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#106-Quando um estranho chama

Baseado numa lenda urbana, “Quando um estranho chama” é um remake de “Mensageiro da morte“. A história é muito simples e foi esticada ao máximo para se fazer um longa metragem. E mesmo assim o filme nem tem 90 minutos! Você assiste e, quando se dá conta já acabou!

Jill é uma típica adolescente que adora usar celular. Por causa de um mal entendido com o namorado, ela acabou gastando uma fortuna em ligações. Por isso seu pai lhe aplicou um castigo: ficar sem celular e sem o carro. E como se não bastasse, ela ainda teria que trabalhar como babá para ajudar no pagamento dessa conta telefônica.

Só que a noite que parecia ser tranqüila na verdade acabou sendo um inferno, com trotes noturnos e ameaças. A construção do suspense foi feita com muito cuidado. A sofisticada casa (praticamente único cenário) foi bem escolhida, com diversos ambientes a serem explorados. A atuação da protagonista também está boa. Camilla Belle, além de bonita, é filha de uma paulista com um norte-americano. Ela fala português fluente e, segundo o Estadão (clique para ler mais), adora comer feijoada.

Mesmo com todo esforço de Camilla, o filme não é muito bom por causa do roteiro. É muito fácil perceber que a história é muito enrolada, com personagens e cenas inúteis que só serviram para deixar a projeção maior. Sem falar em situações que ficam sem explicação…
Apesar da preocupação em criar um assassino assustador, com um jogo de sombras que impedem a visão do rosto dele, o filme peca pela ausência de sangue. Como é possível um filme de terror ser tão limpinho assim? “Quando um estranho chama” tem um suspense mais psicológico e nenhuma cena mais impactante. Por isso que o vilão não ficou tão amedontrador quanto merecia.

Quando um estranho chama” é interessante por ser mais inteligente que a maioria dos filmes teen. Não possui dezenas de adolescentes estereotipados fugindo de um assassino. O foco é só uma garota assustada. A seqüência final é totalmente desnecessária e quase estraga tudo. Mas mesmo assim é um pequeno bom filme! 🙂 Cotação do Dai: ***

When a Stranger Calls (EUA, 2006) Dirigido por: Simon West. Com: Camilla Belle, Tommy Flanagan, Katie Cassidy…
Veja aqui o trailer legendado em português de “Quando um estranho chama” (que mostra praticamente tudo da história)

#105-B13 13° distrito

Confesso que não sou fã de filmes de ação. Quando vejo algum filme com explosões demais ou aquela velha história do homem que perdeu a família e quer vingança, passo longe. Por isso que evito qualquer produção que possua “atores” como Steven Seagal no meio, por exemplo.

Felizmente, o cinema nos reserva boas surpresas! “B13, 13° distrito” é um bom exemplo disso. É um filme francês com ação non-stop e seqüências incríveis de perseguição! Diversão garantida para quem gosta de filmes de ação. Ah sim, também tem uma história até que interessante, que se esforça em ser mais inteligente que o normal. Com direito a uma liçãozinha de moral no término.Mas o grande atrativo, com certeza, não é a trama. 13° distrito se passa no futuro, quando a França decidiu ISOLAR os bairros mais violentos para proteger o resto do país e impedir que o crime se espalhasse por mais lugares. Então, no 13° distrito, um desses lugares, o crime é praticado dia e noite. E é nesse ambiente violento e sem regras que o filme se passa.

Apesar de ser um pouco futurista, a realidade do tráfico de drogas e do crime é algo muito fácil de ser imaginado como verdade. E o curioso é que, numa cena, aparece um rapaz assistindo uma novela brasileira na televisão. Com som original em português, vemos Antônio Fagundes e Regina Duarte contracenando juntos!!!
Como já disse e vou repetir, as cenas de ação são bem legais. E mostram o que se chama “le parkour“, um esporte que está se difundindo agora pelo Brasil. “Le parkour” é exatamente o que você pode ver no video abaixo, ou seja, uma pessoa correndo e superando uma série de desafios e obstáculos até chegar um ponto. No filme, o rapaz foge dos bandidos, mas para praticar le parkour (o Percurso) não é preciso procurar briga com os mafiosos da sua cidade. Se você se interessou pelo assunto, sugiro que acesse os sites Le Parkour Brasil e ABPK – Associação Brasileira de Parkour. Clique para visitar. E clique abaixo para ver o video.
Cotação do Dai: ***

Sinceros agradecimentos a Maxwellita que me cedeu informações sobre este esporte.

Banlieue 13 (França, 2004) Dirigido por: Pierre Morel Com: Cyril Raffaelli, David Belle, Tony D’Amario…
Veja aqui o trailer do filme B13 – 13º distrito:

#104-O terceiro olho

Um rapaz acorda num hospital sem se lembrar de nada. Então ele precisa juntar as peças do quebra-cabeças da sua memória para tentar entender o que se passou. Com misteriosos personagens e uma história cabeluda que é explicada de maneira ainda mais confusa, “O terceiro olho” é o resultado da união de “Amnésia” com “Efeito borboleta“. Então se você gostou destes filmes, pode se divertir pois são bem semelhantes.

Apesar do filme não inovar, ele consegue te manter preso, com uma série de acontecimentos que só começam a fazem sentido a medida que você assiste. É complexo sim, e é preciso ter bastante atenção para compreender o que se está passando.
A trilha sonora é tétrica, com uma músicas repetitivas e estranhas. E maior parte da trama se desenvolve dentro do hospital, com uma mórbida fotografia azulada. E nem é preciso citar as locações em corredores frios, com uma ambientação desconfortável que favorece na construção de um clima perigoso.
No elenco, Ryan Phillippe (de Segundas intenções), Stephen Rea (de Medo ponto com), Piper Perabo (de Assunto de meninas) e Sarah Polley (de Madrugada dos mortos). Apesar de ser bem interessante, não considerei o final tão satisfatório. Mesmo assim é bom para passar o tempo, sem dúvida. Cotação do Dai: ***

The I inside (EUA, Reino Unido / 2003) – Dirigido por: Com: Ryan Phillippe, Stephen Rea, Piper Perabo…

Curiosidade sobre títulos:Meu primeiro amorSegundas intenções 3 (!)
O terceiro olho
O quarto poder
O quinto elemento
O sexto sentidoO sétimo diaAlien, o oitavo passageiro
O nono mandamento
Alguém tem alguma idéia para o décimo?
 

#103-OVAs

No Japão, algumas produções são lançadas diretamente para o video. São os OVA’s (Original Video Animation), assim, não passam na televisão e se você quiser assistir precisa comprar o dvd (ou vhs) ou assistir em algum canal pago. Ou então pegar na internet! 🙂 Existem séries de OVAs e existem também OVAS com apenas um episódio. Hoje no Daiblog eu vou comentar sobre 3 OVAS: Pale Cocoon, Kanojo to Kanojo no Neko e Boku wa Imouto ni Koi wo Suru.01-Pale Cocoon

Ficção científica dramática. Com menos de meia hora de duração, Pale Cocoon conta uma a história é muito complexa e interessante. Por isso que é bom assistir com atenção total, pois são menos de 30 minutos. Seria bom se fosse feito um filme ou, melhor ainda, um prolongamento de 10 minutos para complementar melhor as idéias.

Pale Cocoon se passa num futuro indefinido, onde duas pessoas trabalham com restauração de dados. Os outros trabalhadores nem estavam com ânimo para recuperar informações do passado, por elas serem tristes. A Terra já se tornou um lugar inóspito e as pessoas sobrevivem em imensas estruturas nos subsolos da Lua. Ura fica muito curioso com os dados que recupera, na época que a Terra possuía plantas e era um lugar onde se podia viver. Nesse ambiente futurista frio e pessimista, a história se desenvolve com recordações sobre o que foi a Terra um dia e também sobre a ignorância dos homens.

Destaque para os efeitos de computação gráfica que são incríveis. Os cenários são todos impecáveis, muito bem feitos e com detalhes impressionantes. Cotação do Dai: ***Peiru kokûn (Japão, 2005) – Dirigido por: Yoshiura Yasuhiro.
Veja aqui o trailer de “Pale Cocoon“:

* * *02-Kanojo to Kanojo no Neko

Esse título imenso pode ser traduzido por: Ela e seu gato. E é exatamente essa a trama. A vida de uma mulher e o seu gatinho de estimação. OVA curto de apenas 5 minutos que surpreende por conseguir mostrar muito em tão pouco tempo.

As imagens são todas em preto e branco, com um design bem realista. Possui um tom bem melancólico e nostálgico e é visto pelo ponto de vista do gato. Ele narra a sua vida com a sua dona e, apesar de sua interpretação ser diferente da realidade, é fácil entender o que a personagem humana está passando e sentindo. Sutil, delicado e com um clima de nostalgia. Cotação do Dai: ***1/2
Curiosidade: o video foi feito apenas por uma pessoa, Shinkai Makoto, que, além de desenhar, também dublou a voz do gato. Shinkai Makoto ficou conhecido no mundo todo por ser independente e conseguir fazer obras de qualidade, como “Voices of a Distant Star”, que ainda não vi, e é considerada sua obra-prima! Kanojo to Kanojo no Neko (Japão, 1999) – Dirigido por: Shinkai Makoto. Com a voz de: Shinkai Makoto

* * *03-Boku wa Imouto ni Koi wo Suru

Esse longo título significa algo como: “Eu amo minha irmã mais nova” e explica a história. Iku e Yori são irmãos gêmeos. Os pais nunca notaram, mas o irmão sempre sentiu algo a mais pela irmã. Aos 15 anos, esse amor se tornou maior e Yori passou a evitar a irmã, pois já não conseguia mais disfarçar seu interesse por ela.

Mais um anime de incesto. Assim como o excelente e insuperável “Koi Kaze” (clique para ler) a história é bem sensível. Sensível até demais. Muito meloso e piegas, o roteiro guarda situações forçadas, como o fato dos irmão dormirem no mesmo quarto (mesmo com 15 anos de idade!). O interessante é que existe todo um sentimento de culpa e arrependimento, um temor a Deus. Mesmo sendo uma história japonesa, os protagonista parecem ser bem cristãos e pendem perdão a Deus por se amarem. Baseado num mangá feminino (shoujo) de mesmo nome, a história guarda seus momentos sensuais, não tratando a relação como algo apenas platônico. E isso é surpreendente, pois muitas histórias para meninas têm tramas mais açucaradas e com um amor mais idealizado. Anime tabu com um final bom que deixa uma vontade enorme de assistir mais. Gostei! Cotação do Dai: ***
Curiosidade: Estão fazendo um filme com atores reais com base no mangá Boku wa Imouto ni Koi wo Suru. 🙂
Boku wa Imouto ni Koi wo Suru (Japão, 2005)

#102- Espíritos (Shutter)

Filme tailandês de terror nos cinemas? Com certeza fiquei curioso. Ainda mais quando assisti o excelente teaser que passou nos cinemas. Fotos aparentemente normais, com imagens fantasmagóricas. Tudo isso ao som de uma trilha sonora arrepiante! Fiquei com vontade de ver na hora. Parecia ser um ótimo filme de terror. E acertei numa coisa: a trilha sonora é mesmo muito boa. Já o filme…

O fotógrafo Thun e sua namorada Jane voltavam para casa depois de uma reunião com os amigos quando, por ironia do destino, acabaram atropelando uma garota. Os dois decidiram fugir e não prestar socorro e desde esse dia algo de sobrenatural começou a atormentar o jovem casal. E nas fotos de Thun, uma estranha coincidência passou a ocorrer: manchas inexplicáveis nas fotografias.
Espíritos, a morte está ao seu lado” (que título grande!) não é um documentário como o excelente teaser aparenta ser. É um filme que oscila entre o terror fraco e a comédia. Quem for assistir esperando sustos e cenas assustadoras vai sair dos cinemas com a sensação de ter sido enganado. Como eu.

Foi exatamente o mesmo caso do filme “Vozes do além“. Uma história interessantíssima mal aproveitada. Mas, acredite sem quiser, “Vozes do além” terá uma continuação. O que é uma prova que existe gosto para tudo…
A história toda convence mais como um drama romântico (acredite se quiser) e algumas cenas de terrir (cômicas de propósito!). Agora o ponto alto, sem dúvida, é a trilha sonora. Por mais que as cenas fossem repetitivas e sem graça, a música cumpriu bem seu trabalho. Mas um filme para ser bom não precisa ter apenas a trilha sonora boa. Apesar do finalzinho ser interessante, não compensa assistir “Espíritos“. Cotação do Dai: *
Shutter (Tailândia, 2004) Dirigido por: Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom. Com: Ananda Everingham, Natthaweeranuch Thongmee, Achita Sikamana

Veja o trailer do filme Espíritos, a morte está ao seu lado (com legendas em português):

#101-Amaldiçoados

Depois de cinco anos sem dirigir nenhum longa metragem, Wes Craven retornou ao cinema com “Amaldiçoados“, filme de terror sobre lobisomens teen. Voltou da pior forma possível, pois é um fraco e sem nenhuma inspiração.

A carreira de Wes Craven é marcada de altos e baixos. Ele já fez filmes muito bons como o clássico “A hora do pesadelo” e o angustiante “Aniversário macabro”, mas também já dirigiu bombas como esta. Mas mesmo assim ele merece respeito porque foi com seu filme “Pânico” que o cinema novamente abriu os olhos para o gênero suspense/terror (mais terror do que suspense).

“Almadiçoados” conta a história de uma garota (a cabeçuda e testuda Christina Ricci, eterna Vandinha Addams) que, acompanhada do irmão, bate o carro numa estranha criatura. No acidente, uma mulher acaba envolvida e no final de tudo isso eles descobrem uma coisa terrível. Isso mesmo, eles foram a-mal-di-ço-a-dos!
Logo, os irmãos sentem que algo de estranho está acontecendo em seu corpo. Tanto mudanças físicas (ok, a testa de Christina Ricci não precisou ficar maior para ser ainda mais assustadora) quanto psicológicas. E nem é preciso dizer mais nada para imaginar como a “história” se desenvolve. Filme bastante fraco. Se a ausência de roteiro fosse compensada com mortes sangrentas, seria mesmo mal. Mas infelizmente nem isso aparece nas telas.
A única coisa que vemos é uma interminável seqüência de clichês, corre-corre e situações forçadas. E uma série de referências a lobisomens, filme de terror e cultura pop no geral. Até “Pinhead, de Hellraiser _ renascido do inferno” e “Xena, a princesa guerreira” são citados. Conselho: não assista! Cotação do Dai: *

Observações:
*Depois, Wes Craven dirigiu “Vôo Noturno”, que é bem mais divertido. Clique para ler.
*Existe outro filme chamado
Cursed, só que é japonês e bem diferente deste. Clique para ler.

Cursed (EUA/Alemanha, 2005) Dirigido por: Wes Craven Com: Christina Ricci, Joshua Jackson, Jesse Eisenberg…
Clique aqui para ver o trailer do filme Amaldiçoados:

#100-Janela da alma

Documentário brasileiro sobre pessoas com deficiências visuais. Não é um trabalho sobre a cegueira ou sobre as dificuldades de quem é cego ou precisa de óculos para enxergar. Pelo contrário, é uma obra que mostra que essa condição não é uma barreira para várias atividades. E que, mesmo com uma restrição, é possível viver normalmente.

Muitas pessoas de grande reconhecimento nacional e internacional foram entrevistadas, como Marieta Severo, José Saramago e o cineasta Wim Wenders (diretor de Tão longe, tão perto), por exemplo. A produção é simples, mas com momentos poéticos e trilha sonora nostálgica. Além de imagens desfocadas, que transmitem uma idéia de como é ter um problema de visão.
É um filme bastante curto, com apenas 73 minutos. “Janela da alma” tem sua principal força nos interessantes depoimentos e por focar não apenas na cegueira, mas nos olhos no geral. Seja pelas mais diversas complicações de visão ou por uma comum miopia, o documentário abrange bastante sobre o tema do olhar. Cotação do Dai: **
Observação: apesar dessa imagem ser preto e branco, o filme possui também cenas coloridas!

Janela da alma (2001, Brasil) Dirigido por: João Jardim e Walter Carvalho Com: José Saramago, Wim Wenders, Marieta Severo…

Veja aqui um trecho do file “Janela da alma“:

#099-Gritos do além

Não se engane pelo título. O único grito que você vai ouvir se assistir este filme é o que sairá da sua própria garganta, quando terminar de assistir essa bomba! Se você já pensou em “Vozes do além“, que é outro filme horrível, tenha mais medo: “Gritos do além” consegue ser pior.
Andie MacDowell é Kathy, uma viúva que tenta viver sua vida cuidando das duas filhas crianças e do filho adolescente. Este seria mais um drama familiar, se não fosse por um pequeno detalhe sobrenatural: o fantasma do marido alcoólatra.
Passando por problemas financeiros, Kathy decide alugar o chalé ao lado da sua casa. E quem decide morar lá por um tempo é o francês Samuel Le Bihan (o Loïc, do ótimo “Bem me quer, mal me quer). Só que cada vez ela fica mais atormentada pela presença do fantasma e a história se desenvolve rastejando de maneira chata e cansativa. Clichês e mais clichês nesse filme que não sabe onde quer chegar. Fracassa como drama, fracassa como terror ou suspense e fracassa com qualquer outra coisa (inclusive como filme) Ah sim, Andie MacDowell é aquela mesma dos comerciais dos cosméticos “L’Oréal”, mas a diferença é que aqui NINGUÉM MERECE!
Cotação do Dai: *
The Last Sign (2005, Canadá/Reino Unido/França) Dirigido por: Douglas Law Com: Andie MacDowell, Samuel Le Bihan, Tim Roth…

Abaixo um trecho do filme, quando Andy conversa com o filho.

#098-Horror em Amityville

Bom, esse é o filme mais recente da franquia Amityville, feito em 2005. É um remake do primeiro longa da série, que foi baseado no livro de Jay Anson, e conta as apavorantes experiências da família Lutz. Para quem não lembra, os Lutz se mudaram para uma casa que foi palco para uma chacina. Se você quiser ler mais sobre o crime eu recomendo a leitura da crítica do filme “Amityville 2: a possessão“. E também “Amityville 3D“, se você se quiser saber o que achei do filme!

Horror em Amityville” foi produzido por Michael Bay, de “A ilha“. Bay também produziu o remake de “O massacre da serra elétrica”, o que já mostra o interesse do homem em produções de terror. Mas, neste caso, o resultado não foi dos melhores.Se você gostou de filmes como “A casa da colina” ou “13 fantasmas” ou qualquer outro filme da Dark Castle (tirando “A casa de cera”, que de todos é o melhor), você vai amar “Horror em Amityville”. Sabe aqueles efeitos especiais no estilo video-clipe MTV? Aqueles com cenas aceleradas, flashes e movimentos estranhos e distorcidos acompanhados de uma música alta e exagerada? Pois é, eles estão presentes aqui.

Parece que virou moda esse estilo de dar susto. “A sétima vítima” e até mesmo o “Jogos mortais 2” (e o 1 também!) são filmes que aproveitam este recurso para dar susto e impressionar. Já chega! Não funciona mais! Pelo menos não comigo…

A história se esforça em explicar o que aconteceu na noite do crime de verdade e mostra pedaços de imagens reais com outras de reconstituição. Tudo isso com o objetivo de assustar por ser baseado numa história “real” Seguindo a linha do best-seller, o roteiro mostra o motivo da casa ser tão perigosa. Mas se nem os atores convencem muito, a produção bem cuidada não consegue sustentar o filme.
Para a felicidade geral da nação, o final é cheio de ação. Correria, gritaria, pancadaria e histeria. E o filme? Com tanto exagero na conclusão, escapa de ser uma bela porcaria. É engraçado e divertido. Salva o filme da bomba total. Mas, nem por isso, quer dizer que vale a pena ver. Cotação do Dai: * 1/2

The Amityville Horror (EUA, 2005) Dirigido por: Andrew Douglas Com: Ryan Reynolds, Melissa George, Jesse James…
Veja aqui o trailer do filme “Horror em Amityville“:

#097-O preço de uma verdade

Stephen Glass é um jovem jornalista que fica famoso e trabalha para a revista The New Republic, que tem o mérito de ser uma publicação que fica a bordo do avião presidencial. Se o sonho de todo repórter é ser reconhecido e ter seus textos lidos por pessoas importantes, Glass poderia ser descrito como o melhor exemplo de sucesso na profissão.

Porém o teto de Glass é de vidro (não resisti), um vidro que ameaça se estilhaçar em mil pedaços ponteagudos que podem perfurar sua carreira de uma maneira letal. O motivo disso é simples. Um jornal online percebeu que muitas informações estavam estranhas e as fontes do artigo pareciam ser falsas.
Essa é uma história real de um caso impressionante. Mostra bem até que ponto algumas pessoas chegam em nome de reconhecimento e fama. Se o trabalho do jornalista era reportar assuntos reais, Glass cometeu exatamente o contrário, publicando artigos falsos numa revista de peso. O filme é ligeiro e fácil de assistir, com uma tensão crescente. A medida que mais pesquisam e descobrem as farsas do rapaz, mais desculpas são criadas e o final é fácil de entender. Recomendo para os colegas estudantes de jornalismo (que provavelmente já assistiram) pois é um longa que mostra exatamente o que nunca se deve fazer!

No elenco está Chloë Sevigny (de Dogville), Peter Sarsgaard (de Plano de vôo) e Hayden Christensen no papel principal. Interessantíssimo. Cotação do Dai: ***1/2Shattered Glass (EUA/Canadá, 2003) Dirigido por: Billy Ray Com: Hayden Christensen, Peter Sarsgaard, Chloë Sevigny…
Veja aqui o trailer do filme “O preço de uma verdade“: