido adquirido. Mas como “O olho do mal” é um filme de suspense sobrenatural, quem for assistir pode esperar soluções do além. E a resposta para a capacidade de Sydney ver espíritos pode estar em outro país…

  

Na tentativa de criar um clima com mais sustos e suspense, a história torna-se previsível ao mostrar trechos da parte mais importante do enredo logo no início. O recurso estraga o que deveria se mais impactante e o mistério em relação à identidade da pessoa doadora das córneas fica enfraquecido.

Surpreendentemente o filme não aproveita as curvas de Jessica Alba (como em “Mergulho radical”, que mostrava a beldade nadando de todos os ângulos possíveis). Apenas uma única cena no banho passa a idéia do corpo da atriz, o que é uma surpresa, já que Jessica Alba é considerada sex symbol. No elenco do filme também está Parker Posey (de “Superman, o retorno“), Rachel Ticotin (da segunda temporada de “Lost“) e Chloe Moretz (de “Zombies“).

  

Assim como “O chamado 2”, “O grito 2” e outros filmes, “O olho do mal” é mais um remake de um filme de terror asiático. E é mais um exemplo de uma refilmagem desnecessária. Quem assistiu ao original, lançado aqui no Brasil como “The eye, a herança”, pode comparar as duas produções e concluir que é inferior. A falta de criatividade de Hollywood está tão preocupante que até filmes recentes como o tailandês “Espíritos, a morte está ao seu lado” (de 2004) ganhou uma versão norte-americana neste ano. A direção é do japonês Masayuki Ochiai (de “Infecção”), escolha decidida provavelmente para tentar dar um ar mais asiático ao filme.

De qualquer forma, fica claro que as refilmagens raramente superam os originais. Sendo assim, “O olho do mal” é uma estréia que só pode agradar quem nunca viu o filme chinês ou quem ainda não se cansou de histórias de fantasmas sussurrantes nos cinemas. Boa sorte!
Cotação do Dai:
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The Eye (EUA, 2008/I) Dirigido por: David Moreau e Xavier Palud Com: Jessica Alba, Alessandro Nivola, Parker Posey, Rade Serbedzija, Fernanda Romero, Rachel Ticotin, Obba Babatundé…

Veja aqui o trailer do filme “O olho do mal” com legendas em português:

#470-Letra e música

Hugh Grant ou Drew Barrymore participam de um filme, é quase certeza que é uma comédia romântica. “Letra e música” não é diferente e traz os dois ícones do gênero numa história repleta de clichês que, mesmo sendo previsível, guarda momentos meigos para a platéia apaixonada se derreter. Portanto é um longa-metragem que funciona bem, apesar de não ser o melhor exemplo de originalidade.
  


Hugh Grant é um Alex Fletcher, um cantor que fez bastante sucesso na década de 80 com a banda Pop. Mas depois que um dos vocalistas decidiu fazer carreira solo e se destacou do resto o conjunto musical, Alex viu sua carreira ir por água abaixo. Nos dias de hoje o música leva uma vida sem muita fama fazendo shows para o público saudosista.

Quando seu empresário explica que a popstar Cora Corman (uma espécie de Britney Spears com influências budistas) precisa de uma nova música, Alex se anima em criar uma melodia. O problema é que ele tem pouco tempo e não tem habilidade em escrever a letra. A solução encontrada surge ao acaso, quando ele conhece Sophie Fisher (Drew Barrymore, de “Amor em jogo“), um hipocondríaca traumatizada por um relacionamento mal resolvido.
Não é nem preciso dizer quais são os rumos da história. A dupla principal é cheia de carisma e é o grande acerto do filme. Destaque para a trilha sonora repleta de canções e a interpretação de Hugh Grant no palcos, com danças bregas. A direção fica por conta de de Marc Lawrence, de “Miss Simpatia“.
Cotação do Daiblog:

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Music and Lyrics (EUA, 2007) Dirigido por: Marc Lawrence Com: Hugh Grant, Drew Barrymore, Scott Porter, Haley Bennett, Matthew Morrison, Daniel Stewart Sherman…
Veja aqui o trailer do filme “Letra e música“:

#469-A Invasora

Foi-se o tempo que os filmes franceses eram considerados lentos e chatos. A França mostrou que é capaz de produzir longas de vários gêneros. De lá já saíram diversos filmes de ação e ótimas produções de terror como “Alta tensão“, que lançou o talentoso Alexandre Aja (“Viagem maldita“) no mercado internacional. A California filmes lança no Brasil o dvd do filme “A invasora“, produção de 2007 dirgida por Alexandre Bustillo e Julien Maury.
  


A dupla é a responsável pela refilmagem do clássico “Hellraiser, renascido do inferno“. Mas para quem tem receio que os diretores estraguem os personagens de Clive Baker, Alexandre Bustillo e Julien Maury mostram que entendem de horror. “A invasora” é um filme tenso e muito, muito sangrento. Quem acha que “O albergue” é exagerado, vai ficar surpreso com os litros de sangue que escorrem na produção francesa.

O roteiro é bastante simples. Sarah (Alysson Paradis) é uma mulher grávida que sofre um acidente de carro. Ela descobre que não abortou, embora tenha perdido o marido na colisão. Algum tempo depois, quando ainda não se habitou a viver como viúva, uma estranhíssima mulher (Béatrice Dalle, de “Clean“) surge em sua casa querendo entrar. Sarah não quer abrir a porta é aí que tem o início o terror, que perdura até o último segundo da história.
A invasora” possui apenas 83 minutos, mas o suspense é tão bem construído que parece ser um filme muito mais longo. As situações agoniantes são prolongadas e a fotografia escura do filme transmite uma idéia de pesadelo. E o que é pior, um pesadelo que parece não ter fim. Perto do final, são expostas as motivações da mulher que quer invadir a casa. Mas nem seria necessário ter tudo mastigadinho para o espectador gostar do filme. Só as seqüências envolvendo tesouras afiadas já agradam qualquer fanático por terror.

O fato da protagonista estar grávida é um fator a mais para deixar a situação mais perturbadora. O cinema já explorou diversas vezes esta condição feminina em roteiros assustadores. Um exemplo bem sucedido é a obra-prima “O bebê de Rosemary“. Outras vezes, contudo, o resultado não é muito feliz como “Reenarnação” ou “Filha das sombras“. Mas uma coisa é inquestionável: mulher grávida em risco significa perigo dobrado.

  
O ponto fraco são as cenas desnecessárias do bebê dentro do ventre da mulher. Realizados com efeitos computadorizados de qualidade duvidosa, as seqüências mostram um neném tendo reações de medo enquanto a mãe luta para sobreviver. Mesmo se fosse bem feito não seria tão importante mostrar os sentimentos da criança. O maior problema é que a computação gráfica lembra algum jogo de video-game, daqueles com gráficos toscos. Mas tirando esse detalhe, “A invasora” consegue o mérito de ser incrivelmente sanguinolento e uma ótima escolha nas locadoras para quem está cansado de ver filmes de terror limpinhos. Recomendado!
Cotação do Daiblog:

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Leia também: “Hellraiser, renascido do inferno“, “Hellraiser 2“, “Hellraiser 3, inferno na Terra“, “Hellworld, o mundo do inferno“.

À l’intérieur (França, 2007) Dirigido por: Alexandre Bustillo e Julien Maury Com: Béatrice Dalle, Alysson Paradis, Nathalie Roussel, François-Régis Marchasson, Jean-Baptiste Tabourin, Ludovic Berthillot…

Veja aqui o trailer do filme “A invasora“:

#468-O orfanato

Escolhido para representar o México no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “O orfanato” não chegou a fazer parte da seleção oficial da festa norte-americana. Mesmo assim, a produção de Guillermo Del Toro (responsável pelo recomendado “O labirinto do fauno”) levou diversos troféus, incluindo sete prêmios Goya 2008. Tamanho reconhecimento não é exagero, o filme é excelente. Agrada quem gosta de suspense e principalmente quem prefere um drama.
  


A história é focada em Laura (Belén Rueda, de “Mar adentro”). Ela é uma mulher que volta a morar no orfanato onde cresceu antes de ser adotada. Laura se muda com o marido Carlos e Simon, o filho de sete anos que sofre de uma doença. A idéia de Laura é transformar o local em uma casa para crianças portadoras de necessidades especiais. Mas ela não contava que o ambiente guardasse sombrios segredos de 30 anos atrás. E para incrementar o mistério principal, barulhos durante a noite e uma estranha presença de algo do além começa a atormentar a família.

Um ponto bastante questionado é a originalidade do roteiro. De fato, “O orfanato” lembra diversas outras produções: “Escuridão” (pela determinação materna) ou “A profecia dos anjos” (um fraco filme francês). O próprio lugar que serve de cenário para a ação não é novidade no cinema. “A espinha do diabo” (do próprio Del Toro) ou o tailandês “Dorm, o espírito” são exemplos de películas de fantasmas que se passam em orfanatos. Entretanto, pode-se dizer que, apesar do roteirista Sergio G. Sánchez ter bebido de várias fontes, o filme é uma colcha de retalhos com um resultado muito bem sucedido.
O casarão é bem explorado durante o longa-metragem e a história guarda uma surpresa para o final, especialmente na ótima forma como a trama é concluída. Grande parte do sucesso se deve também à competente atuação da atriz protagonista, que carrega o filme nos ombros durante boa parte da projeção. “O orfanato” não se preocupa em assustar com efeitos especiais. Assim como “Os outros”, é um filme que arrepia sem abusar de computação gráfica, o que garantiu um filme mais convincente.
  
No elenco também vale destacar a participação de Edgar Vivar. O ator ficou bem conhecido aqui no Brasil por interpretar o Seu Barriga, personagem da série Chaves. Na história, ele faz o papel de um estudioso que acredita em assuntos paranormais. E talvez só mesmo o sobrenatural possa explicar o que acontece na casa. Longe de ser um simples filme de fantasmas, “O orfanato” carrega uma forte dramaticidade no roteiro. E é o drama que faz com que a história não caia na mesmice e se torne tão interessante.
Cotação do Dai:DaiblogDaiblogDaiblogDaiblogDaiblog

El orfanato (México / Espanha, 2007) Dirigido por: Juan Antonio Bayona Com: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera, Montserrat Carulla, Edgar Vivar, Geraldine Chaplin…

Veja aqui o trailer do filme “O orfanato” legendado em português:

#467-O albergue 2

A segunda parte de “O albergue” segue a mesma linha do primeiro filme. Começa, inclusive, com um dos personagens do anterior. Agora a principal diferença é em relação às novas vítimas. Agora são garotas que são levadas para o albergue na Eslováquia seduzidas pelos festivais noturnos e spas com relaxantes águas termais. Para quem quer relaxar, a proposta parece realmente tentadora.
  


O que nenhuma desconfia é o maligno plano que se esconde por trás da pousada. As meninas não fazem idéia que correm risco de perderem a vida por causa do obscuro comércio estabelecido no local. Uma velha fábrica serve de palco para terríveis torturas e clientes riquíssimos pagam para poderem matar as pessoas. E na segunda parte tem a inteligente sacada de mostrar que acontece também pelo ponto de vista dos pagantes.

O albergue 2” completa a história e Eli Roth conseguiu realizar a difícil tarefa de criar uma continuação com a mesma qualidade do original. A carnificina (característica que marcou e chocou o público) também está presente, embora seja menos escatológica. Uma das cenas, inclusive, mostra o que muitos filmes apenas insinuam e é simplesmente perturbador para a platéia masculina.

A parte do sexo não foi desprezada, com belas atrizes e novamente a intenção clara de demonstrar o prazer sexual que os sádicos sentem ao comprar a vida e o destino dos inocentes. “O albergue 2” é corajoso e não poupa nem crianças. E alimenta a paranóia que tudo pode acontecer num país diferente do seu. Mesma teoria aplicada em “Turistas“, com a diferença que o terror se passa no nosso próprio país ou “Wolf Creek, viagem ao inferno“, que se passa na Austrália.
Cotação do Dai:
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Hostel: Part II (EUA, 2007) Dirigido por: Eli Roth Com: Lauren German, Roger Bart, Heather Matarazzo, Bijou Phillips, Richard Burgi, Vera Jordanova, Jay Hernandez, Stanislav Ianevski…

Veja aqui o trailer do filme “O albergue 2“: