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Abigail e a Cidade Proibida é uma aventura distópica da Rússia

O longa russo Abigail e a Cidade Proibida traz uma história distópica fantástica que se desenvolve em uma cidade em que a magia é banida pelo governo. O mundo tornou-se um microcosmo de uma cidade murada que sofre o flagelo de uma epidemia. Em nome do controle sanitário, esse governo mantém a população sobre um regime de opressão e controle “sumindo” com aqueles que estivessem contaminado por esse mal invisível.

No filme, a magia é a cortina de fumaça para o governo controlar a população e caçar seus opositores para, assim, manter o poder e decidir o melhor destino de todos. Mesmo sendo uma aventura adolescente, Abigail e a Cidade Proibida é um filme sobre tiranias e sobre como, não importando como conquistaram o poder, governos que ascenderam baseando-se na propagação de mentiras e ideais violentos um dia cairão.

Abigail (Tinatin Dalakishvili) é uma jovem inteligente e destemida, dotada de poderes e filha de um brilhante engenheiro. Ela cresce com o forte desejo de resgatar seu pai que foi levado a forças pelo governo enquanto ela ainda era criança. Enquanto corre atrás de pistas, acaba se juntando a um grupo de usuários de magia que resistem a tirania. Nesse mundo em que o questionamento é visto como perigoso, Abigail descobre que quase tudo que estava a sua volta era uma grande mentira.

Abigail e a Cidade Proibida é um filme um pouco mais sombrio do que esperado para uma aventura adolescente, mas ainda é uma aventura divertida e emocionante. No aspecto negativo o filme tem sérios problemas de continuidade e a dublagem para o inglês é decepcionante. O argumento é muito atual e, além de divertido, pode gerar muitas reflexões interessantes.

*Por Túlio Villafañe – contato@cine61.com.br

Assista agora ao curta In a Heartbeat

Sinopse: Um menino tímido corre o risco de ser expulso do seu próprio coração depois que ele sai do peito para perseguir o garoto dos seus sonhos.

Rainha de Copas é sobre desejos e consequências

Polêmico e provocador, o longa-metragem Rainha de Copas, dirigido por May el-Toukhy, tem uma trama que pode ser considerada tabu. O filme gira em torno da advogada Anne (Trine Dyrholm), que trabalha defendendo crianças e jovens de situações de abusos. Ela leva uma vida tranquila com o marido e as filhas gêmeas numa bela casa. Um dia, sua rotina é alterada com a chegada de Gustav (Gustav Lindh), resultado do primeiro casamento do marido.

O enteado é um adolescente um tanto revoltado que tem problemas na escola. Para evitar colocá-lo num internato, a última alternativa foi fazer com que ele passasse uma temporada com o pai. A entrada de um novo elemento na família gera uma mudança de ares nas pacatas relações na casa. E, aos poucos, algo começa a crescer em Anne a ponto de fazê-la tomar decisões complicadas que podem colocar sua vida em jogo.

O roteiro de Rainha de Copas tinha tudo para ser um drama erótico barato: a esposa que trai o marido com filho dele. Porém, esta coprodução da Dinamarca e Suécia tem uma narrativa muito madura e toma um rumo surpreendente. A protagonista (interpretada pela mesma atriz que fez o ótimo Em Um Mundo Melhor) é forte e preenche a tela durante todos os minutos. É uma mulher bem trabalhada, construída com todas as complexidades de um ser humano.

Um dos principais méritos do filme é causar um desconforto, principalmente na sua metade final. É quando a infidelidade deixa de ser um jogo para se tornar um verdadeiro peso na vida de Anne. Com cenas de sexo intensas e assuntos tão delicados, Rainha de Copas gera assunto para boas conversas depois que a projeção termina. Um ótimo trabalho!

Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Palhaço Pennywise assusta ainda mais em It – Capítulo 2

Baseado na obra de Stephen King, It – Capítulo 2 é uma ótima continuação do elogiado remake It. Assim como no primeiro filme, Andy Muschietti também assina a direção da sequência. Após 27 anos, a segunda parte trata da volta do temido palhaço Pennywise à cidade de Derry. Sentindo que a criatura demoníaca está de volta, Mike (Isaiah Mustafa) reúne novamente o “Clube dos Otários” para cumprir a promessa que foi feita quando todos ainda eram crianças para acabar com o vilão definitivamente. Bill (James McAvoy), Beverly (Jessica Chastain), Ritchie (Bill Hader), Ben (Jack Ryan) e Eddie (James Ransone) estão juntos, outra vez, para enfrentar o palhaço do mal.

Com quase três horas de duração, It – Capítulo 2 não é um filme somente sobre o medo que o palhaço Pennywise desperta nos personagens da trama ou no público que o assiste. Assim como o primeiro título, que aprofunda os medos e traumas sofridos pelas crianças, na versão adulta, eles também voltam a lidar com questões que estavam enterradas no passado.

A questão psicológica e a maneira como os personagens lidam com seus problemas são pontos muito bem construídos nos dois filmes. São medos, traumas e violências que alimentam o palhaço Pennywise. Para destruir o vilão, cada um do “Clube dos Otários” deve, primeiro, derrotar o que fortalece o monstro.

A construção do conflito dos personagens e o terror propriamente dito são muito bem intercalados durante It – Capítulo 2. A cena em que Pennywise revela a verdadeira face e a sua transformação no palhaço é um ponto alto do filme. No quesito terror, a continuação mostra-se muito mais assustadora que o primeiro filme.

*Por Vinícius Remer – contato@cine61.com.br

Entrevista: Leandro Hassum, de O Amor Dá Trabalho

EO Amor Dá Trabalho, o malandro Ancelmo morre e fica preso no limbo. Para garantir seu lugar no céu, ele precisa praticar uma boa ação e bancar o cupido. Veja a seguir a entrevista com o ator Leandro Hassum, que interpreta o protagonista desta comédia brasileira.

Hassum ainda mais engraçado em O Amor Dá Trabalho

Ter Leandro Hassum no elenco já é certeza de boas gargalhadas. O ator, que já deu vida ao azarado gordo Jorginho nos humorísticos Zorra Total e Os Caras de Pau e estrelou ainda a franquia Até que a Sorte nos Separe, tira sorrisos até parado, sem dizer nada. Agora, as salas dos cinemas brasileiros se preparam para receber mais uma comédia encabeçada por Hassum. O Amor Dá Trabalho, dirigido por Alê McHaddo, chega às telonas com muito humor, efeitos especiais e uma história inusitada que ironiza o serviço público do país.

Na trama, Leandro é Ancelmo, um servidor público desleixado com seu trabalho que morre e acaba indo para o limbo. Para garantir o seu lugar no céu, ele precisa praticar uma boa ação e bancar o cupido de um ex-casal interpretado por Flávia Alessandra e Bruno Garcia.

Mas, para unir os pombinhos, Ancelmo terá que passar por várias ciladas engraçadas. Desastrado, ele passa por situações cômicas, seja no céu ou na Terra. Aliás, ponto positivo para o filme, o paraíso e o limbo são retratados muito bem. A cenografia e os efeitos especiais são impecáveis. No entanto, o longa peca por algumas piadas clichês e antigos estereótipos, como “a loira burra”.

Mas o elenco se mantém firme e engraçado. Consegue conduzir e segurar o público até o final. Hassum, como sempre, está de parabéns! A história também não é previsível, o que a torna interessante. Principalmente por criticar a velha burocracia do Brasil.

*Por Clara Camarano – redacao@cine61.com.br

Crítica: Era Uma Vez Em… Hollywood é puro Tarantino!

O cultuado cineasta Quentin Tarantino está de volta em Era Uma Vez Em… Hollywood. Seu novo longa-metragem, que estreia esta semana, é um extremamente divertido tributo aos anos dourados do cinema norte-americano. Com um elenco de peso e figurantes de luxo (Al Pacino, Dakota Fanning, Emile Hirsch, dentre outros), o filme é encabeçado por uma grande dupla formada por Leonardo DiCaprio e Brad Pitt. O primeiro interpreta Rick Dalton, um ator que ficou conhecido por trabalhar numa série de faroeste. Já Pitt vive Cliff Booth, seu dublê e amigo.

Ambientado nos anos 1960, o filme mostra os bastidores das filmagens e a realidade da vida dos atores. Rick, por exemplo, vive um momento delicado de sua carreira. Ao investir no cinema, deixou de lado a garantia de ter emprego permanente na televisão, o que o fez ser escalado sempre para participações menores em diversos seriados. Já Cliff, homem com um passado sombrio, bom de luta e fiel escudeiro de Rick, está sempre à disposição para ajudá-lo.

Apesar de ter um certo drama, o que prevalece no roteiro assinado pelo próprio Tarantino é o humor. Este talvez seja seu filme mais pessoal de todos, por ser uma coletânea de referências de tudo que o influenciou em seu próprio cinema. Há, por exemplo, o lutador Bruce Lee (que anteriormente foi homenageado na icônica roupa amarela que Uma Thurman usou em Kill Bill). Sem falar no bangue-bangue, gênero que foi tema de seus últimos trabalhos: Os Oito Odiados e Django Livre. O faroeste, por sinal, não aparece apenas quando Rick está atuando em Hollywood. Ele serve como inspiração para sequências que se passam fora dos estúdios.

A história tem o acerto de mesclar personagens da ficção com nomes que existiram de verdade, como é o caso do diretor Roman Polanski e sua atriz e esposa Sharon Tate (Margot Robbie). A narrativa se passa na época em que a perigosa seita liderada por Charles Manson se fortalecia. E quem conhece um pouco dos crimes do assassino sabe o desfecho de algumas destas figuras do cinema. Entretanto, Era Uma Vez Em… Hollywood é um típico filme de Tarantino. Condensa a própria filmografia com suas características mais marcantes: diálogos afiados, humor inteligente, violência e o famoso fetiche por pés femininos. E o resultado é uma bela demonstração do poder do cinema de nos fazer relembrar épocas, acreditar na magia da ficção e até mesmo reescrever a história real.

Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61Cine61

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Era Uma Vez Em… Hollywood:

 

Once Upon a Time … in Hollywood (EUA / Reino Unido / China, 2019) Dirigido por Quentin Tarantino. Com Leonardo DiCaprio, Brad Pitt, Margot Robbie, Emile Hirsch, Dakota Fanning, Al Pacino, Luke Perry,  Austin Butler, Damian Lewis…

Cinemark exibirá episódios inéditos de Ladybug

Os pequenos têm motivo de sobra para comemorar! Nos dias 24 e 25 de agosto, a Cinemark exibe episódios inéditos do desenho Miraculous: As Aventuras de Ladybug. Os fãs dos super-heróis Ladybug e Cat Noir poderão conferir nos cinemas da Rede as novas aventuras da turma que é sucesso no canal infantil GLOOB.
A pré-venda já está aberta, e os ingressos podem ser comprados através do App Cinemark, no site e nas bilheterias da Rede. Os clientes que possuem o cartão Cinemark Mania ganham 50% de desconto na compra de um ingresso. Para mais informações sobre horários e salas de exibição, acesse o site.
Serviço
Cinemark: Miraculous, as Aventuras de Ladybug
Dias: 24 e 25 agosto
Horários: Sessões às 14h05 e 16h10
Ingressos: disponíveis nas bilheterias e no site da Cinemark.
 

Sobre o Iguatemi Brasília
O Iguatemi Brasília reúne, em um só local, moda, gastronomia, serviços, passeio, conforto, conveniência e entretenimento. O shopping conta com o know-how da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, uma empresa full service (administra, planeja e constrói), classificada como a 36.ª marca mais valiosa do Brasil, a única em seu segmento.
São mais de 160 lojas, entre elas 22 marcas inéditas na capital federal. O shopping conta, ainda, com um dos mais modernos projetos de arquitetura e paisagismo. Grandes skylights proporcionam total integração com o exterior e permitem ao público aproximação com a natureza. Além disso, oferece mais de 3 mil vagas de estacionamento, das quais 1,8 mil cobertas, e serviço de valet parking.

3ª edição do Festival de Cinema do Paranoá abre inscrições

São centenas de histórias nas telonas do cinema. O 3º Festival de Cinema do Paranoá 2019 chega para criar laços e fortalecer o protagonismo. O produtor cultural, diretor, roteirista e ator potiguar radicado em Brasília, Januário Jr., prova que é possível incluir o cinema como ferramenta de integração comunitária. E é no Paranoá que a iniciativa foi plantada por ele e repercute fortalecendo cada vez mais a formação de plateia e cultura da região. Januário, que reside na cidade há mais de dez anos, realizou em 2016 a primeira Mostra Curtas Paranoá. A mostra cresceu e se transformou em festival em 2018, com direito a aplausos e a inserção da comunidade do Distrito Federal no mercado cinematográfico.
Para a terceira edição, o FestCineParanoá traz mais novidades em sua programação. Serão mostras, oficinas, protagonismo feminino e sessão para pessoas com deficiência auditiva. De 21 a 27 de outubro, o cinema tomará conta das escolas, das ruas e do Centro de Desenvolvimento e Cultura do Paranoá e Itapoã – CEDEP (Qd 9 Conjunto D Área Especial 1).
Festival de Cinema do Paranoá. Fotos de Vladimir Luz
E quem não se inscreveu, ainda dá tempo. Até o dia 16 de agosto, a curadoria recebe filmes de até 20 minutos de todo território nacional. O regulamento e mais informações inscrições gratuitas estão no site: http://festcineparanoa.com.br .
Até agora, mais de 200 filmes foram inscritos para participar do festival, que traz a temática Protagonismo e Diálogos Horizontais. Mostra Competitiva Nacional, Mostra Competitiva Distrital e Cidades do Entorno do DF, Mostra Interativa para Surdos, Mostra Universitária e Mostra Estudantil Distrital e Cidades do Entorno do DF vão compor a programação.
“Podem ser produções de qualquer gênero. Nosso intuito é abrir portas e garantir a diversidade. E 25% dos selecionados serão filmes de autoria feminina. Queremos fortalecer o protagonismo feminino no audiovisual. Além disso, optamos por trabalhar com uma equipe local para enaltecer ainda mais o polo de arte e dar visibilidade para uma galera que está fazendo cinema no Paranoá”, pontua uma das coordenadoras, Patrícia Antunes.
Sobre a temática de 2019, a coordenadora e produtora executiva Luciana Holanda explica: “O festival deseja favorecer o diálogo horizontal e libertador. Temos que estar ali, todos no mesmo chão, nos comunicando diretamente. Queremos também afirmar o protagonismo das periferias e seus sujeitos, dando espaço e voz às suas autênticas e legítimas narrativas”.
Neste ano, os vencedores do 3º Festival de Cinema do Paranoá levarão para casa o Troféu Oficial do Festival, além da premiação em dinheiro. Serão R$ 17 mil divididos entre as categorias, dentre melhor filme, atuação, direção, direção de fotografia, montagem e outros. Os filmes selecionados serão divulgados nos canais oficiais do festival e na imprensa.
“É muito gratificante iniciar esta ponte entre realizadoras e realizadores do Brasil inteiro e a comunidade. Queremos estimular o ‘papo de cinema’, onde as pessoas falem sobre o festival e comentem sobre os filmes pelas ruas, no ônibus e nas conversas do cotidiano”, destaca Januário Jr.
A 3ª edição do festival é uma realização da Oitava Arte Produções com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, com vários apoios e parcerias de instituições e empresas da cidade e do DF.

Rainhas do Crime enaltece o poder das mulheres

A prisão de três mafiosos abre brecha para que suas respectivas esposas se destaquem num bairro marcado pela criminalidade. Este é um resumo da história do longa-metragem Rainhas do Crime, que estreia nos cinemas com uma trama envolvente que fala de empoderamento feminino e questões raciais e de gênero. Ambientada nos Estados Unidos da década de 70, a narrativa foca nas três mulheres que assumem o comando de negócios ilegais.

A nova situação representa uma chance de recomeço para Claire Walsh (Elisabeth Moss), que sofria com as agressões físicas do parceiro. Já Ruby O’Carroll (Tiffany Haddish), insatisfeita com o marido abusivo, aprende a lidar bem com a rotina de cobranças de propinas no bairro Hell’s Kitchen. Por fim, Kathy (Melissa McCarthy) é a única que parece não ter problemas no casamento e entra para o crime para preservar a família e o trabalho do marido enquanto ele não sai da cadeia.

É claro que o trio feminino incomoda muito dentro e fora da máfia, ainda mais porque os homens não estavam acostumados a lidar com as mulheres no comando. Apesar de ser se passar num passado recente, as questões de Rainhas do Crime são mais do que atuais. E não faltam críticas e até mesmo um humor ácido sobre a violência. O filme foi inspirado no quadrinho da DC Vertigo chamado A Cozinha: Rainhas do Crime, lançado no Brasil este mês pela editora Panini.

O filme marca a estreia de Andrea Berloff na direção. Ela antes trabalhava como roteirista e chegou a ser indicada ao Oscar na categoria pelo texto do drama biográfico Straight Outta Compton: A História do N.W.A. A produção pode surpreender os desavisados pela violência dos tiroteios, em sequências mais sangrentas que muitos filmes de gângsteres. O título traz muitos acertos graças ao bom elenco e personagens cativantes. Melissa McCarthy mais uma vez se mostra uma excelente atriz de drama, por sinal.

Cotação do Cine61: Cine61Cine61Cine61

*Por Michel Toronaga – micheltoronaga@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Rainhas do Crime:


The Kitchen (EUA, 2019) Dirigido por Andrea Berloff. Com Melissa McCarthy, Tiffany Haddish, Elisabeth Moss, Domhnall Gleeson, James Badge Dale…