Início Site Página 86

Não faltam críticas no ótimo New Life S. A

O longa da Mostra Competitiva de domingo (16) foi New Life S. A, do Distrito Federal. Um forte concorrente a levar o troféu Candango.  O filme chega com uma voraz crítica à especulação imobiliária e à construção dos inúmeros condomínios e bairros projetados no DF. E é mais um destes que será construído, com o conceito de uma New Life. A produção se desenrola em torno do arquiteto Augusto (Renan Rovida). Augusto acompanha desde uma nova obra (a Dream Life), como também faz visitas à famílias “decoradas”. 
Decoradas porque o diretor retrata uma típica e falsa família de comercial de margarina. As imagens causam até risos por ser tão escrachada a crítica a esta vida fake. A artificialidade se acentua ainda quando os personagens trocam de papel. A criada vira patroa e vice-versa. Um recurso bem interessante, que é o de assumir o ser ator dentro e fora do filme. “Estamos sempre atuando”.  
O fake também acompanha a vida do arquiteto que vive uma rotina estranha, desde um sexo que não rola até um não-me-toque com sua esposa Marisa (Fernanda Rocha). Isso se estende ainda para o bebê que eles criam, mas não ousam tocar. Para dar um tom mais ácido ao clima, à frente da construção do condomínio Dream Life, pedreiros mostram suas insatisfações com a rotina de picaretagens. Piora ainda quando um morre e a família, claro, não vê a cor da indenização. A obra do Dream Life, cheia de falhas, é comandada por Rubens (Murilo Grossi), o típico empresário charlatão que só quer ganhar e abusar dos seus funcionários. 
Há ainda a presença do candidato a senador Valter, vivido por André Deca. Outra figura que soa engraçada, já que as propagandas políticas são descaradamente assumidas como falsas. Para rechear mais a história, um barracão se destoa na frente do Dream Life. A ideia dos políticos e empresários é dar fim a este reduto de “pobres” para que a obra seja um sucesso. Ufa! São muitos elementos, mas embora pareça confuso, o diretor sabe bem como conduzir o fio da meada, que acaba girando sempre em torno de Augusto. O arquiteto é jogado no meio desta “confusão” e vai se deteriorando junto a ela. Ao fim, o que era um sonho se transforma em um pesadelo. 

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Curtas abordam imigração e protestos na Mostra Competitiva

Uma plateia vibrante, recheada de realizadores e cinéfilos brasilienses marcou presença na 2ª sessão da Mostra Competitiva do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro no último domingo (16), às 21h. Quem passou pelo Cine Brasília teve dificuldade de entrar, já que a fila dava inúmeras voltas. Mas quem enfrentou e conseguiu, teve a certeza que valeu a pena conferir às três críticas e ácidas produções do dia, incluindo o longa-metragem representante de Brasília:  New Life S.A, de André Carvalheira.
A sessão teve início com o poético curta-metragem de São Paulo, Liberdade. O filme, assinado por Pedro Nishi e Vinicius Silva, faz uma crítica a esta liberdade ao falar de imigração. A imigração para o bairro, coincidentemente e propositalmente, chamado de Liberdade (SP). A região, um reduto de japoneses, é desmistificada. Afinal, não são apenas os nipônicos que vivem por lá. E os diretores retratam isto pela visão de um negro que mora no bairro junto com outros negros e com uma japonesa. 
Em um barraco apertado, eles trocam memórias sobre suas famílias distantes e falam um pouco da árdua rotina diária. Ponto interessante da produção, é o câmbio das culturas presente em detalhes. Seja em uma reunião de almoço – onde os pratos atendem desde a cultura japonesa até o típico PF (prato feito) brasileiro; seja no próprio bairro que, embora exalte a cultura japonesa, conta com esquinas onde vemos um pouco de um tudo. A saudade de casa e as dificuldades de quem vive por lá, como imigrante, dão um tom crítico e nostálgico a esta produção.
Na sequência, foi o Rio de Janeiro que tomou conta da telona. Sempre Verei Cores no Seu Cinza, assinado por Anabela Roque, também chega com uma crítica, mas desta vez o foco é o descaso com a UERJ, universidade carioca que se encontra largada às traças. Cenas refletem desde um bandejão abandonado, salas vazias, descaso com os alunos, professores e com o próprio centro de ensino que foi ocupado por placas e choros de protestos. Embora conte com estes detalhes, a produção deixa a desejar. E deixa a desejar exatamente por não se aprofundar no assunto, se resumindo apenas às imagens que chegam a causar incômodo – já que também escutamos um rompante de gritos descontextualizados dos alunos. 
O incômodo, claro, é proposital. Mas poderia nos incomodar muito mais em um sentido positivo se, quem sabe, a diretora tivesse colocado um ponto de vista mais subjetivo. Ao retratar o rompante superficial de vários alunos, o filme deixa de lado a essência de cada. A causa vira uma junção de badernas que só se traduzem nos letreiros finais que, aí sim, descrevem o descaso com a UERJ. 
*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Tem cinema grátis no projeto Conexão Berlim-Brasília

As conexões entre Brasília e Berlim são várias: são cidades jovens e internacionais, que inventam e se reinventam e têm pontos em comum na arquitetura e na paixão pelas artes, a música e o cinema. Por isso mesmo, o projeto Conexão Berlim-Brasília, uma realização do Goethe-Zentrum Brasília e da Embaixada da Alemanha em parceria com o Sesc-DF. Como parte da programação. o público brasiliense poderá assistir à produção alemã This Ain’t California – um retrato da subcultura anárquica da Berlim dos anos 80, no dia 19 de setembro, às 19h. O filme é legendado e tem entrada franca.


Sinopse
Berlim 2011: Durante o funeral de Denis “Panik” Paraceck, velhos amigos dos tempos da RDA se reencontram e relembram sua grande paixão: o skate. Denis em sua “prancha com rodas” era praticamente imbatível em matéria de arrojo. Em muitos pequenos episódios são evocados os anos 1980, nos quais skatistas eram considerados outsiders, irreverentes, rebeldes e bem distantes do Estado e de seus planos de produção. Seu ponto de encontro era a praça Alexanderplatz, em Berlim Oriental, onde, observados por espectadores surpresos ou mesmo desconcertados, desenvolviam e apresentavam suas manobras. Um fragmento da subcultura anárquica durante o socialismo.  



Ficha técnica
Direção: Marten Persiel
Romance-Documentário
99 min  2011/2012
Classificação: 12 anos  
Serviço
Exibição do filme This Ain’t California 
Data: 19/09
Hora: 19h
Local: Sesc 504 Sul
Alemão com legendas em português
Classificação indicativa: 12 anos
Entrada franca

Raia 4 está na programação do Festival de Brasília

O longa Raia 4, de Emiliano Cunha, com produção da Ausgang, é o novo filme da distribuidora Boulevard Filmes e está no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro,  na seção “Mostra Futuro do Brasil” . Essa mostra é dedicada a filmes que ainda estão em processo de pós produção, e os filmes são exibidos para pessoas do mercado e de outros Festivais, a fim de promover o filme antes mesmo que ele esteja finalizado. 
A trama de  Raia 4 acompanha Amanda (Brídia Moni), uma atleta de 12 anos de idade. Silenciosa e reservada, ela encontra segurança em seu próprio mundo: debaixo da água, onde os segredos não podem ser ouvidos. Priscila (Kethelen Guadagnini), uma excelente nadadora, torna-se sua adversária não só na piscina, mas também na vida.
“Fui atleta de natação da infância à vida adulta, e o filme une minhas duas paixões: o cinema e a natação” – resume o diretor Emiliano Cunha, que também assina o roteiro. “É a chance de mostrar ao público um universo fascinante e que me é precioso e explorar um cinema que é de sensações, trazendo à tela a experiência da natação como é para os esportistas”, complementa o cineasta porto-alegrense.
O filme, ainda em etapa de finalização, foi selecionado para a Mostra “Futuro do Brasil” do Festival de Cinema de Brasília 2018 e para o Encontros com o Cinema Brasileiro com o Festival de Sundance. O longa tem previsão de estreia para o segundo semestre de 2019.

Exposição na internet é tema do drama Luna

O longa-metragem Luna (Cineart Filmes), de Cris Azzi, foi selecionado para a mostra competitiva do 51° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o qual acontece entre 14 e 23 de setembro. O filme conta a história do encontro de duas jovens e acompanha a trajetória e as consequências desse encontro. “Em 2014 me vi chorando diante de uma matéria jornalística que narrava a morte de uma jovem brasileira de 17 anos que tirou sua própria vida após ter um vídeo de sexo viralizado nas redes sociais. Quatro anos depois, com o filme já montado, ainda me pergunto em qual lugar íntimo essa história me moveu a ponto de fazer um filme com essa inquietude como ponto de partida”, conta o diretor.
Fotos: Gustavo Baxter
A história da Luana e de seu encontro com Emília atravessa temas como a  descoberta da sexualidade feminina associada à autoexposição favorecida pelas novas mídias,  a busca por novas experiências, por pertencimento e autoafirmação. “Coloca à prova aspectos como liberdade e preconceito, liberdade e abuso, liberdade e julgamento moral. Mas a meu ver, para além dessa camada, o filme se orienta na potência do encontro com o outro, no amor e nas suas contradições”.
Para realizar sua primeira ficção, Azzi praticou o exercício da escuta. “Me vi diante de um universo de meninas brasileiras  com muitas histórias de decepções com o universo masculino. Abusos, assédio, estupro, abandono. Hoje, ao olhar para o percurso do filme, entendo que esses fatos recorrentes nas conversas foram borrando o roteiro naturalmente”, diz Azzi.
“Durante esses quatro anos de realização, as reivindicações femininas ganharam luz no Brasil e indicam um caminho espinhoso, mas sem volta, na direção da igualdade de direitos em relação aos homens. Nesse sentido, quando ainda me vejo tentando entender por qual motivo a história lida no jornal me tocou tanto, começo a perceber que falar desse universo é também uma busca pessoal por aprendizado e ressignificação nas minhas relações humanas. Ainda estou em busca de respostas”, completa Azzi. O longa será distribuído pela Cineart Filmes. “Luna veio como um presente, por trazer um argumento tão atual e uma belíssima plástica. Essa seleção pelo Festival de Brasília já é uma grande conquista e só confirma que estamos no caminho certo”, afirma Thais Henriques, à frente da distribuidora. 

51º FBCB – Um festival de cara nova

Casa cheia. Cheia também de glamour e novidades! Mais de mil pessoas passaram pelo Cine Brasília (106/107 Sul) na noite de sexta-feira (14/09) para conferir a abertura da 51ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento, o mais tradicional do Brasil, chegou desta vez com mais força, mais imponência, maior acesso para o público e com forte presença das mulheres que assinam 13 das 21 produções (9 longas e 12 curtas-metragens) como diretoras ou codiretoras.
Chico Diaz e Letícia Sabatella
Neste ano, a bandeira é pela democratização do acesso. O festival vai ocupar 13 regiões administrativas do Distrito Federal até o dia 23 de setembro. Além, claro, da sua casa principal: o Cine Brasília. O cinema está totalmente de cara nova. Uma imponente praça de alimentação se estendeu para os gramados, na área externa que dá acesso às quadras 106 e 107 Sul. Os cinéfilos que quiserem dar plantão no evento vão poder desfrutar das delícias da praça, que inclui restaurantes como o tradicional Beirute. Haverá, ainda, som nos intervalos e durante às sessões.
  
Praça de alimentação
E a noite de boas-vindas foi marcada por uma série de homenagens que fizeram o público deixar os contratempos de lado. Apesar das obras do metrô, do congestionamento no trânsito e do atraso para iniciar a sessão, que estava marcada para às 19h30 e começou depois das 20h, a plateia não hesitou em esperar, aplaudir e curtir até o final. Mais de 600 pessoas, espalhadas pelas cadeiras e pelo chão, puderam conferir a cerimônia comandada pela atriz Letícia Sabatella e pelo ator Chico Diaz.  
Premiadas
Em 2018, as novidades vão além do visual novo do evento. Criado este ano, o prêmio Leila Diniz – em homenagem à revolucionária atriz (1945-1972) – foi entregue para a atriz, diretora, produtora e dramaturga Íttala Nandi e para Cristiana Amaral. O prêmio foi criado para homenagear as importantes mulheres do cinema brasileiro. Ainda, a medalha Paulo Emílio Salles Gomes – destinada a figuras que também marcaram o cinema nacional – foi concedida a dois feras do audiovisual: Walter Mello e Ismail Xavier. 
Camila Morgado
Na plateia, celebridades marcaram presença. A atriz Camila Morgado subiu ao palco com os realizadores para falar sobre o longa-metragem da noite: Domingo, de Fellipe Barbosa e Clara Linhart. Ítalla Nandi, estrela do filme, apresentou a produção que conta a história de uma família burguesa gaúcha que vivia seus dramas e anseios na época da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.  
Domingo, longa de abertura
Outro destaque foi a exibição do documentário Imaginário, de Cristiano Burlan. O filme mescla imagens de arquivos e discursos de autoridades em torno do golpe de 1964. A exibição das produções deram um tom político para a noite, que contou ainda com alguns gritos de protesto de “Lula Livre”, realçando o clima da edição que antecede as eleições. Programação completa do festival você confere em: www.festivaldebrasilia.com.br.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Festival de Brasília chega a 13 Regiões Administrativas do DF

Não é só o Plano Piloto que respira cinema no mês de setembro. Em 2018, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega a 13 regiões administrativas do Distrito Federal. Além do Cine Brasília, todos os filmes da Mostra Competitiva, da Mostra Brasília e do Festivalzinho têm sessões simultâneas em São Sebastião (Instituto Federal de Brasília), Riacho Fundo (Instituto Federal de Brasília), Sobradinho (Teatro de Sobradinho) e Taguatinga (Teatro da Praça), até 22 de setembro.
Médico de Monstro, da mostra Festivalzinho
Os filmes do Festivalzinho têm sessões às 15h, de segunda a sexta, os da Mostra Brasília são apresentados às 18h30, exceto 16/9, e as sessões das Mostras Competitivas começam sempre às 20h30. No dia 22/9 as sessões começam às 18h30. Todas as sessões fora do Plano Piloto têm entrada franca. As cidades de Planaltina, Guará, Recanto das Emas, Ceilândia e São Sebastião recebem as atividades formativas do Festival de Brasília, ao lado do Plano Piloto. Em São Sebastião, por exemplo, o diretor maranhense Frederico Machado ministra Oficina de Produção de Cinema Independente (de Guerrilha); em Planaltina, o coletivo Dona Filmes apresenta atividade de Criação e Edição de Vídeos por Celular.
Cabeças, da Mostra Brasília
No Recanto das Emas, a continuísta Mara Cecília ministra oficina sobre Continuidade na Direção Artística – Cinema, TV e Internet. Ainda, na Ceilândia, Maíra Carvalho apresenta oficina de Direção de Arte, e no Guará Larissa Rolim traz atividade sobre Produção Executiva; e RC Ballerini leva a São Sebastião uma atividade sobre Formatação de Projetos. Tais atividades visam deslocar o eixo da cadeia produtiva do cinema no DF, conferindo oportunidades para que jovens de outras RAs possam vislumbrar possibilidades de trabalho no mercado audiovisual. Para complementar as cidades pelas quais passará, o Festival de Brasília contará pelo 26o ano consecutivo com o projeto Cinema Voador, ônibus-tela de projeção que circula pelo Distrito Federal exibindo obras icônicas do cinema brasileiro, ao ar livre. Em 2018, o Cinema Voador passará pelas RAs do Paranoá, Estrutural, Brazlândia, Samambaia e Gama.

Documentário Excelentíssimos estreia no Festival de Brasília

O longa Excelentíssimos, de Douglas Duarte, acaba de ganhar trailer oficial, o longa será exibido no Festival de Cinema Brasília nesse domingo, às 16h, e estreia no circuito comercial dia 22 de novembro. O filme acompanha o processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e o dia a dia do poder legislativo no Congresso Nacional. A obra é um registro dos fatos, personagens e articulações por trás da maior crise política do país desde a redemocratização. Gravado dentro do Congresso ao longo dos meses em que corria o impeachment, o filme retrata quem, como e porque se derruba uma presidente.

Evidenciando a polarização política entre os partidos PT, PSDB e PMDB. O processo, que se inicia no fim das eleições de 2014 e dura até o afastamento da presidenta no dia 31 de agosto de 2016, marcou a história do Brasil. Excelentíssimos, capta as manifestações populares contra o golpe, além de símbolos caricatos do decorrer dos trâmites políticos, como o “Pato da FIESP”, e personagens polêmicos, como Jair Bolsonaro, Eduardo Cunha e Marco Feliciano, além de deputados menos conhecidos, como Carlos Marun, Silvio Costa, Bruno Araújo, Carlos Sampaio, que tocaram o processo de impeachment.

Galeria: veja como foi a abertura do Festival de Brasília

A noite de 14 de setembro, abertura do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, contou também com a abertura da exposição Momento em Movimento, de Mila Petrillo. A coletânea faz parte do projeto Por outras lentes e apresenta registros de grandes personagens do cinema nacional que passaram pelo Festival de Brasília desde a década de 1980, registrados pelas lentes cuidadosas desta, que é uma das mais célebres fotógrafas radicadas no Distrito Federal. A exposição funcionará das 10h à 0h, na área externa do Cine Brasília.
Veja a seguir algumas imagens da abertura do evento, que chega este ano a sua 51ª edição. Todas as fotos são de Humberto Araújo:

Festival estreia mostra Territórios Audiovisuais Indígenas

O 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro lançou este ano a primeira edição da Mostra Territórios Audiovisuais Indígenas. Os filmes serão projetados em um telão instalado no terreiro do Memorial do Povos Indígenas. A mostra ocorre no âmbito do projeto Cultura Vivas e exibe nove produções, até 18 de setembro, com entrada gratuita e sem caráter competitivo. A curadoria dos filmes apresentados é uma parceria do festival com a Ascuri (Associação Cultural de Realizadores Indígenas).
Ava Marangatu
A mostra terá início no sábado, dia 15, às 16h, com uma roda de conversa entre realizadores indigenistas e indígenas. Logo após a roda, às 19h, as projeções começam com o documentário Jerosy puku – O grande canto, de Ademilson Kikito Concianza, realizado em parceria com a Ascuri. A ficção Avaxi para’i: semente, de Vinicius Toro, fecha a programação do primeiro dia de exibições.
Jerosy Puku
“Esse momento mostra uma alternativa à produção cinematográfica brasileira, em contraposição ao modelo hegemônico. É importante para todos que a diversidade do cinema esteja presente no maior festival do Brasil, revelando suas lutas, desejos e particularidades, e também que esse espaço se consolide e abra todos os anos”, destaca o cineasta indígena, Gilmar Galache, que fez a curadoria dos filmes pela Ascuri, associação parceira da Escola de Cinema e Arte de La Paz (Bolívia).
Xamoié Pará
Nesta primeira edição, a Mostra Territórios Audiovisuais Indígenas cria diálogo com o Cine Memorial, projeto já realizado no âmbito do projeto Culturas Vivas, desenvolvido desde o início deste ano pelo Centro de Trabalho Indigenista (CTI) e pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal.
Teko Haxy
“Uma mostra com esse tema dentro do Festival de Brasília é uma conquista importante para os Povos Indígenas. Possibilita a aproximação com os modos indígenas de realizar a arte do cinema, e com aspectos importantes de suas histórias de vida e luta”, ressalta a coordenadora do projeto Culturas Vivas, Guta Assirati, do Centro de Trabalho Indigenista.