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Animação da índia Tainá estreia na Netflix

A série Tainá e os Guardiões da Amazônia, produzida pelo estúdio carioca Sincrocine Produções em coprodução com a Hype de Porto Alegre e o grupo Viacom, faz sua estreia no streaming pela plataforma Netflix. Adaptação animada da trilogia de sucesso do cinema nacional, é direcionada ao público pré-escolar. Com 26 episódios de 11 minutos, mostra as aventuras da indiazinha Tainá e seus amigos animais: o macaco Catu, o urubu-rei Pepe e a pequena ouriça Suri. Sempre a postos para cuidar da floresta e dos amigos, “Tainá e os Guardiões da Amazônia” traz mensagens de respeito, de amizade e de cuidado com a natureza.

A série contou com recursos da Ancine e do Fundo Setorial do Audiovisual, patrocínio da RioFilme e da Norsul, e apoio do BNDES. A criação é de Pedro Carlos Rovai e Virginia Limberger, com direção de André Forni e produção e Carolina Fregatti e produção executiva de Marcela Baptista. Inteiramente produzida em animação 3D, Tainá e os Guardiões da Amazônia teve sua primeira exibição no canal por assinatura Nickelodeon e Nick Jr (do grupo Viacom) em 2018 e no ano seguinte ocupou a grade de programação da TV aberta, na Band.

Destinado a crianças de três a seis anos, Tainá e os Guardiões da Amazônia usa personagens brasileiros para estimular nas crianças o respeito à diversidade, às diferenças culturais, com uma mensagem de amizade e ecologia. “Além de trazer estas temáticas, o ponto principal do desenho foi ter um pouco da nossa cultura transformada em aventura, de um jeito que as crianças vão conseguir compreender”, acredita o diretor André Forni. Para ele, a forma encontrada foi criar momentos divertidos, mas dentro da cultura indígena, dos povos ribeirinhos da Amazônia.

O diretor relembra que um trabalho de pesquisa serviu de base para a animação. “Os animais do desenho são os animais reais. As situações são fantásticas, mas baseadas em fatos reais”, explica. “O que eu mais gosto no projeto é poder contar – através de histórias que cativem as crianças – um pouco da nossa cultura também”, conclui. Na trama, Tainá e seus amigos vivem no alto da Grande Árvore, a mais alta e mãe de todas as árvores. Os animais já sabem que, quando precisam de ajuda, é só chamar Tainá com o grito “Cru-Cru”. De boca em boca, o chamado viaja pela imensidão da floresta até encontrar Tainá, que estará sempre pronta para encarar todos os desafios.

Serviço
"Tainá e os Guardiões da Amazônia"
Onde assistir: Disponível para assinantes da plataforma VOD Netflix - netflix.com/title/81251692
Classificação indicativa: Livre

Assista ao trailer do drama Resistir e Recomeçar

O filme nacional Resistir e Recomeçar (antes o filme se chamava Resistir para Recomeçar) terá seu trailer lançado oficialmente em maio. A produção traz uma temática LGBTQIA+ e quer levantar o debate sobre machismo e homofobia e o momento não poderia ser mais apropriado, já que maio é considerado o mês mundial da luta contra a homofobia.

No entanto, além das questões sociais e da luta da comunidade LGBTQIA+, o filme promete agitar as águas também por outros motivos. O personagem principal Pedro, vivido pelo ator Junior Provesi, terá cenas quentes de sexo e nudez com Henrique, vivido por Felipe Roque. No longa, que será a estreia da vencedora do BBB 18 Gleici Damasceno como atriz, Felipe será um homem casado com uma mulher que costuma contratar os serviços de garotos de programa e travestis. Roque, que está acostumado a ser visto vivendo galãs heteros em novelas, como em A Regra do Jogo e Malhação, deve surpreender o público e dar voz à luta contra o preconceito.

Junior Provesi, protagonista do longa, conta mais detalhes sobre o longa e as gravações: ”Felipe Roque fará par romântico com o meu personagem, o Pedro, que sofre homofobia do pai e será expulso de casa por ser gay. Ele será o cara que ajudará o Pedro a sair da depressão”, explica o ator.

A previsão de lançamento do filme é dia 1 de dezembro de 2020. A produção do longa é uma parceria entre a 31 entretenimento, Cultural Bridge e Provesi Criações. “Estamos atentos à situação da pandemia da Covid-19. Caso a situação esteja estável poderemos concretizar o planejado de lançar em Dezembro. Assim esperamos”, conta Provesi.

O filme não teve qualquer captação de recursos públicos para a sua realização. Além disso, parte da renda de bilheteria do filme será revertida para instituições que ajudam ONGs LGBTQIA+ e instituições que atendem e cuidam de pessoas com HIV.

Aeroporto Central estreia direto em streming

O premiado documentário Aeroporto Central 2018, de Karim Aïnouz, estreia nas plataformas de streaming na sexta-feira, dia 24 de abril. O filme está disponível no Now, Vivo Play, Oi Play, Itunes, Google+, Filme Filme e Looke. O longa estava previsto para estrear nos cinemas brasileiros dia 26 de março, mas devido à pandemia de COVID-19, a Mar Filmes e o Canal Brasil decidiram lançar o filme direto em VOD.  

“Mesmo na quarentena o Canal Brasil segue exercendo o seu papel fundamental de levar os filmes brasileiros para seu público, que vem sendo cada vez maior. Sempre achamos importante respeitar cada janela de exibição, mas diante da impossibilidade das salas de cinema, acreditamos que, através da parceria com as operadoras (vod) e na nossa programação linear, temos que ocupar todos os espaços possíveis. E principalmente levando um cinema da mais alta qualidade como é o Aeroporto Central, do Karim”, afirma André Saddy, diretor geral do Canal Brasil. 

O documentário estreou mundialmente na Mostra Panorama do 68º Festival de Berlim onde conquistou o prêmio da Anistia Internacional. Depois disso, foi exibido em mais de 30 festivais internacionais incluindo CPH:DOX (Copenhague), Cinéma du Réel (Paris), Art of the Real (Nova Iorque), Sheffield Doc Film Festival (Sheffield), AFI DOCS (Washington), Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, Festival Internacional de Cinema de Bogotá, Films From The South (Oslo) e Oslo Film Festival. O longa foi lançado na Alemanha e exibido no Brasil na 42ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e no 20º Festival do Rio.  

Sinopse:  extinto Aeroporto de Tempelhof, em Berlim, foi um importante local de chegadas e partidas. Entre 2015 e 2019, seus enormes hangares foram usados como um dos maiores abrigos de emergência da Alemanha para refugiados que buscavam asilo. Ao longo de um ano, entre 2015 e 2016, o filme acompanha o estudante sírio de 18 anos Ibrahim e o fisioterapeuta iraquiano Qutaiba. À medida que se ajustam ao cotidiano transitório de entrevistas com o serviço social, aulas de alemão e exames médicos, eles tentam lidar com a saudade e a ansiedade para saber se poderão residir no país ou se serão deportados. 

Turma da Mônica – Lições anuncia lives no instagram

Entre 23 e 26 de abril, os atores Gabriel Moreira, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Giulia Benite e o diretor Daniel Rezende estarão nos perfis da Paris Filmes e de quatro das maiores redes de cinema do Brasil para falar sobre a nova aventura que chegará aos cinemas, Turma da Mônica – Lições.  Nas redes da distribuidora e do Kinoplex, Cinépolis, UCI e Cinemark, os atores e o diretor batem um papo leve e descontraído. Durante o período de incertezas causado pela pandemia de Covid-19, trata-se uma ação inédita em que os quatro exibidores se unem para divulgar juntos as lives de todas as redes, promovendo o filme e usando a hashtag #TodosPelaMagiaDoCinema.

Quinta-feira, dia 23 de abril, às 16h, o diretor Daniel Rezende e o ator Gabriel Moreira, o Cascão, participam da primeira live, que será nos perfis do Kinoplex e da Paris Filmes. A partir da ilustração de Mauricio de Sousa, em que o Cascão lava as mãos, eles lembram sobre a importância deste e de outros cuidados em tempos de pandemia de Covid-19. 

Na sexta-feira, 24, às 16h, é a vez de Rezende bater um papo com Kevin Vechiatto nos perfis da Cinépolis e da Paris Filmes. O ator que interpreta o Cebolinha conta seus planos infalíveis para ficar em casa na quarentena. Já no sábado, 25, às 16h, será a vez do o diretor conversar com Laura Rauseo, nos perfis da UCI e da Paris Filmes. A Magali promete compartilhar receitas para fazer durante esse período. E na última live, no domingo, 26, às 16h, o diretor e a atriz Giulia Benite contam nos perfis da Cinemark e da Paris Filmes como a Mônica, a Dona da Rua, vai fazer para que todo mundo fique em casa. 

Em Turma da Mônica – Lições, adaptação da graphic novel homônima, escrita e desenhada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, os amigos Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali precisam, desta vez, encarar as consequências de um erro cometido na escola e os desafios da passagem da infância para a adolescência.  Para esta nova aventura, a turma ganha a companhia de ma,ersonagens já conhecidos e queridos do universo clássico do Mauricio de Sousa. Além dos atores-mirins também seguem no elenco Monica Iozzi, como Dona Luísa, e Paulo Vilhena, vivendo Seu Cebola. O filme conta com as participações de Malu Mader e Isabelle Drummond. 

A produção é da Biônica Filmes, em coprodução com Mauricio de Sousa Produções, Paris Entretenimento, Paramount Pictures e Globo Filmes. A Paris Filmes e a Downtown Filmes assinam a distribuição. O longa foi rodado ao longo de cinco semanas em Poços de Caldas, Minas Gerais.    

Dias e horários das lives: 

  • Quinta, 23/04, às 16h – Live nos perfis @parisfilmes + @kinoplex – Participação de @danirez e @gabriel_mmoreira 
  • Sexta, 24/04, às 16h – Live nos perfis @parisfilmes + @cinepolisbrasil– Participação de @danirez e @kevin_vechiatto 
  • Sábado, 25/04, às 16h – Live nos perfis @parisfilmes + @ucicinemas– Participação de @danirez e @laurarauseo 
  • Domingo, 26/04, às 16h – Live nos perfis @parisfilmes + @cinemarkoficial – Participação de @danirez e @giuliabenite 
  • Instagram do filme: @turmadamonicaofilme 

Veja o trailer de Turma da Mônica – Laços:

Entrevista com o cineasta Denis Côté

Denis Côté nasceu na província de New Brunswick, em 1973. Ex-crítico de cinema, produtor e cineasta independente. Seu primeiro longa-metragem, Les États Nordiques (2005) recebeu o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno. Com Elle veut le chaos (2008), Côté ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Locarno. Carcasses (2009), que foi concebido durante sua residência artística numa região do litoral sul de Montreal e estreou na Quinzena dos Diretores em Cannes. O trabalho seguinte, Curling (2010), recebeu prêmios de Melhor Diretor e Melhor Ator em Locarno e recebeu três indicações ao Prêmio Jutra, considerado o “Oscar” de Quebec. Bestiaire (2012), uma co-produção Canadá-França, lançada em Berlim na seção Fórum e em Sundance, foi listada pelo New York Times entre os “Melhores Filmes que Talvez Você Tenha Perdido em 2012.” Em 2013, Vic+Flo Viram um Urso recebeu o Prêmio Alfred Bauer – Urso de Prata no Festival de Berlim 2013.Em 2016, Boris without Beatrice foi apresentado na Berlinale e em 2017, A Skin So Soft foi selecionado para Locarno. Desde 2009, a obra de Côté tem sido objeto de várias retrospectivas realizadas em Montreal, Viena, Toronto, Ottawa, Seattle, São Petersburgo, Paris, Nova Iorque e Praga.

ENTREVISTA COM DENIS CÔTÉ

O que te inspirou para escrever a história de Antologia da Cidade Fantasma?

A Quebec dos dias atuais. Sinto que, hoje, as pessoas sentem muito medo de perder a sensação de conforto que a terra natal oferece. Este medo se apresenta de várias maneiras e nossa resistência à mudança é feroz. A ascensão do populismo na mídia, a crise migratória, a relutância em se abrir para outras pessoas e o fechamento identitário são temas que me interessam. O livro de Laurence Olivier é uma coleção poética sobre extratos de vida e estórias desconexas; tentei manter este espírito. As mudanças e lágrimas que ocorrem no tecido social são fenômenos fascinantes, então, criei uma estória com buracos nos quais o sobrenatural pode se infiltrar, introduzindo vários anticlímaxes. Não é um roteiro complexo, mas gosto de brincar com o tom; gosto quando as coisas não são fáceis de serem definidas ou categorizadas. Basicamente, queria escrever um roteiro sobre o Outro e o medo que ele inspira.

Parece um filme de gênero, mas também expressa um desejo de abordar realidades sociais concretas.

Sim. Inicialmente, pensei nas muitas vezes que me pediram para fazer um filme de terror. Comecei a percorrer esse caminho, mas mudei gradualmente mudei para um conto rural que se estende pela linha entre o realismo social e o sobrenatural. Prefiro distorcer as regras do gênero cinematográfico ao invés de segui-las. Por fim, o filme usa a metáfora e explora temas que me interessam, em vez de se transformar num filme de zumbi ou de terror repleto de sustos fáceis.

Quem são os estranhos que retornam à vila?

Eles são a consciência adormecida da aldeia. São igualmente o passado e o futuro das nossas regiões rurais, áreas às quais não prestamos atenção e que, por causa de nossa e da própria indiferença deles, deixamos morrer. Os mortos retornam para alertar os vivos. Eles parecem dizer: “Se você não fizer nada com esta memória, esta história e este território, nós o tomaremos de volta.” São também estranhos com os quais as pessoas da cidade agora precisam conviver. Esse é o caminho indireto que escolhi para falar sobre a imigração e o medo que ela provoca entre os mais desconfiados. A figura do monstro no filme é, com frequência, um símbolo da humanidade perdida. Ela sempre comporta um elemento de romance ou nostalgia. Esses fantasmas se enquadram nessa tradição. Deixo as metáforas flutuarem lentamente e os espectadores capturarem aquilo que lhes diz algo.

Não há um personagem central, isto te preocupou?

Um pouco. Pensei em Altman, Sautet e outros mestres de filmes e crônicas. Durante o processo de escrita e edição, é difícil encontrar o equilíbrio certo e uma maneira elegante de fazer a transição do destino de um personagem para outro, de um tom para outro. Como há pouquíssima oportunidade de se apegar a alguém em particular, o personagem principal se torna a cidade no inverno.

Ficamos com a sensação de que tudo está além do alcance de alguns personagens, mas, ao mesmo tempo, alguns permanecem bem calmos frente ao mistério.

É sempre interessante explorar o medo como força motriz de uma narrativa. Todos os meus moradores tinham uma rotina e certo nível de conforto antes da morte súbita e inesperada de Simon. Decidi mudar a relação deles com a vida cotidiana, ao apresentar um tipo de ultimato à aldeia. Mas este ultimato é apenas ligeiramente alarmante. Todos parecem se acostumar com a bizarrice que se instala na cidade. Realmente gosto disso. Os sonâmbulos conseguem se adaptar facilmente ao novo estado de coisas, enquanto outros entram em pânico. Imaginei 50 imigrantes chegando numa cidade de 200 habitantes. A rotina diária de alguns permaneceria inalterada, mas a de outros… O prefeito Smallwood se apega ao seu papel, enquanto a família Dubé começa a procurar outro lugar. Um jovem e ambicioso casal percebe que está numa encruzilhada, enquanto outro casal da geração dos anos 50-60 dá asas à xenofobia. Paralelamente, Adèle é consumida por todo tipo de medo. O filme é um catálogo de medos.

Você emite algum julgamento sobre a desintegração do tecido social de Quebec?

Há uma comédia insignificante no filme, mas sou bastante crítico em relação ao comportamento vagamente xenófobo que me rodeia, tanto aqui quanto em outros lugares. Fico impressionado com a oposição à diversidade, bem como com a escassez de ofertas culturais fora das áreas urbanas. Nossas cidades estão sofrendo silenciosamente. Mesmo nas metrópoles, seja entre os amantes do cinema ou de outros círculos culturais, o anti-intelectualismo e a falta de curiosidade ganham terreno todos os dias. Penso neste filme como uma reação a tudo isso. Está lá no livro de Laurence Olivier: há algo fúnebre no ar, paralisando as comunicações em todos os segmentos da comunidade. Meu filme registra tudo. Isto não é necessariamente pessimista.

Por que você utilizou um filme de 16mm?

A estória pedia isso. Não queria embelezar o destino da cidade, porque não há nada para se embelezar. Cru, memorável, vago… Todos esses adjetivos fizeram parte das nossas discussões. Sinto que este filme é uma ponte entre meus documentários, que são bastante despojados, e meus dramas, que são mais robustos e contínuos. Este meio termo me agrada bastante.

Brasileira faz sucesso como dubladora nos EUA

Em poucos anos, Amanda Peter já dublou 25 projetos, entre eles novelas internacionais e filmes americanos para português, construindo uma carreira sem fronteiras! Seus projetos são distribuídos pelo mundo, fazendo sua voz cada vez mais conhecida.

Natural de Recife, Pernambuco, Amanda passou a maior parte da infância em São Paulo e se mudou para os Estados Unidos com apenas 16 anos em busca de uma carreira nas artes.

Nas telinhas pelo mundo afora, Amanda empresta sua voz para diversos personagens dublando-os em português. Além disso, Amanda é apresentadora de um programa chamado “No Radar”, da revista “Soul Brasil Magazine” (voltado para brasileiros que moram nos Estados Unidos) e nos representou como Miss Brasil 2016 no concurso Miss Panamerican International.

No momento, Amanda está nas telinhas do Brasil como dubladora do Kiko, no desenho animado chamado KIKO, do canal Zoomoo; e como dubladora do Vicente, na série adolescente Chica Vampiro, do canal Gloob. Ela também está no continente africano como dubladora da protagonista Soledad, da novela Luz de Meus Olhos, do canal Eva+.

O Poço é uma brutal metáfora sobre a sociedade

De quarentena em casa? Uma boa dica para quem quer ver um filme provocador é o espanhol O Poço, primeiro longa dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia. Após passar pelo circuito de festivais de cinema, onde levou nove prêmios, o título finalmente entrou para o catálogo da Netflix neste mês. Mas um aviso: é uma obra violenta, perturbadora e capaz de fazer pensar bastante sobre seus próprios hábitos e ideias acerca da sociedade.

Goreng (Ivan Massagué) acorda numa espécie de prisão, onde duas pessoas ficam confinadas em uma sala. No centro, existe um buraco por onde desce uma plataforma repleta de comida. A dinâmica é simples: a plataforma desce, você come rapidamente e ela vai para o andar debaixo na sequência. A grande questão é: as pessoas nos andares superiores recebem um banquete preparado por vários chefs. Já as que estão nos andares inferiores comem o que restou daquela refeição. E a comida vai diminuindo cada vez mais a medida que a plataforma desce.

O roteiro de O Poço traz inúmeros mistérios que servem para atiçar a curiosidade de quem está vendo. A começar pelo fato do protagonista estar lá voluntariamente, como forma de parar de fumar. Portanto não fica exatamente claro que trata-se de uma prisão, uma vez que existem pessoas que estão lá por vontade própria. Mas quem é que inventou as regras? Quantos andares existem? Como é funcionamento do Poço? Nem tudo é explicado e muitas coisas, em aberto, são ótimos motivos para um debate pós-sessão.

É impossível assistir ao filme e não se lembrar de Cubo, que também une ficção científica e terror para falar sobre a violência do comportamento humano numa situação de confinamento. A trama lembra ainda mais o curta Próximo Piso, de Denis Villeneuve (A Chegada, Os Suspeitos). Com muitos momentos de violência gráfica e psicológica, o resultado é um trabalho que incomoda bastante se você traçar um paralelo (bem óbvio, por sinal), com o sistema de classes. Sem dúvidas vale a pena uma conferida!

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja o teaser quente de After – Depois da Verdade

A Diamond Films acaba de divulgar o teaser trailer de After – Depois da Verdade, segundo filme baseado na série de livros After, de Anna Todd – que também assina o roteiro ao lado de Mario Celaya. No longa, depois de terem se reconciliado após uma grande quebra de confiança, Tessa e Hardin precisam superar os obstáculos que surgem em seu caminho e colocam seu relacionamento à prova. Será que o amor deles vai superar ainda mais barreiras?

After – Depois da Verdade é dirigido por Roger Kumble (Segundas Intenções) e tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros em junho, com distribuição da Diamond Films.

Além dos protagonistas Hero Fiennes Tiffin e Josephine Langford, que dão vida a Hardin e Tessa, o elenco conta com Charlie Weber (How To Get Away With Murder) e Candice King (The Vampire Diaries e The Originals), como Christian Vance e Kimberly; Rob Estes (90210) e Karimah Westbrook (Suburbicon – Bem-vindos ao Paraíso), interpretando Ken e Karen Scott; e a atriz Louise Lombard (CSI) como Trish, mãe de Hardin.Shane Paul McGhie, Samuel Larsen, Khadijha Red Thunder e Dylan Arnold, voltam a interpretar Landon, Zed, Steph e Noah, respectivamente, e Dylan Sprouse será Trevor no novo filme.

Veja o teaser do terceiro filme dos DPA

Depois de levarem mais de 2,5 milhões de espectadores aos cinemas, os Detetives do Prédio Azul (D.P.A.) estrelam o terceiro longa-metragem da franquia, com lançamento marcado para junho de 2020. Sol (Leticia Braga), Pippo (Pedro Motta) e Bento (Anderson Lima) contam com a ajuda da feiticeira mirim Berenice (Nicole Orsini) em um lugar mágico e congelante. O primeiro vídeo do filme dá um gostinho de como será DPA3 – Uma Aventura no Fim do Mundo: cheio de mistérios, diversão e neve por todos os lados.

Com produção da Paris Entretenimento, coprodução do Gloob e da Globo Filmes, DPA3 – Uma Aventura no Fim do Mundo tem direção de Mauro Lima e participações especiais de Lázaro Ramos, Alinne Moraes, Alexandra Richter, Klara Castanho e Rafael Cardoso. Filmada na Patagônia Argentina e no Rio de Janeiro, a produção tem como locações a Base Aérea de Santa Cruz, o Musal – Museu da Aeronáutica, a Fábrica Bhering, a Casa França Brasil e a Pedreira Tamoio, em Jacarepaguá.

Principal produção nacional e marca líder do canal Gloob, Detetives do Prédio Azul (D.P.A.) faz tanto sucesso na TV que não poderia ser diferente no cinema. Em 2017, o primeiro filme sobre o trio mirim de detetives levou mais de 1,2 milhão de espectadores aos cinemas. O segundo longa repetiu a dose em 2018, com um público que ultrapassou 1,3 milhão de pessoas.

Em DPA3 – Uma Aventura no Fim do Mundo, Pippo, Bento e Sol se vêem em apuros quando Severino (Ronaldo Reis) encontra um objeto em meio aos escombros de um avião. O que parecia uma inofensiva relíquia era, na verdade, uma das faces do ‘Medalhão de Uzur’, responsável por controlar e manipular toda a magia existente no mundo. Assim que coloca o artefato no pescoço, o porteiro tão querido começa a se transformar em uma figura maligna.

Quando as coisas parecem não poder ficar piores, surgem as bruxas Duvíbora (Alexandra Richter) e sua filha Dunhoca (Klara Castanho), dispostas a fazer qualquer coisa para colocar as mãos na relíquia. Com as vilãs em sua cola, eles precisam correr contra o tempo para encontrar a metade do bem do medalhão, sem contar com a ajuda de Leocádia (Claudia Netto), Theobaldo (Charles Myara) e Vó Berta (Suely Franco), que tiveram seus poderes neutralizados por Severino. Então, os detetives e Berenice (Nicole Orsini), conduzidos pelo Comandante Téo (Rafael Cardoso), partem em uma viagem até o Fim do Mundo, um lugar congelante e repleto de magia.

Além de suas tradicionais capas e acessórios, eles vão precisar de luvas, casacos e botas. Por lá, são ajudados pelos ‘Inspetores de La Casa Naranja’, os detetives argentinos Pablo, Alejandra e Juanita, e pelo mago Elergun (Lázaro Ramos), dono de uma fábrica de doce de leite que, na verdade, abriga mais segredos do que doçuras.

A Febre estreia dia 16 de abril

A Febre, de Maya Da-Rin, teria estreia prevista no Brasil dia 16 de abril com distribuição da Vitrine Filmes. O longa, que já confirmou presença em mais de 40 festivais internacionais, será exibido na Mostra Bright Future no Festival de Roterdã, na Holanda, e no Festival de Cinema de Göteborg, na Suécia.

A trama narra a história de Justino, um indígena do povo Desana que trabalha como vigilante em um porto de cargas e vive na periferia de Manaus. Desde a morte da sua esposa, sua principal companhia é a filha Vanessa, que está de partida para estudar Medicina em Brasília.

Como o passar dos dias, Justino é tomado por uma febre forte. Durante a noite, uma criatura misteriosa segue seus passos. Durante o dia, ele luta para se manter acordado no trabalho. Porém, sua rotina no porto é transformada com a chegada de um novo vigia. Nesse meio tempo, seu irmão vem de visita e Justino relembra a vida na aldeia, de onde partiu há mais de vinte anos.

 O longa já recebeu 18 prêmios até o momento. A produção é da Tamanduá Vermelho e Enquadramento Produções, em coprodução com Still Moving (França) e Komplizen Film (Alemanha). A Still Moving é responsável pelas vendas internacionais.

Vale lembrar que, por conta da pandemia do Coronavírus, todos os lançamentos de filmes do cinema sofreram alterações