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Diretor investiga assassinato da própria mãe em Elegia de um Crime

O filme Elegia de Um Crime, de Cristiano Burlan, foi selecionado para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro na seção “Onde Estamos e Para Onde Vamos”. Distribuído pela Vitrine Filmes, o filme é um documentário que investiga o trágico assassinato de Isabel Burlan, mãe do cineasta. Após relembrar a morte do pai em Construção (2006) e o assassinato do irmão em Mataram Meu Irmão (2013), Burlan investiga o assassinato da mãe. O último filme da “trilogia do luto” procura reconstruir a imagem de Isabel Burlan da Silva mostrando o retrato de um crime cometido pelo próprio namorado, Jurandir Muniz de Alcântara. Impune, o responsável está solto, e a busca pela justiça é o que move a família Burlan.
O cineasta mostra, por meio dos depoimentos recolhidos de familiares e amigos, um crime que milhares de mulheres sofrem todos os dias: “Minha mãe foi vítima de feminicídio, é preciso falar cada vez mais sobre isso”, diz Burlan. O criminoso, que agiu por ciúme, enforca a namorada sem dar a chance de defesa.  Jurandir Muniz de Alcântara é foragido da polícia e já havia cometido esse ato anteriormente. Para o diretor, filmar Elegia de Um Crime foi uma maneira de superar e se vingar do crime contra sua mãe. “Fazer filmes é olhar nos olhos do abismo. No “Elegia de um crime” expus partes da minha tragédia familiar, ouvi parentes e amigos, cujos depoimentos trouxeram à tona destinos de diversos personagens, mapeando o histórico de dolorosas feridas emocionais destas pessoas e as minhas próprias”, completa.

A caçada continua no divertido reboot O Predador

Ter seres extraterrestres nas telonas não é uma novidade. Se tratando então do Predador, já temos 31 anos em que a primeira produção foi lançada com estes alienígenas. O primeiro filme da saga de ficção científica chegou em 1987 aos cinemas com direção de John McTiernan e com Arnold Schwarzenegger fazendo seu clássico papel de ator de produções de ação.

Agora, vamos conferir o sexto exemplar dentro da franquia. O Predador desta vez chega às salas dos cinemas brasileiros com direção de Shane Black e com um ator mirim no papel central da trama. Jacob Tremblay (O Quarto de Jack) interpreta o menino Rory McKenna. Filho de Quinn McKenna (Boyd Holbrook), Rory é o responsável por ativar o retorno dos predadores. Na batalha que se trava, ex-soldados, uma cientista e um professor de ciências se juntam para combater a ameaça dos ETs e proteger o futuro da raça humana.

A ação, muito bem feita, principalmente pelo excesso de recursos gráficos, de fato faz com que o longa-metragem se apresente como o melhor da saga. O suspense nos prende e, ao mesmo tempo, tira boas gargalhadas. O humor que chega a beirar o pastelão recheia o filme sem nos deixar perder o fio da meada da história.
A inversão dos papéis principais também é algo interessante. O mocinho interpretado por Boyd Holbrook perde para seu filho (Jacob Tremblay). O menino cativa mais do que o típico machão. Outro detalhe que se sobressai é o poder feminino. A atriz Olivia Munn se destaca na produção interpretando a doutora Casey Brackett. Um tiro de interpretação! Séria, ela consegue destruir as típicas piadas machistas que permeiam o filme e que podem incomodar os mais engajados em causas sociais.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme O Predador:

The Predator (EUA / Canadá, 2018) Dirigido por Shane Black. Com Boyd Holbrook, Trevante Rhodes, Jacob Tremblay, Keegan-Michael Key, Olivia Munn…

Filme live action Tokyo Ghoul estreia nos cinemas brasileiro

A Sato Company traz para o Festival de Ação Japonês o filme Tokyo Ghoul, baseado na série em mangá (histórias em quadrinhos japonesas) do autor Sui Ishida. O título, que já vendeu mais de 12 milhões de exemplares no Japão e foi listado como uma das HQs mais influentes pelo New York Times (em 2015), foi publicado no Brasil pela Panini Comics que atualmente está lançando Tokyo Ghoul Re, uma segunda série, com a continuação da história.

O diretor Kentaro Hagiwara traz para as telas do cinema o universo criado nos quadrinhos, onde, em Tóquio, criaturas conhecidas como ghouls vivem entre os humanos e os devoram para sobreviver. Em meio a isso um tímido estudante universitário, Ken Kaneki, passa por uma experiência traumática e se torna também um desses carniçais. 
Conforme aprende a viver com sua nova condição, ele conhece algumas criaturas que o ensinam a interagir nessa nova sociedade e suas facções, enquanto tenta coexistir com os humanos e a ameaça dos “pombos”, agentes especiais da CCG (Comissão de Contra Medidas Ghoul), que tem a simples missão de destruir todas as criaturas da região.

Este filme faz parte do Festival de Ação Japonês com exibições ÚNICAS em 33 salas de cinema pelo Brasil, em 29 cidades: São Paulo, Bauru, Belém, Brasília, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Jaboatão dos Guararapes, João Pessoa, Jundiaí, Londrina, Manaus, Marília, Maringá, Natal, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, São José, São José do Rio Preto, São Luís, Sorocaba, Teresina e Uberlândia.

A semana (13/9 a 19/9) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping Casa Park (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede. Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.


A Freira – Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha.


O Predador – Um menino ativa o retorno dos predadores, agora mais fortes e inteligentes do que nunca, para a Terra. Ex-soldados e um professor de ciências se juntam para lutar contra essa ameaça e proteger o futuro da raça humana.
Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas – Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão.

Tokyo Ghoul

Tokyo Ghoul – Em Tóquio, um tímido estudante universitário, Kaneki Ken sai com uma garota. Enquanto estão em um parque vazio, ela o ataca, mas ele consegue fugir. Logo Ken descobre que também se tornará um carniçal, um ser poderoso que se alimenta de carne humana. Conforme aprende a viver com sua nova condição conhece alguns amigos e passa a viver com eles. No entanto, ele passa a ser caçado incansavelmente por dois policiais da divisão Ghoul que tem uma simples missão: dar cabo de todos os carniçais da região.

O Renascimento do Parto 3 – Fechando a trilogia, o terceiro filme exibe o SUS que dá certo com o Centro de Parto Humanizado Casa Angela de São Paulo, Parto Orgásmico, Parto na Água, VBAC (Vaginal Birth After Cesarean) – Parto Normal Após Cesárea, os cuidados com recém-nascidos, a cena obstétrica na Holanda, Nova Zelândia e em Camboja e a importância do aleitamento materno segundo diretrizes da Organização Mundial de Saúde.
Café com Canela – Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude.
Benzinho – O primogênito de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), lidar com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada para tal.
Crô em Família
Crô em Família – Crodoalvo Valério, ou simplesmente Crô (Marcelo Serrado), é agora dono de uma badalada escola de etiqueta e finesse. Entretanto, apesar de toda a fama ele se sente bastante carente e vulnerável, por não ter amigos nem uma nova musa a quem dedicar a vida. É quando sua vida cruza com as de Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles), que dizem ser seus parentes distantes. Paralelamente, Crô precisa escapar da sempre venenosa colunista Carlota Valdez (Monique Alfradique).
Limites – Laura (Vera Farmiga) é uma mulher que busca viver uma vida tranquila e que faz o possível para ajudar as pessoas. No entanto, seus desejos e sua generosidade característica entram em conflito quando ela precisa levar Jack (Christopher Plummer), um homem que é seu pai e também é um criminoso, em uma viagem de carro do Texas até a Califórnia. Os dois e Henry, filho de Laura, que também vai junto, vão aprender da maneira mais confusa e difícil o que significa ser uma família.
O Paciente – O Caso Tancredo Neves – Os últimos dias da vida de Tancredo Neves, o primeiro presidente civil, eleito pelo colégio eleitoral no Congresso Nacional, depois da ditadura militar. Toda a expectativa da população brasileira e a doença de Tancredo, que depois de 39 dias de internação, morreu no dia 21 de abril de 1985, nunca sendo empossado.
Hotel Artemis – Num futuro próximo, no subsolo de um hospital em Los Angeles, os criminosos mais sinistros da cidade recebem cuidados especiais. A enfermeira (Jodie Foster), que controla o lugar, acaba descobrindo que um de seus pacientes está lá para cometer um assassinato.
Carnívoras
Carnívoras – Mona sempre sonhou em ser atriz. Ao sair do Conservatório, ambiciona um futuro brilhante pela frente, mas é Sam, sua irmã mais nova, que logo se torna uma atriz famosa. Sem recursos, Mona é obrigada a morar com Sam, que, fragilizada por uma filmagem difícil, propõe que Mona se torne sua assistente. Aos poucos, Sam vai negligenciando seus papéis de atriz, de esposa e de mãe e acaba se perdendo. Mona acredita que deve se apossar dos papéis que Sam abandona.
Alfa – Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, o jovem (Kodi Smit-McPhee ) de uma tribo precisa sobreviver em meio a paisagens selvagens e encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade.
O Banquete – Fim da década de 80, Brasil. Apesar de ter retornado à democracia, o país ainda vive uma época de extrema instabilidade política e incerteza geral. Em meio a este clima de desconfiança, uma jornalista descobre segredos podres sobre o presidente do país, que ameaçarão ainda mais o frágil equilíbrio da nação.
Escobar – A Traição – 1981, Colômbia. Líder do Cartel de Medellín, Pablo Escobar (Javier Bardem) é um dos maiores traficantes de cocaína para os Estados Unidos, o que faz com que governo de Ronald Reagan insista na criação de um tratado entre os dois países que permita que ele seja julgado em solo americano. Decidido a combater tal ideia, Escobar se candidata e é eleito deputado federal. Paralelamente, ele se envolve com Virginia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que não se importa em como o amante consegue sua fortuna, apenas em como o dinheiro é empregado.
Camocim
Camocim – A jovem Mayara, 23 anos, organiza uma campanha honesta durante as eleições municipais de Camocim de São Felix para eleger o candidato e colega César. A cada quatro anos, a cidade no interior de Pernambuco tem sua tranquilidade interrompida pela euforia política do evento. Durante o processo, Mayara toma consciência da dificuldade em participar de
uma disputa marcada por hierarquias, compras de votos e clientelismo.
Vidas Secas – A história de uma família pobre da região seca do Nordeste e sua luta diária por trabalho e comida para sobreviver  e superar as dificuldades do ambiente árido em que vive. Baseado no livro homônimo de Graciliano Ramos.
Buscando… – Após uma jovem de 16 anos desaparecer, seu pai David Kim (John Cho) pede ajuda às autoridades locais. Sem sucesso, após 37 horas, David decide invadir o computador de sua filha para procurar pistas que possam levar ao seu paradeiro.
Ferrugem – Assim como a maioria das meninas adolescentes Tati (Tiffanny Dopke) ama compartilhar sua vida nas redes sociais. Porém, quando menos espera, ela vai ter que amadurecer e lidar com as consequências de seus atos, depois que algo que ela não queria que se tornasse público é divulgado no grupo do WhatsApp de sua turma de colégio.
Marvin – Marvin Bijou está em fuga: Primeiro de seu vilarejo em Vosges, depois da família, da tirania do pai, da renúncia da mãe e por último da intolerância, rejeição, humilhações as quais era exposto por tudo que faziam dele um rapaz ”diferente”. Fora de lá, ele descobre o teatro e aliados que, finalmente, vão permitir que sua história seja contada por ele mesmo.

Djon África mostra jovem português em busca de suas raízes

Djon Africa, de Filipa Reis e João Miller Guerra, é o novo filme da Sessão Vitrine Petrobras. Com estreia marcada para o dia 11 de outubro, a coprodução entre Brasil, Portugal e Cabo Verde conta a trajetória de Miguel Moreira, também conhecido pelo apelido “Tibars” e pelo codinome “Djon Africa”, em busca de seu pai.
Miguel (Miguel Moreira), órfão de mãe, vive em Portugal com a avó. O jovem decide se aventurar em uma viagem até Cabo Verde em busca de seu pai, o qual nunca conheceu, e também de sua própria identidade. Porém, tudo o que ele sabe são histórias contadas pela avó durante sua vida, não possui fotos nem informações concretas.
“A ideia para o filme surgiu depois da morte do meu pai. Estávamos com vontade de nos aventurarmos num primeiro longa-metragem de ficção e reparamos que mesmo ao nosso lado o personagem com quem tínhamos feito mais filmes tinha uma história pessoal incrível que poderia ser um ponto de partida para a ficção”, revela Guerra.
Na trama, Djon se depara também com questões de pertencimento e imigração com as quais precisa lidar emocionalmente. “A condição de estrangeiro é de certa forma universal. E quer Portugal, quer o Brasil ou Cabo Verde são países de emigrantes. É possível pelo mundo todo encontrar muitos emigrantes tentado viver melhor. As segundas e terceiras gerações de emigrantes vivem situações semelhantes. A busca pela origem é universal e até transcende a condição do emigrante.  E este é um dos temas tratados no filme”, completa o diretor.

O filme teve sua estreia mundial em janeiro deste ano como um dos oito concorrentes ao prêmio Tiger no Festival de Cinema de Roterdã. Também foi exibido no festival New Directors/New Films nos Estados Unidos e no Festival Internacional do Uruguai. Foi convidado para ser o filme de abertura do último Festival Olhar de Cinema de Curitiba, em 2018.

Rivalidade entre irmãs é tema do drama Carnívoras

Integrante do Festival Varilux de Cinema Francês desse ano, Carnívoras estreia nos cinemas dia 13 de setembro, com distribuição da Bonfilm, em Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Primeiro filme dirigido pelos irmãos belgas Jérémie e Yannick Renier, ambos atores, o longa mostra a relação conflituosa de duas irmãs atrizes, que tem percursos opostos nas suas carreiras e nas vidas pessoais. E, quando passam a morar juntas, essas diferenças e rivalidades se acentuam e acabam por interferir na vida de ambas.
“Você não tem vida, não tem homem, não tem filho, não tem nada! Você não é nada, Mona!”, diz Sam à Mona, em cena do trailer de Carnívoras. Premiada com o César de Melhor Atriz Promissora em 2016 por “Fátima!”, Zita Hanrot interpreta Sam, atriz reconhecida profissionalmente, casada e mãe de um menino, mas que não consegue dar conta de sua própria vida. Ela recebe em sua casa a irmã mais velha, Mona, personagem de Leila Bekhti, que também é atriz, mas que não teve sucesso na carreira e está sem trabalho e sem dinheiro. Aos poucos uma ambiciona a vida da outra.

O tema dos irmãos inimigos, explorado em Carnívoras, reflete a própria experiência dos irmãos Yannick e Jérémie, ambos atores, um com uma carreira mais consolidada do que o outro. Jérémie e Yannick sempre tiveram vontade de trabalhar juntos como diretores. A ideia para o roteiro original surgiu após um acontecimento vivido pelos dois. Em uma viagem de divulgação de um filme no qual contracenavam, Jérémie, o caçula que alcançou sucesso mais cedo, recebeu um telefonema e, por causa disso, Yannick o ajudou com sua bagagem. Ele relembra: “Quando desliguei, eu vi toda a equipe do filme nos observando como um clichê vivo: o ator de cinema seguido por seu irmão mais velho e menos conhecido, cheio de bagagem de ambos. Foi tão patético quanto hilário porque não reflete em nada a natureza do nosso relacionamento. Mas essa anedota foi a inspiração para o tema de um filme que, a princípio, seria uma comédia”.

Jérémie explica: “Antes de trabalharmos juntos, não estávamos cientes de que falar sobre nossa relação como irmãos iria forçosamente revelar afetos complexos. Foi somente quando começamos a escrever que entendemos que, como todos os irmãos e irmãs do mundo, tínhamos velhas contas a serem acertadas”. Yannick acrescenta: “O entusiasmo um pouco ingênuo com o qual tínhamos começado a escrever progressivamente se transformou em uma introspecção mais sombria. Bem rapidamente, o mito dos irmãos inimigos Abel e Cain se impôs como uma fonte de inspiração. Sam e Mona não podem brilhar juntas, uma eclipsa a outra, e isso não depende da vontade delas. Eu vejo lógico então que a comédia inicial se tornou aos poucos um filme de gênero, que ia nos dar a latitude necessária para deixar nossas pulsões – até as mais sombrias – se expressarem.


Um elemento que faz com que o filme se pareça a um thriller é também a sua economia de diálogo: tudo se expressa através dos corpos e dos olhares, e a relação entre as irmãs é quase carnal, animal.  A diferença na personalidade delas e a relação misturada de amor e ciúmes que vivenciam se traduzem sobre tudo pelas atitudes.  É mais como um filme de gênero que como um filme de autor que Carnívoras encontra sua identidade. Ele consegue ir além do assunto tratado e se tornar parte de uma história maior, mais geracional, se dirigindo a um público mais amplo.

Semana Árabe terá exibição gratuita de filmes

O Instituto de Cultura Árabe-Brasileira (Icab) e a Federação das Entidades Árabes do Brasil (Fearab Brasil) promovem, de 26 a 29 de setembro, a Segunda Semana Árabe, com uma série de atividades culturais gratuitas na Biblioteca Nacional de Brasília. Após o sucesso da primeira edição do evento em 2014, a ideia é estimular um movimento pela valorização da história e da cultura árabe, destacar pessoas e associações engajadas na difusão dessa cultura e dar espaço para expressões culturais e artísticas do mundo árabe, chamando a atenção para este numeroso grupo que em muito contribui para a formação sociocultural brasileira.
O Profeta
Todas as atividades realizadas na Biblioteca Nacional de Brasília serão gratuitas e abertas aos visitantes a partir da quarta-feira, dia 26. Nesse dia, após as 14h, o segundo andar do edifício será tomado por atividades que vão desde apresentações de música e dança, passando por palestras, rodas de conversa, exibição de filmes, contação de histórias para crianças, além da exposição “De Córdoba a Granada: detalhes de uma presença árabe na Andaluzia”, com fotos de Nick Elmoor. Confira os filmes que serão exibidos Mostra de Cinema Árabe:
Filme: A ÚLTIMA ESTAÇÃO (2012)
Direção: Márcio Curi – Brasil
Duração: 115 minutos.
Classificação: 12 anos.
Exibição: 26 de setembro – Horários: 15h e 17h 
Sinopse: 1950. O jovem libanês Tarik deixa sua cidade natal em busca de uma vida melhor no Brasil. Ao chegar no porto de Santos ele se desentende com o irmão de uma garota síria com a qual estava flertando e, na briga, cai no mar. Ele é salvo por Ali, outro jovem libanês. Só que, ao passar pela imigração, Ali fica detido pela polícia e eles se separam. Décadas mais tarde, já idoso, Tárik resolve partir em busca de Ali para pedir-lhe perdão. Em sua jornada ele tem a companhia da filha, que se recusa a seguir os ideais religiosos e de comportamento pregados pelo pai.
A Última Estação
Filme: O PROFETA (2014)
Direção:  Bill Plympton; Gaëtan Brizzi ; Joan C. Gratz;  Joann Sfar; Michal Socha;  Mohammed Saeed Harib;  Nina Paley;  Paul Brizzi;  Roger Allers;  Tomm Moore.
Duração: 85 minutos.
Classificação: Livre
Exibição: 27 de setembro – Horários: 15h e 18h
Sinopse: A animação é baseada no best-seller “O Profeta”, escrito nos anos vinte pelo poeta libanês Khalil Gibran. Trata da história de Mustafa, um prisioneiro político que, por acaso do destino, conhece uma menina de oito anos, Amiltra. Ele partilha com ela a sua sabedoria e os seus poemas, através de nove histórias com mensagens de paz, amor, amizade e fraternidade. 

Filme: A PALESTINA BRASILEIRA (2017)
Direção: Omar L. de Barros Filho.
Duração: 79 minutos.
Classificação: Livre.
Exibição: 28 de setembro – Horários: 14h30 e 16h
Sinopse: Com cenas filmadas no sul do Brasil e no Oriente Médio, o documentário revela as raízes, o grau de integração, a sensação de pertencimento de seis famílias alcançadas pelos preconceitos, perseguições e guerras. Questiona sua atual condição, e mostra como homens, mulheres e jovens se situam frente aos seus direitos e aos valores éticos e religiosos de sua cultura tradicional.
Todos os filmes serão reprisados no dia 29 de setembro – Horário: 9h às 14h

Personagem se mostra desgastado em Crô em Família

Há personagens que ficam marcados para sempre no imaginário popular. Carminha, interpretada por Adriana Esteves, na novela Avenida Brasil. Dona Hermínia, interpretada por Paulo Gustavo. Ou Nazaré Tedesco, a malévola que Renata Sorrah deu vida na novela Senhora do Destino. Quem não se lembra? Estes são alguns exemplos de personagens populares inesquecíveis da telinha. Desde 2011, o engraçado mordomo Crô concorre a entrar nesta lista memorável. O personagem nasceu na novela Fina Estampa (2011).Criado por Aguinaldo Silva, o Crô é um gay cômico bem interpretado por Marcelo Serrado.
Mas será que o Crô já deu? Parece que não. O mordomo Crodoaldo Valério ganhou as telonas e a bilheteria. Mais de 1 milhão de pessoas foram ao cinema assistir ao primeiro longa-metragem de Crô – O Filme, em 2013. Agora, a continuação dessa história traz novamente o protagonista em outras aventuras: Crô em Família. Desta vez, dirigido por Cininha de Paula. Nesta nova saga, Crô virou dono de uma escola de etiqueta social. Apesar da fama e de todo glamour, o personagem se sente carente e abandonado. Ao se ver alvo de venenos do colunismo social, a intimidade de Crodoaldo se torna mais exposta do que nunca. Dentro deste “close” virtual, uma família o encontra. É quando entram na trama Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles). Eles chegam com a família inteira afirmando para Crô que são seus parentes. Confusão e babado, como diria Crô, na certa.
De fato, a história não deixa de ter momentos engraçados e até críticas embutidas, como a da banalização e invasão exacerbada das redes sociais e dos digitais influencers. O elenco, impecável, principalmente com Arlete Salles que, convenhamos, dá um banho em interpretação, também é um ponto forte. Mas, no geral, a trama cai em um “mais do mesmo” e mostra um personagem já saturado. Crô foi perfeito em 2011. Em 2018, no entanto, ele fica meio fake. Principalmente por ser um tipão estereotipado que não mais convém.
Embora caia neste tom, Marcelo Serrado comenta: “Uma vez eu estava em uma boate e vi um homem que era o Crô. Com o cabelo de topete como o do Crô, com os trejeitos do Crô”. “Não temos intenção de ofender ninguém. Muito pelo contrário. O filme é para divertir. Para rirmos juntos com toda família”, comenta o ator, em entrevista ao Cine61 – Cinema Fora do Comum. A comédia, de fato, pretende ser pastelão. Serrado adianta, ainda, que este filme está melhor do que o primeiro.  “Este é mais divertido, mais solar, mais singelo. Acho que chegará mais no público. E Crô, sim, é o personagem da minha vida. Assim como Carminha marcou a Adriana (Esteves)”, coloca.

*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Veja aqui o trailer do filme Crô em Família:





Crô em Família (Brasil, 2018) Dirigido por Cininha de Paula. Com Marcelo Serrado, Pabllo Vittar, Jefferson Schroeder, Arlete Salles, Mel Maia, Fabiana Karla, João Baldasserini, Marcos Caruso…