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#086-Orgulho e preconceito

Baseado no famoso livro de Jane Austen, “Orgulho e preconceito” é um excelente filme. Como não li a obra original, fico incapacitado de fazer comparações. Mas posso afirmar sem medo que a produção está impecável. O elenco também está muito bom e esse é, sem dúvidas, um filme inesquecível. Recebeu 4 indicações ao Oscar de 2006, nas categorias de Melhor Atriz (Keira Knightley), Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino.

Não tenha preconceito nem orgulho por causa do título. Apesar de ser um drama de época, a história não é chata nem monótona. São mais de duas horas de filme, mas o desenvolvimento é tão bom e interessante que nem se sente passar. O drama está sim presente, mas tudo envolto de muito bom humor e situações divertidas.
O filme conta a história das cinco irmãs Bennet. Temendo problemas financeiros, a mãe delas passa a fazer de tudo para que as filhas se casem. O que gera boas risadas, tamanha é a determinação da mãe e das filhas em arrumar um bom partido. A solução para isso é vista com a chegada de dois homens ricos. A trama se desenrola com foco no conturbado relacionamento entre a audaciosa Elizabeth e o pomposo e rico sr Darcy.
Apesar dos séculos, a trama é ainda atual e comovente. Infelizmente ainda existe hoje em dia toda uma hierarquização entre as pessoas, seja pela aparência ou pelo dinheiro. E é fácil julgar os outros por fatores menos importantes do que valores como honestidade e bom caráter. O filme mostra uma reflexão sobre isso, mas não de uma forma chata e sim muito leve e descompromissada.

Gostei muito. É como uma comédia romântica e dramática do passado! Muitos momentos românticos com paisagens e cenários lindos. Tudo muito bem feito. Repare nas longas tomadas, com a câmera percorrendo grandes espaços sem cortes. O filme começa assim, por sinal. E o jeito que o longa termina é surpreendente! Não estou falando como as coisas se resolvem e sim da maneira abrupta que aparecem os créditos finais. Quem assistiu sabe do que estou falando. Diga não ao clichê! Recomendadíssimo.


Pride & Prejudice (Reino Unido/França, 2005) – Dirigido por: Joe Wright Com: Keira Knightley, Rosamund Pike, Matthew Macfadyen…

Assista abaixo o trailer do filme legendado em português:

#085-Terra dos mortos

George Romero é bem conhecido por ter lançado os mortos-vivos no cinema. “Terra dos mortos” é seu filme mais recente e foi super aguardado por todos os fãs do gênero. A história já é conhecida. Mortos começaram a sair de suas tumbas a procura de carne humana para se alimentar. E todas as pessoas que foram feridas por esses mortos-vivos acabam se trasnformando em zumbis também. Assim, em pouco tempo, o mundo foi transformado num verdadeiro inferno.

“Terra dos mortos” começa com o planeta já nessa situação terrível. Os poucos sobreviventes se organizaram numa cidade protegida dos ataques dos zumbis. Enquanto isso, um homem poderoso (Dennis Hopper) controla um complexo de apartamentos luxuosos, onde vive apenas a elite.

Um grupo de aventureiros trabalha buscando suprimentos na cidade, armados para se defenderem dos mortos-vivos, que tomaram conta do planeta. Também no elenco está Asia Argento, que é a filha de Dario Argento (que dirigiu ótimos filmes de terror como o clássico Suspiria)
Os filmes de George Romero sempre têm um elemento social na história. Enquanto “Despertar dos mortos” (clique para ler) era uma crítica ao consumismo, em “Terra dos mortos” fica claro que a intenção é o poder descentralizado. A desigualdade social é bastante óbvia. As pessoas pobres vivem em lugares feios e sujos, enquanto os ricos esbanjam conforto em suas casas modernas e bem decoradas.

A diferença desse para outros filmes de zumbi é que “Terra..”mostra a evolução dos mortos-vivos. Eles ficaram mais inteligentes e aprenderam a usar armas. Mas não correm
desesperadamente como os zumbis de “Extermínio“. No final, “Terra dos mortos” não se destaca. Tem bons momentos de carnificina (incluindo um piercing no umbigo arrancado a mordidas!) e cenas de ação interessantes. Só que isso, infelizmente, não salva a produção.

Land of the dead (EUA, 2005) – Dirigido por: George Romero. Com: Simon Baker, Dennis Hopper, Asia Argento…

Curiosidade: Asia Argento e Dennis Hopper já trabalharam juntos no fraco filme de suspense “A Obsessão: A Vida Tem Suas Regras”. Na trama, Hopper sequestra Asia e se você espera emoção, sustos ou alguma coisa de legal, vai ter uma desagradável surpresa. O filme é parado e chato. A capinha está aí do lado para você não cometer o erro de alugar. Não recomendo para ninguém!
Confira agora o trailer do filme “Terra dos mortos”

#084-Boa noite e boa sorte

Concorrendo ao Oscar de melhor filme e mais outras 5 indicações, “Boa noite e boa sorte” é um filme dirigido por George Clooney. Além de dirigir, Clooney também atuou e, como se não bastasse, também adaptou o roteiro do filme, mostrando que não é preciso se chamar Clint Eastwood para ser versátil no cinema!

Boa noite e boa sorte“, desse modo que o jornalista Edward R. Morrow terminava seu programa de tv na rede CBS. E esse mesmo jornalista usou seu espaço na televisão para denunciar o senador McCarthy, que cometia uma série de injustiças em sua busca por comunistas.

Para ficar mais claro, é preciso entender que naquela época (década de 40 e 50), o comunismo representava algo perigoso para os Estados Unidos. E quem fosse contra McCarthy poderia ser considerado a favor do comunismo. Por isso, muitos jornalistas ficaram em silêncio, sem coragem (ou até mesmo interesse) em questionar se as acusações de McCarthy eram válidas ou não.

Morrow deu um exemplo de como a imprensa pode ser útil na divulgação de fatos. O interessante é que o filme comenta também sobre a televisão, que era um recurso praticamente novo no país. Mostrando os bastidores de uma emissora televisiva, o filme também faz uma crítica ao papel da televisão. E é uma pena que esse invento tecnológico, que deveria servir para o bem da democracia, ultimamente tem servido para a alienação e controle de mentes.

Não estou sendo rebelde, mas acredito que a programação de hoje em dia não tem qualidade, com raras exceções. Enfim, “Boa noite e boa sorte” é um filme muito bom, muito empolgante e legal. Com uma fotografia elegante em preto e branco, a impressão que dá é que tudo realmente está acontecendo naquele tempo, numa viagem histórica sobre uma das mais bonitas profissões que é o jornalismo. Indico principalmente para os colegas que cursam comunicação social!

Good Night and Good Luck (Japão/França/Reino Unido/EUA, 2005) – Dirigido por: George Clooney. Com: David Strathairn, Robert Downey Jr, Patricia Clarkson…

Confira abaixo o trailer do filme “Boa noite e boa sorte” legendado em português:

#083-Boogiepop Phantom

Uma estranha luz causa um blecaute numa cidade do Japão. Após isso, um arco-íria fica estampado sempre no céu da cidade e misteriosas coisas passam a acontecer. Na escola, uma lenda urbana é comentada por todos os alunos: Boogiepop Phantom, ou seja, a Morte. Ela aparece para levar algumas pessoas. E, em meio à cidade lotada de pessoas problemáticas, muitas pessoas estão desaparecendo sem deixar rastro…

Essa série de apenas 12 episódios é altamente recomendada para quem gosta de animes mais adultos. Lembra o clima sombrio da conhecida e consagrada série Serial Experiments Lain, embora a trama aparente ter um quesito mais sobrenatural e de terror. Nos episódios são apresentadas histórias de personagens que, de uma forma ou de outro, tiveram suas vidas modificadas por alguma coisa inexplicável. E, com o passar da série, todas as histórias se relacionam, num complexo e impressionante mosaico que explica o que, de fato, aconteceu.“Boogiepop Phantom” é espetacular. O roteiro é muito elaborado e o jeito que a história é contada (dividida em cenas) deixa tudo ainda mais interessante. É por meio de flashbacks que as pistas aparecem e é preciso ter atenção máxima para entender. E também uma boa memória, para associar os personagens das histórias que já passaram com os novos que são apresentados a cada capítulo! A história beira o terror, mas também possui uma forte carga dramática e até mesmo filosófica, com questões sobre a existência humana e os desejos reprimidos das pessoas no mundo competitivo.

Não é um desenho para crianças, principalmente por causa dos temas apresentados. E é um desenho sem cabelos coloridos, nem olhos grandes e brilhantes. O traço é mais adulto e tenta ser o mais fiel com a realidade. Acho que com a mesma intenção de outras obras, como o excelente “Perfect Blue“.

Algumas das histórias são tão interessantes que poderiam gerar ótimos filmes. No Japão foi feito um filme longa metragem com atores de verdade (live action), chamado “Boogiepop and others” mas não sei se a trama é a mesma da série ou é diferente. Mas a versão cinematográfica também é dividida em “cenas”, fragmentada em pequenas histórias que se juntam no final. Confira ao lado o poster.

A trilha sonora é muito estranha e cumpre bem seu papel, com tons oscilantes e distorcidos. Sem dúvidas, uma série bem especial que merece uma conferida.

Bûgîpoppu fantomu: Bûgîpoppu wa warawanai (Japão, 2000) – Dirigido por: Takashi Watanabe. Com as vozes de: Kaori Shimizu, Yu Asakawa, Kazuo Konta…

#082-Antes que termine o dia

Ian é um rapaz inglês muito trabalhador que se preocupa bastante com seus negócios. Ele namora a americana Samantha (Jennifer Love Hewitt, de “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado“), que é uma professora de violino que tem paixão pela música. O relacionamento dos dois não é tão instável por causa do emprego de Ian, o que faz com que Samantha se sinta um pouco deprezada.

Após uma discussão, o destino pregou uma fatal surpresa no jovem casal. Samatha pegou um taxi e acabou morrendo num acidente, na frente de Ian. Mas o filme não se transforma em drama, pois, no dia seguinte, ela acorda viva, como se nada tivesse acontecido. Para espanto de Ian, é ainda o dia anterior ao da morte de sua amada e ele aproveitará tudo como se fosse pela última vez.

Mais um filme que fala sobre o amor e os negócios, vida amorosa e profissional e lição do tipo: aproveite a vida, revele seus sentimentos para a pessoa que você ama e seja feliz. A história não é original esse filme só não é mais uma comédia romântica nas locadoras porque existe comédia. É só romance mesmo, do começo ao fim. Mas existe uma surpresa, não é tão previsível assim.

Além das altas doses de glicose, a trama guarda espaço para que Jennifer Love Hewitt cante duas músicas, que foram compostas por ela mesma. Assim, é interessante você assistir se for fã da atriz. Quem costuma gostar dos filmes clássicos da Julia Roberts pode se divertir também. Agora quem espera ver algo diferente e que acrescente algo para a sua vida e não seja apenas mais um filme na sua lista, ignore a capinha bonita na locadora e não alugue. É um filme “Sessão da tarde” que você vê e esquece antes que termine o dia! 🙂
If only (EUA/Reino Unido 2004) Dirigido por: Gil Junger Com: Jennifer Love Hewitt, Paul Nicholls, Tom Wilkinson…

Obs: Favor não confundir com o ótimo “Antes do amanhecer“. (clique para ler!) Apesar de ambos serem filmes de romance, a diferença está no conteúdo.

#081-Na captura dos Friedmans

Se filmes de ficção conseguem nos emocionar e fazer pensar por terem a capacidade de fazer com que acreditemos nas atuações, um documentário consegue isso ainda com mais facilidade por se tratar de um fato. “Na captura dos Friedmans” é um premiado documentário que conta a escandalosa história de uma família destruída por acusações de pedofilia e abusos sexuais.

O conhecido e inteligente professor Arnold Friedman foi acusado de ter molestado alunos do curso de computação que ele dava em sua própria casa. Seu filho mais novo, Jesse (na época com 18 anos) também foi acusado e logo a imprensa divulgou a notícia, causando revolta e fúria numa pacata cidade dos Estados Unidos.

A melhor coisa de ver um documentário assim bem feito é a quantidade de informações. É descobrir mais dados e não se limitar a saber apenas o que a imprensa nos informou. Com vários anos de pesquisa, o filme mostra os dois lados da história e deixa um final para cada um ter sua própria interpretação para os fatos e as acusações.

Nesse ponto, o filme me lembrou outro documentário, o ótimo “Ônibus 174“, que conta a história do trágico sequestro que aconteceu no Rio de Janeiro, apesar deste ser menos imparcial. Além de novas cenas, o filme conta bastante sobre a história do sequestrador, dando a oportunidade de ver o acontecido por um outro prisma. É muito fácil ter uma opinião sobre um assunto de acordo com o que temos nas mãos. É fácil ter uma decisão e julgar. Agora o mais prudente é saber mais do assunto, antes de tirar conclusões precipitadas.

Um fato surpreendente na história dos Friedman é que a família registrou muitos momentos em video. Gravaram as brigas e vários momentos problemáticos, o que permitiu o documentário ser muito mais dinâmico do que várias pessoas dando depoimentos enquanto aparecem fotos antigas. É possível ver e ouvir muitas discussões e perceber facilmente o inferno que aquela família se tornou.

Forte, denso, pesado e muito corajoso. Gostei e indico. Também recomendo o “Ônibus 174”, ambos são ótimos.
Capturing the Friedmans (EUA, 2003) – Dirigido por: Andrew Jarecki Com: Arnold Friedman, Elaine Friedman, David Friedman…

Pesquisando um pouco sobre o assunto, li sobre o caso McMartin, um escândalo semelhante sobre abuso de crianças, com acusações que descobriram ser forjadas! E aqui mesmo no Brasil, com o caso da Escola Base. Para ler mais, clique aqui. Recomendo a leitura principalmente para os colegas estudantes de Jornalismo, visto que a mídia tem um papel fundamental na divulgação de notícias que repercurtem na população. E o que deveria servir de utilidade pública pode acabar se tornando uma avalanche perigosa de injustiças.

Obs: não usarei nenhuma imagem do filme porque acho que a família já foi exposta até demais. Mas se você quiser ver algumas imagens e outras informações, clique aqui e vá para o site oficial!

#080-Declaração de amor

Rômantico, divertido e poético! “Declaração de amor, canção dos namorados” é uma pequena seleção de poemas de Carlos Drummond de Andrade. O tema, como é fácil descobrir pelo título, é o amor. Mas não o amor sofrido e dramático e sim o sentimento mais feliz e radiante! Não preciso dizer muito porque Drummond é conhecido por praticamente todos e a escolhada dos poemas foi feita com muito cuidado.

A editora Record lançou o livro num tamanho reduzido, uma versão pocket, muito bonita. Dentro têm diveras ilustrações delicadas. E justamente por ser um livro pequeno, o preço é bastante acessível. Recomendo para quem quiser dar de presente para alguém especial. De vários poemas, fiquei tentando em postar os melhores aqui. Mas deixarei apenas um, que me chamou bastante a atenção! Cotação do Dai: ****
Além da terra, além do céu
Carlos Drummond de Andrade
Além da Terra, além do Céu,
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros, na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar,
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial,
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar,
o verbo pluriamar,
razão de ser e de viver.
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#079-O segredo de Brokeback mountain

Premiada obra do diretor Ang Lee (Razão e sensibilidade) concorre a 8 Oscars. Simplesmente o filme com mais indicações neste ano. “Brokeback mountain” tem sido classificado como excelente e ótimo filme. De fato, é uma história muito bonita e bem feita. Mas não chega a ser um clássico.

O grande trunfo do filme é saber dosar na medida certa o relacionamento. Tratar com respeito o romance principal, sem ser piegas e também sem ser frio demais. Ouvi muitos comentários sobre o sentimento entre os personagens ser algo muito sutil e delicado, mas a primeira cena sensual entre os dois comprova o contrário. É uma relação forte, de paixão. E essa primeira cena que citei é um tanto quanto explícita; e é uma surpresa o sucesso de Brokeback Mountain e sua divulgação no circuito nacional, já que é um filme mais cult.



Se desenvolve devagar, mas com uma história envolvente que nunca deixa a peteca cair. A fotografia é mesmo muito bonita, com paisagens deslumbrantes. Dá a impressão de ser uma propaganda de Marlboro, só que numa versão homossexual-romântica (!) As ovelhas e a paisagem bucólica cria todo um clima muito arcadiano.


A história, como a maioria já deve saber, é de Jack Twist e Ennie Del Mar, dois caubóis que se apaixonam na década de 60. Escondem seus sentimentos e seguem suas vidas, sempre guardando no coração a paixão antiga. Veja depois do texto o trailer dessa produção. A trilha sonora é muito agradável e o elenco todo trabalha muito bem, criando uma história muito convicente e tocante. 🙂

Brokeback Mountain (EUA, 2005) – Dirigido por: Ang Lee Com: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal, Michelle Williams…

Assista agora o trailer de Brokeback Mountain – legendado em português:

Como você pode ter visto, o logotipo do Daiblog mudou. Essa mudança acontece mais ou menos de 15 em 15 dias. Esse logo é por causa do Carnaval! Se você tiver alguma sugestão ou alguma imagem para ser usada como logo do Daiblog, mande pelo e-mail.

#078-O exorcista, o início

O ex-padre Merrin é chamado para visitar e pesquisar uma igreja que acabou de ser encontrada. Assim, Merrin (que agora é arqueólogo) decide ir para essa exploração, no melhor estilo Indiana Jones (só que na versão do inferno). Se você espera ver alguma coisa parecida com o filme “O exorcista” é melhor desistir.

O exorcista 4 não é bom. Era para ter sido a primeira e mais aterrorizante experiência do padre Merrin com o Coisa-ruim. Mas essa continuação não conseguiu ter nenhum vínculo com o filme original. Mesmo assim muitas pessoas gostam porque foi feito justamente para agradar o público alvo: adolescentes que ouviram de seus pais que o filme “O exorcista” era assustador. Assim, “O começo” apresenta um desenvolvimento ligeiro e se desenrola de uma maneira muito fácil de ser assistida. Durante praticamente todas as cenas aparecem elementos sobrenaturais, com quase nenhuma cena “parada”, digamos assim. É ideal para quem quer ver ação, ao invés de um filme mais sério.
É muito fraco. Não consegue dar sustos e os efeitos especiais são terrivelmente mal feitos, com cenas usando sangue artificial computadorizado que lembram muito as lutas do jogo Mortal Kombat. Isso sem falar nas hienas, que são tão falsas que não conseguem enganar ninguém. Um fracasso. Além disso, a história não tem nada de interessante e depois de assistir até o final (se você conseguir, porque o filme parece durar anos) a única coisa que você vai querer é esquecer esse filme.

O curioso é que esse filme inicialmente foi dirigido por Paul Schrader. Porém sua versão não foi aceita por não ter tantas cenas de terror e ter sido considerada “chata”. Assim, um novo diretor (Renny Harlin) foi escalado e o resultado foi esse. Um filme cheio de cenas bobas.


Felizmente, a versão original de Paul Schrader foi lançada, com o nome: Dominion. Ainda não assisti, mas parece que é melhor do que “The beginning”. E eu não duvido disso. Mas apesar de ser tão ruim, “O exorcista: o início” ainda consegue ser melhor do que “O exorcista 2: o herege”, que é a pior continuação que já fizeram até hoje. Um filme tão ruim, mas tão ruim que deveria nunca ter sido feito. Até a parte 3 (O exorcista 3) conseguiu ser superior.

Exorcist: The Beginning (EUA, 2004) – Dirigido por: Renny Harlin. Com: Stellan Skarsgård, Izabella Scorupco, Remy Sweeney..

Observação: o Daiblog possui agora com uma enquete. Vote clicando aí no menu do lado. Obrigado pela sugestão, Peste Rosa! 🙂

#077-Valmont

Mais uma adaptação do livro Ligações perigosas. Uma versão moderna e teen foi feita: Segundas Intenções que, com o sucesso, chegou até a terceira parte (clique para ler). Como moramos no Brasil, onde sempre inventam subtítulos, aqui o filme se chamou: Valmont – Uma História de Seduções. O que já indica uma certa sensualidade e volúpia, o que com certeza chama a atenção.

Nessa versão, o filme tentou ser mais fiel à obra. O palco para a trama é a França, numa bonita reconstituição de época. A história todo mundo já sabe. É o plano de vingança da maquiavélica Marquesa de Merteuil (Annette Benning, de Beleza Americana) , que planeja arruinar o casamento do seu ex-amante. Para isso conta com a ajuda do conquistador visconde de Valmont, que deve seduzir e difamar a inocente Cecile (que irá se casar com o ex-amante de Merteuil.

A trama é muito boa, cheia de reviravoltas, surpresinhas, malícia e um clima sensual sempre presente. A atuação de Annette Benning está ótima e ela conseguiu capturar mesmo o jeito voluptuoso da personagem. Outro ponto que gostei foi a trilha sonora, muito agradável. No geral, Valmont é um filme bom.

Valmont (França/EUA, 1989) – Dirigido por: Milos Forman. Com: Annette Bening, Colin Firth, Meg Tilly…

Curiosidade: a presença do ator Henry Thomas. Sim, você já conhece ele. Ele interpretou Elliot, o garotinho do filme ET, o extra-terrestre!

Observação: No Brasil, o filme foi lançado também nas bancas juntamente com “Piquenique na montanha misteriosa”, que é um excelente filme que conta a história do sumiço de algumas garotas numa misteriosa montanha! Não se engane pelo título bobinho. O filme é mesmo muito bom.