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#036-Reencarnação Blessed

Para não ter confusão: não é Birth, com Nicole Kidman. É Blessed, com Heather Graham (a loira de Mata-me de prazer) Quando vi esse filme, sabia que estavam dizendo que era uma regravação de “O bebê de Rosemary”, por isso já assisti com medo. Afinal os clássicos não merecem nunca ser regravados. O exemplo claro disso é o que fizeram com Psicose. Mas na verdade não é bem um remake. A história pode até lembrar um pouco, mas é bem diferente.

Reencarnação (até agora não entendi o motivo desse título) conta a história de uma mulher que decide engravidar pelo processo de inseminação artificial, já que pelo método convencional nunca dava certo. Então ela e seu marido viajam para uma cidade pacata onde se localiza uma moderna clínica. 

Depois de fertilizada, a jovem vive sua vida com o marido, que é um escritor. Mas um estranho homem com capuz parece segui-la. E o que ela carrega no ventre tem alguma coisa relacionada com isso…


O filme se desenvolve rápido. Em pouco tempo tudo está armado para…nada! Não entendi o propósito e o clímax do filme. O roteiro não se preocupa em explicar grandes perguntas que ficam no ar e os personagens parecem não se importar com o que está acontecendo. Terrível. Lembra um pouco “O enviado”, outro filme que começa muito bem (também com o tema de fertilidade feminina) e termina de forma desastrosa.  
Cotação do Dai: **1/2

Blessed (EUA / Romênia, 2004) Dirigido por: Simon Fellows Com: Heather Graham, James Purefoy, Fionnula Flanagan, Alan Mckenna, Michael J. Reynolds, William Hootkins, Andy Serkis…
 
Veja aqui o trailer do filme “Reencarnação“:

#035-Cursed

Favor não confundir Cursed com o filme Amaldiçoados. Esse que vou comentar é “Cho” Kowai-Hanasi A -Yami-no-Karasu, conhecido também como Cursed. E se fosse obrigatório resumir em uma palavra ela seria, com certeza, bizarro. Ou então: estranhíssimo.

A história é simples e estranha. Uma lojinha de conveniência possui uma fortíssima carga negativa. Todas as pessoas que passam por lá se sentem mal e, logo após comprar alguma coisa, ficam amaldiçoadas. E uma infinidade de azar cerca a vida das pessoas, principalmente quando os valores das compras são 666 ienes, 999, etc… Então é mais do que certo que a loja fique sempre vazia, sendo frequentada apenas por pessoas que desconhecem o destino de quem faz suas compras lá.

Nao é uma estudante que trabalha meio período nessa lojinha. Ela acha tudo muito estranho e vive tendo a impressão que alguém a segue. Mesmo assim ela trabalha porque quer ganhar o dinheiro. Quando ela sai, um garoto fica trabalhando no seu lugar. A loja pertence a um casal no mínimo insólito, para não dizer estranho de novo! São duas pessoas bizarras que chegam a vender produtos vencidos! Enfim, para evitar mais bizarros e estranhos, Cursed é um filme diferente do convencional.

Possui uns efeitos especiais de qualidade duvidosa e o roteiro beira o non-sense, com situações anormais. Lembra um pouco o filme Ju on, porque são vários os personagens que sofrem com a maldição da lojinha. Repito: estranho, muito estranho. A única coisa boa disso tudo é que o filme é imprevisível. Não se sabe direito nem o que está acontecendo, por isso é difícil imaginar o que vai aparecer na próxima cena. Mas não recomendo Cursed, por ser um filme de terror completamente diferente dos filmes de terror ocidentais. Cotação do Dai: **1/2

‘Chô’ kowai hanashi A: yami no karasu (Japão, 2004) Dirigido por: Yoshihiro Hoshino Com: Kyôko Akiba, Yumeaki Hirayama, Takaaki Iwao, Etsuyo Mitani, Hiroko Satô, Osamu Takahashi, Susumu Terajima…
Clique aqui para ver o trailer do filme japonês “Cursed“:

#034-Nilson Lage Reportagem

O nome completo da obra é “A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística” e não coloquei assim no título para não deformar o menu lateral. É um livro muito interessante. Escrito de uma forma simples, o autor conseguiu criar um amplo panorama de informações, abrangendo muitos tópicos importantes para qualquer estudante de Jornalismo. Gostei por ser um livro atualizado, uma vez que Nilson Lage escreveu uma obra moderna, que comenta a respeito de tecnologias recentes, como a internet, por exemplo.

Outro ponto que achei que merece destaque são os tópicos “Para ler mais”, onde o autor cita suas fontes de referências para o assunto e ainda oferece recomendações e sugestões para quem quiser se aprofundar mais na leitura do tema. E ele também levanta muitas questões que podem gerar ótimas discussões, como as perguntas propostas a respeito da ética jornalística na página 104; com o exemplo do escândalo da venda ilegal de carne com o prazo de validade expirado, nos EUA.

Lage conta a história da profissão jornalística, o que está relacionado com a história da imprensa (matéria do professor que recomendou o livro) Muitos exemplos de casos reais são citados, assim como exemplos hipotéticos que facilitam ainda mais a compreensão do conteúdo abordado. E esse é o ponto que considero mais atraente no livro, visto que essa abordagem exemplifica o conhecimento, fazendo com que fique fácil projetar sua aplicação no dia-a-dia. Cotação do Dai: ***

#033-Jogos mortais 2

Assisti ao primeiro filme e fiquei muito empolgado. Eu realmente não imaginava que seria um filme tão interessante. Criativo, malvado, sangrento e com um ritmo super frenético. E como sempre acontece após o sucesso, fizeram uma continuação. E resumindo: até que é legal!

Geralmente sequências são bem inferiores, mas nesse caso o resultado poderia ser bem pior. Jogos mortais 2 é muito parecido com o primeiro, embora possua muitas vítimas presas em um só lugar. O clima de claustrofobia e medo crescente me lembrou muito outro filme, o genial “Cubo” (que também conta com fracas continuações (duas) que não devem ser vistas nunca!)

Até a história é praticamente a mesma, com o assassino colocando pessoas em situações extremas com o objetivo de fazê-las valorizar a vida. O motivo dele fazer isso eu não contarei porque estragaria uma grande surpresa de quem não assistiu o primeiro filme. E vemos um policial entrar em desespero, quando descobre que o filho é um dos participantes do jogo mortal. Aí vem todo aquele lance de valorizar a família e blábláblá.

Uma coisa que me chamou a atenção na continuação foi realmente ser parecida com um jogo bem interativo. As armadilhas e os perigos são lidados como provas, onde todos buscam continuar vivos. É como uma gincana, só que cheia de maldade, é claro! Apesar de não provocar muitos sustos, Jogos mortais 2 brinda o espectador com cenas gore e muito sangue. Se você tem gastura e não gosta de ver perfurações e cortes, não assista. O roteiro pega carona nessa agonia para gerar várias cenas genais.

E, assim como o primeiro filme, a edição é cheia de flashes e movimentos acelerados. Isso deixou o filme com um ritmo alucinante, mas, na minha opinião, deixou algumas cenas extremamente cômicas porque é muito parecido com um video-clipe. E usar esse efeito durante o filme todo não é um ponto positivo! Como já disse, é um filme bom. Mas ainda prefiro o primeiro. Cotação do Dai: ***

Saw II (EUA, 2005) Dirigido por: Darren Lynn Bousman Com: Tobin Bell, Shawnee Smith, Donnie Wahlberg, Erik Knudsen, Franky G, Glenn Plummer, Emmanuelle Vaugier, Leigh Whannell, Beverley Mitchell, Tim Burd, Barry Flatman, Lyriq Bent, Dina Meyer…

Clique aqui para ver o trailer do filme: Jogos mortais 2 (saw 2) legendado em português:

#032-O sétimo dia

Deus criou o mundo em seis dias, no sétimo ele descansou. Por isso que dizem que as piores coisas acontecem no domingo, já que Deus está descansando… “
“O sétimo dia” é um drama que conta a história real de famílias que se desentenderam no passado. Mas a rivalidade entre ambas nunca passava e, mesmo depois de trinta anos, o ódio ainda permanecia. O resultado é o pior possível: um massacre.

A história do filme poderia ser apenas um episódio do programa “Linha Direta”, já que o que vemos não é novidade para quem vive num mundo violento como o nosso. Agora a grande sacada é deixar a história mais real ainda e incomodar quem assiste.

Os momentos que antecedem o banho de sangue final são quase insuportáveis. A certeza da tragédia nos faz assistir o filme já com um certo receio. E o auxílio de músicas cantadas durante uma cena e outra deixa a história ainda mais dramática e humana, mas sem ser piegas. Mas pensamos nas vidas que foram interrompidas por causa da fúria causada por uma antiga rixa. Rixa que, curiosamente, começou com um infeliz romance entre membros das famílias. Um filme bom. Cotação do Dai: ***

El Séptimo día (Espanha, 2004) Dirigido por: Carlos Saura Com: Juan Diego, José Luis Gómez, José Garcia, Victoria Abril, Yohana Cobo, Eulalia Ramón, Ramon Fontserè, Carlos Hipólito, Oriol Vila…

#031-Plano de vôo

Após morte do marido, Jodie Foster decide viajar com sua filha Julia para recomeçar a vida. Porém, após adormecer no vôo, ela acaba descobrindo que sua pequena criança de seis anos não está mais na aeronave. Sua sanidade fica em risco quando ninguém parece ter visto a menina e não se sabe onde ela pode estar. 

Esse lance paranóico me lembrou o filme “Os esquecidos“, mas aqui a explicação para essa confusão mental é bem diferente. E eu não irei dizer aqui, é claro. Mas não espere por uma coisa muito emocionante e surpreendente. O trama se desdobra praticamente toda dentro do avião e é curioso imaginar o que vai acontecer, já que não são muitas as possibilidades a se fazer preso lá, não é?

Errado. Acontecem muitas coisas, ainda mais porque é um avião de dois andares cheio de lugares para se visitar. Mesmo assim ainda é possível sentir um tom meio arrastado em algumas cenas. A fotografia azulada e a trilha sonora sombria deixaram o filme com um aspecto frio e perigoso. E o filme é tratado de um modo sério e adulto, sem espaço para piadas. Mas é impossível não rir de algumas cenas, mesmo se tratando de um suspense e analisando o comportamento humano coletivo em situações de perigo (parece confuso isso que eu disse, mas quem assistir vai saber do que estou falando!)

No final de tudo, Plano de vôo se mostra um filme mediano. Poderia ser muito melhor, mas o suspense não funciona tão bem quanto devia. Alguns furos no roteiro estragam bastante a diversão e o pior problema, sem dúvidas, é o final absurdo. Jodie Foster faz uma coisa irracional e o que vemos depois é uma chuva de clichês que parece afundar, de uma vez por todas, a criatividade e a seriedade que o filme tentou construir.  
Cotação do Dai: ***
Flightplan (EUA, 2005) Dirigido por: Robert Schwentke Com: Jodie Foster, Peter Sarsgaard, Sean Bean, Kate Beahan, Michael Irby, Assaf Cohen, Erika Christensen, Shane Edelman, Mary Gallagher, Haley Ramm, Forrest Landis, Jana Kolesarova, Marlene Lawston…
Nota: repare na edição dos créditos iniciais, como eles interagem com as cenas; e os créditos finais do filme (o projeto computadorizado de um avião)

Veja aqui o trailer do filme Plano de vôo (legendado em português):

#030-Batman begins

Batman begins é genial! Diferente dos recentes filmes, o herói foi retratato de uma forma mais sombria do que o costume (acredito que mais fiel aos comics). Ele não é apenas uma pessoa em busca de justiça e com vontade de combater o crime. Bruce Wayne foi aprofundado e é uma ótima oportunidade para se tornar fã da série, já que os últimos filmes foram fracos.

A história conta justamente o início de tudo, desde quando Bruce Wayne era uma criança até o momento que ele decidiu se tornar o Homem-morcego (usando recursos de eficientes flash-backs, que deixaram o desenvolvimento mais interessante) Tudo isso num roteiro que procura evidenciar os detalhes que os outros filmes nem se preocupavam em mostrar. Sem falar no elenco brilhante: Michael Caine (excelente como sempre), Liam Neeson e Christian Bale.

Também tem a presença de Morgan Freeman (dessa vez não como um detetive rabugento de filme policial!) e outros atores conhecidos. A mais fraca, sem dúvidas, é Katie Holmes.

Outro ponto que me chamou a atenção é o aspecto de Gotham City! A cidade está mais real. Apesar de ter um aspecto futurista, ficou muito fácil associar todo aquele formigueiro de pessoas como o mundo de hoje. E ainda são apresentados problemas como miséria e corrupção numa sociedade corrompida pelas fraudes e injustiças (nada muito difícil de ser visualizado, principalmente se você for brasileiro). Mas apesar de tudo, a história não busca ser totalmente realista e existe ainda o tom fantástico de uma revista em quadrinhos. As ambições megalomaníacas do grupo dos vilões é extremamente caricata e algo que é mais fácil de se tragar quando lembramos que na ficção tudo é possível. Por ser a quinta produção da franquia Batman, o resultado foi surpreendente. Nada de repetir o que os outros fizeram. Decidiram inovar. Mas o meu filme favorito da série continua sendo Batman, o retorno. Cotação do Dai: ***1/2
 
Batman Begins (EUA, 2005) Dirigido por: Christopher Nolan Com: Christian Bale, Michael Caine, Liam Neeson, Katie Holmes, Gary Oldman, Cillian Murphy, Tom Wilkinson, Rutger Hauer, Ken Watanabe, Linus Roache, Morgan Freeman, Larry Holden, Colin McFarlane…

Curiosidade: Além de revolucionar a história do Batman no cinema, Batman Begins foi o primeiro a não ter uma personagem de destaque loira (geralmente a mocinha). Se você reparar no quadro acima, as loiras estavam sempre presentes e essa regra foi quebrada quando inseriram Katie Holmes (péssima escolha). Confira a imagem! 01-Kim Basinger, 02-Michelle Pfeiffer, 03-Nicole Kidman e 04-Alicia Silverstone

Clique aqui para assistir o trailer do filme Batman Begins:

#029- Despertar dos mortos

Segundo filme da trilogia dos mortos-vivos (seguido por O dia dos mortos), Despertar dos mortos é um filme curioso. Cultuado por ser uma das melhores obras de George Romero, hoje em dia pode ser considerado ruim para os novos fãs de filmes de terror. Primeiro porque os zumbis são lentos. Nada como aqueles mortos-vivos que correm e gritam como em “Extermínio” ou “Resident Evil“. Aqui eles andam calmamente e são burros. Mas pelo menos são desesperados por carne humana! Outro detalhe que diferencia este dos atuais filmes do gênero é a maquiagem azulada das criaturas (do especialista Tom Savini), diferente do aspecto mais realista e putrefato das novas produções.

Agora a história. Um grupo de pessoas tenta encontrar um local para se esconder dos zumbis e acaba achando um shopping center. Cercados por todos os lados, eles ficam ali confinados. Então passam a consumir tudo o que é possível (imagine-se nessa situação) enquanto o tempo passa. A situação de isolamento e de apocalipse é realmente assustadora. Basta ler o profético slogan “Quando não houver mais espaço no inferno, os mortos caminharão pela Terra” para ter uma noção de como é perigoso viver nesse universo criado por Romero. Mas a idéia de se ter um shopping a disposição é praticamente reconfortante para nós, pobres almas consumistas e manipuladas pela publicidade. E é nesse vazio de consumo e objetos inúteis que os personagens passam a maior parte do filme, enquanto o resto do mundo é destruído!

Esse filme foi regravado recentemente como “Madrugada dos mortos”, que tem um ritmo muito mais ágil e eletrizante. Os efeitos de computação gráfica permitiram uma série de cenas impactantes que antes não podiam ser feitas. Mas mesmo assim “Despertar dos mortos” é um filme que merece respeito. Sua longa duração (quase duas horas e meia) chega a cansar um pouco, mas pelo menos o filme têm muitas cenas de ação e muitos tiros e miolos voando. Prato cheio apenas para os fãs saudosistas. Cotação do Dai: ***

Dawn of the Dead (EUA / Itália, 1978) Dirigido por: George A. Romero Com: David Emge, Ken Foree, Scott H. Reiniger, Gaylen Ross, David Crawford, David Early, John Rice …

Clique aqui para ver o trailer do filme Despertar dos mortos, de 1978:

#028-Reencarnação

O marido de Anna (Nicole Kidman) morre, deixando a bela mulher sozinha no mundo. Mas não tarda para que ela encontre um novo homem, dez anos depois. E no dia do anúncio oficial do noivado um garoto surge dizendo ser Sean, o falecido.

O que parecia ser uma infantil brincadeira acaba ficando mais sério quando o menino de 10 anos começa a revelar coisas que apenas o verdadeiro marido poderia saber. Então surge um conflito na família e no relacionamento de Anna. Será a criança a reencarnação do marido? Eis o mistério que é lançado desde o mal traduzido título brasileiro.
Reencarnacao
Reencarnação foi muito comentado por causa das polêmicas cenas íntimas entre Kidman e o garotinho. Mas não se deixe levar pelos exageros. Não é nada mais pesado do que Xuxa pratica com um pequeno em “Amor, estranho amor”. A história inicial é interessantíssima, mas não rendeu um filme a altura. Para quem pensa que é um filme de suspense ou terror, uma surpresa: é um drama. E a trilha sonora bobinha deixa toda a trama com um aspecto quase fabuloso, muito agradável. E é mesmo como uma brincadeira de criança que o filme se desenvolve…
Reencarnacao
Então não espere muito. O trailer nos convida a assistir, mas passa uma imagem errada do filme. Para começar, o título deveria ser Nascimento e não Reencarnação. Geralmente quem assiste, espera ver uma coisa e fica decepcionado quando termina de ver, por isso o alto índice de insatisfação! Apesar de contar com uma premissa curiosa e ter Nicole Kidman no meio, Reencarnação não passa de um filme mediano. Nada mais. Cotação do Dai: ***


Birth (EUA, 2004) Dirigido por: Jonathan Glazer Com: Nicole Kidman, Cameron Bright, Danny Huston, Lauren Bacall, Alison Elliott, Arliss Howard, Anne Heche, Peter Stormare, Cara Seymour…

Curiosidade: Interessante é o que o ator que interpreta o Sean (Cameron Bright) também fez “O enviado”, onde ele é um clone de um menino morto. Em ambos os filmes ele faz papéis onde seu nascimento é misterioso.

Veja aqui o trailer do filme Reencarnação:

#027-Casshern

Foi com uma feliz surpresa que pude ver, incrédulo, um lançamento incrível em dvd: Casshern. Eu já havia visto o trailer há alguns meses, mas nunca poderia imaginar que o filme seria lançado oficialmente no Brasil. Mas acredite, veio para cá! Rebatizado como Casshern, reencarnado do inferno (não compreendo essa péssima mania de acrescentar subtítulos malignos!) o filme é super recente (2004) e conta com efeitos especiais magníficos.

Sabe aquelas cenas exageradas que acontecem em desenho animado? Pois é, só que com atores reais. Sequências de ação impressionantes, de fazer cair o queixo de qualquer fã medíocre que acha que Matrix é o último pedaço de torresmo da feijoada. Esqueça Hollywood! O futuro vem do cinema oriental e podemos perceber isso com a quantidade expressiva de filmes que estão sendo regravados. Começando pelo horror japonês Ringu (que virou O chamado) e passando por outras diversas e criativas produções. A lista é extensa e um dia ainda vou escrever sobre isso.
Como se não bastasse o visual psicodélico e ultra-colorido do filme, a história também tem seu diferencial. Pelo trailer podemos imaginar que se trata de filme de ação, mas na verdade é um drama. E daqueles que são bem comoventes ainda por cima. Então não espere apenas para ver porrada. São poucas as cenas de ação; mas acredite, são imperdíveis!
A história, que até agora não consegui explicar por causa da minha preocupação em explicar que a estética do filme é excelente, se passa num futuro próximo, onde um cientista tem um projeto de neo-células (células que podem criar qualquer órgão) Com o devido apoio financeiro, o doutor segue em suas pesquisas contra o tempo, enquanto sua esposa sofre de uma doença grave. A situação da família é abalada quando seu filho, Tetsuya, decide ir para a guerra, deixando para trás os parentes e sua noiva, Luna.

É importante comentar sobre o contexto histórico que se passa Casshern. Vemos um país que venceu a Eurásia numa sangrenta guerra e a poluição destruição a qualidade de vida dos cidadãos. E como se não bastasse esse futuro tão sujo e decadente, as batalhas continuam.
Não é preciso pensar muito para saber que o experimento científico irá sofrer problemas, não é mesmo? E esses problemas são pessoas que se formaram das partes criadas em laboratório. Inteligentes e fortes, os neo-sapiens acabam pro fugir do controle, para terror do exército. Então uma guerra interna explode no país. Revoltados por muitos “de sua espécie” terem sido destruídos pelos seus próprios criadores, eles decidem destruir, de uma vez por todas, a raça humana.
Está bem, está bem. Você já viu essa história antes. Mas em Casshern é diferente. Apesar de vermos um super-herói, ele tem sentimentos, é um humano (ou não?) que luta, sofre e chora. Vemos também personagens mais do que humanos e realistas. E é nesse ponto que o filme brilha e se destaca ainda mais: por se preocupar com as entrelinhas e focar nos relacionamentos. Uma profundidade que é esquecida na maioria das produções atuais.

Vemos então uma série de personagens com seus problemas vivendo numa terra cruel e perigosa. A mensagem do filme fica bem clara antes mesmo dele acabar: as guerras são estúpidas. É engraçado como diversos filmes japoneses tratam sempre do mesmo tema. Mas é fácil notar o motivo quando relembramos da bomba atômica e das cicatrizes que, até hoje, são mostradas em produções como esta. Não irei dizer o final, óbvio, mas é uma mensagem muito bonita. É a certeza esperançosa que algum dia as pessoas vão perceber que não há certo nem errado em uma guerra. Não há o mocinho ou o vilão. Ambos estão errados por se tratar de uma guerra. Cotação do Dai: ****

1/2
Casshern (Japão, 2004) Dirigido por: Kazuaki Kiriya Com: Yusuke Iseya, Kumiko Aso, Akira Terao, Kanako Higuchi, Fumiyo Kohinata, Hiroyuki Miyasako, Jun Kaname, Hidetoshi Nishijima, Mitsuhiro Oikawa…

Nota: a trilha sonora é muito bonita. E a fotografia vale a pena repetir: é alucinante. As cenas de luta são vertiginosas, espetaculares! Detalhe que a canção do encerramento do filme foi cantada pela japonesa Utada Hikaru, que é esposa do diretor do filme! Utada Hikaru lançou recentemente um cd no Brasil e de vez em quando podemos ouvir sua música “First Love” (uma balada romântica) na rádio Antena 1. Mas isso é outro assunto!

Clique aqui para assistir o trailer de Casshern: