Baseado numa lenda urbana, “Quando um estranho chama” é um remake de “Mensageiro da morte“. A história é muito simples e foi esticada ao máximo para se fazer um longa metragem. E mesmo assim o filme nem tem 90 minutos! Você assiste e, quando se dá conta já acabou!
Jill é uma típica adolescente que adora usar celular. Por causa de um mal entendido com o namorado, ela acabou gastando uma fortuna em ligações. Por isso seu pai lhe aplicou um castigo: ficar sem celular e sem o carro. E como se não bastasse, ela ainda teria que trabalhar como babá para ajudar no pagamento dessa conta telefônica.
Só que a noite que parecia ser tranqüila na verdade acabou sendo um inferno, com trotes noturnos e ameaças.
A construção do suspense foi feita com muito cuidado. A sofisticada casa (praticamente único cenário) foi bem escolhida, com diversos ambientes a serem explorados. A atuação da protagonista também está boa. Camilla Belle, além de bonita, é filha de uma paulista com um norte-americano. Ela fala português fluente e, segundo o Estadão (clique para ler mais), adora comer feijoada.
Mesmo com todo esforço de Camilla, o filme não é muito bom por causa do roteiro. É muito fácil perceber que a história é muito enrolada, com personagens e cenas inúteis que só serviram para deixar a projeção maior. Sem falar em situações que ficam sem explicação…
Apesar da preocupação em criar um assassino assustador, com um jogo de sombras que impedem a visão do rosto dele, o filme peca pela ausência de sangue. Como é possível um filme de terror ser tão limpinho assim? “Quando um estranho chama” tem um suspense mais psicológico e nenhuma cena mais impactante. Por isso que o vilão não ficou tão amedontrador quanto merecia.
“Quando um estranho chama” é interessante por ser mais inteligente que a maioria dos filmes teen. Não possui dezenas de adolescentes estereotipados fugindo de um assassino. O foco é só uma garota assustada. A seqüência final é totalmente desnecessária e quase estraga tudo. Mas mesmo assim é um pequeno bom filme! 🙂 Cotação do Dai: ***
When a Stranger Calls (EUA, 2006) Dirigido por: Simon West. Com: Camilla Belle, Tommy Flanagan, Katie Cassidy…
Veja aqui o trailer legendado em português de “Quando um estranho chama” (que mostra praticamente tudo da história)



Mas o grande atrativo, com certeza, não é a trama. 13° distrito se passa no futuro, quando a França decidiu ISOLAR os bairros mais violentos para proteger o resto do país e impedir que o crime se espalhasse por mais lugares. Então, no 13° distrito, um desses lugares, o crime é praticado dia e noite. E é nesse ambiente violento e sem regras que o filme se passa.
Como já disse e vou repetir, as cenas de ação são bem legais. E mostram o que se chama “le parkour“, um esporte que está se difundindo agora pelo Brasil. “Le parkour” é exatamente o que você pode ver no video abaixo, ou seja, uma pessoa correndo e superando uma série de desafios e obstáculos até chegar um ponto. No filme, o rapaz foge dos bandidos, mas para praticar le parkour (o Percurso) não é preciso procurar briga com os mafiosos da sua cidade. Se você se interessou pelo assunto, sugiro que acesse os sites 
A trilha sonora é tétrica, com uma músicas repetitivas e estranhas. E maior parte da trama se desenvolve dentro do hospital, com uma mórbida fotografia azulada. E nem é preciso citar as locações em corredores frios, com uma ambientação desconfortável que favorece na construção de um clima perigoso.
No elenco, Ryan Phillippe (de Segundas intenções), Stephen Rea (de Medo ponto com), Piper Perabo (de Assunto de meninas) e Sarah Polley (de Madrugada dos mortos). Apesar de ser bem interessante, não considerei o final tão satisfatório. Mesmo assim é bom para passar o tempo, sem dúvida. Cotação do Dai: *** 
Ura fica muito curioso com os dados que recupera, na época que a Terra possuía plantas e era um lugar onde se podia viver. Nesse ambiente futurista frio e pessimista, a história se desenvolve com recordações sobre o que foi a Terra um dia e também sobre a ignorância dos homens.
Sutil, delicado e com um clima de nostalgia. 

Baseado num mangá feminino (shoujo) de mesmo nome, a história guarda seus momentos sensuais, não tratando a relação como algo apenas platônico. E isso é surpreendente, pois muitas histórias para meninas têm tramas mais açucaradas e com um amor mais idealizado. Anime tabu com um final bom que deixa uma vontade enorme de assistir mais. Gostei! 
“Espíritos, a morte está ao seu lado” (que título grande!) não é um documentário como o excelente teaser aparenta ser. É um filme que oscila entre o terror fraco e a comédia. Quem for assistir esperando sustos e cenas assustadoras vai sair dos cinemas com a sensação de ter sido enganado. Como eu.
A história toda convence mais como um drama romântico (acredite se quiser) e algumas cenas de terrir (cômicas de propósito!). Agora o ponto alto, sem dúvida, é a trilha sonora. Por mais que as cenas fossem repetitivas e sem graça, a música cumpriu bem seu trabalho. Mas um filme para ser bom não precisa ter apenas a trilha sonora boa. Apesar do finalzinho ser interessante, não compensa assistir “Espíritos“.
Logo, os irmãos sentem que algo de estranho está acontecendo em seu corpo. Tanto mudanças físicas (ok, a testa de Christina Ricci não precisou ficar maior para ser ainda mais assustadora) quanto psicológicas. E nem é preciso dizer mais nada para imaginar como a “história” se desenvolve. Filme bastante fraco. Se a ausência de roteiro fosse compensada com mortes sangrentas, seria mesmo mal. Mas infelizmente nem isso aparece nas telas.
A única coisa que vemos é uma interminável seqüência de clichês, corre-corre e situações forçadas. E uma série de referências a lobisomens, filme de terror e cultura pop no geral. Até “Pinhead, de Hellraiser _ renascido do inferno” e “Xena, a princesa guerreira” são citados. Conselho: não assista! Cotação do Dai: *
É um filme bastante curto, com apenas 73 minutos. “Janela da alma” tem sua principal força nos interessantes depoimentos e por focar não apenas na cegueira, mas nos olhos no geral. Seja pelas mais diversas complicações de visão ou por uma comum miopia, o documentário abrange bastante sobre o tema do olhar. 
Passando por problemas financeiros, Kathy decide alugar o chalé ao lado da sua casa. E quem decide morar lá por um tempo é o francês Samuel Le Bihan (o Loïc, do ótimo “Bem me quer, mal me quer). Só que cada vez ela fica mais atormentada pela presença do fantasma e a história se desenvolve rastejando de maneira chata e cansativa.
Clichês e mais clichês nesse filme que não sabe onde quer chegar. Fracassa como drama, fracassa como terror ou suspense e fracassa com qualquer outra coisa (inclusive como filme) Ah sim, Andie MacDowell é aquela mesma dos comerciais dos cosméticos “L’Oréal”, mas a diferença é que aqui NINGUÉM MERECE! 
Se você gostou de filmes como “A casa da colina” ou “13 fantasmas” ou qualquer outro filme da Dark Castle (tirando “A casa de cera”, que de todos é o melhor), você vai amar “Horror em Amityville”. Sabe aqueles efeitos especiais no estilo video-clipe MTV? Aqueles com cenas aceleradas, flashes e movimentos estranhos e distorcidos acompanhados de uma música alta e exagerada? Pois é, eles estão presentes aqui.
Para a felicidade geral da nação, o final é cheio de ação. Correria, gritaria, pancadaria e histeria. E o filme? Com tanto exagero na conclusão, escapa de ser uma bela porcaria. É engraçado e divertido. Salva o filme da bomba total. Mas, nem por isso, quer dizer que vale a pena ver. Cotação do Dai: * 1/2
Essa é uma história real de um caso impressionante. Mostra bem até que ponto algumas pessoas chegam em nome de reconhecimento e fama. Se o trabalho do jornalista era reportar assuntos reais, Glass cometeu exatamente o contrário, publicando artigos falsos numa revista de peso.
O filme é ligeiro e fácil de assistir, com uma tensão crescente. A medida que mais pesquisam e descobrem as farsas do rapaz, mais desculpas são criadas e o final é fácil de entender. Recomendo para os colegas estudantes de jornalismo (que provavelmente já assistiram) pois é um longa que mostra exatamente o que nunca se deve fazer!