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Veja o trailer do premiado Welcome to Chechnya

Veja agora o trailer de “Welcome to Chechnya”, o premiado documentário do escritor e diretor David France – indicado ao Oscar por “How to Survive a Plague”. O longa, que conquistou três prêmios no Festival Internacional de Cinema de Berlim, uma estatueta no Festival de Cinema de Sundance e o prêmio do público de Melhor Documentário Internacional da 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, estreia nas plataformas de streaming em 20 de novembro.

O documentário traz à tona uma crise humanitária em curso na república russa da Chechênia, a partir de um grupo de ativistas que arriscam suas vidas para resgatar vítimas da brutal campanha governamental que persegue, aprisiona, tortura e mata pessoas da comunidade LBTQIA+.

Para garantir a proteção da identidade das vítimas, mas sem perder a verdade emocional de suas experiências, os realizadores fizeram uso de inteligência artificial e deep learning machine, como um DeepFake que ao invés de manipular a imagem de alguém, esta abordagem permite que as vítimas deste terror falem suas verdades – usando o rosto de outra pessoa. As vozes também foram alteradas e pseudônimos adotados.

Mantendo o compromisso de proteger o anonimato, “Welcome to Chechnya” expõe atrocidades que muitas vezes são subnotificadas, num ambiente de preconceito e ódio. “Em meu trabalho como jornalista e escritor ao longo de muitos anos, concentrei-me nas histórias de pessoas que a sociedade empurrou para a margem: os desprezados, os ignorados, os odiados”, conta o diretor. Neste longa, ele acompanha seres humanos comuns que fazem algo extraordinário. “Faço a pergunta que há muito me intriga: o que faz uma pessoa assumir enormes riscos e responsabilidades por outros? Em outras palavras, o que é preciso para ser um herói?”, finaliza.

“Welcome to Chechnya” estará disponível para compra e locação nas plataformas Claro Now, Vivo Play, iTunes / Apple TV e Sky Play, e apenas para compra no Google Play e YouTube Filmes.

Sobre o diretor – David France é cineasta indicado ao Oscar®, autor de best-seller e jornalista investigativo premiado. Sua estreia como diretor foi com “How to Survive a Plague”, documentário que ganhou dezenas de prêmios e recebeu indicações ao Oscar® e ao Emmy®. “Welcome to Chechnya” é seu terceiro longa-documentário.

Doc sobre Babenco estreia hoje nos cinemas

O longa “BABENCO – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou”, de Bárbara Paz, estreia dia 26 de novembro nos cinemas. O documentário traça um paralelo entre a arte e a doença de Babenco. O filme revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e a fragilidade física que marcou sua vida.

“Depois viajar o mundo chegou hora de apresentar nosso Babenco para o Brasil. Um filme de amor ao cinema, de um homem que amou a vida acima de tudo”, comenta a diretora. Para o produtor associado Willem Dafoe esse filme tem as características de Hector: “seu pensamento, seu personagem e sua obra. Uma meditação poética, um poema de amor para ele, para a vida, para a morte e para o cinema”.

A filha de Hector e produtora Myra Babenco afirma que “é com muita alegria e emoção, que com esse filme, podemos tornar meu pai eterno e honrar o seu trabalho. Bárbara Paz compartilhou intimamente este homem visionário, autêntico e precursor que através da sua arte, do seu olhar único, expôs questões humanas e fez diferença no mundo”.

“A relação que tivemos com o Hector sempre foi importante, de muita admiração e respeito. Mas o que mais nos chamou atenção no documentário foi a qualidade e o talento da diretora Bárbara Paz. A visão dela sobre o filme, como artista e realizadora cinematográfica foi surpreendente. É um prazer e um orgulho poder participar desse filme ao lado da Bárbara, da Myra e de todos que colaboraram nesse lindo processo em homenagem ao maior cineasta que o Brasil já teve”, comenta o coprodutor Fabiano Gullane.

O filme já foi selecionado para mais de 20 festivais internacionais e estreou mundialmente no Festival de Veneza de 2019, recebendo o prêmio de Melhor Documentário na Mostra Venice Classics e o prêmio Bisato D’Oro 2019 (Prêmio Paralelo ao 76º Festival Internacional de Cinema de Veneza dado pela crítica Independente). No início do ano o filme conquistou o prêmio de Melhor Documentário no Festival internacional de Cinema de Mumbai, na Índia. O filme também já foi selecionado para o festival do Cairo, Festival de Havana, Festival de Mar del Plata, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival do Rio, Mostra de Tiradentes, Festival de Aruanda, FIDBA (Festival Internacional de Cinema Documental), na Argentina,Baltic Sea Docs, na Letônia e para o Mill Valley Film Festival, nos Estados Unidos.

“BABENCO – Alguém tem que ouvir o coração e dizer: Parou” é uma produção HB Filmes e produzido por Bárbara Paz. A coprodução é da Gullane (pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane), Ava Filmes, Lusco Fusco, Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil. No Brasil a distribuição é da Imovision.

12º LoboFest ganha versão digital

O LoboFest – Festival Internacional de Filmes realiza sua 12ª edição este ano em formato virtual, com transmissão de toda a programação pela plataforma LOOKE www.looke.com.br , com acesso gratuito e para todo o território nacional. De 27 de novembro a 6 de dezembro, o evento foca sua lente na diversidade de linguagens e temas, no formato curta-metragem, trazendo produções inéditas a serem exibidas para todo o Brasil por meio da plataforma, com cadastro prévio.

Com foco no “cinema do presente” – linguagens e temas que estão pulsantes na contemporaneidade – a programação com 70 filmes inclui produções que abrangem todo o mapa global. São diversas nacionalidades oriundas dos cinco continentes, incluindo produções de países que se firmam no mercado internacional – como Coréia, Irã, Colômbia e Turquia –e cinematografias ainda desconhecidas como Gana, Macedônia, Letônia e Equador. Além disso, produções nacionais de todas as regiões do Brasil.

Pela primeira vez, a edição online do Lobofest contará com Mostra Retrospectiva, com curtas que estiveram nas seleções de 2018 e 2019, realizadas em formato presencial. “Vamos aproveitar o alcance nacional para exibir novamente produções premiadas e que tiveram destaque nas edições anteriores. É uma oportunidade de levar essas obras a um público que não teria acesso no formato tradicional de exibição em sala de cinema”, comenta Ulisses de Freitas, curador do Lobofest. Os temas são os mais variados, desde comédias e crônicas da vida cotidiana a histórias fabulosas e dramas sobre imigração, conflitos raciais, solidão nas grandes cidades, LGBT e outros que retratam a humanidade atual no mundo globalizado.

Já os nacionais, trazem temas que agitam o Brasil contemporâneo, com filmes sobre militâncias negras e LGBTs, fanatismo religioso e os dramas do confinamento durante a pandemia. Os cenários também são diversos e vão desde comunidades ribeirinhas e periferias, passando pelos grandes centros urbanos do Nordeste ou do Sudeste.

No dia 6 de dezembro, além da cerimônia de premiação, o Lobofest exibirá o documentário “Um presente de cem anos”, sobre a produção cinematrográfica da Coréia, país que vem despontando no cenário mundial audiovisual, tendo mudado historicamente a cerimônia do Oscar 2019 ao levar o prêmio de Melhor Filme da academia, além de diversas outras premiações. Após o documentário, bate-papo sobre cinema coreano com o especialista Josmar de Oliveira Reyes.

Curadoria

Para a curadoria do Lobo Fest desta edição foi realizado, como nas edições anteriores, um trabalho de pesquisa em festivais internacionais voltados para o curta-metragem, a exemplo da mostra Nest, do Festival de San Sebastian, na Espanha, onde os curadores tiveram a oportunidade de ver curtas de alta qualidade, realizados nas melhores escolas de cinema do mundo.

O trabalho da curadoria não foi tarefa fácil, pois foram inscritos mais de 3 mil filmes. Segundo os curadores, a parte mais difícil é excluir e ter que deixar de fora filmes muito bons por falta de espaço. “Este ano, a pandemia deu o tom. Teremos alguns filmes brasileiros, por exemplo, realizados durante este período e que conseguiram trazer reflexões múltiplas e interessantes sobre estes tempos. O público também vai perceber temas bastante recorrentes no cinema internacional como o desamparo da infância no mundo inteiro e a presença marcante dos negros, lgbt e mulheres protagonizando dramas e comédias contemporâneas”, explica Josiane Osório, idealizadora e curadora do festival.

“Há quatro anos, estamos trazendo para o Lobo Fest o melhor da produção de curtas-metragens do mundo, incluindo filmes premiados com o Oscar, com a Palma de Ouro de Cannes. Este ano, por exemplo, teremos representantes de países como Gana, da Macedônia, da Colômbia, do Equador, do Canadá, do Egito, de Taiwan. Muitos deles já chegam superpremiados, já outros são novidades, jóias exclusivas do Lobo Fest. O Brasil, por sua vez, traz um cinema plural, jovem e arrojado com filmes de estados, como Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas, São Paulo, Paraná”, conta Ulisses de Freitas, curador do Lobofest.

Oficinas educativas

O braço educativo e a formação do olhar sempre estão presentes na programação do Lobofest. Nesta edição, será realizada a “Oficina de Cinema com Celular”, com início no dia 18 de novembro e encerramento em 21 de dezembro, totalmente online, pela plataforma ZOOM.

No programa, ministrado pelos cineastas Alice Lira e Leonardo Monteiro, numa parceria com a Cinese Audiovisual, 14 módulos vão da introdução ao audiovisual, passando por todas as etapas, até a pós-produção de um filme. São 40 vagas, para pessoas a partir de 14 anos, e as aulas acontecem das 9h30 às 11h30, às segundas, quartas e sextas-feiras. A Oficina de Cinema com o Celular será colaborativa e resultará em 03 filmes curtíssimos de até 05 minutos.

12ºLobofest – Festival Internacional de Filmes
De 27 de novembro a 6 de dezembro
Mostras Retrospectivas 2018-2019
Mostras Competitivas Nacional e Internacional
Acesso gratuito de toda a programação pela plataforma LOOKE
www.looke.com.br
Programação completa em www.lobofest.com.br
@lobofestbsb

Doc brasileiro sobre racismo é exibido em festival da Holanda

O documentário brasileiro “Dentro da Minha Pele”, dirigido por Toni Venturi, com codireção e pesquisa de Val Gomes, está entre os dezoito selecionados do International Documentary Filmfestival Amsterdam (IDFA) na seção Frontlight. A O2 Play, da O2 Filmes, é a agente internacional de vendas do documentário e também participará do evento neste ano, que ocorrerá até 6 de dezembro. O IDFA é o maior festival de documentários do mundo e um dos mais tradicionais do mercado cinematográfico. “Dentro da Minha Pele” já está disponível na Globoplay.

Com participação de artistas como Chico César e Luedji Luna e de intelectuais como Sueli Carneiro, Cida Bento e Jessé de Souza, entre outros, “Dentro da Minha Pele” conta as histórias de 9 pessoas, com diferentes tons de pele preta, que apresentam seu cotidiano na cidade de São Paulo e compartilham situações de racismo, dos mais velados aos explícitos, luta e superação. O médico Estefânio Neto, a modelo-performer Rosa Rosa, os estudantes universitários Wellison Freire e Jennifer Andrade da Faculdade Getúlio Vargas, a funcionária pública e ativista trans Neon Cunha, a trabalhadora doméstica Neide de Sousa, a corretora de imóveis branca Marcia Gazza que perdeu o filho adotado negro, assassinado pela Polícia Militar, e um casal que espera um bebê, a professora do ensino público Daniela dos Santos com o garçom Cleber dos Santos.

Usando da linguagem do documentário de observação acompanham os personagens nos seus ambientes de trabalho, dores e superações. Sob luz natural, os depoimentos intimistas nos colocam com delicadeza frente às experiências de racismo vividos na própria pele, trajetórias de resistências e reinvenções.

Um filme poético costurado com várias linhas narrativas – personagens, música e pensamentos de intelectuais negros – que desvelam o racismo impregnado na sociedade brasileira. O último país nas Américas a abolir o trabalho escravo.

Participações

Sem roubar o protagonismo das histórias pessoais, seis pensadores negros fazem reflexões sobre o racismo no Brasil. Num estúdio de fundo preto e sóbrio, sob luz contrastada, acompanhamos os pensamentos de Cida Bento (psicóloga), Cidinha da Silva (escritora), Joice Berth (arquiteta), José Fernando de Azevedo (dramaturgo e pesquisador), Salloma Salomão (historiador e músico) e Sueli Carneiro (filósofa). Inserções pontuais de 3 cientistas sociais brancos antirracistas completam as entrevistas, Jessé Souza (sociólogo), Lia Vainer Schucman (psicóloga) e Adilson Paes (Tenente-coronel da Polícia Militar).

Música negra contemporânea e slam de jovens periféricos estabelecem os respiros poéticos entrelaçando as histórias pessoais com as reflexões filosóficas. Num ateliê de arte e pintura, as cantoras Bia Ferreira e Doralyce interpretam a canção “Cota não é Esmola”, Chico César apresenta uma nova versão de “Respeitem meus cabelos, Brancos”, Luedji Luna aparece em “Iodo”, Thaíde com o rap “Algo Vai Mudar”, Valéria Houston traz o samba “Controversa” e Dona Anicide Toledo com o Batuque Guaia de Capivari cantam e dançam a umbigada “Luís Gama”. Numa favela do Capão Redondo, os jovens slamers Bione e Barth Viera comparecem com a poesia de denúncia, afirmativa, produzida na periferia da cidade de São Paulo “Dentro da Minha Pele” é uma produção da Olhar Imaginário e com a distribuição da O2 Play.

Novo filme de Caco Ciocler estreia dia 26

O longa-metragem “Boni Bonita” com Caco Ciocler e Ailín Salas, estreia dia 26 de novembro nas salas de cinema e a partir de 10 de dezembro nas plataformas digitais. O filme conta com a participação de Ney Matogrosso e Otto (leia mais abaixo). A direção é de Daniel Barosa e a coprodução Brasil/Argentina tem produção brasileira de Nikolas Maciel da Nimboo’s, coprodução da Urano Films do Brasil e da Werner Cine da Argentina.

“As ótimas atuações do Caco e da Ailín deram o que falar nos festivais assim como a fotografia em película. A estética visual do filme e como ela evolui com o passar do tempo e com as mudanças na personagem da Beatriz também chamaram bastante atenção. E as exibições levantaram importantes debates sobre relacionamentos tóxicos e machismo”, diz o diretor.

Festivais e cinema virtual

“Boni Bonita” percorreu o circuito internacional de festivais. A estreia ocorreu durante o Festival Internacional de Cine de Mar del Plata 2018, na Argentina. O filme também foi selecionado para o Slamdance 2019, festival de cinema anual focado em artistas emergentes e filmes independentes de baixo orçamento nos Estados Unidos (veja lista abaixo).

O longa-metragem conta a história de Beatriz, uma garota de 17 anos de idade que, após a morte da mãe, é obrigada a se mudar da Argentina para o Brasil e morar com um pai ausente. Em busca de uma figura paterna, ela conhece Rogério, um músico rico mais velho, neto de um famoso cantor brasileiro da MPB, e que luta para honrar o legado musical de sua família. Os dois iniciam uma relação incomum.

Participações

Segundo o diretor Daniel Barosa, o roteiro tem muitos elementos para homenagear a música brasileira. “O personagem do avô do Rogério no filme foi inspirado no Ney Matogrosso, que admiro muito. A gente tinha a ideia de ter o Ney fazendo uma ponta como um amigo do avô (ou seja, seria o Ney contando histórias sobre um personagem baseado nele mesmo), mas a gente sabia que seria muito difícil por se tratar de um filme de ultra-baixo orçamento. Mas conseguimos entrar em contato com o Ney que adorou a história e ficou empolgado em participar”, lembra.

Para a outra participação, do cantor Otto, havia no roteiro um personagem que filosofa sobre a vida. “Entramos em contato com ele que também adorou a ideia. Foi uma honra ter os dois no filme”, explica.

Já a trilha sonora de “Boni Bonita”, traz a música “Cabeça Dinossauro” dos Titãs, de 1986. “Usamos músicas de vários artistas independentes como Cidadão Instigado, Hurtmold, Quarto Negro e Vzyadoq Moe. Mas queríamos homenagear também ídolos do rock brasileiro como Titãs, banda que sou fã desde que escuto música. Optamos por uma música do começo da carreira deles no espírito de homenagear a música independente brasileira”, celebra Barosa.

New Life S.A. terá pré-estreia no Cine Drive-In

Um novo condomínio residencial em Brasília promete resgatar os ideais de uma nova sociedade que servirá de base à uma refundação da capital. Porém, a utopia se choca com a realidade diante de um sistema corrompido, que tem como objetivo central o lucro acima de qualquer custo.

Esta é a narrativa do longa-metragem brasiliense NEW LIFE S.A., que foi lançado em festivais em 2019, durante o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, na Mostra Oficial e na Mostra Brasília, teve sua estreia adiada por conta da pandemia COVID 19 – e que agora terá a sua pré-estreia em 26 de novembro, às 21hs, no Cine Drive-In Brasília e data de estreia nos cinemas brasileiros, em 3 de dezembro, com distribuição da Pandora Filmes.

A obra, realizada pela produtora Machado Filmes (T-Bone Açougue Cultural, Plano B e Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa), foi dirigida pelo estreante pernambucano-brasiliense André Carvalheira e tem o roteiro assinado por Aurélio Aragão. NEW LIFE S.A. apresenta a história de Augusto, um jovem arquiteto bem-sucedido que planejou um grande condomínio em Brasília, onde seus habitantes viveriam uma nova vida. O lugar deveria contemplar as virtudes de um homem renovado. No entanto, a utopia de Augusto se choca com a realidade ao seu redor.

Segundo o diretor André Carvalheiro a ideia do filme veio de uma inquietação com a estrutura social, uma vontade de falar disso a partir de uma percepção do absurdo que é. E não a toa o filme é rodado na cidade de Brasília, “Brasília nasceu de uma utopia urbanística e arquitetônica que foi se desvirtuando. Tornando distantes a utopia e a realidade. Assim como acontece na obra em torno da qual gira o filme”, diz Carvalheira.

A trama tem como objetivo abordar a questão ética, que é posta em xeque em prol do lucro a qualquer custo. Partindo do canteiro de obra e do entorno do condomínio, o filme revela a falta de escrúpulos dos personagens, em meio a um sistema já corroído pela corrupção. Para isso, o filme aposta no tom sarcástico e contemplativo da narrativa, sem apresentar respostas nem saídas morais para a situação. Trata-se de um mergulho nas sombras da burocracia, para que se observe a atual condição social do ambiente apresentado.

No elenco estão presentes os atores Renan Rovida, Wellington Abreu, Murilo Grossi, André Deca, Catarina Accioly, Fernanda Rocha, Bianca Terraza, Larissa Mauro, Edu Moraes, Rodrigo Lelis, Marcelo Pelucio, Vanise Carneiro, João Rafael, Sergio Sartório, Juliano Coacci, Leandro Coelho, Karina Cardoso, Maria Stella, Mariah Praia, Ana França, Jessica Cardoso, Rômulo Augusto, Edmilson Braga, Marcio Rodrigues e Davi Luca. NEW LIFE S.A. foi desenvolvido e produzido com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal FAC-DF

Não perca a incrível websérie brasiliense Planetelle

Um pequeno planeta habitado apenas por mulheres e à beira do apocalipse. Esse é o cenário da websérie PLANETELLE, criada e realizada por Felícia Johansson, reconhecida diretora de teatro em Brasília, que estréia no dia 30 de setembro na Internet. Com patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a websérie será apresentada gratuitamente em quatro capítulos de 10 minutos no Youtube (1 por semana). Além disso, terá apoio do Instagram (@planetelle.serie), responsável por criar o “Universo Plantelle”, com conteúdos, curiosidades, making of, lives e temáticas tratadas na obra.

A própria Felícia e sua filha, a atriz Clarisse Johansson, interpretam e dublam as cinco personagens da série de ficção científica em forma de comédia, que aborda a relação entre mães e filhas em um universo futurista e exclusivamente feminino.

Planetelle foi concebido como video-teatro, com música ao vivo e as duas atrizes dublando suas personagens, simultaneamente à projeção do vídeo em tela. Devido à pandemia, somente a versão para web será lançada, graças a uma pesquisa sobre o uso do cromaqui (chroma-key), ou fundo verde, técnica de efeito visual extensivamente utilizada em produções áudio-visuais como filmes, séries, telenovelas, telejornais e propagandas.

O vídeo também explora a dublagem enquanto recurso técnico e artístico que permeia diferentes formas de narrativa visual: cinema, televisão, vídeos para internet.

Com trilha composta por Alex Queiroz, contrabaixista da OSTNCS e músico de jazz, com longa trajetória na criação de músicas para cinema, dança e teatro, PLANETELLE se inspirou em séries americanas de TV da década de 70, satirizando o futurismo clean, o fascínio pelas viagens interplanetárias e os efeitos especiais utilizados na época. O tom de paródia e as habitantes desse pequeno planeta também vivenciam nossos problemas mundanos e bastante atuais: o poder das grandes corporações e da mídia, governantes estúpidos, crises ambientais e fake news.

SINOPSE: Em um laboratório espacial, uma cientista farsante explora sua assistente-cobaia fazendo-a crer que ela é uma andróide, criada em laboratório. Por sua vez, a assistente sonha em salvar o planeta, enquanto procura por sua verdadeira origem. Ela também planeja conhecer pessoalmente sua estrela favorita de TV, uma apresentadora gananciosa que deseja dominar os parcos recursos hídricos do planeta para vendê-los como refrigerante.Em comum, as duas têm o desejo de encontrar as suas verdadeiras mães. Uma jornalista comunica os problemas do planeta em um telejornal e uma robô, que mais se parece com uma boneca sem cabeça, promove e/ou resolve conflitos entre as personagens.

Confira o trailer de O Caso Collini

Baseado no romance de Ferdinand von Schirach, O CASO COLLINI narra a história dramática de um jovem advogado chamado Caspar Leinen, que é incumbido de fazer a defesa obrigatória em um caso espetacular: há mais de 30 anos, o italiano Fabrizio Collini, que desde os anos 1970 trabalha de forma honesta na Alemanha, aparentemente, mata o respeitado industrial Hans Meyer (Manfred Zapatka) em sua suíte de hotel em Berlim.

Com o caso nas mãos, Caspar tem muito mais em jogo do que seu primeiro grande caso como advogado de defesa. A vítima é o avô de Johanna, sua namorada de infância e foi como um pai para o advogado. Além disso, seu oponente no tribunal será Richard Mattinger, advogado de defesa com um lendário histórico de vitórias, um rival que lhe parece ser muito superior. Para resolver o caso, Caspar tem que descobrir por que Collini matou um cidadão exemplar como Meyer.

O interesse público no caso é imenso, mas Collini, persistentemente, silencia seu motivo. À medida que Caspar se aprofunda no caso, contra todas as probabilidades, ele não é apenas confrontado com seu próprio passado, mas se depara com um dos maiores escândalos judiciais da história alemã e uma verdade que ninguém quer saber.

Festival Varilux de Cinema Francês 2020 começa hoje

Confirmado com sessões nas salas de cinema de todo o país, o Festival Varilux de Cinema Francês começa dia 19 de novembro e exibe 18 longas-metragens, sendo 17 inéditos e recentes (2019/2020) e o clássico “Acossado”, de Jean Luc-Godard – em homenagem aos 60 anos da Nouvelle Vague. Com uma edição atípica devido à pandemia, o evento estará nas redes exibidoras que seguem rígidos protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias a fim de oferecer segurança tanto ao público quanto aos profissionais envolvidos na sua realização.

As cidades confirmadas até o momento são Aracaju (SE), Araçatuba (SP), Balneário Camboriú (SC), Barueri (SP), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Botucatu (SP), Brasília (DF), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Caxias do Sul (RS), Cotia (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Indaiatuba (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), João Pessoa (PB), Jundiaí (SP), Londrina (PR), Maceió (AL), Manaus (AM), Maringá (PR), Natal (RN), Niterói (RJ), Pelotas (RS), Petrópolis (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande (RS), Salvador (BA), Santos (SP), São Luís (MA), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP), Sorocaba (SP), Teresina (PI), Vitória (ES) e, Vitória da Conquista (BA).

O Festival vai acontecer apenas nas redes exibidoras que estão seguindo todos os protocolos de segurança exigidos pelas autoridades e em cidades em que os espaços foram autorizados a reabrir. Assim o público terá certeza de poder frequentar os cinemas com segurança e reencontrar a cinematografia francesa da qual estava com saudade – comenta Christian Boudier, responsável pela direção e curadoria do festival.

No reencontro tão aguardado com a filmografia francesa nos cinemas, os espectadores poderão se deliciar com trabalhos de diretores, astros e estrelas consagrados e de expoentes da nova geração. Comédia dramática, comédia romântica, animação e documentário são alguns dos gêneros das produções participantes. Como atividade paralela gratuita, será oferecida uma mostra com oito filmes de cineastas integrantes da Nouvelle Vague e palestra on line com Jean-Michel Frodon, crítico e ex-diretor do Cahiers du Cinéma, sobre o movimento francês que teve início no fim da década de 1950.

Na programação do Festival Varilux com filmes inéditos estão diretores consagrados como François Ozon, presença recorrente, que apresenta “Verão de 85” (Eté 85), longa que integrou a seleção oficial do Festival de Cannes. Passaram por Cannes também as produções “DNA” (Adn), de Maïwenn, com Louis Garrel e Fanny Ardant; “Minhas férias com Patrick” (Antoinette Dans Les Cévennes), de Caroline Vignal; “Slalom” (Slalom), de Charlène Favier, e “Gagarine” (Gagarine), de Fanny Liatard e Jérémy Trouilh.

A edição 2020 também traz filmes premiados. “Apagar o Histórico” (Effacer l’historique), de Benoît Delépine e Gustave Kervern, ganhou o Urso de Prata neste ano, no 70ª Festival de Berlim por “filme que abre novas perspectivas”. Já “Belle Epoque” (La Belle Époque), de Nicolas Bedos, foi detentor de três Césares em 2020: melhor roteiro original, atriz coadjuvante e direção de arte. E animação “A famosa invasão dos ursos na Sicília” (La fameuse invasion des ours en Sicile), longa do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos Lorenzo Mattotti, inspirado no livro de Dino Buzatti. O filme ganhou o Prêmio da Fondation Gan pour le Cinéma.

Sucessos de bilheteria também foram selecionados. O longa “Sou Francês e Preto” (Tout Simplement Noir), de Jean-Pascal Zadi e John Wax, somou mais de um milhão de espectadores na França após a reabertura dos cinemas. Outro que levou o público às salas foi “Minhas Férias com Patrick”, de Caroline Vignal, visto por mais de 500 mil pessoas desde seu lançamento, e “Meu Primo” (Mon Cousin), de Jan Kounen, por 300 mil.

Atores e atrizes conhecidos do público brasileiro também não podem faltar. Juliette Binoche volta ao Festival Varilux como protagonista de “A Boa Esposa”(La Bonne Épouse), de Martin Provost; e o ator Vincent Cassel estrela “Mais que Especiais” (Hors Normes) de Eric Toledano e Olivier Nakache, diretores dos sucessos “Os Intocáveis” e “Samba” que já integram o Festival Varilux. Daniel Auteuil, Fanny Ardant e Guillaume Canet estarão juntos em “Belle Epoque”, filme premiado com três Césares.

Roschdy Zem, outro nome que também já prestigiou o festival, estará em dois filmes: “Persona non grata” e “A Garota da Pulseira” (La fille au bracelet). O ator Jérémie Renier, convidado de 2018, interpreta um professor de esqui em Slalom, produção que acaba de estrear na França. E vale ficar de olho em novos rostos como os de Félix Lefebvre e Benjamin Voisin, protagonistas de “Verão de 85”; e Melissa Guers, intérprete de Lisa no “A Garota da Pulseira”, de Stéphane Demoustier.

O evento é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinador principal a Essilor/Varilux, além do Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura; a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são a rede das Alianças Francesas em todo Brasil, a Embaixada da França no Brasil, as distribuidoras dos filmes – Bonfilm, Bretz/ MyMamma, California Filmes, Diamond Films, Vitrine Filmes e Zeta Filmes – e os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.

Curta! tem 24h de programação para o Dia da Consciência Negra

Durante o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, o canal Curta! terá uma programação especial completamente focada na reflexão sobre questões raciais. De 0h de sexta-feira até o último programa do dia, serão exibidos documentários e séries que irão abordar noções de raça, discutir o impacto do racismo e da escravidão, além de relembrar e celebrar o legado de grandes ativistas pelos direitos civis dos negros e negras.

Entre os documentários, estão “Libertem Angela Davis”, sobre a filósofa e ativista norte-americana; “A Última Abolição”, sobre o período da abolição da escravidão no Brasil; e “Palmares: Coração Brasileiro, Alma Africana”, sobre o ataque ao quilombo dos Palmares e a trajetória de Zumbi dos Palmares, símbolo de resistência e de luta. Entre as séries, estão “Rotas da Escravidão” e “O Movimento Negro nos Estados Unidos desde Martin Luther King”. A exibição é na Sexta do Pensamento, Dia da Consciência Negra, 20/11, o dia todo.

DESTAQUES:

20h40 – “Libertem Angela Davis” (Documentário)
O documentário retrata a vida de Angela Davis, professora universitária nascida no Alabama e conhecida pelo seu interesse na defesa dos direitos humanos. Ao ficar do lado de três prisioneiros negros nos anos 1970, ela entra para a lista das dez pessoas mais procuradas do FBI e se torna a mulher mais caçada dos Estados Unidos. Diretores: Shola Lynch. Duração: 97 min. Classificação: 12 anos. Horários alternativos: 23 de novembro, segunda-feira, às 14h40.

22h30 – “A Última Abolição” (Documentário)
O Brasil foi o último país ocidental a abolir a escravidão, fato que se deu apenas em 1888. O documentário “A Última Abolição” aborda a escravidão no Brasil, com especial enfoque no período da abolição, destacando os movimentos abolicionistas, a resistência escrava, o papel das mulheres negras na resistência, as discussões da elite do país no período, culminando com a assinatura da Lei Áurea e suas consequências para a população negra. Diretora: Alice Gomez. Duração: 81 min. Classificação: Livre. Horários alternativos: 21 de novembro, sábado, às 2h25; 23 de novembro, segunda-feira, às 16h35.