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Longa Vento Seco é exibido no festival Mix Brasil

Vento Seco, dirigido por Daniel Nolasco, está na seleção da Mostra Competitiva de longas brasileiros do Mix Brasil, que acontece de forma online de 11 a 22 de novembro. Filmado em Catalão, Goiás, “Vento Seco buscar mostrar parte da cultura gay do interior, que foi responsável pela minha formação até minha vida adulta. Realidade na qual os homens do cerrado se olham, se desejam e transam”, explica Nolasco.

Usando o artificialismo como proposta estética, Vento Seco procura estabelecer um diálogo direto entre alguns elementos do melodrama e do filme erótico, buscando uma reflexão sobre a vida cotidiana dos trabalhadores de uma fábrica de fertilizantes. Além disso, busca levar ao cinema o ambiente pouco representado do interior do centro-oeste brasileiro com todas as suas complexidades.

O filme também se debruça sobre a representação do desejo homoerótico buscando um diálogo com filmes que procuraram pensar uma forma de representação que rompesse com a tentativa de enquadrar os laços homoafetivos, exclusivamente, dentro de códigos estabelecidos por uma cultura que nunca teve como preocupação entender os relacionamentos homoeróticos sobre outro prisma, além daquele estabelecido pela moral vigente.

“Filmes como O Fantasma de João Pedro Rodrigues, Esse Velho Sonho que se Move, do Alain Guiraudie, o trabalho de cineastas da década de 1970 como o Wakefield Poole (“Bijou”), ou mesmo o trabalho performático de alguns atores como o Al Parker, servem de referência estética e narrativa. Filmes, imagens, corpos, histórias e pessoas que me compõe todo um imaginário dissidente”, ele complementa.

O longa fez parte da seleção da Mostra Panorama no Festival de Berlim e estreia comercialmente no primeiro semestre de 2021 com distribuição da Olhar.

Sobre o diretor:

Daniel Nolasco nasceu na cidade de Catalão, interior de Goiás. É bacharel em Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense e em História pela Universidade Federal de Goiás. Escreveu e dirigiu mais de nove curtas-metragens, exibidos e premiados em vários festivais nacionais e internacionais. Seu primeiro longa-metragem documentário é “Paulistas” (2017), fez sua estreia no Dok Leipzig. Seu segundo documentário é “Mr. Leather” (2019), exibido em mais de trinta festivais como BAFICI, Frameline, Montreal International Documentary Festival, FicViña Viña del Mar. “Vento Seco” é o seu primeiro longa-metragem de ficção.

Festival de Cinema Russo será todo online

Pela primeira vez o Brasil sedia uma edição do FESTIVAL DE CINEMA RUSSO – Russian Film Festival, produzido pela ROSKINO – organização promotora de conteúdos russos em todo o mundo. Seu principal objetivo é introduzir a todos os cinéfilos internacionalmente a grande variedade de conteúdos russos modernos. Ao lançar a marca Festival de Cinema Russo, a ROSKINO estabeleceu uma nova direção para promover conteúdo russo nos mercados internacionais.

Além do Brasil, a série de festivais acontece de forma online na Austrália, México e Espanha, entre novembro e dezembro de 2020. Todos os filmes serão exibidos com legendas locais e, nas animações, os espectadores terão à disposição os filmes totalmente dublados. Para a indústria cinematográfica russa, este é o primeiro projeto online desse tipo, voltado a um público internacional bastante amplo.

O Brasil é considerado um dos mercados em maior perspectiva para o conteúdo russo, já que figura dentre o TOP 10 do mercado externo, no que diz respeito às bilheterias dos filmes russos entre 2014 a 2019. Em 2019, sete filmes russos foram lançados no Brasil e os números recentes de bilheteria mostram que os gêneros mais populares dos filmes russos no Brasil são filmes de animação, terror, drama e ficção científica.

“A Spcine Play é a única plataforma pública de streaming do Brasil e conta com aproximadamente 320 títulos, divididos entre filmes, séries e espetáculos que podem ser assistidos gratuitamente de qualquer lugar do Brasil. Por meio de uma curadoria minuciosa, o catálogo disponibiliza diversos clássicos do cinema brasileiro e títulos exibidos em festivais internacionais. Estamos bem empolgados com esta parceria com o Russian Film Festival, pois a filmografia russa é uma das mais pungentes e interessantes da atualidade”, explica Dilson Neto, coordenador de Difusão da Spcine.

“Nos últimos anos, o conteúdo russo tornou-se mais popular nas plataformas de VOD, como mostram os projetos de animação russos na China, o sucesso da série To the Lake, comprada pela Netflix (a série é atualmente a 3ª mais assistida na plataforma), entre outros.

A programação do Festival, que exibe desde animação e suspense até filmes autorais, é adaptada para atender aos interesses de um grande público de diferentes idades e com várias preferências em gêneros cinematográficos. No futuro, planejamos implementar um formato híbrido do Festival de Cinema Russo, combinando eventos online e offline”, diz Evgenia Markova, CEO da ROSKINO.

SERVIÇO
FESTIVAL DE CINEMA RUSSO/ RUSSIAN FILM FESTIVAL
DE 10 a 30 DE DEZEMBRO – Spcine Play
Exibições Gratuitas

Sexta-feira 13? conheça novos filmes de terror

Hoje é sexta-feira 13 e a gente só consegue pensar em terror! Paris Filmes é responsável por um generoso número de lançamentos do gênero terror e suspense. Na retomada dos cinemas a distribuidora apostou no inédito As Faces do Demônio, e no relançamento de A Maldição do Espelho. Este último, um terror inspirado em uma lenda, deixou muita gente arrepiada nas salas que já estavam reabertas dentro dos protocolos de segurança. Mais de metade do público assistiu após a reabertura das salas. Confira as novidades:

O 3º Andar – Terror na Rua Malasana

Inspirado em eventos reais que estreou nesta quinta-feira, 12 de novembro, nos cinemas brasileiros e já é a maior abertura do gênero nessa semana. A estreia do filme conta com 350 salas em 326 cinemas.

Na história, Manolo e Candela se estabelecem no bairro Malasaña, em Madri, com seus três filhos e o avô Fermín. Eles deixam sua cidade natal para trás em busca da prosperidade que parece ser oferecida na capital de um país em plena transição. Mas há algo que a família Olmedo não sabe: no apartamento do 3º andar em que os integrantes vão morar, eles não estão sozinhos…

Invasão Zumbi 2 – Península

O longa é continuação do bem-sucedido Invasão Zumbi e já apresentou resultados surpreendente de bilheteria nos territórios onde já estreou. No Brasil, a expectativa é que o filme com estreia marcada para 26 de novembro chegue a 350 salas pelo país.

A sequência do sucesso mundial avança quatro anos na história. Após o surto de zumbis que atingiu os passageiros de um trem-bala com destino a Busan, a península coreana ficou devastada. Jung-seok, um ex-soldado que conseguiu fugir do país tem a missão de retornar e surpreendentemente encontra alguns sobreviventes. Ele será capaz de sobreviver novamente ao desastre? É isso que o público vai descobrir nessa sequência aterrorizante.

VEM POR AÍ

E como de terror a Paris Filmes entende muito bem, o público ainda pode esperar muitas novidades para 2021 com filme de exorcismo produzido pela Lionsgate, The Devil’s Light. Outra promessa para fãs do gênero é Crocodilos – A Morte te Espera, uma ameaça que submerge para atacar suas presas de forma desprevinida. De tirar o fôlego do começo ao fim, A Viúva das Sombras vem para deixar até os mais céticos desacreditados do que acontece em uma floresta durante a madrugada.

E, um dos mais aguardados do ano: Espiral – O Legado de Jogos Mortais. Ainda mais assustador, com jogos mais aterrorizantes e desafios cada vez mais cruéis , vai ser quase impossível sobreviver às novas armadilhas. Com produção e atuação de Chris Rock, e atuação de Samuel L. Jackson, o filme deve estrear ainda no primeiro semestre.

2º Festival Internacional de Cinema Fantástico de Brasília já começou!

Até o dia 15 de novembro, com estreias sempre às 20h, o público de todo o Brasil e países do mundo poderão assistir à 2ª. Edição de O Anjo Exterminador — II Festival Internacional de Cinema Fantástico de Brasília, em formato totalmente digital, transmitido pelo YouTube, com acesso pelo site da produtora do festival – www.tabatafilmes.com.br

A programação desta segunda edição será totalmente inédita e incluirá mostras competitivas de curtas nacionais e internacionais. A ideia é novamente abranger todos os subgêneros do cinema fantástico: horror, ficção científica, trash e outras variações que tragam à luz temas intrigantes e encantadores para as novas gerações, a exemplo do surrealismo, do sobrenatural, do futurismo e da distopia. Na programação, além de mostra brasileira, filmes de França, Argentina, Turquia, Itália, Croácia, Finlândia.

O festival brasiliense foi batizado com o nome do filme mexicano O Anjo Exterminador, clássico dirigido por Luis Buñuel e lançado em 1962, no qual, com uma situação surrealista (um grupo de aristocratas não consegue, sem razão aparente, deixar a casa onde acabaram de jantar), o cineasta propõe um contundente comentário sobre a hipocrisia e a falsa moral da sociedade.

Com curadoria de Josiane Osório, Rodrigo Huaga e Ulisses de Freitas, e produção executiva da Tato Comunicação – O Anjo Exterminador — Festival Internacional de Cinema Fantástico de Brasília exibe quatro programas de curtas, sendo dois nacionais de dois internacionais.

Todas as sessões têm acesso livre pelo youtube, no canal do festival. http://bit.ly/oanjoexterminador Os melhores filmes recebem troféus e serão escolhidos por júri especial e pelo voto popular. O Anjo Exterminador — Festival Internacional de Cinema Fantástico de Brasília é uma realização da Tábata Filmes Entretenimento e Cultura, com produção da Tato Comunicação e apoio do Centro Técnico Audiovisual – CTAv.

Sobre o cinema fantástico

O cinema fantástico e suas variações, como terror, fantasia e ficção científica, fascinam plateias desde os primórdios da sétima arte. Basta lembrarmos do pioneirismo de Viagem à Lua (1902), de Georges Méliès, ou dos assustadores protagonistas do Expressionismo Alemão em obras como O gabinete do Dr. Caligari (1920), O Golem (1920) e Nosferatu (1922). Afinal, foi a partir do cinema que as pessoas puderam, finalmente, ver materializados cenários, situações e criaturas antes apenas imaginadas ou presentes em sonhos e pesadelos. Este gênero cinematográfico encanta e impressiona porque desafia fronteiras entre real e imaginário, popular e erudito, cinema de arte e produção comercial, uma vez que absorve o desconhecido e tudo aquilo que habita o inconsciente e problematiza a condição humana.

Novo filme de Lázaro Ramos encerrará o Cine Ceará

“Silêncio da Chuva”, longa de Daniel Filho inspirado no romance policial de Luiz Alfredo Garcia-Roza, será o filme de encerramento do 30º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, exibido em sessão hors-concours no dia 11 de dezembro, no Cineteatro São Luiz, em Fortaleza, respeitando os Protocolos de Reabertura para Cinemas do Governo do Ceará. O roteiro é assinado por Lusa Silvestre (“Estômago”, “O Roubo da Taça” e “A Glória e a Graça”), a produção é da Lereby, em coprodução com Globo Filmes e distribuição da Elo Company.

O longa narra a saga do detetive Espinosa (Lázaro Ramos) e da policial Daia (Thalita Carauta) em solucionar o mistério que envolve a morte do executivo Ricardo (Guilherme Fontes), encontrado baleado sentado ao volante de seu carro, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro. A primeira atitude da dupla é procurar pela viúva, Bia (Cláudia Abreu). Tudo se complica quando ocorre outro assassinato e pessoas envolvidas no caso começam a desaparecer. O longa-metragem conta ainda com Mayana Neiva, Otávio Muller, Bruno Gissoni, Anselmo Vasconcelos, entre outros.

Thalita Carauta recebeu o prêmio de melhor atriz no BRICS Film Festival, realizado na Rússia. Publicado em 1996, “O Silêncio da Chuva”, que abre a série de livros do emblemático detetive Espinosa, recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti e foi publicado em nove países. Para fazer a transcrição do livro para as telas, Daniel Filho trouxe a história do romântico Bairro Peixoto da década de 90 para o Rio de Janeiro hostil e chuvoso de 2018.

Confira cena de Jovens Bruxas – Nova Irmandade

A Sony Pictures divulgou uma cena exclusiva de “Jovens Bruxas – Nova Irmandade”. A nova versão do clássico de 1996 está em cartaz nos cinemas. A cena mostra Lourdes, Frankie e Tabby na escola e iniciando a amizade com Lily.

A produção é da Blumhouse, responsável por sucessos como “O Homem Invisível” e “Fragmentado” e da Red Wagon e estrelado por Cailee Spaeny, Gideon Adlon, Lovie Simone, Zoey Luna, Nicholas Galitzine e por Michelle Monaghan e David Duchovny. A direção e roteiro são de Zoe Lister-Jones.

O lançamento é mais uma opção da distribuidora em oferecer um produto inédito neste momento de retomada dos cinemas. Recentemente, a Sony Pictures também ofereceu ao mercado o terror “A Ilha da Fantasia”, que ainda estava inédito no Brasil.

Christopher Nolan desafia tecnologia em Tenet

Christopher Nolan traz às telonas seu mais novo trabalho, Tenet, que, além de reunir um grande elenco, foi fundamentalmente capturado por meio das câmeras IMAX. O longa não apenas explora o formato de forma singular, mas também serviu de instrumento para o desenvolvimento de uma nova tecnologia IMAX, conferindo ineditismo técnico e visual ao projeto cinematográfico assinado por Nolan.

Há mais de uma década, Christopher Nolan foi o primeiro a utilizar câmeras IMAX para filmar um longa-metragem, e ele continua a abrir novos caminhos com as câmeras de grande formato para oferecer uma experiência imersiva aos espectadores, que os façam não apenas ver, mas vivenciar profundamente cada narrativa.

Nolan, que dirigiu e roteirizou Tenet, e o diretor de fotografia Hoyte van Hoytema filmaram a maior parte da ação de Tenet com câmeras IMAX, utilizando-as mais do que em qualquer produção anterior e van Hoytema suspeita que mais do que qualquer outra produção cinematográfica.

“Rodamos quase 500 mil metros de filme IMAX, o que definitivamente quebrou nosso próprio recorde. Não posso dizer com certeza, mas ficaria surpreso se houvesse outro filme que tenha utilizado mais do que essa metragem”, comenta o diretor de fotografia.

Segundo Nolan, cada decisão é tomada com a ideia de uma plateia reunida em um cinema para ver o filme em uma tela grande. Isso afeta todas as escolhas que são feitas. “Algo que aprendemos ao longo dos anos: se você pode combinar uma gama de técnicas diferentes para concretizar efeitos cena a cena, é muito mais difícil para o público se desligar do filme. É muito mais imersivo”, explica o diretor.

As câmeras IMAX têm motores muito potentes, mas ao mesmo tempo requerem extrema precisão, e não foram construídas para retroceder. Além do uso sem precedentes de câmeras IMAX, as especificidades da história exigiram um avanço na tecnologia disponível.

Van Hoytema detalha: “Um dos maiores desafios técnicos era que queríamos que a câmera IMAX fosse capaz de rodar ao contrário para captar certas manobras físicas impossíveis se o filme apenas fosse para frente. A IMAX foi muito prestativa, trabalhando conosco em um novo projeto de engenharia para reconstruir a mecânica e refazer a eletrônica de seu produto para nos permitir filmar nos dois sentidos”.

Mas as câmeras IMAX têm uma grande desvantagem: são consideravelmente mais ruidosas do que as câmeras tradicionais. Mas com a última geração delas, chamada de câmeras dirigíveis – acrescidas de recobrimento redutor de som – van Hoytema foi capaz de utilizá-las mais do que nunca. No entanto, ele admite: “Houve momentos de diálogo íntimos que não conseguimos obter com a câmera IMAX, então voltamos para a câmera de 65 mm”.

Nolan revelou que o formato amplifica a experiência imersiva de cinema. “Trabalho com o formato IMAX há anos, que tem esse poder extraordinário em termos de quão profundamente é capaz de levar o público a entrar na história. Com uma história tão espetacular e divertida como esta tenta ser, nós realmente sentimos que queríamos envolver o público e levá-los para uma viagem”, ele diz.

Emma Thomas, parceira de Nolan no thriller de ação, comenta: “Tenet foi tão desafiador que eu não acho que teríamos sido capazes de filmá-lo dez anos atrás, então eu sinto que essa história se configurou na mente do Chris na hora certa. Este não é apenas o filme de escopo mais ambicioso realizado por Chris do ponto de vista da produção, mas também da narrativa e a maneira como ele foi além dos limites do que já fez no passado. A produção foi desafiadora, não há dúvida. Mas estávamos cercados pelos melhores do cinema e nos sentimos ótimos com os enormes talentos que estavam nos ajudando a comunicar a história e dar vida aos personagens”.

Festival Curta Brasília anuncia selecionados

O Festival Curta Brasília anunciou nesta segunda-feira (13), os curtas-metragens que vão concorrer aos prêmios da Mostra Nacional. Realizado anualmente pela Sétima Produções, o festival premia os melhores curtas produzidos entre 2019 e 2020, e, para a sua nona edição, o evento será realizado em formato totalmente online pelo próprio site www.curtabrasilia.com.br , devido a pandemia do novo coronavírus.

Sobre as inscrições

Neste ano as inscrições de filmes para a mostra competitiva bateu recorde mais uma vez. Foram 1.114 curtas-metragens inscritos de todas as regiões do Brasil, sendo cuidadosamente analisadas pela comissão de curadoria, sob coordenação de Arthur B. Senra. Após intenso trabalho de avaliação, 15 curtas foram selecionados.

  • A Barca – Dir. Nilton Resende, Ficção (2019) – Maceió (AL)
  • À beira do planeta mainha soprou a gente – Dir. Bruna Barros e Bruna Castro, Documentário (2020) – Salvador (BA)
  • A terra das muitas águas – Dir. Catu Rizo, Ficção (2019) – Nilópolis (RJ);
  • A terra em que pisar – Dir. Fáuston Da Silva, Ficção (2019) – Estrutural (DF)
  • Ainda te amo demais – Dir. Flávia Correia, Documentário (2020) – Maceió (AL)
  • As rendas de dinho – Dir. Adriane Canan, Documentário (2019) – Florianópolis (SC)
  • Exu matou um pássaro – Dir. Vinicius Sassine, Documentário (2020) – Brasília (DF)
  • Filme de domingo – Dir. Lincoln Péricles, Híbrido (2020) – São Paulo (SP)
  • Inabitáveis – Dir. Anderson Bardot, Ficção (2020) – Vila Velha (ES)
  • Inabitável – Dir. Matheus Farias e Enock Carvalho, Ficção (2020) – Recife (PE)
  • Joãosinho da Goméa – O rei do candomblé – Dir. Janaina Oliveira Refem e Rodrigo Dutra, Documentário Experimental (2019) -Duque de Caxias (RJ)
  • Mãtãnãg, a encantada – Dir. Shawara Maxakali e Charles Bicalho, Animação (2019) – Belo Horizonte (MG)
  • Mundo Pequeno – Dir. Gustavo Amora e Cícero Fraga, Documentário (2019) – Brasília (DF)
  • Os últimos românticos do mundo – Dir. Henrique Arruda, Ficção (2020) – Recife (PE)
  • Quantos eram pra tá? – Dir. Vinícius Silva, Ficção (2019) – São Paulo (SP).

“Chama atenção para sobre filmes selecionados algumas costuras de programação que traçam pontos em comum entre os filmes. Vários dos curtas inscritos e em especial os selecionados, trazem a presença da diversidade religiosa no Brasil, além da relação com a música, e do trabalho e a busca por igualdade de direitos. Se sobressaíram em diversas obras a importância das relações de afeto, da empatia e lugares que proporcionam segurança para a existência das várias formas de amor, de resistência e de fé. Os filmes selecionados apresentam proposições a partir do Brasil como ponto de partida para se pensar em nosso país”, comenta Arthur B. Senra, coordenador de curadoria da seleção.

Novidades

Uma novidade deste ano é que a Mostra Tesourinha, dedicada para a exibição de produções locais (Brasília), se tornou um selo dos filmes do DF, compondo a programação, ou seja, participarão da mostra competitiva nacional e concorreram a prêmios específicos para a produção local.

Sobre o Festival Curta Brasília

O Festival Curta Brasília nasceu em 2012 focado em exibir, difundir e valorizar filmes curtas-metragens brasilienses, brasileiros e internacionais. Desde então, foram realizadas 8 edições ininterruptas com mais de 7 mil inscrições de filmes de todo o Brasil. Com grande sucesso de público e crítica, o Curta exibiu quase 700 curtas, sendo 440 nacionais, 125 do DF e 153 internacionais. Desde 2015, ampliou a circulação e extensão de suas ações com circuitos itinerantes de exibição nacionais e internacionais, além de promover o intercâmbio de realizadores brasileiros em cidades como Paris, Cannes, Nice e Bogotá. O Festival trabalha intensamente na iniciativa de divulgar em todas as janelas durante o ano inteiro, em cineclubes e espaços culturais, firmando parcerias como o programa “Curta Brasília na Globo” e sessões anuais na Casa Doc’ em Nice e na Cinemateca de Paris.

Serviço
9º Festival Curta Brasília
Quando: 17 a 21 de dezembro de 2020
Onde: Formato inédito, 100% online
Site e informações http://www.curtabrasilia.com.br/

Warner recebe sete indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

A Warner Bros. Pictures acumula sete indicações ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2020, distribuídas em três produções do estúdio. O brasileiro Hebe – A Estrela do Brasil, dirigido por Maurício Farias (de “A Grande Família: O Filme” e “Vai que dá certo”) e baseado na história da famosa apresentadora Hebe Camargo, é o grande destaque com cinco indicações, concorrendo nas categorias Melhor Longa-Metragem Ficção, Melhor Atriz com Andrea Beltrão como intérprete de Hebe, Melhor Roteiro Original pelo trabalho de Carolina Kotscho, Melhor Figurino, com assinatura de Antônio Medeiros e Melhor Maquiagem, por Simone Batata. A principal premiação do setor será realizada com homenagem coletiva aos profissionais da indústria e transmissão pela TV Cultura, no dia 10 de outubro.

O longa da Loma Filmes em coprodução com a Warner Bros. Pictures, 20th Century Fox, Globo Filmes, Hebe Forever e Labrador Filmes, traz ainda Inti Briones na direção de fotografia e a atriz Andrea Beltrão interpretando a rainha da televisão brasileira Hebe Camargo na década de 1980. O Brasil vive uma de suas piores crises e Hebe aparece na tela exuberante: é a imagem perfeita do poder e do sucesso. Ao completar 40 anos de profissão, perto de chegar aos 60 anos de vida, está madura e já não aceita ser apenas um produto que vende bem na tela da TV. Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário, ao governo e aos costumes vigentes.

Entre o brilho da vida pública e a escuridão da dor privada, Hebe enfrenta o preconceito, o machismo, o marido ciumento, os chefes poderosos e a ditadura militar para se tornar a mais autêntica e mais querida celebridade da história da nossa TV: uma personagem extraordinária, com dramas comuns a qualquer um de seus milhões de fãs.

A atriz Andrea Beltrão, que deu vida a Hebe nos cinemas e na série de TV, revelou sua admiração pela apresentadora. “Eu me apaixonei muito radicalmente pela Hebe. Pela coragem de ser quem era ela, com todos os limites, com as dificuldades, com as inseguranças, falando muitas besteiras, errando muito, mas também não tendo vergonha de errar. Uma mulher que teve uma infância dificílima, muito, muito pobre, que foi arrimo de família durante muitos anos. Uma mulher que quis se casar, fez um aborto, sofreu, foi abandonada pelo cara que ela gostava, sempre foi super assediada, era tratada muitas vezes como uma mulher qualquer, uma mulher fácil”, conta Andréa.

Para Maurício Farias, que dirigiu o longa-metragem, “Hebe era uma pessoa agregadora, que buscava o diálogo para discutir, aprender, evoluir, para servir de reflexão sobre o que ela falava e os outros falavam. Uma mulher alegre, inteligente, forte, que viveu a frente do seu tempo, rompendo fronteiras num mundo machista. No momento em que o diálogo é fundamental para diminuir a polarização no mundo, em que o protagonismo das mulheres ganha cada vez mais força, Hebe é atualíssima. Seu enorme carisma e talento a tornou a maior apresentadora da história da televisão brasileira”.

O longa Coringa, ficção do diretor Todd Phillips, protagonizada por Joaquin Phoenix também está entre os indicados e concorre na categoria Melhor Longa-Metragem Internacional. A versão de Phillips sobre Arthur Fleck, interpretado de maneira memorável por Joaquin Phoenix, mostra um homem lutando para se integrar à sociedade despedaçada de Gotham.

Já na categoria Melhor Longa Metragem Ibero-Americano, o destaque vai para o longa argentino A Odisseia dos Tontos com direção de Sebastián Borensztein. Em uma cidade distante na província de Buenos Aires, durante a crise econômica, um grupo de moradores decide reunir a quantia de dinheiro necessária para comprar alguns silos abandonados em uma propriedade agroindustrial. Mas, mesmo antes de poderem executar o projeto, um golpe faz com que eles atinjam o fundo do poço e reajam diante da injustiça.

Romance é interrompido na quarentena no curta Tudo Bem. Veja!

O curta-metragem “Tudo Bem” estreou no YouTube. O filme foi produzido após seleção no edital Cultura Presente nas Redes, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O filme já conta com cerca de 150 mil visualizações até o momento. O curta conta a história de Hugo (Daniel Rangel), um jovem morador do subúrbio do Rio que conhece a universitária Dandara (Heslaine Vieira) antes do início da pandemia de coronavírus. Sem nenhum contato com a moça, ele passa o período da quarentena imaginando se conseguirá encontrá-la novamente, ao mesmo tempo em que precisa lidar com as duras consequências da pandemia na sua própria casa.

O ator Daniel Rangel acredita que Hugo seja uma representação do que a maioria das pessoas passou durante a quarentena. “Nesse período tivemos que lidar com a lembrança de situações que passaram, que ficaram para trás e que não podemos mais controlar, enquanto as consequências da pandemia aconteciam no dia a dia. Em “Tudo Bem” representamos esse momento de pandemia sob outra perspectiva e o resultado ficou lindo. Espero que todo mundo curta”, comenta Daniel.

A produção contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Nilópolis, que liberou as filmagens na cidade e isolou a área de gravação para segurança de todos. Com protocolos rígidos e uma equipe reduzida, o diretor de primeira viagem Caio César conta como foram os trabalhos. “Queríamos fazer arte em meio ao caos. Estávamos todos isolados antes das gravações, não cometemos nenhum excesso e o resultado é que não houve qualquer caso de contaminação. Pra gente era muito importante só gravar caso houvesse as devidas liberações da prefeitura e foi o que aconteceu”, explica Caio.

Em tempo recorde, equipe e elenco se dispuseram a contar uma boa história. “Tínhamos dois dias para gravar tudo e fazer algo que deixasse as pessoas com esperança de dias melhores. Acho que fomos bem sucedidos”, revela Caio, que é também o roteirista do projeto. Além de Daniel Rangel (que está atuando em Salve-se Quem Puder) e Heslaine Vieira (no ar na reprise de Malhação), o elenco conta ainda com as participações de André Luiz Frambach (ator da novela Éramos Seis) e do ator e YouTuber Pedro Ottoni, sensação nas redes sociais.

Com uma equipe voluntária que mistura profissionais com experiência em cinema e televisão, estudantes e pessoas que participam de uma produção audiovisual pela primeira vez, “Tudo Bem” promete ser um retrato das relações dos jovens nesse novo tempo e um estudo esperançoso sobre o poder das conexões em momentos de crise.

Sobre o diretor

Aos 25 anos, Caio César, nilopolitano, escreve e dirige sua primeira produção audiovisual. Jornalista formado pela UFRJ, participou em 2018 de uma Oficina de formação no Grupo Globo, onde foi contratado como Diretor de Imagens. Tem no currículo sucessos como as novelas A Dona do Pedaço e Órfãos da Terra. Integra a equipe fixa do programa Se Joga, atualmente fora do ar devido à pandemia de coronavírus.

Sobre a equipe: João Frazão, diretor de fotografia, é diretor criativo da Frazão Filmes e assinou, entre outros, o clipe Te Entreguei Meu Coração, de Luma Elpídio, que já bateu mais de um milhão de visualizações. Edvandro de Castro, operador de câmera, é um premiado documentarista e trabalha atualmente na TV Globo. Júlia Raad, responsável pela colorização, integrou a equipe de finalização de Democracia em Vertigem, filme da Netflix indicado ao Oscar 2020 de Melhor Documentário.