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Depois a Louca Sou Eu estreia na Amazon Prime

Dirigido por Julia Rezende e com atuação emblemática de Débora Falabella, “Depois a Louca Sou Eu” estreia hoje, 6 de maio, na Amazon Prime. A partir de hoje, o filme está disponível para assinantes da plataforma de streaming, legendado e com opções de áudio dublado em inglês e espanhol. A plataforma está disponível em mais de 200 países, em todo o mundo.

“Estamos muitos orgulhosas e animadas com a possibilidade do filme chegar a tantos países. É uma história universal, uma personagem que provoca identificação em toda uma geração”, diz Julia Rezende, que amanhã, sexta-feira, conversa com Débora Falabella sobre “Depois a Louca Sou Eu” numa live, às 18h, no perfil oficial da atriz no Instagram: @deborafalabellaoficial.

A produção traz como ponto focal a ansiedade, um dos temas mais importantes da contemporaneidade. Sensível não apenas no recorte, como no tom da narrativa, a produção mescla humor e drama num tênue, divertido e delicado retrato geracional. Interpretada por Débora Falabella, a inquieta protagonista, Dani, precisa lidar com crises de ansiedade que a acompanham desde a infância. Hábitos rotineiros como ir a uma festa, viajar ou aceitar um novo emprego acabam se tornando desafios para a jovem, que só queria levar uma vida normal, mas precisa lidar diariamente com seus medos e angústias. Gustavo Vaz e Yara de Novaes completam o elenco principal do longa-metragem, que foi produzido por Mariza Leão, pela Morena Filmes, com coprodução de Globo Filmes e Miravista.

Gustavo Lipstzein assina o roteiro, que foi adaptado a partir do sucesso literário homônimo e autobiográfico da escritora Tati Bernardi, lançado em 2016. No livro, a autora se utiliza do potencial cômico do exagero para gerar empatia, uma característica mantida por Rezende no comando da produção. Não são poucos os momentos em que, na tentativa de narrar algumas de suas crises durante o filme, Dani é traída pela memória e se contradiz ao expor a cronologia dos acontecimentos de sua vida, o que inevitavelmente desperta identificação e riso no espectador.

A situação de Dani parece melhorar quando ela se apaixona por Gilberto (Gustavo Vaz), um homem com questões similares e que parece entendê-la melhor do que ninguém, para o desespero da mãe superprotetora da protagonista, Silvia (Yara de Novaes), que não hesita em se intrometer na relação.

Em meio às incertezas de um novo romance e um histórico materno problemático iniciado ainda na infância, Dani passa por um longo e doloroso processo de autodescoberta para entender o que é melhor para si. Paralelamente, seu talento para a escrita parece aflorar cada vez, pois é justamente em seus textos que ela consegue dar vazão a algumas de suas angústias. Cercada de oportunidades profissionais até então inimagináveis, a personagem se torna um espelho das mulheres de 30 e poucos anos ao conciliar uma rotina agitada permeada por crises emocionais, namoros, tensões familiares e ascensão profissional.

Mesmo com pandemia, alunos da UnB lançam curta

Estudantes do curso de Comunicação Social da Universidade de Brasília (UnB) relatam dificuldades vivenciadas durante a pandemia para manterem a produção audiovisual. O curta metragem realizado pelos alunos estreará este mês em aula pública. A Universidade de Brasília (UnB) é uma das principais instituição de ensino superior e público do país. Localizada no Distrito Federal, é a maior instituição de ensino superior do região Centro-Oeste, atraindo anualmente mais de 40 mil estudantes, além de contar com mais de 2 mil funcionários, entre eles professores, mestres e doutores, sendo a universidade com o quinto maior orçamento, ficando atrás da UFRJ, UFMG, UFF e UFRGS.

No entanto, os alunos do curso de Comunicação Social desta conceituada instituição, estão vivendo de forma severa as limitações e dificuldades causados pela pandemia da covid-19, que fez com que o acesso ao campus fosse impedido, obrigando estes estudantes a seguir em regime de ‘home office’ com seus estudos e produção, sem a possibilidade de contar com os recursos da Universidade.

Nestas condições, o ‘jeitinho brasileiro’ está sendo a alternativa para que muitos deles não percam o semestre letivo. “Apesar da pandemia a produção audiovisual, ainda que de forma precária, não parou na de funcionar na UNB. Estamos improvisando materiais e soluções para seguir produzindo, mesmo sem equipamento profissional, usando o que temos à mão pra não perder o semestre”, revela um estudante.

Improviso

Devido ao alto custo dos equipamentos profissionais de áudio e vídeo, o improviso e o uso da criatividade para compensar a falta de recursos tem sido a solução. Enquanto que normalmente teriam acesso a câmeras, ilha de edição, laboratório de som, diretor, roteirista, diretor de fotografia, diretor de arte, atores profissionais, editores, produtores, agora os alunos tem, em sua maioria, um telefone celular, um computador pessoal e uma ideia na cabeça pronta para ser executada.

Um dos alunos relatou-nos algumas medidas que foram precisas para seguir com as tarefas do curso. “Tivemos que gravar com um celular, que não é dos mais caros nem dos mais apropriados para isso, no lugar de câmeras. As pessoas que participam das gravações nao sao atores profissionais, muitas vezes amigos e pessoas do nosso agregado familiar, pra evitar aglomerações. Além disso, tivemos de editar com programas do próprio celular, colar a câmera com fita , gravar a trilha sonora de forma caseira, fazer auto maquiagem, improvisar várias falas, e produzir sozinhos as cenas etc.”

O outro lado da pandemia

No entanto, apesar das restrições e das limitações, a criatividade e o talento são grandes aliados em situações como estas. “Sabemos que alguns filmes que foram sucesso de bilheteria, na verdade são roteiros apáticos, atores apáticos, só que com câmera boa, fotografia boa e trilha sonora profissional. Abundância de recursos não é sinônimo de um bom filme, e a historia mostra vários casos destes.

Filmes como “A Bruxa de Blair” (1999), que teve um orçamento de apenas 60 mil dólares, modesto para Hollywood, faturando 300 milhões em bilheteria e aclamado pela crítica especializado, Napoleon Dynamite (2004), Apenas Uma Vez (2006) e o Blockbuster Mad Max (1976), que com orçamento de 200 mil dólares faturou mais de 100 milhões de dólares em bilheteria, provam o outro lado das restrições, que é possível contornar a ausência de recursos com visão e criatividade.

Curta metragem produzido na pandemia

Um dos grupos da matéria de Produção edição de imagem e som, teve que usar toda criatividade para fazer o filme: “Um Pacto À Brasileira- O Diabo que Se Cuide” uma espécie de “Fausto” de Goethe tupiniquim, promete garantir muito humor e cenas de pura arte. “A situação da pandemia nos fez encarar o desafio de frente e a precariedade e nos deu mais ânimo para fazermos um trabalho com um nível de dificuldade maior, com, mais vida, mais paixão e envolvimento”, relata o diretor, ator e produtor Renzo Tonicelli Quelho, aluno da UnB.

O também aluno da UnB e produtor Lucas Raimundo também falou sobre as dificuldades enfrentadas para produzir o curta durante a pandemia. “Realizar um curta por si só já é complicado, ainda mais de modo remoto. Sobretudo uma matéria que sua maioria é prática. Os recursos da faculdade fazem falta, contudo isso não impediu que fosse concluído.”

O curta estreará dia 10/05 às 19h em uma aula pública, junto com outros curtas desenvolvidos no semestre, que poderão ser vistos por este link: https://youtu.be/JMJoWi-skAs

Um Bairro de Nova York: Hollywood ou Bollywood?

Não é nenhum segredo que a Índia é um sucesso em produções da sétima arte. Muitos passaram a conhecer Bollywood, expressão que surgiu da combinação das palavras Bombaim – antigo nome de Mumbai, onde se concentra a indústria cinematográfica na Índia, com Hollywood, a partir do longa dirigido por Danny Boyle, Quem Quer Ser Um Milionário. Estrelado por Dev Patel, o filme traz tudo que eles fazem de melhor, música, dança combinado a um roteiro histórico.

Mas os americanos não ficam atrás, também entregam excelentes produções musicais, afinal eles têm um dos palcos mais importantes do mundo, a Broadway. E é isso que Um Bairro de Nova York (In the Heights, título original) promete para junho. O longa, adaptação de uma peça criada por Lin-Manuel Miranda, narra a história de Usnavi de la Vega, proprietário de uma bodega, em Washington Heights, em Nova York, que após ganhar uma herança, decide fechar sua loja e se aposentar na República Dominicana.

Assim como nos filmes indianos em que a cultura é bastante exaltada, Um Bairro de Nova York trilha o mesmo caminho, mas para os latinos. Muito hip-hop, salsa e merengue, rap e pop estão no repertório da trilha sonora que é cativante e casa bem com os cenários vivos e alegres da grande maçã.

Com o cantor e ator Anthony Ramos Martinez, como Vega, e um elenco que conta com o próprio criador do musical, Lin-Manuel Miranda, a atriz Stephanie Beatriz, conhecida por seu papel como a detetive Rosa Diaz na série de televisão Brooklyn Nine-Nine, é de se esperar algo único.

O responsável pela direção é Jon Chu, produtor de Podres de Ricos, já o roteiro é assinado por Quiara Alegría Hudes, conhecida pelo livro In the Heights que rendeu o musical. Para os brasileiros, o filme foi apresentado em uma prévia na CCXP-19, no painel da Warner Bors.

Texto de Daniel Bydlowski: O cineasta brasileiro Daniel Bydlowski é membro do Directors Guild of America e artista de realidade virtual. Faz parte do júri de festivais internacionais de cinema e pesquisa temas relacionados às novas tecnologias de mídia, como a realidade virtual e o future do cinema. Daniel também tenta conscientizar as pessoas com questões sociais ligadas à saúde, educação e bullying nas escolas. É mestre pela University of Southern California (USC), considerada a melhor faculdade de cinema dos Estados Unidos. Atualmente, cursa doutorado na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. Recentemente, seu filme Bullies foi premiado em NewPort Beach como melhor curta infantil, no Comic-Con recebeu 2 prêmios: melhor filme fantasia e prêmio especial do júri. O Ticket for Success, também do cineasta, foi selecionado no Animamundi e ganhou de melhor curta internacional pelo Moondance International Film Festival.

Veja o dramático trailer de No Fundo do Poço

A Elite Filmes divulga o trailer de “No Fundo do Poço”, longa indicado ao prêmio de melhor filme canadense no Festival de Toronto (2019) e selecionado para SXSW 2020 (South by Southwest Film Festival). Escrito e dirigido por Joey Klein, “No Fundo do Poço” fala sobre a maturidade precoce, a dependência de drogas e a compulsão por opioides. No elenco, estão Alex Wolff (Hereditário) – indicado ao prêmio de melhor ator no Canadian Screen Awards por sua atuação no filme – Imogen Poots (Meu Pai), Neve Campbell (Pânico), Tom Cullen (Campo Minado), Keir Gilchrist (O Bom Vizinho), entre outros. A estreia do filme no Brasil está prevista para 2021.

Indicações a prêmios: Canadian Screen Awards, CA 2021 – Melhor Ator (Alex Wolff) | Toronto Film Festival 2019 – Melhor Filme Canadense | Windsor International Film Festival 2019 -Melhor Diretor (Joey Klein)

“Reparação histórica”, diz mestra em cinema sobre Oscar

O Oscar de 2021 trouxe novidades com a primeira indicação na história de um ator muçulmano (Riz Ahmed, em Som do Silêncio) para a categoria de melhor ator e duas mulheres diretoras concorrendo concomitantemente ao prêmio de Melhor Direção (Chloé Zhao, de Nomadland, e Emerald Fennell, de Bela Vingança). As indicações, contudo, não passam de um ato na linha da “reparação histórica”, de acordo com a professora do curso de Cinema e Mídias Digitais do Centro Universitário IESB, Patrícia Colmenero.

“Acho que essa questão de ter duas mulheres sendo cotadas para melhores diretoras e um ator muçulmano vai para um lugar de reparação histórica. Está ficando feio. Tem estatística que mostram que o Oscar tem desmerecido e ignorado essas categorias. Então, o quanto disso não é política de boa vizinhança?”, questionou a cineasta.

De acordo com levantamento realizado pelo UOL TAB, que considerou 91 edições do Oscar, o histórico de representatividade dentro da premiação mais popular de cinema do mundo é bastante ruim. A mulher, em específico, raramente é lembrada pelos Hollywoodianos. Por exemplo, nesses 91 anos, das películas ganhadoras na categoria de Melhor Filme, 62 tinham um homem como personagem protagonista, frente a apenas 10 mulheres que assumiram papéis principais e outras 19 obras em que o protagonismo foi dividido entre um casal.

De acordo com Patrícia, esses dados reforçam uma lógica hegemônica de uma narrativa construída historicamente com uma visão colonizadora. “Essa questão demanda dentro da teoria uma análise de como a história mundial foi contada a partir do olhar dos colonizadores e que às vezes a gente precisa recontar a história a partir do olhar das vítimas, das minorias”, ressalta.

E a tendência de sinalizar dentro das grandes produções que há o interesse de incluir e diversificar mais os elencos é, na opinião de Patrícia, uma onda que aparece junto com o crescimento da demanda popular. “Esse debate de direitos humanos tem sido cada vez mais urgente. Eu acho que o Oscar está seguindo uma onda, uma moda que se eles não se enquadrarem, vão ficar para trás. Não acho que seja uma postura progressista ou revolucionária do Oscar em fazer isso”, criticou. Para a cineasta, para poder-se afirmar que é crescente a preocupação do Oscar com representatividade, é necessário uma análise a longo prazo.

Especialista: Patrícia Colmenero é Dona da @casaporpatricia. Autora do romance “Porque até a morte terei fome” (2012). Diretora do longa-metragem “Na barriga da baleia” (em pós-produção) e do curta “Santa Felicidade”. É doutora e mestra em Cinema na linha de Imagem em Som, pela Universidade de Brasília, com graduação em Letras – Português pela mesma universidade. Tem curso técnico na área de Cinema pela Academia Internacional de Cinema (AIC/SP). Durante a graduação, realizou pesquisa (PIBIC) na área de Dramaturgia. Em 2014, foi selecionada para participar do 2º Programa Globosat de Roteiristas. Desde 2013, é docente do curso de Cinema do Centro Universitário IESB e, atualmente, integra a produção de longas-metragens em desenvolvimento, atuando como Script Doctor.

Veja o trailer de Espiral – O Legado de Jogos Mortais

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“Espiral – O Legado de Jogos Mortais” (Spiral: From the Book of Saw), ganha trailer oficial com cenas inéditas e perturbadoras em lançamento global simultâneo que acontece hoje, 30 de março. Com distribuição da Paris Filmes, o longa tem previsão de estreia nos cinemas ainda em 2021.

Criada em 2004, a franquia que já levou quase 6 milhões espectadores aos cinemas brasileiros volta às telonas com um novo filme do universo de Jogos Mortais após 4 anos, quando aconteceu o último lançamento: “Jogos Mortais: Jigsaw”. Dirigido por Darren Lynn Bousman, que já esteve à frente de outros filmes da franquia (Jogos Mortais 2, 3 e 4), “Espiral – O Legado de Jogos Mortais” apresenta em sua trama um novo e sádico mentor que desencadeia uma forma distorcida de justiça.

No trailer, toda a trama gira em torno das misteriosas caixas verdes e as tradicionais espirais vermelhas da franquia. Há um novo assassino e um novo grande mistério a ser desvendado. Os crimes mais brutais do cinema mundial e o icônico porco estão presentes nessa aterrorizante sequência e o público ganha uma amostra no trailer. Na linha investigativa, o terror e suspense dominam o longa.

O elenco conta com o veterano de polícia vivido por Samuel L. Jackson, Chris Rock que interpreta o intenso detetive “Zeke” e também assina a direção executiva do filme, e Max Minghella, um novato investigador de polícia. O novo capítulo da saga aterrorizante de Jogos Mortais tem roteiro de Josh Stolberg e Pete Goldfinger.


Sinopse

Um sádico mentor desencadeia uma forma distorcida de justiça em “Espiral”, o novo e aterrorizante capítulo do universo dos Jogos Mortais. Trabalhando à sombra de um respeitado veterano da polícia (Samuel L. Jackson), o impetuoso detetive Ezekiel “Zeke” Banks (Chris Rock) e seu parceiro novato (Max Minghella) se encarregam de uma terrível investigação sobre assassinatos que assombram a cidade. Involuntariamente envolvido em um profundo mistério, Zeke se encontra no centro de um mórbido jogo do assassino.

Livro é inspirado no documentário Paris is Burning

O doc de Jennie Livingston lançado em 1990 e vencedor do Teddy Awards do Festival de Berlim no ano seguinte agora é revisto no livro Cinema Queerité, de Ademir Corrêa, que reconta os passos das drag balls nova-iorquinas e discute construção de gêneros e identidades na comunidade LGBTQIA+.

“Este não é apenas um livro sobre Paris is Burning, o documentário cinematográfico de Jennie Livingston que mostra balls e concursos em houses de drags, no bairro negro do Harlem, em uma Nova York ainda violentada pelo giro mortal do HIV. Na verdade, este livro − feito de muitas formas de afetos partilhadas entre um pesquisador e quem teve a rara felicidade de participar como orientadora de sua pesquisa de mestrado – é o resultado da dupla vontade de estar fora da rota das mesmices e dos conformismos que, tantas vezes, orientam as escolhas em um percurso acadêmico, e do desejo de quebrar os contratos das violências e dos preconceitos que a cultura hegemônica costuma adotar. E o que este livro celebra e oferece é a potência das pequenas transgressões que, somadas, orientam a busca de ética da beleza estranha, vinculada à estética da resistência, na arte e na vida”, afirma Bernadette Lyra, escritora e professora doutora em cinema.

Cinema Queerité – Gêneros e Identidades no documentário Paris is Burning (Paco Editorial), do jornalista – diretor de conteúdo digital da Perfil Brasil – e mestre em comunicação especial pela Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, Ademir Corrêa, surge de uma dissertação que trouxe à luz a luta pela visibilidade de corpos e gêneros (construídos) e desfilados na boate Imperial Elks Lodge, localizada no Harlem, em Nova York, no final da década de 1980 (hoje convertida em uma igreja messiânica no mesmo bairro). A noite e a obra revelam bailes drags filmados em que seus participantes – drags e legendary children da comunidade LGBTQIA+ negra e latina – conquistam o direito de ser e de se reinventar em um contexto repressivo norte-americano no qual sua invisibilidade é também sua sentença morte.

Estas vidas em tela – que hoje inspiram séries como Pose e reality shows como RuPaul’s Drag Race – são analisadas pela Teoria Queer – que têm Judith Butler e Paul Preciado entre seus expoentes – e ainda sustentam discussões sobre arte de resistência, liberdades individuais e luta contra preconceito de toda ordem renegociando identidades. “Uma cena ambientada naquele momento histórico e que hoje renasce nas periferias e cidades brasileiras. Isso acontece no momento em que estes mesmos grupos excluídos voltam a ser ameaçados”, afirma André Fischer, Diretor do Centro Cultural da Diversidade em São Paulo e criador do Festival Mix Brasil, que assina a orelha do livro.

“No começo do filme tem uma frase dita na rua, ao sabor da madrugada, que me chamou muito a atenção. Um dos entrevistados fala: ‘Eu me lembro do meu pai dizendo… Você tem três problemas. Todo negro tem dois: ser negro e ser homem. Mas você é negro, é homem e é gay. Você vai sofrer muito’. Esta cena me arrebatou de tal maneira que não conseguia pensar em nada exceto nestas existências ameaçadas e não celebradas, nestes filhos sem pais que só pediam por respeito e amor”, recorda Corrêa.

A capa da obra foi feita por Luan Zumbi, artista-ativista paulista que discute aceitação e inclusão através de suas obras situadas em um mundo zumbi altamente pop. “Um dos objetivos com o meu trabalho era fazer a capa de um livro um dia”, ele diz. Sua visão reinterpretou cartaz do filme que traz Octavia St Laurent, uma das protagonistas que só queria ser modelo profissional e encaixar-se em sociedade, casar e ter filhos, desejos que, para ela, pareciam impossíveis. “Mulheres não mudam seu estilo porque são mulheres. Eu deixei o meu porque eu não era e achei que queria ser a melhor possível. Não é um jogo para mim, ou diversão. É algo que eu quero viver. Espero, se Deus quiser, que em 1988 eu me torne uma mulher completa nos Estados Unidos”, sonha em cena.

Cinema Queerité estará disponível na loja nômade Barra Funda Autoral, em São Paulo – com a renda obtida revertida para o CATS – Coletivo de Artistas Transmasculines –, no site da Amazon e pela Editorial Paco.

Título: Cinema Queerité – Gêneros e Identidades no Documentário Paris is Burning*
Editora: Paco Editorial
Autor: Ademir Corrêa
Páginas: 156
Capa: Luan Zumbi
Formato: 14x21cm
Preço de capa: R$ 42,90
ISBN: 978-65-99011-37-5
À venda na Barra Funda Autoral (com renda revertida para o CATS – Coletivo de Artistas Transmasculines) e na Amazon
A Vicente Negrão Assessoria doou seu cachê para um dos fundadores Leo Moreira Sá, artista transmasculine, fundador do CATS.
*Livro resultado de dissertação de mestrado feita sob a orientação de Bernadette Lyra

Nívea Stelmann é sequestrada no suspense Tormento

A Elite Filmes acaba de divulgar o trailer e o cartaz de “Tormento”, longa que chega às plataformas de streaming Looke, Now, Vivo Play, Sky, iTunes, Google Play e Microsoft, em 1º de abril. Com produção da Tia Maria Filmes em coprodução com a Prodigital, o longa é escrito e dirigido por Ricardo Rama. No elenco estão Nívea Stelmann, Luiz Guilherme, Lu Grimaldi, Yanna Sardenberg, entre outros.

Em “Tormento”, Débora é uma advogada bem sucedida e bem resolvida. Sequestrada por um psicopata passa a ser mantida em cativeiro num lugar macabro. Violentada e agredida, ela precisa lidar com seu sequestrador.

Mostra Steve McQueen – The King of Cool ocupa o CCBB

No dia 24 de março Steve McQueen completaria 91 anos. E para comemorar, o Centro Cultural Banco do Brasil Brasília inaugura uma série de atividades on line, de 16 a 22 de março, dentro da mostra Steve McQueen – The king of cool. O evento abaliza a trajetória de um dos principais fenômenos da indústria cinematográfica de todos os tempos, influenciando uma leva de atores e também artistas da música e da animação. Sob curadoria do jornalista, crítico e diretor de cinema Mario Abbade e produção da BLG Entretenimento, a mostra contará com produções, entre filmes e documentários, sobre o astro. Será uma forma de lembrar o imenso legado do ator, já que ano passado não foi possível comemorar seus 90 anos com a mostra. Serão exibidos os filmes com recursos de acessibilidade: “A Bolha Assassina” e “Fugindo do Inferno”, além de uma Live com o crítico Ricardo Largman e a Aula Magna Steve McQueen – O Arquétipo do anti-herói de poucas palavras. Todas as atividades serão gratuitas e o projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil. A mostra passa também pelos CCBBs Rio de Janeiro e São Paulo. Com a futura retomada das atividades presenciais do CCBB Brasília, a programação completa será divulgada.

Apelidado de ‘The king of cool’ (em português seria algo como ‘rei dos descolados’), Steve McQueen (24/03/1930 – 07/11/1980) é lembrado por seus personagens icônicos e seu estilo único. O ator ficou marcado por papéis de anti-heróis no cinema, como o ladrão de luxo Thomas Crown, o policial Frank Bullitt e o jogador de poker Cincinnati Kid. Desta forma, virou uma espécie de símbolo da contracultura nos Estados Unidos, em oposição aos mocinhos tradicionais do cinema. O talento de McQueen, porém, não se limitava a atuar: ele foi um grande ícone da moda masculina que influenciou milhões de homens ao longo de décadas.

Segundo o curador, a mostra Steve McQueen – The king of cool serve tanto ao estudo da arte cênica quanto à análise de um fenômeno da cultura. “O ator faz parte de uma linhagem de nomes que constituem marcos da arte dramática, e é preciso que a sua filmografia seja observada e analisada sob essa perspectiva”, avalia Mário Abbade. Nomes do cinema como Colin Farrell, Kevin Costner, Pierce Brosnan e Bruce Willis o apontam como herói e inspiração para se tornarem atores. A lista de citações sobre McQueen vai longe: inclui o longa de Quentin Tarantino ”Era uma Vez em Hollywood”, a animação “Os Simpsons” e o seriado “House”. O ator foi citado em listas de importantes revistas como a Premiere e a Empire como uma das maiores estrelas do cinema de todos os tempos. “McQueen era um ícone tão forte que se sentiu à vontade para dizer não a diretores como Coppola, Spielberg e Milos Forman, recusando convites milionários e papéis com que outros profissionais sonhavam, como os de Apocalypse Now e Um estranho no ninho”, diz Abbade.

FILMES COM RECURSOS DE ACESSIBILIDADE: A BOLHA ASSASSINA E FUGINDO DO INFERNO

16 a 22 de março, às 13h. – “A bolha assassina”, primeiro trabalho de Steve McQueen no cinema, e “Fugindo do inferno”, um dos filmes mais famosos do ator, serão disponibilizados na plataforma de streaming Wurlak com os 3 recursos de acessibilidade juntos: Interpretação em Libras, Legenda Descritiva e Audiodescrição. O acesso é gratuito via plataforma Wurlak.com. Os interessados deverão se cadastrar, sem custo, para poder conferir os filmes. OBS: Aqueles que optarem por assistir via smartphone ou tablet, o recomendado é que faça download do aplicativo do serviço de streaming, que está disponível nas versões para IOS e Android.

A bolha assassina (The blob), de Irvin S. Yeaworth Jr. e Russell S. Doughten Jr. (1958) 86 min

Sinopse: Quando um enorme meteoro cai na terra, o jovem Steve Andrews resolve ver o que aconteceu e descobre que no local da queda está crescendo uma substância gosmenta e rosa. Logo, pessoas começam a desaparecer e a única explicação possível é a bolha rosada assassina, que está sugando a vida de indivíduos para se alimentar, só que ao relatar o ocorrido ninguém além da namorada de Steve acredita nele.

Fugindo do inferno (The great escape), de John Sturges (1963) 172 min
Sinopse: Em 1943 os nazistas decidem transferir os prisioneiros de guerra militares, que têm maior incidência em tentativas de fugas, para o mesmo campo, que foi projetado para impedir qualquer tipo de evasão. Mas isto foi um erro, pois apesar dos prisioneiros gozarem de certos privilégios, cada um era o melhor na sua “especialidade” e não pretendiam ficar presos até o final da guerra. Logo idealizam um audacioso plano de fuga, que previa a construção de três túneis, mas a idéia não era retirar do campo alguns prisioneiros mas sim duzentos e cinqüenta. “Big X” Bartlett é um soldado britânico que habilmente elabora todo o plano. Ele é auxiliado por Danny Willinski, um polonês que é especialista em fazer trincheiras. Há também dois americanos: Hendley, que tem talento para roubar, e Hilts, que tem um jeito rebelde, além de ter ideias próprias de como fugir e ser um recordista na tentativa de fugas. Há ainda Blythe, um mestre na falsificação. A ideia de fazerem três túneis é que se um deles for descoberto os outros ainda servirão para a evasão. Além da fuga propriamente dita há um esquema para, após saírem do campo, chegarem até a Inglaterra ou qualquer outro país neutro.

LIVE
Dia 17/03, às 19h, com o crítico de cinema Ricardo Largman
*A live será mediada pelo curador Mario Abbade e acontecerá pelas redes sociais do CCBB.

AULA MAGNA: STEVE MCQUEEN – O ARQUÉTIPO DO ANTI-HERÓI DE POUCAS PALAVRAS
Dia 20/03, às 14h.
Inscrições gratuitas na plataforma Sympla, com transmissão via Zoom. Vagas limitadas. Duração 120 minutos. Aos participantes será oferecido certificado.
A atividade, ministrada pelo curador Mario Abbade em parceria com o ator Eriberto Leão, tem como proposta abordar os diferentes métodos de interpretação. Por meio de exercícios teóricos e práticos, o aluno poderá descobrir e vivenciar essas escolas de pensamento sobre a arte de atuar.

Serviço
Mostra Steve McQueen – The king of cool – Programação online
Local: Plataformas Zoom e Wurlak e redes sociais do CCBB
Data: De 16 a 22 de março de 2021 – no formato on line
Classificação indicativa: Confira na programação da mostra
Entrada franca
Ingressos: acesso gratuito via plataforma Wurlak.com e demais canais, conforme programação
Informações: (61) 3108-7600 ou pelo e-mail ccbbdf@bb.com.br

Sigourney Weaver narra a série O Segredo das Baleias

O Disney+ lançou o trailer de sua nova O Segredo das Baleias, que convida o público ao epicentro da cultura das baleias para revelar o belo e misterioso mundo de cinco espécies diferentes: baleias assassinas, jubarte, belugas, narvais e cachalotes.

A série de quatro partes da National Geographic tem produção executiva do conservacionista e cineasta vencedor do Oscar® James Cameron (Avatar), e narrada pela premiada atriz e conservacionista Sigourney Weaver (Alien, Avatar). Todos os quatro episódios estarão disponíveis exclusivamente no Disney+ a partir de 22 de abril em comemoração ao Dia da Terra.

Com o amplo conhecimento e habilidades do aclamado explorador e fotógrafo da National Geographic Brian Skerry, a série investiga as profundezas do mundo das baleias para testemunhar as extraordinárias habilidades de comunicação e a intrincada estrutura social dessas cinco espécies, revelando a vida e o amor de sua perspectiva. O Segredo das Baleias apresenta novos dados científicos e novas tecnologias para divulgar a cultura desses cetáceos, que estabelecem amizades que perduram por toda a vida, repassam o legado e as tradições do clã aos seus filhotes e sofrem profundamente a dor da perda de um ente querido. Filmado ao longo de três anos em 24 lugares ao redor do mundo, esta jornada épica nos leva a descobrir que as baleias são seres muito mais complexos e mais semelhantes a nós do que pensávamos. É uma história pessoal que poucas pessoas tiveram a sorte de testemunhar… até agora.

O Segredo das Baleias é uma produção da Red Rock Films para a National Geographic. Para a Red Rock Films, Brian Armstrong e Shannon Malone-DeBenedictis são produtores executivos. Do lado da Earthship, James Cameron e Maria Wilhelm são os produtores executivos e Kim Butts é o produtor associado. Em nome da National Geographic, Pamela Caragol é produtora executiva. A trilha sonora da série é do compositor Raphaelle Thibaut.