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Tenet, de Christopher Nolan, estreia em setembro

A Warner Bros. Pictures, em parceria com os exibidores, convida o público brasileiro para celebrar o relançamento do 10º aniversário do filme aclamado pela crítica e sensação de bilheteria de Christopher Nolan, “A Origem”, em 3 de setembro. Este evento especial de aniversário também servirá como um aquecimento para a estreia do aguardado filme de Nolan, Tenet, que chegará aos cinemas do Brasil na semana seguinte, em 10 de setembro.

John David Washington é o novo protagonista do espetáculo de ficção científica original de Christopher Nolan, Tenet. Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência de todo o mundo, o protagonista viaja por um mundo crepuscular de espionagem internacional em uma missão que se desdobra em algo além do tempo real. Não é viagem no tempo. Inversão. O filme também conta com Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Dimple Kapadia, com Michael Caine e Kenneth Branagh.

“A Origem”, um filme de ação de ficção científica de 2010 escrito e dirigido por Nolan, que também produziu o filme com Emma Thomas, traz Leonardo DiCaprio como um ladrão profissional que rouba informações ao se infiltrar no subconsciente de seus alvos. Ele tem a chance de ter seu histórico criminal apagado como pagamento pela implantação da ideia de outra pessoa no subconsciente de um alvo. O elenco inclui Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ellen Page, Tom Hardy, Dileep Rao, Cillian Murphy, Tom Berenger e Michael Caine.

Primeira mulher regente de grande orquestra vira filme

Acabam de ser divulgado o trailer de “Antonia – Uma Sinfonia”, longa da diretora e roteirista holandesa Maria Peters, que reconta a trajetória de Antonia Brico (Christanne de Bruijn), a primeira mulher a reger, com sucesso, uma grande orquestra no final da década de 1920.

Peters conta que há muito tempo sentia vontade de realizar um filme sobre sua conterrânea, dando luz à história de uma mulher que rompeu com os padrões estritamente masculinos da música erudita. “Infelizmente, a obscuridade é um destino que muitas artistas femininas já tiveram ao longo dos tempos. Talvez seja esse esquecimento que mais me estimule a escrever e dirigir essa história. A vida notável de Antonia Brico deve ser uma fonte de inspiração”.

Ainda criança Antonia se muda com seus pais da Holanda para os Estados Unidos. Em 1926, aos 24 anos a jovem já sonhava em se tornar maestrina, mas nem mesmo seu professor de piano a estimulava. Disposta a tudo e sem nada a perder, ela volta à sua terra natal, onde implora uma chance ao famoso maestro Mengelberg.

Desconfortável com a situação, ele a envia para Berlim onde, contrariando todas as expectativas, ela tem a chance de estudar na Academia Estadual de Música e se torna a primeira mulher a reger a Orquestra Filarmônica de Berlim. Mas, nada na vida de Antonia seria fácil, quando finalmente seu sonho parece próximo, o amor de sua vida a coloca numa posição de difícil escolha.

Para a diretora, além de uma inspiração, a vida de Antonia Brico serve como uma reflexão também para os dias atuais: “Hoje, parece que não existem grandes maestrinas no mundo; elas estão totalmente ausentes do top 20 dos regentes mais famosos. As artistas do sexo feminino devem se contentar com um lugar à margem. Sempre foi assim. E se não fizermos nada a respeito, continuará sendo assim”, comenta Peters. “Antonia – Uma Sinfonia” estreia em agosto nas plataformas Now, Vivo Play, iTunes, Apple TV, Google Play, YouTube Filmes, Claro Vídeo e Sky Play.

HBO indica filmes e séries com trilhas sonoras especiais

Mesmo antes de haver diálogo, a música sempre foi um componente central em produções cinematográficas. Por trás de todo grande filme ou série, existe uma trilha sonora que contextualiza e enriquece o produto final. A música guia o espectador através da narrativa, seja reforçando a emoção de cada cena ou o envolvendo em memórias inesquecíveis. Para celebrar a música como elemento fundamental do cinema, a HBO elenca filmes e séries com trilhas sonoras memoráveis, disponíveis na HBO GO:

ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD (filme) Neste longa-metragem de Quentin Tarantino, os vencedores do Oscar® Leonardo DiCaprio e Brad Pitt vivem respectivamente um ator de televisão decadente e seu dublê, buscando o sucesso na Hollywood de 1969. Para evocar o charme e particularidade da era retratada, o premiado diretor, vencedor de duas estatuetas do Oscar® e quatro Globos de Ouro®, criou um conceito de cápsula do tempo, certificando-se de que somente músicas da época iriam compor a trilha sonora. As faixas estão presentes em algumas das principais cenas, como festas, passeios de carros por Los Angeles e uma disputa épica na qual You Keep Me Hangin’, da banda Vanilla Fudge, dá o tom cômico no melhor estilo Tarantino.

EUPHORIA (série) Nesta série original da HBO, produzida pelo cantor e compositor Drake, um grupo de adolescentes experimenta os altos e baixos dos relacionamentos em um mundo de redes sociais, sexo, drogas e violência. As playlists de cada episódio, muitas vezes compostas por mais de 20 canções, refletem o humor dos jovens e a intensidade de suas experiências. Com trilha sonora eclética, a primeira temporada traz desde composições de artistas pop, como Beyoncé, Billie Eilish e Lizzo, até os ritmos latinos e K-pop.

NASCE UMA ESTRELA (filme) Lady Gaga é a estrela da terceira adaptação de NASCE UMA ESTRELA, ao lado Bradley Cooper. A história é sobre a relação de uma jovem cantora e um artista em decadência que juntos enfrentam os desafios da fama, do álcool e da ambição. O repertório musical do filme inclui interpretações de clássicos como Somewhere Over the Rainbow e La Vie Em Rose na voz da diva pop, bem como faixas originais interpretadas pelo casal. Entre elas, Always Remember Us This Way e Shallow, que rendeu ao filme o Oscar® de Melhor Canção Original. NASCE UMA ESTRELA teve duas versões anteriores: em 1954, protagonizada por Judy Garland, e em 1976, estrelada por Barbra Streisand.

BIG LITTLE LIES (série) Não é só o elenco feminino de peso que chama a atenção nesta série da HBO que tem Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Laura Dern, Shailene Woodley e Zoë Kravitz entre as protagonistas. Vencedora do Globo de Ouro® e do Emmy® de Melhor Supervisão Musical, a produção explora segredos e rivalidades de uma comunidade aparentemente perfeita da Califórnia. A trilha sonora, majoritariamente composta por ritmos soul e R&B, além de complementar cenas de emblemáticas paisagens californianas, oferece insights sobre os personagens obcecados por segredos. Entre os destaques da playlist estão o tema de abertura Cold Little Heart, do britânico Michael Kiwanuka, que fala sobre decepções amorosas, dor e morte, e composições de Fleetwood Mac, Irma Thomas e Alabama Shakes.

WESTWORLD (série) A primeira e a segunda temporadas da série são ambientadas em um parque de diversões futurista de temática faroeste, onde os visitantes podem transformar suas fantasias em realidade com androides cuidadosamente programados para isso. Do mesmo compositor de GAME OF THRONES, Ramin Djawadi, a trilha sonora reproduz o equilíbrio entre elementos antigos e modernos reforçando a proposta da produção. Além de composições originais, os episódios trazem versões de clássicos de Amy Winehouse, Rolling Stones e Radiohead, reproduzidas ao som de um típico piano dos salões da época do Velho Oeste.

WATCHMEN (série) Nesta série, que tem a trilha sonora curada por Trent Reznor e Atticus Ross, a HBO reinterpreta o universo criado por Alan Moore, onde justiceiros mascarados transitam pela linha tênue entre o bem e mal em uma sociedade que os despreza. O humor ácido e as cenas ação são enfatizados com faixas que vão do hip-hop às baladas românticas dos anos 50 e música clássica. Trent Reznor, fundador da banda Nine Inch Nails, e Atticus Ross foram também vencedores do Oscar® e do Globo de Ouro® por melhor Trilha Sonora no filme A Rede Social.

SHARP OBJECTS (série) Ganhadora do Globo de Ouro® e estrelada pela indicada ao Oscar® Amy Adams, a série segue uma jornalista dominada por seu passado sombrio e que retorna a sua cidade natal para cobrir o assassinato de duas meninas. A trilha sonora, que mistura gêneros retro e pop, complementa a narrativa de maneira elegante e sutil, revelando pistas sobre a personalidade e motivações de cada personagem. Alguns artistas marcam temas recorrentes da história, entre eles os ícones do rock Led Zeppelin, a banda folk feminina Hurray for the Riff Raff e a eletrônica The Acid, em alguns casos refletindo as ações através de suas letras.

Professor entra em filmes e séries para ensinar inglês

Assistir a filmes e séries em Inglês – com ou sem legendas – é um dos principais métodos adotados pelas pessoas que querem aprender e adquirir fluência no idioma. Mas, e se fosse possível “entrar” nas produções para interagir com os personagens, em sua própria língua nativa? É o que o Professor Matias Pires – o Teacher Matias – faz em vídeos publicados em seus perfis nas redes sociais (@TeacherMatias, no Instagram e YouTube).

Utilizando-se de recursos de computação gráfica, Teacher Matias já foi parar em cenas de filmes, séries e desenhos. Entre as produções nas quais o professor já “entrou”, estão: Coringa, Matrix, Os Simpsons, South Park, Two and a Half men, It – A Coisa, entre outras. “Sempre busco formas diferentes e atrativas de ensinar. Também procuro trazer humor para as minhas aulas, para facilitar o aprendizado. Dessa prática é que surgiu a inspiração de ‘entrar’ nos filmes e séries”, explica o professor.

Em suas interações, Teacher Matias recria diálogos e aproveita para explicar particularidades das cenas, como expressões, gírias, entre outras curiosidades. O professor também entrevista personalidades que encontra em suas viagens aos Estados Unidos, Reino Unido e outros países de língua inglesa, sobre situações cotidianas, curiosidades e dicas que possam ser aproveitadas no aprendizado do idioma. Além dos conteúdos publicados em seus perfis nas redes sociais, Teacher Matias é o criador do curso “English Masters” e do e-book “O Plano Perfeito – Guia Completo para a fluência em Inglês”.

Últimos dias para o Cabíria Prêmio de Roteiro

Sexta-feira, 31 de julho: último dia de inscrição para o Cabíria Prêmio de Roteiro. Quinto ano da iniciativa destinada a celebrar e incentivar o protagonismo de mulheres no audiovisual, o Prêmio traz novidades como a criação da categoria “piloto de série documental”, além das já existentes: “longa de ficção”, “argumento infantojuvenil de longa de ficção” e “piloto de série de ficção”. Os roteiros e argumentos inscritos precisam ser de autoria feminina ou escritos em coautoria com roteiristas mulheres. Além disso, as narrativas devem contar com ao menos uma protagonista feminina. A temática é livre. Roteiristas mulheres PcD, negras, indígenas e pessoas trans poderão requisitar gratuidade nas inscrições, mediante formulário simplificado de autodeclaração, conforme regulamento no site oficial do Prêmio Cabíria. As demais roteirista pagam R$ 80. A inscrição é através do site www.cabiria.com.br.

Outra novidade desse ano é a transformação da premiação da categoria “longa de ficção” em um laboratório que irá contemplar os cinco projetos finalistas. A primeira colocada também passará a integrar a rede de talentos do Projeto Paradiso, instituição que investe em formação profissional e geração de conhecimento.

Na categoria “argumento infantojuvenil de longa de ficção”, criada na edição passada, o laboratório de projetos será ampliado e contemplará quatro projetos – no ano anterior, foram apenas dois. Nas demais categorias, as finalistas receberão credenciais para participação em eventos relevantes do setor audiovisual, além de consultorias.

Numa postura afirmativa do Prêmio Cabíria, cada categoria celebrará premiações para roteiristas negras e indígenas, o que não implica que mais profissionais negras e/ou indígenas não sejam contempladas, mas garante suas participações.

A premiação é parte do Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, que em sua primeira edição, em novembro de 2019, ocupou diversos espaços do Rio de Janeiro com exibição de longas e curtas-metragens, além de debates, painéis, oficinas e palestras sobre narrativa audiovisual, diversidade, representatividade e equidade de gênero no setor. Este ano, o evento se prepara para uma edição digital, com data a confirmar no segundo semestre.

“É muito bom poder anunciar a realização da quinta edição do Cabíria – Prêmio de Roteiro. Ainda mais com seu alcance ampliado pela inclusão de mais uma categoria na premiação. Em um momento tão delicado como este que estamos vivendo, isso só é possível por conta de relevância do projeto e do apoio dos parceiros já confirmados”, comemora Marília Nogueira, idealizadora do Prêmio Cabíria.

O Prêmio Cabíria conta com o apoio do Projeto Paradiso, Vídeocamp, Série Lab, FRAPA (Festival do Roteiro Audiovisual de Porto Alegre) e ROTA (Festival do Roteiro Audiovisual). Outras parcerias ainda estão sendo fechadas.

Drive-ins: alternativa durante a pandemia

O mercado cultural é um dos que está passando por mais transformações para driblar os efeitos econômicos do atual cenário. O formato para levar entretenimento até as pessoas está mudando e, por isso, os drive-ins se tornaram a melhor opção, por se tratarem de eventos seguros diante do isolamento social. Um bom exemplo, são as sessões que estão acontecendo no Allianz Parque, Memorial da América Latina e Aeroporto de Brasília, que passam a oferecer apresentações de filmes, shows e musicais, com tickets à venda na plataforma da Sympla.

Inspirados no cenário internacional, os drive-ins passaram a ser uma tendência e também um primeiro passo para que o mercado absorva a possibilidade da volta dos eventos presenciais. Apesar de ser um tipo de entretenimento que desembarcou agora no Brasil, eles já acontecem desde o final de maio em países como Alemanha, Estados Unidos, Portugal e Espanha, com todos os cuidados e restrições que o momento requer. Em Madrid, na Espanha, a inauguração foi com o filme “Grease – Nos tempos da Brilhantina” para cerca de 100 veículos.

Um dos responsáveis por esse tipo de evento no Brasil, Marcio Flores, diretor de marketing e inovações do Allianz Parque, destaca a importância do entretenimento e da participação em eventos culturais para a sociedade, além do poder de adaptação do segmento que faz com que menos pessoas fiquem desempregadas. “Hoje, após 3 meses sem eventos, temos convicção que o mercado cultural tem um papel importante na saúde mental das pessoas. Além disso, os eventos movimentam o mercado e geram receita aos milhares de desempregados e empresas do segmento, atingidas diretamente pela crise causada pela pandemia”, pontua. O evento chamado Arena Sessions vai receber shows como Belo, Marcelo D2 e AnaVitoria.

Também neste modelo, o Belas Artes Drive-In, que acontece no Memorial da América Latina, busca, no topo de suas prioridades, oferecer conteúdo de qualidade para um público muito acostumado com os agitos da noite paulistana. “Procuramos oferecer uma programação semelhante ao nosso cinema, Petra Belas Artes, com filmes Cults, aqueles que as pessoas amam ver e rever. E também títulos que faz diferença assistir na tela grande”, afirma André Sturm. organizador do evento.

Para os organizadores, a adaptação às exigências têm sido parte fundamental do processo e a preocupação com a saúde e segurança do público também é item de primeira necessidade, uma vez que todos os locais precisam seguir as regras sanitárias determinadas pela Anvisa. De acordo com Guto Jabour, um dos idealizadores do Festival Drive-In, que acontece no Aeroporto Internacional de Brasília, a tecnologia foi fator fundamental para trazer uma experiência segura aos espectadores. “O Festival Drive-In conta com uma tecnologia 100% digital. Por meio de um aplicativo, que será ativado pelo QR Code no celular, o público poderá até mesmo checar se há fila nos banheiros. Estes, inclusive, atendem a todas as normas exigidas pela Anvisa. Com higienização a cada uso, álcool em gel e marcação com 1,5m de distância durante possíveis filas”, comenta.

Nos três locais, o valor é cobrado por veículo, com capacidade de 4 pessoas por carro e restrições como uso de máscara, distanciamento entre os automóveis e uso dos banheiros agendado para cumprir os protocolos de segurança ao coronavírus. “Somente no térreo, os banheiros da arena tem capacidade para atender mais de 30 mil pessoas. Neste caso, considerando quatro pessoas por carro, cerca de 1.140 pessoas poderão ser atendidas com segurança seguindo todos os protocolos sanitários exigidos pelos órgãos públicos”, comenta Marcio, do Allianz Parque.

Os ingressos para todos os eventos Drive-in, podem ser obtidos por meio da plataforma da Sympla.

Serviço:
Festival Drive-In
Onde: Estacionamento B do Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek
Valores de Ingressos: a partir de R$ 60,00 (por carro)
Mais informações e vendas: https://site.bileto.sympla.com.br/festivaldriveindf/

Sobre a Sympla: A Sympla é a maior plataforma de eventos do Brasil, com objetivo de transformar a compra e gestão de ingressos em uma experiência simples, eficiente e humana. Com tecnologia em seu DNA, a empresa desenvolve soluções dinâmicas e confiáveis para compradores e organizadores de eventos presenciais e online, revolucionando o setor, introduzindo atributos como eficácia, simplicidade e design. Fundada em 2012, hoje a maior plataforma de eventos do Brasil está presente em mais de 3.000 cidades pelo país, com ampla variedade de eventos tanto presenciais como online, desde grandes shows e eventos esportivos até festas, congressos, cursos, encontros de networking e teatros.

Curta aborda o legado das mulheres pretas

As periferias paulistanas possuem muitas histórias como a de Dona Izabel, jovem preta de origem nordestina que fugiu da fome no interior da Bahia e encontrou em São Paulo, à despeito dos preconceitos e dificuldades, a oportunidade de prover um futuro melhor para sua vida e sua linhagem. Foi buscando dar voz e rosto a relatos como esses, representados como arquétipos subordinados nas narrativas da “branquidade” – que forma a grande maioria das produções audiovisuais brasileiras – que o publicitário Gabriel Quadros produziu o curta ‘Mãepreta – Terra, Ventre e Luz’ (assista aqui), depois de ter sido selecionado pelo Projeto Curta em Casa, do Instituto Criar em parceria com a SPCine.

Gabriel atua como planejamento estratégico de conteúdo na Agência Newton e sua geração é a primeira em sua família a alcançar o ensino superior. Sua trajetória, como a de muitos jovens de sua geração, tem como alicerce o trabalho, a garra e a perseverança de grandes matriarcas. E é exatamente o que ele expressa no filme, ao apresentar a saga de sua avó, Dona Izabel: histórias e vozes que nas telas de cinema poucas vezes são retratadas com prestígio.

“Mais do que simplesmente contar a história da minha avó, queria transmitir sua potência, sua subjetividade. É muito importante ter representações positivas e realistas sobre matriarcas pretas no audiovisual. A narrativa do curta foi construída para que ela fosse a narradora de sua própria biografia, contada em sua linguagem, com suas expressões e formas de articulações”, afirma Quadros.

A formação em cinema do publicitário ocorreu por meio do Fundo de Educação da Newton. Isso porque a agência distribui parte de sua receita com todos os membros da equipe e um percentual desse recurso é destinado ao fomento do Fundo de Educação, que tem como objetivo aprimorar o conhecimento e a capacitação de seus colaboradores.

“A Newton divide 50% do seu lucro entre todos os colaboradores, de acordo com critérios previamente estabelecidos. Do valor que cada um recebe, 10% precisa ser obrigatoriamente investido no próprio desenvolvimento profissional, em cursos de especialização, por exemplo. Foi com esse recurso que o Gabriel foi estudar produção audiovisual, decisão que tem todo o nosso apoio”, diz Thais Marques, Head de Conteúdo e sócia da Newton.

O curta ‘Mãepreta – Terra, Ventre e Luz’ é um dos 200 projetos selecionados pelo Instituto Criar para o registro do cotidiano das periferias paulistanas durante a pandemia. Disponível para ser assistido gratuitamente na página do instituto no YouTube, o filme agora participa de um processo de votação popular que selecionará os dez melhores filmes do “Curta em Casa” para exibição no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.

Antologia reúne curtas de terror feitos na pandemia

Treze curtas-metragens de terror produzidos durante a quarentena serão lançados no próximo dia 06 de agosto nas plataformas digitais iTunes, Google Play, Youtube Filmes, Vivo Play, Now e Looke, com a distribuição da O2 Play. “Antologia da Pandemia” reúne trabalhos de diretores do Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Reino Unido e Chipre.

A ideia partiu da Fantaspoa Produções, responsável pelo tradicional Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, realizado anualmente desde 2005 e que, em 2020, por conta da pandemia, terá uma edição online (leia mais abaixo). A produção do longa é assinada por João Pedro Fleck, Fernando Sanches, João Pedro Teixeira e Nicolas Tonsho.

Críticas internacionais

O resultado coletivo registra um momento de transformação e incertezas em todo o mundo. Considerando a qualidade das obras selecionadas no concurso, o quanto capturam o contexto histórico em que estamos vivendo e sempre tendo em vista a promoção de novos e promissores talentos do audiovisual, “Antologia da Pandemia” vem recebendo críticas positivas da imprensa especializada.

O site Aipt Comics considera o filme “talvez a mais original antologia de horror já feita”. Na avaliação do Nightmarish Conjurings, “não importa quais sejam seus gostos, se você está disposto a encarar os horrores da pandemia, a ‘Antologia da Pandemia’ tem um segmento especialmente para você”. Já a Signal Horizon Magazine alerta que “ao contrário da maioria das antologias, esta não apresenta nenhum momento de tédio”.

Filmes selecionados

  • Às Vezes Ela Volta, de Matheus Maltempi (Brasil)
  • Baldomero, de Martín Blousson (Argentina)
  • Eclosão, de Alejo Rébora (Argentina)
  • Estúpidemia, de Junior Larethian (Brasil)
  • Jérôme: Um Conto de Natal, de Beatriz Saldanha (Brasil)
  • O Último Dia, de Guillermo Carbonell (Uruguai)
  • A Mancha na Parede, de Daniel Pires (Brasil)
  • Pique Esconde Macabro, de Julio Napoli Filho (Brasil)
  • Psicopompo, de Giordano Gio (Brasil)
  • Quarentena Sem Fim, de Fabrício Bittar (Brasil)
  • Barata, de Emerson Niemchick (EUA)
  • Roleta Russa, de Andreas Kyriacou (Chipre)
  • Desenterrado, de Karl Holt (Reino Unido)

André Pellenz dirige remotamente o longa Fluxo

“Fluxo”, longa do cineasta carioca André Pellenz (“Minha Mãe é uma Peça” e “D.P.A. – Detetives do Prédio Azul”), começou a ser rodado remotamente no Rio, São Paulo e Fortaleza. A produção está sendo filmada seguindo rígidos protocolos de distanciamento social: não há contato físico entre diretor, equipe técnica e elenco, com exceção do casal de protagonistas, Bruna Guerin e Gabriel Godoy, os únicos que contracenam presencialmente.

O roteiro original de André Pellenz tem diversas camadas, mas o ponto de partida para o drama que tem uma distopia como pano de fundo é a história de um casal em crise. Carla, advogada que tem o trabalho como prioridade, e o terapeuta motivacional Rodrigo vivem uma situação delicada. Para ela, a relação acabou e Rodrigo deve sair de casa o mais rápido possível.

Mas essa separação física vai ter que esperar porque no mesmo dia uma quarentena é decretada para conter a insólita pandemia que chegou ao Brasil. Rodrigo não pode se mudar e, agora, eles são obrigados a conviver por mais tempo sob o mesmo teto e lidar com as dificuldades do confinamento e de uma ameaça ainda maior do que o próprio vírus. O único contato externo é através de mensagens e chamadas de vídeo com familiares, amigos, colegas de trabalho e clientes.

“Escrevi o roteiro no início da pandemia. É um drama visceral de relacionamento que em alguns momentos parece que vai apontar para a comédia mas se transforma numa distopia, com um desfecho que pode ser identificado com o momento atual”, define o diretor.

Bruna Guerin e Gabriel Godoy filmam de seu apartamento em São Paulo, enquanto André Pellenz dirige de sua casa no Rio de Janeiro e outros atores estão em diferentes cidades. “Não teremos o diretor no set. Nem os assistentes, nem o fotógrafo, que vão ver o que estamos fazendo e conversar conosco sempre por vídeo. Além disso, moramos na ‘locação”, que teremos que imaginar como não sendo nossa casa e sim a dos nossos personagens”, explica Bruna. Gabriel concorda: “É um método totalmente novo, jamais testado no cinema. Estamos confiantes, o roteiro é engenhoso e vibrante, mas com certeza será uma interpretação diferente do que seria da maneira normal. Nem melhor, nem pior, apenas diferente”.

O elenco também conta com nomes como Silvero Pereira, num papel-chave para a distopia final (e que vai filmar de Fortaleza), Guida Vianna (que está no Rio), Ronaldo Reis (o Severino “Detetives do Prédio Azul”), Alana Ferri e Monika Salvino – todos filmados em suas casas através de seus próprios dispositivos, como laptops e smartphones. “Minhas cenas são todas por videochamada, o que envolve não só desafios técnicos, como também os das relações que não se estabelecem fisicamente, mas pelo olhar que procura os olhos do outro na tela do computador ou celular. É uma maneira diferente de encontro, que reproduz o que estamos vivendo agora, mas, como interpretação, será uma descoberta”, diz a jovem atriz Alana Ferri, em sua estreia na tela grande, interpretando uma amiga de Carla, com quem tem um contato mais íntimo mesmo com as limitações do isolamento.

“Fluxo não é ‘o filme da pandemia’. Não estamos retratando a Covid-19, mas o isolamento social é o ponto de partida para discutirmos a crise de um casal que acaba refletindo uma situação maior e mais grave”, diz Cosimo Valerio, sócio de Angelo Salvetti na produtora MediaBridge. “Estamos fazendo um filme para as salas de cinema e para festivais, renovando nossa aposta na tela grande, na sala escura, no cinema como arte. O cinema não só vai sobreviver como sairá disso tudo com mais força”, completa Cosimo. “O cinema nos faz refletir sobre o que passamos. No meu caso, fico feliz de estar filmando dois meses depois de ser diagnosticado com a Covid-19, que é muito grave e precisa ser encarada com seriedade”, conclui Angelo Salvetti.

SINOPSE

Carla e Rodrigo estão em crise, mas precisam adiar a separação física por conta de uma quarentena decretada para conter a pandemia de um vírus. O casal é obrigado a continuar no mesmo apartamento, sem sair de casa. Juntos 24 horas, eles têm que dividir espaços e tarefas, além de tentar manter o equilíbrio emocional. Com o confinamento forçado, Rodrigo e Carla passam a se olhar através de um afeto inexistente antes da convivência, enquanto percebem que há algo de errado acontecendo nas ruas lá fora.

Curta Cinema abre inscrições para sua 30ª edição

O Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro está de volta e com novidades! Realizado pela Associação Franco Cultural, o Curta Cinema 2020 ganha versão virtual em sua 30ª edição e acontecerá em novembro, com transmissão online e exclusiva pela plataforma Festhome TV. Desta vez, será possível ver de onde quiser e da tela que preferir todas as produções em destaque no evento. Participe você também: as inscrições estão abertas e vão até 7 de agosto. Corra e faça a sua!

Voltado para a exibição e a promoção de obras audiovisuais de curta metragem, o Curta Cinema dedica sua programação a trabalhos finalizados em suportes digitais e tem caráter competitivo e informativo. A edição especial de 2020 contará com a Competição Nacional e a Competição Internacional, mostras tradicionais que consolidaram o evento por ser a primeira competição brasileira a qualificar seus vencedores a uma vaga para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o Oscar. Mesmo diante do cenário de pandemia, premiação e qualificação se mantêm, assim como a qualificação para o BAFTA e as indicações para o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.

Em um ano tão problemático para todos, sobretudo para o setor cultural, que muito depende do encontro entre pessoas, a realização do evento é uma conquista. Além do enorme impacto causado pela pandemia de Covid-19 prejudicar o setor, também afeta seus modelos de financiamento. No entanto, o Curta Cinema encara com coragem as adversidades e mantém essa janela importante para a promoção de filmes em curta.

Para cadastrar seu vídeo, que pode ter até 30 minutos de duração e precisa ter sido produzido em 2019 e 2020, é rápido e simples! É só acessar uma das plataformas de streaming www.festhome.com ou www.shortfilmdepot.com, se inscrever e aguardar a seleção. Para saber mais informações sobre o Curta Cinema 2020, clique aqui e navegue pelas redes sociais do evento.