Julie é uma mulher que, depois de viajar com os filhos gêmeos, decide chegar mais cedo em casa para fazer uma surpresa para o marido. Mas quem acaba levando a surpresa é ela, quando encontra o pai de seus filhos na cama com outra mulher.
Atordoada, Julie decide optar pelo divórcio. Mas seus problemas estavam apenas por começar. Pouco tempo depois da crise conjugal, Nicholas, seu filho, começou a ficar doente. E descobriram que ele possuía um câncer. A doença do menino acaba por unir de novo a família, que precisa encontrar forças para lidar com o problema.
Mas o roteiro é mais do que um drama familiar. Julie fica sabendo de um curandeiro na Polônia que costuma curar as pessoas com um simples toque de suas mãos e parte em busca de uma ajuda. Uma jornada que envolve vários sentimentos como amor, coragem e redenção. Contar mais só iria estragar a história, que é interessantíssima. “Voltando para casa” é um filme da polonesa Agnieszka Holland, que dirigiu também o agradável “O jardim secreto” e também o excelente e imperdível “Filhos da guerra” (que considero um dos melhores filmes sobre o Holocausto). Por isso é possível assistir já esperando uma obra com uma forte carga dramática e narrativa envolvente. Tão envolvente que o final parece ser um tanto ligeiro. Nos acostumamos tanto com as personagens que a história poderia ser um pouco maior, mesmo o filme tendo duração de quase duas horas. O filme conta uma fotografia estilosa, com muitos closes e câmeras movimentadas, o que gera a impressão de que tudo aquilo é real. Um quê de Dogma 95 na edição, que não se preocupa em fazer algo tecnicamente perfeito e sim tocante e comovente. E consegue. Os atores estão todos bons e Miranda Otto (O senhor dos anéis) trabalha muito bem como Julie, uma personagem bastante humana. Gostei mesmo! 🙂 Cotação do Dai: ***1/2
Julie Walking Home (Alemanha/Canadá/Polônia/EUA 2002) – Dirigido por: Agnieszka Holland Com: Miranda Otto, William Fichtner, Lothaire Bluteau…
Um dos animes mais estilosos que já pude assistir. Com apenas 3 episódios, a série é uma mistura de “Em algum lugar o passado” com terror gótico (!) É a história de Eiri, um rapaz que trabalha numa loja de antiguidades. Certa vez, ele abre uma caixa recém chegada da Europa e fica apaixonado pela imagem de um quadro. Um linda garotinha. O quadro era assinado por um tal Marcelo Orlando.
E é através de um cálice colorido que Eiri consegue ver a vida da menina Cossete. E logo por ela se apaixona, mesmo sabendo de seu terrível e sangrento passado. Com a presença do espírito de Cossete cada vez mais constante em sua vida, ele mergulha num terrível e mórbido pesadelo de paixões violentas e vingança. “Le portrait de petit Cossette” é uma obra com uma estética impressionante. É claro que outros aspectos também se destacam, como a trilha sonora de Yuki Kajiura (de Noir), mas o jeito que a história foi desenhada é surpreendente. Seja pelo traço bem detalhado ou pelos ângulos inusitados, a trama é mostrada de um jeito muito especial. Uma experiência delirante, com muitas imagens sob reflexos, jogo de luzes com sombras e elementos macabros como caveiras e sangue, muito sangue. Apesar de toda essa vantagem visual, a história se perde em situações extremamente abstratas e surreais. A fórmula que funciona nos primeiros capítulos, fica exagerada no desfecho e o final poderia ser trabalhado de uma forma melhor. Tirando o casal principal, as outras personagens não são bem trabalhadas e o excesso de informações parece prejudicar a série. Sobrou visual e faltou consistência! De qualquer forma, é impossível afirmar que “Le portrait de petit Cossette” é apenas mais um anime. É uma obra bastante diferente e especial. Cotação do Dai: ***
Cossette no shouzou (Japão, 2004) – Dirigido por: Akiyuki Shinbou. Com as vozes de: Marina Inoue, Mtisuki Saiga, Kumiko Yokote…
Veja logo abaixo o preview oficial dessa série. O video está com legendas em inglês.
Lançado em setembro de 2005 no Japão, “Shinobi: Heart Under Blade” veio para o Brasil numa velocidade espantosa. Você já pode encontrar o dvd nas locadoras sendo que o filme é bastante recente. Aqui a história veio com um título mais apelativo “Shinobi – a batalha“, e na capinha do dvd parece que é um filme de ação e violência sem parar. Não se deixe enganar, apesar das lutas, “Shinobi” conta uma história bem dramática.
O romance proibido de Oboro e Gennosuke no Japão em 1641. Ambos são de clãs diferentes e rivais, mas que mantém um acordo de paz. Entretanto, por causa de uma estratégia diabólica, os clãs terão de lutar novamente. Isso te lembra “Romeu e Julieta“? É, também achei parecido. Mas enfim, a história aparenta ser clichê, mas rende um bom filme. “Shinobi” são os ninjas com poderes especiais, sejam eles técnicas diferentes de ataque ou poderes mágicos. E os cinco melhores shinobis de cada clã terão de lutar entre si, inclusive Gennosuke e sua amante Oboro (interpretada pela talentosa e linda Yukie Nakama – de Ringu 0). A produção é bem cuidada, com imagens bonitas. Mas não espere a mesma perfeição técnica de filmes do mesmo estilo como “O clã das adagas voadoras“. É uma tentativa japonesa esforçada de se produzir algo do gênero, mas está longe de ser tão visualmente impecável. Muitos efeitos especiais não colam (como a tosca cena das borboletas computadorizadas), mas isso não compromete o resultado. É só não esperar ver algo perfeito.
“Shinobi” foi baseado num mangá chamado Basilisk, que também possui uma série de anime. É uma história bem bonita de coragem recomendada pra quem gosta de filmes como “O tigre e o dragão” e “Herói”. Cotação do Dai: ***Observação: a música do filme Shinobi se chama “Heaven” e é cantada pela cantora mais famosa do Japão, a Ayumi Hamasaki. Clique aqui para ler um texto sobre o single da música “Heaven“. E clique aqui se você quiser ler sobre o album “(miss)understood“, que também possui essa música. Shinobi – Heart Under Blade (Japão, 2005) Dirigido por: Shimoyama Ten Com: Yukie Nakama, Joe Odagiri, Tomoka Kurotani…
Veja abaixo o trailer do filme, com a música-tema “Heaven“, de Ayumi Hamasaki.
Considerado por muitos a melhor obra de Hitchcock, “Janela indiscreta” é um filme brilhante. Conta a história de um repórter fotográfico que, após um acidente, fica em casa com a perna engessada. Nessa entediante condição, ele passa o tempo observando os vizinhos. E é por causa dessa curiosidade que ele passa a acreditar que ocorreu um assassinato.
Assisti o filme numa aula de semiótica e o filme tem tudo a ver com o assunto. A crítica aqui, entretanto, vai ser a respeito do fator entretenimento. E nesse ponto é impossível discordar que é uma obra de arte. O roteiro é muito envolvente.
Apesar de aparentar ser um tanto simples, várias situações dos apartamentos espionados são tratadas com cuidado. É como um mosaico de histórias, num cenário muito bem bolado e impressionante até os dias de hoje. E como, como se trata de um filme de Hitchcock, o suspense também está presente. Principalmente nos aterrorizantes momentos finais! É muito interessante como o filme continua sendo bastante atual. Até hoje a curiosidade é uma característica humana que atrai as pessoas e faz sucesso. Programas como “Big brother Brasil” exemplificam isso com perfeição. Já é a sexta edição do programa e a audiência continua alta. Como se não bastasse, ainda existem os curiosos que pagam para poderem assistir 24 horas, tendo a oportunidade de observar a vida de pessoas desinteressantes. Por isso, o fotógrafo interpretado por James Stewart no filme é um personagem bastante comum. Uma pessoa como qualquer outra. E isso ajuda bastante a se identificar e se envolver com o filme. Cotação do Dai: **** Rear Window (EUA, 1954) – Dirigido por: Alfred Hitchcock Com: James Stewart, Grace Kelly, Wendell Corey…
Clássico Disney que todo mundo já deve ter assistido pelo menos uma vez. O filme conta a história da sereia Ariel, que se apaixona por um humano. Como seu pai não aceita a união, ela decide apelar para as forças ocultas da bruxa Úrsula. Então perde algo muito precioso em nome do seu amor.
Como a maioria dos desenhos da Disney, a história ficou cheia de músicas e situações engraçadas para agradar toda a família. E teve um resultado positivo. O filme ganhou 2 Oscars: de melhor canção “Under the sea” e também de melhor trilha sonora, do compositor Alan Menken. Alen Menkem, por sinal, já fez grandes temas musicais de outros desenhos Disney, como “A bela e a fera“, “Aladdin“, “Hércules“…
Gosto muito desse desenho, mesmo sabendo que ele não é fiel ao conto original de Hans Christian Andersen. Se for para fazer comparações, o desenho americano é péssimo, pois não conseguiu transmitir nem um pouquinho da melancolia da história original. E o final alternativo é bem inferior ao verdadeiro. Mas a velha fórmula do final feliz ainda é apreciada no mundo todo e, se a história terminasse do jeito do conto de Andersen, todo mundo sairia dos cinemas chorando. O conto original é um dos mais belos que já li. Uma história muito envolvente e dramática. Recomendo a leitura! 🙂
Misteriosamente esse dvd demorou muito para ser lançado (tanto aqui quanto nos Estados Unidos) e as pessoas mais atentas vão perceber que algumas músicas foram modificadas. Isso quer dizer que a Ariel da versão nova não tem mais aquele sotaque carioca da primeira dublagem!
E por falar em Hans Christian Andersen, na Dinamarca (país onde ele nasceu) existe uma estátua em homenagem ao seu conto. A sereiazinha fica olhando para o mar… Logo abaixo confira um video com um dos trechos mais bonitos do desenho. Cotação do Dai: **** The little mermaid (EUA, 1989) – Dirigido por:Ron Clements e John Musker. Com as vozes de: Jodi Benson, Christopher Daniel Barnes, Samuel E. Wright…
Veja aqui o trailer do filme “A pequena sereia“:
Terminou no sábado, dia 11, a primeira temporada do seriado Lost. Exibido durante as madrugadas da rede Globo, o programa ocupou o espaço do Programa do Jô. Nos EUA, a série já está na segunda temporada, que está sendo exibida aqui no Brasil também, porém no canal pago AXN. “Lost” criou uma legião de fãs no mundo todo e recebeu o prêmio Emmy de melhor série dramática em 2005. Mas será que é tão bom assim? Leia o próximo parágrafo para saber a minha opinião. “Lost” fez sucesso por reunir uma incontável quantidade de ganchos e mistérios. Quem assiste fica completamente no ar, querendo saber o que está acontecendo. E quando algumas respostas são dadas, novas interrogações aparecerem, ainda mais estranhas. E isso faz com que todo mundo fique assistindo desesperado na busca de uma solução para a bateria de coisas bizarras que acontecem a cada episódio. A resposta é: será que os roteiristas já pensaram em como terminar essa trama cabeluda cheia de dúvidas? Bom, isso eu não sei. Mas vamos para a parte da história. Provavelmente todo mundo já deve conhecer mas é importante explicar aqui. “Lost” é sobre a dramática vida de sobreviventes de um acidente de avião. Aparentemente cairam numa ilha paradisíaca, mas as coisas começam a ficar cada vez mais estranhas… Sem receber ajuda ou socorro, eles precisam encontrar um jeito de conseguir viver. E acredite, seria fácil se a ilha não guardasse mistérios absurdos como a presença de animais que não poderiam nunca ser encontrados numa ilha tropical! E também uma perigosa criatura não-identificada. Se você pensou que a ilha era no estilo “lagoa azul” você pensou errado!Apesar do drama, a série puxa mais para a aventura. Alguns elementos também são de terror, o que deixa tudo muito mais emocionante! Em cada capítulo aparecem flashbacks dos personagens principais, contando detalhes da vida antes do acidente. Cada lembrança aparece de um jeito bem construído com o propósito de causar mais curiosidade para quem assiste. E cada vez mais informações aparecem, com detalhes pequenos e muitas dicas e pormenores que provavelmente farão sentido no final (eu espero!) ! No geral eu considero “LOST” uma série bem acima da média, por contar uma história envolvente que é capaz de deixar qualquer um morto de curiosidade. Com o último episódio da primeira temporada, tudo o que você quer é assistir a continuação o mais rápido possível. E sim, falo isso por experiência própria. Não usarei o espaço do Daiblog para contar maiores dados sobre a trama e personagens. Se você quiser mais detalhes, eu recomendo este sites nacional que é inteiramente dedicado ao assunto: LostBrasilhttp://www.lostbrasil.com/
É complicado escrever sobre uma série que ainda não acabou. Mas pela primeira temporada, eu posso dizer que foi legal. Muitos episódios podem parecer parados, mas são ricos em informações para a trama. A série fica boa mesmo nos capítulos finais, com muitos acontecimentos importantes. Bem interessante. Cotação do Dai: ***1/2
O filme conta a história do escritor Truman Capote que viajou para o Kansas para cobrir um assassinato e acabou encontrando a melhor história da sua vida. Decidido a escrever um livro sobre o caso, Capote criou um forte vínculo com um dos acusados de ter matado uma família inteira.
Philip Seymour Hoffman (de Magnólia) recebeu o Oscar de melhor ator por sua interpretação neste filme. Ele representa Capote, com todos seus trejeitos e manias. Um trabalho muito bem feito mesmo. Não consigo imaginar outro ator com o mesmo papel!
“Capote” é um filme denso, com um clima agustiante. Sem ser piegas, a trama trata de forma adulta todo o drama dos condenados e também da relação entre Capote com Perry, que foi um dos acusados. O curioso é que Capote escrevia para a revista The New Yorker, que publicou em 1997 uma história que, mais tarde também viraria um filme chamado “O Segredo de Brokeback Mountain“! Filme que, por coincidência, também concorreu ao Oscar no mesmo ano que Capote. Cotação do Dai: **** Capote (EUA, 2005) Dirigido por: Bennett Miller Com: Philip Seymour Hoffman, Catherine Keener, Clifton Collins Jr…
Foi oficialmente lançado hoje o novo single da Ayumi Hamasaki. São apenas 5 faixas:
1. STARTIN’ “ORIGINAL MIX”
2. BORN TO BE… “ORIGINAL MIX”
3. TEENS “ACOUSTIC VERSION”
4. STARTIN’ “ORIGINAL MIX-INSTRUMENTAL-”
5. BORN TO BE… “ORIGINAL MIX-INSTRUMENTAL-”
A primeira, Startin, é a música-tema do jogo “Onimusha 4: Dawn of Dreams“, para Playstation 2. É uma música com um refrão poderoso e ritmo frenético. Considero a melhor do single! O clipe é bem divertido e brega, com cenas que lembram (e muito) o filme Kill Bill. Ayumi está mais sensual do que nunca, rebolando e mostrando mais o corpo! Sem falar no começo, onde ela aparece com um óculos de borboleta enquanto destrói uma parede usando uma furadeira dourada (!!!)
A segunda faixa, “Born to be…”, é a música tema para a transmissão japonesa das Olimpíadas de Inverno 2006. E é muito olimpíada mesmo, com um coral exagerado no fundo. O clipe tem um efeito bem interessante, com infinitas lâmpadas no fundo. Praticamente não aparece a Ayu, só uma silhueta dourada (será alguma referência às sonhadas medalhas de ouro das olimpíadas?) Também lembra os esportes, com corpos fazendo movimentos atléticos e crianças de várias nacionalidades vestidas com roupas de profissões. Mais globalizado impossível.
“Teens” é uma regravação em acústico de uma música da banda TRF. O ritmo é diferente das anteriores porque é uma música bem lenta. Cheias de “lalalala” e tons celestiais. É uma cançãoboa, que considero melhor do que “Born to be…” e inferior a “Startin”.
O single fecha com as versões em karaoke das duas músicas principais. E existem duas versões deste single. Uma apenas com o cd e outras com cd acompanhado do dvd com os clipes.
Após fazer uma reportagem denunciando fraudes espíritas na mansão de Amityville, jornalista decide comprar a casa (custou pouco porque ninguém tinha coragem de comprar o lugar amaldiçoado) e morar lá, pensando que é uma moradia normal. Muito cético, John Baxter não acredita em fantasmas e acha que os crimes que aconteceram no passado não significam nada. Mas como este é um filme de terror (ou melhor, deveria ser), é claro que eles significam sim. E muito!
Originalmente lançado nos cinemas numa versão em terceira dimensão, o filme é cheio de personagens com objetos na frente da tela, em cenas que poderiam causar algum impacto na telona. Como em dvd a versão é de duas dimensões, esses truques não funcionam e é por isso que o filme não tem nada de interessante.
Amityville 3D foi feito um ano depois de “Amityville 2, a possessão” (clique para ler) e é muito inferior. Segue o mesmo esquema de filmes clichê, com cenas chatas e pessoas andando e morrendo na casa. Um tédio.
O único detalhe curioso nessa produção é uma jovem atriz que mais tarde ficaria conhecida mundialmente por protagonizar comédias românticas bem sucedidas. Estou me referindo a Meg Ryan, que neste filme faz o papel de Lisa, que é uma amiga da filha do repórter John Baxter. E a participação morna de Meg Ryan tem sido o grande atrativo para a venda desse péssimo filme. Mesmo aparecendo pouco, existem dvds que possuem sua foto na capa!!! Amityville 3D (EUA, 1983) Dirigido por: Richard Fleischer Com: Tony Roberts, Tess Harper, Robert Joy, Candy Clark, Neill Barry, Meg Ryan, Lori Loughlin…
Confira abaixo o curto e simples trailer do filme, que mostra uma única cena (que por sinal é do filme Amityville 2!!!):
Confira abaixo a lista com os ganhadores do Oscar 2006:
FILME “Crash – No Limite”
DIRETOR “O Segredo de Brokeback Mountain” (Ang Lee)
ATOR Philip Seymour Hoffman por “Capote”
ATOR COADJUVANTE George Clooney – “Syriana”
ATRIZ Reese Witherspoon por “Johnny e June”
ATRIZ COADJUVANTE Rachel Weisz – “O Jardineiro Fiel”
ROTEIRO ADAPTADO “O Segredo de Brokeback Mountain”
ROTEIRO ORIGINAL “Crash – No Limite”
FILME DE ANIMAÇÃO “Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais”
FILME ESTRANGEIRO “Tsotsi” (África do Sul)
DIREÇÃO DE ARTE “Memórias de uma Gueixa”
FOTOGRAFIA “Memórias de uma Gueixa”
EDIÇÃO “Crash – No Limite”
EFEITOS VISUAIS “King Kong”
FIGURINO “Memórias de uma Gueixa”
DOCUMENTÁRIO “A Marcha dos Pingüins”
DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM “A Note of Triumph: the golden age of Normal Corwin”
MAQUIAGEM “As Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa”
TRILHA SONORA ORIGINAL “O Segredo de Brokeback Mountain” (Gustavo Santaolalla)
MELHOR CANÇÃO “It’s Hard Out Here for a Pimp” – “Ritmo de um Sonho”
FILME DE ANIMAÇÃO – CURTA-METRAGEM “The Moon and the Son: An Imagined Conversation”
EDIÇÃO DE SOM “King Kong”
MIXAGEM DE SOM “King Kong“
Antes de falar exatamente sobre o filme, eu gostaria de escrever um pouco sobre o caso que realmente aconteceu. Para quem não sabe, a série de filmes Amityville começou por causa de um livro que contava experiências sobrenaturais numa casa que foi cenário de um terrível crime. Então se isso não lhe interessar, você pode ler a partir do texto branco, onde vou escrever sobre o filme mesmo.
Se você está lendo isso agora é porque quer saber mais da história real! 🙂 Bom, tudo começou em novembro de 1974 com uma sangrenta chacina digna de um episódio do programa Linha Direta. Seis pessoas da mesma família foram mortas a tiros. O acusado foi o único sobrevivente, Ronald DeFeo. Ele foi preso por ter matado os parentes.
Colocaram a casa a venda e, acredite se quiser, um família decidiu se mudar para lá. Os Lutz passaram a viver no lugar de passado sombrio e, pouco tempo depois, afirmaram ter presenciado uma série de sinistros eventos que culminaram na mudança da família. Muitos acreditaram que a casa foi construída em cima de um cemitério indígena e que o lugar era cheio de espíritos malignos. Então será por isso que Ronald matou a família? Por influência destes fantasmas cheios de ódio? O tribunal não acreditou e o rapaz acabou sendo preso.
Porém muitos acreditavam que aquele lugar era amaldiçoado. Os relatos da família Lutz viraram um livro, escrito por Jay Anson: The Amityville Horror: A True History. Logo o livro se transformou num imenso sucesso (foi até traduzido para o português, veja a capa!) e o cinema não perdeu a chance e decidiu fazer um filme sobre o caso.
E como todo filme de sucesso, ganhou continuações e mais continuações, somando 8 filmes da série Amityville (se for mais alguém me corrija, por favor)! E recentemente foi regravada a primeira parte, baseada no livro de Jay Anson. A casa foi alvo de diversos estudiosos, gente que acreditava nos fantasmas e outras pessoas que consideravam tudo uma grande (e lucrativa) mentira.
Bom, o caso divide pessoas. Muitos acreditam nos demônios na casa, outros não. Anos depois, Kathy Lutz admitiu ter inventado a história para conseguir um dinheirinho a mais. E conseguiu, com certeza… Agora vamos ao filme. Infelizmente não me lembro do primeiro e vou escrever apenas sobre o segundo, que revi recentemente. O segundo também foi baseado num livro, mas de outro escritor.Meus sinceros agradecimentos a Ramona Aranha que me deu muitas informações e dados úteis sobre o caso.
Exibido na televisão como “Amityville 2: a possessão”, lançado em vhs como “Terror de Amityville” e lançado lançado em dvd como “Amityville 2”, este é o segundo filme da franquia “Amityville”.
A família Montelli compra uma linda mansão. Cheia de cômodos e espaçosa, a casa parecia ser o lugar ideal para viverem com tranqüilidade. Porém eles não contavam com a presença negativa de espíritos malignos dispostos a tudo para acabar com a harmonia naquele lar.
A história pode parecer manjada e com certeza você já ouviu algo parecido antes. Mas acredite, o filme é bom. Sem perder nenhum minuto com enrolação, o suspense já é criado logo no início. Sem espaço para piadas ou alguma cena mais descontraída, mais e mais indícios são mostrados apenas para revelar uma coisa que você já sabe e tem certeza: tem algo muito errado com aquela casa!
Dolores, a mãe-esposa-dona-de-casa, é a única pessoa que parece notar que existe algo de estranho. Por isso procura a ajuda do padre Adamsky para benzer a casa. E a presença da igreja vai ser importante no combate das forças malévolas que habitam os cômodos. Energia negativa para dar e vender! O roteiro é baseado no livro “Murder in Amityville” de Hans Holzer e eu considero assustador porque tem um clima muito estranho. É tenso, frio e os atores desconhecidos transmitem bem a idéia de pessoas normais que sofrem com os encostos. Infelizmente, perto do final, a trama vai perdendo suas forças e fica muito parecido com “O exorcista“. Mesmo terminando de um jeito ruim, é um filme que merece destaque pelo seu clima real. Gostei muito dos movimentos das câmeras e de alguns efeitos especiais.
Observação: no Brasil, saiu nas bancas uma edição com Amityville 2 e 3 num só dvd.
Amityville II: The Possession (EUA, 1982)Dirigido por: Damiano Damiani com: James Olson, Burt Young, Rutanya Alda…