Início Site Página 417

#026-Ruas de fogo

Uma cantora de rock (Diane Lane _ que ficou muito mais bonita depois de madura) é sequestrada por um bando de motoqueiros criadores de confusão. Então os fãs ficam sem saber o que fazer e tudo parece perdido, se não fosse o ex-namorado da moça, que decide salvá-la (aparentemente incentivado pelos bol$o$ do produtor da moça, que precisava resgatá-la)

Auxiliado por uma mulher masculina, o galante ex-namorado parte em busca da donzela, junto com o persistente e cômico produtor (ninguém menos que Rick Moranis). A história é mais do que simples e o filme é recheado de música rock entre uma cena e outra. Os cenários são todos confusos, muitas pessoas e muita sujeira. O ritmo é ligeiro e podemos ver algumas boas cenas de ação Assim como aparece escrito logo nos créditos iniciais, Ruas de fogo é uma “fábula do rock’en’roll”.

Um filme ingênuo que deve ter sido bem comentado na época (década de 80), mas que hoje em dia não nos mostra nada de novo, só uma sucessão de acontecimentos já conhecidos; o que nos faz pensar se não era essa a idéia do filme: criar um ambiente e história extremamente caricatos, como uma fábula moderna. Cotação do Dai: **1/2
Streets of Fire (EUA, 1984) Dirigido por: Walter Hill Com: Michael Paré, Diane Lane, Rick Moranis, Amy Madigan, Willem Dafoe, Deborah Van Valkenburgh, Richard Lawson, Bill Paxton, Grand L. Bush, Elizabeth Daily, Mykelti Williamson..

Clique aqui para ver o trailer do filme: Ruas de fogo:

#025-Maria cheia de graça

Um filme que merece ser comentado aqui. Maria cheia de graça conta a dramática história de Maria, uma colombiana de 17 anos que passa por dificuldades financeiras em casa. Ela descobre estar grávida e, para piorar ainda mais a situação, briga com o namorado e perde o emprego. Surge, então, uma alternativa arriscada para ela mudar de vida…

Tudo o que ela precisava fazer era trabalhar como mula, ou seja, viajar para os Estados Unidos transportando drogas. Maria cheia de graça, me perdoe pelo trocadilho, fica “cheia de cocaína”. Sabe a sensação que temos quando passamos por uma blitz policial com um corpo no porta-malas? Não? Ou quando estamos prestes a receber a nota de uma prova ou coisa importante? Agora sim! É esse calafrio, essa ansiedade e essa angústia que o filme consegue passar.

A história, apesar de não ser nada original, nos prende na tela e convence. Desenrola rápido e tudo é muito real e fácil de engolir, menos os pacotes com a drogas (desculpa de novo!). E não é difícil imaginar tudo aquilo sendo real. Apesar de ser aparentemente colombiano, o filme tem um dedo americano lá (HBO). Note como a câmera é inquieta. Isso deu um realismo a mais. Filme bem interessante. Gostei mesmo! Cotação do Dai: ****

Maria Full of Grace (EUA / Colômbia, 2004) Dirigido por: Joshua Marston Com: Catalina Sandino Moreno, Virgina Ariza, Yenny Paola Vega, Rodrigo Sánchez Borhorquez, Charles Albert Patiño, Wilson Guerrero, Johanna Andrea Mora…
Veja aqui o trailer do filme Maria cheia de graça:

5 piores filmes de terror teen

Aqui vão 05 filmes de terror que eu não recomendo. A safra de filmes de terror teen teve sua época dourada com o lançamento de Pânico. Desde então, fomos bombardeados com muitas produções semelhantes e sem nenhuma criatividade. Alguns se salvaram, foram boas surpresas, agora outros conseguiram ser insuportáveis. A seguir, a lista dos piores filmes de terror teen dos últimos tempos. Tudo bem que é questão de gosto, mas, segundo meu senso crítico, esses são os filmes que você não deve assistir nunca:
01) Ripper, mensageiro do inferno – História de um assassino que mata adolescentes numa universidade. A cena inicial é interessante, mas depois fica péssimo. Filme horrível, chato. Bom para quem tem insônia. Incrivelmente esse filme teve uma continuação, mas precisa ser muito corajoso para assistir. Principalmente se você viu o fiasco do primeiro.

02) Cut, cenas de horror – Todo mundo que fez um filme tentou morrer. Então, uma garota e seus amigos inteligentes decidem terminar o filme para adivinha o que? Para morrer, é óbvio. História infeliz que surpreende por conseguir ser pior do que você pode imaginar. A trama é tão absurda e ridícula que o máximo que você pode fazer é rir de quem teve a idéia de fazer algo assim. Ou então chorar, caso você tenha alugado esse lixo.

03) Medo em Cherry Falls – Assassino só mata virgens, então alunos decidem promover suruba para que ninguém seja virgem e o assassino tenha que ter outra característica nas pessoas para cometer crimes. Esse não é só ruim, como também apelativo. Uma história sem pé nem cabeça, situações previsíveis e sustos banais. Horrível. Muito, muito ruim. Esse eu nunca assistiria de novo. Nunca!

04) A casa da colina – Não é bem um filme de assassinatos com serial killer, mas é teen. Primeiro filme da Dark Castle que é ruim de doer. Não sei como algumas pessoas gostam, mas assistir até o o final desse filme é um teste que coloca em risco a sua inteligência. A história de pessoas que vão para uma casa. Quem ficar durante a noite toda lá vai ganhar dinheiro. Péssimo, não assista.

05) 13 fantasmas – Também da Dark Castle, filme de uma casa com fantasmas presos. Uma história que é preciso ter muita criatividade e bom coração para tentar acreditar e se divertir. Minha paciência não foi capaz de aturar isso e eu me esforcei muito para assistir até o final. Muito ruim. Não assista nunca. O poster pode até assustar, mas é só isso mesmo.

É interessante que a Dark Castle só faz filmes ruins. Veja só: A casa da colina, 13 fantasmas, Navio Fantasma, Gothika – na companhia do medo, A casa de cera. Esses dois últimos foram os melhores por terem uma produção mais elaborada e um elenco bom. De todos eu só gostei mesmo de “A casa de cera” porque é mais violento que a maioria. É diferente dos outros em vários aspectos e tem uma cena em especial que foi genial, bem surpreendente. Estou pensando em escrever de vez em quando os textos de Não recomendo, para aconselhar quem está em dúvida se vale ou não a pena assistir determinado filme. Que tal?

#023-Devilman

Assisti Devilman sem ter grandes planos. Filme japonês cheio de efeitos especiais onde o herói é um demônio. Vamos logo para a história: Ryo e Akira são dois inseparáveis amigos (repare bem na relação deles!) que moram no Japão. Os pais de Akira morreram num acidente de trânsito, desde então ele mora com a simpática Miki. Todos estudam na mesma escola e as coisas começam a ficar estranhas quando Ryo conta para Akira um estranho plano de seu pai.

O pai de Ryo era um cientista que havia descoberto uma forte energia nas áreas polares. Uma energia tão forte que era capaz de derreter até nitrogênio. Porém, conforme foram avançando nas pesquisas, descobriram que tratava-se de uma forma de vida inteligente. E a situação fugiu do controle quando a tal energia mostrou-se forte o bastante para possuir os cientistas, transformando-os em demônios.

Resultado: Ryo se transformou em um demônio e, para piorar, Akira também. A diferença é que Akira se transformou em Devilman, um demônio com coração humano. Ele possui compaixão e usará seus poderes para combater as outras criaturas malignas que estão colocam a paz da Terra em perigo. Já Ryo…Contando só até essa parte, temos apenas uma história fantástica de super herói salvando a humanidade, assim como diversos outros filmes. Agora Devilman me surpreendeu por possuir um contexto extremamente pessimista e forte da humanidade. Definitivamente não é um filme para crianças. Não apenas pela violência, mas também pela reflexão que só os mais maduros podem perceber.Quando os demônios começam a matar pessoas, o mundo vira um caos. Cada vez mais pessoas se transformam em demônios e o exército cria um batalhão para exterminar as criaturas. O problema é que muitos demônios podem passar por humanos, então o número de enganos é absurdo. É nesse momento que o filme mostra sua mensagem. A raça humana, os inteligentes homens, são mais violentos e bárbaros que as outras criaturas. Mais selvagens. E vemos injustiças, preconceitos e cenas dramáticas e impactantes (incluindo uma cena plagiada de O pianista, de Roman Polanski)

O filme tem um ritmo ligeiro e as cenas de ação mesclam computação gráfica (da Toei Animation) com cenas reais. E no final das contas fica difícil de saber o que é real ou não. Os efeitos especiais variam do bem feito ao trash (algumas cenas lembram jogos de luta, com sangue artificial voando em gotinhas) e o resultado é melhor do que você pode imaginar. O trailer, em Quicktime, vc vê aqui. Cotação do Dai: ***1/2


Debiruman (Japão, 2004) Dirigido por: Hiroyuki Nasu Com: Hisato Izaki, Yûsuke Izaki, Ayana Sakai, Asuka Shibuya, Ryudo Uzaki. Yôko Aki …

Veja abaixo o trailer do filme Devilman:

#022-Montado na bala

Fiquei animado quando soube que o e-book Riding the bullet ia ter sua versão em video. Mas, quando assisti, não fiquei muito contente porque o resultado não foi dos melhores. O grande lance do filme, ou seja, a difícil escolha que o protagonista precisa fazer, não conseguiu ter nem um terço do clima gerado no livro. Mas isso não é novidade. Quase sempre os livros são melhores. Exceção: A guerra dos botões, de Louis Pergaud (o filme ficou melhor!)

Entretanto, “Montado na Bala” é divertido. O filme não merece ser visto como sério e assustador. Ele chega a ser engraçado, com momentos propositalmente cômicos. E termina bem, de um jeito dramático que me lembrou o final do excelente Conta comigo (também de Stephen King)

A história é de Alan, um rapaz criativo e paranóico que recebe a notícia que sua mãe sofreu um derrame e está no hospital. Preocupado, ele decide viajar para fazer uma visita para ver o estado de saúde da pobre mulher. Ele vai pegando caronas sinistras e a sua viagem se transforma num inferno. Mas não se preocupe, não dá medo!

Cheio de músicas entre as cenas, é mais um filme teen que não se destaca entre os outros. Por ser do Stephen King, pode despertar algum interesse, mas, como todos sabemos, são poucas as adaptações cinematográficas que ficam realmente boas. Recomendo que você leia o e-book. É bem pequeno, mais divertido e fácil de achar na internet. E se quiser assistir algum filme baseado no Stephen King eu recomendo “A metade negra ****“. Cotação do Dai: ***
Riding the Bullet (EUA / Alemanha, Canadá, 2004) Dirigido por: Mick Garris Com: Jonathan Jackson, David Arquette, Cliff Robertson, Barbara Hershey, Erika Christensen, Barry W. Levy, Keith Dallas…

Clique aqui para assistir um trecho do filme Montado na bala:

#021-Rios Vermelhos

Dois policiais encontram-se quando suas investigações têm algo em comum: encaminham para uma universidade localizada no alto de uma montanha. Suspense francês que parece ser um filme americano, em matéria de ritmo acelerado e estilo. Jean Reno (do ótimo O profissional) atua bem como o durão oficial Niemans e consegue dar seriedade para a história cabeluda.

A trilha sonora é muito eficiente e bem trabalhada. As locações são belíssimas, com lindas paisagens. O filme foi dirigido por Mathieu Kassovitz (do triste Gothika, na companhia do medo) que, além de diretor, também trabalha como ator (ele fez Nino, em “O fabuloso destino de Amelie Poulain“). O roteiro foi adaptado de um livro de sucesso e o filme ganhou uma continuação: Rios vermelhos 2 – anjos do apocalipse.
Se me perguntarem se é bom eu respondo: sim, é bom. Bom e nada além disso. Não é tão violento quanto dizem e mais parece um clone de outros filmes do gênero, com a exceção de ser da França. Em matéria de filmes de suspense com investigação eu recomendo o recente e ótimo Jogos mortais, filme ágil e criativo.
Les Rivières pourpres (França, 2000) Dirigido por: Mathieu Kassovitz Com: Jean Reno, Vincent Cassel, Nadia Farès, Dominique Sanda, Karim Belkhadra, Jean-Pierre Cassel…

#020-Inimigo em casa

Garoto descobre que seu padrasto é um assassino. Ele vira testemunha de um crime. Porém sua mãe não acredita que seu novo namorado é um maníaco. Como a polícia foi incapaz de colher digitais na cena do crime (um furo no roteiro), o menino não pôde fazer nada.

Mas por sorte ele possui um superpai que é ninguém mais, ninguém menos que John Travolta (em atuação decadente), que irá investigar e provar que o filho estava certo. E tentar mostrar para a ex-esposa que aquele violento homem não é o melhor partido. E o poder da família americana irá vencer qualquer violência.

Filme simples que começa de forma interessante e vai decaindo cada vez mais até chegar no final ridículo. Parece que nenhum ator se esforçou em fazer o melhor e o resultado é um filme totalmente apagado e sem graça. Sem sustos, sem empolgação, sem nenhuma novidade.

Domestic Disturbance (EUA, 2001) Dirigido por: Harold Becker Com: John Travolta, James Lashly, Rebecca Tilney, Vince Vaughn, Teri Polo, Matt O’Leary, Susan Floyd, Steve Buscemi…
 

Veja aqui o trailer do filme “Inimigo em casa“:

#019-Saikano

Hoje tive a felicidade de terminar de assistir a série Saikano. E até agora estou surpreso com o que vi: um dos animes mais fortes e emocionantes que já assisti na vida. Prepare-se para chorar. E muito.

Saikano, cujo subtítulo é “The last love song on this little planet” é uma excelente série com 13 episódios que contam a história do namoro de Shuji e Chise. Os dois são estudantes e vivem suas vidas tranquilas até o momento que o Japão se envolve com uma guerra.

Os países envolvidos na guerra ou o que a ocasionou sequer são citados. O objetivo da série não é mostrar quem está certo, errado ou o que levou a ter uma guerra. A mensagem transmitida é como a ignorância das pessoas pode levar a destruição de centenas de vidas inocentes. Sabemos apenas que há uma guerra, mais nenhuma outra informação.

Shuji namora com Chise, uma garota atrapalhada e inocente. Mas a relação dos dois é fortemente abalada por causa da guerra, quando a menina é sequestrada pelo exército. Então entra a ficção, na sua forma cruel e simbólica, que é quando realizam um experimento que transforma Chise numa arma. Ela então passa a ser usada como principal forma de ataque contra os “inimigos”.

Aceitar a idéia de uma estudante que se transforma em arma realmente não é fácil de aceitar, mas acreditando nessa possibilidade (que expressa significativamente a cegueira dos homens durante os combates, destruindo a ternura em nome da destruição) você pode apreciar essa incrível história.
Os capítulos são lentos. A história é narrada ora por Shuji, ora por Chise. E os outros personagens representam as demais pessoas. Civis que têm suas vidas alteradas para sempre por uma estupidez. Podemos ver pessoas com motivos vingativos para lutar (a violência gerando mais violência), um triângulo amoroso na escola e mais, muito mais.

Esse paralelo entre a calmaria de uma vida tranquila na escola com o horror dos tiroteios e explosões é exposto com perfeição em Saikano. A guerra é mostrada do seu modo mais real, onde vemos homens chorando por suas famílias e clamando por suas vidas. É triste, é extremamente triste. Os episódios são recheados de tragédias. Confesso que foi difícil assistir a série porque realmente te deixa triste. O ritmo é bem regular, muito bem dirigido, explorando ao máximo os personagens e explicando como eles se sentem. Os desejos, os sonhos, todas suas vidas. E tudo de uma forma melancólica e poética. Realmente não são todos que conseguirão captar tudo.
Para quem não assistiu, parece exagero ler tudo isso, mas confirmo que não é. Esse desenho conseguiu passar a idéia da valorização da vida e, principalmente, do que é o amor. Uma história de amor que é muito mais do que um romance entre jovens…

Os aspectos técnicos eu prefiro não comentar para não prolongar ainda mais este texto. O traço é bem simples (feio, como diz a maioria) e animação também não é das melhores. Agora a trilha sonora é muito bonita e consegue, junto com a história, derramar facilmente muitas lágrimas de quem assiste. Eu gosto muito da música de encerramento. E é com a tradução da letra dela que termino essa crítica.

“Saishû heiki kanojo” (Japão, 2002) Dirigido por: Mitsuko Kase Com as vozes de: Shiro Ishimoda, Fumiko Orikasa, Shinichirô Miki, Miki Itô…

Adeus


Havia um vácuo em meu coração
Eu passei as noites de insônia apenas suspirando
E antes que eu soubesse, a manhã tinha chegado
Desejando ouvir a sua voz
Desejando sentir o seu calor
Sentimentos por você começam a aparecer
Minhas lágrimas transbordam
Adeus, minha amada
Eu ainda não posso esquecê-la
Adeus, é tão triste quando tudo termina com essa única palavra
Quando eu estava ansioso, você estava lá
Suavemente segurando minha mão
Envolvendo-me completamente
Se eu pudesse voltar para quando nos conhecemos,
Eu pensei tantas vezes
Como aqueles dias felizes seriam dolorosos agora
Não me deixe sozinho
Adeus, minha amada
Eu ainda não quero deixar meu amor terminar
Adeus, se essa única palavra
Desaparecesse desse mundo

Obs: será lançada também uma versão live-action da história, ou seja, com atores reais… Já foi feito o filme. Leia aqui sobre o filme de Saikano.

Clique aqui para ver a abertura de Saikano:

#018-Violação de privacidade

Num futuro próximo, algumas pessoas possuem um chip ligado ao cérebro, que grava toda sua vida, desde o nascimento. Então, quando morrem, um filme é feito com os melhores momentos registrados. É exibido a Rememória, ou seja, um video durante o velório, numa homenagem aos parentes e amigos. Interessantíssimo, não?

Eu realmente gosto muito de filmes futuristas onde a tecnologia entra em conflito com os valores éticos. Aqui, a questão é a seguinte: onde está a privacidade da pessoa que morreu? Será justo que uma pessoa veja todos os seus momentos? E como resumir uma vida inteira em poucas horas? É correto desconsiderar vários momentos importantes para destacar apenas aqueles que são convenientes para quem assiste?

Robin Williams estrela essa ficção dramática no papel do homem que edita os videos. Ele sabe de segredos e outras informações que só quem trabalha no ramo pode saber. E um trauma no seu passado o persegue, condenando-o a sentir culpa por um acontecimento da sua infância. A história fica mais movimentada quando uma pessoa influente morre e ele é chamado para fazer a Rememória.

Gostei muito desse filme, muito mesmo. A trilha sonora é muito boa e o roteiro é envolvente e criativo. Várias questões são discutidas e levantadas. E o futuro representado não é muito diferente dos dias atuais. Agora se tem um problema é a conclusão, o ponto mais fraco do filme.

Ele se desenvolve bem. A história fica interessante, temos emoção e surpresas. Porém o jeito como a história se fecha é rápido demais. Temos a impressão que ainda existia muita história para contar. Pelo menos meia hora de projeção para explicar mais algumas coisas para quem ficou querendo saber mais. Não confie no trailer. Se você quer ver um filme de ação, Violação de Privacidade não é recomendado. É um filme deveras lento e dramático, com uma atmosfera muito nefasta. Um filme sério, para se pensar. Obs: mais um dos filmes que eu gosto e quase ninguém gosta! Cotação do Dai: ****

The Final Cut (Canadá / Alemanha, 2004) Dirigido por: Omar Naim Com: Robin Williams, Mira Sorvino, James Caviezel, Mimi Kuzyk, Stephanie Romanov, Thom Bishops, Genevieve Buechner, Brendan Fletcher, Joely Collins, Christopher Britton…

Clique aqui para ver o trailer do filme Violação de privacidade:

#017- Barbie Rapunzel

Barbie como Rapunzel é uma animação estranha que conta uma história que pode ser tudo, menos Rapunzel. Aqui o príncipe não sobe na torre usando os cabelos de Rapunzel como corda (só durante um sonho) e nem fica cego ao cair nos espinhos. Diferente do conto dos irmãos Grimm, a história não é interessante e não tem nada de novo.

Rapunzel vive trabalhando para Gothel, uma velha conservada (provavelmente uma consumidora Natura) e conta como amigos apenas um dragão e um coelho (ambos falantes, é claro). A vida da menina muda quando ela descobre que existe um túnel que a leva para a cidade. Lá ela encontra um rapaz, que é o príncipe de um reino que vive em guerra com outro. E a solução da paz entre os reinos é justamente Rapunzel.

Mais uma história com a mesma lição de moral: acredite nos seus sonhos, escute a voz do coração, acredite que tudo dará certo, etc. É um filme que não inova em nada. As imagens são bonitas, mas nada além disso. Para aguçar a imaginação eu prefiro “A viagem de Chihiro”, desenho japonês que conta uma história criativa e muito mais bem elaborada.

Barbie as Rapunzel (EUA, 2002) Dirigido por: Owen Hurley Com as vozes de: Kelly Sheridan, Anjelica Huston, Cree Summer, Ian James Corlett, Mark Hildreth, David Kaye…