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O incesto sentimental de Koi Kaze

Koshiro é um rapaz de 27 anos que vive uma vida simples e monótona. Quando sua esposa coloca fim no relacionamento, ele volta a morar na casa do pai. Então descobre que sua irmã passará também a morar em sua casa. Nanoka possui 15 anos e sempre morou com a mãe, desde o divórcio dos pais. Por causa da localização da casa do pai (que é mais perto da sua nova escola) ela se mudou.

É uma surpresa para Koshiro saber que Nanoka é sua irmã, já que os dois haviam se conhecido num metrô, por um mero acaso. A história de “Koi Kaze” (Vento do amor) é focada no relacionamento dos dois irmãos, que vai muito mais além do que uma simples amizade. Além da grande diferença de idade entre eles, existe também o detalhe do parentesco.

Koi kaze é um drama sensacional. Apesar de tratar de um tema que pode desagradar muitos, o incesto é visto de uma forma realista e comovente. O sentimento de culpa de Koshiro está presente durante praticamente toda a série. Ele sabe que Nanoka é sua irmã, mas não consegue deixá-la de lado. E ele fica na dúvida se a atração está sentindo é um reflexo da sua recente separação associada com sua falta de sexo ou se é algo mais sério e profundo.

Esse anime lida um tema sério de um modo muito maduro. Os personagens principais são bem realistas e não esterótipos. A história é bastante dramática, mas também tem seu lado mais leve, com as amigas da escola de Nanoka, que sonham em encontrar um namorado. Ou então nos colegas de trabalho de Koshiro (ele trabalha numa agência de matrimônios!), em especial um rapaz que vive querendo arranjar uma namorada mais nova, o que gera cenas de humor um tanto forçadas e que destoam do resto do anime. Mas são importantes para não deixar a série muito depressiva.

Sem dúvidas eu posso afirmar que Koi kaze é um dos melhores animes que já vi. Todos os 13 episódios são impecáveis. Não apenas na construção dos roteiros ou como a história vai se desenvolvendo, mas também pelos aspectos técnicos. Apesar de não ter efeitos especiais mirabolantes, a arte é linda. O traço do desenho é muito expressivo e os cenários são ricos e detalhados. Realmente uma série muito bonita de assistir, em todos os quesitos.

O ponto que considero desfavorável é final, que poderia ser mais completo e conclusivo. Mas isso não prejudica o resultado. E após assistir a série entendemos que o amor não escolhe hora, nem lugar e pode estar onde menos você espera. E, independente do que consideram certo ou errado, é algo que vale a pena se arriscar.


Koi kaze (Japão, 2004) – Dirigido por: Omori Takahiro Com as vozes de: Nakamura Yuki, Miyake Kenta, Akesaka Satomi…

#075-Em boa companhia

Quando a revista de Dan Foreman (Dennis Quaid) é vendida, todos na empresa ficam com medo de perder seus empregos. A situação de Foreman piora quando ele é rebaixado do cargo de chefia que ocupava e passa a ser subordinado de Carter Duryea, de apenas 26 anos. E tudo isso acontece quando Foreman mais precisa de dinheiro.

“Em boa companhia” é uma comédia boa. Apesar de ser dirigida por “Paul Weitz” (American Pie), quem espera ver piadas do mesmo estilo de filme adolescente vai se decepcionar porque a história é mais madura e as sacadas são bem mais inteligentes. E isso é um ponto positivo porque o filme lida de temas interessante sobre a importância da vida profissional com a vida pessoal.

Como já é possível perceber pelo poster, Carter acaba tendo um caso com a linda Scarlett Johansson (de A ilha), que é filha de Foreman! Então cria um clima estranho pois ela acaba namorando o rapaz que é chefe do seu próprio pai. O filme não é bem uma comédia romântica como é divulgado. É uma comédia de fundo dramático, que comenta sobre o peso da idade no mundo dos negócios e o problema do desemprego. Mas falando assim parece que é um filme chato. E não é!

É um filme bem gostoso de assistir, com muitas situações cômicas envolvendo Dennis Quaid e Topher Grace (que é um clone resultante da mistura de Jude Law com Tobey Maguire) e uma trilha sonora cheia de músicas bonitinhas. Gostei! 🙂

In Good Company (EUA, 2004) – Dirigido por: Paul Weitz Com: Dennis Quaid, Topher Grace, Scarlett Johansson…

#074-Água negra

Não me surpreendi quando soube que “Honogurai Mizu No Soko Kara” (Dark Water) seria regravado, já que a maioria dos filmes japoneses estão seguindo esse estilo. Como Kairo (clique para ler), por exemplo. A surpresa foi que a direção ficou por conta de um brasileiro: Walter Salles (de Central do Brasil)

“Água negra” não é um filme sobre a poluição da água por indústrias. A história não se preocupa com a presevação do meio ambiente e sim em contar o drama de uma mãe que luta para manter a guarda da pequena filha. Depois de uma complicada separação, COnnelly (Labirinto, a magia do tempo) tenta permanecer com a filha. Mas o marido parece querer fazer de tudo para impedir isso. Ela aluga um apartamento para morar com a filha, enquanto a justiça não tem uma decisão sobre o caso. O problema é que o prédio é velho, sujo e parece que foi feito pela construtora Cersan (ou seja, parece que pode desabar a qualquer instante!) E para piorar a situação, uma estranha goteira surge no teto. E sim, isso é um problema!

O desenvolvimento do filme é bom. Eu achei que esse remake foi desnecessário porque Salles preservou bem o clima do original. Se o problema era o desenvolver lento da trama japonesa, nessa regravação acontece a mesma coisa. A trama é explicada aos poucos, de modo muito interessante.

Jennifer Connelly está muito bem como a problemática mãe (que ficou ainda com mais problemas no roteiro dessa versão) e carrega o filme praticamente nas costas, salvando até a atuação da menina que representa sua filha (que não é carismática!) Se o roteiro tem um defeito, é explicar até demais alguns detalhes. Está tudo mastigadinho, de modo que ninguém tenha dúvidas do que está acontecendo.

A trilha sonora ficou ótima. Angelo Badalamenti (que já compôs as músicas de Twin Peaks e Eterno amor) fez uma trilha muito bonita e misteriosa, que combinou bem com o filme. Ao mesmo tempo que as músicas são mais sombrias, outras são emocionantes e dramáticas. Foi uma boa escolha na substituição do responsável pela trilha original: Kenji Kawai (de Avalon) Um detalhe que eu notei foram as tomadas externas. A fotografia azulada e as diversas cenas de ângulos vistos de cima me lembraram “O bebê de Rosemary” e acho que foi mesmo essa intenção, de mostrar a cidade como um lugar frio e cheio de pessoas. Connelly luta para tentar ficar com a filha, enquanto procura organizar sua própria vida num mundo apressado e confuso.

Eu discordo que “Água negra” seja um filme de terror. Apesar das cenas assustadoras, a história é um drama bastante humano cujo tema principal é a preservação da família. Por isso que muitos se decepcionaram com a fita, esperando assistir fantasmas que querem vingança! Não assista esperando levar sustos e não conseguir dormir de noite porque a proposta não é essa!

É difícil falar do filme sem fazer comparações, mas ainda fico com a versão original. Hideo Nakata fez uma pequena obra prima. E Walter Salles conseguiu quase chegar lá. Para uma regravação, está ótimo. Eu não esperava que ficasse tão bom.

Dark Water (EUA, 2005) – Dirigido por: Walter Salles Com: Jennifer Connelly , John C. Reilly , Dougray Scott…

Observação: apesar da nacionalidade do diretor, não espere ver algo brasileiro. O filme é super Hollywoodyano e ainda acrescentou detalhes pop na trama original como bonecas Barbie e Hello Kitty (que, por coincidência, é um ícone japonês!)

Clique aqui para assistir o trailer do filme “Água negra“:

#073-Casa vazia

Um rapaz tem um estranho hábito: invadir a casa de pessoas que estão viajando. Ele não rouba nada, apenas fica hospedado e faz da casa vazia sua moradia. Como forma de agradecimento, realiza pequenas tarefas do lar, como lavar roupas sujas e consertar objetos. Sua rotina muda quando ele entra na casa de uma bonita mulher que é insatisfeita com o casamento. Ela vive com o marido violento e é o exemplo claro da infelicidade.

“Casa vazia” é um romance dramático bem diferente. A história é bastante criativa e imprevisível. Vai se desenvolvendo de um modo inesperado e surpreendente, o que é indicado para quem quer passar longe de clichês e filmes com a temática sempre igual. Por isso é uma verdadeira surpresa quando o roteiro começa a tomar rumos mais sombrios…

As atuações estão boas e o relacionamento do par principal é muito sutil e delicado. Ouvimos pouquíssimos diálogos (o personagem principal, por exemplo, não fala durante o filme inteiro!), mas mesmo assim é possível compreender tudo apenas pelos olhares e gestos. Uma relação muito bonita e comovente entre os personagens. Provavelmente é uma obra que não irá agradar a todos, mas, sem dúvida, é um filme bastante especial.

3-iron (Coréia do Sul, 2004) – Dirigido por: Ki-duk Kim Com: Seung-yeon Lee, Hyun-kyoon Lee, Hyuk-ho Kwon…

#072-Nemesis game

O título original é Namesis game, mas aqui no Brasil (para variar) o filme recebeu um subtítulo: jogo assassino. E isso pode enganar muitas pessoas que esperam algo como Jogo mortais ou um filme de suspense com jogos e assassinatos. Se você alugar pensando que é assim vai ter uma desagradável surpresa… Ah, vai sim!

Uma estudante adora charadas e brinca de joguinhos com um dono de uma loja de quadrinhos (que está interessado nela) Enquanto isso, uma mulher que foi condenada por tentar afogar uma criança, sai da cadeia após cumprir a pena. Pelo título do filme é fácil entender que a detenção da maluca não foi o suficiente para as coisas ficarem tranqüilas. As histórias vão se cruzar quando é revelado um estranho jogo de enigmas na cidade.

Suspense estranho que não merece ser visto por não ser interessante. Apesar da trama prender a atenção, o filme não rende nada. Você espera encontrar respostas até o final, mas elas não aparecem e tudo fica muito mal explicado. Mas acredito que fazia parte do roteiro causar esse mistério todo.

Nemesis Game (Canada, Nova Zelândia, Reino Unido, 2003)- Dirigido por: Jesse Warn Com: Carly Pope, Ian McShane, Adrian Paul…

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#071-True love story

True Love Story é uma série de anime de apenas 3 episódios, baseados num jogo (de Playstation 2) que possui o mesmo nome. Assim como Kanon (clique para ler) a história é de um garoto com muitas meninas bonitas em volta. O cenário é a escola e novamente podemos ver a presença de promessas infantis, fundo musical de piano nas cenas românticas e outros clichês do gênero.

É realmente muito parecido com Kanon, a vantagem é que, por ser uma série curta, o roteiro não perde tempo com enrolações. Assim, a trama se desenvolve rapidamente, apesar de ser fácil adivinhar o final antes de terminar o primeiro capítulo!
Mesmo assim, acredite se quiser, o final consegue não ser tão sem graça assim. A garota principal, Hina Kusunose, ficou bem caracterizada, sendo o exemplo perfeito do amor platônico e da inocência de um amor puro. (que bonito isso!) Por outro lado, a abertura da série não é das melhores e o traço do traço do desenho também não é tão bonito assim. Mas isso é disfarçado com alguns bons ângulos em certas cenas, muito bonitos e diferentes para um anime nesse estilo.

O tema principal é a relação entre Hina Kusunose e o protagonista, o tímido e inexpressivo garoto Morisaki Yuuta, que possui uma irmão mais velha que o controla. O sonho de Hina, assim como de todas as garotas da cidade, é ver os fogos de artifício com o namorado, no Festival Oceânico (que é um evento que acontece próximo da praia). Tudo porque ela acredita que, quem ver os fogos acompanhado da pessoa amada terá um ano repleto de felicidades.
True Love Story ~Summer Days, and yet…~ (esse é o quilométrico título original) é indicado para quem gosta de uma história água com açúcar. É uma série que segue a risca todas as indicações de como fazer uma trama bonitinha e…padrão.


Curiosidade: como se não bastasse o jogo e a série animada, foram lançados simplesmente 13 cd com trilhas sonoras da série! 100% marketing!


True Love Story ~Summer Days, and yet…~ (Japão, 2003) – Dirigido por: Ueda Hidehito Com as vozes de: Arai Takayuki, Kuwata Natsuko, Orikasa Fumiko…
Clique aqui para ver a abertura de “True love story“:

#070-Os olhos da cidade são meus

Há cinco anos mais ou menos, eu comprei um guia de filmes de terror e adorava ler as críticas. Mas muitos filmes eram praticamente impossíveis de assistir porque foram lançados em VHS e há muito tempo, estando fora de catálogo. Um deles era “Os olhos da cidade são meus. Quando encontrei o dvd para vender na banca de jornal, comprei e corri para assistir. Para deixar de enrolar: é excelente!

O título original, como você pode observar na capa, é Angustia. O filme foi dirigido pelo espanhol Bigas Luna e conta a história de John, um oftamologista que mora com sua psicótica mãe, interpretada por ninguém mais, ninguém menos que Zelda Rubinstein (a anã paranormal de Poltergeist) Acredite, com apenas 1 metro e meio ela hipnotiza o filho, fazendo com que ele siga suas ordens: extrair os olhos de pessoas (vivas, é claro)

O que parece ser um filme simples, surpreende completamente quando a imagem que vemos se distancia, fazendo com que vejamos uma sala de cinema. Sim, é um filme dentro de um filme. A trama se divide em duas, com o filme do princípio passando paralelamente ao novo filme, com as pessoas na sala de cinema assistindo, com medo. E se você achou complicado nem queira saber o que acontece depois!

A fusão das duas histórias acontece e contar mais só iria estragar as surpresas que acontecem durante o resto da projeção. “Os olhos da cidade são meus” tem um suspense muito bem construído, com uma trilha sonora bastante eficiente e momentos impecáveis, que lembram bastante as obras de Brian de Palma (Vestida para matar, Carrie, a estranha)

Outro ponto a favor, são as incríveis cenas de hipnose. Bastante perturbadoras, com cenas de pêndulos, luzes indo de um lado para o outro, vozes com intermináveis ecos, espirais e caracóis. Uma experiência fora do comum que transmite uma sensação muito estranha. Quanto à violência, ela é um pouco explícita, mas não assista querendo ver apenas o sangue. A cena da imagem da capa nacional é bem incômoda e acredito que tenha sido gravada de uma cirurgia verdadeira, já que é muito convincente! Enfim, um filme recomendadíssimo. Há muito não me divertia tanto com um suspense/terror tão bom! Obs: para quem não sabe, filmes de terror e suspense são os meus favoritos, por isso que gostei tanto do filme. Recomendo só para quem também gosta de filmes desse gênero.

Angustia (Espanha, 1987) – Dirigido por: Bigas Luna Com: Zelda Rubinstein, Michael Lerner, Isabel García Lorca…

Abaixo você pode assistir o trailer, mas eu não recomendo porque têm muitas cenas do final, então estraga bastante a diversão. Só assista se você não quiser ver o filme mesmo. A imagem está mais escura do que a do dvd e o trailer está dublado em espanhol com legendas em inglês, sendo que o filme original é falado em inglês.

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#069-Escuridão

Diferente da maioria dos filmes de terror, Escuridão conta uma original e bizarra história sobre vida após a morte. Juntando elementos grotescos como suicídios coletivos, trepanações, lendas antigas, ovelhas possuídas e problemas familiares, o filme surpreende por ser exótico. Mas isso não quer dizer que é bom…

Adèle é uma mulher que viaja com sua filha (Sarah) para que ela visite seu pai, que mora no País de Gales. A relação entre as duas não é das melhores e, apesar das belas paisagens do lugar, ela irá encontrar o medo e se envolver numa cabeluda trama de vingança, mortes, renascimentos, mortes, renascimentos e mais mortes!


Tudo começa quando a menina Sarah desaparece, quando estava brincando inocentemente no mar. A partir daí, Adèle e o marido tentam encontrar a filha. Mas enquanto o homem começa a achar que ela realmente morreu, a mãe começa a acreditar que a filha está viva. E as presenças sobrenaturais da casa e sussurros sombrios indicam que existe um mistério naquela região. Um mistério que começa a ser revelado quando um estranha e linda menina aparece na casa.


“Escuridão” tem uma pitada de “Cemitério maldito”, com pessoas tentando recuperar pessoas mortas. É um filme com um roteiro bem diferente do que estamos acostumados. A história é cheia de situações abstratas, num pesadelo sombrio e confuso. Apesar da originalidade, não gostei muito, mas mesmo assim é interessante por ser uma opção a mais.


The dark (Alemanha/Reino Unido, 2005) – Dirigido por: John Fawcett Com: Sean Bean, Maria Bello, Abigail Stone...

 

O que mais me assustou quando fui ver “Escuridão” foi teaser que passou antes, do filme Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado. Esse é um filme tailandês sobre fantasmas (Shutter, no original). O teaser mostrava imagens reais de fotografias com rostos aparecendo. Simplesmente assustador! Nota 10 para o teaser, depois fui ver o trailer… Apesar do trailer não ser tão bom, fiquei com vontade de assistir!

Clique aqui para ver o trailer do filme “Escuridão“:

#068-Jason X

Jason X é o 10° filme da saga Sexta-feira 13, que começou na década de 80. A fórmula do assassino mascarado rendeu e rende muito até hoje. A diferença desse filme para os outros é o cenário. Jason continua matando como sempre fez, mas dessa vez ele ataca no espaço sideral. A história é mais absurda do que todas: Jason continuou matando várias pessoas até que foi congelado. Assim, muito tempo depois, ele é descongelado e volta a matar (única coisa que sabe fazer).

Essa curiosa abordagem me lembrou outro filme de terror: “Hellraiser 4: a herança maldita”. Mas enquanto no filme de Pinhead a trama se passa tanto no passado quanto no presente e no futuro; Jason X é praticamente todo dentro de uma moderna nave no estilo Power Rangers. E não estou sendo muito crítico não. É tudo muito mal feito, criado para provocar risos mesmo!
Não existe um clima de suspense na história. É tudo muito comédia, com cenas até hilárias entre os membros da nave. E vai tudo continuando cada vez mais forçado até o final, com cenas tão bobinhas que até dá para ficar triste em ver o que fizeram com Jason. Tudo bem que ele era um vilão que passou a matar sem nenhum motivo, mas ver o jeito que ele atacou umas garotas artificiais (feitas em realidade virtual) é muito decadente! Depois o mesmo personagem ainda foi usado em Freddy vs Jason.

Não gostei de Jason X. Consegue ser engraçado em algumas partes, mas no geral não é filme de terror, não é bom. Curioso que em dois momentos eles usaram um curto trecho da famosa trilha sonora dos primeiros filmes.

Jason X (EUA, 2001) – Dirigido por: Jim Isaac Com: Kane Hodder, Lexa Doig, Chuck Campbell…Clique aqui para ver o trailer do filme “Jason X“:

#067-Lady Vingança

Sympathy for Lady Vengeance é o filme que encerra a trilogia da vingança, do diretor coreano Park Chan Wook. Os primeiros filmes foram Sympathy for Mr Vengeance (clique para ler!) e o famoso Oldboy. Apesar de ser trilogia, os filmes podem ser vistos fora de ordem, já que não possuem ligação entre os personagens. A única coisa que os une é o tema principal, que é a vingança. Mas não é apenas isso. Não são filmes onde um Steven Segal luta para se vingar de alguém. Os roteiros são mais caprichados e envolventes. Com Lady Vengeance pode-se dizer que a trilogia terminou com chave de ouro.

A produção está melhor, está tudo muito mais caprichado, já que todos que viram Oldboy estavam ansiosos pelo resultado. Mas só farei comparações no final. Para começar, é bom explicar a trama. Geum-Ja é umaa jovem que chocou o país quando foi presa por ter confessado matar uma criança. Depois de cumprir 13 de pena, ela sai da prisão. Lá dentro, ministrava palestras sobre a religião católica e era vista com um bom exemplo. Depois de sair de trás das grades ela só tem um desejo: se vingar.

Se vingar do que e como eu não irei dizer, claro. Mas a história reserva boas revelações e momentos muito comoventes. Esse filme é uma mistura dos dois outros filmes da trilogia porque possui muito drama e ao mesmo tempo consegue ter um ritmo bom como Oldboy. A violência dessa vez não é tão explícita, mas a quantidade de sangue derramado nos mostra que, de certo modo, fomos poupados de ver tanta crueldade!

A personagem principal, Geum-Ja, é muito carismática e a atriz a interpretou impecavelmente. É possível notar no olhar o sentimento de revolta e isso é transmitido com a própria maquiagem vermelha que ela usa. A trilha sonora, como sempre, é brilhante. Músicas de muito bom gosto e que deixam o filme ainda mais emocionante. Eu poderia continuar escrevendo mais sobre o filme, mas ele dispensa maiores comentários.

Sem mais palavras, se você gostou de Oldboy, eu recomendo Lady Vingança. Se você não assistiu Oldboy, não perca mais tempo!

Chinjeolhan geumjassi (Coréia do Sul, 2005) – Dirigido por: Chan-wook Park. Com: Min-sik Choi, Yeong-ae Lee, Su-hee Go…

Aqui no Brasil Sympathy for Mr Vengeance será Senhor Vingança e Sympathy for Lady Vengeance será Lady Vingança. Ambos foram comprados pela distribuidora brasileira Golden Filmes. Já Oldboy é Oldboy mesmo, conforme você pode ver na locadora mais próxima. A seguir, o trailer original (sem legendas em português) do filme criticado (repare na música):