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AXN estreia terceira temporada de Absentia

O canal AXN estreia na segunda-feira do dia 13 de julho, às 22h55, a terceira temporada de “Absentia”. Estrelada por Stana Katic (Castle), a série mostra a agente do FBI Emily Byrne que, durante uma perseguição a um dos serial killers mais infames de Boston, desaparece sem deixar rastros, até ser declarada como morta. Seis anos depois, ela é encontrada numa cabine em uma floresta, em situação crítica e sem nenhuma memória do que aconteceu durante os anos em que esteve desaparecida.

A terceira temporada começa logo depois dos eventos dramáticos do segundo ano, com a suspensão do FBI imposta a Emily prestes a expirar, enquanto ela se esforça ao máximo para ser a melhor mãe para o seu filho Flynn. O mundo dela desaba mais uma vez quando um dos casos investigados por Nick Durand (Patrick Heusinger) afeta diretamente a sua vida e a daqueles a quem ela está tentando desesperadamente manter unidos. É uma jornada cheia de perigos que vai levar Emily para longe de Boston, um teste duro que ela terá que enfrentar, forçando-a a aprender a confiar e amar novamente, para que ela finalmente perceba seu verdadeiro lugar no mundo, depois de tudo o que passou.

Além de Stana, Patrick Heusinger (“Jack Reacher 2: Sem Retorno”) também volta junto a um elenco de talentos internacionais renomados, como Neil Jackson (“Westworld,” “Stargirl”), Matthew Le Nevez (“The Widow”), Natasha Little (“The Night Manager”), Paul Freeman (“The Dogs of War”), Patrick McAuley (“Invocação do Mal 2”) e Christopher Colquhoun (“Casualty”).

A terceira temporada também apresenta novidades no elenco, como Geoff Bell (“Kingsman: O Círculo Dourado”) e Josette Simon (“Mulher Maravilha”). O personagem de Bell é Colin Dawkins, um faz-tudo de uma organização criminosa internacional que executa suas funções com estilo. Já Simon é Rowena Kincade, ex-instrutora em Quantico e agente de inteligência do MI5 e MI6. No passado, Kincade viu algo em Emily e vem observando-a desde então, mas não sabemos se ela é amiga ou rival.

Absentia é produzida pela Bizu Productions, em parceria com o Gemstone Studios da Sony Pictures Television. A produção-executiva da série é de Julie Glucksman, Stana Katic, William Pascoe e Kasia Adamik, que também atua como diretora. Greg Zglinski também dirige. A série foi criada por Gaia Violo e Matt Cirulnick.

Absentia – 3º temporada
Classificação indicativa: 16 anos
AbsentiaAXN
Segundas, às 22h55

Assista ao trailer da cinebiografia de Aretha Franklin

A Universal Pictures acaba de lançar o primeiro trailer do filme Respect: A História de Aretha Franklin, que traz a ganhadora do Oscar Jennifer Hudson no papel principal. A produção aborda a jornada da cantora e compositora em meio ao turbulento cenário social e político dos EUA de 1960. Para assistir ao trailer, clique aqui.

Escrito e dirigido pela estreante no cinema Liesl Tommy (“Mrs. Fletcher”, “Jessica Jones” e “Insecure”), o longa acompanha a ascensão da carreira de Artetha Franklin – desde criança quando cantava no coro da igreja até se tornar um ícone da música, dos direitos civis e dos movimentos em prol das mulheres – trajetória que lhe rendeu 8 Grammy Awards e o título de primeira mulher a entrar no Rock and Roll Hall of Fame.

Além de “Respect”, outras canções de sucesso estarão presentes na trilha, incluindo “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman”, “Do Right Woman – Do Right Man” e “Think”. No elenco, além de Hudson, estão Forest Whitaker, Audra McDonald e Marlon Wayans. O filme chega aos cinemas brasileiros em 11 de fevereiro de 2021.

HBO homenageia Nicole Kidman

Com uma vasta carreira como atriz no cinema e na televisão, Nicole Kidman é um dos talentos mais consagrados de Hollywood. Há décadas atuando na indústria, Kidman acumula prêmios em grandes cerimônias como Oscar®, Globo de Ouro®, Emmy® e Bafta®. Além disso, ela transcendeu sua carreira artística ao assumir o papel de produtora executiva de algumas obras. Entre elas estão as séries da HBO, BIG LITTLE LIES – que aborda temas como a violência de gênero e as complexidades da maternidade e do casamento – e a nova produção original THE UNDOING, que estreia este ano.

A HBO enaltece a carreira de sucesso de Nicole Kidman com uma coletânea especial de seus trabalhos, disponível na HBO GO .

BIG LITTLE LIES – Nesta série original da HBO vencedora de oito Emmys® e de quatro Globos de Ouro®, um assassinato expõe os problemas da aparente perfeita comunidade de Monterey, na Califórnia. Nesta pacata cidade, o crime pode ser fruto dos segredos e rivalidades envolvendo quatro mães da escola local. A série é protagonizada por Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Shailene Woodley, Laura Dern e Zoë Kravitz; na segunda temporada, Meryl Streep se junta ao elenco principal.

AQUAMAN – Do diretor James Wan, o filme é inspirado na história de Aquaman, um dos super-heróis das histórias em quadrinho da DC Comics. Filho de um humano e da rainha Atlanna (Nicole Kidman), o personagem deve enfrentar seu tirano meio-irmão e reivindicar seu lugar como rei de Atlântida para evitar a iminente guerra entre a terra e o oceano. O filme é protagonizado por Jason Momoa no papel do clássico herói dos sete mares.

A FEITICEIRA – Nicole Kidman é Isabel, uma feiticeira ingênua que prometeu não usar seus poderes. Ela é escolhida para protagonizar um filme baseado na série de televisão “A Feiticeira”, mas ninguém sabe que ela é uma bruxa de verdade.

REENCARNAÇÃO – Dez anos após a morte do marido, Anna decide refazer a sua vida e se casar de novo. Mas seus planos serão abalados por um garoto que garante que é a reencarnação de Sean, seu marido. Pela atuação neste filme, Nicole Kidman foi indicada ao Globo de Ouro® como Melhor Atriz de Drama.

INVASORES – Neste suspense estrelado por Nicole Kidman e Daniel Craig, uma psiquiatra de Washington e seu colega descobrem que uma epidemia alienígena ataca suas vítimas quando elas estão dormindo, deixando-as insensíveis e sem qualquer traço de humanidade. À medida que o problema se espalha, fica cada vez mais difícil saber quem está infectado.

REENCONTRANDO A FELICIDADE – Depois de uma tragédia, Becca e Howie enfrentam um momento difícil na relação. As memórias que acabam com ela, servem de consolo para ele. Aos poucos, o casal buscará a empatia de outras pessoas enquanto a relação entre eles fica cada vez mais frágil. O filme é protagonizado por Nicole Kidman, Aaron Eckhart e Dianne Wiest.

MINHA VIDA – Bob Jones tem um bom trabalho, uma mulher que o ama e um bebê a caminho. Mas descobre uma doença que o matará em poucos meses. Ele decide, então, gravar um vídeo para deixar para o filho e o processo acaba sendo uma viagem de autodescoberta.

NINE – O diretor de cinema Guido Contini passa por uma crise em sua vida pessoal e profissional. Ele entra em uma série de relações dramáticas com sua esposa, sua amante, sua musa e sua mãe, ao mesmo tempo em que trabalha em seu novo filme. Além de Nicole Kidman, o musical traz no elenco outras estrelas como Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Judi Dench, Fergie, Kate Hudson e Sophia Loren.

BATMAN ETERNAMENTE – Val Kilmer assume o manto do cavaleiro da noite neste filme do Batman. Além de lidar com os seus próprios demônios na terapia com a Dra. Chase, interpretada por Nicole Kidman, o herói enfrentará junto com o Robin a ameaça simultânea dos criminosos Duas-Caras e Charada.

A PELE – Nicole Kidman divide a tela com Robert Downey Jr. neste filme inspirado na vida de Diane Arbus, uma das fotógrafas mais visionárias do século XX. O filme foca num romance improvável que deu origem à sua evolução criativa, onde ela questiona as ideias sobre o belo e o feio como forma de arte.

Confira o trailer de Apocalypse Now: Final Cut

A Pandora Filmes acaba de divulgou o trailer de “Apocalypse Now: Final Cut”. O filme mais procurado pelo público do Belas Artes Drive in, tendo suas vendas esgotadas em menos de 24 horas, está na plataforma digital Belas à La Carte. Porém, ele não será lançado sozinho, junto ao longa, chegam também ao público de todo o Brasil dois documentários que poderão ser adquiridos em um pacote, e também estarão no cardápio para assinantes do Belas a La Carte: ” Apocalipse de Um Cineasta” codirigido por Eleonor Coppola, companheira de Francis Ford Coppola e “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now” de Baris Azaman.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 1979, essa grande obra prima do cinema mundial, teve sua versão original indicada ao Oscar em 8 categorias e venceu 2 delas: Melhor Fotografia (Vittorio Storaro) e Melhor Som. Ganhou ainda três Globos de Ouro, entre eles o de Melhor Diretor.

Após ser lançado e depois relançado com diferentes edições, APOCALIPSE NOW está de volta neste “Final Cut”, que, segundo o diretor, é a melhor versão do filme. A restauração, que traz 49 minutos excluídos da edição original, foi feita pela primeira vez através do negativo original, um trabalho que que deu ao filme uma qualidade de imagem e som muito superior à anterior. O público, enfim, “vai ver, ouvir e sentir o filme como sempre sonhei”, diz Coppola.

Partindo de uma livre adaptação do romance “O Coração das Trevas”, de Joseph Conrad, as filmagens começaram em 20 de março de 1976 e se estenderam até 21 de maio de 1977, nas Filipinas, com um cronograma inicial de algumas semanas que acabaram se prolongando por 238 dias, entrando para a história como uma das produções mais tumultuadas de todos os tempos.

Os incidentes incluem um infarto sofrido pelo ator Martin Sheen, que foi afastado por semanas, e até a passagem do tufão Olga, que destruiu cenários e equipamentos, gerando mais atrasos e despesas, levando a produção orçada em 13 milhões de dólares a custar mais que o dobro. Após a conclusão da produção, vieram outros contratempos que fizeram com que seu lançamento fosse adiado por diversas vezes, enquanto Coppola reeditava o material infinitas vezes, levando o filme a esperar por três anos até chegar nos cinemas.

Mas, os problemas já começaram na escolha do elenco, após Steve McQueen e Al Pacino recusarem o convite e Coppola não se convencer de que Harvey Keitel seria o ator ideal interpretar o capitão Benjamin Willard, papel que acabou ficando com Martin Sheen, que já havia impressionado o diretor com o teste que fez para o personagem Michael Corleone, de “O Poderoso Chefão”. Marlon Brando também deu trabalho, chegando ao set sem ter se preparado, acima do peso e com a cabeça raspada por iniciativa própria. Entre atores já conhecidos e outros que viriam a se tornar astros, o elenco reúne ainda Robert Duvall, Frederic Forrest, Dennis Hopper, Harrison Ford, Scott Glenn e Laurence Fishburne, que, na época, tinha apenas 14 anos e mentiu que tinha 16, para não perder o papel!

A trilha sonora original do filme foi composta pelo diretor e seu pai, Carmine Coppola. O disco da trilha inclui apenas três canções presentes em cenas marcantes: “The End”, do The Doors, “Susie Q”, interpretada pelo Flash Cadillac, e Cavalgada das Valquírias, de Richard Wagner. “Satisfaction”, dos Rolling Stones, também está numa cena antológica do filme, mas não entrou no disco.

Agora, enfim, o público brasileiro vai poder conhecer “Apocalypse Now: Final Cut” em sua perfeição máxima e trazendo consigo os lendários fatos que fizeram deste filme um dos maiores de todos os tempos.

Para o cardápio ficar completo, chegam também no A La Carte dois super documentários carregados com informações preciosas sobre “Apocalypse Now”.

  • “Apocalipse de Um Cineasta” (1991) é o incrível making of de “Apocalypse Now”, registrado por Eleanor Coppola, companheira de Francis Ford Coppola. Ela entregou suas imagens de making of aos cineastas Fax Bahr e George Hickenlooper para ajudá-la a transformar tudo em um documentário coeso. Para isso, Bahr e Hickenlooper gravaram novas entrevistas com os membros do elenco e da unidade de produção, que eles mesclaram com o material existente. Este documentário, que passou um ano sendo editado, ganhou o Emmy de Melhor Direção e Melhor Edição.
  • “Dutch Angle: Fotografando Apocalypse Now” (2019), média-metragem de Baris Azman, é um documentário que conta a história de Chas Gerretsen através de uma entrevista franca e de suas fotografias inéditas do set de “Apocalypse Now”. Depois de se tornar mundialmente famoso por seu trabalho como fotógrafo de guerra, ele foi convidado em 1976 por Francis Ford Coppola para capturar tudo no set do seu então novo filme.

5 séries para maratonar na Starzplay

Que tal arranjar um tempinho entre as tarefas diárias nessa quarentena e maratonar aquelas séries que você sempre quis, mas nunca encontrou o momento certo? Separamos algumas sugestões para você viver muitas aventuras no seu sofá, na poltrona, no tapete, onde quiser. São séries completas ou com várias temporadas. Tem produções para todos os gostos. Dá só uma olhada nessa seleção que está disponível na Starzplay.

Spartacus

Traído pelos romanos, escravizado e renascido como um gladiador. O conto clássico do rebelde mais famoso da República ganha vida em Spartacus: Sangue e Areia, uma série gráfica e visceral. Arrancado de sua terra e da mulher que ama, Spartacus é condenado ao mundo brutal da arena, onde sangue e morte são divertimento. Traição, corrupção e o fascínio de prazeres carnais testam Spartacus. Para sobreviver, ele deve se tornar mais do que um homem ou um gladiador. Ele deve se tornar uma lenda. Estrelando o australiano Andy Whitfield (“As Filhas De McLeod”) como Spartacus, Lucy Lawless (“Xena”) como Lucretia, John Hannah (“A Múmia”) como Batiatus e Peter Mensah (“300”) como Doctore, essa mistura de ação, efeitos gráficos e sequências brutais de batalha é um evento épico. A produção tem 4 temporadas.

Power

O produtor-executivo Curtis “50 Cent” Jackson e a criadora Courtney Kemp Agboh (“The Good Wife – Pelo Direito de Recomeçar”) trazem Power, um drama criminal visionário ambientado em dois mundos diferentes: a glamorosa cena das boates de Nova York e o brutal comércio de drogas. James “Ghost” St. Patrick tem de tudo: uma linda esposa, uma bela cobertura em Manhattan e a mais nova e promissora boate de Nova York. Sua boate, a Truth, atende à elite: os famosos e infames nomes que comandam a cidade que nunca dorme. Conforme seu sucesso cresce, aumentam os planos de Ghost para construir um império. Mas a Truth esconde uma realidade feia: é uma fachada para o submundo do crime de Ghost, uma lucrativa rede de drogas, servindo apenas aos ricos e poderosos. Conforme Ghost é seduzido pela perspectiva de uma vida legítima, tudo que é precioso para ele está ameaçado. Depois que você entra, dá para sair? Protagonizada por Omari Hardwick, a série traz o próprio 50 Cent no elenco, entre nomes como Lela Loren, Joseph Sikora e Naturi Naughton. As cinco primeiras temporadas completas da série te esperam na Starzplay.

Luther

Idris Elba é o problemático detetive John Luther nesta série britânica indicada ao Emmy e ao Globo de Ouro. No drama psicológico policial, Luther é um homem lutando contra seus próprios demônios, que podem ser tão perigosos quanto os piores assassinos que ele caça. Brilhante e obsessivo, quando ele descobre um rastro do criminoso, começa uma perseguição psicológica entre predador e presa. Ruth Wilson interpreta desde a primeira temporada do drama policial a psicopata brincalhona e viciante Alice Morgan. Além de Elba como o policial conturbado que dá título à série e sua dúbia melhor amiga vivida por Ruth, Luther traz no elenco nomes como Laura Haddock, Rose Leslie, Warren Brown, Indira Varma, Paul McGann, entre outros. Todas as 5 temporadas da série somam 20 episódios e já estão disponíveis no streaming.

Mr.Mercedes

Narrando um jogo de gato e rato entre o detetive aposentado Bill Hodges (Brendan Gleeson) e o assassino Brady Hartsfield (Harry Treadaway), a série de suspense adapta os livros da trilogia bestseller de Stephen King protagonizada pelo detetive Hodges: o homônimo Mr.Mercedes, que dá nome à série, Finders Keepers e End of Watch (Achados e Perdidos e Último Turno, respectivamente, em português). A trama apresenta Hodges, policial da homicídios que se aposenta sem conseguir solucionar o caso de um atropelamento que deixou 16 mortos. Dois anos depois, ainda assombrado pelo crime, ele começa a receber cartas e e-mails chocantes do assassino. A produção tem três temporadas, que já estão disponíveis na Starzplay.

The Tudors

Estrelada por Jonathan Rhys-Meyers, a série The Tudors narra um pouco dos acontecimentos do período em que o polêmico Rei Henrique VIII ficou no trono britânico, se concentrando nos primeiros e tumultuados anos do reinado de Henry, assim como em sua natureza ousada e seus vários relacionamentos amorosos. Passional sobre seu país e mulheres, o legado de Henry ficou marcado pela decapitação de amigos e inimigos, guerras e antagonismo frente à Igreja Católica, eventos que mudariam para sempre o Império britânico. As quatro temporadas completas da série com seus 38 episódios estão disponíveis na Starzplay.

Curta Sem Horas de Mim fala de família e Covid-19

O isolamento social, em virtude da pandemia da Covid-19, serviu de fonte de inspiração para o cineasta Jean Mendonça. O sentimento de solidão, as conversas por videoconferência com suas filhas e os momentos de pânico por acreditar estar com o Novo Coronavírus, serviram de mote para a realização do curta-metragem Sem Horas de Mim. No filme, Jean relata para suas filhas Gabriela e Rafaela, por meio de videochamada, os momentos de tensão que viveu sozinho em seu apartamento e pelas ruas da cidade, acreditando estar com o vírus. “Minhas duas filhas, mesmo com a distância física, são minhas companheiras e compartilho tudo com elas, minhas dores e minhas alegrias. Quando precisei desabafar sobre o difícil dia que tive, sabia que elas conseguiriam me acalmar”, relata. O curta conta com momentos de tensão e pânico, mas também com um certo humor ácido, que vem das conversas entre pai e filhas.

“O nome do filme é inspirado em um poema que escrevi para as minhas filhas ao perceber que elas cresceram e eu ainda me sentia menino. O poema original chama-se “Senhoras de mim”, mas neste filme, faço uma fusão da importância dessas duas jovens em minha vida, com a sensação de perder a noção do tempo neste período de isolamento social”, explica. Segundo ele, é como se a vida estivesse parada e perdêssemos o domínio, tem horas que não passam e outras horas que passam muito rapidamente.

Sobre o filme – Sozinho em seu apartamento, Jean Mendonça vive momentos de tensão e pânico quando começa a sentir dores no peito. Acreditando estar infectado pela Covid-19, sai pelas ruas da cidade em busca de uma farmácia para fazer o teste rápido. Ao ver as pessoas que cruzam seu caminho, todas elas usando máscaras, sua tensão aumenta, e o pavor começa a tomar conta de seu corpo, até que o resultado do exame é divulgado. Sem Horas de Mim tem estreia agendada para o dia 27 de junho, sábado, às 19h, no canal da Cia Banquete Cultural, no YouTube. Todo em preto e branco e filmado com celular e pelo aplicativo Zoom, o curta faz parte de uma trilogia que aborda as relações familiares de Jean durante o período de isolamento social. Aos Meus Filhos, o primeiro, já disponível no YouTube, tem como protagonistas Jean e seu filho Joã ;o Ber na rdo, e aborda a solidão, a paternidade e a esperança do reencontro. Mãezinha, o terceiro episódio da trilogia, ainda em fase de montagem e sem data para estreia, terá como protagonista sua mãe, Hulda Mendonça, de 71 anos

Curso online de Neorrealismo com Cássio Starling Carlos

O Neorrealismo foi um “movimento”, segundo alguns, ou uma “escola”, na interpretação de outros. Discute-se menos que o termo surgiu num lugar, a Itália, e se fortaleceu em um determinado momento histórico, o pós-Segunda Guerra. Esta estética, que é também uma política, não emergiu espontaneamente nem cessou de influenciar.

Existem propostas similares no cinema russo e em filmes estadunidenses dos anos 1920, assim como precursores na França, na Espanha e na Alemanha nos anos 1930. O apogeu e o declínio do Neorrealismo Italiano, entre o pós-guerra e meados da década de 1950, não cessou de inspirar as diversas ondas de cinemas novos que surgiram desde então.

O curso “Neorrealismo: raízes, matrizes, heranças” retraça este processo desde suas origens, detalha seus princípios formais e sua fertilidade e apresenta a obra de seus principais protagonistas. Além de expor os elementos que o definem, o curso visa expandir a compreensão do termo, mostrando sua contribuição para a diversificação do cinema fora do eixo Estados Unidos-Europa até sua recorrência contemporânea na forma de Neorrealismo Global.

As aulas serão oferecidas online, por meio de “lives”, permitindo a interação de todos em tempo real. Entre as aulas expositivas teremos encontros virtuais para discutir filmes, trocar percepções e identificar afinidades. Desse modo, o curso será também uma oportunidade para sairmos do isolamento.

Aula 01 – 21 de julho – Realismo cinematográfico e predecessores do Neorrealismo. – Encontros do social e do natural. Da teoria soviética aos teóricos italianos. A literatura como campo de batalha.

Aula 02 – 28 de julho – O Neorrealismo rosselliniano: captar e revelar.

Aula 03 – 04 de agosto – O Neorrealismo sentimental: Zavattini, Vittorio De Sica e o enfoque popular.

Aula 04 – 11 de agosto – O Neorrealismo viscontiano: estética e política num mesmo olhar.

Aula 05 – 18 de agosto – Transformações e adaptações do Neorrealismo. Da comédia italiana ao “Neorrealismo sem a bicicleta” de Antonioni.

Aula 06 – 25 de agosto – O Neorrealismo e o cinema-mundo. “A Trilogia de Apu” (Satiajit Ray), o olhar neorrealista de Nelson Pereira dos Santos, “O Grande Momento” (Roberto Santos), “Estação Central do Cairo” (Youssef Chahine) e “A Negra de…” (Ousmane Sembène). O cinema sai do eixo.

Aula 07 – 01 de setembro – O Neorrealismo como estetoscópio: do Free Cinema britânico ao cinema social de Ken Loach.

Aula 08 – 08 de setembro – O Neorrealismo como referência. O tsunami de novos cinemas varre o mundo: França, Brasil, Polônia, Argentina, Japão, Tchecoslováquia, Estados Unidos e Alemanha.

Aula 09 – 15 de setembro – A inspiração neorrealista abre as janelas da China pós-Mao e do Irã dos aiatolás. Kiarostami, Makhmalbaf, Chen Kaige e Tian Zhuangzhuang.

Aula 10 – 22 de setembro – Neorrealismo e o cinema que mostra o que não se vê: Lino Brocka (Filipinas), Jia Zhang-ke (China) e Lee Chang-dong (Coreia do Sul).

Cássio Starling Carlos é mestre em Multimeios pela Unicamp, crítico de cinema da Folha de S. Paulo e pesquisador da história do audiovisual. Organizou e editou as coleções Cine Europeu, Charles Chaplin, Grandes Diretores do Cinema, entre outras, todas publicadas pela Folha.

Informações
Período: 21 de julho a 22 de setembro de 2020
Terças – das 19h às 22h
Carga horária: 30 horas em 10 encontros
Investimento: R$450,00
Após o terceiro curso, realizado no Espaço Itaú de Cinema, desconto de 20% para pagto à vista: R$ 360
Aula avulsa: R$ 50
Aulas gravadas com atendimento para dúvidas e perguntas, disponíveis a partir de agosto: R$12,00
Vagas: 20 pessoas (mínimo de 15 para a realização do curso)
Os alunos inscritos receberão uma solicitação de pagamento através do Pagseguro.
Os certificados serão entregues após término do curso.
Inscrições – atendimento@escolanocinema.com.br

Uma Carta Para Ferdinand estreia nas plataformas digitais

Boas risadas estão garantidas em Uma Carta Para Ferdinand, uma comédia romântica para toda família, estrelada por Cristiana Oliveira, Clemente Viscaíno e Luiz Alves (o Ferrugem), que está em cartaz nas plataformas digitais NOW, OiPlay e VivoPlay. O filme, que foi inteiramente rodado em Joinville é distribuído nacionalmente pela Pandora Filmes.

Na ficção o francês Frederico Bruestlein (1835 a 1913), vivido por Clemente Viscaíno, é o homem de confiança do Príncipe de Joinville (França), François Ferdinand, dono da Colônia Dona Francisca que pediu para Bruestlein voltar nos dias atuais a Joinville e fazer um relato das condições em que se encontra a cidade e sua população. A descrição contou com a ajuda do atrapalhado assistente camponês Tonico, interpretado por Ferrugem, marcando a volta do ator ao circuito audiovisual nacional. A dupla depara-se com situações inusitadas do passado – acontecimentos, obras e projetos – e o choque de modernidade vivido no presente. A turbulência de informações reacende os resquícios da memória de Bruestlein e relembra o amor platônico pela jovem Mella (Cristiana de Oliveira).

O filme posiciona Santa Catarina no cenário nacional de produção de longas metragens fora do eixo Rio-São Paulo, ao lado de outros estados, como Ceará e Goiás. Os diretores fizeram desse filme um projeto ousado, que foi desenvolvido com poucos recursos e capital social da própria produtora, que resultou em uma deliciosa comédia, para toda família.

O filme conta com a participação especial de Felp 22, vocalista do grupo carioca de rap Cacife Clandestino, fenômeno nacional com milhões de acessos em todos os seus clipes disponíveis na web. As gravações de Uma Carta Para Ferdinand contaram ainda, com aparato técnico e qualidade de cinema digital, o mesmo utilizado em Hollywood em filmes como Piratas do Caribe 4, O Hobbit, Motoqueiro Fantasma 2, A Rede Social, O Livro de Eli, Contágio, entre outros.

SINOPSE:
Nessa divertida história, Frederico Bruestlein (1835 – 1913) homem de confiança do Príncipe François Ferdinand, dono da Colônia Dona Francisca (que posteriormente viria a se transformar no município de Joinville), vem juntamente com seu atrapalhado assistente Tonico até a cidade nos dias de hoje para elaborar um relato ao Príncipe Ferdinand sobre como andam as coisas por aqui. Nessa viagem astral, Bruestlein recebe um “choque de modernidade”, passa por situações inusitadas e revisita acontecimentos, obras e projetos em que atuou no passado. E ele não está sozinho: seu fiel e atrapalhado assistente, o jovem camponês Tonico, estará ao seu lado para “ajudá-lo” na coleta de dados do futuro. Em meio a essa turbulência de informações ele revive as memórias de seu amor platônico pela jovem Mella, com quem não teve o desejado romance, mas que, por ironia do destino, acabaria ao seu lado para sempre.

Maeve Jinkings participa de live sobre mulheres no audiovisual

O Cabíria Prêmio de Roteiro e o Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, iniciativas destinadas a celebrar e incentivar o protagonismo de mulheres no audiovisual, promovem um bate-papo com a atriz Maeve Jinkings em seu Instagram (@cabiria_festival) na quinta-feira, 2 de julho, às 15h, sobre o tema “A mulher na tela – por trás das personagens”. O encontro é parte da série de lives, realizadas semanalmente, com uma rede de profissionais do audiovisual. Dentre os variados assuntos, já se discutiu “articulação política no setor audiovisual”, “representatividade nas salas de roteiro”, “roteiro para plataformas digitais”, entre outros.

Atriz de cinema e TV e preparadora de elenco, com trabalho reconhecido pelo público e crítica, Maeve Jinkings acumula trabalhos premiados com diretores consagrados como Carlos Reichembach, Kleber Mendonça, Renata Pinheiro, Gabriel Mascaro, Gabriela Amaral Almeida e Walter Salles. A mediação da conversa será feita por Marília Nogueira, idealizadora do Prêmio Cabíria, que também assina a direção do Festival, é roteirista e diretora premiada com obras curtas em festivais no Brasil e no exterior.

Prêmio Cabíria – Inscrições abertas

A 5ª Edição do Cabíria Prêmio de Roteiro está com inscrições abertas até 31 de julho, através do site www.cabiria.com.br. Roteiros e argumentos de autoria feminina ou escritos em coautoria com roteiristas mulheres podem concorrer à premiação. Esse ano, o Prêmio traz novidades, como a criação da categoria “piloto de série documental”, que se soma às já existentes: “longa de ficção”, “argumento infantojuvenil de longa de ficção” e “piloto de série de ficção”. As narrativas inscritas devem contar com ao menos uma protagonista feminina. A temática é livre.

Para as inscrições até dia 10 de julho, a taxa tem valor promocional de R$50. De 11 a 31 de julho, será a tarifa regular de R$80. Roteiristas mulheres PcD, negras, indígenas e pessoas trans poderão requisitar gratuidade nas inscrições, mediante formulário simplificado de autodeclaração, conforme regulamento no site oficial do Prêmio Cabíria.

A premiação é parte do Cabíria Festival – Mulheres & Audiovisual, que em sua primeira edição, em novembro de 2019, ocupou diversos espaços do Rio de Janeiro com exibição de longas e curtas-metragens, além de debates, painéis, oficinas e palestras sobre narrativa audiovisual, diversidade, representatividade e equidade de gênero no setor. Com direção e produção executiva de Vânia Matos (Laranjeiras Filmes), o evento se prepara para uma segunda edição digital, com data a confirmar no segundo semestre.

O Prêmio Cabíria conta com o apoio do Projeto Paradiso, Vídeocamp, Série Lab, FRAPA (Festival do Roteiro Audiovisual de Porto Alegre) e ROTA (Festival do Roteiro Audiovisual). Outras parcerias ainda estão sendo fechadas.

Professor de semiótica dá dicas de como analisar um filme

Um filme é uma obra de arte e pode ser analisado de diversas formas, nos diversos significados contidos em um longa-metragem. Neste período de isolamento social, você já deve ter aproveitado para ver alguns filmes, como entretenimento e até mesmo como uma forma de ampliar conhecimentos sobre uma determinada área.

A semiótica é um dos melhores caminhos para se analisar um filme, de acordo com o professor do Centro de Comunicação e Letras (CCL) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), José Maurício Silva, especialista no tema. Esta área de conhecimento é a responsável pelo estudo dos signos, que é tudo o que representa e significa alguma coisa. “Todo signo é, assim, uma referência a algo”, afirma o docente. 

Imagens, cheiros, sons, sensações táteis seriam, portanto, carregados de significados e, por isso, são considerados signos. E, no cinema, eles também se fazem presentes.

“Obras audiovisuais são compostas de signos como imagens, sons, textos. Os enquadramentos, os gestos dos personagens, as falas, até mesmo a direção de arte (as cores da cena, o que inclui os objetos presentes) por exemplo, são repletos de significados”, diz Silva. 

Uma cena poderia apresentar um personagem que tem um emocional alegre e, para isso, privilegiaria cores vivas na construção da cenografia para representar o estado de ânimo ou, ainda, uma determinada situação vivida por este personagem.  

Por conta disso, ao analisar uma obra cinematográfica, o espectador deve levar em conta os aspectos textuais e imagéticos do filme.

“Quando pensamos na relação entre texto e imagem, uma análise semiótica pode ajudar a revelar pontos estratégicos de uma obra. O espectador deve ficar atento à relação entre as falas dos personagens e ao visual das cenas”, indica o professor da UPM.

Então, como é possível fazer observações mais profundas de acordo com a semiótica? José Maurício Silva dá duas dicas. A primeira seria observar o que está acontecendo no fundo de uma cena. “Pode ajudar a perceber os sentidos da obra”, explica. 

A segunda dica é ampliar o repertório artístico, com mais estudos sobre história da arte. “Os grandes diretores usam, por exemplo, a pintura como referência para enquadramentos e também como referência para a direção de arte. A semiótica é uma ciência que interpreta. Logo, interpretar as referências que estão presentes em uma obra é algo relacionado ao exercício semiótico”, aponta ele. 

“Buscar entender de história da arte vai ampliar a capacidade de se ver as referências que possam existir em uma obra”, diz Silva. Para isso, ele indica a realização de visitas virtuais em diversos museus do mundo para ampliação do vocabulário de referências artísticas.  Agora é só pegar a pipoca, apertar o play e ficar atento a todos os detalhes do próximo filme!

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campino estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras. Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.