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A semana (6/9 a 12/9) no Espaço Itaú de Cinema

Veja a seguir os filmes que passarão esta semana no Espaço Itaú de Cinema, que fica no shopping Casa Park (Guará). A programação completa, com todos os horários, você encontra no site oficial da rede. Antes, confira os valores atualizados dos ingressos do Espaço Itaú de Cinema Brasília.

A Freira – Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha.

O Renascimento do Parto 3 – Fechando a trilogia, o terceiro filme exibe o SUS que dá certo com o Centro de Parto Humanizado Casa Angela de São Paulo, Parto Orgásmico, Parto na Água, VBAC (Vaginal Birth After Cesarean) – Parto Normal Após Cesárea, os cuidados com recém-nascidos, a cena obstétrica na Holanda, Nova Zelândia e em Camboja e a importância do aleitamento materno segundo diretrizes da Organização Mundial de Saúde.

O Candidato Honesto 2 – Após cumprir quatro dos quatrocentos anos de cadeia, João Ernesto (Leandro Hassum) é convencido a se candidatar à presidência novamente. Adorado pelo povo por ser um político que assumiu seus erros, ele vence as eleições, mas não tem vida fácil em Brasília acompanhado excessivamente de perto pelo sinistro vice Ivan Pires (Cassio Pandolfh).

Alfa

Alfa – Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, o jovem (Kodi Smit-McPhee ) de uma tribo precisa sobreviver em meio a paisagens selvagens e encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade.

Crô em Família – Crodoalvo Valério, ou simplesmente Crô (Marcelo Serrado), é agora dono de uma badalada escola de etiqueta e finesse. Entretanto, apesar de toda a fama ele se sente bastante carente e vulnerável, por não ter amigos nem uma nova musa a quem dedicar a vida. É quando sua vida cruza com as de Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles), que dizem ser seus parentes distantes. Paralelamente, Crô precisa escapar da sempre venenosa colunista Carlota Valdez (Monique Alfradique).

Benzinho – O primogênito de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), lidar com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada para tal.

Elo Perdido – O Brasil que Pedala – Trata-se de um minidocumentário de 30 minutos produzido inteiramente em bicicleta, sem o uso de automóveis, sob os olhares atentos de Murilo Azevedo e Renata Falzoni, em diversas cidades brasileiras. A obra busca os focos e motivos da resiliência do uso da bicicleta como meio de transporte, mesmo dentro de um cenário de tanta motorização.

A Vida em Família

A Vida em Família – Em Disperata, uma pequena cidade no sul da Itália, o melancólico Filippo Pisanelli se sente terrivelmente incompetente em seu papel de prefeito. Somente seu amor pela poesia e sua paixão pelas leituras que faz aos detentos da região dão algum alívio a seu estado de depressão. Na prisão, ele conhece Pati, um ladrão de galinhas também nascido em Disperata. O ladrãozinho e seu irmão sonhavam em se tornar os chefes da máfia de Capo di Leuca, mas o encontro com a literatura muda tudo, e uma amizade incomum surge entre os três, potencializando escolhas corajosas. Um dos filmes mais bem acolhidos no Festival de Veneza 2017.

Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas – Robin, Ciborgue, Estelar, Ravena e Mutano são os Jovens Titãs. Ao perceberem que todos os super-heróis estão estrelando filmes, eles decidem se mobilizar para também ter espaço nas telonas. O líder do grupo, Robin, está determinado a ser visto como um astro e com ideias malucas e até uma canção eles partem em busca de um diretor de Hollywood, mas acabam enganados por um supervilão.

As Herdeiras – Chela (Ana Brun) e Chiquita (Margarita Irún), herdeiras de famílias abastadas do Paraguai, vivem da venda de seus bens. Quando Chiquita acaba presa por dívidas jamais acertadas, a até então submissa e reclusa Chela precisa se virar e começa por acaso a prestar serviço para um grupo de senhoras ricas como motorista. Logo a nova realidade, e especialmente a exuberante Angy (Ana Ivanova), a quem conhece durante o trabalho, afetam os interesses, prioridades e atitudes da taxista amadora.

Deus Não Está Morto

Deus Não Está Morto – Uma Luz na Escuridão – A Igreja de Saint James é atingida por um incêndio, destruindo a congregação e o Pastor Dave (David A. R. White). Após a tragédia, a igreja corre o risco de ser retirada do campus, cravando uma batalha contra a universidade vizinha Hadleigh University. Com isso, surge um conflito entre a igreja e a comunidade que envolve a estudante Keaton (Samantha Boscarino), membro do ministério da igreja, e Thomas Ellsworth (Ted McGinley), amigo de longa data do Pastor Dave.

Gauguin – Viagem ao Taiti – No ano de 1891, Gauguin se exila no Taiti. Ele quer reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Ele se infiltra na selva, encarando a solidão, a pobreza, a doença. Lá, Gauguin conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes.

Buscando… – Após uma jovem de 16 anos desaparecer, seu pai David Kim (John Cho) pede ajuda às autoridades locais. Sem sucesso, após 37 horas, David decide invadir o computador de sua filha para procurar pistas que possam levar ao seu paradeiro.

Yonlu – Vinícius Gageiro (Thalles Cabral), mais conhecido como Yonlu, é um jovem poeta, músico e desenhista, além de ser fluente em quatro idiomas. Apesar de talentoso, ele decidiu dar fim à sua vida depois de ingressar em uma comunidade virtual de assistência para potenciais suicidas.

Escobar – A Traição
Escobar – A Traição – 1981, Colômbia. Líder do Cartel de Medellín, Pablo Escobar (Javier Bardem) é um dos maiores traficantes de cocaína para os Estados Unidos, o que faz com que governo de Ronald Reagan insista na criação de um tratado entre os dois países que permita que ele seja julgado em solo americano. Decidido a combater tal ideia, Escobar se candidata e é eleito deputado federal. Paralelamente, ele se envolve com Virginia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que não se importa em como o amante consegue sua fortuna, apenas em como o dinheiro é empregado.

O Banquete – Fim da década de 80, Brasil. Apesar de ter retornado à democracia, o país ainda vive uma época de extrema instabilidade política e incerteza geral. Em meio a este clima de desconfiança, uma jornalista descobre segredos podres sobre o presidente do país, que ameaçarão ainda mais o frágil equilíbrio da nação.

A Destruição de Bernardet – Referência na reflexão sobre o cinema brasileiro, Jean-Claude Bernardet resolveu, aos 70 anos, se dedicar como ator em longas e curtas experimentais e ousados, dirigidos por jovens realizadores. Neste documentário, o próprio Bernardet reflete sobre as críticas recebidas por suas incursões como ator e revela suas perspectivas de vida, ao mesmo tempo em que precisa lidar com o fato de ser portador do vírus HIV.

Marvin – Marvin Bijou está em fuga: Primeiro de seu vilarejo em Vosges, depois da família, da tirania do pai, da renúncia da mãe e por último da intolerância, rejeição, humilhações as quais era exposto por tudo que faziam dele um rapaz ”diferente”. Fora de lá, ele descobre o teatro e aliados que, finalmente, vão permitir que sua história seja contada por ele mesmo.

Café com Canela
Café com Canela – Após perder o filho, Margarida (Valdinéia Soriano) vive isolada da sociedade. Ela se separa do marido Paulo e perde o contato com os amigos e pessoas próprias. Um dia, Violeta (Aline Brunne) bate à sua porta. Trata-se de uma ex-aluna de Margarida, que assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa que havia sido importante pra ela na juventude.
Mama Mia! Lá Vamos Nós de Novo – Um ano após a morte de Donna (Meryl Streep), sua filha Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a reinaugurar o hotel da mãe, agora totalmente reformado. Para tanto convida seus três “pais”, Harry (Colin Firth), Sam (Pierce Brosnan) e Bill (Stellan Skarsgard) e as eternas amigas da mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), ao mesmo tempo em que precisa lidar com a distância do marido Sky (Dominic Cooper), que está fazendo um curso de hotelaria em Nova York. O reencontro serve para desenterrar memórias sobre a juventude de Donna (Lily James), no final dos anos 70, quando ela resolve se estabelecer na Grécia.
Benzinho – O primogênito de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), lidar com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada para tal.

Ferrugem – Assim como a maioria das meninas adolescentes Tati (Tiffanny Dopke) ama compartilhar sua vida nas redes sociais. Porém, quando menos espera, ela vai ter que amadurecer e lidar com as consequências de seus atos, depois que algo que ela não queria que se tornasse público é divulgado no grupo do WhatsApp de sua turma de colégio.

Inscrições prorrogadas para a 5ª Mostra de Cinema de Gostoso

Estão prorrogadas as inscrições para a 5ª MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO – uma realização da Heco Produções e do CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania, até 10 de setembro. As inscrições devem ser feitas no site do festival. A Mostra de Cinema de Gostoso pretende mais uma vez agitar culturalmente a cidade, instalando uma tela de cinema de 12m x 5m ao ar livre na Praia do Maceió com projeção em resolução 2K e som 5.1. Ao longo de seis dias, a população terá a chance de ver os mais recentes lançamentos cinematográficos brasileiros. Serão seis sessões ao dia, entre as mostras Competitiva, Panorama e Infantil, além das Sessões Especiais.
Também serão realizadas sessões em ambientes fechados, que incluem debates com personalidades, diretores e atores dos filmes, entre outros. O melhor longa e o melhor curta-metragem serão escolhidos pelo público para receber o Troféu Luís da Câmara Cascudo. Toda a programação é gratuita. A curadoria coletiva é feita por Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, em parceria com os alunos dos cursos de formação técnica e audiovisual, o coletivo “Nós do Audiovisual”. Dando continuidade aos Cursos de Formação Técnica e Audiovisual para os  jovens de São Miguel do Gostoso e distritos arredores, que juntos criaram o “Coletivo Nós do Audiovisual”, serão realizadas novamente uma série de oficinas , que incluem Linguagem Audiovisual, Roteiro, Produção Cultural e Realização de Curtas-metragens.
Um dos principais objetivos dos cursos é o de formar cidadãos, despertando nestes jovens seu potencial voltado tanto para o audiovisual quanto para áreas diversas, estimulando o estudo e iniciativas de trabalho. A primeira turma composta por 53 alunos formou-se ao longo de cinco anos e realizou 33 oficinas. Em 2018, será formada uma nova turma com 30 alunos, que também conta com a participação de jovens formados na primeira turma, que junto dos professores, atuarão na coordenação dos novos cursos.

Vitrine distribuirá no Brasil filme sobre Pepe Mujica

A Vitrine Filmes anuncia que Uma Noite de 12 Anos, filme baseado na história real de Pepe Mujica, estreia no Brasil dia 27 de setembro. Escrito e dirigido por Alvaro Brechner, diretor hispano-uruguaio, o longa conta a história de superação de três homens que resistiram à prisão durante 12 anos no período da ditadura militar uruguaia. O longa faz sua estreia mundial no 75º Festival Internacional de Cinema de Veneza no dia 31 de agosto, competindo na seção Horizontes, que acontece até 8 de setembro.

“É uma grande honra e uma grande alegria ter sido selecionado para apresentar Uma Noite de 12 Anos no Festival Internacional de Cinema de Veneza. É um filme que fala sobre nosso mundo, nossas esperanças e pesadelos, e não consigo imaginar um lugar mais ideal, maravilhoso e mágico que o Festival de Veneza. Depois de tantos anos de trabalho, é quase um sonho que agora será visto por tantas pessoas, no festival mais antigo do mundo. É um fiel testemunho de amor ao cinema que passa por suas telas”, afirma o diretor Alvaro Brechner. 

Inspirada na história real de José Mujica, Mauricio Rosencof e Eleuterio Fernández Huidobro, Uma Noite de 12 Anos é uma narrativa de superação e resistência, mas, sobretudo, é uma história da luta existencial de três homens que, em suas horas mais sombrias, se agarraram a seus espíritos para manter sua humanidade e esperança. E, após serem libertados, tiveram uma notável trajetória na vida política e cultural do país. José Mujica, interpretado por Antonio de la Torre, foi eleito deputado e senador em 2010 e, aos 75 anos, tornou-se presidente do Uruguai. Já Maurício Rosencof, romancista, poeta, jornalista e ex-diretor de cultura da Intendência de Montevideo, ganha vida por Chino Darín. E Eleuterio Fernández Huidobro, interpretado por Alfonso Tort, foi eleito senador e, posteriormente, assumiu o cargo de Ministro da Defesa do Uruguai. Ele faleceu em 2016.

Uma Noite de 12 Anos é uma produção argentina–espanhola–uruguaia, dirigida por Alvaro Brechner, reconhecido por filmes como Mau Dia para Pescar (seu primeiro longa-metragem que competiu na Seção Oficial da Semana da Crítica do Festival de Cannes) e Sr. Kaplan. Protagonizado por Antonio de la Torre (O Autor), Chino Darín (O Anjo) e Alfonso Tort (Crônica de uma Fuga). O elenco inclui ainda Soledad Villamil (O Segredo dos Seus Olhos) e Silvia Pérez Cruz (Cerca de tu Casa).

Verão em Rildas aborda os desafios da vida universitária

Diante da iminente partida de um integrante do grupo para o exterior, tendo ainda o desafio de desenvolver os estudos do curso de Produção Cultural do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Rio das Ostras, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro, um grupo de jovens estudantes resolve promover um festival de artes. A partir da organização do evento, dos dilemas e obstáculos enfrentados pelos alunos e, claro, das festas, as dores e as delícias da vida universitária vivida nas faculdades abertas pelo interior do país estão em pauta no filme Verão em Rildas, de Daniel Caetano, que estreia nos cinemas dia 13 de setembro.
Além de mostrar os bastidores por trás da organização do Festival Ostras Coisas, o filme contextualiza o momento vivido pela cidade, abordando temas como violência contra mulher, insegurança e machismo. Outro ponto de destaque da produção é a polêmica Xerek Satânik, nome criado pelos próprios estudantes para uma festa que se realizou em maio de 2014, em seguida ao encerramento de um curso que se dedicava a estudar o tema “Corpo e resistência”.
Após uma performance que envolvia a inserção de uma bandeira na vagina da artista, o evento foi alvo de inquérito da Polícia Federal e investigação realizada pela própria universidade, gerando um debate acalorado entre conservadores e liberais. Apenas no último dia 17, quatro anos após o evento, o Ministério Público Federal arquivou o processo considerando a festa uma “manifestação artística”.
“A geração retratada no filme é justamente a que enfrentou aquela polêmica e desde então briga pela sobrevivência do curso, ainda hoje sob risco de ser fechado. Quando apresentei a primeira versão do roteiro, partiu deles a sugestão de incluir o episódio da performance no filme que decidimos fazer”, conta Daniel.
Toda essa polêmica tinha Rio das Ostras como cenário. Por conta do seu crescimento (graças aos royalties vindo da extração de petróleo, foi a cidade que teve proporcionalmente o maior crescimento populacional em todo o país na década de 2000), o poder municipal propôs para a UFF a criação de um pólo universitário na região, em 2004. A criação do exame nacional do ENEM permitiu que estudantes de todo o país pudessem escolher estudar nos cursos da UFF em Rio das Ostras desde então, criando um ambiente universitário numa região pouco urbanizada de uma cidade jovem e violenta – explica o diretor.
Contando atualmente com mais de mil estudantes, os cursos da UFF de Rio das Ostras ainda hoje convivem com a constante precariedade de condições de estrutura básicas, a ponto de manter há vários anos diversos contêineres alugados que são usados como salas de aula e afins. Por isso, o campus ainda se mantém sob o risco de ter seus cursos fechados.

Conheça os 22 filmes que podem representar o Brasil no Oscar

Vinte e dois longas-metragens nacionais inscreveram-se para concorrer a uma vaga entre os cinco indicados ao prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira do Oscar 2019. O representante brasileiro será escolhido pela Comissão Especial de Seleção, formada por membros indicados pela Academia Brasileira de Cinema. A cerimônia de premiação será realizada dia 24 de fevereiro, em Los Angeles (EUA).
Jorge Peregrino, presidente da Academia Brasileira de Cinema, destaca a importância de ter entre os inscritos, nove longas-metragens dirigidos por mulheres e explica como a instituição trabalha em parceria com o Ministério da Cultura para eleger o representante brasileiro na mais importante premiação do cinema mundial:
“Este é o segundo ano em que a Academia Brasileira de Cinema trabalha em cooperação com o Ministério da Cultura para a escolha do filme brasileiro que concorrerá ao Oscar na categoria  Melhor Filme em Língua Estrangeira. Eleita entre os sócios da instituição, a comissão de seleção tem, entre titulares e suplentes, uma composição eclética que contempla a diversidade de gênero e raça entre seus membros. Assim, a Academia Brasileira de Cinema tem como fundamento básico dar voz a diferentes pontos de vista. Ficamos contentes em constatar que, no painel dos 22 filmes inscritos, nove foram dirigidos por mulheres. Um espelho do que buscamos como uma sociedade mais igualitária em todas as áreas. Agora entramos na segunda etapa, para escolher nessa safra recente e diversa, o representante do Brasil na 91ª edição do Oscar.”
Conheça a história de cada longa-metragem:
Não Devore Meu Coração
Não Devore Meu Coração, de Felipe Bragança
Joca, um menino brasileiro de 13 anos, e Basano La Tatuada, uma menina indígena paraguaia, vivem na fronteira entre os dois países. Joca está apaixonado por Basano e busca fazer de tudo para conquistar seu amor, mesmo que para isso ele tenha que enfrentar as violentas memórias da Guerra do Paraguai e os segredos de seu irmão mais velho, Fernando, um misterioso agroboy envolvido com uma gangue de motociclistas da região.
O Desmonte do Monte, de Sinai Sganzerla
O documentário aborda a história do Morro do Castelo, seu desmonte e arrastamento. O Morro do Castelo, conhecido como “Colina Sagrada”, foi escolhido pelos colonizadores portugueses para ser o local das primeiras moradias e fundação da cidade do Rio de Janeiro. Apesar de sua importância histórica e arquitetônica, o morro foi destruído por reformas urbanísticas com o intuito de “higienizar” a cidade e também de promover a especulação imobiliária.
Antes Que Eu Me Esqueça, de Tiago Arakilian
Aos 80 anos, Polidoro decide demolir a estabilidade de sua confortável vida de juiz aposentado e virar sócio de uma boate de strip-tease. Beatriz, sua filha, resolve interditá-lo judicialmente. Seu filho Paulo se declara incapaz de opinar sobre essa decisão porque não mantém relações com o pai. O juiz, então, determina o encontro forçado entre pai e filho, em uma reaproximação que transformará suas vidas.
Ex-Pajé
Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi
Até o contato do povo Paiter Suruí com os brancos, em 1969, Perpera era um pajé poderoso. Após chegada dos brancos, um pastor evangélico afirma que pajelança é coisa do diabo e Perpera perde seu papel na tribo, passando a viver com medo dos espíritos da floresta. Mas quando a morte ronda a aldeia, o poder de falar com os espíritos pode novamente ser necessário.
O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes
O documentário conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre. O crime ganhou notoriedade  após a imprensa divulgar fotos de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital. Além do caso que dá título ao filme, a produção discute ainda as mortes de pessoas negras provocadas pela polícia no país.
Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor
Rubens é um professor de natação infantil acusado pelos pais de um aluno de beijar o filho deles no vestiário do clube. Quando a acusação viraliza nos grupos de mensagens e redes sociais da escola, começa um julgamento precipitado de Rubens sobre suas ações e intenções.
Alguma Coisa Assim, de Mariana Bastos e Esmir Filho
Caio e Mari são dois jovens adultos cuja relação está além de qualquer definição. Ao longo de 10 anos, o enredo transita entre três momentos marcantes em que seus desejos estão em conflito e sua relação é colocada à prova.
Canastra Suja

Canastra Suja
, de Caio Sóh
Quem vê Batista e Maria andando pela rua com seus três filhos acha que o grande problema deles é a filha caçula que sofre de autismo. Porém, as questões dessa família são bem mais complicadas. Batista é um alcóolatra tentando abandonar o vício por insistência da família. A esposa dedicada que vive um caso tórrido com o namorado de sua filha, Emília, que se faz de pudica, mas seduz o patrão. Pedro, o primogênito, está perdido na entrada da vida adulta. O conceito familiar desabará aos poucos.
Entre Irmãs, de Breno Silveira
Nos anos 30, duas irmãs separadas pelo destino enfrentam o preconceito e o machismo, uma por parte da alta sociedade na cidade grande, e a outra de um grupo de renegados no interior. Apesar da distância, elas sabem que uma só tem a outra no mundo e cada uma, à sua maneira, vai se afirmar de forma surpreendente.
Como é Cruel Viver Assim, de Julia Rezende
Solitários, frustrados e incapazes de realizar qualquer coisa que dê sentido às suas vidas, Vladimir, Clivia, Regina e Primo armam um plano absurdo: seqüestrar um milionário. Mas não têm nenhuma experiência com crimes, nem noção do que essa operação pode envolver. Enquanto tomam as providências práticas, revelam-se seus medos e ambições.
O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues
O filme conta a história de cinco gerações de uma mesma família proprietária do circo. Da inauguração do Grande Circo Místico em 1910 até os dias de hoje, o público vai acompanhar, com a ajuda de Celavi, mestre de cerimônias que nunca envelhece, as aventuras e amores da família Kieps, do seu auge a sua decadência, até o surpreendente final. Um filme que mescla realidade com fantasia em um universo místico.
As Boas Maneiras

As Boas Maneiras, de Julia Rojas e Marco Dutra
Clara, enfermeira solitária da periferia de São Paulo, é contratada pela rica e misteriosa Ana como babá de seu futuro filho. Uma noite de lua cheia muda para sempre a vida das duas mulheres.
Benzinho, de Gustavo Pizzi
Irene mora com o marido Klaus e seus quatro filhos. Ela está terminando os estudos enquanto se desdobra para complementar a renda da casa e ajudar a irmã Sônia. Mas quando seu primogênito Fernando é convidado para jogar handebol na Alemanha, ela terá poucos dias para superar a ansiedade e ganhar forças antes de mandar seu filho para o mundo.
Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg
Dono da boate Paraíso Perdido, o patriarca José faz de tudo para garantir a felicidade de seu clã: os filhos Angelo e Eva, o filho adotivo Teylor e os netos Celeste e Imã. Unida por um amor incondicional, a excêntrica família encontra forças para lidar com seus traumas cantando clássicos da música popular romântica, o que atrai a curiosidade do misterioso Odair, um policial que cuida da mãe surda, ex-cantora.
Além do Homem, de Willy Biondani
O antropólogo francês Marcel Lefavre é comido por canibais e desaparece no Brasil, deixando para trás seu diário inacabado. Seu discípulo a contragosto, Alberto Lupo, escritor brasileiro que vive na Europa, retorna ao país de origem para terminar seu trabalho. Na paisagem, na cultura e na figura feminina de Betania, Alberto se depara com tudo aquilo que o fez fugir: o poder da natureza e a essência da vida. É o início de sua transformação.
O Animal Cordial

O Animal Cordial
, de Gabriela Amaral Almeida
Um restaurante de classe média em São Paulo é invadido, no fim do expediente, por dois ladrões armados. O dono do estabelecimento, o cozinheiro, uma garçonete e três clientes são rendidos. Entre a cruz e a espada, Inácio – o homem pacato, o chefe amistoso e cordial – precisa agir para defender seu restaurante e seus clientes dos assaltantes.
Unicórnio, de Eduardo Nunes
Maria, uma menina, está sentada em um banco ao lado de seu pai. A conversa que eles tem ali conduz a narrativa do filme: acompanhamos a história na rústica casa de campo, onde ela mora com a mãe, e aguarda a volta deste mesmo pai. A relação entre Maria e a sua mãe muda com a chegada de um outro homem.
Ferrugem, de Aly Muritiba
Tati é uma adolescente cheia de vida, que gosta de compartilhar seus melhores momentos no Instagram e no Facebook. Mas a vida de Tati virará ao avesso quando algo que ela não queria compartilhar com ninguém cai no grupo de Whatsapp do colégio.
Encantados

Encantados
, de Tizuka Yamazaki
Encantados é uma história de iniciação espiritual, de amor e misticismo sobre o desabrochar da jovem Zeneida até se transformar em importante pajé, assumindo sua herança espiritual cabocla. Os conflitos no convívio com a família, Zeneida enfrenta e resiste para viver plenamente o amor considerado impossível com Antônio, um ser sobrenatural, que vem das profundezas da floresta. Mas terá que escolher, aceitar seu dom e destino de ser pajé, ou viver encantada pelo povo das águas, os Caruanas.
Yonlu, de Hique Montanari
Yonlu é um filme de ficção baseado na história real de um garoto de 16 anos que, com a ajuda da internet, conquistou o mundo com seu talento para a música e para a arte. Fluente em cinco idiomas, Yonlu tinha uma rede de amigos virtuais em todos os continentes. Ninguém desconfiava, contudo, que também participava de um fórum de potenciais suicidas.
Dedo na Ferida, de Silvio Tendler
Dedo na Ferida trata do fim do estado de bem-estar social e da interrupção dos sonhos de uma vida melhor para todos em um cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza qualquer alternativa de justiça social. Milhões de pessoas peregrinam em busca de melhores condições de vida enquanto a perversão do capital só aspira a concentração da riqueza em poucas mãos.
Talvez Uma História de Amor, de Rodrigo Spada Bernardo
Quando chega em casa, depois de mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio liga a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara, comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, contudo, não faz a menor ideia de quem seja Clara. Quando percebe que todos ao seu redor sabiam do seu relacionamento e ele é o único que não lembra, Virgílio só tem uma escolha: encontrar essa mulher misteriosa.

Dispositivos móveis têm vez no Filmaê

O Filmaê é um festival de cinema dos novos tempos, onde o trabalho duro, a qualidade narrativa e a originalidade da abordagem funcionam sem depender de grandes orçamentos ou das conexões com a indústria tradicional do cinema. O festival proporciona uma janela aberta a talentos cujo reconhecimento não seria possível dentro de uma produção cinematográfica convencional. Com câmeras cada vez mais modernas, os smartphones ampliaram suas funções de comunicação. 
Hoje é possível produzir um filme profissional com celulares, tablets e câmeras de ação. E é a partir desta constatação que Fernando Campos, Guilherme Carvalho e Guilherme Pastana tiveram a ideia de criar o Filmaê – 1º Festival de Cinema Móvel de Brasília, do Brasil e da América Latina. Filmaê, como o próprio nome pede, chama o público para filmar.
No site www.filmae.com.br o público poderá informar-se sobre regulamentos, programação, premiações, espaço para inscrições dos filmes e acesso à votação popular etc. A mostra competitiva selecionará 40 filmes do Brasil, de brasileiros que residam no exterior ou de estrangeiros que residam no Brasil há pelo menos dois anos. O festival também terá uma mostra internacional não-competitiva que reunirá exemplos expressivos de filmes produzidos com dispositivos móveis no mundo.
Serviço
Filmaê – 1º Festival de Cinema Móvel de Brasília De 16 a 18 de novembro
Local: Espaço Cultural Renato Russo (W3 – 508 Sul) Inscrições e informações: www.filmae.com.br  
Entrada e inscrições gratuitas

Filme relembra a ditadura por meio de pornochanchadas

O longa-metragem Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava, dirigido por Fernanda Pessoa, estreia em circuito comercial no dia 23 de agosto, após ter tido sua estreia no 20o Festival de Cinema de Tiradentes e exibido em diversos Festivais nacionais e internacionais, como DocLisboa, CinéLatino Toulouse, Festival du Nouveau e Cinema Brasilia. O filme, que também passou por países como Grécia, França, Índia, Canadá, Sérvia e Portugal, tem distribuição da Boulevard Filmes.
O longa realiza uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil, com foco nos 1970, a partir apenas de imagens oriundas de 27 filmes produzidos no período e que foram considerados “pornochanchadas”, o gênero mais visto e mais produzido durante a década de 70. Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava é um documentário de montagem, ou de remploi, feito inteiramente com imagens e sons das pornochanchadas, sem entrevistas ou off. Temas como a luta armada, a violência do Estado, o milagre econômico, a “era de aquarius” e a modernização do país são abordados de forma divertida e inusitada, através de uma montagem criativa e associação inesperada de imagens.
Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava relembra e analisa um período histórico brasileiro através da sua produção cinematográfica hegemônica, provocando uma reflexão não somente sobre o período histórico retratado, mas também sobre o próprio cinema enquanto construtor da história e da memória coletiva. Foram pesquisados mais de 150 filmes e selecionados 27 títulos nesta produção.

Clotilde Chaparro terá obra literária transformada em filme

A violência contra a mulher é um tema tão antigo quanto atual. E haja fôlego para falar do assunto.  Seja pela violência física ou de opressão psicológica (gaslighting), esta temática motiva estudos, indagações e muita indignação. Em pauta, artistas mostram que, infelizmente, este é um assunto de fundamental abordagem para provocar reflexões e estimular o combate a este mal.  A advogada e autora paulistana radicada em Brasília, Clotilde Chaparro, conseguiu explorar o tema e ganhar as telonas após escrever sua primeira grande obra best-seller: Duzinda, de 2002.
O roteiro, que fala de abusos contra mulheres comuns, no seu cotidiano, sairá do livro para o cinema. Para dar vida à história, o diretor Vicentini Gomez (SP) apostou na trama que foca mulheres das décadas de 30 e 40, mas sem deixar desapercebidos os reflexos comportamentais nas mulheres do século 21 e, de certa forma, de todos os séculos.
“É uma trama atemporal. Sofremos pressão e abusos até os dias de hoje. Comentários como ’Você está louca’, ‘ Você é burra’, permeiam o cotidiano de mulheres de antes, de agora e de depois. A ideia desta obra é mostrar que não, não somos, não somos nada disto! Quero abrir um espaço para conscientização”, frisa Clotilde. Para isto, Duzinda promete mexer e remexer em traumas expostos.
A trama é um romance de ficção, que se passa nas décadas de 1930 e 1940, em um bairro de classe média de São Paulo (SP). O esqueleto da história, real, se mescla com o fictício. Clotilde Chaparro baseou-se em casos que escutou durante toda a sua vida. Ou seja, mais de 70 anos de vivência e maturidade. O resultado: a história aborda pequenos maus-tratos e abusos que a mulher comum sofre diariamente e constantemente e, por isto, é obrigada a lidar com uma autoestima retraída, além da perda da dignidade.

“É um drama que aborda o cotidiano da mulher na sociedade brasileira dos anos 30 do século 20, no interior do Brasil, vivida pelos olhos, corpo e espírito de Duzinda, uma jovem mulher que sonhava com o príncipe encantado chegando no cavalo alado, tal qual via nas telas do cinema da pequena cidade onde morava no interior de São Paulo”, destaca a autora, Clotilde.
E é esta Duzinda idealizadora que era obrigada a lidar, diariamente, com os serviços domésticos e a atender no balcão do armazém de seu pai, o português Manoel. Tudo muda quando, certo dia, ela recebe um chamado para fugir com Ernesto, um frequentador do armazém pela qual mantinha certa admiração e paixão. É aí que o choque de realidade é imposto. A vida idealizada é contrastada com uma vida de submissão, abusos, desprezo, abandono, infortúnios, exploração, humilhação e violência.
Mas a história não para por aí. Depois de dois filhos e uma tuberculose, a protagonista consegue uma vaga no sanatório de Campos do Jordão. Dada como morta pela família, no entanto, ela renasce como uma Fênix para viver uma vida de conquistas e prestígios. Duzinda alia-se a Lucinda da Conceição e se transforma em uma influente líder do movimento sufragista, alicerçando as conquistas da mulher independente que vive hoje no século 21.
Uma bela história de reviravoltas vivida por Maria Eduarda Machado, como Duzinda, Antônio Petrin, como Manoel, Rodrigo Dorado, como Ernesto, e Carlo Briani, como Armando. A obra literária Duzinda vendeu mais de 30 mil exemplares e foi traduzida para o inglês e espanhol. Outro livro de Clotilde, Pesadelos e Sonhos, já teve 40 mil exemplares comercializados. A autora lançará agora, em Brasília, no dia 21 de agosto, As Gêmeas do Luxo ao Lixo. O lançamento será no salão da Igreja Nossa Senhora do Lago (SHIN QI 3 – Lago Norte), das 16h30 às 20h30.
Produtor, roteirista, diretor, ator, mímico e professor de cinema e teatro, Vicentini Gomez já dirigiu produções como Paúra (2001), Metasificando (2004), Visões (2011), Terra dos Taperas (2012), Justiça! Uma História (2014), dentre outras.
*Por Clara Camarano – contato@cine61.com.br

Tudo sobre a diretora e atriz Helena Ignez

Helena Ignez estreou como atriz em 1959 sob a direção de Glauber Rocha, no curta metragem Pátio. A partir de então, atuou em um grande número de filmes do Cinema Novo, como A Grande Feira, O Grito da Terra, Assalto ao Trem Pagador e O Padre e a Moça. Em 1968 começou sua parceria criativa com o diretor Rogério Sganzerla e atuou em quase todos os seus filmes.

Com mais de 50 anos de produção nos vários campos das artes cênicas e cinematográficas, ela Já foi homenageada na Ásia e também na Europa, a exemplo do 20º Fribourg International Film Festival, na Suíça, cuja Mostra “La Femme du Bandit” apresentou 25 de seus filmes; e do 17º Festival of Kerala, na Índia, que exibiu seis dos filmes em que ela trabalhou como atriz ou diretora. Em 2017 foi a homenageada do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Ainda na Suíça, como artista plástica, ela estreou a cine-instalação “Electric Sganzerland”, no Centre D’Art Contemporain – Fri-Art.

Após a realização do curta-metragem A Miss e o Dinossauro, de 2005, seu primeiro longa como diretora, Canção de Baal, ganhou o Prêmio de Melhor Filme da Crítica no Festival de Gramado, em 2009, e o Prêmio Anno Unno no Festival Il Mille Occhi, em Trieste, Itália, um reconhecimento pela sua contribuição à linguagem cinematográfica. Com este filme a diretora foi homenageada no 12º Festival de Cinema Luso Brasileiro em Portugal e no 4º CinePort.  Em 2008, o filme também foi selecionado para o Festival do Rio (Midnight Movies); para 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; além do Festival Internacional de Goa, na Índia, e do Festival Internacional de Cine Independente de Buenos Aires – BAFICI-Argentina.

Seu segundo longa, Luz nas Trevas: A Volta do Bandido da Luz Vermelha (2010), realizado a partir do roteiro original de Rogério Sganzerla, teve sua premiere em 2010, no 63º Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, em Competição Oficial, onde recebeu da crítica o Prêmio Boccalino d’Oro de Melhor Filme.

Em 2016 foi lançado nos cinemas o seu longa-metragem intitulado Ralé, o filme também foi exibido no 34º Filmfest Munchen, na Alemanha. Helena recebeu o Prêmio de Melhor Direção no 23º Festival Mix Brasil em 2015 e no 39º Festival Guarnicê de Cinema em 2016, onde o filme também recebeu o Prêmio Melhor Trilha Sonora. Também em 2016 Zé Celso recebeu Menção Honrosa no Rio Festival de Gênero & Sexualidade no Cinema por sua atuação em Ralé.