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Venom – Tempo de Carnificina quebra recordes de bilheteria

Carnage in Columbia Pictures' VENOM: LET THERE BE CARNAGE.

O longa-metragem Venom – Tempo de Carnificina mostrou sua força nos dois primeiros territórios em que estreou. Na Rússia, o filme faturou mais de 15 milhões de dólares no fim de semana de estreia, se tornando a maior abertura da Sony no país. Além disso, o filme também se tornou a maior abertura da pandemia e é a 4ª maior abertura de todos os tempos no país.

Já nos Estados Unidos, o filme faturou 90 milhões de dólares em seu fim de semana de abertura, 10 milhões acima da estreia do primeiro filme, em 2018. “Venom – Tempo de Carnificina” se tornou a maior abertura da pandemia nos cinemas americanos.

Venom – Tempo de Carnificina estreia nos cinemas de toda a América Latina em 7 de outubro.

No filme, Tom Hardy retorna às telonas como o protetor letal Venom, um dos maiores e mais complexos personagens do universo MARVEL. Dirigido por Andy Serkis, com roteiro de Kelly Marcel e história escrita por Tom Hardy e Marcel, o filme também traz no elenco Michelle Williams, Naomie Harris e Woody Harrelson no papel do vilão Cletus Kasady / Carnificina.

Motivos para ver A Casa Sombria

No dia 23 de setembro, estreia nos cinemas do Brasil A Casa Sombria, novo filme de terror de David Bruckner (O Ritual) e estrelado por Rebecca Hall (Vicky Cristina Barcelona; Atração Perigosa). O longa segue a história de Beth (Hall), uma viúva que começa a descobrir os segredos de seu falecido marido.

Balançada com a morte inesperada, Beth vive sozinha em uma casa à beira do lago, que o marido construiu para ela. A protagonista tenta o melhor que pode para se manter bem, mas então chegam os pesadelos: visões perturbadoras de uma presença na casa a chamam, acenando com um gesto fantasmagórico. Contra o conselho de seus amigos, ela começa a vasculhar os pertences de seu marido, ansiando por respostas. O que ela descobre são segredos terríveis e um mistério que está determinada a resolver.

Confira, abaixo, os motivos que fazem o filme ser um dos mais esperados do ano!

Terror nos moldes clássicos, mas com temas importantes

A Casa Sombria é uma ótima opção para os fãs de um bom filme de terror nos moldes clássicos. Trata-se de uma produção de mistério e suspense sobrenatural com um toque de uma história de fantasmas. O diretor David Bruckner descreve o longa-metragem como “uma história de fantasmas com nuances de romance gótico e um retrato de um casamento profundamente conturbado. É uma história misteriosa e angustiante de desvendamentos; um labirinto em que você entra por sua própria conta em risco”.

Ao mesmo tempo, no entanto, o filme aborda temas profundos, como luto, depressão, autodestruição e a sanidade dos relacionamentos. Bruckner diz: “o filme explora as muitas maneiras que afetamos uns aos outros em um relacionamento; quão vulneráveis podemos ser aos demônios uns dos outros e às aparências que mantemos”.

Rebeca Hall acrescenta: “É inconcebivelmente complicado e difícil. No caso da Beth, ela fica se perguntando se alguma vez conheceu o homem com quem se casou. O filme pega essa ideia e leva ao extremo”. Ela continua: “E, no final das contas, o filme é sobre assistir uma mulher chegar a um acordo com algo que destrói a vida e descobre como aceitá-lo, libertá-lo, para então sobreviver”.

Atuação de Rebecca Hall

Quem dá vida à protagonista Beth é Rebecca Hall, conceituada atriz anglo-americana, cuja carreira abrange blockbusters, filmes de arte e peças de teatro aclamadas e respeitadas. Seus trabalhos mais notáveis incluem “Christine: Uma História Verdadeira”, em uma atuação que recebeu aclamação da crítica; e “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen, num papel que lhe rendeu indicações ao Globo de Ouro, BAFTA Orange Rising Star, London Critics Circle e Gotham Award. A atriz também atuou, entre muitos outros filmes, em “Atração Perigosa”, “O Grande Truque” e “O Despertar”. Na televisão, protagonizou as séries “Tales from the Loop”, Parade’s End”, entre outras.

“Rebecca tinha uma habilidade incrível em internalizar todos os aspectos inquietos de Beth e de manejá-los de uma forma que parecia fácil”, afirmou o diretor David Bruckner sobre a atuação de Hall. “A personagem oscila descontroladamente de confronto e humor fatalista para extrema vulnerabilidade e um desejo de conexão, muitas vezes na mesma cena. Era um número de corda bamba que exigiu muita confiança e coragem da parte de Rebecca”, completou o cineasta.

Selo Searchlight Pictures

O longa é a mais nova produção da Searchlight Pictures, fundada em 1994 como Fox Searchlight Pictures e que hoje faz parte da The Walt Disney Studios. Conhecido pela sua excelência, os títulos do estúdio arrecadaram mais de US$ 5,3 bilhões em todo o mundo e acumularam 26 prêmios Globo de Ouro, 45 prêmios BAFTA e 39 prêmios da Academia. Desde 2009, cinco títulos foram vencedores da categoria principal da Academia: “Quem Quer Ser Um Milionário?” (2018), “12 Anos de Escravidão” (2013), “Birdman” ou “A Inesperada Virtude da Ignorância”, em português (2014), “A Forma da Água” (2017)e o mais recente “Nomadland” (2020).

São títulos da Searchlight Pictures outras produções aclamadas pela crítica, como “Jojo Rabbit” (2019), “Três Anúncios para Um Crime” (2017), “O Grande Hotel Budapeste” (2014), “Cisne Negro” (2010), “Juno” (2007), “Pequena Miss Sunshine” (2006), “O Último Rei da Escócia” (2006) e muitos outras.

Aclamação da crítica


A Casa Sombria
 tem recebido críticas positivas dos veículos internacionais. No Rotten Tomatoes, site especializado que compila as principais críticas de filmes e séries, o filme conquistou 86% de aprovação. Segundo o consenso geral, “liderado pela performance arrepiante de Hall, [o filme] oferece um horror atmosférico que nos envolve intelectual e emocionalmente”.

Cine Vista do Iguatemi oferece cinema em cabines ao ar livre

O Iguatemi Brasília, em parceria com o Cinemark, realiza a 1ª edição do Cine Vista de 26 de setembro a 3 de outubro. O formato inovador permite uma experiência exclusiva: assistir à obras de sucesso do cinema em cabines ao ar livre. Em meio ao paisagismo do Iguatemi Brasília, o Cine Vista ocorre em oito cápsulas, com capacidade de até seis pessoas em cada uma. Os pequenos grupos podem assistir à programação em poltronas confortáveis e reclináveis. O teto transparente completa o charme e ineditismo do projeto.

A gerente de marketing do Iguatemi Brasília, Luciana Pondé Fonseca, explica que a intenção do projeto vai além de apenas trazer filmes ao público brasiliense. “É um projeto inédito. Conseguimos criar uma experiência única em que o público pudesse se reunir em um cenário diferente dos cinemas convencionais e dos drive-in. O formato garante a privacidade e a segurança de cada grupo”, explica.

A outra grande inovação fica por conta de um menu desenvolvido especialmente para os clientes pelo restaurante Piselli. Também será oferecido o serviço de bomboniere do Cinemark para compra de pipocas e refrigerantes no local. Os produtos podem ser adquiridos no dia do filme por meio de QRCode disponível em cada cápsula.

Os ingressos custam R$ 390 mais taxas e são vendidos por cabine. O Iguatemi Brasília mantém os rígidos protocolos de proteção e segurança estabelecidos para operações de cinema, com o máximo de cuidado, visando ao bem-estar de todos. Ao final de cada sessão, os espaços serão devidamente higienizados.

O evento está sujeito à mudança caso haja alteração dos decretos municipais e estaduais e aqueles que tiverem adquirido os ingressos antecipadamente das sessões do dia serão ressarcidos. Qualquer outro imprevisto que comprometa o funcionamento das sessões também será informado e os ingressos serão estornados.

A programação inclui filmes como Pets – A Vida Secreta dos Bichos 2, Clube de Compras Dallas, Aquaman, Pulp Fiction e muitos outros. A programação completa está disponível no site do shopping.

O Jardim Secreto de Mariana estreia em setembro

O filme O Jardim Secreto de Mariana, escrito e dirigido por Sergio Rezende, tem nova data de estreia nos cinemas brasileiros: 30 de setembro de 2021. O longa retrata um período de rupturas e amadurecimento do romance entre Mariana (Andréia Horta) e João (Gustavo Vaz), um casal apaixonado que parece ter a vida perfeita. O relacionamento, até então inabalável, passa a sofrer em função do desgaste infligido pela impossibilidade de terem um filho, e as dores e ressentimentos do casal culminam em uma separação traumática.

A partir desse distanciamento, os personagens mergulham em um doloroso processo de reflexão sobre a fragilidade dos seres e das relações. “A realidade os coloca numa caverna bem escura, de onde intuem que só poderão sair juntos”, conta o diretor, fazendo uma analogia a Adão e Eva no Paraíso.

Para Andréia Horta, Mariana é uma personagem complexa, marcada por contradições. “A construção desse papel é bastante sobre a dicotomia entre o desejo pela maternidade e a impossibilidade de concretizá-la”, afirma.

Já o ator Gustavo Vaz revela ter olhado para dentro de si ao construir as nuances e dimensões de João como homem contemporâneo. “João é obrigado a encarar seus medos e culpas, seu machismo, suas obsessões e projeções afetivas para finalmente se tornar o homem que precisa ser. É a jornada de transformação do masculino”, conta o ator, que encarou como um desafio pessoal interpretar seu primeiro protagonista no cinema. “Precisei mergulhar na minha sombra e no homem que sou, que permanece em construção, para encontrar a lógica do personagem”, conclui.

O elenco conta, ainda, com Paulo Gorgulho e Denise Weinberg. A produção é da Arpoador Audiovisual e da Morena Filmes, em coprodução com Globo Filmes. A distribuição é da H2O Films.

Veja o novo personagem de Turma da Mônica – Lições

A Paris Filmes revela um novo personagem de Turma da Mônica – Lições, o aguardado filme com as aventuras da turminha do Bairro do Limoeiro. A campanha do filme é baseada em Lições. Conhecemos a primeira, que “é possível crescer, sem deixar de ser criança” na divulgação do teaser. A segunda: “a vida é cheia de desafios e não podemos fugir deles”, fazendo referência aos desafios enfrentados pelos quatro protagonistas na nova aventura, foi apresentada nos cartazes teaser da turminha. A terceira lição mostra que fazer novos amigos pode ser difícil, mas dividir os momentos com eles faz tudo valer a pena.

Nessa etapa, três personagens serão revelados ao longo das próximas semanas. O primeiro novo integrante da turminha é Humberto (Lucas Infante), amigo que Cebolinha (Kevin Vechiatto) conhece nas sessões de fonoaudiologia e que será um grande parceiro no novo filme. Humberto é carinhoso, sonhador e ingênuo, ele não se comunica oralmente, mas conversa por meio de mímicas e caretas.

O live-action é dirigido por Daniel Rezende (mesmo diretor de Turma da Mônica – Laços, Bingo, o Rei das Manhãs, Ninguém Tá Olhando) e tem produção da Biônica Filmes, em coprodução com Mauricio de Sousa Produções, Paris Entretenimento, Paramount Pictures e Globo Filmes. A Paris Filmes e a Downtown Filmes assinam a distribuição.

No filme, cada personagem vai encarar um desafio da passagem da infância para a pré-adolescência, o de Mônica (Giulia Benite), a Dona da Rua, será o de começar em uma nova escola, fazer novos amigos e não encontrar a turminha nas aulas todos os dias. Já Cebolinha precisa bolar um plano infalível para resgatar Sansão, Magali (Laura Rauseo) terá que aprender que preparar a comida também pode ser divertido, e Cascão (Gabriel Moreira) ficará frente a frente com o maior medo de sua vida – a água.

No elenco também estão Monica Iozzi, Paulo Vilhena, Fafá Rennó, Luiz Pacini, além das participações especiais de Malu Mader e Isabelle Drummond. O filme é uma adaptação da graphic novel homônima, escrita e desenhada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. O primeiro longa live-action, Turma da Mônica – Laços, levou mais de 2 milhões de espectadores ao cinema. A estreia de Turma da Mônica – Lições nos cinemas está prevista para 2021.

Minha Amiga Palma estreia no streaming

A Elite Filmes traz nessa semana quatro novos títulos para as plataformas de streaming. A coprodução Rússia e Japão Minha Amiga Palma, premiada como melhor filme em quatro festivais, o suspense americano Acima da Lei, o britânico Prisioneiro Espacial e o romance Meu Noivo é uma Celebridade ficam disponíveis a partir de 16 de setembro no Looke, NOW, Vivo Play, Microsoft, Google Play, YouTube Filmes e iTunes.

Minha Amiga Palma é baseado numa incrível história real. Nos anos 1970, em Moscou, a cadela Palma, da raça pastor alemão, é abandonada por seu dono no aeroporto da cidade. Ela faz amizade com Nicholas, um menino de nove anos cuja mãe morreu, deixando-o com um pai que ele mal conhece – o piloto que, por acaso, foi quem encontrou a cadela no aeroporto. Palma e Nicholas vivem aventuras incríveis e criam uma amizade verdadeira e um amor incondicional.

Veja o trailer de A Deusa dos Vagalumes

A Elite Filmes divulga o trailer legendado de A Deusa dos Vagalumes, longa exibido no Festival de Berlim e na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Elogiado pelos críticos de cinema e indicado a prêmios em vários festivais, o filme é inspirado no livro homônimo (La Déesse des Mouches à Feu – ainda sem tradução para o português), escrito por Geneviève Pettersen. A estreia no Cinema Virtual está marcada para 23 de setembro.

A direção é de Anaïs Barbeau-Lavalette, com roteiro de Catherine Léger. No elenco estão: Kelly Depeault, Caroline Néron, Normand D’Amour. Ambientado em uma cidade do Canadá na década de 1990, A Deusa dos Vagalumes narra o amadurecimento da adolescente Catherine ao descobrir o sexo, as drogas, o amor e a morte.

O Charlatão revela a ambiguidade do ser humano

A diretora Agnieszka Holland é polonesa, mas tem vários trabalhos em inglês no currículo, como o filme Eclipse de Uma Paixão com Leonardo DiCaprio, além de ser fluente em francês e ter se formado em uma escola de cinema em Praga, onde aprendeu também o tcheco. Seu novo filme mergulha nessa última cultura ao abordar a vida do famoso curandeiro tcheco Jan Mikolasek, que usava saberes tradicionais para curar seus pacientes com plantas. Esbanjando um estilo comum em biografias cinematográficas, o roteiro nos proporciona pedaços da vida de Jan ao longo de meio século: de sua participação na primeira guerra mundial ao seu julgamento, nos anos 50.

Ao tecer a colcha de retalhos que é a vida de seu protagonista, Holland nos fascina com as contradições em sua personalidade: em um momento ele atira em alguém, em outro parece um homem caridoso; uma hora ama as plantas e a natureza, depois maltrata animais. É uma ambiguidade que percorre toda a história e nos lembra filmes como Little Joe, da diretora Jessica Hausner, que adora ambiguidade, ou A Separação (uma história que nos faz mudar de ideia constantemente sobre quem os personagens são realmente).

A todo momento, o filme nos diz que Jan não é um homem mau, nem bom, ou que talvez seja os dois. É uma perspectiva importante atualmente. Vivemos em um mundo que, muitas vezes, se recusa a aceitar a complexidade de seres humanos. Vide a história de Harvey Weinstein que demorou anos para sofrer consequências porque, para muitos, não poderia ser um criminoso, já que era um produtor de cinema talentoso. Ou Michael Jackson, cujos fãs mais devotos não aceitam que pudesse ter sido um gênio musical e um pedófilo ao mesmo tempo.

Apesar de O Charlatão não se posicionar fortemente no que concerne o caráter de Jan, tal imprecisão, contudo, não é detectada ao discutir seu talento para a medicina alternativa ou a eficácia da mesma. Com exceção do título, em nenhum momento o filme sugere que o homem fosse uma versão tcheca do brasileiro João de Deus, por exemplo. Ou seja, alguém inescrupuloso que provavelmente não tinha nenhum poder extraordinário e somente explorava pessoas ingênuas.

Pelo contrário, lembrando filmes de super-herói com as suas origin stories, o roteiro se preocupa em nos mostrar onde ele adquiriu suas habilidades. Temos cenas com a sua mentora, uma mulher tão durona quanto Pai Mei (o mentor da Noiva em Kill Bill), com quem ele aprende a analisar amostras de urina. Além disso, o vemos estudando um grande livro com o qual expande seu conhecimento sobre ervas e seus respectivos propósitos.

Justamente porque temos explicações racionais para o seu sucesso, as piores cenas do filme são as que sugerem que fosse um dom divino, quase mágica. Um exemplo é o momento em que ele demonstra que, não só sabe que o paciente morrerá só de olhar para o mesmo, mas também quando! A história teria sido fortalecida se o senso crítico de Holland e a ambiguidade presente em outros temas tivessem sido aplicados também aqui. Mesmo com essas falhas, o filme nos presenteia com uma cinematografia prodigiosa, além de momentos belíssimos relativos à história de amor no centro de seu roteiro, o que o posiciona entre os acertos da carreira da diretora.

Por Jonah Tash – jonahtash@cine61.com.br – Twitter: @jonahtashcinema

Veja o trailer do especial LEGO Star Wars: Contos Aterrorizantes

Fãs de LEGO, se preparem: o Disney+ lançou o trailer de LEGO® Star Wars: Contos Aterrorizantes, o novíssimo especial assustador da Lucasfilm e do LEGO Group que deixará os fãs prontos para uma temporada de Halloween assustadoramente divertida. A estreia do especial acontece em 1º de outubro, exclusivamente no serviço de streaming.

O trailer mostra um primeiro olhar sobre os três contos que o leal servo de Darth Vader, Vaneé (Tony Hale) irá contar neste assustadoramente divertido especial: “The Lost Boy”, a história de como o jovem Ben Solo conhece Ren pela primeira vez; “The Dueling Monstrosities”, que imagina como seria o renascimento de Darth Maul e o General Grievous; e “The Wookiee’s Paw”, que mostra o que poderia ter acontecido se todos os maiores desejos de Luke Skywalker imediatamente se tornassem realidade. O especial certamente deixará os fãs arrepiados dos pés à cabeça.

Após os acontecimentos de A Ascenção Skywalker, Poe e BB-8 devem realizar um pouso de emergência no planeta vulcânico Mustafar, onde encontram o ganancioso e conivente Graballa, o Hutt, que comprou o castelo de Darth Vader e está reformando-o para criar o primeiro hotel de luxo da galáxia inspirado nos Sith e com tudo incluso. Enquanto esperam que o X-Wing seja consertado, Poe, BB-8, Graballa e Dean (um corajoso e determinado garoto que trabalha como mecânico de Graballa) aventuram-se nas profundezas do misterioso castelo com o servo leal de Vader, Vaneé. Ao longo do caminho, Vaneé conta três histórias assustadoras ligadas a artefatos antigos e vilões icônicos de todas as eras de Star Wars. À medida que Vaneé gira os contos e atrai nossos heróis cada vez mais para o interior do sombrio castelo, surge um plano sinistro. Com a ajuda de Dean, Poe e BB-8 terão que enfrentar seus medos, impedir a ascensão de um antigo mal e escapar para reencontrar seus amigos.

LEGO Star Wars: Contos Aterrorizantes apresenta um talentoso elenco de voz que inclui Jake Green como Poe Dameron; Raphael Alejandro como Dean; Dana Snyder como Graballa, o Hutt; Tony Hale como Vaneé; Christian Slater como Ren; Trevor Devall como o Imperador Palpatine; Mary Elizabeth McGlynn como NI-L8; e Matt Sloan como Darth Vader. David Shayne é o roteirista e produtor executivo, e Ken Cunningham é o diretor.

A Última Floresta fala da proteção dos mais fracos

O filme baseado na obra de Tennessee Williams Um Bonde Chamado Desejo (1951) nos mostra como a personagem de Blanche Dubois (Vivien Leigh) é sacrificada por uma sociedade cruel, que atropela os fracos sem piedade. Similarmente, em A Última Floresta, documentário de Luiz Bolognesi lançado recentemente, vemos como parte da população brasileira continua desrespeitando nossos nativos. É um filme raro que nos mostra o dia-a-dia da tribo indígena Yanomami no século 21.

Temos a chance de ouvir longas conversas traduzidas e testemunhar suas atividades mais prosaicas de perto: um casal fala sobre a possível presença de cobras no riacho, uma mãe alimenta seus filhos com beiju, uma mulher discute a estratégia de vendas de seus cestos aos brancos com as amigas.

Muitos momentos misturam o modo como indígenas vivem agora (os homens usam bermudas, por exemplo), com o que provavelmente tem sido mantido por séculos, já que a tribo vive na área há mais de mil anos. Eternos coadjuvantes em nosso país com suas vidas paralelas, tendo tido, no passado, suas vozes filtradas pelos brancos, são desta vez, os protagonistas e os realizadores: o roteiro é assinado também pelo xamã yanomami Davi Kopenawa.

Além do cotidiano dos Yanomami, o filme aborda também o massacre de 1986, no qual membros da tribo foram assassinados por milhares de garimpeiros que invadiram a reserva. É um tema crucial e uma memória que eles mantêm fresca, justamente por conta das ameaças vindas do atual governo federal e de madeireiros locais. Como a história pode se repetir, a tribo chega a pedir ajuda a estrangeiros para combater o garimpo ilegal.

Em outras cenas, ao discutir o problema, Davi fala mais dos garimpeiros, explicando que “eles sonham com muito ouro”. Fica claro que eles são pessoas com pouca empatia, que apenas entendem o impacto de ações negativas caso sejam as vitimas, porque têm uma imaginação limitada. Ou seja, só entendem o que é ter sua casa destruída quando acontece com elas, só compreendem o horror de ver suas terras invadidas se tratar-se de seu próprio terreno. Continuam, assim, cometendo crimes ambientais porque para “se ter uma vida melhor” ou “para sustentar a família”, tudo parece justificável.

Neste contexto, é essencial que nos lembremos que ainda existem muitos meios de ganhar a vida que não envolvem nos entregarmos a uma falência moral que ficará sempre escrita na História no Brasil. Se continuarmos aniquilando este outro modo de viver em troca de uma riqueza efêmera lavada com sangue, quem nos tornaremos como ocidentais? No fim da obra americana, Blanche Dubois profera sua famosa fala: “eu sempre dependi da gentileza de estranhos”. Assim como ela, nossos indígenas (talvez os mais débeis dentre nós, já que não possuem exército) precisam que não nos esqueçamos deles.

Por Jonah Tash – jonahtash@cine61.com.br – Twitter: @jonahtashcinema