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#126-Cidade baixa

Naldinho e Deco são dois amigos que se conhecem desde a infância. Ambos moram num barco e trabalham transportando mercadorias pela Bahia. A vida dos colegas muda quando surge Karina, uma piriguete sensual que veio do Espírito Santo tentar a vida em Salvador. Karina se relaciona com os dois, criando uma turbulência na relação de Naldinho e Deco.

O tema principal da trama é o triângulo amoroso e como uma mulher pode afetar e modificar o relacionamento de dois amigos. A história toda se desenvolve na Bahia, com imagens cruas e realistas da vida de muitos brasileiros. O clima lembra um pouco o mexicano “Amores brutos“, com um clima de emoções fortes e descontroladas.

Todas as interpretações estão acima da média. Lázaro Ramos, em especial, convence muito como um baiano. Alice Braga também chamou a minha atenção, com uma atuação muito sensual, na medida exata da personagem. Destaque para os extras do dvd, que informam bastante sobre o processo de produção do filme. A cena da briga de galos, por exemplo, teve a autorização do IBAMA e felizmente os animais não foram feridos (acredite se quiser) Cotação do Dai: *** Cidade baixa (Brasil, 2005) Dirigido por: Sérgio Machado Com: Wagner Moura, Alice Braga, Lázaro Ramos …
Cidade baixa” está recebendo diversos prêmios em festivais. Você pode acompanhar melhor sobre as premiações e outros dados no blog oficial do filme. Clique aqui para visitar.
Clique aqui para assistir o trailer do filme Cidade baixa:

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E por falar em produções calientes, a editora Conrad lançou o mangá “Sade“. Como o próprio título já anuncia, o livrinho possui contos eróticos de conteúdo sadomasoquista, a maioria do Marquês de Sade. Mas também tem dois outros contos de outros autores: um dos irmãos Grimm (leia mais sobre a obra deles aqui) e também uma adaptação da famosa “A história de O“, de Pauline Réage.

A arte é de Senno Knife, que possui um traço muito delicado e bonito. As páginas são todas bem desenhadas e com uma espantosa riqueza de detalhes. Cotação do Dai: ****

A editora Conrad também lançou “O espinafre de Yukiko“, “Ero-guro, erótico-grotesco” e vários outros mangás. Clique aqui para visitar o site da loja online.

#125-Cello

Depois de ter sido ameaçada por uma rica aluna rebelde, a professora de música Jun-ki tem sua confortável vida transformada num pesadelo, culminando numa chacina envolvendo a morte de uma família inteira. Apesar de ser considerado terror e possuir cenas sangrentas, o filme é mais dramático do que assustador.

Jun-ki mora com o marido e a cunhada. Completando a família estão suas duas filhas. A mais nova é autista, devido a alguns medicamentos fortes que Jun-ki tomou durante a gravidez. O cotidiano da casa muda quando uma depressiva empregada passa a ajudar nos afazeres domésticos. Além disso, Jun-ki começa a escutar vozes, receber mensagens ameaçadoras no celular e ter pesadelos terríveis.Conforme a história vai se desenvolvendo, fica evidente que nada realmente é o que parece ser e se torna difícil compreender o que está se passando. Isso gera um ótimo ritmo, com uma trama que prende a atenção e boas cenas de suspense.

Entretanto, no resultado, Cello não surpreende. Se mostra apenas mais um filme coreano de terror, só um número na grande safra de produções do gênero. Mas felizmente não é tão previsível e não conta com fantasmas andando pelo teto ou crianças molhadas e cabeludas (apesar de ter quase isso). Mesmo assim garante um boa dose de diversão. Reviravoltas no final deixaram a história ainda mas curiosa. Cotação do Dai: *** Chello hongmijoo ilga salinsagan (Coréia do sul, 2005) Dirigido por: Woo-cheol Lee. Com: Ho-bin Jeong, Da-an Park, Hyeon-a Seong…
Confira abaixo o trailer de Cello

#124-OVAs (2)

OVA’s (Original Video Animation), ou seja, desenhos animados lançados diretamente em video ou em tv a cabo, não passando na rede aberta de televisão. Geralmente são séries curtas ou apenas um único capítulo. Hoje vou escrever sobre três OVA’s que assisti: Kakurenbo, I”s e Cat soup.


Kakurenbo
Kakurenbo é o nome de um jogo japonês muito parecido com o Pique-esconde do Brasil. As crianças se escondem e uma fica fica contando até 10. Depois sai a procura das outras. A diferença é que quem procura fica sendo o demônio. Se isso já te assusta é melhor nem saber a história desse anime.

Existe um boato nas cidades a respeito de um jogo chamado O-to-ko-yo. Um jogo que esconde-esconde. Sete crianças participam e todas precisam estar usando máscaras. Dizem que muitas crianças já sumiram e nunca mais voltaram para casa… A irmã de Hiroka foi uma dessas crianças, por isso ele decide participar do jogo para encontrá-la.

Contar mais da história só vai estragar. Basta dar só mais uma informação: de fato, as crianças não estão sozinhas. Anime de terror com um suspense terrível e um constante clima de medo. Com menos de meia hora, a história é tão envolvente que consegue te prender de um jeito que você nem sente o tempo passar. A animação é muito bem feita, com recursos de computação gráfica que criaram cenários bem realistas. Recomendo!

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐


I”s
Baseado no famoso mangá de Masakazu Katsura, I”s é uma série de depois episódios que contam uma história bobinha, mas divertida. Os personagens principais são Ichitaka, Iori e Itsuki (todos os nomes começam com a letra I, daí vem I”s).

A história gira em torno de Ichitaka, um estudante que é apaixonado por sua amiga da escola, Iori. Ela está tentando seguir a carreira de atriz, então faz comerciais e propagandas para ficar famosa. Por outro lado, Itsuki é uma amiga de Ichitaka que fez intercâmbios nos Estados Unidos e agora está de volta para o Japão, a fim de cumprir uma promessa.

O destino dos três personagens irão se cruzar num mesmo dia. São apenas dois capítulos que são bem fáceis de assistir. Os personagens não são bem trabalhados, como se a produção fosse voltada para quem já conhecesse o mangá. Mas a história é bem simples, com alguns momentos bons e outros bem forçados (tipo a seqüência estilo “Missão Impossível” no final).

A animação está normal, sem maiores surpresas. O traço dos personagens está bonito, apesar de ser bem inferior ao mangá. E incrivelmente a história não é tão erótica. Aparecem alguns ângulos de Iori, mas mesmo assim é a aventura que predomina.

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐


Cat soup

Se eu fosse obrigado a ter que definir “Cat Soup” em uma palavra, ficaria na dúvida entre bizarro ou alucinante. Essa curta animação de 35 minutos possui uma história simples, que é desenvolvida de maneira non-sense, sangrenta e impressionante.

Com pouquíssimos diálogos, acompanhamos a viagem de um gatinho que tenta ajudar sua irmã a recuperar os sentidos, depois que ela quase teve a alma levada pela morte. O traço dos personagens é simples e contrasta com os cenários, todos bem feitos e detalhados.

Não vale a pena contar sobre as situações que acontecem na trama porque o melhor é se surpreeender. E é tudo tão criativo e estranho, que vale muito a pena assistir “Cat soup“.

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐⭐

#123-O senhor dos ladrões

Próspero e Bonifácio são dois irmãos que ficam órfãos. Para completar a infelicidade, insuportáveis tios das crianças decidem cuidar apenas Bo, o mais novo. Assim, Prosp é levado para um orfanato. Insatisfeitos com essa situação, os dois acabam fugindo e viajando para Veneza, país que sua mãe dizia ser mágico.

Chegando na nova cidade, eles encontram um jovem mascarado, o Senhor dos ladrões. Além de fazer furtos na cidade, ele comanda um grupo de crianças de rua que vive dentro de um cinema abandonado. Mas as coisas começam a complicar quando os pais de Bo e Prosp contratam um detetive para encontrar as crianças fugitivas.Cobrar um roteiro muito realista e sério num filme infantil é como reclamar que falta veracidade em filmes de ficção científica. Portanto nesse ponto “O senhor dos ladrões” é ótimo porque apesar de ser um tanto simples, a história prende a atenção e as crianças não são vistas como seres tão inocentes e bobinhos. É sim um filme para crianças e jovens, mas a trama consegue não ser idiota (mesmo com toda a carga mística e fantasiosa)

O roteiro é bom e as atuações também estão convincentes, especialmente a parte adulta do elenco. A música-tema instrumental é muito boa e foi utilizada até demais, em muitas cenas. Mesmo assim não ficou tão cansativo e o resultado é positivo. As paisagens da cidade de Veneza são lindas e consistem numa atração à parte. “O senhor dos ladrões” foi baseado no romance best-seller da alemã Cornelia Fonke. Outros livros da autora também terão sua versão cinematográfica. Resta saber se as futuras adaptações serão também satisfatórias. Cotação do Dai: ***1/2

Observação: para os fãs de Kayky e Stephany Brito, existe uma surpresa no dvd. Um dos extras é uma entrevista dos atores globais comentando como foi a experiência de dublar o filme. Isso para quem preferir assistir à versão dublada.

Observação 2: eu também quero uma máscara igual do senhor dos ladrões. Obrigado.

Thief Lord (Alemanha, 2006) Dirigido por: Richard Claus Com: Aaron Johnson, Jasper Harris, Rollo Weeks…

Veja aqui o trailer do filme “O senhor dos ladrões“:

#122-Provocação

Passando por uma crise no casamento, o escritor Ted Cole (Jeff Bridges) decide contratar um jovem garoto como motorista. O adolescente passa a morar na casa, enquanto convive com a esposa Marion (Kim Basinger) e a filha Ruth (que é interpretada por Elle Fanning, a irmã de Dakota Fanning, estrela mirim do suspense “O amigo oculto“).

O que parece ser uma história simples e sem graça se mostra surpreendente. Existe todo um mistério por trás dos motivos da separação do casal e é o jovem Eddie que vai tentar descobrir o que aconteceu no passado daquela família. No meio dessa busca, acaba criando um vínculo bem sensual com Marion.

O título original “The Door in the Floor” é uma referência a um dos livros infantis do escritor. Aqui no Brasil foi modificado provavelmente para gerar mais interesse e curiosidade, visto que existe uma ambientação erótica. Além de escrever, o personagem de Jeff Brides também ilustra os livros.
Provocação” é bem feito. A fotografia clean gera um contraste com as situações dramáticas da trama. Mas não é nada muito pesado. Chega um determinado momento que a história muda bastante, criando hilários tons de comédia, para depois retornar ao drama. Todos os personagens foram bem trabalhados e são interessantíssimos, em especial Eddie, o jovem que amadurece durante o longa. Cotação do Dai: ****

The Door in the Floor (EUA, 2004) Dirigido por: Tod Williams. Com: Jeff Bridges, Kim Basinger, Jon Foster…
Veja aqui o trailer do filme Provocação:

#121-Curtas (2)

Hoje eu vou comentar sobre quatro curtas: A sauna, Na mãe, Almas em chamas e Passos. Curtas geralmente são bem interessantes. Por causa da duração, a história não perde tempo em cenas mais longas como a apresentação dos personagens. Por isso, em pouco tempo o enredo chega ao clímax.

Dos curtas de hoje, ambos são nacionais e você terá a oportunidade de assisti-los, visto que são patrocinados e hospedados pelo site brasileiro Porta-curtas. Para assistir, basta clicar no link no final de cada texto. Se por algum caso o link não funcionar é porque ele não está mais disponível no site deles.


A sauna
A sauna” é um curta provocante que conta a história de um homem que trai a esposa. Mas a sua infidelidade tem um preço muito alto quando percebe que a mulher não quer apenas sexo convencional…

Começa de um jeito interessante, com o rapaz (Bruce Gomlevsky, ótimo ator) contando a seu drama dentro de uma sauna. E a trama vai ficando cada vez mais curiosa até o final-surpresa. Vale uma conferida.

Cotação do Dai: ⭐⭐

A Sauna / Ficção De Marco Abujamra 2003 15 min Com: Samir Abujamra, Bruce Gomlevsky, Expedito Barreira, Fernanda Bond…
Clique aqui para ver o curta “A sauna”.


Na mãe
Depois de seu carro não funcionar, um jovem lutador de jiu-jitsu chega em casa revoltado. Mas pior do que perder a noite e não ter com quem sair é ficar em casa na companhia da mãe ranzinza. A relação dos dois é bastante complicada e um conflito não tarda a acontecer.

Um curta forte, cheio de palavrões e diálogos tensos e expressivos. Apesar de ser lidado com um humor ácido, o relacionamento da família é tenso e o final, atordoante.

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐

Na mãe / Ficção De Adolar Gangorra, Bernardo Palmeiro 2002 16 min Com: Claudia Provedel, Marcelo Cavalcanti, Rafael Batata…
Clique aqui para ver o curta “Na mãe”.


Almas em Chamas

Curta de animação com trama pornográfica de um bombeiro que salva uma loira que estava num incêndio. Mas aquela não era uma vítima qualquer, era uma quente ninfomaníaca infernal e insaciável.

Com cenas de sexo a todo instante e narração veloz, a história lembra um pouco “Atração fatal“, só que com bom humor do exagero das situações e trocadilhos infames.

A dublagem da loira Samira fica por conta de Marisa Orth, numa participação pequena mas divertida. A animação é super saturada e combina com todo o clima tórrido dos corpos ardentes. Quente!

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐

Almas em Chamas / Animação De Arnaldo Galvão 2000 11 min Com: Marisa Orth, Paulo Ivo
Clique aqui para ver o curta “Almas em chamas”.


Passos

Para finalizar, um curtíssimo curta (!) de 1 minuto que foi feito com slides encontrados no lixo. Com uma boa edição, o que vemos é um mosaico de imagens que gera interesse pela variedade de assuntos. Sem dúvidas, é criativo.

Cotação do Dai: ⭐⭐⭐

Passos / Experimental De Márcio de Andrade 2002 / 1 min
Clique aqui para ver o curta “Passos”.

#120-Munique

Setembro de 1972. Durante as olimpíadas de Munique, na Alemanha, um grupo palestino cometeu um trágico ataque terrorista, que resultou na morte de todos os reféns. Mas as pessoas que planejaram tudo ainda estavam vivas. Por isso, um homem chamado Avner é designado para perseguir e matar 11 pessoas envolvidas no ataque.

Avner (Eric Bana), acompanhado de mais quatro outros especialistas, viajam pelo mundo todo em busca das pessoas, numa série de assassinatos em nome da vingança e “justiça”. Na equipe também está Robert, um especialista em bombas interpretado por Mathieu Kassovitz (francês que atuou com Audrey Tautou em “O fabuloso destino de Amelie Poulain” e dirigiu “Gothika, na companhia do medo“).
Steven Spielberg provou que ainda consegue fazer bons filmes sem ser no gênero família (com típicos finais felizes). Se em “Guerra dos mundos” eles apresentou alienígenas malvados (quebrando a idéia de Ets bonzinhos como “ET – o extra-terrestre” e “Contatos imediatos do terceiro grau“), em Munique a violência é bem explícita.

Contudo, os tiros e bombas são vistos por um olhar bem mais dramático do que filmes de ação. Cada assassinato não é feito de maneira tão banal e as mortes são sentidas. O filme é longo, se desenvolve bem, com a trajetória de mortes e ataques planejados.
Fica o dilema: Será mesmo que matando é possível ter paz? Guerras santas são realmente santas? Uma pergunta que parece ser bastante óbvia, mas que até hoje não parece ter uma resposta. Cotação do Dai: ***1/2
Munich (EUA, 2005) Dirigido por: Steven Spielberg. Com: Eric Bana, Daniel Craig, Ciarán Hinds…

Veja abaixo o trailer do filme “Munique“:

#119-O jornal

Michael Keaton interpreta Henry Hackett, um jornalista que trabalha para o jornal The Sun. Disposto a ser reconhecido, ele rouba informações de um jornal concorrente e tenta fazer de tudo para que suas matérias emplaquem. Apesar do comportamento anti-ético, ele é o herói da história!

Isso porque a editora-chefe é Alicia Clark, (Glenn Close, que sempre fica boa como vilã) uma mulher que espera receber um aumento de salário. A história gira em torno das confusões e correrias de uma redação. Um caso em específico é lidado como o principal: o assassinato de dois homens e a prisão dos possíveis acusados.

Apesar de citar o racismo e questões éticas, o filme funciona como uma comédia leve. Henry representa bem o jornalista que tenta a todo custo aparecer e ter fama, atitude que acaba entrando em conflito com sua esposa grávida, que exige mais atenção.

O problema em conciliar a vida profissional com a pessoal é tratado da forma sem graça, mas mesmo assim “O jornal” é um filme interessante por mostrar um pouco do ambiente de uma redação. A correria em busca da melhor notícia e a responsabilidade que o jornalista deve ter em relação ao seu texto publicado. Sem falar nas ótimas cenas exageradas no momento da impressão do jornal. Cotação do Dai: ***
Observação: A direção é de Ron Howard, que dirigiu filmes como “Uma mente brilhante”, a ficção “Cocoon” e está responsável pelo aguardado “O código Da Vinci”.

The Paper (EUA, 1994) – Dirigido por: Ron Howard Com: Michael Keaton, Robert Duvall, Glenn Close…

Clique para ler outros filmes sobre jornalismo já comentados aqui no Daiblog: “Capote“, “Boa noite e boa sorte“, “O preço de uma verdade“.

#118-O albergue

Três amigos norte-americanos viajam pela Europa em busca de novas emoções. A sensação de liberdade e independência é tudo que adolescentes podem querer na vida. Então a viagem é cheia de diversão e amizade. Só que este é um filme de terror, por isso é claro que as coisas não terminar muito bem. Ah, não vão não!

Quando um rapaz mostra fotos de lindas garotas nuas que adoram estrangeiros, os amigos decidem ir para um albergue numa cidadezinha da Eslováquia para encontrar as jovens. E o lugar se mostra tranqüilo e perfeito para orgias e fantasias sexuais. Só que as duas garotas que dividem o quarto deles querem outra coisa. Ah, querem sim!
O enredo é interessante, com uma história assustadora que dizem ter sido baseado num caso real (de uma empresa tailandesa). No geral, “O albergue” é um filme de terror melhor do que a maioria, por ter a coragem de mostrar mais violência que filmes “limpinhos” como “Quando um estranho chama” (onde a violência é apenas verbal). A maioria dos filmes disfarça o nível de sangue para que a censura não impeça o aumento das bilheterias. Agora existe todo um boato dizendo que é excessivamente pesado e para estômagos fortes. Não é para tanto! Filmes da macabra série Guinea Pig, por exemplo, são bem piores! Ah, são bem piores sim!

Eli Roth já havia dirigido “Cabana do inferno“, um bom filme que já tinha sangue de sobra. Agora, com uma produção melhor (associada ao poderoso nome de Quentin Tarantino) ele aproveitou e fez um filme bem mais sangrento. E perturbador, se você acreditar e parar para pensar na existência de algum lugar como aquele.
E é interessante a forma que as coisas vão acontecendo. O lugar parece um paraíso e depois vai se tornando ameaçador até ficar infernal. Um país bem distante onde falam outra língua e com
pessoas estranhas é o palco ideal para que um paranóico possa ter a certeza que vai se dar mal. Mas, nesse caso, é com razão. A trilha sonora chega a ser exagerada e deixa tudo ainda mais
apavorante.

A combinação de violência com sexo foi bem explorada, com cenas eróticas de garotas provocantes e uma ligação entre as mortes cruéis com o sentimento de sadismo e prazer no sofrimento. “O albergue” é indicado para quem não se preocupa muito com uma história excelente e sim boas seqüências de ação e carnificina. Nesse caso, a meia hora final é ótima. Pena que é um filme que passa muito depressa. Cotação do Dai: ***1/2

Hostel (EUA, 2005) Dirigido por: Eli Roth Com: Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson…

Veja aqui o excelente trailer do filme “O albergue”:

#117-Uma vida iluminada

Jonathan (Elijah Wood) é um rapaz judeu que possui uma coleção diferente. Ele coleciona memórias e coisas da sua família. Seja a dentadura da tia ou a cueca de um primo, tudo fica guardado em sacos plásticos devidamente identificados e presos numa grande parede.

Após receber de sua avó uma antiga fotografia, Jonathan parte para a Ucrânia para tentar encontrar a mulher da foto, que estava ao lado de seu avô. Ela ajudou o avô de Jonathan a fugir do país e fugir para América, onde os judeus não eram perseguidos. Então ele parte numa viagem incrível em busca de mais informações sobre o passado de sua família. Acompanhado de um motorista (quase) cego, seu neto Alex (que fala inglês) e uma temperamental cadela chamada Sammy Davis Jr. Jr; ele viaja por um país de costumes diferentes. A primeira parte do filme é completamente cômica, com cenas bastante divertidas. Com o passar dos minutos, a história toma rumos mais nostálgicos, virando um drama. Pelas longas estradas, Jonathan mergulha em sua procura pelo passado, sempre guardando mais coisas para sua coleção. “Uma vida iluminada” é um filme bastante sensível. Logo no início parece ser apenas uma comédia mais sofisticada, mas depois se torna um drama tocante que pincela sobre o nazismo e os judeus. Conta uma história muito bonita e que faz pensar sobre os relacionamentos com as pessoas e como cada um é capaz de alterar a vida do outro. Um dos pontos mais altos da produção é a fotografia: belíssima, com cores ressaltadas que criam um clima quase fantasioso para a jornada de Jonathan. A trilha sonora também é adequada, com músicas exóticas e
diferentes.

Quem for assistir não pode deixar de conferir as informações especiais que constam no dvd. Mais ou menos vinte minutos de material deletado que é imperdível. A cena do pensamento erótico da cadela Sammy Davis Jr. Jr é impagável! Cotação do Dai: ***1/2
Everything is illuminated (EUA, 2005) Dirigido por: Liev Schreiber. Com: Elijah Wood, Eugene Hutz, Boris Leskin…

Veja abaixo o trailer do filme “Uma vida iluminada”: